Tricampeão Caju alerta à manipulação de resultados para garantir o Hexa

Paulo Cezar Caju, tricampeão pelo Brasil em 1970
Paulo Cezar Caju, tricampeão pelo Brasil em 1970

 

Fora isso, acho bom a arbitragem abrir o olho, ainda mais após essa notícia sobre uma possível manipulação de resultados investigada pela Interpol (leia aqui). México e Croácia já foram prejudicados, qual será o próximo?

 

Fonte: Blog do Paulo Cezar Caju

 

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Antes de ser xingada no Itaquerão, Dilma comparou a Copa com desastre aéreo?

Jornalista Artur Xexéo
Jornalista Artur Xexéo

 

O discurso

Em mais um de seus momentos de grande oratória, a presidente Dilma disse que não terá “contemplação” com os baderneiros nas manifestações de rua. No mesmo discurso, ensinou que nós “temos que torcer por eles, igual a gente faz no avião”. “Eles” são os jogadores da seleção. O avião… bem, Dilma diz que tem medo de avião e que torce para que ele não caia. Vem cá, que imagem é essa? Dilma está comparando a Copa do Mundo com um desastre de avião? Isso antes mesmo de ouvir os xingamentos no Itaquerão?

 

Fonte: Blog do Xéxeo

 

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Com novo visual louro, Neymar poderia ser confundido com a tal “elite branca”???

No mesmo treino dos titulares, hoje, na Granja Comary, que trouxe como surpresa negativa o incômodo sentido por Hulk na coxa esquerda, transformando-o em dúvida para o jogo contra o México (confira aqui), a outra novidade do dia da Seleção Brasileira foi bem mai leve: os novos cabelos de Neymar e Daniel Alves. Companheiros no Barcelona e na Seleção Brasileira, o atacante descoloriu os cabelos, deixando-os louros, enquanto o lateral-direito optou pelo tom grisalho.

Diante do novo visual, como perguntar (ainda) não ofende, fica a dúvida: será que algum desavisado defensor do governo Dilma que não reconhecesse Neymar em sua nova versão alourada, poderia confundi-lo como um infame integrante da tal  “elite branca”???…

Risos à parte, da cretinice do esteriótipo, jamais da irreverência do craque, tire você suas conclusões:

 

Não se sabe se Neymar conseguiu ver Marta Suplicy na área vip do Itaquerão, na última quinta, mas os cabelos... (foto  de Gaspar Nóbrega - VIPCOMM)
Não se sabe se Neymar conseguiu ver Marta Suplicy na área vip do Itaquerão, na última quinta, mas os cabelos… (foto de Gaspar Nóbrega – VIPCOMM)

 

Daniel Alves e seu novo tom grisalho (foto de Gaspar Nóbrega - VIPCOMM)
Daniel Alves e seu novo tom grisalho (foto de Gaspar Nóbrega – VIPCOMM)

 

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Outro mico da Copa — França e Honduras sem hinos em jogo com auxílio eletrônico

Mesmo perfilada, seleção da França ficou sem hino (foto: EFE)
Mesmo perfilada, seleção da França ficou sem hino (foto: EFE)

 

Tão sangrento em sua letra, quanto belo, a Marselhesa, hino nacional da França, é um dos mais conhecidos e admirados no mundo. Já quanto o hino de Honduras, admito não sem algum constrangimento, nunca ouvi falar. O fato é que nenhum dos dois pôde ser executado hoje, antes do confronto entre as seleções nacionais dos dois países, válida pelo Grupo E da Copa do Mundo, na nova Arena do Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O motivo? Por enquanto, ninguém sabe!

Revoltados com mais esse mico ridiculamente desnecessário por parte da organização do país da Copa, os franceses presentes ao estádio, que neste exato momento vêem seu time voltar para o segundo tempo com o placar de 1 a 0, um pouco antes haviam entoado das arquibancadas, no gogó, o hino criado por Claude Joseph Rouget de Lisle, em 1792, para simbolizar a Revolução Francesa.

