Empatados
- Autor do post:Aluysio Abreu Barbosa
- Post publicado:9 de junho de 2010 - 21:06
- Categoria do post:Sem categoria
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Tudo bem! Depois de ficar em quinto em seu grupo nas Eliminatórias à Copa, à frente apenas da diminuta república de San Marino, a Polônia de hoje está muito longe daquele time de Lato, que empolgou o mundo nas décadas de 70 e 80, conquistando o terceiro lugar nas Copas de 74, diante do Brasil de Rivelino, e de 82, batendo a França de Platini. Todavia, o 6 a 0 que a Espanha acabou de completar em cima da atual seleção polonesa, não deixam de ratificar a Fúria como principal candidato europeu ao título mais cobiçado do mundo, que começa a ser disputado daqui a três dias, na África do Sul.
Antes de cruzar o Mediterrâneo rumo às savanas africanas, na segunda etapa da partida disputada em Múrcia, província mais pobre da Espanha, a Fúria se despediu dos seus torcedores ostentado uma riqueza não só de gols, como de opções, já que todos foram marcados por jogadores diferentes, os três últimos saídos do banco. Depois que os atacantes Villa, aos 11, e Silva, aos 13, abriram a porteira na etapa incial, a goleada foi confirmada no tempo final. Aos 6, foi a vez do volante Xabi Alonzo, cujo chute de fora da área contou com a casualidade do desvio na defesa, após a cobrança de falta ensaiada de Xavi. Aos 13, foi o meia Fabregas, que burlou a linha de impedimento adversária e apareceu livre para marcar, em passe de Xabi Alonzo. Aos 30, o atacante Fernando Torres provou que valeu a pena esperar por sua recuperação, ao completar, de chapa, o cruzamento da esquerda da jovem promessa Pedro Rodriguez.
Por fim, aos 35, após uma confusão do goleiro e um zagueiro poloneses com Torres, dentro da área, foi a vez do mesmo Pedro Rodriguez dar números finais ao placar, num lindo toque de cobertura. Como seu time, o jovem atacante se despediu hoje das terras de Espanha disposto a provar na África que a promessa é realidade.
Fim do primeiro tempo em Múrcia, na Espanha. Dois a zero para o time da casa, no seu último jogo, antes de embarcar para a África do Sul. O primeiro aos 11, com o atacante David Villa em penetração rápida pela área, para completar cruzamento da esquerda do meia Iniesta, o melhor em campo nos primeiros 45 minutos. Foi dele também a linda enfiada pelo alto, para que o meia Xavi passasse a Silva, que marcou o segundo, aos 13. Apesar da fraqueza da adversária Polônia, foi um primeiro tempo para endossar a Espanha, bola pé em pé, como uma das mais fortes candidatas a conquistar a Copa.
Vejamos o que nos reserva o segundo tempo…
Desde a semana passada, por motivo de viagem, o blog já vinha sofrendo hiatos na atualização. Pois a partir de hoje, e pelos próximos dois meses, a atividade do blogueiro, neste espaço orgulhosamente dividido com o chargista José Renato, se tornará cada vez mais bissexta. No próximo mês, ficarei mergulhado na cobertura da Copa, que exerço na Folha impressa desde a de 1990, na Itália. Como a que começa daqui a três dias, na África do Sul, será a primeira em que farei cobertura também virtual, dividirei minha produção entre este blog e o Folha na Copa (aqui), onde atuo em parceria com Igor Siqueira, Paulo Roberto Rangel, Matheus Mandy, Luiz Costa, Alexandre Bastos, Christiano Abreu Barbosa e o mesmo Zé Renato. Dentro deste período, exceções ao assunto Copa, se forem cometidas, serão aquelas que confirmam a regra.
Finda a Copa, em 11 de julho, o meu hiato será total, neste ou em qualquer outro blog, nos 30 dias seguintes — mas, então, por motivo pessoal. A atividade deste blogueiro, que contribuiu junto ao traço do Zé Renato para levar o Opiniões a ser o primeiro blog a superar a marca dos mil acessos de IPs diferentes na Folha Online, e depois dos dois mil, só para ser superado em seguida pelo BlogTech (aqui), do Leandro Lopes, e pelo Blog do Bastos (aqui), infelizmente será interrompida até a segunda quinzena de agosto. Orgulho-me do que foi feito aqui, seja porque o blog iniciou atividades em data bem mais recente que a maioria dos demais hospedados na Folha, seja pelo relativo sucesso alcançado em mídia virtual por alguém que, confessamente, a consome muito pouco.
