Bispo diocesano de Campos, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz (Foto: Diocese de Campos)
Bispo de Campos com câncer
Ontem, a Folha noticiou (confira aqui) que o bispo diocesano de Campos, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, teve um câncer de próstata diagnosticado em fase inicial. Passa bem, está em tratamento e tem operação marcada para 4 de junho, em hospital particular da cidade. No entanto, a cirurgia robótica indicada pelos médicos não é coberta pelo plano de saúde do clérigo.
PIX para cirurgia
Para ajudar o bispo a custear as despesas, a Diocese de Campos abriu um PIX para aceitar contribuições, que podem ser feitas pelos fiéis em cada paróquia. Após a cirurgia, Dom Roberto irá ingressar com uma ação de ressarcimento, junto ao plano de saúde. E o valor que vier da restituição será direcionado para o Seminário Diocesano Maria Imaculada.
Explicações (I)
“Fui diagnosticado com um câncer de próstata, incipiente, mas vocês sabem que todo processo tumoral é perigoso. Não posso colocar em risco a minha vida, porque tenho muito a fazer. Mas um empecilho apareceu: meu plano de saúde não cobre uma cirurgia robótica. Que faz menos dano, é mais tranquila e tem melhor recuperação”, explicou Dom Roberto.
Explicações (II)
“Faço assim porque me parece que é o mais transparente e honesto. Há pessoas que desejam ajudar, peço que procure a sua paróquia. Mas só tenho a agradecer. Temos que cuidar da fragilidade. Não ingressei pelo SUS, pois não quero tomar o lugar de pessoas que não têm recursos. E assim evitar qualquer tipo privilégio”, disse o bispo diocesano de Campos.
Pluralidade que enriquece a Igreja
Campos tem a singularidade de ter dois bispos católicos. Com o bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, Dom Fernando Rifan, além de Dom Roberto. Diversos politicamente, simbolizam uma pluralidade que enriquece a Igreja de Roma. E ajudam a unir Campos, além da fé, pela envergadura moral e preocupação social.
Retorno de Paulo a Roberto
Pessoalmente bem-humorado, como o argentino Papa Francisco, Dom Roberto é uruguaio. Que adotou Campos como lar. Seja pela mesma crença no Divino ou por sua ação pela solidariedade entre os homens na Terra, ele merece a ajuda de todos os campistas que puderem contribuir. “Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).
Prefeito Wladimir hoje disse que o Centro de Referência de Doenças Inmuno-infecciosas (CRDI) de Campos não vai fechar, mas “mudar sua concentração” (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
“O Centro de Referência da Dengue (CRD) de Campos não vai fechar, estão distorcendo a realidade. Ele vai mudar a sua concentração”. Foi o que disse hoje o prefeito Wladimir Garotinho (PP) sobre a notícia do fechamento em 30 dias (confira aqui) do Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI), antigo CRD, no Hospital Plantadores de Cana (HPC).
— Hoje se paga um aluguel de R$ 50 mil e se contratam cerca de 40 RPAs (para o CRDI). O atendimento vai ser descentralizado na estrutura própria, que passou por ampliação. E os estudos continuarão, afinal todos os médicos são concursados da rede pública municipal — completou Wladimir
Mais veemente na forma do prefeito, a versão do seu governo já tinha sido registrada na coluna Ponto Final de hoje, publicada neste blog e na Folha da Manhã, que noticiou o fechamento do CRDI, após 23 anos atuando no município:
— A secretaria municipal de Saúde alegou que vem seguindo o modelo do SUS de descentralização e regionalização do atendimento. “Os atendimentos que seriam realizados no Centro serão distribuídos pela rede de atendimento primária e de urgência, através das Unidades Pré-Hospitalares (UPHs), na rede de atenção primária”, informou a assessoria.
A mudança gerou muitos comentários nas redes sociais:
— Uma pena. Uma referência segura para quem precisa de atendimento específico. Reconsiderem por favor! — pediu @vanessasantos0318 no Instagram.
— Uma pena deixar de existir um Centro de Referência da Dengue que se destacou em nossa região pelos serviços prestados sob a brilhante direção do dr. Luiz José de Souza! — lembrou @mchrisbloureiro.
