Nahim dá razão a Anthony: “Somos irmãos, mas somos muito diferentes”

“Garotinho me conhece muito bem, como eu também o conheço”. Se a constatação não impediu que o deputado federal e pré-candidato a governador Anthony Matheus (PR) atacasse publicamente seu próprio irmão, o ex-vereador Nelson Nahim (atual PPL), depois que este foi nomeado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) à presidência da Fenorte, aparentemente bastou ao primogênito de dona Samira, que confirma ter seus trunfos guardados no convívio íntimo de mais de 20 anos no grupo político do irmão, mas os guardará em nome do que julga seu maior trunfo, creditando-o à criação recebida dos mesmos pais: “caráter”. Com muitos planos para a Fenorte, Nahim também os tem ainda na política, confirmando que deve mesmo deixar o PPL pelo PSD do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, com quem já se reuniu pessoalmente, assim como aceitar disputar pelo novo partido a eleição para deputado federal, como sugeriu pessoalmente o vice-governador e pré-candidato a governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Neste sentido, ele respondeu à sobrinha e deputada estadual Clarissa Matheus (PR), crítica quanto às chances eleitorais do tio, lembrando que ela, por exemplo, teve menos votos como candidata à vice-prefeita carioca do que quando concorreu à Assembleia Legislativa. Admitindo que ainda mantém o sonho de chegar pelo voto à Prefeitura de Campos, que ocupou interinamente durante seis meses em 2010, na primeiro cassação da prefeita Rosinha (PR), de quem garante nada ter a se queixar, Nahim deu razão ao que disse Anthony: “Somos irmãos, mas somos muito diferentes”.

Folha da Manhã — Quais são suas principais metas administrativas nesse retorno à presidência da Fernorte?

Nelson Nahim — A Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte) é a única fundação instalada no interior do Estado. Sua criação se deu junto com a Tecnorte e a Uenf, para ser sua mantenedora. Porém, com a sua separação da Uenf, ficou sem uma função definida, passando ao longo dos anos por um processo de autodestruição. Quando assumi a Fenorte, há 7 anos, a convite da então governadora Rosinha (então no PMDB), realizei uma série de projetos. Todos hoje, infelizmente, paralisados. Além disso, pude regularizar naquela ocasião a questão do plano de cargos e salários dos funcionários da Fundação. Na área da ciência e tecnologia tenho como metas retomar o diálogo junto à secretaria estadual de Ciência e Tecnologia e implantar definitivamente, colocando para funcionar, a Biofábrica que deixei pronta e equipada, mas tomei conhecimento que jamais funcionou desde que saí, bem como voltar a ativar o laboratório de cerâmica, além de novamente implantar, com recurso da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), o programa de bolsas. Na área agrícola, estou elaborando projeto para atender aos produtores rurais e assentamentos nos mesmo moldes de quando assumi a Prefeitura de Campos, na minha interinidade como prefeito para atender aos produtores rurais não só de Campos, mas também de todos os municípios na abrangência da Fenorte, que são mais de 30. Na área da cultura, a meta é levar cinema aos alunos da rede estadual e municipal de ensino, nas cidades de abrangência da Fenorte que não possuem salas de cinema, complementando assim o projeto do governo do Estado “Cinema para Todos”. Na área social, um grande projeto que irá beneficiar milhares de crianças, a ser realizado em conjunto com as escolas estaduais, aplicando aulas de reforço escolar, educação física, com aulas de diversas modalidades de esportes, como futebol,vôlei, judô, música. Retomar a parceria com a Policlínica dos Bombeiros e reativar o setor de fisioterapia, que há 7 anos, na minha gestão, se tornou referência no tratamento dessa especialidade, atendendo não só aos Bombeiros e familiares, mas aberto também à comunidade. Retomar também a parceria que tínhamos com o IFF (Instituto Federal Fluminense), onde tínhamos projetos que iam da área do esporte à formação de detentos no curso de informática. Viabilizar cursos de qualificação profissional gratuitos preparando para as áreas fortemente instaladas não só no nosso município, como também no município de São João da Barra com a instalação do Superporto do Açu. Retomar ainda várias parcerias com a Uenf. Tudo isso só pode ser realizado se tiver vontade politica, e o governador Cabral me garantiu que dará condições para essas realizações. Disse a ele que não permaneceria na Fenorte para ocupar um cargo público apenas para receber salário. Se as coisas não andarem, saio da mesma maneira que entrei, tranquilo e sereno. Tem mais, mas o resto é segredo por enquanto.

Folha — E suas metas políticas a partir da sua gestão na Fundação estadual?

Nahim — Trabalho é trabalho e política é política. Não estou indo à Fenorte para fazer política barata, que infelizmente muitos fazem. Aquela do toma lá, da cá. É claro que um bom trabalho, feito sem segundas ou terceiras intenções, traz reconhecimento da população, e claro pode haver ganho politico sim. Mas repito: a minha ida para a Fenorte é no sentindo de realização profissional.

Folha — Vice-governador e pré-candidato à sucessão de Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão disse aqui, em sua última visita a Campos, em 15 de maio: “Nelson Nahim é importantíssimo para o nosso grupo. Inclusive, queremos que ele seja nosso candidato a deputado federal”. Disputará a Câmara Federal?

