Sua aldeia como presente de Natal

A ideia é do jornalista e contista Vitor Menezes, sugerida aqui, na democracia irrefreável das redes sociais. E como toda boa ideia, merece ser propagada. Tomando também de empréstimo outro escritor, o russo Leo Tolstoy (1828/1910): se quer ser universal, leia o que se escreve na sua aldeia, e presenteie com ela!

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Coelho pica o “cavalo” Joyce, mas é reduzido a “mosca” literária

“E a bares e bordéis transporto-lhes

O gênio agudo de Aristóteles”

(Do poema “O santo ofício”, de James Joyce)

Até que enfim, nestes tempos de mediocrização geral, onde todos têm uma opinião para dar, mesmo sem entender absolutamente nada sobre o que pretendem opinar, surge alguém para pôr as coisas nos seus devidos lugares, ao defender um dos maiores escritores do séc. XX dos ataques (provavelmente de recalque) de um dos maiores charlatões literários do séc. XXI…

“Uma mosca pode picar um cavalo, mas o cavalo continua a ser um cavalo, e a mosca não mais que uma mosca”, diz o crítico britânico, sobre a provocação de Paulo Coelho a James Joyce. Foto: Divulgação
“Uma mosca pode picar um cavalo, mas o cavalo continua a ser um cavalo, e a mosca não mais que uma mosca”, diz o crítico britânico, sobre a provocação de Paulo Coelho a James Joyce. Foto: Divulgação

Cultura

Literatura

Crítico britânico detona Paulo Coelho após provocação a ‘Ulysses’, de James Joyce

“Uma mosca pode picar um cavalo, mas o cavalo continua a ser um cavalo, e a mosca não mais que uma mosca”, diz crítico inglês, sobre provocação do escritor brasileiro

por Redação Carta Capital — publicado 08/08/2012 17:31, última modificação 09/08/2012 12:06

“Os autores hoje querem impressionar seus pares. Um dos livros que fez esse mal à humanidade foi ‘Ulysses’ [clássico do irlandês James Joyce], que é só estilo. Não tem nada ali. Se você disseca ‘Ulysses’, dá um tuíte”. Muitos críticos literários e editores de livro tomaram sal de fruta para digerir essa frase do escritor brasileiro Paulo Coelho, dita à Folha de S. Paulo no sábado 4, sobre uma das obras clássicas da literatura mundial. Mas nenhum deles foi mais voraz que Stuart Kelly, crítico de literatura do Guardian, jornal e portal de notícias de Londres.

Kelly abre seu artigo no blog de literatura do site usando uma frase do escritor e pensador inglês Samuel Johnson, que respondia a um crítico no século XVIII: “Uma mosca pode picar um cavalo, mas o cavalo continua a ser um cavalo, e a mosca não mais que uma mosca”. E inicia uma ferina argumentação contra a frase e a carreira de Paulo Coelho, cujo verdadeiro insulto, segundo o crítico, “é sua crença de que devemos ceder a suas limitações” artísticas.

“Coelho está, claro, autorizado a emitir sua opinião burra, assim como eu estou autorizado a achar o trabalhar de Coelho um nauseabundo caldo de egomania e falso misticismo com o intelecto, empatia e destreza verbal do camembert vencido que ontem joguei fora”.

O crítico lembra que Paulo Coelho não é o primeiro a dizer que James Joyce “escreve para outros escritores, não para leitores”,  diz que “sempre que um ataque reacionário surge na literatura contemporânea, um tiro em Joyce é necessário” e rechaça: “só alguém que faça uma leitura superficial em ‘Ulysses’ poderia dizer a obra ‘é só estilo’”.

“Coelho se gaba de ser ‘moderno’ porque ele consegue ‘fazer o difícil parecer fácil’”, diz. E conclui seu tijolaço no escritor brasileiro dizendo que qualquer coisa que aspire tornar o mundo e as pessoas menos complexos, menos paradoxais, menos variados comete uma pequena calúnia com a realidade.

O escritor brasileiro não gostou muito da crítica e demonstrou isso em seu perfil no Twitter. Passou a primeira metade do dia tentando argumentar contra a matéria do Guardian e a retuitar quem não concordou com a crítica. “Guardian diz que insultei leitores de Ulysses. E meus leitores, insultados todos estes anos?”, indignou-se.

A frase polêmica surge no momento em que Paulo Coelho se concentra na divulgação de seu último livro, “Manuscrito encontrado em Accra”.

Confira aqui a postagem original.

