Papa com nome a quem Cristo pediu: “Conserta minha Igreja!”

 

Em 27 de março de 2020, no auge da pandemia da Covid, o Papa Francisco caminhou e celebrou sozinho uma missa na praça de São Pedro vazia

 

 

Novo Papa conservador ou progressista?

A morte do Papa Francisco, na segunda, consternou o mundo. Que, em sua bipolaridade política, passou a debater se o sucessor do Trono de Pedro será progressista ou conservador. Como foi outro Papa muito popular, João Paulo II, polonês e um dos responsáveis pela queda do socialismo ateu na Europa, com a queda do Muro de Berlim em 1989.

 

“Conserta minha Igreja, Francisco!”

Em sua Argentina natal, até hoje se discute se Jorge Mario Bergoglio seria politicamente progressista ou conservador. O fato é que, quando se tornou Papa e adotou o nome Francisco, em 2013, ele adotou implicitamente a revelação de outro Francisco. O italiano de Assis, a quem Jesus apareceu no século 13 e pediu: “Conserta minha Igreja, Francisco!”

 

Coragem com bom humor

Ao encarar os escândalos financeiros do Banco do Vaticano e os de pedofilia que assombravam a Igreja Católica no início do século 21, Francisco abraçou a missão. Na qual misturou coragem com humildade e um traço que talvez o distinga de todos os seus antecessores: o bom humor. Como se distinguiu ao falar sério quando pregou o acolhimento da Igreja aos homossexuais.

 

Exemplo do Cristo

Desde João XXIII e seu Concílio Vaticano II, nos anos 1960, que permitiu que as missas católicas fossem celebradas na língua de cada país, Francisco foi o Papa mais reformador. Na missa que rezou sozinho na Praça de São Pedro, em 27 de março de 2020, no auge da pandemia da Covid, ele talvez não tenha consertado a Igreja do Cristo. Mas foi o seu melhor exemplo.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Nova pesquisa Paraná traz retrato ruim à reeleição de Lula

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula em fase ruim à reeleição

O presidente Lula (PT) apareceu ontem (confira aqui) atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030, nas consultas espontânea e estimulada da nova pesquisa Paraná. À frente dos opositores elegíveis no 1º turno, Lula perderia no 2º turno. Não só para Jair, como para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP).

 

Dados da pesquisa

A pouco mais de 1 ano e 5 meses da urna presidencial de 4 de outubro de 2026, a pesquisa Paraná foi feita entre 16 e 19 de abril. E ouviu 2.020 eleitores de todos os 26 estados brasileiros e Distrito Federal, com margem de erro de 2,2 pontos para cima ou para baixo.

 

Na espontânea

Na consulta espontânea, mesmo inelegível e réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro liderou com 18,2%. Ele ficou no empate técnico com Lula, com 17,2%. Em 3º lugar, Tarcísio teve 1,6%, com todos os demais abaixo de 1 ponto de intenção. Os 53,5% que disseram não saber em quem votarão revelam uma eleição aberta.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Na estimulada

Na consulta estimulada, Bolsonaro liderou fora da margem de erro na disputa do 1º turno contra Lula, por 38,5% a 33,3%. O petista ficou à frente, mas em empate técnico contra Michelle, por 33,7% a 31,7%. Lula liderou fora da margem de erro só no 3º cenário ao 1º turno, contra Tarcísio, por 34,0% a 27,3%.

 

Atrás de Jair, Michelle e Tarcísio no 2º turno

As piores projeções à reeleição de Lula, no entanto, ficaram nas simulações da pesquisa Paraná ao 2º turno. No qual, fora da margem de erro, o presidente perderia não só para o antecessor inelegível, por 40,4% a 46%; mas também para Michelle, por 41,0% a 45,0%. Embora em empate técnico, Lula ficou atrás também de Tarcísio ao 2º turno: 40,6% a 43,4%.

 

Acefalia à esquerda e à direita

Na acefalia narcisista das redes sociais, a pesquisa gerou questionamentos dos lulopetistas. Que já tinham questionado as pesquisas de 2018, quando Bolsonaro se elegeu presidente. Tal e qual os bolsonaristas em 2022, quando Lula se elegeu. Politicamente antagônicos, são muito semelhantes na incapacidade cognitiva de aprender com os próprios erros.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Com interdição de plataformas, problemas de caixa a Campos?