No grupo de WhatsApp que este blog divide com o programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, o médico José Roberto Crespo, ex-presidente do Sindicato dos Médicos de Campos, analisou a decisão do governo municipal sobre o CRDI. E fez indagações:
— Embora a descentralização seja uma das diretrizes do SUS, a cidade de Campos criou um modelo de atendimento que grandes serviços oferece à comunidade, com um atendimento resolutivo, com exames laboratoriais rápidos. E está acoplado a um hospital (o HPC) quando houver necessidade de internação, além da experiência profissional que se desenvolveu. A pergunta que se faz é: A PMCG tem algum lugar prá manter o serviço ou vai “descentralizar” sem oferecer a qualidade atual?
Federação União Progressista (UP) entre o União Brasil de Rodrigo Bacellar e o Partido Progressitas de Wladimir Garotinho foi oficializada na última terça (29), em Brasília (Foto: Divulgação)
Federação União Progressista: distorção do instituto e fidelidade partidária
Gabriel Rangel, Doutorando em Direito na UFF e pós-graduado em Direito Eleitoral (IDP/DF)
Resumo: A Lei nº 14.208/2021 introduziu no Brasil o conceito de federação partidária, transformando a forma como os partidos políticos se organizam ao exigir uma parceria duradoura entre partidos com atuação nacional por no mínimo uma legislatura. Criada para fortalecer partidos menores contra a “cláusula de barreira”, na prática, essa inovação revelou uma diferença significativa entre a intenção original da legislação e sua aplicação prática. Além disso, essa inovação teve impactos na questão da fidelidade partidária, especialmente em relação à possibilidade de um motivo justo para que representantes eleitos antes da formação da federação deixem seus partidos. Este artigo analisa a falta de clareza jurídica causada pela ausência de uma interpretação uniforme no Tribunal Superior Eleitoral sobre este assunto, explorando a tensão entre o respeito à vontade do eleitor, os direitos políticos dos parlamentares e o interesse dos partidos políticos.
Introdução
O sistema político-eleitoral do Brasil sempre promoveu destaque aos partidos políticos, considerando o mandato como pertencente ao partido, e não ao candidato eleito.
A federação partidária surgiu com o objetivo de ajudar os partidos menores a superarem a cláusula de barreira, promovendo a fusão partidária, mas criando um dilema jurídico complexo quando parlamentares eleitos anteriormente se veem obrigados a se alinhar a essa nova configuração.
Federação partidária: o que se pretendeu x o que se revelou
A ideia era permitir que partidos menores pudessem sobreviver no cenário político após a “cláusula de barreira” (Emenda Constitucional nº 97/17), mantendo a pluralidade ideológica. No entanto, a recentíssima formação da federação entre União Brasil e Progressistas, chamada de “União Progressista”, mostra um desvio funcional do conceito.
Essa federação abrigará 109 deputados federais, 6 governadores, 14 senadores e cerca de 1.330 prefeitos, além de ter acesso a cerca de um bilhão de reais do fundo partidário. Na prática, isso se torna uma espécie de “superfederação”, que não protege partidos menores, mas sim concentra poder e recursos em estruturas partidárias já fortes.
Essa configuração cria uma contradição entre a intenção da lei e os efeitos sistêmicos. Em vez de promover o pluralismo político, a federação pode reforçar hegemonias e enfraquecer a competitividade democrática, dificultando a renovação política e o surgimento de novas opções. Empiricamente, vê-se uma utilização estratégica da federação por partidos já grandes para expandir seu capital político.
Essa incongruência exige uma reflexão crítica sobre a regulamentação das federações partidárias, especialmente no que tange aos limites de sua formação e aos mecanismos de controle que evitem seu uso indevido. A falta de critérios legais claros para avaliar a legitimidade das federações, aliada à ambiguidade sobre seus efeitos na fidelidade partidária, gera incerteza normativa para os detentores de mandato e compromete os fundamentos da democracia representativa.
A fidelidade partidária e a justa causa para desfiliação
A fidelidade partidária foi regulamentada na Lei dos Partidos Políticos. Dentre as situações de justa causa para desfiliação, como “mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário” e “grave discriminação política pessoal”.
