Nestes tempos de isolamento por conta da pandemia do novo coronavírus, o blog inicia hoje (25) uma série que trará um vídeo diário com aconselhamentos úteis às pessoas durante a quarentena. E começa com o médico geriatra campista Emanuel Oliveira, especialista em sáude e envelhecimento do idoso, grupo vítima preferencial da Covid-19. Ele alerta sobre a responsabilidade de cada um no enfrentamento da crise:
Paulo Vitor Cortes Lopes e Sérgio Provisano e o grande legado das suas vidas
Em meio à pandemia da Covid-19, o tempo é de perda. Sempre mais doída quando próxima, independente do mundo ou sua nova praga. Já escrevi mais do que gostaria que nada evidencia o tempo passando pela nossa vida, do que quando ele deixa de passar pela vida de quem nos servia de referência.
Paulo Vitor Lopes e Sérgio Provisano eram dois amigos queridos. Professor de educação física, o primeiro morreu precocemente de infarto aos 49 anos, na noite do último sábado (21). O segundo, professor, artista e programador visual, faleceu aos 67 anos na madrugada de hoje (24), no Hospital Geral de Guarus, onde estava internado há uma semana com complicações renais e de diabetes.
Conheci Paulo Vitor, o PV, pela alcunha de Aranha. Era 1987, quando cursávamos o antigo segundo grau, hoje ensino médio, no Auxiliadora. Ele era um hábil boleiro, que demonstraria seu talento naquele final dos anos 1980 e início dos anos 1990, nas disputadas peladas da AABB. Hoje sede da Fundação Municipal de Esporte, nas últimas décadas do milênio passado serviu de ponto de encontro para uma geração de adolescentes e jovens da classe média goitacá.
A amizade com PV se estreitaria também nos verões de Atafona. Mesmo com repertório escasso de algumas músicas de pop-rock, tinha seus status reforçado entre uma galera que nele tinha seu único violeiro. De lá para cá, como para o resto da vida, sempre que ouvir “Paisagem da Janela”, “Não Chores Mais” ou “Maluco Beleza”, lembrarei com saudade daquele entorno de três décadas atrás, expresso na voz e violão de Aranha. Até mais do que nas de Lô Borges, Gilberto Gil ou Raul Seixas, intérpretes canônicos das suas respectivas canções.
Em 14 de março de 2011, essa mesma turma de jovens dos anos 1980 teria outra perda precoce. O engenheiro Marcos Ribeiro Gomes, aos 37 anos, não resistiu aos traumas internos provocados por um acidente de carro. No dia seguinte à sua morte, publiquei um texto na Folha, republicado virtualmente aqui, dois dias depois, neste blog. Nele lembrei de quando, como e com quem comunguei a primeira noite ébria virada da minha vida. Foi em um verão de Atafona de 1989. Tão longe e tão perto.
Abandonados pelos demais amigos, ficamos apenas Paulo Vitor, Marcos e eu, à beira do Paraíba do Sul. Com Aranha repetindo as mesmas músicas em voz e violão, madrugada adentro, Marcos e eu fazíamos o que podíamos no backing vocal. Nos intervalos, identificamos e resolvemos todos os problemas do mundo, entre um gole e outro de cerveja.
No resgate dessas memórias, registrei também como soube do acidente de Marcos na mesma Atafona de 22 anos atrás. Coincidência ou não, coube a PV ir à minha casa avisar. O fez antes de desabar lentamente até o chão, costas apoiadas no portão. E, dos seus olhos perdidos ao nada, começaram a minar água. Como da chuva que cairia forte logo depois, sobre a estrada rumo a Campos. Na qual fui avisado por celular que Marcos tinha acabado de morrer.
Com a morte agora de Aranha, quiseram as fiandeiras do destino que hoje restassem apenas duas testemunhas vivas daquele rito de passagem cumprido na escuridão, iluminada de lua e das brasas de cigarros precoces, até o sol nascer. O Paraíba e eu nos lembramos bem. E a saudade que fica é imensa. Maior que o oceano onde o rio deságua.
Entre tantas histórias, como não lembrar da sua aprovação no curso de educação física da antiga Universidade Gama Filho? No típico método “pauloviteano” de ser, ele levou um dado à prova do vestibular. E, jogando-o sobre a carteira, marcava o resultado nas questões de múltipla escolha.