Nahim — Não estava nos meus planos, até acontecer o convite do vice-governador Pezão, participar mais da vida pública, pois esse não é o desejo de minha família, mulher e filhos. A decepção com alguns políticos foi grande durante esses 16 anos de mandato como vereador e mais uns 10 exercendo funções diversas nas prefeituras de Campos e São João da Barra. Porém, é muito bom quando você é reconhecido, primeiro pela população nas ruas, e depois por políticos que você não esteve ao lado, mas te dão valor, e a partir daí resolvi aceitar mais esse desafio.A candidatura a deputado federal virá no momento oportuno, como consequência e decisão politica do grupo que hoje participo. Se for escalado para ser soldado ou deputado, estarei pronto para participar do pleito. Eu sou uma pessoa agregadora, e não um criador de casos.

Folha — Você hoje está no PPL, mas é dada como certa sua ida ao PSD, partido do líder da situação na Alerj, deputado estadual André Corrêa (PSD), que participou da reunião com você, Cabral e Pezão, em 27 de maio, quando ficou acertada sua volta à Fenorte. Que participação o deputado teve em sua nomeação? O PSD será mesmo seu destino?

Nahim — Na próxima semana terei uma conversa com a direção estadual do PPL, na figura do nosso presidente Irapuã, pois sou muito grato a esse partido que me acolheu em um momento difícil. Tenho certeza que tudo será resolvido adequadamente. O deputado André Corrêa foi o interlocutor do vice-governador Pezão e do governador Cabral, não com o objetivo de qualquer nomeação, pois nunca tratamos desse assunto. Apenas tivemos conversas anteriores para falarmos sobre política e acertarmos uma agenda com ambos, acerca da minha ida para seu grupo politico, já que ele é o líder do governo na Alerj e é uma pessoa a quem respeito e admiro por sua postura e educação. Inclusive, já tivemos um encontro no Rio com o ex prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, que me convidou para ir para o seu partido, e acredito que esse será o meu caminho.

Folha – No PSD, como seria sua convivência com o deputado estadual Roberto Henriques, eleito em 2010, segundo consta, graças ao seu apoio, já que era prefeito à época, nos seis meses que duraram a primeira cassação de Rosinha?

Nahim — A melhor possível. Pois além de ter uma boa relação pessoal com Roberto, muito de seus colaboradores são meus amigos, o que vai fortalecer não só a ele, mas o partido como um todo. Eu sei que o Roberto disse a muitas pessoas que eu o ajudei bastante em sua campanha para deputado estadual. Mas ele não tem que me agradecer por nada,o que fiz com Roberto e os outros candidatos do grupo politico que fazia parte, foi cumprir o papel que todo homem, público ou não tem que ter: palavra.

Folha — Em contrapartida ao que disse Pezão, sua sobrinha e deputada estadual Clarissa Matheus, que também deve vir a federal, disse em entrevista à Folha (confira aqui), sobre a possibilidade de você concorrer contra ela em 2014: “Com relação à candidatura de Nahim, prefiro não comentar. As urnas falam, a gente ouve se quiser”. Como responde à alfinetada e como alguém que não se elegeu vereador, em 2012, pode se eleger deputado federal dois anos depois?

Nahim — A Clarissa é uma moça inteligente, capaz, uma boa deputada estadual, atuante e tem tudo para ser uma deputada federal brilhante, mas só o tempo lhe dará uma coisa que ainda lhe falta: maturidade. Nem sempre uma derrota eleitoral significa uma derrota politica. A repercussão da minha derrota eleitoral foi maior do que se tivesse ganho a eleição. Se quiser conferir, ande comigo pelas ruas de nossa cidade e verá o que fala o povo de Campos. Do cerco que foi feito a mim, por me desligar do seu grupo politico; do massacre que sofri durante o processo eleitoral. Cada eleição é uma eleição diferente. Na Câmara de Campos tem oito vereadores eleitos que fizeram menos votos do que eu. Paciência, essa é a regra do jogo. Ela mesmo sofreu recentemente um fracasso eleitoral retumbante, quando concorreu à eleição de vice-prefeita do Rio, na chapa com o (deputado federal ) Rodrigo Maia (DEM) e fizeram juntos menos votos do que ela sozinha conseguiu para deputada estadual, concorrendo com centenas de candidatos.Volto a repetir, cada eleição é uma eleição diferente. A maturidade e a humildade são coisas que, com certas pessoas, só o tempo é capaz de ensinar, com os nossos erros e acertos. Faz parte da vida de cada um de nós.

Folha — O tal “plano Nahim”, que teria sido urdido no bloco governista da atual Legislatura de Campos, com o objetivo de pressioná-lo a não ingressar no grupo governista de Cabral, foi aparentemente deixado de lado, após um contato telefônico entre você e seu irmão e deputado federal Anthony Matheus, no início do ano (relembre aqui). Afinal, qual foi o contexto e o que foi dito nessa conversa entre você e ele? Ele realmente chegou a propor um encontro pessoal?

