Oposição na política e na visão da realidade goitacá reage à análise de Hirano

 

Como já havia acontecido (aqui) depois que o deputado federal Paulo Feijó (PR) disse (aqui) em entrevista à Folha, publicada em 23 de fevereiro, que Rosinha Garotinho (PR) era “a prefeita de melhores resultados na história do município”, também repercutiram hoje na oposição as declarações do líder governista na Câmara de Campos, Paulo Hirano (PR). Pré-candidato a deputado estadual, das várias coisas que o vereador falou na entrevista publicada (aqui) na Folha, em sua edição impressa do último domingo, a análise francamente elogiosa ao governo Rosinha, parecendo antecipar o discurso governista de continuidade à sucessão da prefeita, em 2016, foi o que provocou hoje a reação de vários oposicionistas em Campos.

Entre todos os ouvidos, apenas o presidente da Fenorte e pré-candidato a deputado federal Nelson Nanhim (SDD), apesar da conclusão crítica, reconheceu algumas virtudes na administração municipal da cunhada, enquanto Odete Rocha, pré-candidata à Alerj pelo PC do B, fez uma análise mais genérica. Já o pré-candidato a deputado federal Makhoul Moussallem (PT), o pré-candidato a estadual Erik Schunk (Psol), os dirigentes partidários José Geraldo (PRP) e Gustavo Matheus (PV), e os vereadores Marcão (PT, pelo qual também tem sua pré-candidatura à Alerj), Rafael Diniz (PPS) e Fred Machado (SDD) foram mais contundentes em suas discordâncias da avaliação de Hirano sobre o governo Rosinha.

Confira abaixo a oposição não apenas ideológica ou partidária, mas da apreensão da própria realidade, entre as forças políticas de Campos:

 

Paulo Hirano, líder de Rosinha na Câmara de Vereadores e pré-candidato do PR a deputado estadual, teve sua análise sobre o governo Rosinha, em entrevista publicada ontem, na Folha e neste blog, respondida hoje pela oposição
Paulo Hirano, líder de Rosinha na Câmara de Vereadores e pré-candidato do PR a deputado estadual, teve sua análise sobre o governo Rosinha, em entrevista publicada ontem, na Folha e neste blog, respondida hoje pela oposição

“Dificilmente alguém vai superar o que a prefeita Rosinha Garotinho fez. Ela implantou uma nova era na política de Campos. Não há outro caminho para melhorar a qualidade de vida da população que não seja esse. É preciso dar continuidade a esse modelo de gestão.”

 

Deputado federal e pré-candidato à reeleição pelo PR, Paulo Feijó também provocou reações da oposição, com suas declarações em outra entrevista à Folha, publicada em 23 de fevereiro
Deputado federal e pré-candidato à reeleição pelo PR, Paulo Feijó também provocou reações da oposição, com suas declarações em outra entrevista à Folha, publicada em 23 de fevereiro

“Fui oposição a Garotinho durante 20 anos. Neste período praticamente ganhei todas as eleições que disputei, ocupando o espaço oposicionista. Esse espaço foi diminuindo com a fragmentação da oposição. Fiz aliança com Garotinho, em 2008, ajudando a eleger Rosinha prefeita, e hoje considero Rosinha a prefeita de melhores resultados na história do município de Campos. Atualmente, essa parceria de seis anos, traduzida em bons resultados, como já falamos, me fez conhecer melhor a pessoa e o homem público que Garotinho é. Político de muito trabalho, dedicação integral, muito preparado, experiente, de muitos serviços prestados e de relacionamento no mundo político, jurídico e empresarial. É um excelente amigo. Política é assim que se faz, e o político que quiser se consolidar tem que seguir este caminho. Poucos sãos os políticos de vida longa no município de Campos e no Brasil. A oposição em Campos está começando, isso requer dedicação, tempo, competência, bom conceito e serviços prestados. Essa oposição não vai se consolidar em curto prazo.”

 

Nelson Nahim
Nelson Nahim

“Claro que o governo da prefeita Rosinha teve avanços em várias áreas, tanto que a avaliação do seu governo é boa. Eu mesmo, como prefeito interino durante seis meses, pude realizar muita coisa. Porém, estamos muito longe de alcançar o que necessita a nossa população. Sou totalmente contra esse modelo de gestão, onde a maioria das empresas que executam obras e serviços para o município são de fora e milhões de reais todo mês deixam de circular em nossa economia; onde o Programa de Estratégia da Família, antigo PSF, por mim homologado, ainda não saiu do papel e milhares de pessoas que poderiam estar sendo atendidas em casa, desafogando os postos de saúde e hospitais, permanecem com filas em seus corredores; onde pacientes com câncer tenham que deixar a nossa cidade para se tratar em Itaperuna, onde faltam fraldas geriátricas, onde não há de fato uma política concreta para valorizar o servidor da Prefeitura, pois não adianta escola e creche bonita, posto de saúde novo, com servidores desmotivados. Para sermos justos temos que reconhecer o que foi feito, porém afirmar que ninguém fará melhor, seria afirmar que em nossa cidade todos os demais campistas são totalmente incompetentes, mesmo porque, com um orçamento de 2.5 bilhões, basta ao gestor ser honesto e ter uma boa equipe técnica.”

 

Makhoul Moussallem
Makhoul Moussallem

“O líder da situação na Câmara de Vereadores deve estar morando em outro município ou virou um nefelibata sem nenhum contato com a Terra. Achar que a prefeita implantou uma nova era política em Campos é desconhecer que este mesmo grupo já está há 20 anos no poder. Gostaria muito que as afirmações do Dr. Paulo Hirano correspondessem à realidade, mas não é o que acontece. Não vimos uma nova era e sim uma repetição do mesmo modelo de duas décadas, apenas com variações de acordo com a personalidade do chefe do executivo. A educação continua no último lugar no Ideb, a saúde continua com os mesmo problemas de antes e vai de mal a pior, como eu entendo que deve ser a saúde e não como eles entendem; o trânsito visivelmente caótico, a segurança e o transporte deixando a desejar, os shows acontecendo da mesma maneira. Se é isso que ele deseja continuar, acredito que não deve gostar da população e sim do grupo ao qual passou a pertencer, ao que parece com muito gosto.”