Seja como for, PV passou. E se tornaria depois um excelente professor de educação física. Não só pelo talento natural aos esportes, como pelo jeito afável com crianças, dom que nenhum vestibular é capaz de medir.
Pouco antes de nascer meu único filho, hoje homem de 20 anos, promovi um “chá de beber” com amigos. Ao qual o hoje falecido Edvar Freitas Chagas cedeu gentilmente sua casa em Atafona. Foi entre o final de junho e o início de julho daquele inverno de 1999. Estação na qual o balneário sanjoanense fica, à noite, por vezes coberto de nevoeiro salgado de maresia, como um “fog” londrino.
Com a desculpa do nascimento de Ícaro dali a poucos dias, começamos a beber à tarde e assim rompemos a madrugada. Paulo Vitor sumiu no meio do encontro, sem avisar a ninguém. Mas, banalizado pela convivência, ninguém mais estranhava esse seu estranho hábito. No final, ficaram apenas os “heróis da resistência”: Marcelo Duncan, o Colorau, Leonardo Rosa, o Grilinho, e eu.
No clima propício daquela solidão de meio de ano de uma Atafona pré-Porto do Açu, madrugada alta e fria, em meio ao nevoeiro baixo e completamente bêbados, começamos a contar uns aos outros histórias de fantasma. Eis que, no clima de filme B de terror, um vulto se levanta do canteiro ao lado da piscina, como se brotado da terra. Todos foram tomados de pavor pela aparição repentina.
Grilinho correu e se trancou no banheiro; eu, no quatro. Sem vaga para se esconder, Colorau se arrebentou todo, ralando o peito após pular como um gato apavorado por cima do muro da piscina.
Era Paulo Vitor. Sem que ninguém tivesse percebido, ele tinha apagado mais cedo no canteiro, dormindo escondido entre as plantas, despertando só de madrugada. Passou um tempo conosco, refeitos do susto, do qual demos boas risadas, e depois sumiu de novo. Desta vez sem voltar.
Pela diferença de idade, não tive com Provisano o elemento agregador da geração. Que permite a comunhão das melhores — e piores — histórias do nosso período formativo. Mas ninguém que, como eu, milite em arte e cultura em Campos desde os anos 1990, ou o tenha feito depois disso, deixou de conhecê-lo e reconhecê-lo como referência.
Dono de saber renascentista, reunia duas características raras no mesmo “passante”, como definia a si e ao seu semelhante: era contestador e doce. De cultura sólida, adquirida nos livros, soube fazer bem a transição à superficialidade das redes sociais, conferindo-lhes profundidade.
Militante intransigente da educação, foi lembrado por alguns dos muitos amigos com uma foto abraçado com seus alunos, crianças pobres da rede pública municipal, que amava como filhos. E, abaixo da imagem, um dos seus ditos: “Este educador está de passagem, apenas para dizer que ele quer fazer a diferença e que se orgulha em estar em boa companhia nessa missão”.
Com a missão de ensinar, esses dois professores foram grandes companhias. Estarão sempre aí, fazendo diferença no que somos. E em cada uma das crianças, muitas crescidas, que não passaram em vão por suas vidas.
Em tempos de coronavírus, a perda de PV, o Aranha, foi uma China dentro de mim. A de Provisano, uma Itália.
Até o presente momento, além do caso confirmado ontem (relembre aqui) da Covid-19, Campos tem outros 16 suspeitos da doença. Com o exame de coronavírus negativado para jovem internada no sábado (22) na UTI do Hospital Ferreira Machado, seriam 13. Mas surgiram três novos casos suspeitos, de idosos com outras comorbidades, que também já foram testados e aguardam o resultado. Eles estão em estado grave, dois internados na UTI da Santa Casa e um no Hospital Ferreira Machado.
Área da antiga Vasa, na 28 de Março, onde o hospital estadual de campanha para combate da Covid-19 começa a ser instalado nesta quinta (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)
O secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, bateu o martelo. Como o blog adiantou ontem (23) com exclusividade (confira aqui), a área onde o hospital de campanha do governo Wilson Witzel (PSC) será mesmo na antiga Vasa, na avenida 28 de Março. E atenderá não só Campos, mas todos os municípios da região no enfrentamento da Covid-19.