A previsão é importante para a estabilidade institucional e preservação da vontade popular, porém carece de regulamentação uniforme, resultando em decisões judiciais inconsistentes, notadamente em casos de transformações partidárias como fusão, incorporação e federação.
A federação e a insegurança jurídica
A obrigatoriedade de parlamentares eleitos em integrar federações formadas posteriormente gerou divergências entre doutrina e jurisprudência sobre a legitimidade de sua permanência ou desfiliação sem perda de mandato.
No semestre passado, o TSE decidiu que a formação da federação, por si só, não constitui justa causa. A Corte, por maioria, decidiu que a federação só gera justa causa quando há incompatibilidade ideológica ou discriminação política interna comprovada.
No entanto, essa decisão não foi unânime. Os Ministros Raul Araújo e Dias Toffoli discordaram, argumentando que a federação altera substancialmente a identidade dos partidos e impõe nova estrutura, afastando o vínculo original entre eleitos e seus partidos.
A mudança substancial do programa partidário nas federações
O argumento-chave para a justa causa é a substituição do programa partidário original por um novo. Na prática, a necessidade de um programa comum indica essa mudança substancial, tal qual ponderado nos votos dissidentes dos Ministros do TSE.
A atuação unificada da federação, com diretrizes e regras rígidas para formação de listas proporcionais, reduz a autonomia interna dos partidos. Para parlamentares eleitos com uma ideologia definida, essa mudança pode representar uma ruptura com seus compromissos eleitorais.
A oscilação na jurisprudência como fonte de insegurança jurídica
A insegurança sobre a interpretação da fidelidade partidária é evidente, com variações influenciadas por fatores políticos, composição dos Tribunais e interesses contextuais. Essa instabilidade é ampliada pelo modelo federativo, cujo tratamento judicial ainda é inicial e contraditório.
A incerteza sobre a manutenção do mandato em caso de desfiliação após a formação de uma federação compromete a segurança jurídica dos mandatários, que ficam sujeitos a interpretações casuísticas sem diretrizes normativas claras.
Considerações Finais
A falta de consenso sobre os efeitos da federação partidária para a fidelidade dos mandatários revela uma importante disfunção no sistema jurídico-eleitoral brasileiro. O regime de federação, embora promova estabilidade entre partidos, altera a identidade política das legendas, justificando, em certos casos, a desfiliação por justa causa.
É fundamental que o TSE desenvolva critérios objetivos sobre o tema, superando a dicotomia entre formalismo normativo e a complexidade política. Uma jurisprudência estável, que respeite os direitos políticos dos eleitos e o princípio da soberania popular, é essencial para a democracia e a legitimidade do sistema proporcional.
O PT vai eleger, em 6 de julho, seus novos presidentes no Brasil, no estado do Rio e em Campos. Nesta, são dois os candidatos: o professor e ex-reitor do IFF Jefferson de Azevedo e o atual tesoureiro do diretório municipal Danilo de Farias Dutra. O partido tem 4.230 filiados no município. Todos que estiverem em dia com suas obrigações poderão votar.
Jefferson e Danilo
Jefferson foi candidato a prefeito de Campos em 2024, quando Danilo coordenou a campanha a vereador do petroleiro Tezeu Bezerra (PT). Atual presidente do PT em Campos, a professora e ex-vereadora Odisséia Carvalho é candidata a vice-presidente na chapa de Danilo, enquanto a servidora municipal Elaine Leão, presidente do Siprosep, é a vice de Jefferson.
Universidades x Sindipetro NF?
As inscrições para as candidaturas municipais estão abertas até o 0h deste sábado (03). Mas a disputa deve ficar entre Jefferson e Danilo. O primeiro representa a esquerda universitária do município, enquanto o segundo deve ter o apoio do Sindipetro NF. Com a disputa majoritária a presidente, o novo diretório será formado pelo resultado proporcional da eleição.
Candidatura de Danilo
“Comecei a pensar em me candidatar à presidência do partido ao final da campanha de 2022, estimulado por companheiros. Vejo a necessidade de renovação da direção do PT em Campos. Estou preparado para comandar o partido, sabendo que posso contar com a experiência todos os companheiros e companheiras que já estiveram nessa posição”, disse Danilo à coluna.