 

Marcão
Marcão

“No que tange às afirmações do nobre edil Paulo Hirano, sinceramente não acho nem um pouco difícil superar este governo. O orçamento da prefeita Rosinha aprovado nas leis orçamentárias entre 2009 e 2014 está no montante de R$ 11,8 bilhões. Ou seja, Rosinha teve à disposição em 6 anos aquilo que nenhum outro gestor na história do município de Campos teve. Aí eu faço as seguintes perguntas, o orçamento melhorou ou piorou? A educação melhorou? Não, é a pior do estado! Aí me vem à cabeça outra pergunta: Esses recursos estão sendo bem empregados? Não, a creche escola do Jardim Ceasa está mais de 90% paga e não tem nem 50% pronta, com fortes indícios de improbidade. Afirmo que pode ser feito mais e melhor do que vem sendo feito pelo atual governo. Quanto ao fato de dar continuidade a este modelo de gestão, onde a prefeita age como se fosse uma rainha que ordena e os súditos não podem questioná-la, isso não funciona. Um governo que não tem transparência, não aceita controle social, nem gestão participativa, não pode ser contínuo.”

 

Fred Machado
Fred Machado

“Penso, sinceramente, que o modelo de gestão apresentado por este governo é um dos que considero mais retrógrados. Modelo este que preza a desinformação aos seus munícipes, através de recusa de informações que são feitas tanto no Legislativo, quanto ao cidadão que paga impostos. Modelo de gestão que se nega a discutir o orçamento participativo e também a transparência, não pode ser nunca seguido como exemplo por ninguém, principalmente agora que, em demonstrações recentes, tivemos nas ruas o clamor do povo buscando a transparência e participação em decisões políticas.Com todo respeito, discordo plenamente do líder do governo.”

 

 

Rafael Diniz
Rafael Diniz

“Quem acompanha os trabalhos do líder do Governo na Câmara, Dr. Paulo Hirano, sabe que o que ele mais faz é defender o indefensável. Logo, já é normal ver declarações como essa. Só que jamais poderia concordar com essas palavras. Não podemos deixar de lembrar que temos a pior educação do nosso Estado, sofremos com falta de remédios, ambulâncias que não chegam, falta de estrutura nos postos, desvalorização de nossos servidores, além de tantos outros problemas vividos diariamente por nossa população. Sem falar nos altos gastos com shows que, na minha opinião, não os diferencia em nada do governo passado que eles tanto criticam, muito pelo contrário, a cada show pago, vejo mais semelhanças. Além, é claro, da completa ausência de transparência. Os defensores desse governo se esquecem que eles já estão nessa administração há mais de 5 anos, isso falando apenas desses dois últimos mandatos. E eu pergunto: Será que mudou alguma coisa? Temos certeza que não!”

 

Odete Rocha
Odete Rocha

“Quando faço referência a uma nova era na política, reporto-me aos governos de Lula/Dilma e seus programas como o “Minha Casa, Minha Vida”, que chegou aos vários municípios do Brasil, por exemplo. Outro ponto a destacar está no fato de um governo para ser ousado e insuperável não poderá ter reservas ao investir na educação. Desde a valorização do seus profissionais , quanto na estrutura onde a mesma acontece. E, a superação nada mais é que a dinâmica de se poder dialogar com as novas contradições que qualquer sociedade impõe. Lembrar ainda que uma gestão inigualável e insuperável deva ser uma excelência na saúde, na educação, no transporte público, na aplicação dos recursos públicos.”

 

Erik Schunk
Erik Schunk

“É uma afirmação tão absurda, mas tão absurda, que beira às raias da insanidade. Que era tão maravilhosa é essa que mantém a educação do município no último lugar no Ideb? Que lugar maravilhoso é esse em que os pacientes dos hospitais são atendidos no chão ou em macas no corredor? Sem falar que estamos abaixo da crítica em termos de mobilidade urbana e os gastos milionários e suspeitos com os shows causam indignação nas pessoas que estão vendo os postos de saúde sem remédios, não tem PSF. Sob nenhum aspecto, seja sanitário, epidemiológico ou demográfico, não há nada que justifique essa euforia do líder do governo. Até as ambulâncias alugadas por R$ 2 milhões por mês não chegam. Os médicos, os professores, os guardas municipais, todos estão insatisfeitos e vem o vereador Paulo Hirano dizer que Rosinha inaugurou uma ‘nova era’? Isso é um deboche para agradar seus patrões. Será que Hirano foi contaminado pela doença do chefe que acredita nas próprias mentiras que inventa?

 

Gustavo Matheus
Gustavo Matheus

“Mais uma vez o governo, através de seus interlocutores, exala prepotência e arrogância, requisitos, estes sim, pelos quais ficarão marcados por toda história. O referido trecho muito se assemelha ao que disse Jesus em resposta a indagação de Tomé, em João 14:6. ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim’. Não é a primeira vez que esse grupelho rosa equipara seus líderes a Jesus Cristo. Uma piada de muito mau gosto. O que eles não falam, por exemplo, é que o orçamento da prefeita Rosinha é 100 vezes maior que a maioria dos prefeitos que comandaram este município. A verdade é que Campos foi grande em muitos aspectos. Sua história, se conduzida por políticos que ouvem a população, sabendo diferenciar o que as pessoas querem, do que realmente precisam, jamais permitiria que esta rica planície chegasse ao caos que se encontra. O legado da prefeita Rosinha é obter a pior Educação do Estado. Para quem não sabe, é a primeira vez que Campos ocupa a última colocação no Ideb. E, ao mesmo tempo, enquanto as Escolas e Creches desmoronam física e moralmente, torrar mais de R$ 100 milhões criando um sambódromo que recebe eventos de três a quatro vezes ao ano. O dr. Hirano tem toda razão: ‘dificilmente alguém irá superar o que Rosinha fez’. Afinal, doutor, deixar uma cidade rica como Campos com o último lugar na Educação Básica era um feito inédito até Rosinha.”