A infomação foi passada pelo deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), que recebeu a confirmação do próprio Edmar Santos. De propriedade do grupo de supermercados Super Bom, a área tem 9,8 mil metros quadrados. E a empresa contratada pelo Governo do Estado para a instalação do hospital de campanha precisava de um espaço que com pelo menos 7 mil metros quadrados.
O início da montagem do hospital estadual de campanha está mantida para a próxima quinta (26). E deve funcionar, no mínimo, pelo prazo de cinco meses. Ao blog, Wladimir pregou a união no combate de Campos e Norte Fluminense ao novo coronavírus:
— Batido o martelo. Vai ser na área da Vasa e o pedido do estado é de cessão da área, sem custo, por cinco meses. Estou vendo a documentação com o proprietário. É o tempo suficiente levando em conta o período da baixa da curva e desmontagem da estrutura. Entrei com contato com o secretário municipal de saúde, Abdu Neme, por várias vezes durante a pandemia, para me colocar a disposição do município e ajudar no que eu puder. Não é hora de divisão.
Até quinta (26), o governo Wilson Witzel (PSC) começará a montar um hospital de campanha em Campos, com 150 leitos, para atender o município e todo o Norte Fluminense no enfrentamento à pandemia da Covid-19. E amanhã (24) será publicado em edição extra do Diário Oficial um chamamento público a todos os hospitais das redes filantrópica e particular fluminenses para que forneçam leitos clínicos, de UTI e respiradores, custeados pelo Estado do Rio. A medida facilitará o acesso de leitos em Campos para tratar do novo coronavírus, por sua condição de polo regional de saúde.
As informações do socorro do governo Witzel a Campos e região foram confirmadas pelos deputados federais Marcão Gomes (PL) e Wladimir Garotinho (PSD), assim como o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). A vinda do hospital de campanha para Campos, para atender aos casos de Covid-19, atende ao ofício nº 128/2020, enviado em 16 de março pelo prefeito Rafael Diniz (Cidadania) ao secretário estadual de Saúde, Edmar Santos. Ao contrário do que chegou a ser divulgado em sites locais, o hospital não será instalado Uenf. A informação foi desmentida pelo reitor da universidade, professor Raul Palacio. E foi descartada por Edmar por ficar muito distante dos grandes hospitais da cidade.
Uma área já oferecida pela rede de supermercados Super Bom é a da antiga Vasa, na av. 28 de Março. Mas a definição será feita em conjunto pelos técnicos da Prefeitura de Campos e do Governo do Estado, a partir das especificações técnicas que serão enviadas amanhã pela empresa já contratada para a montagem do hospital de campanha. Também ainda não está definido quantos dos seus 150 leitos serão clínicos, para pacientes moderados, e quantos de UTI, com respiradores, fundamentais ao tratamento dos casos mais graves.
O prefeito Rafael Diniz felicitou o reforço estadual a Campos e região no combate à Covid-19, que atendeu ao seu pedido à secretaria estadual de Saúde. Mas afirmou que manterá o Centro de Combate ao Coronavírus (CCC) no novo prédio da Beneficência Portuguesa, anunciado ontem (aqui) e previsto para começar a funcionar na sexta (27):
— É uma notícia muito importante não só para Campos, mas para todos os municípios que atende como polo regional de Saúde Pública. Cientes da gravidade do quadro que iríamos enfrentar, enviamos o ofício à secretaria estadual de Saúde, desde a segunda-feira passada (16), pedindo que fosse aumentada a oferta de leitos clínicos e de UTI, para dar suporte à pandemia que nos assola já nos assolava naquele momento. Não é o momento de pânico, gerado pela disseminação irresponsável de fake news nas redes sociais. A hora é de trabalho e união entre poderes, lideranças políticas, de saúde e principalmente, com a população. Por isso, felicitamos a vinda do hospital de campanha pelo Governo do Estado, mas vamos manter nosso Centro de Combate ao Coronavírus na Beneficência Portuguesa. Juntos, enfrentaremos essa crise. E peço mais uma vez a todos: fiquem em casa!
Confira abaixo a cópia do ofício enviado no dia 16 pelo governo municipal à secretaria estadual de Saúde:
Rodrigo Bacellar, Gil Vianna e Caio Vianna (montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Citados criticamente por Caio VIanna (PDT), pré-candidato a prefeito de Campos, em entrevista publicada (aqui) na Folha do último domingo (22), os deputados estaduais Rodrigo Bacellar (SD) e Gil Vianna (PSL) reagiram hoje.
