Ministério Público e Justiça de Campos não viram vandalismo no Heliporto?

A jornalista e blogueira Suzy Monteiro postou aqui um vídeo, reproduzido também aqui no Blog  do Cláudio Andrade, com o rastro de destruição deixado pelo vandalismo dos militantes rosas, em sua maioria terceirizados pagos com dinheiro público pela Prefeitura de Campos e pelos vereadores governistas, promovido no Heliporto do Farol, no último dia 7. Pouca novidade, pois na total certeza da impunidade, o próprio vereador Thiago Virgílio (PTC), não sem disfarçar o orgulho tacanho, já havia postado aqui, em seu painel do facebook, o vídeo em que ele comandou a invasão da pista do Heliporto, impedindo, na marra, a partida dos helicópteros para atender às plataformas de petróleo da Bacia de Campos. O alerta já havia sido feito aqui, no blog do jornalista Gustavo Matheus.

Nas cenas típicas de arrastão, entre as palavras de ordem gritadas aos berros, aos trabalhadores da Petrobras embarcados em aeronaves com as hélices já em movimento, ponde em risco as vidas dos próprios invasores, se destacam: “Para esse caralho aí! Pode parar!”; “O bicho está pegando! É isso aí” e “Isso aí, Thiago Virgílio chegou com a equipe, meteu o pé e foi para dentro!”

Abaixo, os vídeos daquilo que todos nós, blogueiros, jornalistas, leitores, promotores, juízes, mas acima de tudo cidadãos, somos cúmplices, pela mais absoluta passividade diante de tais demonstrações de violência contra o patrimônio público de uma empresa que há décadas é sinônimo de orgulho dos brasileiros. Se ontem foi com a Petrobras, amanhã, quem garante que não será contra você?

Com a palavra, o Ministério Público e a Justiça de Campos…

O rastro do vandalismo do Heliporto

As cenas de arrastão no Heliporto

Atualização às 23h47: Como a Suzy Monteiro já havia frisado em sua postagem inicial, embora o nome da prefeita Rosinha (PR) surja no crédito da primeira imagem, divulgada no youtube, ela não aparece em nenhum momento da filmagem.

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Na briga de cachorro grande dos royalties, governantes rosnam para a população

De tudo que já li desde que os royalties passaram a ditar a pauta de discussões de todos que habitam os estados e municípios produtores de petróleo, para mim, seja pelo estilo e fluidez do texto, mas sobretudo pela precisão da analogia canina com nossos governantes, o melhor texto para mim coube ao professor Aristides Arthur Soffiati, publicado na edição impressa da Folha Dois de ontem. Não por motivo diverso, até para exorcizarmos essa sensação coletiva de cão sem dono, passemos ao artigo…

Efeito Tevul

Aristides Arthur Soffiati

Certa vez, bateu em nossa porta uma cadela vira-latíssima, preta cega de um olho e esfaimada. Nós a acolhemos, tratamos dela, demos-lhe alimento de qualidade e a batizamos de Pretinha. Seus nomes foram mudando ao longo do tempo e ela acabou sendo chamada de Tevul. Não sei por que e como se dava esta mudança de nome.

Tevul tinha uma personalidade singular. Meu irmão e eu gostávamos de irritá-la, colocando-a de costas no chão e apertando sua barriga. Ela rosnava feroz, mas era incapaz de nos atacar. Liberta da provocação, ela atacava o cão que estivesse mais próximo.

Era o efeito Tevul, que vejo agora, tanto tempo depois da morte da cadela. Tevul é a grande inspiradora de Sérgio Cabral, de Rosinha Garotinho e de tantos outros prefeitos de municípios que recebem royalties pela exploração de petróleo entre São Paulo e Espírito Santo. Qualquer leitor está cansado de saber que os royalties do petróleo são uma espécie de compensação financeira paga pelas empresas exploradoras de petróleo aos Estados e municípios que sofrem impactos socioambientais causados pela atividade. Todos sabem que se trata de um direito constitucional. Todos sabem que foi apresentado um projeto de lei no Congresso Nacional contemplando todos os Estados e Municípios da Federação com esta compensação. Todos sabem que o projeto transformou-se em lei e recebeu vetos da Presidente Dilma Roussef. Todos sabem que, consultado o Supremo Tribunal Federal, o Ministro Luiz Fux, em liminar, decidiu que a discussão sobre os vetos só poderia ocorrer depois que outros vetos muito antigos fossem apreciados. Mas que o STF julgou o caso e derrubou a liminar, deixando o Congresso livre para apreciar os vetos da presidente à nova lei dos royalties antes dos outros.

Sabemos muito bem que se travou uma luta de cachorro grande. Os muitos parlamentares sem osso atacaram os poucos parlamentares com osso. Todos eles rosnam muito. Se os parlamentares com osso representassem Estados que não recebem royalties, certamente iriam atacar os detentores de osso e vice-versa.

Os Estados e Municípios que defendem ferozmente seu osso argumentam, com razão, que a perda dele representará uma catástrofe para as suas finanças. Sabemos que a luta agora não pode ser numa rinha comum. Só na rinha do STF se pode decidir quais cachorros têm razão e quais não têm. No entanto, os cachorros cujos ossos estão ameaçados partiram para o Efeito Tevul: antes que os desastres provocados pela perda dos royalties aconteçam, o governador do Estado do Rio de Janeiro e os prefeitos dos municípios mais aquinhoados estão castigando o povo e as empresas contratadas. Trata-se de uma prévia do que vai acontecer, mas sobre os inocentes.