Candidatura de Jefferson
“O processo de eleições diretas do PT é uma oportunidade de fortalecer nossa democracia interna, ouvir os filiados e reafirmar nosso compromisso com as pautas do município, do estado e do país. Em Campos, participo desse processo ao lado de companheiras e companheiros, com o objetivo de renovar e fortalecer o partido”, disse Jefferson.
(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Reimont e Diego disputam PT no RJ
No estado do Rio, os candidatos a presidente do PT serão o deputado federal Reimont e Diego Zeidan. Secretário de Habitação do governo Eduardo Paes (PSD) na cidade do Rio de Janeiro. Diego é filho do prefeito de Maricá, Washington Quaquá.
(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Quaquá, Valter e Edinho disputam PT nacional
Por sua vez, Quaquá é candidato a presidente nacional do PT. Assim como o historiador Valter Pomar e Edinho Silva. Ex-prefeito do município paulista de Araraquara, Edinho é considerado o nome preferido do presidente Lula para comandar o partido no Brasil.
Após 23 anos funcionando no Hospital Plantadores de Cana, o Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas será fechado nos próximos 30 dias (Foto: Rodrigo Silveira/Folha da Manhã)
Fechamento do CRDI em Campos
O Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI) de Campos, também conhecido como Centro de Referência da Dengue (CRD), irá fechar suas portas em 30 dias. O que já foi comunicado pela Prefeitura ao Hospital dos Plantadores de Cana (HPC), onde o CRDI funciona.
Saúde quer descentralizar atendimento
A secretaria municipal de Saúde alegou que vem seguindo o modelo do SUS de descentralização e regionalização do atendimento. “Os atendimentos que seriam realizados no Centro serão distribuídos pela rede de atendimento primária e de urgência, através das Unidades Pré-Hospitalares (UPHs), na rede de atenção primária”, informou a assessoria.
Números dos 23 anos de atividade
Criado há 23 anos de Campos, CRDI nasceu como Centro de Referência da Dengue, com um objetivo principal: evitar mortes. Nessas mais de duas décadas, já atendeu quase o número da população inteira da cidade: mais de 400 mil pessoas, entre adultos e crianças, a maioria com suspeita de dengue. Foram mais de 50 mil diagnósticos confirmados e 7 mil internações.
Pacientes recebem hidratação no CRDI (Foto: Rodrigo Silveira/Folha da Manhã)
Enfrentamento de epidemias e pandemia
Campos foi a primeira cidade do país a ter um Centro de Referência da Dengue. O hoje CRDI já enfrentou seis epidemias de dengue, dos 4 sorotipos. Como a pandemia da Covid 19, quatro epidemias conjuntas de dengue e chikungunya, e epidemia de zika, além de outras arboviroses — doenças causadas por vírus transmitidos por mosquitos, carrapatos e outros insetos.
Mais de 150 trabalhos científicos gerados
Até ter seu fechamento comunicado pela Prefeitura ao HPC, o CRDI firmou parcerias com entidades importantes, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Estudos já foram publicados em revistas científicas nacionais e internacionais com base na experiência do órgão. Mais de 150 trabalhos científicos foram produzidos com base nos dados e na experiência do CRDI.
Diagnóstico de outras doenças
Com diagnóstico diferencial, o CRDI já identificou doenças diversas, de leptospirose a câncer, em pacientes que chegaram imaginando estar com dengue. A própria Vigilância Epidemiológica de Campos transformou o Centro em referência também para atendimento e tratamento durante a epidemia de febre maculosa de 2023, sem óbitos a partir desta data.
Profissionais no MP contra fechamento
Após saberem do pedido de fechamento do CRDI, cinco dos seus profissionais, esta semana, questionaram a decisão do Poder Público Municipal no Ministério Público. Foram três médicos e dois enfermeiros que pretendem lutar pela manutenção do trabalho de 23 anos como referência no combate a doenças imuno-infecciosas em Campos.
Campos tem a singularidade de ter dois bispos da Igreja Católica Romana. Um diocesano, o progressista Dom Roberto Ferrería Paz, e um da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, o tradicionalista Dom Fernando Rifan. Os dois são os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar nesta sexta (2), ao vivo, a partir das 7h, na Folha FM 98,3.