 

Plataformas P-53, na sexta, e PCH-1, na segunda, interditadas na Bacia de Campos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Wladimir: “Campos terá problema de caixa”

O município de Campos terá problemas de fluxo de caixa nos próximos meses? Foi o que o prefeito Wladimir Garotinho (PP) disse (confira aqui) na segunda (21). O motivo seriam problemas em duas plataformas na Bacia de Campos: P-53, interditada (confira aqui) na sexta (18) pela ANP, e PCH-1 (ou Cherne 1), que teve (confira aqui) um incêndio e deixou 32 petroleiros feridos na mesma segunda.

 

Queda do barril de petróleo

A causa seria também o tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, que puxou o preço do barril de petróleo para baixo no mercado internacional. Também presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Wladimir foi endossado pelo secretário executivo do órgão, Marcelo Neves.

 

Questionamentos ao prefeito

Ao blog Opiniões, o presidente e o secretário da Ompetro explicaram na segunda que o problema principal para Campos com as plataformas era na P-53. No entanto, a associação no mesmo dia com o incêndio na Cherne 1, que tem pouco impacto na arrecadação de royalties, viralizou questionamentos a Wladimir nas redes sociais.

 

Explicações (I)

“A principal plataforma de produção (a P-53) da nossa Bacia foi interditada pela ANP na sexta. E hoje (na segunda) tivemos um acidente em outra plataforma (a PCH-1 ou Cherne 1). Isso, somado ao tarifaço de Trump, fez o preço do barril Brent (petróleo cru) despencar abaixo dos US$ 60”, disse o prefeito e presidente da Ompetro.

 

Explicações (II)

“Dos dois incidentes, o que mais nos impacta é a interdição da P-53. Se ficar paralisada por um mês, pode impactar nossos royalties em cerca de 15%. O Brent já vem caindo, em decorrência do tarifaço de Trump. O impacto financeiro se dará a partir de junho, pois os repasses ocorrem dois meses após a produção”, projetou o secretário executivo da Ompetro.

 

Análise do especialista (I)

“Para os municípios produtores, a queda na cotação do barril de petróleo já geraria um cenário preocupante. Uma perspectiva de desaceleração econômica vai adicionar um aperto ainda maior. Com esses episódios na Bacia de Campos, as projeções parecem mesmo preocupantes”, advertiu à coluna Igor Franco, especialista em finanças e professor do Uniflu/FDC.

 

Análise do especialista (II)

“Os incidentes nas duas plataformas, especialmente a P-53, no Campo de Marlim Leste, terão impactos nas receitas de petróleo em Campos. Afinal, Marlim Leste foi responsável por 2,13% da produção total da mesma bacia em fevereiro deste ano e o município de Campos é um importante produtor”, explicou à coluna o economista Alcimar Ribeiro, professor da Uenf.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Lula atrás de Bolsonaro no 1º turno e de Michelle e Tarcísio no 2º

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O presidente Lula (PT) está atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030, nas consultas espontânea e estimulada da pesquisa Paraná divulgada na manhã de hoje. À frente dos nomes elegíveis da oposição ao 1º turno presidencial, Lula ficou atrás em todas simulações da pesquisa ao 2º turno. Não só de Jair, mas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e do governador de SP, Tarcísio de Freitas (REP).

A pouco mais de 1 ano e 5 meses da urna presidencial de 4 de outubro de 2026, foi o cenário apresentado pela nova pesquisa do instituto Paraná. Que foi feita entre 16 e 19 de abril, com 2.020 eleitores de todos os 26 estados brasileiros e Distrito Federal, com margem de erro de 2,2 pontos para cima ou para baixo.