Planejei ir ao Rio de Janeiro na semana passada, mas desisti por causa de uma grande manifestação que bloqueou a BR-101, nos dois sentidos, na altura de Ururaí. Minha viagem tinha por fim a recreação. Ela podia ser transferida sem problemas, e foi o que fiz. Antes, porém, acompanhei a aflição de outras pessoas que precisavam viajar. Conversei com elas no Shopping Estrada, que de shopping não tem nada, nem sequer um relógio público. Uma senhora precisava trabalhar em Vitória, mas seu ônibus, com garagem no Posto Flecha, não podia atravessar a barreira da manifestação liderada por Rosinha. Um senhor tinha consulta médica no Rio de Janeiro, mas não pôde chegar ao destino a tempo. O mesmo aconteceu com um professor, com reunião marcada no Rio.

O Efeito Tevul provocado por Rosinha assumiu desagradáveis dimensões. A opinião mais corrente era que a questão deveria ser tratada no STF, não prejudicando a população. Uma pessoa considerava certa a distribuição dos royalties entre todos os estados. A mais indignada de todas propalava alto e bom som que Cabral e Rosinha apesar de adversários, fazem parte da mesma panela. Outra entendia que as manifestações a atingir inocentes ferem o direito constitucional de ir e vir. Finalmente, a opinião mais contundente entendia que existe caixa dois entre governantes.

Aprendi nos livros que o Estado é racional, mas estou assistindo a manifestações completamente irracionais promovidas por seus dirigentes em autênticos Efeitos Tevul. Inclusive com a intensiva queima de pneus, dando péssimo exemplo antiecológico e com a quase paralisação dos serviços públicos. Partam para o STF, não para a população e para as empresas contratadas.

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Porque usar os royalties para campanha eleitoral foi um fracasso anunciado

Apresentado pelo colega Alexandre Bastos, este blogueiro teve a oportunidade de conhecer o professor Alexandre Lourenço (PT), numa rápida conversa em frente à Folha da Manhã, já na reta final da eleição municipal de 2012, na qual ele disputava uma cadeira na Câmara. Foi pouco tempo, mas o suficiente para  gerar a sólida impressão de se estar diante de um jovem dinâmico, idealista, mas pragmático, desde que salvaguardados seus princípios éticos e morais. De tudo que já se escreveu sobre o Ato de Defesa do Royalties da última sexta, na praça São Salvador, seja do seu pouco prestígio público, seja dos motivos que o levaram a ser assim, lamentavelmente confirmados quando o evento foi transformado num belicoso ato de campanha, creio que o testemunho do Alexandre, feito aqui nas redes sociais, foi a coisa mais sóbria que já li. Não por outro motivo, leitor, divido-o com você, abaixo…

(Foto de Alexandre Lourenço)
(Foto de Alexandre Lourenço)
Alexandre Lourenço
Alexandre Lourenço

Então, ninguém me contou, não ouvi em rádio amiga nem em jornal parceiro, eu estava lá, presenciei tudo, ouvi os discursos… ontem (na sexta) aconteceu a tão anunciada manifestação do povo de Campos e região contra a decisão do Congresso de mudar as regras da divisão dos royalties do petróleo e de sensibilizar os ministros do STF. Foi anunciado durante a semana toda na televisão, todos na cidade e na região ficaram sabendo, falaram que seria um ato em que todos os partidos seriam respeitados, seria uma manifestação da população, que estava preocupada com as perdas e suas consequências. Esperavam 50 mil pessoas, no mínimo 30 mil pessoas, devido ao enorme número de cargos de confiança e milhares de contratados da Prefeitura. Proporcionalmente deve ser o município com mais funcionários públicos no mundo, por isso os serviços são tão “bons”. Acho que não tinha 10 mil pessoas, acho que umas 8 mil pessoas no máximo, e tirando eu e mais alguns poucos, todos que estavam lá trabalhavam na Prefeitura, ou para algum vereador. O que mais me chamou a atenção e me deixou pensativo, foi a população não ter dado moral ao evento, a prefeita, aos nossos representantes, e a própria questão dos royalties e muitos estão de fato, numa equivocada onda de revolta, torcendo para que a cidade e o Estado percam as verbas. A cidade estava normal ontem, ninguém dos meus amigos, alunos, professores, aqui no face, enfim, as pessoas que não trabalham diretamente na Prefeitura, foram. Acho que sentem vergonha dos nossos representantes, e entendo perfeitamente, pois tb fiquei com muita ontem (na sexta). É muito ruim quando o governo não tem moral, no palco somente políticos do grupo da prefeita, os vereadores daqui, alguns da região, mas todos do grupo, os prefeitos das cidades vizinhas não vieram, pois eram do grupo do Cabral e do Pezão. E como a eleição de 2014 já começou, e eles não estão nem aí para o povo, já começaram a brigar. Não deu outra, foi um ato totalmente de campanha política, cada um querendo aparecer mais que outro perto do chefe, com faixas com seus nomes os deputados bajuladores colocando a culpa no Cabral, no Lula, no PT. Enfim, a população já sabendo como seria, não confiando mais nessa turma, não foi. E não perdeu nada, foi um circo, uma palhaçada, um comício! Eu entendo a revolta das pessoas, mas é um enorme erro pensar assim, tudo pode piorar. E sem os royalties, pode piorar muito! Grande abraço!