Os dois bispos de Campos falarão sobre o Papa Francisco, morto na manhã da segunda de 21 de maio, horas depois de fazer sua última aparição pública do Domingo de Páscoa, para pedir pela paz em Gaza. E do legado do primeiro Papa sul-americano não só à Igreja de Roma e ao cristianismo, mas ao mundo.
Dom Fernando e Dom Francisco também analisarão o conclave para a escolha do novo Papa, que terá início nesta quarta (7), os critérios da eleição entre cardeais, seus nomes mais cogitados e os desafios do sucessor do Trono de Pedro e da Igreja.
Por fim, os dois bispos também tentarão projetar outra eleição, no Brasil, a presidente, governador, senador e deputados em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 1 ano e 5 meses.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Em queda nas pesquisas desde 2024, o presidente Lula (PT) e seu governo fecham abril em recuperação parcial de popularidade. Entre a pesquisa AtlasIntel de março e a divulgada ontem (confira aqui), o governo cresceu a aprovação de 44,9% a 46,1%. Enquanto os que desaprovam, ainda maioria, caíram de 53,6% aos atuais 50,1%.
Contra Bolsonaro
O petista também melhorou na intenção de voto. Num 1º turno contra Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030 no TSE e réu por tentativa de golpe de Estado no STF, Lula segue atrás, mas em empate técnico na margem de erro de 1 ponto para mais ou menos: 44,2% a 45,1% de Bolsonaro. Que, em março, tinha 5 pontos à frente: 45,6% a 40,6%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Contra Tarcísio
Lula também melhorou nas intenções de voto ao 1º turno contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP). Que, hoje, está atrás do petista por 34,3% a 42,8%. Esta vantagem de 8,5 pontos é maior do que os 7,8 pontos que o presidente já tinha na AtlasIntel de março, quando bateria Tarcísio por 41,7% a 33,9%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Contra Michelle
Em abril, Lula também ficou à frente da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em outro cenário 1º turno, por 43,3% a 31,3%. É uma diferença de 12 pontos. Na AtlasIntel de março, Michelle não foi testada como candidata.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
No 2º turno
Lula também melhorou nas projeções de 2º turno. Atrás de Bolsonaro (46% a 48%) e Tarcísio (46% a 47%) em março, o petista apareceu na AtlasIntel de abril à frente do primeiro (48,5% a 46,4%) e em empate exato com o segundo: 46,7% a 46,7%. Com 46,1%, Michelle apareceu em abril quase empatada com os 46,6% de Lula ao 2º turno.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
No radar de Tarcísio
A recuperação parcial de Lula, cujo governo a maioria dos brasileiros ainda desaprova, já havia sido detectada na pesquisa Datafolha no início de abril. E foi reforçada pela AtlasIntel divulgada neste final do mesmo mês. Mas já estava, por exemplo, no radar de Tarcísio e sua equipe.
No Estadão de domingo
Em matéria do Estadão publicada no domingo (confira aqui), o jornalista Pedro Augusto Figueiredo registrou: “Tarcísio e seu entorno também acreditam que o presidente Lula da Silva recuperará parte da popularidade perdida e chegará como favorito na eleição”.
R$ 6,3 bilhões de desvios no INSS
Pode ser que essa recuperação parcial de Lula em abril caia por terra diante de casos como a corrupção no INSS. Segundo a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), entidades investigadas cobravam mensalidades de aposentados e pensionistas, sem autorização. Os desvios são de R$ 6,3 bilhões.
Jogo de empurra
Como os desvios são de 2019 a 2024, isso significa que ocorreram em quatro anos do governo Bolsonaro e dois de Lula. No Congresso Nacional, o jogo de empurra pelas responsabilidades do novo escândalo de corrupção já está estabelecido.
Cabeça de Lupi a prêmio
Ontem, na Comissão de Previdência e Assistência Social da Câmara de Deputados, o ministro da Previdência Carlos Lupi admitiu que sabia do caso desde 2023. Mas tentou tirar o seu da reta. A cabeça de Lupi vem sendo pedida a Lula.
Esnobado pelo Centrão, PT sem o PDT?