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Cinema de pai para filho

Acabei de assistir agora, junto do meu filho, ao filme “Tudo acontece em Elizabethtown”, estrelado por Orlando Bloom e Kristen Dunst, contando ainda com os veteranos Susan Sarandon e Alec Baldwin no elenco. Filme de 2005, a direção e o roteiro são de Cameron Crow, ex-jornalista precoce (e prodígio) da conceituada revista de rock “Rolling Stone”, cujas aventuras renderam outro filme “Quase famosos”, de 2000, e um Oscar como roteirista para quem o escreveu e dirigiu.

Quem, como eu, perdeu o pai há pouco tempo, ver “Elizabethtwon”, sobretudo ao lado do filho, foi um mergulho inesperado, mas profundo, em memórias afetivas das mais caras, daquelas que levamos guardadas num estojo.

Sensação muito semelhante já havia colhido ao também assistir recentemente ao filme brasileiro “Gonzaga — De pai para filho”, de 2012, dirigido por Breno Silveira e estrelado por Nivaldo Expedito de Carvalho (Gonzagão) e Júlio Andrade (Gonzaguinha). Aos filhos que trazem vivas as lembranças dos seus pais, ou para aqueles que têm a chance de estreitar os laços com os seus em vida, são duas experiências cinematográficas belas e necessárias.

Como brindes, se “Elizabethtown” traz ainda uma sensibilíssima história romântica, “Gonzaga” torna mais conhecida parte da historiografia de dois ícones da música popula brasileira, a tal da MPB. Imperdíveis para quem entende alguma coisa de cinema, de ser filho ou pai; ou para quem não sabe nada e precisa aprender.

Gonzaga

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Cineclube Goitacá exibe “Amnésia”, na mostra “Memória”, com Kapi

Na correria de final de ano, mudança de última hora no Cineclube Goitacá. O diretor de teatro e poeta Antonio Roberto Kapi, que na próxima quarta, depois de amanhã, dia 11, apresentaria o documentário “Um passaporte húngaro”, de Sandra Kogut, optou por exibir e depois mediar o debate do longa de ficção “Amnésia”, de Chisthoper Nolan, depois consagrado com o público na direção dos três últimos filmes da série “Batman”.

Com entrada tão gratuita, quanto livre sua participação na discussão, fica então confirmado o encontro na mesma bat-hora e bat-local: a partir das 19h30, na sala 507 do edifício Medical Center, no cruzamento da rua Conselheiro Otaviano com a av. 13 de Maio. E na semana que vem, fechando a mostra “Memória”, bem como a programação do Cinceclube Goitacá em 2013, na quarta-feira da semana que vem, dia 18, confirmadíssima a exibição, assim como o debate na sequência, do filme “Crepúsculo dos deuses”, um dos maiores clássicos da história do cinema, da lavra do mestre Billy Wilder.

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Desnível entre os dois lados do Atlântico Sul

(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Olhando para a presidente Dilma Rousseff e seus predecessores José Sarney, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e Fernando Collor de Mello, que hoje embarcaram todos juntos num jato oficial rumo à Africa do Sul, para os funerais do líder daquele país (e do mundo) Nelson Mandela, tão inevitável quanto a comparação entre o tipo de lideranças produzidos de um lado e do outro do oceano Atlântico, é a pergunta: Afinal, onde foi que nós erramos do lado de cá???…

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João Viana apela a Anthony por ônibus no Natal dos pacientes

Aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, a professora Cristina Lima, voluntária do Hospital Dr. João Viana, fez o apelo em nome dos pacientes psiquiátricos atendidos pela instituição, endereçado ao deputado federal Anthony Matheus (PR), líder na corrida ao governo do Estado, segundo a última pesquisa Datafolha. Como o pleito (do João Viana, não pelo Palácio Guanabara) é feito em nome da solidariedade, quem sabe se sua divulgação não possa sensibilizar o coração evangélico de Matheus, sobretudo neste mês em que se celebra o nascimento de Cristo?

Anthony Matheus e Cristina Lima na entrega da ambulância que o solidário deputado arranjou uma ambulância para o João Viana
Anthony Matheus e Cristina Lima na entrega da ambulância que o solidário deputado arranjou para o João Viana

Amigos, a resposta que eu estava aguardando ainda não se concretizou. Então, é hora de descruzar os braços e partir para a luta! Quer ajudar a realizar o sonho de muitos dos pacientes internos do Hospital Psiquiátrico Espírita Dr. João Viana? Por favor, copie e cole no perfil ou no inbox do Deputado Anthony Garotinho (procure, apenas, Anthony Garotinho). Obrigada.