 

José Geraldo
José Geraldo

“O excelente médico Paulo Hirano está tomado por delírios na sua posição de líder do governo. A própria Rosinha consegui se superar na incompetência neste segundo mandato, porque sequer cumpriu suas metas programáticas de 2008 até hoje, com todo o dinheiro que joga pelos ralos. A ‘nova era’ que Rosinha implantou na política de Campos, trazida de sua experiência de  governadora, foi um grande esquema de superfaturamentos de obras, shows, contratações de terceirizados, esquemas de licitações  furadas, como no caso das ambulâncias e do transporte coletivo, ambos sem solução até hoje; política de assistencialismo barato, cooptação dos vereadores com aumento de despesas e muito mais. A qualidade de vida de nossa população continua a mesma desde o início da era Garotinho: péssima. Bairros e distritos sem infraestrutura e assistência, escolas aos pedaços, postos de saúde abandonados e sem material, falta de transporte nas horas críticas, estradas sem manutenção, obras inacabadas pra todos os lados, falta investimento em qualificação de mão-de-obra e sobra assistencialismo barato. A isso ele chama de avanço na qualidade de vida do povo? Quanto ao atual modelo de gestão, é preciso defenestrar esse modelo que só olha para si mesmo e para seus projetos pessoais e familiares, que usa o dinheiro do povo para arregimentar cabos eleitorais e candidatos pra todos os lados, em prol da eleição de seu chefe maior; um modelo que não prioriza a cidade e seu povo, o futuro de sua população e a real melhora na qualidade de vida de todos.

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Artigo do domingo — Policial mau? Quem se habilita?

 

A história do policial bom e do policial mau é tão antiga quanto a política. No Brasil da “lei do jeitinho” do Canhotinha Gérson, criar dificuldades para tentar vender facilidades é um hábito que, desde as caravelas de Cabral, extrapola a seara policial, ainda que, como esta, tenha na esfera pública seu palco mais habitual ao protagonismo dos interesses privados. E estes ficam cada vez menos constrangidos no país onde, como escreveu o jornalista Guilherme Fiuza sobre a absolvição dos réus do Mensalão no Supremo, pelo crime de formação de quadrilha:

— O esquema que envolvia ministro de Estado, tesoureiro e presidente de partido, funcionário público graduado e outros companheiros fiéis, todos ligados por um mesmo despachante e uma mesma base operacional, agindo de forma orquestrada e sistemática para o mesmo e deliberado fim, não constituía uma quadrilha. Agora o Brasil já sabe: só há quadrilha quando criminosos que fazem tudo isso juntos são pessimistas perdidos na paisagem.

Lula, que não sabia de nada do Mensalão, mas pensa ter aprendido tudo que precisava saber sobre política a partir da sua atuação sindical, aproveitou um almoço com deputados petistas, no final do mês passado, para publicamente endossar seu apoio à pré-candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo do Rio. Mas talvez nem se possa supor que tenha querido bancar o “policial mau”, junto ao PMDB fluminense do governador Sérgio Cabral e de Luiz Fernando Pezão, vice e pré-candidato à sucessão. Luiz Inácio apenas agiu como quem ainda se julga o titular da delegacia, ou comandante do BPM.

Como a colcha de retalhos do PMDB vai além dos interesses oligárquicos dos senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP), presidente e ex do Senado, ou das bandeiras paulistas fincadas no Palácio do Jaburu, com o vice-presidente (da República) Michel Temer, Cabral e Pezão se preservaram ao papel de “policiais bons” e deram armas e permissão para matar aos mais vocacionados, dentro do seu grupo teatral, para encarnar os maus. E, sem aspas ao adjetivo, quem mais apto do que Jorge Picciani, sem mandato após ser derrotado por Lindbergh na disputa ao Senado, e o deputado federal Eduardo Cunha, ex-amigo íntimo do nosso deputado Anthony Garotinho, quando este era governador do Rio, naqueles “bons e velhos tempos” que sonha agora reviver sob a chancela do PR?

Picciani partiu para o ataque, defendendo a aliança do PMDB com a pré-candidatura tucana de Aécio Neves a presidente, além de chamar de “delinquente e ladrão” o presidente estadual do PT, Washington Quaquá, também prefeito de Maricá. Mas o pior estaria por vir, com Eduardo Cunha liderando a bancada do PMDB e outros partidos descontentes da base governista, para impor à presidente Dilma Rousseff e seu PT uma derrota vexatória na Câmara Federal, na sessão da última terça, quando foi aprovada uma comissão para investigar na Holanda uma das tantas suspeitas de maracutaia na Petrobras, desde que foi transformada de empresa estatal internacionalmente competitiva em cabidário de empregos e interesses “companheiros” do PT.

Bem verdade que Cunha foi vitorioso após ganhar uma força desnecessária, num tiro saído pela culatra da tradicional incompetência petista, até para bancar o “policial mau”, quando soltou sua oligarquia companheira (de novo sem aspas) do PMDB no Senado, para tentar enquadrar publicamente o deputado rebelde. O resultado? Numa breve reedição, em pleno Planalto Central, daqueles “bons e velhos tempos” fluminenses, até os deputados do PR votaram obedientes ao comando do ex-amigo íntimo de Garotinho, no episódio bem definido por outro jornalista, o Merval Pereira: “O dia em que a presidente Dilma ficou menor que o deputado Eduardo Cunha”.