Nahim — Não quis comentar na época e não vou fazê-lo agora. Não foi um telefonema de um político para o outro. Foi um telefone de um irmão para o outro. O assunto só a nós pertence e a mais ninguém. Mesmo sendo homens públicos, os assuntos tratados em família, temos o direito de manter a privacidade.

Folha — Segundo consta, Thiago Virgílio (PTC), assim como Miguelito (PP), contaram com apoio particular de Anthony Matheus, na campanha de 2012, já que os dois, como você, eram fortes na 249ª Zona Eleitoral. Depois de eleito, Virgílio publicamente assumiu a vanguarda das investidas contra você, chegando a anunciar para 11 de março último a apresentação de um relatório com as investigações da sua gestão na presidência na Câmara, o que não aconteceu (recorde aqui). Com sua entrada no governo Cabral, acredita que essas ações serão retomadas? Teme-as?

Nahim — A questão da 249ª Zona Eleitoral não foi primordial para que eu não ganhasse a eleição, pois a diferença dessa última eleição para a anterior ficou na casa de 100 votos. Isto, somente, não alteraria o resultado final. Um conjunto de fatores, como citei anteriormente, é que decidiu o pleito. Quanto a qualquer vereador, seja Thiago Virgílio ou não, apurar ou investigar ações minhas, durante a minha gestão à frente da Câmara, faz parte da função de vereador. Quem está na vida publica como eu, há mais de 25 anos, não deve temer qualquer investigação. Porém, ninguém é criança para saber como isso funciona, quando se tem, como líder político, Anthony Garotinho. O que não lhe falta são puxa saco e bajuladores. Eu sou um homem de paz e Garotinho sabe e me conhece muito bem, como eu também o conheço.

Folha — Embora ressalvando ter “apreço pessoal” por você, seu irmão reagiu mal à sua nomeação, no blog dele (leia aqui). Entre outros ataques, disse que você “conspirou para que Rosinha ficasse afastada da Prefeitura” para assumir o cargo dela. A referência parece ser à tumultuada sessão da Câmara de 30 de setembro de 2011, quando você foi impedido fisicamente de cumprir uma decisão judicial para tomar posse como prefeito (reveja aqui), na segunda cassação de Rosinha. Qual a sua versão dos fatos?

Nahim — Toda a cidade sabe, e Garotinho também, que jamais conspiraria contra ninguém, primeiro, por conta da formação, do meu caráter que herdei de nossos pais, muito menos contra a prefeita do meu grupo político e minha cunhada. O que aconteceu na Câmara foi uma vergonha não para mim, mas para toda a cidade. Eu estava ali cumprindo uma decisão da Justiça. Como advogado, sei que decisão judicial só se tem duas alternativas: ou se cumpre ou se recorre dela. O que aconteceu na Câmara foi um verdadeiro vandalismo comandado por pessoas ligadas a Garotinho. Ser leal é diferente de ser subserviente.

Folha — Seu irmão também afirmou que você foi nomeado porque se voltou contra ele e Rosinha, ganhando a Fenorte de presente para participar da campanha de Pezão ao governo do Estado, ao qual ele também é pré-candidato. Como responde a essas acusações?

Nahim — Como afirmei anteriormente, nunca me voltei contra o Garotinho e muito menos contra a Rosinha, da qual eu não tenho nada a me queixar. Se essa é a sua opinião, o que eu posso fazer? Cada um tem o direito de seguir o seu caminho, mesmo politicamente em lados opostos, mas com respeito um pelo outro. É o que eu espero que ele faça, pois eu sempre fui assim, não vou permitir por causa da politica, os nossos irmãos e nossa mãe vivam sofrendo com isso. Ele tem razão quando disse: “Somos irmãos, mas somos muito diferentes”.

Folha — Da maneira mais franca possível, seu irmão tem algo a temer em sua participação na campanha de Pezão, além do mero apoio político do irmão a um concorrente? Como alguém que participou durante anos do primeiro escalão do grupo político dele, como vereador, presidente da Câmara e até prefeito interino, você  não tem trunfos guardados na manga?

Nahim — Sinceramente, eu acho que o Garotinho gostaria que eu estivesse do seu lado, pois ele sabe que contribuí muito em todas as funções exercidas por mim, para ele e seu grupo político. Eu realmente tenho vários trunfos na manga, mas posso resumi-los a um: caráter. Eu jamais farei parte do rol dos traidores ou canalhas.

Folha — Em outra entrevista, há alguns anos, você admitiu que seu sonho era ser prefeito de Campos, que acabaria realizando de maneira interina, naqueles seis meses da primeira cassação de Rosinha? Mantém o sonho de chegar lá pelo voto do eleitor? Em 2016, será possível derrotar o candidato que seu irmão escolher à sucessão de Rosinha?

Nahim — Este é um sonho que não acabou. Ser prefeito da cidade em que se vive e à qual se ama, deveria ser o sonho de todo político. Mas veja como a vida é engraçada, mesmo que queira não poderei ser candidato a qualquer cargo na eleição de 2016 (prefeito ou vereador), pois a legislação eleitoral é clara, a prefeita Rosinha é minha cunhada, consequentemente parente afim de 2° grau. Isso caracterizaria um terceiro mandato consecutivo,mesmo estando em partidos e palanques diferentes. Paciência, tudo tem o seu tempo. Nós não sabemos, mas Deus sabe de todas as coisas.