Não tenho a pretensão de pedir a você, leitor, que me espere. Sei que o nível da interação alcançado hoje, entre mim e você, talvez custe a ser reconquistado. O que posso dizer é que em agosto, mês das bruxas, espero que o vento nordeste me guie de volta para continuar a espantá-las…
Filiado ao Partido Verde (PV), o advogado Andral Tavares Filho confirmou sua pré-candidatura à Assembléia Legislativa nas eleições de outubro. Em entrevista ao blog, Andral analisa as candidaturas de Fernando Gabeira, ao governo do Estado; e de Marina Silva, à presidência da República; e fala da necessidade de renovação do quadro político de Campos.

Blog – Está confirmada sua candidatura para deputado estadual?
Andral – Hoje sou um pré-candidato, aguardando a convenção que decidirá quais serão os candidatos a deputado estadual e federal do Partido Verde, e que está prevista para acontecer no próximo dia 12, no Rio. Estou confiante em ser um dos escolhidos e empolgado com a possibilidade de poder defender um modo diferente de fazer política.
Blog – O PV não vai coligar na proporcional. Isso ajuda ou atrapalha seus candidatos à Alerj e Câmara?
Andral – Ajuda. Nas eleições anteriores, o PV se coligou e acabou elegendo menos candidatos a deputado do que elegeria se tivesse corrido só. Hoje o time de pré-candidatos do PV à Assembléia Legislativa é formado por pessoas com uma boa imagem e reputação junto às suas comunidades, mas sem estrelas, o que é animador, pois vai permitir uma disputa saudável e equilibrada entre nós, com boas chances para todos.
Blog – Em visita recente a Campos e à Folha, o Roberto Rocco falou na possibilidade do PV de eleger entre cinco a seis deputados estaduais. Não é uma expectativa otimista demais? Por quê? Com que perspectiva você trabalha?
Andral – É um otimismo perfeitamente justificado pelo momento, que mostra um PV em franco crescimento no país e, sobretudo, no Rio, aprofundando cada vez mais seus laços sinceros com a sociedade. O Rocco, por sua larga experiência política e partidária, faz um relato muito lúcido do histórico eleitoral do PV desde a sua criação, em 1986, até os dias atuais. Qualquer um que se debruce sobre os dados apresentados percebe que a cada eleição o PV aumenta significativamente o número de candidatos eleitos, numa linha nitidamente ascendente que se confirmará nesta e nas futuras eleições.
Blog – O Rocco também disse que 30 mil votos assegurariam uma eleição tranquila para um candidato do PV à Alerj, muito embora tenha ressalvado chances de conquistar mandato até para quem consiga fazer 15 mil. Em sua opinião, quantos votos seriam necessários para você se eleger e quantos pretende fazer?
Andral – Eu prefiro não mirar em números, embora a previsão do Rocco nos mostre um objetivo possível de ser alcançado. Nossas projeções são animadoras e as propostas que levaremos ao eleitorado representarão uma alternativa concreta de mudança. Escolhido como candidato pela convenção vou trabalhar com muito entusiasmo para honrar aqueles que decidiram me apoiar.
Blog – Como está sua articulação para conseguir votos também fora de Campos? Como está estruturado o PV nos municípios do Norte e Noroeste Fluminense, além da Região dos Lagos?
Andral – Vários contatos e sondagens têm sido feitas e, pelas respostas que temos obtido, acredito que o apoio será significativo. Não há dúvida de que o PV, pela seletividade que imprime em suas escolhas de representantes locais, tem uma velocidade mais cautelosa na sua estruturação, mas é bom que seja assim para manter afastados os que queiram se utilizar do partido para fins que não sejam nobres. No geral podemos dizer que a estruturação nas regiões mencionadas é boa e em franco crescimento, além do que a candidatura também ajudará a acelerar esse processo.
Blog – Quem você apoiará para deputado federal?
Andral – A executiva local tem recebido inúmeras abordagens de pré-candidatos a deputado federal buscando a chamada dobradinha conosco. Esse interesse é um bom sinal, mas é prematuro tomar uma decisão neste instante. Embora a concorrência por uma vaga para deputado estadual seja maior, o numero de pré-candidatos a deputado federal já supera com larga margem o número de vagas existentes. Por isso, é mais prudente esperarmos a convenção e a confirmação dos candidatos para então tomarmos uma decisão.
Blog – Fala-se que o PSDB em Campos poderá apoiar sua candidatura, numa espécie de aliança “branca”. Isso é verdade?