Diminuída ou finalmente desnuda (Deus nos livre!) em seu real tamanho, como num passe de mágica, Dilma recebeu prazenteira em Brasília os “policiais bons” Cabral e Pezão, na quinta, apenas dois dias depois de ser humilhada por Cunha. “Policial má” convertida em “bondade” pela necessidade desastrada da própria soberba, para consolidar sua pré-candidatura à reeleição por um PT que nunca deixou de sonhar com o retorno sebastianista de Luiz Inácio, a presidente destinou a este sua maldade, ao confidenciar aos convidados do Rio: “A candidatura de Lindbergh a governador é uma invenção de Lula”.

Mesmo amigo de Aécio desde antes dos “velhos e bons tempos” da intimidade ainda não prescrita entre Garotinho e Cunha, Cabral abriu seu saco de “bondades” e, em paga pré-acordada, declarou o apoio do PMDB fluminense ao projeto para reeleger Dilma.

Do Planalto Central à Planície Goitacá, com escala necessária pela Baía de Guanabara, o que será mais difícil para algum dos muitos vereadores descontentes da prefeita Rosinha? Encontrar a inteligência, a capacidade de liderança e a amoralidade pragmática de Eduardo Cunha? Ou achar a coragem para bancar o “policial mau” diante de Garotinho?

 

Publicado na edição impressa de hoje da Folha.

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Paulo Hirano: “A prioridade total é eleger Garotinho governador”

Extenso ao elencar as realizações de Anthony Garotinho como deputado federal ou de Rosinha Garotinho como prefeita, o líder desta na Câmara Municipal e pré-candidato a deputado estadual, Paulo Hirano, foi lacônico ao responder sobre a possibilidade da esposa substituir o marido na corrida ao Palácio Guanabara: “A prioridade total é eleger Garotinho governador”. Embora tenha frisado falar apenas por si, ao se dizer valorizado dentro do grupo, Hirano disse não acreditar em mudança de lado por parte de vereadores governistas descontentes. Após admitir que quem for vitorioso na urnas de 2014, sai cacifado politicamente para 2016, ele adiantou o discurso à sucessão de Rosinha: “Ela implantou uma nova era na política de Campos. Não há outro caminho para melhorar a qualidade de vida da população. É preciso dar continuidade a esse modelo de gestão”.

 

 Paulo Hirano

 

 

Folha da Manhã – O que levou a trocar a Câmara Federal pela Assembleia Legislativa em sua pré-candidatura? Foi apenas para não atrapalhar o projeto de reeleição de Paulo Feijó (PR) a deputado federal?

Paulo Hirano – Acredito na política como o mais eficaz instrumento para melhorar a vida das pessoas, por isso, na última década, devotei minha vida a essa causa. Todos sabemos que é impossível fazer política sozinho. Então, faço parte do grupo político que melhorou muito a vida de nossa população nos últimos cinco anos. Basta olhar os indicadores; alguns ainda têm que progredir, mas todos avançaram. Por isso, mantive-me à disposição para somar, contribuir com esse progresso. Em um primeiro momento, meu nome foi cogitado para a Câmara Federal. Como a dinâmica da política é constante,  eu fiquei mais confortável com os limites geográficos do nosso Estado. A estratégia desse segundo momento foi o lançamento do meu nome como pré-candidato à Alerj. Estou certo de que há muito a ser feito para melhorar a vida das pessoas que habitam o nosso Estado.

 

Folha – O apoio público dos irmãos Clarissa (PR) e Wladimir Garotinho (PR) à pré-candidatura de Bruno Dauaire (PR) à Alerj (aqui), tem causado ciúmes no seu grupo. Nele, como definir quais pré-candidaturas morrerão, ficarão feridas ou se salvarão para outubro? Até lá, haverá tempo para cicatrização de quem for preterido?

Hirano – Temos que considerar que somos todos de um mesmo partido, o PR. Tenho absoluta certeza de que no momento em que forem consolidadas as candidaturas na convenção, todos os candidatos terão o mesmo apoio público da pré-candidata à Câmara Federal, Clarissa Garotinho, e do presidente do PR Wladimir Garotinho, que, pelo posto ocupado, têm a obrigação ética de oferecer apoio irrestrito a todos os candidatos. No mesmo raciocínio, por se tratar de um grupo, o futuro das candidaturas será definido conforme as necessidades estratégicas do próprio grupo.

 

Folha – Sobre as pré-candidaturas de Bruno e Kitiely Freitas (PR), defendidas (aqui) por Clarissa, você e os edis Jorge Magal (PR) e Gil Vianna (PR) frisaram (aqui) ser nomes de outros municípios. Os vereadores de Campos que trabalham suas pré-candidaturas, enquanto defendem o governo Rosinha (PR), acreditam estar sendo valorizados?

Hirano – Ninguém desconhece que Bruno e Kitiely, jovens quadros do nosso partido, com um promissor futuro pela frente, são de outros municípios. Porém, todos também sabem que, este ano, a eleição é estadual e que a prioridade é eleger o governador. Quanto aos vereadores de Campos, posso responder por mim. Como líder do Governo Rosinha, o meu posicionamento de defesa tem sido reconhecido e a valorização deste trabalho está consolidada no convite feito pelo nosso líder, Anthony Garotinho, para que eu fosse pré-candidato à Assembleia. Mas essa valorização vem sendo demonstrada desde 2008, primeiro quando fui convidado para ser o vice-prefeito de Campos, o que só não aconteceu por uma questão de interferência partidária. Na sequência, fui nomeado secretário de Saúde; posteriormente, escolhido para ser um dos vereadores da bancada, e finalmente, líder do governo. Cargos à parte, a verdadeira valorização é saber que meu trabalho tem cumprido seu objetivo de mudar para melhor a vida da população e isso é reconhecido por grande parte da sociedade.

 

Folha – Não é segredo que a candidatura de Bruno (aqui) é um projeto pessoal de Wladimir, preterido (aqui) em sua própria pré-candidatura. Uma vez que ele é presidente do PR em Campos, qual limite deveria ter para apoiar um, em detrimento de outros?