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Em fatos, fotos e horários, a verdade deturpada com fidelidade canina, goela caprina e moral humana

Enquanto o palco (no detalhe) já estava apinhado de gente, a praça São Salvador só estava cheia até a metade (foto de Eduardo Prudêncio)
Enquanto o palco (no detalhe) já estava apinhado de gente, a praça São Salvador só estava cheia até a metade (foto de Eduardo Prudêncio)

Se é verdade que uma imagem vale mais do que mil palavras, a que foi capturada no fim de tarde da última sexta, pelo repórter fotográfico Eduardo Prudêncio, no Ato de Defesa dos Royalties transformado em ato de ataques políticos, revela na simples ampliação feita acima que, no momento em que o palco já estava completamente cheio, a praça São Salvador só tinha gente até sua metade, com um claro vazio humano entre a estátua do pracinha e a Catedral. Se não foi até agora mostrada nenhuma foto com este trecho preenchido de público, é pelo motivo mais óbvio do mundo: ela não existe, porque tal fato simplesmente não aconteceu, nem antes, nem depois. Em relação aos horários, basta pegar a capa da Folha, em sua edição impressa do último sábado, poder enxergar e saber ler, para constatar que a foto do clarão de gente na praça foi feita às 17h53, assim como outra, feita de cima do palco, evidencia que nele já estavam a prefeita Rosinha (PR), o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), e toda sua entourage, desde às 17h46, sete minutos antes.

Capa da Folha de sábado, com os fatos, as fotos e os horários do ato de sexta
Capa da Folha de sábado, com os fatos, as fotos e os horários do ato de sexta

Até pela clareza dos fatos, fotos e horários, divulgados na capa da Folha desde o final da madrugada de sábado (acima), este blogueiro não pretendia retornar ao assunto. Mas como o Edu Prudêncio ontem o fez, usando as redes sociais, e como tenho por princípio pessoal e profissional jamais deixar sozinho um companheiro de trabalho, sobretudo quando este está inequivocamente certo, reproduzo abaixo o que ele postou no facebook, apenas suprimindo os dois nomes citados, para se evitar a projeção de luz sobre quem não a possui, por subsistentes à sombra do poder. Certo como a população campista majoritariamente ausente do evento, de que a verdadeira batalha final sobre os royalties ora se desenvolve no Supremo Tribunal Federal (STF), no Planalto Central, ao largo da politicagem canhestra que infelizmente ainda dá o ar da graça nesta Planície Goitacá, ecoada por essas personagens medíocres, de fidelidade canina, goela caprina e moral humana, segue o que escreveu ontem o repórter-fotográfico da Folha…

Eduardo Prudêncio
Eduardo Prudêncio

Não consigo acreditar que esses asseclas que seguem a prefeita não admitam certas coisas. Acho que seria melhor admitir que a população não aderiu em massa ao ato que eles organizaram e que foi partidário, pois a todo momento citaram partidos e políticos que estariam comprometidos e quem seria mais capacitado para debater com a presidenta o assunto petróleo.

Hoje ao chegar no trabalho fui tomar conhecimento de que esses asseclas estavam falando que a foto feita ontem durante o ato na praça não é real.

Ao renomado e respeitado jornalista (fulano de tal) e ao “excelente” fotógrafo e blogueiro (beltrano de tal), que em suas páginas pessoais publicaram notas dizendo que fiz a foto antes de o ato começar. Não sei se o segundo citado se lembra, mas estava em cima do trio com o mesmo até a frente da igreja Boa Morte. Ou seja, não tinha como eu estar no trio e na Catedral ao mesmo tempo. O poder da onipresença só um tem. Saí do trio, credenciei no palco, fiz a foto do palco e me impressionei com a quantidade de gente. Atravessei a praça, mas quando cheguei antes da metade à mesma já estava vazia. Fui e fiz a outra foto. A prefeita já estava no palco, seu marido (que acumula as funções de deputado e “prefeito” de fato), sua família… Ou seja o ato já tinha começado e quem tinha que chegar já tinha chegado. Daí em diante a praça não encheu mais e sim esvaziou cada vez mais.

Lamento muito a praça não ficar cheia. Pois defendo o movimento, mas maneira como eles conduzem e mentem desvairadamente muito me entristece e envergonha de termos pessoas incapazes de ver que o desgoverno reina em nossa cidade.

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Vereador apoia Clarissa e propõe Conselho Municipal de Fiscalização dos Royalties

