Artigo do domingo — Pinscher x Aquiles

Pinscher

 

 

Gustavo Matheus
Gustavo Matheus, presidente do PV em Campos

Por Gustavo Matheus

 

Caros leitores, este artigo é uma peça particular, um pedaço de mim em sinopse do ocorrido esta semana, com alguns reflexos e resquícios de passado. Logo no início da semana que se passou, minha conta do Facebook foi vítima de hackers. Os invasores fizeram postagens de cunho político, dando a entender que eu estaria insatisfeito com a política campista, sobretudo, a oposição. Vi-me obrigado a desativar a conta até segunda ordem. Fiquei cerca de três dias solucionando o problema e garantindo a segurança do meu perfil.

Ainda sem saber por quem e por que motivo, espero descobrir em breve, me pego a pensar nas possibilidades. Sou um nanico neste meio político. Não tenho dinheiro, cargos e nem influência. O que eles temem? Seriam minhas palavras as causadoras de tanto desespero? Porque ainda me perseguem, se me encontro no momento menos belicoso de minha vida? Já me processaram algumas vezes, me tiraram da rádio, tentaram me desmoralizar com ataques ridículos e caluniadores, enfim… Como dizem por aí, “é muito amor envolvido”. Quem de longe vê, afirma que é o tipo de amor consanguíneo.

Coincidência ou não, o ataque cibernético a mim infligido surgiu paralelo a uma destas “verdades de calçadão”, mais conhecidas como boatos. Muitas pessoas me procuraram perguntando se o Partido Verde (PV), sigla que presido na planície, estaria propenso a caminhar com o governo rosáceo, apoiando o candidato deles na eleição municipal do ano que vem.  Ouvi diversas vezes em poucos dias a seguinte pergunta: “Garotinho está pegando o PV?”.

Mas o questionamento que mais me faço é o por que de tanta preocupação e perseguição a este nanico que vos fala? Sou um pinscher e eles me tratam como um dobermann. Que são covardes e cruéis todos sabem, mas porque gastar tanto tempo e recurso com alguém tão pequenino. Será saudade? Olhando com carinho, acho que isso foi bom. Eles apenas estão me motivando a voltar com força total. Se eles querem briga, terão. O bom do pinscher é que mesmo pequenininho, ele parte para cima. Não chegarei a jugular, mas morderei alguns calcanhares pelo caminho. E quem conhece a história de Aquiles sabe: às vezes basta um calcanhar.

 

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Picciani banca Pudim candidato a prefeito de Campos no PMDB

Presidente estadual do PMDB e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani bateu o martelo: o também deputado estadual Geraldo Pudim (atual PR) será o candidato do PMDB de Campos à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR) em 2016. De fato, a resolução é tanta, que não vai nem aguardar o resultado de uma pesquisa qualitativa já encomendada pelo partido para o município. E, pelo visto, não será levado em conta o fato do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), ter afirmado que apoiará na disputa em Campos, para 2016, um candidato que lhe apoiou em 2014. Mas o discurso de Picciani é conciliador com a oposição local: “certamente, no fim da jornada, estaremos todos juntos”.

 

Jorge Picciani

 

Folha da Manhã – Pudim será o candidato do PMDB à Prefeitura de Campos em 2016? Por quê?

Jorge Picciani – O deputado Pudim será o candidato do PMDB em Campos. Ele reúne, por sua trajetória na cidade e seus mandatos como deputado estadual e federal, todas as condições para recuperar o desenvolvimento do município, extremamente prejudicado sobretudo nesse último mandato da prefeita. O PMDB fará todos os esforços para garantir a ele o maior número de aliados ainda no primeiro turno e, depois, num eventual mandato de prefeito.

 

Folha – Na segunda-feira, dia 13, o governador Luiz Fernando Pezão recebeu (aqui) o vereador Rafael Diniz (PPS) no Palácio Guanabara, onde assegurou que apoiará em Campos, em 2016, um candidato que o apoiou a governador em 2014. Pudim foi Garotinho nos dois turnos. E aí?

Picciani – O vereador Rafael Diniz, do PPS, é uma das boas surpresas desta nova geração de jovens políticos de Campos. O PMDB e o PPS, presidido de forma exemplar pelo deputado Comte Bittencourt (também presente ao encontro de segunda com Pezão e Rafael), que além de colega de Assembleia eu tenho o prazer de considerar um amigo, é um aliado estratégico do PMDB a nível estadual e em vários municípios do Rio, inclusive na capital. É natural que, numa eleição de dois turnos, os partidos trabalhem para firmar suas candidaturas. Mas, certamente, no fim da jornada, estaremos todos juntos.