Hirano – Conheço os dois e estou certo de que Bruno marcará uma importante posição para o PR em São João da Barra, município de crescente importância. E Wladimir nunca deixou de estar presente e apoiar minha caminhada na campanha para vereador. Tenho certeza de que também estará ao meu lado a partir do momento em que o partido me outorgar a vaga para concorrer a deputado estadual.

 

Folha – Você já disse não acreditar que descontentamentos entre vereadores governistas possam gerar migração à oposição, pelo menos até outubro, sendo endossado (aqui) pelo vereador Alexandre Tadeu (PRB), que se mantém rosáceo, mesmo apoiando Marcelo Crivella (PRB) a governador. Por que não pode ocorrer com Rosinha, na Câmara Municipal, o que o PMDB fez com Dilma (PT) na Câmara Federal?

Hirano – Podemos afirmar que são cenários diferentes. O que aconteceu na Câmara Federal foi uma condução política para contemplar os anseios de blocos partidários. A filosofia política e os anseios partidários que hoje imperam na Câmara Municipal se encontram em equilíbrio com os propósitos e ações do governo municipal, por isso não acredito em confronto entre poderes Executivo e Legislativo neste momento.

 

Folha – O vereador Marcão (PT) disse (aqui) que, por temer a possibilidade de derrota a governador, Garotinho tentaria antecipar a eleição da mesa diretora da Câmara de Campos, para mantê-la em mãos seguras, independente de outubro, no segundo biênio do governo Rosinha. Procede?

Hirano – Pura especulação…

 

 Folha – Todos no PR ressaltam que o mais importante é eleger Garotinho governador. Nem Crivella, nem Luiz Fernando Pezão (PMDB), nem Lindbergh Farias (PT) descartam a possibilidade de Rosinha ser a candidata. A chance inexiste?

Hirano – A prioridade total é eleger Garotinho governador.

 

Folha – Garotinho é conhecido por trabalhar sempre com pesquisas. Em Campos, talvez elas sejam desnecessárias para constatar que a saúde é um dos principais motivos de críticas ao governo Rosinha. Como seu líder, mas também médico e ex-secretário de Saúde, em que esses questionamentos se justificam ou não?

Hirano – Como ex-secretário de Saúde, ex-presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e atual presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal, posso assegurar que, em Campos, a saúde melhorou muito nos últimos cinco anos. Todos os indicadores externos, inclusive os do ministério da Saúde, mostram que Campos se encontra em um patamar de assistência superior a todas as cidades da região Norte/Noroeste, como também das grandes cidades, como Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo. No entanto, é bom lembrar que saúde em todos os lugares será sempre motivo de críticas. É uma situação universalizada, pois, mesmo após resolvidos, os problemas na saúde renascem e se multiplicam em todo momento. Sempre teremos novas necessidades e críticas. A título de comparação, e falando em pesquisa, o IBGE divulgou esta semana dados que mostram que o Rio de Janeiro é o Estado que menos investiu em saúde pública do Brasil, apesar de ter a terceira maior população e o segundo maior PIB da nação. Apenas 7,3% do orçamento de 2012 do Estado foram direcionados para o setor, enquanto em Campos, direcionamos para a saúde cerca de 25% do orçamento em 2013. Não podemos esquecer que nosso município, quando fui secretário de Saúde, implantou e mantém até hoje o melhor e mais completo programa de imunização, referência para o país.

 

Folha – Quando finalmente estarão circulando em Campos as 82 ambulâncias contratadas com a Nova Master, que você garantiu (aqui) na Câmara ainda para março? Após o escândalo da GAP, com repercussão nacional, essa demora com a nova empresa não é um desgaste desnecessário?

Hirano – Desgaste esse que não foi provocado pelo governo municipal, que, inclusive, está cumprido uma decisão judicial para manter o contrato firmado com a Nova Master. O prazo até o final de março foi dado pela empresa, após efetiva cobrança da Prefeitura. Estamos aguardando o cumprimento do prazo, que ainda não venceu, pela empresa.

 

Folha – Gente como você, o vice Chicão de Oliveira (PP), ou o secretário de Comunicação Mauro Silva (PT do B), são em Campos elos de intersecção do garotismo onde ele é tradicionalmente mais fraco, junto ao eleitorado de melhor nível sócio-econômico. Consta que Garotinho está insatisfeito com suas intenções de voto nessa camada dos campistas. Como estão trabalhando para melhorar isso?

Hirano – Esta interpretação, neste momento, está equivocada. Vamos continuar trabalhando para desconstruí-la. Tenho certeza de que, principalmente, o eleitorado de nível sócio-econômico-cultural mais privilegiado já reconhece e enaltece o que Garotinho fez como deputado federal para Campos. Por serem bem informados, reconhecem o brilhante desempenho como parlamentar na defesa dos grandes temas nacionais, lutando pelos interesses coletivos, e já sabem que ele trouxe recursos para o município da ordem de mais de R$ 500 milhões, oriundos de emendas parlamentares e interferência direta junto aos ministérios, contemplando, assim, diversas áreas em nossa cidade e região. Para exemplificar, lembramos alguns: recursos para reformas e construção de hospitais e outras unidades de saúde, construção do novo Hemocentro Regional, Bairros Legais, escolas e creches, equipamentos como acelerador linear para radioterapia, além dos recursos para o Complexo Farol-Barra do Furado. Não podemos deixar de lembrar que, sem a sua interferência e condução quanto à defesa dos royalties do petróleo, estes recursos já não fariam mais parte da história dos estados e municípios produtores. Além disso, a maioria da população aderiu à filosofia política deste grupo, porque reconheceu e aprovou o modelo de governo, referendando a reeleição da prefeita Rosinha Garotinho, com mais de 70% dos votos no primeiro turno.