Inflação começa a causar estragos na aprovação (e reeleição) de Dilma

Folha de São Paulo


Governo Dilma tem 57% de aprovação após queda de 8 pontos, diz Datafolha

A popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu pela primeira vez desde o início de seu mandato, há dois anos.

Pesquisa feita pelo Datafolha na quinta e na sexta-feira mostra que 57% da população avalia seu governo como bom ou ótimo. São 8 pontos a menos que no levantamento anterior, feito em março.

A presidente perdeu popularidade entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias, segundo o Datafolha.

Os números do Datafolha indicam que a deterioração da imagem de Dilma é um reflexo do aumento do pessimismo dos brasileiros com a situação econômica do país e mostram que a população está mais preocupada com a inflação e o desemprego.

Para 51%, a inflação vai subir. Em março, esse índice era de 45%. A mesma tendência pode ser observada em questões sobre desemprego, poder de compra do salário, situação econômica do país e do próprio entrevistado.

Apesar da queda de popularidade, a presidente Dilma Rousseff continua sendo a favorita para vencer a eleição presidencial do ano que vem.

No cenário mais provável da disputa, em que teria como adversários a ex-senadora Marina Silva (Rede), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Dilma teria 51% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

São sete pontos a menos que o verificado no levantamento anterior, de março. Mas ainda assim é o suficiente para liquidar a eleição já no primeiro turno.

Em segundo lugar, com os mesmos 16% da última pesquisa, aparece Marina, atualmente engajada na criação de um novo partido político, a Rede Sustentabilidade.

Aécio foi o único que cresceu em relação ao levantamento de março. Ele tem agora 14% das intenções de voto, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior.

Nessas oportunidades, Aécio criticou o governo com muita ênfase na inflação, objeto de crescente preocupação da população, conforme a mesma pesquisa.

Em quarto lugar na pesquisa, com 6% das intenções de voto, aparece o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O índice é mesmo obtido por ele no último levantamento.

A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de junho. Foram feitas 3.758 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Atualização à 1h54: Aqui, o jornalista Saulo Pessanha já havia repercutido na Folha Online a pesquisa do Datafolha com a queda da popularidade e intenções de voto da presidente Dilma.

PR — Fidelidade imposta aos eleitos revela falta de fé na eleição a governador

(Fotos de Gerson Gomes)
(Fotos de Gerson Gomes)

Lendo aqui o sempre atualizado Blog do Bastos, soube que um dos principais motivos para o Congresso Estadual do PR, realizado hoje em São João de Meriti, com a presença de mais de 8 mil pessoas, foi a aprovação de uma resolução visando à manutenção do mandato no partido de todos os candidatos eleitos em 2014. Embora sem força de lei, a resolução partidária é amparada em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não se trata de nenhuma novidade no PR, já que em entrevista dada à Folha e publicada em 19 de maio último, seu deputado estadual e pré-candidato a federal Geraldo Pudim já havia adiantado aqui:

— Nossa meta é fazer de 10 a 12 deputados estaduais. Em 2010, elegemos nove e ficamos com apenas quatro: Clarissa, Altineu, Samuquinha e eu. As coisas ficam difíceis por conta da hegemonia do PMDB, que hoje tem o vice-presidente da República, os presidentes do Senado e Câmara federais, o governador e o vice do Estado do Rio, o presidente da Alerj, o prefeito da cidade do Rio e o presidente da Câmara de vereadores da capital. Diante dessa hegemonia, além de recuperarmos o governo fluminense com Garotinho, o que ele tem preconizado é primar mais pela qualidade do que pela quantidade, em relação dos nossos demais candidatos.

Tomando por base o controle do governo estadual como força capital de cooptação de candidatos eleitos por partidos de oposição, na analogia tecida pelo próprio Pudim, alguém que seja capaz de somar dois mais dois e encontrar o quatro como resultado, poderia supor que a apresentação e aprovação pública da resolução de fidelidade partidária é um claro indicativo de nem que o presidente fluminense do PR, o deputado federal e pré-candidato a governador Anthony Matheus, o Garotinho, tem muita certeza ou fé em sua eleição à sucessão de Cabral. Até porque, por suposto lógico, um candidato certo da sua eleição estaria mais preocupado em usar o poder da máquina para seduzir deputados de outros partidos, do que em ter os seus cooptados.

Ademais, para alguém que hoje está no PR, depois de passar por PC do B, PT, PDT, PSB e PMDB, sem deixar saudades em ninguém que permaneceu nestas legendas, venhamos e convenhamos que Anthony Matheus, o Garotinho, não é o político mais indicado para pregar nenhum tipo de fidelidade partidária.

Que tipo de gente reduz gente a isso?