Para provar como seria ridiculamente fácil resolver a situação, contando apenas com um laptop conectado por modem, que poderia ser linkado em segundos a qualquer sistema de som, o blog disponibiliza abaixo os dois hinos. Serve para que se ouça mais uma vez a revolucionária Marselhesa, assim como para finalmente se conhecer a música da pátria hondurenha. Confira:

 

 


Atualização às 17h52: O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci acabou de soprar o apito final do França 3 x 0 Honduras. Mais do que pela arbitragem correta, ele entrará para a história como o primeiro juiz a ter a decisão contraposta pelo tira teima eletrônico da Fifa, exposto num telão para todo o estádio. No caso, felizmente, o brasileiro acertou a difícil decisão, numa bola que o atacante francês Karin Benzema cabeceou numa trave e foi de encontro à outra, quando o goleiro hondurenho Valladares tirou a bola que já tinha cruzado por poucos centímetros a linha do gol. Irônico que justamente no primeiro jogo com a interferência do tão desejado auxílio do recurso eletrônico, tenha se iniciado com uma falha tão rudimentar e desrespeitosa quanto a ausência dos hinos das duas seleções visitantes. Autor dos três gols da partida, Benzema, que não tem nada a ver com isso, é agora o artilheiro da Copa.

 

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Hulk sente coxa esquerda, sai do treino e é dúvida contra o México

Hulk falou sobre sua condição física em coletiva na Granja Comar (foto de Leandro Canônico)
Hulk falou sobre sua condição física em coletiva na Granja Comar (foto de Leandro Canônico)

 

O atacante Hulk deixou o treino deste domingo, em Teresópolis, mais cedo por conta de um incômodo na parte posterior da coxa esquerda. Na coletiva de imprensa, apesar de afirmar que “dá para jogar”, ele preferiu não cravar sua escalação na partida de terça-feira, contra o México, no Castelão:

Após sentir a parte posterior da coxa esquerda, Hulk abandonou o coletivo e foi para o banco, sem esconder a preocuação (foto: Mowa Press)
Após sentir a parte posterior da coxa esquerda, Hulk abandonou o coletivo e foi para o banco, sem esconder a preocuação (foto: Mowa Press)

— Dá pra jogar, em Copa do Mundo temos que enfrentar tudo, e espero que não seja nada demais. Tive duas finalizações e senti um incômodo. Saí por precaução e espero não ter problema. Quem vai decidir é o Felipão. Quero jogar todos os jogos. Vou tratar para poder chegar na terça e poder entrar em campo para ajudar a Seleção — afirmou o jogador.

Hulk revelou que sentiu o incômodo em dois momentos: quando levantou a perna e no momento em que marcou um dos gols do coletivo deste domingo (clique e assista). Apesar de estar na delegação que vai embarcar para Fortaleza, o jogador afirmou que ainda terá uma conversa com o treinador da Seleção.

— Vamos conversar e ver o que será melhor para a Seleção. Sou um jogador que procurar ajudar ao máximo. Pedi a Deus para não ter contusão. Claro que preocupa, mas estamos nas mãos de ótimos profissionais.

Questionado sobre os momentos que viveu na Seleção, principalmente quando foi questionado durante a Copa das Confederações, Hulk não pensou duas vezes.

— Isso é fruto de trabalho. Não caí de paraquedas. Trabalhei muito para chegar aqui. Fui aposta do Dunga, do Mano e depois do Felipão. Não foi fácil. Cheguei questionado e hoje tenho a confiança de todos. Ocupei o meu espaço, fiz o meu trabalho e fui feliz.

Confira os principais trechos da coletiva:

Brasil no Nordeste

—  Quando o Brasil joga no Nordeste é sempre festa. Tudo começou no Nordeste, na Copa das Confederações, quando o hino foi cantado por todo mundo. Queria parabenizar o torcedor de São Paulo, que nos ajudou muito na estreia. Isso também vai acontecer no Nordeste.

Característica do povo nordestino

— Não levo por esse lado (de o povo do Nordeste ser engraçado). Não fazemos graça para ninguém. O Brasil nem sempre joga por lá. Além disso, os jogadores que atuam no Brasil e fazem parte da Seleção jogam no Rio, em São Paulo ou no Sul. Quem jogar no Nordeste, muitos são ídolos por lá. Nordestino torce com o coração. Mesmo assim, eles são apaixonados por esses jogadores.

Limite para entrar em campo 

— Quando vê que não dá mesmo. Tratando de Copa do Mundo tem que enfrentar qualquer problema. Não pode fazer loucuras. Estou me sentindo bem, com a cabeça focada no jogo.