Andral – O PSDB é aliado do PV para fazer do Gabeira o próximo governador do Estado do Rio de Janeiro. Embora não exista coligação para a proporcional, existe afinidade entre nós, e eu próprio saí do PSDB para ingressar no PV, deixando amigos lá. É verdade que tenho recebido mensagens de incentivo de lideranças destacadas do PSDB, o que me honra muito, mas não é menos verdade que não existe a tal aliança branca e esse assunto jamais foi conversado com o presidente local do PSDB (Robson Colla), com quem, aliás, não converso há mais de um ano.
Blog – E para o Senado? Com a coligação na majoritária, a tendência é mesmo apoiar César Maia do DEM e Marcelo Cerqueira do PPS? A vereadora carioca Aspásia Camargo ficará mesmo sem espaço no PV para se lançar à senadora?
Andral – A última notícia que recebi sobre o assunto dizia que estava definido que a vereadora Aspásia Camargo não concorreria ao Senado, representando o PV. Pela proximidade da convenção não creio que isso se altere. Trata-se de uma pessoa muito preparada para o cargo, mas as costuras feitas para formar a aliança, que tem Gabeira na ponta de um projeto político, acabaram por inviabilizar a candidatura dela, o que é uma pena.
Blog – Falando da maneira mais pragmática possível, quais são as chances reais de Fernando Gabeira para governador e Marina Silva para presidenta? Sobretudo em relação à última, o que está faltando para que ela explore melhor a considerável fatia do eleitorado que sempre busca uma terceira via?
Andral – Como a campanha ainda não começou, tenho muita confiança num desempenho excepcional de ambos. Gabeira, para não me estender na resposta, por pouco não se elegeu prefeito do Rio, e isso fazendo uma campanha não-convencional, fugindo de materiais como panfletos e placas, e tendo que enfrentar manobras desleais contra sua candidatura. Gabeira, que começou as eleições em 6º lugar, com apenas 4% das intenções de voto, foi ao segundo turno e por pouco não é o prefeito do Rio. Acho que essa performance o credencia como forte candidato na disputa ao governo do Estado. Marina, por sua vez, vai ser a candidata da esperança, dos sonhos de muitos brasileiros, e já aparece entre 10% e 12% das intenções de voto, o que é muito significativo. É uma mulher espetacular, que conhece como poucos o Brasil e é respeitada no mundo todo, tendo sido considerada pelo jornal britânico The Guardian como uma das 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta, sendo a única latino-americana na lista. Vai ser uma honra pedir votos para ela.
Blog – A inelegibilidade de Garotinho ajuda ou atrapalha Gabeira? Advogado com considerável experiência em legislação eleitoral, você acha que a condenação do ex-governador se confirmará ou será revista?
Andral – Matematicamente, a possibilidade da saída de um candidato do potencial eleitoral do ex-governador, ajuda a candidatura do governador Sérgio Cabral. Mas isso não nos abate, ao contrário, nos estimula, pois é concreta a performance espetacular do Gabeira na eleição para prefeito do Rio. Sobre a reversão da condenação imposta à prefeita e ao ex-governador, não há dúvida de que os fatos que ensejaram a decisão do TRE são graves, de modo que a manutenção da decisão tem efetiva possibilidade de acontecer, embora em se tratando de decisão judicial o prudente seja esperar o apito final.
Blog – Publicado na Folha impressa no último domingo, dia 30, e repercutido pelo blog no dia seguinte, o artigo de Aluysio Barbosa, intitulado “É hora de mudar”, causou bastante impacto. Nele o velho jornalista identifica a necessidade de novos rumos aberta pela condenação de Garotinho, Rosinha, Arnaldo e Mocaiber, no último dia 27. Concorda com essa análise? Em caso afirmativo, o que o PV e outros partidos como PT, PSDB, PC do B, PPS e PCB, entre outros, têm feito para aproveitar essa chance? Por que vocês não mantêm reuniões periódicas para montar uma agenda conjunta?
Andral – Considero o artigo uma análise lúcida de como se encontra o município do ponto de vista do nó-cego político que vivemos aqui. É hora de mudar, assino embaixo. E é por esse motivo que minha candidatura está colocada, com o compromisso de trabalhar por essa mudança. Sobre a convergência entre os partidos mencionados por você, não tenho dúvidas de que já existe entre nós a afinidade da mudança, a qual aflorará depois das eleições de 2010, visando 2012, ou até mesmo antes, caso a Justiça Eleitoral confirme novas eleições em Campos.