Espontânea — Na consulta espontânea, em que o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar, mesmo inelegível e réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro liderou com 18,2%. Ele ficou no empate técnico com Lula, com 17,2% de intenção. Em 3º lugar, Tarcísio teve 1,6%, com todos os demais abaixo de 1 ponto de intenção. A maioria dos 53,5%, que disseram não saber em quem votarão, revela uma eleição aberta.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Estimulada contra Bolsonaro, Michelle e Tarcísio — Na consulta estimulada, em que os nomes dos possíveis candidatos são apresentados ao eleitor, Bolsonaro liderou fora da margem de erro no 1º cenário ao 1º turno, com 38,5% contra 33,3% de Lula. Este ficou à frente de Michelle, mas em empate técnico no 2º cenário, por 33,7% a 31,7%. O petista liderou fora da margem de erro só no 3º cenário, contra Tarcísio, por 34,0% a 27,3%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Atrás de Bolsonaro, Michelle e Tarcísio no 2º turno — As piores projeções à reeleição de Lula, no entanto, ficaram nas simulações da pesquisa Paraná ao 2º turno, agendado para 25 de outubro de 2026. No qual, fora da margem de erro, o presidente hoje perderia não só para o antecessor inelegível, por 40,4% a 46%; mas também para Michelle, por 41,0% a 45,0%. Embora em empate técnico, o petista ficou numericamente atrás também de Tarcísio ao 2º turno: 40,6% a 43,4%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “A Paraná testou sete cenários com entrevistas presenciais. Com Jair Bolsonaro, caso as eleições fossem hoje e o ex-presidente pudesse se candidatar, ele lidera tanto no 1º turno, por 38,5% contra 33,3% de Lula, quanto num eventual 2º turno: 46,0% contra 40,4% de Lula. Já a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, perderia para Lula no 1ºturno, por 31,7% a 33,7%; mas venceria o venceria no 2º turno, por 45,0% a 41,0%. Como o governador de São Paulo, Tarcísio de Feitas, atrás de Lula no 1º turno, por 27,3% a 34,0%; mas à frente num eventual 2º turno, por 43,4% a 40,6%”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

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Renda do petróleo vai cair com problemas em plataformas e Trump

 

Interdição das plataformas P-53, na sexta, e PCH-1, hoje, junto ao tarifaço de Trump, trarão problemas de caixa para Campos e demais municípios produtores de petróleo a partir de junho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“Teremos problemas de fluxo de caixa nos próximos meses”. É o que projeta para Campos o prefeito Wladimir Garotinho (PP). Ele deu as causas do tempo de vacas magras que avizinha. Que, segundo o secretário executivo da Ompetro, Marcelo Neves, deve começar a ser sentido em junho.

— A principal plataforma de produção (a P-53, primeira no Campo de Martim Leste) da nossa Bacia foi interditada pela ANP (confira aqui) na sexta (18). E hoje tivemos um acidente (confira aqui) em outra plataforma (a PCH-1 ou Cherne 1). Isso, somado ao tarifaço de Trump, fez o preço do barril Brent (petróleo cru) despencar abaixo dos US$ 60 dólares — disse Wladimir.

— Dos dois incidentes, Martim Leste interditada pela ANP na sexta e a explosão hoje na Cherne, a que mais nos impacta é primeira. Que, se ficar paralisada por 1 mês, pode impactar nossos royalties em cerca de 15%. Cherne tem uma produção muito pequena, inferior a 1% se ficar paralisada o mês inteiro — contabilizou Marcelo Neves, secretário executivo Ompetro.

— A produção é apenas um dos itens no cálculo dos royalties, como a cotação do Brent e a cotação do dólar, entre outras variáveis de cálculo. O Brent já vem caindo nas últimas semanas, em decorrência do tarifaço de Donald Trump. O impacto financeiro dessas ocorrências se dará a partir de junho, pois os repasses ocorrem 2 meses após a produção — projetou o secretário executivo da Ompetro.

 

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Visita de Lula, Petrobras e eleições no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Petroleiro e gerente executivo de Responsabilidade Social da Petrobras, José Maria Rangel (PT) é o convidado do Folha no Ar nesta terça (22), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele analisará o rescaldo da visita do presidente Lula (PT) a Campos no dia 14, para (confira aqui e aqui) inaugurar o novo prédio da UFF na cidade. Também falará sobre o incêndio registrado hoje (confira aqui) na plataforma Cherne 1, na Bacia de Campos, e dos projetos que ele desenvolve na Petrobras.

Por fim, com base nas pesquisas, Zé Maria tentará projetar as eleições de 4 de outubro de 2026, daqui a 1 ano e 5 meses, a presidente (confira aqui, aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui), senador e deputados.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Após Lula, Wladimir tem apoio na mira de Paes e Bacellar

 

Pré-cadidatos a governador, o prefeito carioca Eduardo Paes e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, com o prefeito campista Wladimir Garotinho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula pede telefone a Wladimir

A política real é sempre mais dinâmica que os dogmas de fé da militância. Que se espantou com os bastidores da visita de Lula (PT) para inaugurar o novo prédio da UFF em Campos na segunda (14). Quando o presidente pediu (confira aqui) o telefone de Wladimir Garotinho (PP), após saber que ele pode ser vice de Eduardo Paes (PSD), aliado de Lula, na chapa a governador em 2026.

