Oncologia na pauta da Saúde entre Dante e Nahim
Cotado para ser o novo secretário de Saúde, tão logo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) defina e eleição suplementar a prefeito, já prevista pelo presidente Namatela Jorge para 21 de novembro, o vereador e médico Dante Pinto Lucas (PDT) deve marcar ainda hoje, com o prefeito Nelson Nahim (PR), uma reunião para tratar da principal demanda dos pacientes de câncer no município: o tratamento de radioterapia.
Enquanto não ocorrem as mudanças previstas à área de Saúde, como a troca de comando no Hospital Geral de Guarus (HGG), Dante quer mudar a realidade dos pacientes oncológcios de Campos que hoje têm que se deslocar para Itaperuna, onde às vezes alugam apartamentos, em busca do tratamento radioterápico:
— Sou proctologista e acompanho pessoalmente o drama de alguns pacientes com câncer no intestino. O tratamento de quimoterapia é feito semanalmente, ou de 21 em 21 dias, enquanto o de radioterapia é diário. Desde que o IMNE suspendeu sua radioterapia, muitos pacientes de Campos têm optado por se fixar provisoriamente em Itaperuna e vir a Campos só para fazer a quimoterapia — explicou.
Ainda segundo o vereador, já existe o projeto para se adquirir uma aparelho de radioterapia, para servir a Unacom (unidade de tratamento oncológico) estabelecida na parceria do Hospital Escola Álvaro Alvim com a Clínica Santa Maria, que presta o tratamento quimioterápico, como já chegou a ser noticiado na Folha impressa e online, além do programa Folha no Ar. O vereador vai tentar agilizar com o prefeito o apoio municipal ao projeto.
Lembrado pelo blogueiro que, como a Folha também já noticiou, o IMNE suspendeu o atendimento de radioterapia apenas provisoriamente, enquanto adquiria um aparelho mais moderno, que tem previsão para entrar em operação em novembro, mês também previsto pelo TRE à eleição suplementar, Dante ressalvou:
— Melhor, pois Campos passaria a ter dois aparelhos. Na eventalidade de um deles quebrar, o outro continua operando e nenhum paciente precisaria mais ter que se deslocar a Itaperuna em busca de atendimento, que é o que ocorre hoje.