À pergunta se seu racha com Rodrigo se deu por conta da disputa entre SD e PDT como destino de um vereador de Campos, além da tentativa do deputado de indicar o vice em sua chapa, Caio respondeu:
— Esse tipo de negociata não é projeto de cidade. É um projeto de poder que exclui a sociedade. Estou fora!
Rodrigo respondeu, dizendo estar focado no enfrentamento do Estado do Rio à Covid-19, mas prometeu que depois deixará “claro à população quem mais conhece de negociata em Campos”:
— Tenho me ocupado de reuniões com o governador, sua equipe e os colegas da Alerj, liderados pelo presidente Andre Ceciliano (PT), todos muito focados na questão do Covid19. A minha grande e única preocupação é tentar produzir ações que ajudem a população nesse momento de caos, tal qual fiz semana passada com o projeto de lei aprovado e sancionado agora (aqui) que proíbe o corte no fornecimento dos serviços essenciais como energia, água e gás. Essa pandemia, se Deus quiser, vai passar. Aí eu terei o prazer de falar de política e deixar claro a população quem mais conhece de negociata em Campos.
Por sua vez, quando perguntado das duras críticas feitas por Gil no Folha no Ar de 27 de janeiro, na Folha FM 98,3, Caio disse sobre seu vice na eleição a prefeito de 2016, na entrevista da Folha da Manhã de domingo:
— Gil já falou muitas coisas. Quando esteve ao lado de João Peixoto falava de um jeito, depois ao lado da ex-prefeita Rosinha Garotinho falava de outra maneira mais dócil, até tornar-se feroz. Depois tratou uma coisa com Rafael e veio ser vice em minha chapa. Até recentemente estava na bancada ligada ao presidente Jair Bolsonaro na Alerj. Agora não sei de que lado está. Em toda sua trajetória, Gil é uma metamorfose ideológica. É muito volátil: foi Democrata Cristão com João Peixoto, passou pelo Partido da República (hoje PL) com Garotinho, tornou-se Socialista com Romário e foi para a extrema-direita com Bolsonaro.
Hoje, Gil não foi econômico em responder a Caio, comparando a sua trajetória política com a dele:
— O filho do Dr. Arnaldo quer questionar minha atuação política. São mais de 15 anos de trajetória, construída sem nenhum berço político. Nunca estive à sombra de ninguém para obter carreira política. Tenho legitimidade para falar, diferente do garoto Caio. Em todos os partidos que estive, entrei e sai pela porta da frente, inclusive com o deputado João Peixoto. Foram rompimentos por discordar de ações em relação à população. Exemplo é a “venda do futuro” de Campos, realizada no governo Rosinha Garotinho (hoje Pros). Votei contra o projeto, que aniquilou o município. Em relação ao presidente Bolsonaro, ele continua com meu respeito e apoio. Fiquei no PSL, partido que sou líder na Alerj. E só não fui para Aliança do Brasil porque não ficou pronto e não haveria tempo para disputar as eleições. Iria com maior prazer, aceitando o convite feito do senador Flávio Bolsonaro (sem partido). Se eu sou uma metamorfose, na concepção dele, mudo e melhoro a cada dia com a experiência.
Gil também refirmou suas críticas a Caio:
— Minhas críticas, aliás, são perguntas. E são as mesmas dos eleitores campistas. São eles que precisam saber quem é o pré-candidato a prefeito do seu município. São eles que merecem atenção todos os dias no ano, não apenas no período eleitoral, “visitando a cidade”. Depois de ser deixado pelo próprio pai em período eleitoral (em 2016), Caio agora perde o apoio do deputado Rodrigo Bacellar. Fica mais uma pergunta, que com certeza ficará sem resposta do filho de Dr. Arnaldo. Rodrigo, acredito eu, tenha distinguido a água do vinho e desistido do apoio. Portanto, mais uma vez, afirmo que é preciso responsabilidade na política. A falta dela só traz o afastamento de todos os lados.
Com um caso de Covid-19 confirmado hoje em Campos, além de 14 suspeitos, cinco em estado grave, o prefeito Rafael Diniz e a chefe municipal de Vigilância em Saúde, a médica infectologista Andreya Moreira, serão os convidados do Folha no Ar 1ª edição desta terça. O programa da Folha FM 98,3 entra no ar ao vivo a partir das 7h da manhã.