 

Bacellar não descarta Wladimir

A quem ignora que parte do PT goitacá serviu como linha de apoio a uma candidatura de direita a prefeita de Campos em 2024, o espanto seria ainda maior. E não só à militância de esquerda. Ao saber que o apoio de Wladimir também não está descartado por outra pré-candidatura a governador: a do presidente campista da Alerj, Rodrigo Bacellar (União).

 

Lula quer falar com Garotinho

De fato, o espanto sobre a dinâmica da política real poderia até despertar a militância do sonambulismo. Se esta soubesse, por exemplo, que Lula disse Wladimir no palanque de inauguração do prédio da UFF: “Gosto muito do seu pai (Anthony Garotinho), mais ainda da sua mãe (Rosinha Garotinho). Mas a política afasta a gente. Precisamos voltar a conversar”.

 

Bolsonaros em compasso de espera

Do outro lado da bipolaridade política brasileira, Bacellar busca o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à sua pré-candidatura a governador. Mas tudo em relação aos Bolsonaro ficou em compasso de espera com a nova cirurgia a que o ex-presidente teve que se submeter no domingo (13), ainda consequência da facada que tomou em 2018 de um militante.

 

Bacellar se reaproxima de Pampolha

Conhecido por sua capacidade de articulação, como pela determinação em busca dos seus objetivos, Bacellar não está em compasso de espera. E aproveitou o final de semana passado para reerguer pontes com o vice-governador Thiago Pampolha (MDB). A quem visitou, por conta do aniversário da filha, no sítio Lajedo, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio.

 

Quem assume lugar de Castro?

Como a coluna antecipou (confira aqui) desde 12 de março: “É dado como certo que (Cláudio) Castro (PL) se desligará do cargo de governador em 2026, para se candidatar a senador ou a deputado federal. Se Pampolha também saísse, Bacellar se candidataria a governador já no cargo, com a máquina na mão. O que pesaria tanto ou mais que o apoio de Bolsonaro”.

 

Pampolha a governador?

Ao noticiar na quarta (confira aqui) o encontro entre Bacellar e Pampolha no último final de semana, o jornal carioca O Dia, no entanto, ressalvou: “Tem gente que vê esta aproximação como uma forma de Bacellar ajudar a pavimentar uma vaga de Pampolha no TCE-RJ. Aos amigos, Pampolha confidencia que não quer, e que concorrerá ao Palácio Guanabara de qualquer maneira”.

 

Daqui não saio?

Como a coluna também adiantou desde 12 de março: “Quem conhece a política fluminense, mas trabalha na oposição a Bacellar, diz que Pampolha é a encarnação da marchinha ‘Daqui não saio, daqui ninguém me tira’. Quem conhece a política fluminense e trabalha com Bacellar, aposta que o vice-governador só está valorizando o passe”.

 

Wladimir sai ou fica prefeito?

Como Castro, Wladimir receia ficar sem mandato. Por isso, ambos pensam em sair de seus cargos até abril de 2026, para se candidatarem em outubro do mesmo ano. Mas o grupo de Bacellar, o mesmo de Castro, também trabalha com a perspectiva de Wladimir ficar e concluir seu mandato como prefeito de Campos até 1º de janeiro de 2029.

 

Variáveis de 2026 a 2030

Caso Wladimir apoie Bacellar em 2026 a governador, este garantiria paz jurídica ao hoje prefeito de 2029 a 2030, quando disputaria uma nova eleição. O problema reside na confiança no cumprimento desse acordo. Cuja ruptura poderia brotar já na eleição a prefeito de Campos em 2028, caso Bacellar e Wladimir apoiassem nomes diferentes para suceder o segundo.

 

Bacellar x Paes pela política

Sobre a pacificação de Bacellar com Pampolha, O Dia também registrou na quarta: “Rodrigo agora trabalha por um grande arco de alianças visando às eleições de 2026”. De fato, o político de Campos é visto como um “candidato da política”. Enquanto Paes é encarado como político que se fia em seu trabalho como administrador, mas dá pouca entrada à política.

 

Aliados de peso de Bacellar

“Bacellar tem dialogado com lideranças dos partidos mais fortes do Estado” disse O Dia. Sua pré-candidatura a governador passa pelo apoio do deputado federal Altineu Cortês, presidente do PL no RJ, do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (do MDB de Pampolha) e do presidente nacional do União, Antonio Rueda. Que costura por cima com o PP de Wladimir.

 

Bruno com Bacellar ou Caio com Paes?