 

Folha – Se vier candidato a prefeito pelo PMDB, Pudim enfrentará dois estigmas. O primeiro, de ter traído Garotinho. O segundo, de ser um plano B deste, uma espécie de Cavalo de Tróia. Como se livrar desses rótulos

Picciani – O deputado Pudim tem uma postura de correção que o acompanha ao longo de toda a sua vida pública. Em relação aos nossos adversários, não cabe comentar. Pudim será candidato pelo bem do povo de Campos.

 

Folha – O Globo (aqui) e o grupo de comunicação de Garotinho em Campos noticiaram em novembro passado sua união com o ex-governador na eleição da mesa diretora da Alerj. Se já estiveram tantas vezes juntos no passado, por que o eleitor deveria acreditar que não estariam agora?

Picciani – A minha aliança foi com a bancada de deputados estaduais do PR, que foi unânime no apoio de seus oito deputados à minha candidatura a presidente da Alerj. Eles me apoiaram apesar da resistência, que foi pública, da deputada Clarissa Garotinho (PR) e seu pai, que queriam notadamente que eu desse ao PR a presidência da comissão de Segurança da Casa, o que eu rejeitei. O apoio do PR garantiu praticamente a unanimidade dos votos de todos os deputados, de todos os partidos, na eleição da atual mesa diretora, à exceção do Psol.

 

Folha – Você diz que eleição é informação (pesquisa) e tempo de TV. Pudim candidato pelo PMDB terá que esperar a pesquisa qualitativa já encomendada pelo partido para Campos?

Picciani – Pudim está consagrado como nosso candidato. A estratégia de cada campanha é definida pelo candidato e sua equipe mais próxima e as pesquisas ajudam muito nisso, mas ele terá o apoio firme do PMDB para que obtenha sucesso no pleito.

 

Folha – Na Câmara Federal, assim como você, na Alerj, o deputado Eduardo Cunha (PMDB) tem demonstrado a força do Parlamento diante do Executivo. Não é diferente do que a oposição tem feito na Câmara de Campos. Pudim candidato a prefeito pelo PMDB não é deixar esse pessoal de fora?

Picciani – É natural e salutar que os bons valores da oposição coloquem seus nomes. Nós vamos trabalhar para atrair essa boa oposição de Campos pelo bem da cidade e da população.

 

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Poemas do domingo — Mesmo sendo errados os amantes

 

O momento da orquídea na manhã de hoje em Atafona
O momento da orquídea na manhã de hoje em Atafona (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

 

a balada do impostorEra uma noite de 2008 sob a planície goitacá. Estava em companhia do diretor de teatro e poeta Antonio Roberto de Góis Cavalcanti, o Kapi (1955/2015), na casa ampla que ele alugara na Álvaro Tâmega e funcionou durante alguns anos, num dos seus tantos projetos megalômanos, como sede da produtora Kapitar. De arte e desbunde, aquele imóvel já vinha impregnado, vez que nele se criara o famoso pintor campista Ivald Granato, antes de ganhar São Paulo e o mundo. Buscava em Kapi um amigo com quem comungasse sensibilidade, para também dividir a felicidade pelas minhas duas novas paixões de então: por uma mulher e pela poesia do mineiro, radicado no Rio, Geraldo Carneiro, cujo livro “balada do impostor”, numa edição de 2006, eu havia comprado há pouco e desde então lia, relia, carregando-o a tiracolo por onde fosse.

Depois de mostrar para Kapi alguns versos do livro, liguei à mulher e li dois poemas, ambos com mesmo título, que julgava particularmente escritos para expressar meu sentimento. Mesmo que daquela paixão eu depois tenha involuntariamente gerado mágoa e ressentimento, dada a alternância das musas, tive Kapi por testemunha amiga de quão belo foi o momento. Tanto quanto os dois poemas do Geraldo continuam sendo. Abaixo, entre eles e não por acaso, o “Choro bandido” de Chico Buarque e Edu Lobo, na companhia sempre bem vinda do “maestro soberano” Antônio Brasileiro (1927/94):

 

 

navegações

 

sou quase tão insano quanto Dona Maria,

[a Louca.

preciso espairecer, ser e não ser,

senão naufrago no meu próprio mar.