Assuntos como as queixas dos profissionais da Saúde Pública por falta de equipamentos de proteção individual (EPIs), fake news alarmistas viralizadas nas redes sociais e o Centro de Combate ao Coronavírus (CCC) no prédio novo da Beneficência Portuguesa, anunciado ontem, mas que só deve entrar em funcionamento na sexta-feira (27), serão alguns dos temas tratados. Como o anúncio também ontem da suspeita de Covid-19 na morte de um idoso de 83 anos, no município vizinho de São Francisco de Itabapoana.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Witzel, Bacellar e Ceciliano (Montagem: Eliabde de Souza, o Cássio Jr.)
O governador Wilson Witzel (PSC) sancionou hoje projeto, dos deputados dos deputados André Ceciliano (PT) e Rodrigo Bacellar (SD), proibindo as empresas concessionárias – Light, Enel, Naturgy e Cedae – de cortarem o fornecimento de luz, gás e água durante o período que durar a crise do coronavírus. A eloboração do projeto contou com o apoio do da Defensoria Pública de Campos, por iniciativa do defensor Tiago Abud.
A medida prevê também a suspensão dos prazo para renovação ou prorrogação de documentos públicos como carteiras de de motoristas e alvarás e suspende multa e juros por atrasos de pagamentos de faturas de serviços públicos concedidos.
O descumprimento das medidas será punido com a aplicação de multas nos termos do Código de Defesa do Consumidor, pelos órgãos responsáveis pela fiscalização, em especial, Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado do Rio de Janeiro (Procon-RJ).
Outros projetos visando garantir os direitos da população diante da crise sanitária foram também sancionados. Confira abaixo a lista completa:
PL 1999/20 – Proíbe o aumento sem justa causa dos preços de produtos e serviços enquanto durar o plano de contingência para o novo coronavírus. Valores de referência serão os de 1º de março de 2020. Projeto também veda interrupção de serviços essenciais por falta de pagamento durante o estado de emergência por conta do coronavírus. Eventuais débitos serão acumulados para cobrança futura. A proposta também suspende o prazo de vencimento de documentos públicos que exigem renovação presencial.
PL 2000/20 – Autoriza o Governo do Estado a requisitar administrativamente propriedades privadas com o intuito de viabilizar o cumprimento de quarentenas, isolamentos e demais tratamentos médicos. Os proprietários terão direito de receber pagamento posterior pela utilização do espaço.
PL 2001/20 – Inclui o álcool gel 70% na cesta básica, reduzindo a tributação do produto e o preço final ao consumidor.
PL 1998/20 – Autoriza o Governo do Estado a conceder bolsa-auxílio às famílias dos estudantes da rede pública de ensino que tenham aulas suspensas em função da pandemia.
PL 1995/2020 – Determina que passagens aéreas, pacotes turísticos sejam remarcados sem taxas enquanto durar a pandemia de coronavírus. Uma emenda incluída durante a votação também vai permitir a remarcação de casas de festas e buffet ou cancelamento com devolução do valor pago.
PL 2007/20 – Autoriza o Governo do Estado a prover renda mínima emergencial, equivalente a 50% do salário mínimo, a empreendedores da economia solidária popular nos casos de emergência ou calamidade.
PL 1898/20 – Autoriza o Governo do Estado a conceder isenção de ICMS nas contas de energia elétrica e serviços de comunicação.
PL 1190/2012 – Autoriza o Governo do Estado a reescalonar horários das instituições públicas estaduais para reduzir circulação e concentração de pessoas em horários de pico.
PL 2011/2020 – Limita a 04 unidades a venda de produtos como álcool gel, máscaras descartáveis e alimentos não perecíveis, enquanto durar a epidemia da Covid-19.
Notícia publicada primeiro aqui, na Agenda do Poder
Confirmado o primeiro caso confirmado da Covid-19 em Campos. Ele tem 37 anos e chegou ao município no dia 13, vindo de uma convenção no município paulista de Amparo, onde teve contato com um parente já infectado pelo novo coronavírus. No dia 15, começou a apresentar sintomas, quando procurou a Vigilância em Saúde do município, e foi colocado em isolamento domiciliar. Onde se mantém, por não apresentar quadro grave, com monitoramento também da família. Seu exame em laboratório particular, que deu positivo. E foi enviado hoje para contraprova pelo Laboratório Central Noel Lutels (Lacen), credenciado pelo Governo do Estado.
