Wladimir aposta em Garotinho contra Paes e critica governo Rafael
Muito se comenta que, caso seja eleeito deputado federal daqui a 10 dias, Wladimir Garotinho (PRP) passará a mirar a eleição a prefeito de Campos em 2020. Nesta entrevista, a proposta era que analisasse os protagonistas das eleições a presidente e governador. Mas inevitável que visse Anthony Garotinho (PRP) pelos olhos do filho. Ainda assim, definiu acertadamente seu pai: “um sobrevivente” na briga com Romário Faria (Podemos) para enfrentar o líder isolado nas pesquisas, Eduardo Paes (DEM), no segundo turno. Ele aposta nisso, assim como no provável turno final entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no pleito presidencial. Sobre o governo Rafael Diniz (PPS), sua análise tampouco surpreendeu: “um desastre”.

Jair Bolsonaro – Consegue reunir grande simpatia de parte da população por se encaixar no perfil de quem vai colocar ordem na casa. Pesa sobre ele o receio do autoritarismo, do que será no pós-eleição e a pouca experiência administrativa.
Fernando Haddad – O lulismo impulsiona seu crescimento rápido, porém o sentimento nacional anti-PT pode fazer ele sangrar no segundo turno.
Ciro Gomes – Na minha opinião o mais preparado na atual disputa, mas não consegue ganhar capilaridade eleitoral. Deve-se isso a estratégia colocada em prática pelo PT.
Geraldo Alckmin – Ninguém é governador de São Paulo por quatro vezes sem méritos, mas o PSDB não atrevessa um bom momento devido aos escândalos com Aécio Neves. A candidatura de Bolsonaro conseguiu reunir os votos à direita que tradicionalmente votariam com ele.
Marina Silva – Não passa a confiança necessária e nem tem uma postura que agrade a maior parte do eleitorado. Prejudicou-se ao se aliar ao agronegócio na eleição presidencial de 2014, o que ela sempre combateu na sua origem no PV.
Luiz Inácio Lula da Silva – Detentor da maior quantidade de votos individuais no país. Sem dúvida o maior estrategista dos últimos tempos. Consegue mesmo em condições extremamente adversas polarizar a eleição nacional.
Eduardo Paes – Continuação do que vem dando errado no Rio há 12 anos, tenta esconder seus padrinhos e amigos políticos para ludibriar o eleitorado. Ainda consegue alto índice de votos na capital devido ao difícil momento do atual prefeito.
Romário Faria – Um grande jogador de futebol e foi um bom parlamentar, mas não tem condições de administrar um Estado em grave crise econômica.
Anthony Garotinho – Um sobrevivente. Mesmo sofrendo com ataques, prisões e brigando com grandes figuras, consegue sempre se manter vivo na disputa. Como governador, foi eleito o melhor do Brasil pelo DataFolha. Passou a ter problemas a partir da eleição presidencial de 2002, quando brigou com o PT, não aceitando ser ministro de Lula.
Tarcísio Motta – O Psol tem eleitor cativo à extrema esquerda, em qualquer eleição tem seu percentual garantido, são combatentes e com militantes bem ativos.
Indio da Costa – Pela participação em todos os governos do PMDB e agora no de Crivella, fez com que o eleitor olhasse com desconfiança. Não se consegue identificar a posição dele.
Voto útil – Presente em qualquer disputa, aparecem nos últimos dias que antecedem o pleito e pode decidir de verdade uma eleição.
Segundo turno – No cenário nacional: Bolsonaro x Haddad. No Estado do Rio: Eduardo x Garotinho. Em ambos os casos, tudo pode acontecer. Pesquisas nesse momento não tem relevância.
Novo Congresso ؘ– Terá um papel mais importante do que o do próprio novo presidente da República. Vamos precisar de parlamentares de coragem e sabedoria para enfrentar a crise política e tomar as decisões importantes para o país.
Governo Rafael Diniz – Pergunte aos cidadãos campistas. Eu sou suspeito para falar porque avisei antes que seria um desastre.

Publicado hoje (27) na Folha da Manhã













“Até o século XIX o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar uma cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os ‘melhores’ pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.”