preciso navegar uma mulher

que me devolva a minha solidão

para que torne a ser o rei dos turcos

e, às vésperas de tomar Constantinopla,

possa dizer adeus a todas as pompas,

depois mirar a proa do meu barco

[no rumo do infinito

e enfunar as velas de púrpura

por pura inspiração do teu amor

em qualquer mediterrâneo da imaginação

eu na galera de Nabucodonosor

 

 

 

 

navegações (2)

 

meu coração inventa seus abismos

à revelia do que eu queria ser.

surfo nas águas desse não saber

em que me lanço por navegações

que não supunha minhas.

minha nave singra suas singraduras

conforme os instrumentos que me invento

ou o vento que me enfune as velas:

amar é o mar em que me precipito

e sonho ser mais vasto do que sou.

com essas graças me acrescento e parto:

a solidão é só a miragem-cais

onde se ancora o coração

em busca do que é nunca e não

 

 

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Tadeu: “Pré-candidatura de Chicão em 2016 será maior prejudicada”

Alexandre Tadeu

 

 

“É a prova de que a Justiça está atenta. Pode ser lenta, mas uma hora chega à tona. Tem que ver essa questão das datas do Reda, alvo da ação e da condenação, até quando podiam ou não contratar. Naquela época (2012, quando integrava a bancada rosácea) o governo Rosinha parecia tranquilo em relação à questão, mas agora o juiz condenou. Acho que ela fica até o final do mandato. O maior prejudicado, por conta da inelegibilidade até 2020, será Chicão, um dos pré-candidatos a prefeito mais fortes do grupo para 2016”. Essa foi a análise feita hoje pelo vereador independente Alexandre Tadeu (PRB) sobre cassação da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os inelegíveis por oito anos a contar de 2012, muito embora os dois possam recorrer no cargo da decisão da 99ª Zona Eleitoral de Campos, divulgada ontem em primeira mão aqui.

Saiba mais sobre a repercussão do caso aquiaquiaquiaquiaquiaqui e aqui.

 

Amanhã (17/07), confira a íntegra do que Tadeu falou sobre o assunto na edição impressa da Folha.

 

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Rafael Diniz: “Campos ficou conhecida pela cassação dos seus prefeitos”

Rafael Diniz

 

“Na primeira vez que Rosinha foi cassada (de maio a dezembro de 2010), meu avô (o ex-prefeito de Campos Zezé Barbosa) recebeu a notícia com muita tristeza. Não pelo que estava acontecendo no governo, mas pela imagem do município. Hoje, Campos é conhecida no Brasil por ter a pior educação do Estado do Rio, pela falta de transparência do governo, pelas constantes cassações do seus prefeitos. Isso é, sem dúvida, culpa de um grupo político que só pensa na manutenção no poder, não em administrar a cidade”. Assim o vereador Rafael Diniz (PPS) reagiu hoje à cassação da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os ainda inelegíveis por oito anos a contar de 2012, muito embora possam recorrer no cargo da decisão da 99ª Zona Eleitoral de Campos, divulgada ontem em primeira mão aqui.

Saiba mais sobre a repercussão do caso aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

Amanhã (17/07), confira a íntegra do que Rafael falou sobre o assunto na edição impressa da Folha.

 

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Henriques: “Espero a decisão do juiz maior, o povo nas urnas de 2016”

Roberto Henriques 1

 

“Esse processo veio desde de 2012 e só agora foi julgado em primeira instância, cabendo recursos ainda no TRE e TSE. Na minha opinião, Rosinha terminará o seu mandato sem que o processo esteja transitado em julgado. Evidentemente que isso deixa a sociedade apreensiva, depois de ver cassados os prefeitos Carlos Alberto Campista, Alexandre Mocaiber e a própria Rosinha, que já tinha sido afastada antes por duas vezes. Mas espero a decisão do juiz maior, soberano: o povo que irá às urnas em 2016”. Foi assim que o deputado estadual Roberto Henriques (PSD), reagiu à cassação da prefeita Rosinha Garotinho e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os também inelegíveis por oito anos a partir de 2012, em decisão do juízo da 99ª Zona Eleitoral de Campos, adiantada em primeira mão aqui.

Conheça mais sobre a repercussão do caso aqui, aqui, aqui, e aqui.

 

Amanhã (17/07), confira a íntegra do que Henriques falou sobre o assunto na edição impressa da Folha.