Até o presente momento, o município tem mais 14 casos suspeitos da Covid-19: outros oito também em isolamento familiar e cinco em estado grave: dois estão internados na UTI do Hospital Ferreira Machado, dois na UTI do Hospital da Unimed, incluindo uma criança, e um na UTI do Hospital Dr. Beda. Todos foram testados e aguardam os resultados. Ontem à noite, a secretaria de Saúde do município vizinho de São Francisco de Itabapoana, anunciou (aqui) a morte de um idoso de 83 anos com suspeita de coronavírus, ainda não confirmada.
O anúncio do primeiro caso confirmado da Covid-19 em Campos foi feito agora há pouco, em vídeo divulgado nas redes sociais pelo prefeito Rafael Diniz e a chefe da Vigilância de Saúde, a médica infectologista Andreya Moreira. Confira abaixo:
Um idoso de 83 anos, que deu entrada em estado grave no Hospital Municipal Manoel Carola (HMMC) na noite deste domingo, 22, veio a óbito logo em seguida. A secretaria municipal de Saúde de São Francisco de Itabapoana (SFI) notificou esse e outro caso como suspeito de coronavírus. O outro caso é de uma mulher de 42 anos, que foi atendida no mesmo hospital também na noite deste domingo. Mas, como não tinha sintomas graves, foi orientada a ficar em isolamento domiciliar.
Tanto a mulher que foi liberada para voltar pra casa e o idoso que veio a óbito foram testados para a Covid-19. Os exames serão encaminhados para o Laboratório Central Noel Nutels (Lacen), laboratório referenciado da secretaria estadual de Saúde, no município do Rio de Janeiro.
Com esses dois pacientes, já são três os casos suspeitos no município. O primeiro foi o de uma mulher de 44 anos que foi atendida no Hospital Manoel Carola neste sábado, à noite. E está em isolamento domiciliar.
Em São João da Barra, município vizinho de São Francisco, o fato do Porto do Açu continuar funcionando tem sido bastante questionado pela população.
Veja a nota divulgada pelo secretário de Saúde são franciscano, Sebastião Campista:
NOTA OFICIAL
A Secretária Municipal de Saúde, vem a público informar que, na presente data, foram notificados dois casos suspeitos para o novo coronavirus COVID -19 no Município de São Francisco de Itabapoana/RJ.
Os pacientes foram atendidos e avaliados no Hospital Municipal Manoel Carola. O primeiro um homem com 83 (oitenta e três) anos, foi admitido em estado grave e evoluiu a óbito. O segundo, uma mulher de 42 (quarenta e dois anos), encontra-se com indicação de ISOLAMENTO DOMICILIAR.
Foi realizada a coleta do material para envio para testagem no Laboratório Central Noel Nutels – LACEN, no Município do Rio de Janeiro.
Até o presente momento, no Município de São Francisco de Itabapoana, foram notificados 3 (três) casos suspeitos e NENHUMA CONFIRMAÇÃO.
A Secretária Municipal de Itabapoana insiste no pedido a população para que permaneçam em suas residências.
São Francisco de Itabapoana, 22 de Março de 2020.
Sebastião Tavares Campista Filho
Secretário Municipal de Saúde
Notícia publicada inicialmente aqui, pelo Portal V Notícia
Prédio novo da beneficência Portuguesa vai abrigar Centro de Combate ao Coronavírus de Campos
O prédio novo do Hospital da Beneficência Portuguesa abrigará o Centro de Combate ao Coronavírus (CCC) de Campos. O anúncio foi feito no final da tarde de hoje, em vídeo do prefeito Rafael Diniz (Cidadania) nas redes sociais. Mas só deve começar a funcionar na próxima sexta-feira (27). Podem chegar a 107 leitos: com equipamentos e médicos do município, 47 leitos de UTI, todos com respiradores, para atender aos casos mais graves. E outros 60 de clínica médica, destinados aos casos moderados, também com respiradores para estabilização dos pacientes. Os doentes com sintomas leves serão encaminhados para isolamento domiciliar. Sem nenhum caso confimado até a noite deste domingo, há 15 casos suspeitos da Covid-19 no município. Com cinco graves: dois na UTI do Hospital Ferreira Machado, dois na UTI do Hospital da Unimed, inclusive uma criança, e um na UTI do Hospital Dr. Beda.