Pode ser para rir, pode ser para chorar, mas porque os neofascistas da Planície Goitacá ao Planalto Central, unindo o garotismo e o lulo-petismo pelos mesmos interesses inconfessáveis na MP dos Portos, pelos ataques comuns e cada vez mais desavergonhados à liberdade de imprensa e, sobretudo, pelo mesmo assistencialismo populista bancado com dinheiro público, visando arrebanhar gente como gado em seus currais eleitorais, felizmente não resistem nem por um segundo à exposição das suas aberrantes contradições na democracia irrefreável das redes sociais…

O que só idiotas e quengas cafetinadas pelo próprio caráter não veem

Tempos estranhos

Ainda não estamos nos “tempos interessantes” da maldição atribuída a Confúcio, tempos em que os riscos e os sofrimentos não cessam, impedindo a tranquilidade. Mas, pelo andar da carruagem, chegaremos lá.

Bastaria o caso da controvérsia causada pela declaração do ministro Gilberto Carvalho a um grupo de índios, revelando que a presidente havia dito que a ordem judicial de reintegração de posse da fazenda Buriti, em Mato Grosso do Sul, não deveria ter sido cumprida, para exemplificar os tempos estranhos que vivemos.

Dilma, evidentemente, garantiu em público que o governo brasileiro cumpre as leis. Carvalho soltou uma nota dizendo que fora um equívoco dele, que queria apenas demonstrar o sentimento da presidente pela morte de um índio no conflito.

Das duas, uma: ou Carvalho disse a verdade inconveniente, que não podia ser revelada, ou mentiu para os índios na tentativa de acalmá-los. Nas duas hipóteses, seria um auxiliar ineficiente, mas em Brasília acredita-se mais na primeira, o que desvenda mais uma vez a alma autoritária da presidente Dilma.

E é essa índole autoritária que vem sendo posta à prova nestes tempos conturbados que vivemos. Quando afirmou, por exemplo, que não sacrificaria o desenvolvimento para conter a inflação, deixou no mercado a certeza de que aceitaria um pouquinho de inflação para aumentar o PIB, o que colocou todo mundo em alerta, com efeitos óbvios.

Mais adiante, disse que o país não tinha meios de controlar a subida do dólar, e mais uma vez o mercado se alterou.

A confusão em torno dos saques antecipados do Bolsa Família é mais um exemplo de como um governo descoordenado pode se machucar por conta própria. Diante do tumulto provocado por um suposto boato de que o programa iria acabar, Dilma disse que aquele era um ato “desumano”.

O ex-presidente Lula lamentou a existência de pessoas “capazes de fazer tanto mal” aos mais pobres. E a ministra Maria do Rosário apressou-se pelo Twitter a insinuar que a origem dos boatos era a oposição.

Logo ficou claro que o erro fora cometido pela própria Caixa Econômica Federal, que liberou o pagamento do Bolsa Família sem obedecer ao calendário que ela própria estabelecera desde sempre.

Com isso, pessoas que foram ao banco fazer outras transações descobriram que o dinheiro já estava lá, e começou o boca a boca sobre a liberação antecipada.

Muitos entenderam que aquele era um sinal de que o programa iria acabar, outros acharam que era um bônus pelo Dia das Mães, o que marca bem o maternalismo que domina nossa política.

Não se fala mais do tal call center do Rio de Janeiro que supostamente espalhara o boato. O presidente da Caixa teve de admitir o erro depois de tentar escondê-lo, e só o fez porque a “Folha de S. Paulo” denunciou que os pagamentos haviam sido antecipados.

Junto a essas trapalhadas, vêm as notícias ruins da economia, que resultam em advertência da agência Standard & Poor’s de que o grau de investimento que o Brasil ganhou no governo Lula pode ser cassado se nos próximos dois anos a economia continuar demonstrando tamanha fraqueza e, sobretudo, problemas de inconsistência como inflação alta e déficits.

Já há quem mais uma vez sugira tirar o B do acrônimo Brics.

Nenhum dos programas oficiais está com seu cronograma em dia, seja o PAC, seja o Telefone Para Todos, seja o Minha Casa Minha Vida, ou as obras para a Copa do Mundo. Ou a queda forçada dos juros, que agora está tendo que ser revertida, ou a redução do custo da energia elétrica, que não chega aos 20% prometidos na televisão.

Todos têm a mesma característica: saem mais caro do que o anunciado e atingem menos pessoas. Simplesmente porque não correspondem a nenhum planejamento, são fruto de um voluntarismo que não se baseia na realidade.

Algo assim como querer tirar da rota do avião presidencial as nuvens turbulentas.

Publicado hoje, na edição impressa de O Globo.

Para quem quiser julgar o Mensalão usando (só) a cabeça

Jornalista e escritor Guilherme Fiuza
Jornalista e escritor Guilherme Fiuza

Use a cabeça, senhor juiz

Por Guilherme Fiuza

Enfim, uma unanimidade. A escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal, o advogado Luís Roberto Barroso, que pode dar o voto decisivo sobre o mensalão, agradou a todos — governistas e opositores, comentaristas e críticos, simpatizantes da defesa e da acusação. Dilma teria resistido à tentação de inocular na Corte mais uma carta marcada petista, como Lewandowski e Toffoli.

O juízo geral parece ser de que Barroso é politicamente equilibrado e seu julgamento será sóbrio e técnico. Sendo isso mesmo, fica difícil entender o falatório do novo ministro nos últimos dias.