México

— O México é uma grande seleção. Vimos o último jogo deles. Estamos nos preparando para poder enfrentá-los. Não podemos falar como pra não entregar o jogo. Chama atenção o coletivo do México. Tem o Giovanni dos Santos, que sempre admirei.

Preconceito 

— Infelizmente o nordestino ainda sofre um pouco de preconceito. É duro, mas é verdade. No caso do Rivaldo, eu que sempre fui admirador dele, deveriam ter mais respeito. Para mim foi um dos melhores da Copa e não teve seu papel reconhecido.

Reconhecimento

— Acho que a situação é de ter saído muito cedo. Passaram a conhecer meu trabalho através da Seleção. Fui um pouco questionado por não ter sido reconhecido antes. E pude dar a volta por cima. Serve de inspiração.

Neymar

— Somos conscientes de que hoje a estrela da Seleção é o Neymar. Para nós é um dos melhores do mundo. Vem mostrando isso. A gente sabe, o forte da Seleção é o coletivo. Depois sobressai a individualidade de cada um.

Olimpíadas de 2012

— A final foi frustrante. Estava lá. Foi muito triste (NR: o Brasil perdeu por 2 a 1 para os mexicanos, em Wembley).

Final no Maracanã

— Com certeza está guardada, e se Deus quiser vou chegar ao Maracanã e mostrar. Eram sete degraus, subimos um e agora temos mais seis.

Cabelos de Neymar e Daniel Alves 

— Eu particularmente gostei. Ficou bacana, ficou legal. Acho que foi por vontade própria mesmo. Mas eu achei legal.

Goleada da Holanda sobre a Espanha

— Fica mais como aprendizado de que no futebol não tem jogo fácil, jogo já ganho. Ninguém imaginava que a Holanda faria cinco na Espanha. Tem que entrar concentrado. Levamos isso como exemplo.

Hulk na coletiva de agora há pouco ((foto de Heuler Andrey - Mowa Press)
Hulk na coletiva de agora há pouco ((foto de Heuler Andrey – Mowa Press)

 

*Participam da cobertura Alexandre Lozetti, Chris Mussi, Leandro Canônico, Márcio Iannacca, Martín Fernandez, Richard Souza e Thiago Correia 

 

Fonte: Globo.com

 

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Vinicius de Moraes — A um passe de Didi, Garrincha avança

Vinte e oito gols em 9 jogos, numa espetacular média de mais de três por partida. Dois clássicos em jogos de antologia (Holanda 5 x 1 Espanha e Itália 2 x Inglaterra). Atuações individuais de gala do brasileiro Oscar, do holandês Arjen Robben, do maestro italiano Andrea Pirlo e até da grata surpresa costarriquenha Joel Campbell. E o alemão Bastian Schweinsteiger, o português Cristiano Ronaldo e, sobretudo, a Argentina de Lionel Messi em pleno Maracanã, ainda nem entraram em campo ainda.

Seja por seu batismo na emoção do canto à capela do hino brasileiro, ou na catarse da vaia e do xingamento à presidente Dilma, neste céu e inferno na Terra que nos faz tão humanos quanto qualquer outro entre as 32 nações aqui reunidas, ninguém pode dizer que essa Copa não tenha começado muito bem, obrigado! E na torcida para que esse encantamento não se quebre, pelo menos dentro das quatro linhas, que as bençãos do Poetinha Vinicius de Moraes caiam sobre este domingo de mais futebol, no soneto por ele dedicado ao encantador de pernas tortas do rude esporte bretão:

 

Vinicius de Moraes

 

O anjo das pernas tortas

(Vinicius de Moraes)

A um passe de Didi, Garrincha avança
Colado o couro aos pés, o olhar atento
Dribla um, dribla dois, depois descansa
Como a medir o lance do momento.

Vem-lhe o pressentimento; ele se lança
Mais rápido que o próprio pensamento,
Dribla mais um, mais dois; a bola trança
Feliz, entre seus pés — um pé de vento!

Num só transporte, a multidão contrita
Em ato de morte se levanta e grita
Seu uníssono canto de esperança.

Garrincha, o anjo, escuta e atende: Gooooool!
É pura imagem: um G que chuta um O
Dentro da meta, um L. É pura dança!