Principais ações:
A base do Governo a todo instante afirma que nos últimos 4 anos Campos é exemplo da boa aplicação dos recursos dos royalties, inclusive eu estive presente na prestação de contas da prefeita, onde em seu discurso a Deputada Clarissa afirmou que na ALERJ existe um projeto que está engavetado e que ela está conclamando a bancada de oposição para criação de um conselho para Fiscalização das Aplicações dos recursos dos Royalties do Petróleo no âmbito do Estado.
Ora se vale para lá, também tem que valer para Campos, estamos encaminhando o projeto de lei e tenho certeza de que o governo aprovará, pois quem é exemplo não deve nem teme.
Criação do Conselho Municipal de Fiscalização das Aplicações dos recursos dos Royalties do Petróleo, para que representantes da sociedade civil organizada possam:
– Contribuir na formulação de políticas públicas, acompanhar, avaliar e fiscalizar, amplamente, todas as execuções;
– Indicar as prioridades a serem incluídas no planejamento municipal quanto às questões que dizem respeito  aos investimentos;
– Indicar prioridades para a destinação dos recursos , elaborando planos e programas para sua melhor aplicação; e  outras ações previstas no corpo do projeto de lei.
Efetuei requerimento que foi tirado de pauta pela mesa da câmara nesta semana, mas que deverá ir à pauta na próxima semana com o objetivo de saber o que tem de tão especial no material da empresa EXPOENTE SOLUÇÕES COMERCIAIS E EDUCACIONAIS LTDA, que inviabiliza a competição com outras empresas para “ganhar” via Inexigibilidade de Licitação, o objeto de aquisição de materiais didáticos para educação infantil (maternal, GI, GII e GIII) e 1º ano do Ensino Fundamental e 2º ano do Ensino Fundamental) e Implantação da Metodologia de Ensino, Atendimento das Escolas da Rede/Secretaria Municipal de Educação – Formação Professores 1 curso por semestre, com valor de R$ 7.983,963,90  ano passado e com valor de R$ R$ 9.931.603,06 esse ano???? Vale lembrar que a União fornece gratuitamente materiais didáticos para os municípios.
De acordo com o Censo 2010 do IBGE , Campos tem quase 60 mil domicílios sem rede de esgotos ou fossa séptica, por esse e outros motivos estamos fiscalizando o contrato de concessão da empresa Águas do Paraíba, queremos saber dentre outro questionamentos: Quais obrigações se encontravam previstas no contrato original e que, nesse momento, não estão mais; Se o contrato firmado com o Município sofreu alguma alteração e o que foi alterado; Se existe alguma obra que deveria ter sido realizada pelo Município e que foi realizada pela empresa, ou que deveria ser realizada pela empresa e que foi realizada pelo município, o cronograma de obras e investimentos.
PROJETO DE LEI EMENTA: Dispõe sobre o atendimento emergencial em eventos de grande porte na Cidade de Campos dos Goytacazes(RJ).
PROJETO DE LEI EMENTA: Dispõe sobre publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos e dá outras providências.
Somos a favor dos royalties Sim!!!
Mas queremos transparência na aplicação de nossos recursos orçamentários!!Como Vereador vou fiscalizar o Poder Executivo para que nenhum serviço essencial falte para nossa população, utilizando as ferramentas dos requerimentos em plenário, a Lei de acesso a informação, Mandado de Segurança e todos os instrumentos jurídicos que estiverem ao meu alcance.
Acredito que o STF como guardião da Constituição irá decidir pela manutenção dessas receitas, porém não podemos jamais permitir que aconteça novamente as ameaças que a nossa população vem sofrendo nos últimos dias por parte do Poder Executivo: Não podemos ameaçar a população de que caso percamos essas receitas, também perderemos serviços essenciais a nossa população.
Isso é um absurdo!!!!! Temos que garantir num futuro próximo à independência financeira, pois o petróleo é um recurso natural e finito!!! Temos que utilizar esses recursos para fomentar a diversificação da base econômica do município!!!
A sensação de boa parte da população é de que com esses bilhões de reais de receitas desses últimos anos, foi feita uma grande festa, só que uma grande parte da população não foi convidada para festa. E agora com a possibilidade da perda, querem chamar a população para rachar a despesa.
Daí vem à sensação de que esses recursos são apenas para servir a determinado grupo político!!!
Vamos lutar sim pelos royalties!!!
Mas vamos lutar muito mais pela transparência e controle desses recursos!!!!
Vereador Marcão!!

Vereador Marcão se inspirou na proposta da deputada Clarissa (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Vereador Marcão se inspirou na proposta da deputada Clarissa (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Como o Murillo Dieguez adiantou aqui, em sua coluna, o vereador petista Marcão vai propor, na Câmara Municipal de Campos, o mesmo que a deputada estadual Clarissa (PR) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro: criar um conselho para fiscalizar a aplicação dos royalties pelo poder Executivo. Constituído por membros da sociedade civil organizada, o Conselho Municipal de Fiscalização da Aplicação dos Royalties do Petróleo contribuiria na formulação de políticas públicas, acompanhando, avaliando e fiscalizando, amplamente, todas as execuções. O Conselho também indicaria as prioridades a serem incluídas no planejamento municipal, quanto às questões que dizem respeito aos investimentos, além de apontar prioridades para a destinação dos recursos dos royalties, elaborando planos e programas para sua melhor aplicação.

Tudo isso consta no projeto de lei já elaborado por Marcão, que será proposto no correr da semana:

— A base do Governo a todo instante afirma que nos últimos 4 anos Campos é exemplo da boa aplicação dos recursos dos royalties. Por isso tenho certeza de que o governo aprovará meu projeto de lei, inspirado na iniciativa da deputada Clarissa, pois quem é exemplo não deve, nem teme. Somos a favor dos royalties, sim! Mas queremos transparência na aplicação de nossos recursos orçamentários. Como vereador vou fiscalizar o poder Executivo para que nenhum serviço essencial falte para nossa população, utilizando as ferramentas dos requerimentos em plenário, a lei federal de acesso à informação (conheça-a aqui), mandado de segurança e todos os instrumentos jurídicos que estiverem ao meu alcance.