 

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Feijó: “No cargo, Rosinha vai reverter cassação na Justiça”

Feijó

 

 

“A disputa eleitoral no Brasil está ficando inviável, com tantos resultados das urnas alterados depois das eleições, pela Justiça Eleitoral em todas as instâncias. É a judicialização da política no Brasil, o que é lamentável. Mas acredito que a equipe jurídica da prefeita Rosinha (PR), que recorre no cargo, vai reverter essa decisão de primeira instância. Campos precisa de estabilidade”, pregou o deputado federal Paulo Feijó (PR), sobre a decisão do juiz da 99ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, Luiz Alfredo Carvalho Júnior, que cassou (aqui) os mandatos da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os também inelegíveis por oito anos, a contar de 2012. O juiz entendeu que a prefeita e seu vice abusaram do poder político e econômico, ao realizarem, às vésperas das eleições, a contratação de milhares de servidores temporários, através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).

Aqui, confira a manifestação sobre o assunto de José Geraldo, candidato a prefeito de Campos pelo PRP em 2012, autor da ação.

Aqui e aqui, através do sempre atento Blog do Bastos, confira o contraponto feito pelo secretário de governo de Campos, Anthony Garotinho (PR), e do líder rosáceo na Câmara Municipal, vereador Mauro Silva.

 

Amanhã (17/07), confira a íntegra do que Feijó falou sobre o assunto na edição impressa da Folha.

 

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Rosinha e Chicão são cassados, mas recorrem no cargo

Rosinha e Chicão

 

Por decisão do juiz da 99ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, Luiz Alfredo Carvalho Júnior, disponibilizada hoje no site da Justiça Eleitoral, foram cassados os mandatos da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os ainda inelegíveis por 8 anos, a contar de 2012. A sentença não tem efeitos imediatos, ou seja, Rosinha permanece no cargo até o julgamento dos recursos que eventualmente foram interpostos. Em resumo, o juiz entendeu que os Réus abusaram do poder político e econômico, ao realizarem, às vésperas das eleições, a contratação de milhares de servidores temporários, através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).

Também foram condenados e declarados inelegíveis, as seguintes pessoas: Joilza Rangel Abreu, Izaura Colodete Antonio de Sá Freire, Magno Prisco Pereira Neves, Patricia Cordeiro Alves, Marcelo Neves barreto, Ana Lúcia Sanguedo Boynard Mendonça, Geraldo Augusto Pinto Venâncio e Cesar Palma de Salles Ferreira. Além da cassação do mandato e declaração de inelegibilidade, os réus foram condenados a pagar, cada um, multa de 15.000 Ufir.

Em sua sentença, o juiz destacou:

“Ora, o objetivo axiológico da norma eleitoral é de combater ações governamentais rotuladas como ‘urgentes ou inadiáveis’ mas que, em verdade, se prestam como subterfúgio para garantir a perpetuação no poder e não podem encontrar limitação temporal de 3 meses, como se inclina acertadamente o TSE.

“Veja o gravíssimo caso concreto que desencadeou estes autos, ainda que se considere véspera do período vedado, caracteriza-se de insofismável não razoabilidade que a Administração Pública contrate 1.166 pessoas e isto demonstre uma eficiente gestão pública ao invés de revelar intuito estritamente eleitoreiro. 

“A investigada Sra. Prefeita, aproveitando-se de sua condição de Chefe do Executivo perpetrou flagrante uso da máquina administrativa, notadamente de seus recursos e estrutura funcional, para, lograr benefício individual, representado pela instituição do Regime de Contratação de Pessoal por Tempo Determinado (REDA), a fim de contratar cerca de 1.166 trabalhadores em ano eleitoral, abusando de sua autoridade e repercutindo, assim, em violação à igualdade de condições entre os candidatos das eleições de 2012 e, com isto, malversando a lisura e a normalidade do pleito”

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi movida pelo PRP e pelo seu ex-candidato a prefeito de Campos, José Geraldo Moreira Chaves, que teve José Paes Neto como seu advogado.

 

Atualização às 23h41 para dar o direito do contraditório na versão do advogado eleitoral dos condenados, Francisco de Assis Pessanha Filho, publicado aqui, em primeira mão, no Blog do Bastos:

“Em relação a decisão proferida na ação eleitoral referente ao REDA, a assessoria jurídica do Partido da República – PR vem esclarecer o seguinte: 

“A Prefeita do Município de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho, e o Vice Prefeito, Chicão Oliveira, não infringiram qualquer legislação eleitoral. Respeitando a decisão judicial e o Excelentíssimo Magistrado que a prolatou, confia que a decisão será revertida pelo TRE-RJ, eis que baseada, exclusivamente, em matérias jornalísticas extraídas de determinados veículos de comunicação. As contratações do REDA poderiam ocorrer até o dia 07/07/2012, sendo que a última se deu no dia 04/07/2012. Essa questão é objetiva, temporal, não há o que se questionar.

