Com Rafael no Rio, Pezão confirma compromisso com eleição de Campos

Rafael, Pezão e Comte, agora há pouco, no Palácio Guanabara (divulgação)
Rafael, Pezão e Comte, agora há pouco, no Palácio Guanabara (divulgação)

 

Acabou agora há pouco, no Palácio Guanabara, uma reunião do vereador de Campos Rafael Diniz (PPS) e do deputado estadual Comte Bittencout (PPS) com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Na pauta do encontro, a eleição municipal de Campos em 2016, com a qual o governador renovou seu compromisso e sob quais termos.

 

Confira a íntegra da cobertura amanhã, na edição impressa da Folha.

 

Poemas do domingo — Os meninos mortos de Rimbaud, Pessoa e Sergio Leone

Arthur Rimbaud por Pablo Picasso
Arthur Rimbaud por Pablo Picasso

Coincidência? Assinado por ele mesmo, não um dos seus famosos heterônimos, o português Fernando Pessoa (1888/1935) disse que “O menino da sua mãe”, poema publicado pela primeira vez em 1926, na revista Contemporânea, se baseou numa litografia que ele vira numa pensão onde teria ido jantar com um amigo.

Conheci Pessoa quando tinha uns 16 anos e começava a arriscar versos, numa indicação do saudoso advogado e político campista Manoel Luís Martins (1943/95). Por sorte, eu tinha em casa um exemplar da Obra Poética do grande modernista lusitano, em edição caprichada da editora Nova Aguilar, com capa de couro roxa e páginas em papel de seda, que meu pai herdara do seu único tio paterno, Marcial Barbosa (1909/85), o “Tenente”, e não tive o menor constrangimento paisano em roubar. Numa dessas coincidências que parece não sê-las, a edição era (como continua sendo) de 1972, ano no qual nasci.

Ainda assim, a expropriação da prateleira paterna, para atender à indicação paternal de um amigo mais velho, foi certamente menos incomum do que a entrada do francês Arthur Rimbaud (1854/91) em minha vida. Numa daquelas mudanças de quando temos 20 e poucos anos e saímos da casa dos nossos pais, uma edição bilíngue da Poesia Completa de Rimbaud, editada em 1994 pela Topbooks, em tradução referencial do brasileiro Ivo Barroso, simplesmente surgiu entre as minhas coisas. Nunca havia visto o livro antes de tirá-lo de uma caixa de mudança. E de lá para cá ninguém reclamou sua posse. Tampouco questionei essa origem meio mística, até porque bastou ler e constatar que nenhuma outra seria mais apropriada para qualquer jovem, sobretudo se poeta, cruzar seus caminhos aos de Rimbaud.

Pois logo assim que li seu “O adormecido do vale” (“Le dormeur de val”), me impressionou como um soneto tão elaborado, capaz de falar sobre morte da maneira mais pungente, mesmo sem nunca escrever a palavra morte, pudesse ter sido concebido por alguém de apenas 16 anos. Era o que Rimbaud tinha de idade ao vagar como andarilho entre sua Charleville natal e Paris, em plena Guerra Franco-Prussiana (1870/71), quando em seus caminhos colheu de um “recanto verde onde um regato canta” os horrores filtrados pela sensibilidade dos seus versos.

Pessoa por Almada Negreiros
Fernando Pessoa por Almada Negreiros

“O adormecido do vale” foi composto pelo adolescente Rimbaud em 1870, mais de 55 anos antes que Pessoa, já na casa dos seus 38, desse vida (e morte) ao seu “O menino da sua mãe”. Sempre achei as coincidências entre um poema e outro tão ou mais espantosas do que aquelas que um dia me levaram aos seus dois autores. Mas sem nenhuma outra fonte que não minha impressão, sempre tive receio em atribuir as flagrantes semelhanças além da coincidência, até que, no trabalho de pesquisa para confeccionar esta postagem, me deparei com Amorim de Carvalho (1904/76), outro poeta português, cuja analogia em prosa soa inconteste:

“(…) afirmei que, contra o que F. Pessoa quis fazer crer, a fonte do poema ‘O menino da sua mãe’ em 6 quintilhas (estrofes de cinco versos), não está uma litografia entrevista na parede duma sala de pensão (…); a origem do poema de F. Pessoa está no soneto ‘Le dormeur du val’, de Rimbaud. Os contatos são por demais evidentes. Nas duas produções poéticas temos o soldado morto na guerra, abandonado a apodrecer no vale, ensanguentado, trespassado por duas balas, estendido no chão como um menino”.