Por ser o cacique do PDT, o partido ameaça abandonar a base do governo se Lupi for demitido. E levar junto seus 17 deputados federais e dois senadores. O que não deixa saída boa a um governo já esnobado pelo Centrão, no convite recusado pelo líder do União na Câmara, deputado Pedro Lucas (MA), para ser ministro das Comunicações.
Em Brasília para a oficialização da Federação entre União e PP, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, esteve com o senador Flávio Bolsonaro, enquanto o prefeito Wladimir Garotinho, acompanhado do engenheiro Sérgio Mansur, se reuniu com o ministro dos Transportes Renan Filho (Fotos: Divulgação/montagem: Eliabe de Souza o Cássio Jr.)
Rodrigo do União e Wladimir do PP
Presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar é do União Brasil. Prefeito de Campos, Wladimir Garotinho é do Partido Progressistas (PP). Como a coluna adiantou no sábado (confira aqui), os dois estiveram ontem (29) em Brasília ao lançamento da Federação União Progressista (UP). Que de progressista não tem nada. E já é maior força do Congresso Nacional.
Agendas além da Federação
Wladimir, que pode ser vice na chapa do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) a governador em 2026, como pode vir a deputado federal e apoiar Rodrigo a governador, teve agenda de prefeito (confira aqui) em Brasília. Rodrigo, que busca consolidar sua pré-candidatura a governador, a reforçou ao se encontrar (confira aqui) com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Do Centrão com xará na extrema esquerda
Já existia um UP na política brasileira: o União Popular, de extrema esquerda e sem representação no Congresso. Por sua vez, o UP do Centrão já nasceu ontem somando 109 deputados federais, 14 senadores, 6 governadores, 1.328 prefeitos e R$ 954 milhões, que serão corrigidos na casa do bilhão para 2026, de Fundo Partidário.
Nascimento em oposição a Lula
Na oficialização ontem do UP, os discursos foram de oposição a Lula, mesmo com os 4 ministérios que os dois partidos ainda mantêm no Governo Federal. Governador de Goiás e pré-candidato a presidente, Ronaldo Caiado (União) garantiu: “Em curto espaço de tempo, o UP vai se desligar definitivamente do governo Lula”.
Caminhos de Rodrigo e Wladimir a 2026
Pode não ter sido a prioridade de Antônio Rueda, presidente do União, e do senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, para se unirem e dividirem o comando do UP. Mas, na ponte Brasília/Rio/Campos, deixaram mais próximos os caminhos para 2026 entre o presidente reeleito da Alerj e o prefeito reeleito de Campos. A ver.
Geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE, William Passos é o convidado do Folha no Ar desta quarta (30), ao vivo, a partir das 7 da manhã, na Folha FM 98,3.
A partir das pesquisas (confira aqui, aqui, aqui e aqui), que indicam uma parcial recuperação de Lula (PT) após meses de queda de popularidade, ele tentará projetar as eleições presidenciais de 4 de outubro, daqui a pouco mais de 1 ano e 5 meses.
Também com base nas pesquisas estaduais (confira aqui e aqui) e nas articulações de bastidores (confira aqui), William tentará projetar as eleições a governador, senador e deputados federal e estadual, com Campos no contexto das decisões do RJ.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Em queda nas pesquisas desde 2024, o presidente Lula (PT) e seu governo fecham abril em recuperação parcial de popularidade. Sinalizada primeiro pela Datafolha do início de abril, a tendência apareceu também na nova pesquisa AtlasIntel divulgada ontem (28). Comparada (confira aqui) com a AtlasIntel de março, o governo cresceu a aprovação de 44,9% a 46,1%. Enquanto os que desaprovam, ainda maioria, caíram de 53,6% aos atuais 50,1%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Contra Bolsonaro — Lula também melhorou na intenção de voto. Num 1º turno contra Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e réu por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula continua atrás: 44,2% a 45,1% do ex-presidente. Mas é um empate técnico na margem de erro de 1 ponto para mais ou menos. Na AtlasIntel de março, Lula estava 5 pontos atrás: 40,6% a 45,6% de Bolsonaro.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Contra Tarcísio e Michelle — Lula também melhorou nas intenções de voto ao 1º turno contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP). Que, hoje, está atrás do petista por 42,8% a 34,3%. A vantagem de 8,5 pontos do presidente é maior do que os 7,8 pontos que ele tinha na AtlasIntel de março, quando bateria Tarcísio por 41,7% a 33,9%. Em abril, Lula também ficou à frente da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) no 1º turno, por 43,3% a 31,3%, diferença de 12 pontos.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
No 2º turno — Lula também melhorou nas projeções de um eventual 2º turno. Numericamente atrás de Bolsonaro (46% a 48%) e Tarcísio (46% a 47%) na AtlasIntel de março, o petista apareceu em abril à frente do primeiro (48,5% a 46,4%) e em empate exato com o segundo (46,7% a 46,7%). Com Michelle, que não foi testada nos cenários de março, Lula apareceu em abril quase empatado na projeção de 2º turno: 46,6% a 46,1%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Dados da pesquisa — A nova pesquisa da série histórica AtlasIntel foi feita entre 20 e 24 de abril. E entrevistou digitalmente 5.419 eleitores brasileiros pela metodologia Atlas Random Digital Recruitment (RDR).