“Os autores da ação não apresentaram nenhuma prova que desse amparo as acusações, tendo a decisão se baseado em notícias colhidas da internet para afirmar que houve contratação após o dia 07/07/2012, o que levará, invariavelmente, a sua reforma. Além disso, é desproporcional aplicar-se qualquer sanção punitiva pela contratação de 1.166 pessoas, quando o resultado das eleições apontou a vitória da Prefeita Rosinha Garotinho com 167.615 votos, que retratam 69,96% do eleitorado, no primeiro turno, gerando a diferença de 106.472 votos para o segundo colocado.

“Ressalte-se, por fim, que a sentença não produz efeitos imediatos, não havendo que se falar em afastamento dos cargos.

“Francisco de Assis Pessanha Filho
Advogado”

 

 

Confira amanhã (16/07) a íntegra da reportagem na edição impressa da Folha.

 

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Governo e oposição repercutem Pezão na sucessão de Rosinha

Rafael Diniz, Luiz Fernando Pezão e Comte Bittencourt, na última segunda  (13/07), no Palácio Guanabara (divulgação)
Rafael Diniz, Luiz Fernando Pezão e Comte Bittencourt, na última segunda (13/07), no Palácio Guanabara (divulgação)

 

“Tenho compromisso não só com a eleição do próximo prefeito de Campos, em 2016, como em apoiar nela aqueles que caminharam comigo, em 2014, na campanha ao governo do Estado: Rafael Diniz, Arnaldo Vianna, João Peixoto e Nildo Cardoso”.

Governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), na segunda-feira (13/07), em encontro aqui no Palácio Guanabara com deputado estadual Comte Bittencourt (PPS) e o vereador de Campos Rafael Dinis (PPS)

 

Página 2 da edição de hoje da Folha
Página 2 da edição de hoje da Folha

 

 

Vereador Mauro Silva (PT do B) — “Acho que a oposição está totalmente dividida, perdida. Talvez seja por isso que está lançando tantos nomes para disputar a sucessão da prefeita Rosinha (PR). É para ver se algum consegue colar. Até nos apoios que tenta buscar, a oposição se divide. Pezão é do PMDB e diz uma coisa, mas aí chega o presidente do partido e diz outra. Jorge Picciani já disse que o PMDB vai apoiar Geraldo Pudim, tão logo ele saia do PR para disputar a Prefeitura de Campos. E quem define candidatura é o presidente do partido, não governador. Mas acho ainda muito cedo para falarmos. Agora, tudo não passa de especulação. O grupo da prefeita Rosinha, por exemplo, tem muitos nomes: Suledil Bernardino, Fábio Ribeiro, Auxiliadora Freitas, Dr. Chicão, Edson Batista, o meu. Temos que decidir junto à nossa base de apoio quem será o candidato e por qual partido. Eu estou no PT do B; Edson, no PTB; Auxiliadora, no PHS; todos partidos da base. Os demais estão no PR, só Chicão está no PP, que saiu da base. E a janela para mudança, após a reforma política, deve ficar no final de setembro. Ainda falta acontecer muita coisa”.

 

Ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) — “Fico feliz de ver que o governador reconheça quem trabalhou para ele em sua campanha vitoriosa de 2014, inclusive em Campos. Ele citou os nomes todos, não esqueceu de ninguém. Que bom que estejamos unindo forças para ganhar em Campos. Se a oposição se unir, ganha a eleição. A insatisfação com o governo dos Garotinho é geral, nas pesquisas, nas ruas, nos hospitais que percorro todo dia como médico, conversando com as pessoas que hoje se sentem completamente abandonadas pelo poder público municipal, do qual não conseguem remédios, consultas, nem vagas para internação. A complementação à tabela do SUS pela Prefeitura, que era feita no meu governo, se está mesmo sendo paga como disse o casal Garotinho, ninguém é capaz de enxergar nos hospitais. A Saúde está um caos. Para isso mudar, tem que ser nas urnas. Coloco-me à disposição de todos os companheiros de oposição para discutir o melhor para Campos. Sigo o espírito do nosso hino nacional:‘Verás que um filho teu não foge à luta’. Se tiver que ser candidato, serei. Se tiver que apoiar outro companheiro, o farei sem dificuldades”

 

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