Em plena sabatina no Senado, Luís Roberto Barroso achou que devia opinar sobre o processo do mensalão, julgado por seus futuros colegas. E declarou que o Supremo “endureceu” nesse caso.

Com seu palpite, Barroso julgou de uma vez só o jogo jogado, os juízes do jogo e o prognóstico para o resultado final. Depois ressalvou que não estudou nada do processo e só estava dizendo isso porque já tinha dito antes.

O problema é que antes o palpite era só um palpite. Agora ele estava apenas esperando a toga para entrar em campo como juiz.Com uma pitada da sobriedade que lhe atribuem, Barroso poderia ter dito que suas opiniões como advogado sobre um processo onde agora será juiz, naturalmente, não vêm ao caso.

São papéis completamente diferentes, e a primeira responsabilidade de um alto magistrado a serviço do Estado é mostrar, justamente, que não será na Corte um advogado de suas opiniões pregressas.

Quem quiser conhecê-las que vá ao Google. Na sabatina, Barroso ressalvou que aquele era o único momento em que falaria livremente, pois em seguida mergulharia na discrição do cargo.

Ora, ele já estava virtualmente no cargo. Todos sabiam que suas chances de aprovação beiravam os 100%. Evidentemente, suas declarações foram para as manchetes não como opiniões de um jurista, mas como o pensamento do novo ministro do STF.

O que provocou repercussões imediatas — inclusive com declaração de outro ministro do STF encampando a tese do julgamento “duro” no caso do mensalão.

Em bom português, o sóbrio, equilibrado e técnico Luís Roberto Barroso inaugurou sua carreira de juiz fazendo política. O que significa sua declaração de que o Supremo endureceu? Significa que no seu voto ele vai amolecer? E se não for isso, por que não simplesmente se calar e ir estudar o processo? É bom não perder de vista o que significa o STF amolecer nas decisões sobre os recursos dos réus do mensalão.

Significa desde o abrandamento de penas até a possibilidade de os chefes do esquema escaparem da prisão. O novo ministro disse que o rigor da Corte no mensalão foi “um ponto fora da curva”

O que quer dizer isso? Barroso está dizendo que o Supremo Tribunal Federal se excedeu? Ou que o Supremo errou? Sim, porque não existe mulher meio grávida, nem sentença meio certa. Existe sentença meio mozarela e meio calabresa — e essas são muito comuns.

Estará o STF, com sua nova formação, se encaminhando para uma dessas, no julgamento político mais importante da República? Depois da grande catarse nacional no ano passado, o caso esfriou e a opinião pública não mais voltará a olhá-lo com a mesma atenção.

Isso é um fenômeno tipicamente brasileiro, uma espécie de habeas corpus natural, com o qual os delinquentes contam fervorosamente. Mas se o novo ministro do STF acha que o julgamento do mensalão foi um ponto fora da curva, é importante lembrar ao ministro que o escândalo do mensalão também foi um ponto fora da curva.

Seria o caso de perguntar ao ministro Barroso se ele tem notícia de outra quadrilha, na história deste país, que tenha criado um duto entre os cofres públicos e o partido do presidente da República.

Não para um desvio fortuito, mas para diversas operações, devidamente comprovadas, que levaram o dinheiro do contribuinte para o caixa do PT. Seria também interessante lembrar ao novo ministro que o grupo político que pariu e operou esse esquema continua governando o Brasil.

Os réus do mensalão não estão no governo, mas a tecnologia está. Talvez o ministro ainda não tenha tido que andar um quilômetro entre os terminais 1 e 2 do aeroporto do Galeão, por conta de uma esteira que não funciona às vésperas da Copa das Confederações. Pois bem: a agência reguladora que deveria garantir a dignidade dos passageiros é aquela transformada em bazar por Rosemary Noronha — a protegida de Lula que Dilma segurou até onde pôde.

Seria bom lembrar que o PAC, que ostenta níveis ridículos de investimento e planejamento em infraestrutura, tinha como empreiteira campeã a Delta — uma central de negociatas revelada pela CPI do Cachoeira (asfixiada pelo governo Dilma). São cachoeiras de parasitas atarraxados ao Estado pelo governo popular, alguns mais aberrantes, como o ex-ministro Carlos Lupi.

Demitido sob acusação de usar ONGs para desviar dinheiro do Ministério do Trabalho, menos de um ano depois ele já dava as cartas no governo novamente. Dizendo que, no STF, vai fazer apenas o que acha certo, Luís Roberto Barroso disse que seguirá seu coração. Não, ministro. Siga sua cabeça. Estude bem o que essa quadrilha fez ao Brasil, e use a cabeça.

Publicado hoje, na edição impressa de O Globo.

Lula foi chantageado por Dirceu?

Além dos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, que lhe valeram a condenação por 10 anos e 10 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Mensalão, o fundador do PT e ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu também chantageou o ex-presidente Lula? Leia a nova edição da Veja, hoje nas bancas, e descubra…

E no país da Copa…

Jornalista Nelson Motta
Jornalista e escritor Nelson Motta

A seleção como metáfora

Por Nelson Motta

Ninguém duvida que são muitos os craques brasileiros jogando nas melhores equipes do mundo, nem que poucos países têm tantos recursos naturais e tanto potencial humano como o Brasil. Então por que não ganhamos de nenhuma seleção de primeira linha há quase quatro anos e o país só cresceu 0,9% no ano passado? Cada governo tem a seleção que merece?