Apesar de acreditar que o Supremo Tribunal Federal (STF) vá decidir favoravelmente aos estados e municípios produtores, cujas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) se encontram sob apreciação da ministra Carmem Lúcia, o vereador do PT repudiou o que já foi classificado aqui como “terrorismo”, numa lista de cortes até dos serviços essenciais de Campos, apresentada aqui, em tom de ameaça, pelo secretário de Governo de Rosinha, Suledil Bernardino, caso a perda dos royalties seja confirmada:

— Acredito que o STF como guardião da Constituição irá decidir pela manutenção dessas receitas, porém não podemos jamais permitir que aconteçam novamente as ameaças que nossa população vem sofrendo nos últimos dias por parte do poder Executivo. Não podemos ameaçar à população, de que caso percamos essas receitas, também perderemos serviços essenciais como saúde, iluminação e coleta de lixo. Isso é um absurdo! Temos que garantir num futuro próximo a independência financeira, pois o petróleo é um recurso natural e finito. Temos que utilizar esses recursos para fomentar a diversificação da base econômica do município. A sensação de boa parte da população é de que com esses bilhões de reais de receitas desses últimos anos, foi feita uma grande festa, só que uma grande parte da população não foi convidada para festa. E agora com a possibilidade da perda, querem chamar a população para rachar a despesa. Daí vem à sensação de que esses recursos são apenas para servir a determinado grupo político.Vamos lutar, sim, pelos royalties. Mas vamos lutar muita pela transparência e controle desses recursos.

Atualização às 17h04: Em seu “Na curva do rio”, a jornalista Suzy Monteiro já havia noticiado aqui, desde o último dia 27, o projeto do vereador Marcão, inspirado na deputada Clarissa.

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Ponto Final — Royalties no grito

Após os episódios lamentáveis promovidos pelo poder público de Campos, contra a aprovação da nova lei dos royalties no Congresso, com a quebra de vidraças do Heliporto do Farol e o incêndio no Aeroporto Bartolomeu Lisandro, em vandalismo capitaneado por vereadores governistas e executado por militantes pagos com terceirizações, parecia que o grupo que detém o poder no município havia aprendido a lição, mobilizando a sociedade civil e até os vereadores de oposição ao Ato em Defesa dos Royalties, no final da tarde de ontem, na praça São Salvador. Ledo engano!

Bem verdade que, no último discurso do evento de ontem, a prefeita Rosinha (PR) afirmou que aquele não se tratava de um “ato rosa ou eleitoral”. Mas já era tarde demais! Depois que o deputado estadual Geraldo Pudim e o federal Paulo Feijó (ambos do PR), em pronunciamentos anteriores, atacarem o PT do senador Lindbergh Farias e o PMDB do vice-governador Luiz Fernando Pezão, ambos pré-candidatos à sucessão no governo fluminense, assim como o deputado Anthony Matheus (PR), os quatro vereadores de oposição em Campos desceram do palanque e abandonaram o ato.

Se acompanharam a passeata que saiu da Câmara, no antigo Fórum, até chegarem à praça do Santíssimo e subirem ao palanque, dele depois desceriam os edis Fred Machado (PSD), Rafael Diniz (PPS), Marcão (PT) e Nildo Cardoso (PMDB). Empunhando a bandeira do município de Campos, os quatro alegaram que, a pretexto da defesa dos royalties, o ato havia sido transformado numa plataforma de ataques políticos, com vistas claras à sucessão do governador Sérgio Cabral (PMDB), em 2014.

Quem dúvida tivesse do caráter real do evento, rapidamente as desfaria ao eco das palavras do discurso de Feijó, tão contundentes quanto costumavam ser seus ataques a Anthony Matheus, até pouco tempo atrás: “Nosso inimigo número um é o PT, e o número dois é Sérgio Cabral”. Assim como para quem esteve no evento, ou veja seus registros fotográficos, poucas dúvidas também restariam de que o público presente, mesmo inchado por servidores terceirizados, muitos uniformizados, ainda assim era bem aquém dos 30 mil aos quais Anthony bravateou estar falando em seu discurso.

Enquanto a defesa dos interesses do município continuar a ser usada para justificar os interesses eleitorais de quem só sabe fazer política considerando os adversários como inimigos, à certeza de que nada de fato mudará, com ou sem royalties, numa reprise do que se assiste em Campos desde 1988, se sobrepõe outra. É a certeza de que a batalha real dos royalties, em sua última linha de resistência, já está sendo travada no Supremo Tribunal Federal (STF), onde a ministra Carmem Lúcia analisa as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) dos estados e municípios produtores.

Pelo menos lá, no Planalto Central, diferente do que parece ocorrer na Planície Goitacá nos últimos 25 anos, e como já havia provado a aprovação da nova lei dos royalties no Congresso Nacional, não adianta querer ganhar no grito.


Publicado hoje na coluna Ponto Final, da Folha da Manhã.