Rio de Janeiro, 1962

 

Didi e Garrincha
Sempre pela direita, os maiores meia e ponta da história do futebol mundial, da seleção brasileira e do Botafogo, o campista Didi e Mané Garrincha foram fundamentais na conquista de duas Copas do Mundo, em 1958 e 62

 

 

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Suíços picham sede da Fifa em apoio aos protestos no Brasil

Manifestantes suícos picharam a sede da Fifa em apoio aos protestos dos brasileiros contra a Copa (foto: 20 Minuten)
Manifestantes suícos picharam a sede da Fifa em apoio aos protestos dos brasileiros contra a Copa (foto: 20 Minuten)

 

A sede da Fifa, em Zurique, foi pichada em protesto contra Copa do Mundo. Cerca de 150 pessoas se reuniram na tarde desse sábado (14/06) em apoio às manifestações do Brasil contra o evento, e atacaram o local. O grupo usou tinta vermelha para pintar a entrada da sede, de acordo com policiais locais, os autores do ato não foram alcançados.

A manifestação foi pacífica, apesar de ter causado danos à sede da Fifa. De acordo com as autoridades policiais, os manifestantes levavam bandeiras de organizações de juventude de esquerda, e cartazes com os dizeres “Nós amamos o futebol — nós odiamos a FIFA”. Fotos do ato foram divulgadas no jornal sueco 20 Minuten. O periódico também destacou que os manifestantes agiram em apoio aos protestos brasileiros que ocorrem no Brasil desde o ano passado, durante a Copa das Confederações.

 

Fonte: Correio Braziliense

 

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Antes tarde do que nunca, as saliências holandesas com os campeões espanhóis

Como ainda não escrevi nada sobre o surpreendente e acachapante Holanda 5 x 1 Espanha da última sexta (13/06), numa histórica desforra da final da Copa de 2010, construída sobretudo a partir das atuações de antologia dos atacantes Robben e Van Persie, sem contar o menino Blind na lateral-esquerda, fiquemos nesta bem humorada manhã dominical com uma imagem capaz de falar mais do que mil palavras atrasadas. Certo que o Leão da Casa de Orange, como diria o jornalista Ancelmo Gois, fez saliências em campo com o touro miúra da Casa dos Bourbon. Mas bem que poderia ter tido só um pouquinho mais de respeito com os atuais campeões do mundo…

 

espanha e holanda

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País da Copa — Dilma é xingada no Mineirão e cai em pesquisa; Lula ataca e prevê violência

Depois do Itaquerão, em São Paulo, na abertura da Copa  de quinta, ontem foi a vez da torcida brasileira do Mineirão, mesmo sem a presença da presidente, entoar o coro: “Ei, Dilma, vai tomar no c(...)!”
Depois do Itaquerão, em São Paulo, na abertura da Copa de quinta, ontem foi a vez da torcida brasileira do Mineirão, mesmo sem a presença da presidente, entoar o coro: “Ei, Dilma, vai tomar no c(…)!”

 

Após ter dividido opiniões e mergulhado o país em polêmica, desde o Brasil 3 a 1 Croácia que abriu a Copa do Mundo na última quinta (12/06), no Itaquerão, o  coro “Ei, Dilma, vai tomar no c(…)!” da torcida brasileira não está mais restrito a São Paulo (relembre aqui), nem à necessidade da presença física da presidente da República. Ontem, o coro foi novamente entoado pela torcida brasileira presente ao jogo Colômbia 3 x 1 Grécia, válido pela primeira rodada do Grupo C, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), reduto eleitoral do senador Aécio Neves (PSDB), principal concorrente da oposição  à corrida presidencial. Embora seja mineira nascida e criada na capital, em família de classe média alta, Dilma Rousseff fez carreira política no Rio Grande do Sul.

Distante da sua cidade natal, Dilma ontem estava em Recife, reduto de outro adversário em sua disputa à reeleição, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O compromisso da presidente não foi assistir ao outro jogo da rodada no Grupo C, Costa do Marfim 2 x 1 Japão, realizado na Arena Pernambuco, mas participar de encontro com o ex-presidente Lula (PT). Na tentativa de defender sua afilhada política dos ataques sofridos na Copa do Mundo que ambos tanto trabalharam para trazer ao Brasil, Lula deu ainda mais ênfase ao discurso do medo, do qual o PT foi vítima no passado, mas passou a adotar para tentar conter a tendência de queda de Dilma, que votou a cair em nova pesquisa Sensus também divulgada ontem: de  34% (em abril) para 32,2%, enquanto Aécio subiu de 19,9% para 21,5% nas intenções de voto (conheça aqui a íntegra da consulta).

