Desaparecimento de Neivaldo ainda sem inquérito na 145ª DP

Desaparecido desde 21 de junho, até hoje não foi aberto inquérito na 145ª DP de São João da Barra para apurar o sumiço de Neivaldo (reprodução de facebook)
Desaparecido desde 21 de junho, ainda não foi aberto inquérito na 145ª DP de São João da Barra para apurar o sumiço de Neivaldo (reprodução de facebook)

 

 

O inquérito policial para apurar o desaparecimento do comerciante Neivaldo Paes Soares, o “Bambu”, de 54 anos, desaparecido há mais de um mês, não foi aberto até hoje na 145ª Delegacia de Polícia (DP) de São João da Barra (SJB). Neivaldo foi visto pela última vez no início da noite de 21 de junho, quando iniciava sozinho e sem colete salva-vidas, em sua canoa a motor, a travessia da foz do rio Paraíba do Sul, entre Atafona e a ilha do Peçanha, onde ele residia.

Ontem (22/07), o irmão de Neivaldo, Élvio Paes Soares, o “Estranho”, esteve em SJB e prestou novo depoimento na 145ª DP, quando constatou que o inquérito não foi aberto e que pessoas fundamentais para tentar elucidar o caso também não foram ouvidas. Entre elas um homem suspeito e já identificado, que estava rodando a ilha antes do desaparecimento, e o pescador que achou a canoa de Neivaldo na manhã do sia 22 de junho, rodando sozinha na foz do Paraíba. Dentro dela, estavam uma churrasqueira, carne já assada de churrasco, uma garrafa e latas e cerveja vazias, cigarros de palha fumados pela metade, um saco plástico com mantimentos (farinha, açúcar e café), o celular de Neivaldo e sua camisa social preta, de mangas compridas, dobrada, com R$ 9,00 em notas dentro do bolso. Segundo testemunhas que o viram iniciar a travessia da foz, na noite de 21 de junho, ele saiu de Atafona vestindo a mesma camisa.

Além da 145ª DP, na qual o delegado titular Marcos Peralta está de férias e quem responde provisoriamente é o delegado Rodrigo Maia, titular da 141ª DP de São Fidélis, Élvio também esteve na Capitania dos Portos de SJB, onde já foi aberto inquérito para apurar o desaparecimento do seu irmão. Marcada inicialmente para hoje, foi adiada para a semana que vem a perícia da Marinha do Brasil sobre a canoa de Neivaldo, que está ancorada no cais do restaurante do Ricardinho, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Penha, em Atafona, onde seu proprietário foi visto pela última vez.

No próximo sábado, dia 25, a partir das 17h, no Pontal de Atafona, onde o desaparecido morou e teve um bar por muitos anos, antes do avanço do mar destruir o local em julho de 2012, amigos e parentes estão organizando aqui uma homenagem para Neivaldo, para não deixar que sua memória e seu caso caiam no esquecimento.

 

Atualização às 19h23: Não foi aberto inquérito na 145ª DP para investigar o desaparecimento de Neilvaldo porque não havia ou há, até o presente momento, indícios de autoria e materialidade que indiquem a hipótese de homicídio, uma de outras possíveis no caso, como a de acidente e afogamento. Diante da ausência de elementos conclusivos, a opção foi pela Verificação Preliminar de Investigação (VPI), porque ela conta com 90 dias para aprofundar as investigações, antes do inquérito. Se este fosse aberto de imediato, o prazo seria reduzido a apenas 30 dias, antes que fosse concluído e enviado ao Ministério Público. As informações prestadas hoje na 145ª DP por Élvio, irmão de Neivaldo, irão gerar a tomada de novos depoimentos. Foi o que garantiu no início da noite o delegado titular de SJB, Marcos Peralta. Mesmo de férias, ele atendeu ao blog com solicitude, numa ponte feita pelo deputado estadual Bruno Dauaire (PR). O delegado pediu que procurem a 145ª DP todos os que puderem dar informações sobre o caso. Uma pessoa será designada para atender a todos que puderem ajudar as investigações.

 

Saiba mais sobre o caso aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e amanhã (24/07) na edição impressa da Folha.

 

fb-share-icon0
20
Pin Share20

Este post tem 2 comentários

  1. Carlos Heitor

    Pelo visto teria pelo menos mais uma pessoa para ser ouvida… a pessoa ou pessoas que viram um estranho rondando a ilha….!!!! Caso ele, BAMBU, viesse a se afogar, dificilmente, o corpo deixaria de aparecer depois de alguns dias boiando, ou nas margens do rio ou na ilha!!!! Falta de respeito das autoridades policiais e da marinha.

  2. Alexsandro

    Também convenhamos né ?

    A policia daqui da cidade e bem fraquinha… (Trecho excluído pela moderação)

    Talvez agora com a pressão da imprensa funcione também…. Vamos esperar !

    Alô PEZÃO ! Ta na hora de mudar toda policia da cidade, essa ai não nos representa …. E não atende os desejos da população !

Deixe um comentário