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Os números e a imagem do Ato em Defesa dos Royalties

Acabou agora há pouco o Ato em Defesa dos Royalties e da Constituição, na praça São Salvador. Quando subiu ao palanque, o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), disse que falava para 30 mil pessoas. Já segundo os cálculos oficiais da PM, os presentes eram de 15 a 20 mil. Na dúvida entre os números, aconselhável conferir o registro do repórter fotográfico da Folha Eduardo Prudêncio, com a imagem que dizem valer mais que mil palavras e que, no caso, serve para se saber quantas mil pessoas, mesmo liberadas das escolas e do serviço público municipal, compareceram de fato ao ato na praça do Santíssimo…

Onde estão os 30 mil? (foto de Eduardo Prudêncio)
Onde estão os 30 mil? (foto de Eduardo Prudêncio)
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Comentários em pontos e contrapontos

Da leitura sempre necessária da coluna “Comentários”, assinada pelo Murillo Dieguez, publicada hoje na edição impressa da Folha, e repercutida virtualmente aqui, no “Blog da coluna”, dois pontos com os devidos contrapontos merecem o destaque do blog…

(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
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Hélio Coelho e ACL — Estreias na Folha com todas as letras

Da política, e do tema dominante dos royalties, à cultura, confira abaixo outra estreia de opinião na Folha, no espaço semanal da Folha Letras, publicada sempre às sextas na contracapa da Folha Dois, que será mensalmente ocupado por um imortal da Academia Campista de Letras (ACL), cujo pontapé inicial coube hoje ao seu presidente, o professor Hélio Coelho…

Academia Campista de Letras: 74 anos de história

Hélio Coelho
Hélio Coelho

Corria o ano de 1939. Lá fora, em breve começaria a segunda guerra mundial. No Brasil, vivíamos um tempo de restrições democráticas, sem eleições, sem partidos políticos, sem as liberdades formais para o livre debate das ideias em público. Campos era uma cidade que girava em torno das usinas, do comércio e da cana. Havia teatros, clubes, jornais, carnaval, jogos, casas de mulheres, os ritos e as rezas, faculdades, as confeitarias e os cafés onde se misturavam boêmios, jornalistas, advogados, médicos, músicos, poetas, intelectuais e políticos, todos buscando nas brechas possíveis espaços para se expressar. Foi nesse ambiente que a Academia Campista de Letras foi fundada em 21 de junho. Entre seus fundadores, ainda que figurassem progressistas no campo literário e político-ideológico, o grupo hegemônico — ainda que de indiscutível renome intelectual — era constituído por moderados, e conservadores. Tanto é verdade que, por muito tempo, a Academia ficaria blindada ao Modernismo e suas tendências que , numa espécie de Modernismo tardio, corajosamente e com brilho, despontava entre nós como resistência cultural ao longo dos anos 50. Dialeticamente, tempos depois, por ironia e imperativo histórico, seus mais representativos nomes passaram a fazer parte da instituição, em muito contribuindo para sua oxigenação e fortalecimento até os dias atuais…

Fundada no Café Clube (no Boulevard F. de Paula Carneiro/ “Calçadão”) entre falatórios, declamações e tertúlias, das mesas do Café saíram para concretização do ato no antigo Edifício Trianon, na sala de representação do Diário Oficial/RJ, como nos informa Herbson Freitas, sendo seu primeiro presidente o Advogado Nelson Pereira Rebel (1939-1944). Estavam lá: Barbosa Guerra, Gastão Graça, Alberto Ribeiro Lamego, Dióscoro Vilela, Manoel Joaquim da Silva Pinto, Jerônimo Ribeiro, Álvaro Duarte Barcelos, Rogério Gomes de Souza, Letelbe Barroso, José Honório de Almeida, Godofredo Tinoco, Herdy Garchet, Mário Barroso, Alberto Frederico de Moraes Lamego, Silvio Fontoura, Abelardo N. Vasconcelos, Jaime Landim, José Landim, Ewerton Paes da Cunha e Isimbardo Peixoto (segundo Dr. Welligton Paes).

Criada nos moldes da Academia Brasileira de Letras (modelo Academia Francesa), estruturou-se  a ACL com 40 Cadeiras reverenciando figuras ilustres nas letras e nas artes, nas idéias, no brilho cultural de Campos. Foi um começo difícil, funcionando precariamente aqui e ali — Automóvel Clube Fluminense, AIC, residências de Acadêmicos — até que, em 10 de abril de 1948 recebeu as chaves e instalou-se no belo e imponente prédio de sua sede no Jardim São Benedito. Esta conquista não impediu algumas dificuldades de funcionamento adequado, e, turbulências no fim da Era Godofredo Tinoco (um capítulo à parte, entre críticas e aplausos, 1944-1983), levaram a que suas reuniões  fossem realizadas no Salão Nobre da Santa Casa, no escritório do Acadêmico Dr. Renato Aquino e no Hotel Planície, retomando suas atividades na sede  em função dos esforços e gestões dos Presidentes Jamil Ábido (1983-1984), Américo Rodrigues da Fonseca (1984-1996), Walter Siqueira (1996), com destaque para a atuação de Renato Aquino (1996-1999), Waldir Carvalho (1999-2001) e  Raul Linhares (2001-2003). Nos últimos dez anos, sob a Presidência de Arlete Parrilha Sendra (2003-2005, 2007-2009), Herbson Freitas (2005-2007) e Elmar Martins (2010-2012/13), a Academia tem ampliado suas relações com a comunidade acadêmica para além da letras, buscando sua inserção com maior intensidade na vida cultural de nossa Terra, promovendo cursos, concursos literários, editando livros, jornal e revistas, dando visibilidade aos trabalhos de Acadêmico/a/s e autores convidados, celebrando convênios com o Poder Público municipal que viabilizaram ampliação e melhoria nas instalações. Essa parceria precisa ser restabelecida, pois é preciso retomar a excelência dessas publicações-interrompidas há mais de dois anos- e muito há por fazer no sentido da ACL vir a ocupar efetivamente seu papel  de instância e agência de produção cultural, circulação de idéias e socialização do saber. Salve a Folha da Manhã que, pela visão progressista de sua Direção, especialmente na pessoa de seu diretor e poeta Aluysio Abreu Barbosa, abre o espaço nobre desta página para a Academia e nos convoca para parcerias culturais com grandes desdobramentos! Vale dizer que, na  recente solenidade de posse, o representante da Prefeita e o Presidente da Câmara sinalizaram  positivamente na direção do apoio que precisamos. Assumo a Presidência para o biênio 2013/2014 com entusiasmo e esperança.