Prezado Senhor Deputado Anthony Garotinho. É bem provável que o senhor, assim como inúmeras pessoas que visualizem os nossos cartões de Natal, pense que os mesmos foram pintados por pessoas que a sociedade, em geral, considera “normais e saudáveis”. Deve causar espanto às pessoas que cores tão vibrantes, alegres e fortes tinjam o nosso íntimo e transbordem nessa explosão de esperança, ornada de sóis, flores e vida palpitante, justamente dentro de nós, os confinados para tratamento nas dependências do Hospital Psiquiátrico Espírita Dr. João Viana. Como no poema de Menotti Del Picchia, Deputado, que diz:

“Goza a euforia do voo do anjo perdido em ti. Não indagues se nossas estradas, tempo e vento desabam no abismo que sabes tu do fim? Se temes que o teu mistério seja uma noite, enche-a de estrelas. Conserva a ilusão de que o teu voo te leva sempre para o mais alto. No deslumbramento da ascensão, se pressentires que amanhã estarás mudo, esgota, como um pássaro, as canções que tens na garganta. Canta, canta para conservar uma ilusão de festa e vitória. Talvez as canções adormeçam as feras que esperam devorar o pássaro. Desde que nasceste, não és mais que um voo no tempo. Rumo aos céus ? O que importa a rota ? Voa e canta, enquanto resistirem as tuas asas”.

É o que temos feito, prezado amigo Garotinho, voar e cantar enquanto resistirem as nossas asas. Só que, há alguns meses, nos vimos privados de uma atividade da maior importância para o nosso tratamento: as idas periódicas (às terças e quintas-feiras) à Granja da Fraternidade, situada na localidade de Cajueiro, município de São João da Barra, onde tínhamos o nosso lazer, proveniente de um lago artificial, onde podíamos pescar, além de compartilhar momentos de contemplação da natureza, sob a sombra dos coqueiros e a presença dos passarinhos, que enchiam de alegria aquele momento especial! Ficávamos todos esperando, ansiosamente, por essa ida ao sítio. O grande empecilho é que o ônibus que nos levava não teve mais condições de circular, tendo sido vendido porque não havia mais recursos mecânicos para consertá-lo pois, comprado de segunda mão, sua vida útil chegara ao fim.

Por que estamos recorrendo ao senhor? Porque sabemos da sua especial atenção e carinho com o nosso Hospital, do qual é benfeitor e de cuja sensibilidade recebemos, há quase dois anos, uma ambulância semi-UTI, carência das maiores para o pleno atendimento aos pacientes psiquiátricos. O Natal está chegando, Deputado e, como todas as criaturas, ansiamos por um presente, algo que venha preencher de cores vibrantes, assim como os nossos cartões, o nosso dia-a-dia, muitas das vezes tão melancólico e solitário.

Fazemos nossas as palavras de Francisco Cândido Xavier, quando afirma: “…e o Natal há de ser o coração de Nosso Senhor Jesus Cristo pulsando no mundo”. Seria a realização de um sonho encontrarmos, no nosso despertar do próximo dia 25 de dezembro, um microônibus que, antes de transportar seres humanos em temporária dificuldade psíquica, estaria conduzindo pessoas que ainda antevêem, pelas frestas da generosidade e da bondade de seus irmãos, a possibilidade de serem felizes!

Deixamos o nosso abraço, o nosso muito obrigado pela atenção que o senhor, certamente, dedicará a estas linhas, solicitando que analise, com todo o carinho, o nosso pedido!

Ass.: Pacientes internos do Hospital Psiquiátrico Espírita Dr. João Viana.

Atualização às 9h03: O apelo solidário do Hospital João Viana ao deputado Anthony Matheus já havia sido republicado aqui, no blog “Estou procurando o que fazer”, e aqui, na Folha Online, pelo blog do Gustavo Matheus.

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O samba pede passagem no Cineclube Goitacá

O Cineclube Goitacá está com suas últimas três apresentações confirmadas para 2013, sempre a partir das 19h30 das quartas-feiras, na sala 507 do edifício Medical Center. A próxima sessão, dentro da mostra “Memória”, acontece depois de amanhã, dia 4 de dezembro, quando o filme “Noel — Poeta da Vila” será apresentado e terá o debate mediado pelo professor e pesquisador de cultura popular Marcelo Sampaio. A entrada é gratuita e a discussão, livre.

Confira, no banner abaixo, a programação completa do resto do ano…

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Férias

Caros leitores, estou saindo uns dias,mas brevemente estarei retornando,tenho a certeza de que vcs ficaram muito bem servidos com o meu amigo ALuysio!fiquem com Deus!

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