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista — “O governo Lula vinha tendo sua aprovação caindo pesquisa a pesquisa desde janeiro de 2024, quando começaram as medições da pesquisa AtlasIntel. Agora na pesquisa de abril de 2025, porém, com 46,1% de aprovação, o presidente apresenta sua melhor aprovação no ano, superando a de janeiro (45,9%), fevereiro (45,7%) e março (44,9%), quando a aprovação caiu ao pior patamar do mandato. Na AtlasIntel de abril, a melhora parece derivar da percepção de leve queda da inflação, leve recuperação do poder de compra e um aumento ainda maior das expectativas econômicas”, concluiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Vereador governista, Silvinho Marins (MDB) é o convidado do Folha no Ar desta terça (29), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Silvinho falará sobre a nova composição da Câmara Municipal de Campos, a partir (confira aqui) da reforma administrativa da Prefeitura. E analisará os primeiros 100 dias do governo Wladimir Garotinho 2.
Por fim, com base nas pesquisas, tentará projetar as eleições de 6 de outubro de 2024 a presidente (confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui), senadores (confira aqui) e deputados federal e estadual.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar é pré-candidato a governador e o prefeito Wladimir Garotinho, a deputado federal (Foto: Divulgação)
Wladimir a deputado e Rodrigo a governador?
É quase certo que o prefeito Wladimir Garotinho (PP) sairá do cargo até 4 de abril de 2026. É possível que o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), assuma o governo do estado até a mesma data. Wladimir hoje tem mais chance de concorrer a deputado federal em 4 de outubro de 2026. Rodrigo, sobretudo se já no cargo, seria candidato a governador.
Vice de Paes ou apoio a Rodrigo?
Wladimir tem outros cenários à vista. Mantém aberta a porta para vice do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) a governador. Como para apoiar Rodrigo ao mesmo cargo. Nesta possível parceria eleitoral entre os dois maiores políticos de Campos da sua geração, o município teria investimentos estaduais. Como teve enquanto durou a pacificação entre Garotinhos e Bacellar.
Opções de Rodrigo
Com ou sem apoio de Wladimir, Rodrigo tem também outras opções. Pode tentar ser deputado federal ou se reeleger a estadual. Embora não pudesse se candidatar numa 2ª reeleição a presidente da Alerj, nela manteria muito poder. Ou pode virar conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE) do RJ, seu objetivo antes de subir o sarrafo a governador.
Quem senta na cadeira de Castro?
A vaga de conselheiro do TCE-RJ hoje pode ter outra finalidade a Rodrigo. Serviria para ofertar ao vice-governador Thiago Pampolha (MDB). Para que este abrisse vaga ao presidente da Alerj assumir a cadeira de governador. Da qual Cláudio Castro (PL) também sairá até 4 de abril de 2026, para concorrer seis meses depois a senador ou deputado federal.
Lados A e B de Pampolha
Como a coluna revelou (confira aqui) em 12 de março: “Quem conhece a política fluminense, mas trabalha na oposição a Bacellar, diz que Pampolha é a encarnação da marchinha ‘Daqui não saio, daqui ninguém me tira’. Quem conhece a política fluminense e trabalha com Bacellar, aposta que o vice-governador só está valorizando o passe”. Hoje, a aposta maior é na segunda opção.