Em abril iniciaremos a publicação dos editais visando preencher as vagas existentes na instituição, na certeza de que o(a)s eleito(a)s fortalecerão as novas e irreversíveis tendências de uma Academia que, aos 74 anos de existência, vive, resiste, supera suas crises e avança como convém existir, ser e avançar no século XXI. Abaixo, as 40 Cadeiras da ACL:

01 – Patrono Alberto de Faria, Acadêmico Hélio Gomes Cordeiro;

02 – Álvaro Ribeiro de Barros,  José Cunha Filho;

03 – Anfilóquio de Lima, Welligton Paes;

04 -Amélia Gomes de Azevedo,  Sylvia Paes;

05 – Baltazar Carneiro, vaga/Sérgio Diniz;

06 – Benedito Pereira Nunes, Inês Cabral Ururahy de Souza;

07 – Eloy Ornellas, Marília Bulhões Carneiro;

08 – Flamínio Caldas, A. M. Alves Rangel;

09 – Saturnino de Brito, Aristides Arthur Soffiati Netto;

10 – Francisco Portela, vaga/José César Caldas;

11 – Francisco Augusto de Paula Carvalho, Heloisa Helena Crespo Henrique;

12 –  Heitor Silva, Hélio Coelho;

13 – Inácio de Moura, Renato Aquino;

14 – João Barreto, vaga;

15 – Azevedo Cruz, Joel Ferreira Mello;

16 – João Batista de Lacerda Filho, Arlete Parrilha Sendra;

17 – João Batista de Lacerda,  Elvo da Graça Raposo;

18 – João Batista Pereira, vaga/Espiridião Fadul;

19 – José Alexandre Teixeira de Mello, Christiano A. Fagundes Freitas;

20 – José Bernardino Batista. P. de Almeida, vaga/Ivanise Balbi Rodrigues;

21 – José Carlos do Patrocínio, Herbson  da Rocha Freitas;

22 – Conselheiro José Fernandes, Acadêmico Walter Siqueira;

23 – José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho, Levi Quaresma;

24 – José Pinto Ribeiro Sampaio, Gláucio Corrêa Soares;

25 – Júlio Feydit, Vilmar Rangel;

26 – Luiz Felipe Saldanha da Gama, Paulo Roberto de Aquino Ney;

27 – Manoel Landim, Antonio N.dos Santos;

28 – Manoel Martins do Couto Reis, Edinalda Maria Almeida Silva;

29 – Manoel Rodrigues Peixoto, Sebastião J.de Siqueira;

30 – Max de Vasconcellos, Fernando da Silveira;

31 – Manuel Múcio da Paixão Soares, Deneval Siqueira de A. Filho;

32 – Nilo Peçanha,  José F.Sales;

33 – Obertal Chaves, Orávio de Campos Soares;

34 – Pedro Augusto Tavares Junior, Sandra Maria França Viana;

35 – Manoel Moll, Elmar Martins;

36 – Viveiros de Vasconcelos, Joel Maciel Soares;

37 – Severino Lessa, Gilda Maria Wagner Coutinho;

38 – Teófilo Guimarães, vaga/Jorge Renato Pereira Pinto;

39 – Tomás José Coelho de Almeida, Alberto Rosa Fioravanti;

40 – Tancredo Saturnino Teixeira de Mello, Oswaldo B. de Almeida.

Edição de hoje da Folha Letras
Edição de hoje da Folha Letras
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Makhoul reestreia na opinião da Folha

E do retorno de Makhoul Moussallem (PT) hoje à página da opinião da Folha? Para quem quiser saber, basta ler abaixo…

FLATUS AQUILA
Estão garfando na maior cara de pau, lembrando os tempos da barbárie, no qual os mais numerosos ou os mais fortes, simplesmente sem obedecer a nenhuma regra pré-estabelecida, pactos celebrados ou a lei, tomavam dos mais fracos aquilo que lhes apetecia e ponto. No caso, estão garfando parte expressiva dos nossos royalties.
Os senadores e deputados dos estados não produtores alegam que gastamos mal os royalties. Como deixar nas mãos de incapazes tamanha fortuna? Não quero ser leviano como eles e dizer que os interesses não são comunitários para os seus estados e sim pessoais, no mínimo eleitoreiros. Como eleitoreiras são as atitudes de alguns dos nossos governantes, após a porteira ter sido arrombada. Os deputados, senadores, governantes dos estados do RJ, SP e ES e prefeitos de municípios produtores já não sabiam desde 2009 que este assalto iria acontecer? Claro que sim. Então por que não tomaram as devidas providências com antecedência? Já que tudo neste país visa sempre às eleições e nossos políticos pensam nas próximas eleições e não nas próximas gerações, por que não trabalharam junto ao governo federal e mostraram que estes três estados juntos representam parcela significativa do eleitorado brasileiro, que pode influenciar decisivamente na eleição de 2014 para a presidência da República? Por que não adequaram os orçamentos anuais esperando o assalto, priorizando o que é vital para a população, ao invés de insistir em gastar o dinheiro em obras desnecessárias e faraônicas?
Agora querem convocar passeatas, fechar estradas no nosso estado. Por que não no dos assaltantes, dificultando o ir e o vir deles e não o nosso? Os discursos são para nós mesmos, para dizer o que estamos carecas de saber sobre a garfada e os motivos desta, para nos dizer que estão alertas lutando bravamente pela manutenção dos royalties. Qualquer adolescente já conhece estas estratégias e manobras surradas que não tem nenhum efeito sobre quem está nos assaltando. Querem aparecer no Jornal Nacional e em outros veículos da mídia com fins eleitoreiros. Data venia, essas bravatas e arroubos discursivos, apareçam ou não na mídia, têm o mesmo valor e efeito de flatus de águia em pleno vôo.