Depois da queda de braço de 7 meses com os hospitais da rede conveniada, cuja complementação municipal à tabela SUS não paga voluntariamente desde julho, a Prefeitura de Campos recorreu a um hospital conveniado para tentar enfrentar a pandemia da Covid-19. Os diretores dos hospitais conveniados de Campos sempre alegaram que oferecem um serviço mais eficiente e menos dispendioso que o da rede pública municipal. Atuando nesta, a maioria da categoria médica de Campos parece ter vencido outra queda de braço com o governo Rafael, no qual já haviam feito uma greve em agosto do ano passado.
Após retomarem a greve em 18 de fevereiro, na semana do carnaval, os médicos da Saúde Pública de Campos decidiram e assembleia voltar ao trabalho na última segunda (16), por conta da pandemia do coronavírus, na véspera do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinar (aqui) na terça (17) que o fizessem. Mas a categoria vinha alegando falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para tratar dos pacientes da Covid-19. Que tem taxa de infecção de até 40% nos profissionais de saúde, mesmo quando devidamente protegidos.
Coincidência ou não, após a divulgação de áudios alarmistas na noite de ontem (confira e ouça aqui), em redes de WhatsApp, por uma das poucas médicas de Campos que não atua na rede pública municipal, o governo anunciou hoje o Centro de Combate ao Coronavírus na Beneficência Portuguesa. A ideia já vinha sendo discutida há 15 dias, foi divulgada hoje, mas só deve começar a funcionar na sexta.
— Desde o início de fevereiro, a Prefeitura de Campos, através da Vigilância em Saúde, vem se planejando para o enfrentamento ao coronavírus. Já adotamos diversas medidas, como os vários decretos publicados para evitar aglomerações, garantindo o isolamento social, que é o mais importante neste momento. Adquirimos e já recebemos uma grande remessa de EPIs para os profissionais da área da saúde e estabelecemos as unidades referenciadas para o atendimento inicial. Toda a equipe do Gabinete de Crise vem se empenhando para adotar as medidas necessárias, em contato constante com o Ministério Público. Lamentamos que quando a união é importante, algumas pessoas se valem de um momento delicado para espalhar fake news, disseminando pânico entre as pessoas — disse Rafael hoje, em referência aos vários aúdios gravados e divulgados ontem.
A Diretora da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Campos, a infectologista Andreya Moreira, ressaltou que o CCC será destinado a pacientes com estado de saúde de moderado a grave, com diagnóstico da doença confirmado por exame. A Prefeitura de Campos recebe do Governo do Estado os kits para a realização da testagem e mantém o atendimento inicial nas unidades de referência: Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) de Guarus, São José (Goitacazes) e de Travessão e UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
Wladimir Garotinho no Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3 (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)
Pré-candidato a prefeito de Campos, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD-RJ) solicitou à Secretaria de Estado de Saúde (SES) respiradores em caráter de urgência para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Campos, que atualmente contra com um aparelho. Eles são necessárias para estabilizar casos de insuficiência respiratória, que acomete os pacientes mais graves da Covid-19.
— Atualmente a UPA de Campos possui apenas um respirador e que o número de pacientes que a procuram vem aumentando substancialmente. E tendo as autoridades de saúde previsto que a curva de infectados vai crescer nos próximos dias, é necessário que mais unidades tenham equipamentos primordiais para salvar vidas — disse Wladimir.
De acordo com o boletim divulgado pela SES neste sábado (21/03), já foram confirmados 119 casos e três óbito pelo novo coronavírus no Estado do Rio de Janeiro. Em Campos não há casos confirmados do covid-19, sendo que 14 casos estão sendo investigados pela Vigilância em Saúde. Destes, quatro pacientes estão internados em estado grave. Os demais encontram-se em isolamento domiciliar.
Em recente live nas redes sociais, Wladimir fez um apelo à população para seguir às normas de segurança preconizadas pelo ministério da Saúde:
— Os governos têm feito a parte deles, mas é necessária a participação de todos nós para que possamos nos prevenir contra o coronavírus, que infelizmente está se propagando. A melhor coisa que temos que fazer neste momento é ficar dentro de casa.