Acuado por ver sua candidata a presidente em queda e xingada publicamente pela população, sendo alvo dos protestos contra a Copa, graves denúncias de corrupção na Petrobras e ostentando um péssimo desempenho na condução da economia do país (confira aqui), enquanto dentro do próprio PT ainda há quem queira que ele mesmo assuma mais uma vez o risco pessoal e político da candidatura, o ex-presidente abandonou o estilo “Lulinha Paz e Amor” que levou o PT ao poder, para disparar sua metralhadora giratória contra as “elites” e a imprensa, chegando a prever violência na campanha:

— Nós estamos com um problema sério neste país, Dilminha. Esta campanha está correndo o risco de ser uma campanha violenta, em que a elite brasileira está conseguindo fazer o que nós nunca conseguimos, que é despertar o ódio entre as classes. Está conseguindo fazer com que o ódio tome conta da campanha neste ano, e não medirá esforços para a quantidade de mentiras e preconceitos que vão contar contra a senhora.  “[Os xingamentos são] uma falta de respeito, uma cretinice fomentada por uma parte da imprensa brasileira que, agora, está falando que não é para fazer assim, que não era para ter palavrão.

  

Em Recife, para fazer política na terra de Eduardo Campos, em dia de jogo de Copa, Lula atacou para tentar defender Dilma e previu violência na campanha presidencial (foto de Vitor Tavares - G1)
Em Recife, para fazer política na terra de Eduardo Campos, em dia de jogo de Copa, Lula atacou para tentar defender Dilma e previu violência na campanha presidencial (foto de Vitor Tavares – G1)

 

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Vaia no Itaquerão foi eco do “nós contra eles”

tiro pela culatra

 

 

Merval Pereira1O sentido das coisas

Por Merval Pereira

 

Não havia apenas membros das elites brasileiras no estádio, não foram apenas as alas VIPs que xingaram a presidente, e não é nada desprezível o significado político do que aconteceu naquela tarde em São Paulo. A presidente Dilma tem um problema sério pela frente, pois é evidente a má vontade dos paulistas com seu governo e com o PT, provavelmente turbinado pela gestão medíocre do prefeito Fernando Haddad na capital paulista.

As pesquisas estão aí para mostrar que ela perde em São Paulo num hipotético segundo turno, tanto para Aécio Neves quanto para Eduardo Campos. Os xingamentos à presidente tem um lado lamentável relacionado muito mais à nossa civilidade como sociedade do que com o respeito que se deve ter a um presidente da República.

Os xingamentos tornaram-se a maneira corriqueira de expressar desagrados nos campos de futebol do país inteiro, e está longe o dia em que chamar o juiz de ladrão, ou mesmo xingar sua mãe, eram maneiras de protestar. Hoje, qualquer criança, de qualquer nível social ou econômico, tem no xingamento mais vulgar a maneira corriqueira de expressar seu descontentamento nos campos de futebol.

A banalização dos xingamentos, uma violência verbal, juntamente com a violência física, são pragas do nosso futebol que precisam ser extirpadas, e a presidente Dilma foi vítima desse hábito nada educado e rigorosamente condenável. Mas os excessos da multidão, formada por pessoas de todos os níveis sociais, não eximem a presidente de ser merecedora do repúdio expresso pelas vaias e pelos xingamentos.

Claro que o melhor seria se esses excessos verbais não tivessem existido, e que as vaias, como na abertura da Copa das Confederações do ano passado, fossem o instrumento para exprimir o sentimento que domina parcela cada vez maior da população.

Dias antes, a presidente Dilma havia se aproveitado de seu cargo para, em cadeia nacional de rádio e televisão, num abuso de poder, defender-se das críticas a seu governo, sem que houvesse possibilidade de contestação. A conta chegou no jogo de estreia do Brasil, quando a multidão presente ao estádio soube distinguir perfeitamente o que é nacionalismo real daquele patriotismo forçado pelos políticos que fez o escritor e pensador inglês do século XVIII Samuel Johnson dizer que “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”.