Quando fomos campeões em 1958, a seleção encarnava o otimismo e o desenvolvimentismo dos anos JK, o Brasil construía uma nova capital e se tornava capital mundial do futebol. A vitória na Suécia, dizia Nelson Rodrigues, acabava com o nosso complexo de vira-lata perdedor, o brasileiro deixava de ser um Narciso às avessas, que odiava a própria imagem.

Na vitória de 1970, querendo ou não, a seleção representava o “Brasil grande” da propaganda oficial do governo Médici, refletindo no campo o “milagre econômico” que fazia crescer a classe média, orgulhava a população e dava altos índices de popularidade à ditadura militar.

Nada foi mais parecido com os breves anos Collor do que a seleção de Lazaroni em 1990, que nos fez passar vergonha na Itália e, pior ainda, acabou eliminada pela Argentina.

Só no governo Itamar Franco, em 1994, com o país convalescendo do impeachment de Collor e o Plano Real em andamento, o Brasil voltaria a ganhar uma Copa do Mundo, a duras penas, nos pênaltis, com mais esforço do que brilho.

A vitória de 2002 foi conquistada com o equilíbrio do talento individual e da eficiência coletiva em campo, quando o Brasil crescia e se modernizava com estabilidade econômica, democrática e social, entre o fim do governo Fernando Henrique e o inicio da era Lula.

Já a seleção atual, mesmo com os seus talentos individuais, não deslancha nem decola. O desempenho da equipe de Dilma se assemelha à gestão de Mano Menezes, e a volta de Felipão parece um retorno ao estilo papaizão de Lula.

Como a pátria em chuteiras, a seleção é uma metáfora do momento do país, pela bolinha econômica que está jogando e pelo risco de não defender nossa meta (como Júlio César em 2010) dos chutes da inflação. O Brasil é uma caixinha de surpresas.

Publicado hoje, na edição impressa de O Globo.

O Brasil que não está dando certo

Economista e professor da PUC-Rio Rogério Furqim Werneck
Economista e professor da PUC-Rio Rogério Furquim Werneck

Por Rogério Furquim Werneck

Na última campanha presidencial, o País foi conclamado pela candidata vitoriosa a escolher entre “o Brasil que dava errado e o Brasil que está dando certo”.

Passados pouco mais de 30 meses, o problema central do governo eleito em 2010 passou a ser evitar que se dissemine no eleitorado o sentimento de que o Brasil não está dando certo.

No início deste ano, já não havia dúvida de que o desempenho econômico do primeiro triênio do governo Dilma Rousseff estava fadado a ser muito medíocre. E, como essa perspectiva havia deixado o PT bastante apreensivo, o lançamento da campanha presidencial foi antecipado, para conter o ceticismo do partido sobre o projeto da reeleição.

Em entrevista ao GLOBO, em 28/4, o senador Jorge Viana, prócer inequívoco do partido, confirmou que a antecipação da campanha, patrocinada por Lula, em fevereiro, havia sido “um movimento interno para o PT. Como alguns levantavam dúvidas, ele disse que ela era candidata. Com isso liberou a presidente para ficar livre, leve e solta para governar”. Se, de fato, era essa a intenção, o efeito tranquilizador sobre o PT durou pouco.

O País chega ao fim do primeiro semestre com um quadro inflacionário preocupante e perspectivas de expansão da economia cada vez mais desalentadoras. O desempenho do nível de atividade no primeiro trimestre reforçou as previsões de mais um ano de crescimento pífio.

A mediana das últimas expectativas de mercado coletadas pelo Banco Central já aponta para uma taxa de expansão do PIB de menos de 2,8% em 2013. O que deixaria a taxa média anual de crescimento do primeiro triênio do governo Dilma Rousseff em pouco mais que 2,1%.

É natural que o PT esteja de novo alvoroçado e apreensivo com os riscos da reeleição. Há meses, o partido ainda alimentava a fantasia de que, em 2014, poderia tentar vender ao eleitorado um pacote fechado de 12 anos de governo petista, no qual o desempenho sofrível dos quatro anos de Dilma estivesse compensado pelo desempenho dos oito anos de Lula. Mas já percebeu que isso não será tão fácil. Há poucos dias, o próprio presidente do PT reconheceu que o legado dos anos Lula será “insuficiente para garantir a reeleição”.

Na verdade, não é só o PT que vem acalentando a ideia de um Plano B. A antecipação da campanha presidencial vem obrigando toda a base aliada — governadores, senadores e deputados — a antecipar seu reposicionamento para as eleições 2014. E é a incerteza sobre o projeto da reeleição que explica boa parte das notórias dificuldades que a presidente vem enfrentando para manter a base aliada sob controle.

Em longa entrevista publicada em livro sobre os 10 anos de presidência petista, Lula relata de forma muito franca as dificuldades que teve de enfrentar para levar à frente a ideia de lançar Dilma Rousseff como candidata a presidente.