 

Folha – Você foi tema de matéria na Folha do último dia 2 (aqui), por dar respostas a indagações não respondidas pela Prefeitura. É isso mesmo: quer saber algo do governo, pergunte a Hirano? Até onde isso é virtude sua e até onde é falta de transparência do resto da gestão?

Hirano – Acredito estar desempenhando a missão a mim conferida, o papel de interlocutor do Executivo com a Câmara e, consequentemente, com a população. Entre as virtudes de um líder, temos que ter o domínio das informações para o conhecimento de causa e habilidade para defender as verdades dos fatos. É isso que temos buscado.

 

Folha – O que é mais fácil e mais difícil em liderar o governo Rosinha na Câmara de Campos?

Hirano – A dificuldade resulta do gigantismo do governo, das inúmeras ações e projetos realizados em todos os setores, que nem sempre chegam ao conhecimento e domínio de todos de forma plena e prontamente. A facilidade em liderar o governo Rosinha é pelo fato de representarmos um governo realizador de inúmeras ações positivas, que dignifica o ser humano e tem conseguido melhorar a qualidade de vida da população.

 

Folha – Consolidada sua candidatura a deputado estadual e conquistado o mandato, seu nome naturalmente se fortalece como opção governistas à sucessão de Rosinha, em 2016, que não poderá ser disputada por nenhum Garotinho?

Hirano – Como já disse, a dinâmica na política é constante e quando você faz parte de um grupo, as decisões são tomadas entre a liderança e o próprio grupo. Quanto ao fortalecimento dos eleitos, não temos dúvidas de que quanto maior o cacife eleitoral, maior é o peso político. Porém, existem outras importantes variantes que influenciam nas escolhas dos candidatos.

 

Folha – Em entrevista recente, o deputado federal Paulo Feijó disse (aqui) que considerava Rosinha a “prefeita de melhores resultados na história de Campos”. Concorda?

Hirano – Concordo pelo fato de termos uma prefeita que traz a experiência de ter sido governadora. Ela tem princípios filosófico-políticos que são norteados pela busca constante de governar para melhorar cada vez mais a vida da população, como tem demonstrado os resultados de sua administração. O que ela tem feito é cuidar da cidade e cuidar das pessoas, com a visão de um futuro melhor para todos. Dificilmente alguém vai superar o que a prefeita Rosinha Garotinho fez. Ela implantou uma nova era na política de Campos. Não há outro caminho para melhorar a qualidade de vida da população que não seja esse. É preciso dar continuidade a esse modelo de gestão.

 

Publicado na edição impressa de hoje da Folha.

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Suledil devolve pergunta a Marcão: “Onde foi parar esse dinheiro todo?”

Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.
Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.

 

“Ele deveria dizer onde foram investidos em Campos os bilhões de royalties recebidos pelo governo do qual ele participou como subsecretário de Petróleo”. Foi assim que Suledil Bernardino (PR), secretário de Governo da prefeita Rosinha Garotinho (PR), reagiu hoje às cobranças do vereador Marcão (PT), na sessão de ontem na Câmara, sobre o montante do que foi recebido nos seis anos da atual gestão municipal, em contraponto com as administrações anteriores. Como registrou aqui o Blog do Bastos, Marcão usou a aritmética para alfinetar no plenário:

— Somando todos os governos entre os anos de 1993 e 2008 (15) anos o município contou com R$ 6 bilhões. Agora, em apenas seis anos, a prefeita Rosinha já contou com R$ 11,7 bilhões. Ou seja, nunca antes na história de Campos o município contou com tanto dinheiro. E aí, gostaria de saber o que foi feito com R$ 11,7 bilhões. Onde está esse dinheiro todo?

Por sua vez, além de prometer repassar uma listagem com os maiores investimentos públicos do governo Rosinha, partiu para o contra-ataque político contra o vereador petista, que foi subsecretário de Petróleo no último ano do governo Alexandre Mocaiber (PSB):

— Não só eu, mas toda a população até hoje está querendo saber onde foram aplicados os recursos públicos do município no governo do qual o hoje vereador e seu PT participaram, por cerca de um ano. Mas não quero saber no papel. Quero saber quais obras foram deixadas, de fato, pelo governo Mocaiber, do qual Marcão foi subsecretário de Petróleo, justamente a pasta relativa aos royalties, responsáveis pela nossa maior entrada de recursos. Devolvo a ele a sua própria pergunta: “Onde foi parar esse dinheiro todo?”

 

Atualização às 22h34 para dar relevância de post ao comentário feito aqui pelo vereador Marcão, onde ele responde ao secretário Suledil e insiste nos seus questionamentos ao governo Rosinha, feitos na sessão de ontem da Câmara:

Aluysio, por certo o secretário da prefeita o Sr. Suledil deve estar bem nervoso por não ter como justificar o injustificável, pois o líder do governo informou na última sessão na Câmara que os investimentos do governo rosinha são da ordem de R$ 1,5 Bilhões, mas o orçamento total é de R$ 11,7 Bilhões, então onde está o resto do dinheiro???? Não consegue explicar!!!! Aí fica nervosinho e tenta atacar, melhor tomar um calmante!!!

Vejamos, comecei minha trajetória política nas convenções do ano de 2012, onde tive meu nome aprovado em convenção do PT, para representar o partido nas eleições proporcionais daquele ano e tive a honra de ser eleito pelo povo de Campos para representá-lo na Câmara. Sou advogado, contador público federal do instituto federal fluminense, pós-graduado em finanças e orçamento público e mestrando em contabilidade e acredito que por essas qualidades fui escolhido pelo meu primo o saudoso Vereador Renato Barbosa, para auxiliá-lo como técnico na Secretaria de Petróleo e Bioenergia, por cerca de um ano, não fui indicado pelo ex-prefeito Alexandre Mocaiber, que conheci apenas depois de minha nomeação.