A presidente Dilma havia mandado que sua imagem não aparecesse no telão do estádio, para não ficar exposta à ira dos torcedores. Mas, num gesto demagógico, colocaram-na no telão ao comemorar o gol de empate do Brasil, ao lado do vice Michel Temer. Foram impiedosamente vaiados.

O torcedor presente ao Itaquerão aplaudiu a bandeira do Brasil sempre que ela surgiu em campo, fosse na cerimônia de abertura ou na entrada dos times, cantou o Hino Nacional à capela num emocionante e espontâneo rasgo de patriotismo, e entoou cânticos populares exaltando o fato de ser brasileiro.

Com relação à presidente da República, auto-emudecida pela previsão de que receberia uma imensa vaia caso sua presença fosse anunciada, o estádio inteiro demonstrou sua insatisfação com ela de maneira grosseira, porém sincera.

A grosseria é um problema nosso, de uma sociedade que precisa encontrar novamente o caminho da civilidade e da convivência pacífica entre os contrários.

Essa exacerbação dos sentidos não ajuda a democracia, mas é preciso salientar que esse clima de guerra permanente foi instalado pelo PT, que não sabe fazer política sem radicalização e que precisa de um inimigo para combater. A prática do “nós contra eles” acaba levando a radicalizações como a de quinta-feira.

A vaia é um problema da presidente Dilma e do PT.

 

Publicado hoje na edição impressa de O Globo.

 

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Primeira zebra da Copa: Costa Rica derrota Uruguai e lidera Grupo da Morte

zebraNa primeira grande zebra da Copa, a Costa Rica venceu agora há pouco o Uruguai, numa surpreendente virada de 3 a 1, no Castelão de Fortaleza. Quer surpresa maior? Até o apito final do clássico europeu Inglaterra x Itália, que começa daqui a pouco sob o calor úmido de Manaus, a Costa Rica, quem diria, ocupa a  liderança do Grupo D, também chamado de “Grupo da Morte”, com três ex-campeões mundias entre os quatro que disputam duas vagas às oitavas de final.

Se tivesse que apostar sobre o resultado do próximo jogo da Copa, empilharia minhas fichas na juventude da seleção inglesa, equilibrada pelos veteranos Gerrard e Wayne Rooney. Mas a categoria do maestro italiano Pirlo, mesmo aos 35 anos, nunca pode ser subestimada. Quanto ao seu voluntarioso companheiro de time Mario Balotelli? Bem, só vendo…

 

Atualização às 20h58: Apesar da boa apresentação da garotada inglesa, sobretudo Sterling (19 anos), Welbeck (23 anos) e Sturridge (24 anos), que marcou o gol da sua seleção,  a vitória por 2 a 1 foi da Itália. Balotelli não recebeu muitas bolas, mas o suficiente para quase marcar um golaço numa delas, em arremate por cobertura e quase sem ângulo, no final do primeiro tempo. Mas na segunda etapa, o atacante usaria a cabeça para achar o caminno das redes e dar números finais à partida.

Todavia, foi no lance do gol italiano que abriu o placar, num preciso chute fora da área de Marchisio, que se desvelou a jogada mais cerebral da partida. Como só podem fazer os gênios da bola, Pirlo não precisou tocar nela, deixando-a passar calmamente por entre as pernas, no corta luz que enganou toda a defesa inglesa e abriu o espaço para Marchisio enfiar o pé. No finalzinho do jogo, no estilo que ele disse ter “herdado” do nosso Juninho Pernambucano, mas levou a um patamar superior, Pirlo ainda cobrou uma falta, num chute cheio de efeito que explodiu no travessão inglês.

Aos 35 anos, em sua quarta Copa do Mundo, o craque italiano já declarou que está disputando no Brasil a sua última. Embora ainda não se saiba como esta vai terminar, já se pode prever como será a próxima: mais pobre, sem a elegância de Pirlo.

 

Em 11 de junho, véspera da abertura da Copa, Pirlo recebeu na concentração italiana, em Mangaratiba (RJ), o jogador que sem seu livro disse ter lhe inspirado na cobrança de faltas: Juninho Pernambucano
Em 11 de junho, véspera da abertura da Copa, Pirlo recebeu na concentração italiana, em Mangaratiba (RJ), o jogador que sem seu livro disse ter lhe inspirado na cobrança de faltas: Juninho Pernambucano

 

 

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