“Eu sei o que eu aguentei de amigos meus, amigos mesmo, não eram adversários, dizendo: Lula, mas não dá. Ela não tem experiência, ela não é do ramo. Lula, pelo amor de Deus.” É fácil imaginar, tendo em vista o que se viu nos últimos 30 meses, a pressão que esses mesmos interlocutores estarão fazendo, agora, para que o projeto da reeleição ceda lugar a um Plano B.

Em meio ao clima de desconfiança que vem marcando as relações do Planalto com o PT e a base aliada, a presidente, em atitude defensiva, vem tentando recuar para um círculo mais restrito de auxiliares, com quem teve oportunidade de construir relações mais sólidas.

Bem ilustra esse recuo a crescente ascendência que vem tendo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, sobre a presidente, graças à confiança mútua desenvolvida entre eles desde a época em que foram ambos secretários do governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul. Nesse caso específico, é fácil perceber que o recuo da presidente para um círculo mais restrito de auxiliares não é sem custo. Implica grave perda adicional de racionalidade na condução da política econômica.

Publicado hoje, na edição impressa de O Globo.

Congresso estadual do PR amanhã para discutir 2014


PR faz Congresso Estadual para discutir eleições de 2014

Por Saulo Pessanha, em 07-06-2013 – 18h27

O PR realiza amanhã o seu Congresso Estadual, na Via Show, em São João de Meriti. Presidente regional do partido, o deputado Anthony Garotinho disse, no seu blog, que espera reunir seis mil pessoas. “Inúmeras caravanas de vários municípios já confirmaram presença no congresso, que vai tratar dos rumos do Partido da República para as eleições do próximo ano”.

Segundo Garotinho, não se trata de lançamento de candidaturas. “Afinal, conforme prevê a legislação eleitoral, isso só acontecerá no início do próximo ano no período de convenções. Mas vamos discutir nosso planejamento e os critérios para a escolha dos candidatos. Será um momento importante”.

Expoente: Desembargadora indefere liminar requerida por Marcão

Por José Paes, em 07-06-2013 – 15h38

Foi publicada no Diário Oficial de hoje (07.06), a decisão da Desembargadora Cristina Gaulia, que indeferiu o pedido liminar apresentado pelo vereador Marcão, a fim de que a prefeitura fornecesse imediatamente as informações e cópias dos processos administrativos referentes a empresa Expoente.

A Desembargadora não teceu comentários sobre o mérito do mandado de segurança, indeferindo a liminar ao argumento de que a sua concessão teria caráter irreversível, na medida em que o pedido final é justamente o fornecimento das informações.

Para os leigos em direito, importante esclarecer que essa decisão não indeferiu o pedido de fornecimento das informações, apenas postergou a decisão, que será apreciada após a manifestação da Prefeita e do Município. O ofício determinando a manifestação da prefeita já foi expedido. Por ora, resta aguardar os trâmites processuais. Não acredito em nova decisão ainda no mês de junho.

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Rosinha, enfim, suspende contratos com a GAP

na curva do rio


Enfim, publicada rescisão do contrato com a GAP

Por Suzy Monteiro, em 07-06-2013 – 9h35

Foi publicado no DO de hoje a rescisão do contrato da Prefeitura de Campos com a GAP Comércio e Serviços Especiais. Na justificativa, as denúncias de irregularidades na composição societária, não pagamento de IPVA, não pagamento no FGTS e ainda o fato de a GAP não ter apresentado defesa apesar de notificada pela prefeitura.

A foto do comunicado acima é de Ricardo André Vasconcelos.

Ontem foi publicado o edital para pregão da empresa que substituirá a atual, como mostrou o blog doZé Paes.

Obs.: Bom, sobre a não resposta da GAP, a prefeitura não deveria estranhar, já que ela mesmo, por vezes, não responde. Um exemplo foi ontem, quando apesar de questionada várias vezes sobre a questão da rescisão, através de email e telefone para a matéria da edição de hoje da versão impressa da Folha da Manhã, não houve resposta. E como mostra o DO acima, a resposta já existia.

Atualização: O blog do Zé Paes mostra que foram três os contratos rescindidos. Confira aqui.

GAP: Foram três contratos rescindidos

Por José Paes, em 07-06-2013 – 14h04

A jornalista Suzy Monteiro informou aqui a publicação da rescisão do contrato mantido pela Prefeitura de Campos com a GAP. Na verdade, além do contrato informado por Suzy, nº 2010.005.000321-3, celebrado com a atual secretaria municipal de Administração e gestão de pessoas, também foram publicadas as rescisões dos contratos nºs 2009.005.000052-8 e 2012.045.000203-7, firmados pela Secretaria Municipal de Saúde.

Nestes dois últimos contratos, a fim de garantir a continuidade dos serviços, a prefeitura se valerá provisoriamente da mão de obra e dos equipamentos da GAP, até que novo contrato de locação seja celebrado, através do pregão nº 032/2013, informado aqui.

Seria interessante a Prefeitura informar o objeto dos três contratos, pois ao que parece, além das ambulâncias, a GAP prestava outro tipo de serviço também para a Secretaria de Administração