Sabe Aluysio, tem algumas situações que considero hilárias e explico: Sobre o governo mocaiber acho que o secretário suledil pode começar perguntando a alguns membros do governo rosinha, vejamos: Pode perguntar ao Deputado Feijó que celebrou convênio com município no governo de mocaiber, pode também perguntar ao ex- deputado Wilson Cabral que foi Secretário de Saúde de Mocaiber, pode perguntar ao Procurador do Município – Dr. Fabrício Viana Ribeiro, foi assessor jurídico no governo mocaiber, pode perguntar ao Dr. Geraldo Venâncio que foi vereador da base do governo mocaiber, pode perguntar ao secretário Edilson Peixoto que participou do governo mocaiber e coordenou a campanha de Arnaldo Vianna contra Rosinha, olha a lista que tenho é enorme de pessoas técnicas e competentes como as que citei acima e que podem informar ao suledil, tenho outros nomes, a lista de membros do governo rosinha que também trabalhou com mocaiber é tão grande que acho que podemos chamar de governo Rosinha Mocaiber.

Mas como não deixo de responder as perguntas que me são feitas, relato abaixo os projetos desenvolvidos na extinta secretaria de petróleo: PROJETO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL: Cursos: Técnico em Mecânica,Técnico em Eletro-técnica,Inspetor de Soldagem,Ensaios Não Destrutivos – Líquidos Penetrantes (LP), Ensaios Não Destrutivos – Partículas Magnéticas (PM),Ensaios Não Destrutivos – Ultrasom (US), Aperfeiçoamento em Manutenção Elétrica Industrial,Técnico em Instrumentação,Caldeiraria,Auxiliar de Serviços Gerais: Plataformista, Torrista, Auxiliar de Plataforma/ Homem de área e Jatista, Montador de Andaimes,Hotelaria Marítima: Padeiro e confeiteiro/ Saloneiro/ Ajudante de cozinha e Taifeiro,Pedreiro,Inglês,Salvatagem e Combate a Incêndio,Eletromecânica,Motorista, Assistente Administrativo c/ Inglês, Técnico em Segurança no Trabalho, Enfermagem do Trabalho,Pintura Industrial. Objetivo: Proporcionar ao trabalhador uma qualificação/capacitação profissional direcionada às exigências do mercado de trabalho do setor petrolífero, além de realizar encaminhamento destes ao mercado através da Central de Atendimento ao Trabalhador – CAT. CONVÊNIO COM O CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE CAMPOS – CEFET/CAMPOS, Objetivo: Implantação de instalações adequadas à realização do curso de Salvatagem e Combate a Incêndio. CONVÊNIO COM A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE: objetivo do convênio para a fomentação do funcionamento da incubadora de empresas de base tecnológica de Campos dos Goytacazes – TEC-CAMPOS, com o objetivo de promover e estimular a criação de micro e pequenas empresas em empreendimentos inovadores, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Norte Fluminense, oferecendo um ambiente que promova e estimule o desenvolvimento socioeconômico da região. LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO COM PLOTAGEM: Para efetivar levantamento topográfico com plotagem de áreas próximas ao Canal das Flechas, onde, face ao Complexo Logístico de Barra do Furado serão destinadas ao recebimento de investimentos industriais, com fulcro de pedido de informação das mencionadas áreas junto à SPU – Secretaria de Patrimônio da União. CONVÊNIO COM A UFRRJ – UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO: Objetivo: Desenvolvimento de viveiros para melhoramento genético da cana-de-açúcar, programa já desenvolvido no âmbito da Prefeitura de Campos dos Goytacazes nos anos de 2001 a 2004 e encontrava-se suspenso aguardando renovação. COMPLEXO LOGÍSTICO DE BARRA DO FURADO: Preocupado com o desenvolvimento sustentável do nosso estado, um dos principais projetos estruturantes do Estado do Rio de Janeiro, na época já e com licença prévia e projeto pronto, precisando dragar o Canal das Flechas. Com tecnologia australiana a ser aplicada (Sistema By Pass).

Agora estou aguardando as explicações do governo rosinha que mais recebe recursos em toda a história do município de Campos !!! Onde está o dinheiro????
Abraço.
Vereador Marcão Gomes.

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Carla se nega a se retratar em ação movida por Garotinho e desabafa no face

Em audiência de conciliação hoje no Fórum de São João da Barra, a ex-prefeita daquele município e pré-candidata a deputada estadual pelo PT, Carla Machado, se negou a se retratar diante ao advogado do deputado federal Anthony Garotinho (PR), em ação movida por este. Na democracia irrefreável das redes sociais, Carla fez aqui seu desabafo, que o blog reproduz abaixo:

 

Carla e Garotinho

 

Amigos, boa tarde!

Indignação é a palavra certa para o que sinto nesse momento…

A Lei deveria ser modificada e político não deveria ter nenhum benefício, nem foro privilegiado. Infelizmente, alguns se utilizam do chamado “manto parlamentar” para difamar, perseguir e caluniar adversários políticos, não respeitando o ser humano e a sua família. 

Hoje numa audiência na Comarca de S.J.B, senti vergonha de pertencer à classe política. Em meio à tantos problemas a resolver, a Juíza, o Promotor, profissionais do Direito e eu, perdemos tempo numa audiência de conciliação onde o autor da ação, Dep.Fed.Anthony Garotinho não se fez presente.

O engraçado e de conhecimento de todos, o Dep.Garotinho que é reconhecido pelo seu destempero, agressividade, maldade em suas “críticas” comuns e habituais, esse que por diversas vezes me caluniou e me perseguiu tentando denegrir a minha moral, entrou com um processo contra mim por repetir o que havia sido falado por um vereador em uma rádio local.

Graças a Deus, aos amigos, ao Judiciário e ao meu povo amigo de São João da Barra, essas injustiças nunca prosperaram e nunca abalaram a confiança das pessoas em minha conduta e seriedade…mas, sofri e todos sabem.