Paes com Lula ou Tarcísio?
Até as candidaturas serem homologadas nas convenções partidárias entre julho e agosto de 2026, tudo serão especulações. E há várias nos bastidores. Há quem, por exemplo, aposte que Paes não seria candidato a governador em apoio nacional a Lula. Mas à eventual candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas (REP), atual governador de São Paulo.
Rejeição a Lula no RJ
Todas as pesquisas estaduais de 2025, como das eleições municipais de 2024 no RJ, apontam que Lula hoje tem uma aprovação entre o eleitor fluminense consideravelmente menor que a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Isso seria um empecilho a Paes. Que teria que esconder o presidente candidato à reeleição na sua campanha a governador.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
A variável Kassab (I)
O governador de São Paulo tem entre seus maiores aliados Gilberto Kassab. Que é presidente nacional do PSD e secretário de Governo de Tarcísio. Se este concorresse a presidente, certamente teria o apoio de Kassab. O que, até partidariamente, levaria Paes pelo mesmo caminho. Em apoio a um presidenciável com rejeição menor do que Lula entre o eleitor do RJ.
A variável Kassab (II)
Por outro lado, na correlação entre as eleições estaduais e nacional, há quem aposte que Kassab trabalha para que Tarcísio se candidate à reeleição como governador de São Paulo. Em que, hoje, é considerado franco favorito. E com Kassab de vice. Da qual sairia para tentar se reeleger governador já sentado na cadeira em 2030, quando Tarcísio sairia a presidente.
No RJ, Flávio e quem ao Senado?
No RJ, o caminho de Castro ao Senado pode não ser tão fácil quanto apontam as pesquisas, que hoje o colocam em 2º lugar na corrida. Se ninguém discorda que Flávio Bolsonaro (PL) é favorito à reeleição ao Senado, na 1ª das duas cadeiras fluminenses em 2026, a disputa real pela 2ª também pode guardar surpresas. E elas podem sair de onde menos se espera.
Bené e Crivella ao Senado?
Caso Tarcísio não se lance agora a presidente, a aliança de Paes com Lula poderia trazer ao Senado no RJ não só a hoje deputada federal Benedita da Silva (PT), 3ª colocada nas pesquisas, mas também Marcelo Crivella (REP). Ex-adversário figadal de Paes, que tirou Crivella da Prefeitura do Rio em 2020, as conversas entre os dois estão abertas em 2025 para 2026.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Crivella, Kassab e Tarcísio em Dilma
Paes se lançaria a governador com dois nomes a senador: Benedita, sua cota na aliança com Lula; mas para tentar driblar a rejeição deste no RJ, também Crivella. Que, antes de o bolsonarismo capturar o eleitorado neopentecostal em 2018, já foi ministro da Pesca de Dilma Rousseff (PT). De quem Kassab foi ministro das Cidades e Tarcísio, diretor-geral do Dnit.
Bolsonaro mira Senado contra STF
Há mais dificuldades à candidatura de Castro a senador. Com a possibilidade de condenação e prisão de Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) e já inelegível até 2030, o bolsonarismo passou a ter como objetivo crescer sua bancada e tentar chegar à presidência no Senado. Que é onde o STF pode ser constitucionalmente enfrentado.
Flávio, Eduardo e Michelle ao Senado?
Bolsonaro pode achar que Castro não tem perfil, se senador, para encarar um ministro do STF como Alexandre de Moraes. Para isso, além de Flávio no RJ, o ex-presidente pode lançar seu filho 03, Eduardo (PL), senador em São Paulo; e a esposa, Michelle (PL), senadora em Brasília. Isso caso nenhum deles se arrisque a presidente, ou vice numa chapa encabeçada por Tarcísio.
União com PP favorece Rodrigo
Aliado de Castro, enquanto também busca o apoio de Bolsonaro, Rodrigo tem a curto prazo outro trunfo em sua pré-candidatura a governador: nesta terça (29), seu União e o PP de Wladimir têm marcada em Brasília a oficialização da Federação dos dois partidos. Que reunirá não só a maior bancada federal, mas também mais de 1/3 de todos os prefeitos fluminenses.