A posição de Wladimir em 2026 tem duas possibilidades, sinalizadas por dois aliados do prefeito: o deputado estadual Bruno Dauaire (União) e o federal Caio Vianna (PSD). Licenciado da Alerj para ser secretário de Habitação de Castro, Bruno é pró-Bacellar. Já Caio é pró-Paes, a quem deve o exercício do seu mandato na Câmara Federal.

 

Bifurcação no Folha no Ar

Ao Folha no Ar em 28 de março, Bruno revelou (confira aqui): “Meu papel de cupido, que foi sempre equilibrar essas duas pessoas (Wladimir e Bacellar), cada qual com as suas características peculiares”. Ao Folha no Ar de 4 de abril, Caio projetou (conira aqui): “Wladimir com o Eduardo (Paes) seria uma chapa dos sonhos. Dificilmente haveria concorrência para bater essa chapa”.

 

Wladimir é a noiva cobiçada

Até as convenções entre julho e agosto de 2026, tudo são especulações à urna de 6 de outubro do mesmo ano, daqui a 17 meses. Período no qual, como advertia o sábio conservador Marco Maciel: “Tudo pode acontecer, inclusive nada”. Na dúvida entre Bruno ou Caio de padrinho, Wladimir hoje é uma noiva cobiçada por Paes e Bacellar. De quem até Lula quer o telefone.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Ídolo do Flamengo, BH entre o câncer das Bets e o lamento

 

Bruno Henrique em 2023 e Zinédine Zidane em 2006 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Antes que se inicie o Flamengo e Juventude às 21h30, pelo Brasileirão, considero Bruno Henrique um ídolo rubro-negro. Não só do time treinado por Jorge Jesus, que revolucionou o futebol brasileiro e das Américas em 2019. Mas desde que Zico (até 1990) e Júnior (até 1993) ainda jogavam pelo time da Gávea.

Não como jogador, mas como ídolo, aquele em que o torcedor mais precisa nos jogos grandes e quase nunca deixa de entregar, BH está no panteão rubro-negro. Acima de Romário, Sávio, Adriano, Petković e Gabigol. Este, hoje, reserva no Cruzeiro que o recebeu do Flamengo a peso de ouro.

Isso posto, não dá para ignorar que BH foi indiciado pela Polícia Federal por ter forçado um cartão amarelo contra o Santos, em jogo pelo Brasileirão de 2023, para beneficiar apostadores. Entre eles, o irmão, a cunhada e uma prima. O que parece evidenciado, a partir de celulares apreendidos pela PF, em mensagens trocadas entre o atacante e outros investigados.

Vários nomes de peso da crônica esportiva brasileira já condenaram BH. Não o farei.

Diante das evidências contra um jogador de origem humilde e egresso da várzea, que tão bem simboliza a vida entre o céu e o inferno de ídolos do futebol vindos do nada e o câncer das Bets no país, sinto por BH o mesmo que senti — sem comparar a qualidade do jogador — por Zidane após uma cabeçada no peito de Materazzi, na final da Copa do Mundo de 2006.

 

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Lula em Campos e mundo pós-Trump no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Sociólogo, professor da Uenf e pós-doutorando na Universidade de Bremen, na Alemanha, onde reside, Roberto Dutra é o convidado para encerrar a semana do Folha no Ar nesta quinta (17), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele analisará a visita de Lula em Campos na última segunda (14), para inauguração (confira aqui) do novo prédio da UFF na cidade. Também tentará projetar, a partir das pesquisas (confira aqui, aqui, aqui e aqui), as eleições de 6 de outubro de 2026, a presidente, governador, senador e deputados.

Por fim, Roberto falará sobre o papel da Alemanha e da União Europeia (UE) diante da invasão da Ucrânia pela Rússia de Vladimir Putin. E da incerteza geopolítica instalada no mundo pós II Guerra (1939/1945) com a política externa dos EUA sob o governo Donald Trump.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Wladimir como vice de Paes ao pé do ouvido de Lula

 

Ao lado de Wladimir na inauguração do novo prédio da UFF em Campos na segunda, Lula ouve de Caio que o prefeito de Campos pode ser vice do prefeito do Rio na chapa a governador do estado em 2026 (Foto: Divulgação)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Wladimir vice de Paes ao ouvido de Lula

“Estamos trabalhando para Wladimir (Garotinho, PP) ser o vice na chapa de Eduardo Paes (PSD) a governador”. Foi isso que o deputado federal Caio Vianna (PSD) disse ao ouvido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no palanque montado no novo prédio da UFF na cidade, em sua inauguração oficial (confira aqui) na última segunda (14).