Flatus aquila

Makhoul Moussallem
Makhoul Moussallem

Estão garfando na maior cara de pau, lembrando os tempos da barbárie, no qual os mais numerosos ou os mais fortes, simplesmente sem obedecer a nenhuma regra pré-estabelecida, pactos celebrados ou a lei, tomavam dos mais fracos aquilo que lhes apetecia e ponto. No caso, estão garfando parte expressiva dos nossos royalties.

Os senadores e deputados dos estados não produtores alegam que gastamos mal os royalties. Como deixar nas mãos de incapazes tamanha fortuna? Não quero ser leviano como eles e dizer que os interesses não são comunitários para os seus estados e sim pessoais, no mínimo eleitoreiros. Como eleitoreiras são as atitudes de alguns dos nossos governantes, após a porteira ter sido arrombada. Os deputados, senadores, governantes dos estados do RJ, SP e ES e prefeitos de municípios produtores já não sabiam desde 2009 que este assalto iria acontecer? Claro que sim. Então por que não tomaram as devidas providências com antecedência? Já que tudo neste país visa sempre às eleições e nossos políticos pensam nas próximas eleições e não nas próximas gerações, por que não trabalharam junto ao governo federal e mostraram que estes três estados juntos representam parcela significativa do eleitorado brasileiro, que pode influenciar decisivamente na eleição de 2014 para a presidência da República? Por que não adequaram os orçamentos anuais esperando o assalto, priorizando o que é vital para a população, ao invés de insistir em gastar o dinheiro em obras desnecessárias e faraônicas?

Agora querem convocar passeatas, fechar estradas no nosso estado. Por que não no dos assaltantes, dificultando o ir e o vir deles e não o nosso? Os discursos são para nós mesmos, para dizer o que estamos carecas de saber sobre a garfada e os motivos desta, para nos dizer que estão alertas lutando bravamente pela manutenção dos royalties. Qualquer adolescente já conhece estas estratégias e manobras surradas que não tem nenhum efeito sobre quem está nos assaltando. Querem aparecer no Jornal Nacional e em outros veículos da mídia com fins eleitoreiros. Data venia, essas bravatas e arroubos discursivos, apareçam ou não na mídia, têm o mesmo valor e efeito de flatus de águia em pleno vôo.

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Rafel Diniz estreia como articulista da Folha

Quer saber da estreia do Rafael Diniz (PPS), debutante como vereador, também como articulista da Folha? Pois confira aí…

A construção da democracia: uma tarefa cotidiana

Rafael Diniz
Rafael Diniz

A democracia é como uma planta frágil que temos em nosso quintal, raramente floresce, e pode morrer mediante qualquer leve alteração no clima, e, acima de tudo, exige cuidados e esforços ininterruptos para que não venha a perecer, e possa, então, dar seus frutos. Neste meu primeiro artigo no jornal Folha da Manhã, quero tratar destes “cuidados ininterruptos” que o cultivo da democracia exige, e ao mesmo tempo, apresentar aos leitores como encaro a tarefa de ter a oportunidade de dialogar semanalmente com a população de Campos e toda região. Esses dois temas se unem, deixando claro o que espero desenvolver neste espaço, um lugar em que nós possamos desenvolver, aprimorar, enfim, cultivar a planta frágil da democracia local.

Como todos nós sabemos a democracia não se resume a eleições, e logo, seu cultivo não se resume ao ato de votar e ser votado. Uma sociedade realmente democrática requer, acima de tudo, a constituição de uma atmosfera democrática na vida cotidiana, na família, no trabalho e na vida em sociedade. Um elemento fundamental para a oxigenação dessa atmosfera democrática é o dialogo aberto entre a população e os políticos, o fluxo de novas ideias e ideais, criando e divulgando soluções e propostas para a melhoria da vida das pessoas e da democracia em si.  Em vista disso, quero fazer deste artigo semanal um instrumento, mesmo que humilde, de cultivo da democracia em nossa cidade, no qual eu apresentarei minhas visões de mundo, minhas percepções e propostas a respeito dos problemas locais e, eventualmente, a respeito de temas nacionais e globais. Espero dividir com a população o olhar sobre o mundo que tenho desenvolvido nestes meus 29 anos de vida, o olhar de um jovem advogado, vereador do município de Campos dos Goytacazes, filho e neto de políticos, que viveu em países estrangeiros, aprendendo línguas e culturas na Austrália e na Espanha.

Por último, queria ressaltar a importância de espaços como esse, promovidos pelo jornal Folha da Manhã, para consolidação de nossa democracia, e também agradecer a este jornal pela oportunidade a mim concedida.

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