Se o “nobre” Deputado não tivesse imunidade parlamentar, não tenho dúvida, seria este campeão em ações contra ele; por isso, apesar do advogado representante deste senhor ter proposto que eu me retratasse, não aceitei e o processo prosseguirá conforme a Justiça determinar.

Que Deus continue a nos proteger e que afaste de nós todos aqueles que transmitam negatividade e maldade.

Se Deus é por nós, quem será contra nós? Creio nisso!

Vamos que vamos!!!

Um beijo carinhoso para vcs!  — se sentindo incomodada.

 

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Pros: Hugo Leal confirma Albertinho, defende Miro, mas não descarta Garotinho

Albertinho e Hugo Leal
Albertinho e Hugo Leal

 

“O Pros é um partido novo, que nasceu em setembro. Hoje, trabalhamos para lançar candidatura própria a governador, com o deputado federal Miro Teixeira. Mas candidatura não é desejo, é viabilidade. Teremos até junho, no período das convenções, para avaliar”. Foi o que disse o deputado federal Hugo Leal, presidente estadual do Pros, que hoje esteve em Campos, em visita à prefeita Rosinha Garotinho (PR), acompanhado pelo vereador Albertinho, que teve confirmada sua pré-candidatura a deputado estadual confirmada pelo novo partido. Apesar do teste de viabilidade da candidatura própria, Hugo confirmou não ser impossível a composição do Pros com o deputado federal Anthony Garotinho (PR) para governador, que ainda não definiu vice e poderia ter, com Miro em sua chapa, uma maior penetração junto ao eleitor fluminense mais consciente, com o qual o político de Campos sempre teve maior rejeição:

— Trabalhei com Garotinho, quando ele foi governador, da mesma maneira que com a governadora Rosinha. Tenho o maior respeito pelos dois, além de ter com ele uma relação estreita enquanto colega da bancada fluminense na Câmara Federal. Em política, não existe o impossível, mas teremos este resto de março, mais abril e maio para avaliarmos melhor o cenário e todas as suas possibilidades. Garotinho é uma delas, mas temos também conversado com outros jogadores dessa partida que só começa para valer depois da Copa do Mundo. Hoje o nosso pensamento é candidatura própria de Miro Teixeira, mas como já disse, temos até junho para saber como o Pros entrará em campo. Por tudo que vemos hoje, apenas uma certeza: como num jogo de futebol, essa eleição para governador do Rio será disputada em dois tempos, em dois turnos.

Mesmo que o pros vingue a candidatura própria de Miro a governador, Hugo Leal também garantiu que seu vereador e pré-candidato a deputado a estadual em Campos terá liberdade para apoiar Garotinho na disputa ao Palácio Guanabara:

— Albertinho será nosso candidato à Assembleia Legislativa. Confirmei isso hoje com a prefeita Rosinha. Mas entendemos que, por ser um partido novo, o Pros tem que saber respeitar os conjuntos já compostos desde antes da sua formação. Mesmo que Miro concorra a governador, Albertinho terá total liberdade para honrar seus compromissos políticos já firmados com Garotinho. Até porque, como tudo indica que essa eleição a governador será mesmo em dois turnos, nada impede que no segundo, de uma maneira ou outra, estejamos todos juntos.

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Marcão propõe Fundo com 10% dos royalties para Campos ter do que viver daqui a 20 anos

Marcão

 

De que Campos viverá quando se esgotar o petróleo, e o dinheiro dos royalties delas advindo, na sua bacia marítima? Feita diversas vezes ao longo das últimas décadas, desde que o município passou a receber as indenizações da Petrobras hoje bilionárias, a pergunta terá uma tentativa de resposta, na sessão da Câmara de hoje, quando o vereador Marcão (PT) vai propor o Fundo de Reserva dos Royalties (FRR). Pelo projeto, o município de Campos passaria a aplicar 10% de tudo recebido em royalties e participação especial na produção de petróleo, para a criação do Fundo, que ficaria intocado e se multiplicando na geração de dividendos pelos 20 anos seguintes à sua criação. Findo este período, 50% do que o Fundo gerasse nos dividendos de cada ano seguinte, seria aplicado pelo Conselho de Administração dos Recursos, formado por três representantes da sociedade civil e três indicados pelo prefeito. Aprovado o FRR, seria aberta uma licitação entre as instituições financeiras. Venceria quem apresentasse mais segurança e dividendos ao dinheiro público aplicado, para render daqui a 20 anos.

O projeto foi elaborado por Marcão, que além de advogado é contador concursado do Instituto Federal Fluminense (IFF), a partir dos seus estudos de mestrado em Contabilidade e Controladoria Aplicada ao Setor Público, na Fundação Capixaba de Pesquisas (Fucape). O FRR toma por base o que é feito nos estados do Alasca (nos Estados Unidos) e de Alberta (no Canadá), visando aplicar um percentual do que é recebido em royalties na criação de um Fundo que gere com seus dividendos uma compensação que se perpetue, mesmo depois de esgotadas as jazidas de petróleo. Enquanto os canadenses destinam 30% dos seus royalties ao seu Fundo, contra 25% do que o Alasca retém para o repasse anual direto aos seus cidadãos, Marcão propôs à criação do FRR apenas 10% do que Campos recebe dos recursos do petróleo, por entender que aqui há mais demandas presentes do que nos EUA ou no Canadá. “Muito embora todos que vivem de petróleo, independente do grau de desenvolvimento do país, tenham que se preocupar com do que viverão as gerações futuras quando o petróleo acabar”, lembrou o vereador.

Independente do destino que seu projeto tiver na Câmara de Campos, na qual o rolo compressor da prefeita Rosinha Garotinho (PR) impediu a criação de uma Comissão de Aplicação do Royalties, inclusive a que foi proposta pelo vereador governista Albertinho (Pros), Marcão vai levar sua proposta da criação do Fundo para a discussão junto às universidades, sindicatos e instituições empresariais e industriais do município.

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