 

Lula pede e recebe telefone de Wladimir

Diferente do que a jornalista carioca Berenice Seara divulgou (confira aqui) ontem (13), Caio não confidenciou uma certeza a Lula, mas uma possibilidade. O que teria bastado para o presidente pedir que o prefeito de Campos lhe passasse seu telefone, “para conversar sobre a política do Rio”. E foi atendido por Wladimir, que anotou seu número nas costas do petista.

 

Caio Vianna na costura

Foi o que Caio disse ontem à coluna. E foi um passo adiante, ao pé do ouvido de Lula, do que o deputado já havia dito em entrevista (confira aqui) ao Folha no Ar, programa matinal da Folha FM 98,3, do último dia 4: “Uma chapa de Wladimir com o Eduardo (Paes) seria uma chapa dos sonhos, sem dúvida alguma. Dificilmente haveria concorrência para bater essa chapa”.

 

Fora da Prefeitura em 2026?

Antes de Caio levantar a bola no Folha no Ar, a possibilidade de o prefeito de Campos ser vice do prefeito do Rio numa chapa a governador em 2026 já era debatida abertamente nos bastidores. Em concordância com a máxima “político não pode ficar sem mandato”, é bem provável que Wladimir deixará a Prefeitura de Campos até abril do ano que vem.

 

Para se candidatar a quê?

Além da possibilidade de ser vice de Paes a governador, Wladimir poderia ser candidato em 2026 a deputado federal ou estadual. Ou ainda a senador, numa composição mirando as duas vagas que o estado terá em 2026 à Câmara Alta da República.

 

Caio e Wladimir entre 2020 e 2024

A definição eleitoral de 2026 interessa diretamente a Caio. Que, após disputar um 2º turno muito duro contra Wladimir em 2020, a prefeito de Campos, se aliou a ele em 2024 para ajudar a garantir a reeleição do ex-adversário ainda no 1º turno em 2024.

 

Caio e Wladimir para 2026

“A deputado federal, naturalmente, sou candidato à reeleição. O acordo com o prefeito é para eu ser o candidato a deputado federal do grupo. Caso isso mude por uma questão singular (Wladimir vir a federal), isso me coloca como candidato a deputado estadual do grupo” disse Caio à Folha FM. Foi 10 dias antes de falar de Wladimir como vice de Paes ao ouvido de Lula.

 

Reforço a Paes no interior

Eduardo Paes é aliado de Lula e Caio. Se isso se estendesse a Wladimir, que já foi do PSD, teria impacto no tabuleiro político do RJ em 2026. Quando poderia sanar um conhecido déficit de Paes a governador, eleitoralmente forte na capital e fraco no interior do estado. A ver.

 

Pubicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Lula em Campos, safra da cana e eleição no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Industrial, proprietário da usina Paraíso, presidente do Sindicato da Indústria Sucroenergética do Estado do Rio de Janeiro (Siserj) e ex-presidente do PSDB em Campos, Geraldo Hayen Coutinho é o convidado do Folha no Ar desta quarta (16), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele analisará a visita (confira aqui) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ontem (14) a Campos, para inaugurar o novo prédio da UFF na cidade. E falará da perspectiva da safra de cana 2025/2026 para Campos e região.

Por fim, com base nas pesquisas (confira aqui, aqui, aqui e aqui), Geraldo tentará projetar as eleições a presidente, governador, senador e deputados em 6 de outubro de 2026, daqui a 1 ano e 5 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Presidente Lula hoje em Campos no Folha no Ar desta terça

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) hoje (14) a Campos, para inaugurar o novo prédio da UFF, será o tema do Folha no Ar desta terça (15), ao vivo, a partir das 7h da manhã. Com a participação dos jornalistas Ingrid Silva e Gabriel Torres, que cobrem o evento de hoje pela Folha da Manhã.

Em pauta, a visita de Lula a uma cidade que deu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mais de 63% dos seus votos válidos nos segundos turnos presidenciais de 2018 e 2022. Assim como a disputa entre o o PT de Campos e o prefeito Wladimir Garotinho (PP) pela paternidade da obra inaugurada.

Por fim, será analisada a receptividade popular do campista a Lula, pré-candidato à reeleição em 2026, daqui a 1 ano e 5 meses, em meio à queda na aprovação do Governo Federal (confira aqui, aqui, aqui e aqui) registrada nas pesquisas.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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