Embora não se tenha notícia de que Pessoa, dado a mistificar as coisas sobre si, tenha em algum momento admitido o ponto de partida do seu poema em Rimbaud, ele se distinguiu do francês ao investir na humanização desse “menino”. Nos versos do português, o contexto dramático ganha profundidade nas relações desenvolvidas com a mãe e a criada velha, simbolizadas na cigarreira e no lenço presenteados por uma e outra, junto ao corpo “Tão jovem! que jovem era!/ (Agora que idade tem?)” que já não tem mais nenhum presente.

Abaixo, após deitar tanta prosa, os dois poemas. Entre eles, o vídeo de uma das sequências mais belas da história do cinema, dirigida pelo mestre italiano Sergio Leone (1929/89), poeta da sétima arte, no clássico “Três homens em conflito — O bom, o mau e o feio” (1966). Nele, os três personagens centrais disputam um tesouro escondido, enquanto os EUA disputam sua Guerra Civil (1861/65). Em meio à explosão de violência e à musica “La storia de un soldato” do maestro Ennio Morricone, um Clint Eastwood ainda trintão se depara com o mesmo “menino”, apenas um último trago de cigarro antes dos versos de Rimbaud e Pessoa. E sem nenhuma palavra, na fumaça lentamente saída da “boca aberta”, ecoa o grito calado pela mesma estupidez.

 

 

O adormecido do vale

 

Era um recanto onde um regato canta

Doidamente a enredar nas ervas seus pendões

De prata; e onde o sol, no monte que suplanta,

Brilha: um pequeno vale a espumejar clarões.

 

Jovem soldado, boca aberta, fronte ao vento,

E a refrescar a nuca entre os agriões azuis,

Dorme; estendido sobre as relvas, ao relento,

Branco em seu leito verde onde chovia luz.

 

Os pés nos juncos, dorme. E sorri no abandono

De uma criança que risse, enferma, no seu sono:

Tem frio, ó Natureza – aquece-o no teu leito.

 

Os perfumes não mais lhe fremem as narinas;

Dorme ao sol, suas mãos a repousar supinas

Sobre o corpo. E tem dois furos rubros no peito.

 

Outubro de 1870.

 

 

 

 

O menino da sua mãe

 

No plaino abandonado

Que a morna brisa aquece,

De balas trespassado —

Duas, de lado a lado —,

Jaz morto, e arrefece.

 

Raia-lhe a farda o sangue.

De braços estendidos,

Alvo, louro, exangue,

Fita com olhar langue

E cego os céus perdidos.

 

Tão jovem! Que jovem era!

(Agora que idade tem?)

Filho único, a mãe lhe dera

Um nome e o mantivera:

“O menino da sua mãe.”

 

Caiu-lhe da algibeira

A cigarreira breve.

Dera-lhe a mãe. Está inteira

E boa a cigarreira.

Ele é que já não serve.

 

De outra algibeira, alada

Ponta a roçar o solo,

A brancura embainhada

De um lenço… deu-lho a criada

Velha que o trouxe ao colo.

 

Lá longe, em casa, há a prece:

“Que volte cedo, e bem!”

(Malhas que o Império tece!)

Jaz morto e apodrece

O menino da sua mãe

 

Lisboa, 1926

 

Poetas de Campos nos palcos do Sesc e da Persona no fim de semana

“Um dedo de prosa e uma alma de poesias musicais”, reunindo textos das poetas Adriana Medeiros e Fernanda Huguenin, hoje, às 20h, no Secs-Campos
“Um dedo de prosa e uma alma de poesias musicais”, reunindo textos das poetas Adriana Medeiros e Fernanda Huguenin, hoje, às 20h, no Secs-Campos

 

Para quem quiser conferir parte da obras de três bons poetas contemporâneos de Campos, o fim de semana traz duas oportunidades igualmente boas. A primeira será hoje, no Sesc-Campos, às 20h, quando a atriz e poeta Adriana Medeiros interpreta textos seus e da antropóloga e também poeta Fernanda Huguenin, no espetáculo “Um dedo de prosa e uma alma de poesias musicais”. A segunda oportunidade se dará amanhã e domingo, também a partir das 20h, na companhia de teatro Persona, onde se encerrará a primeira temporada da peça “A matrioska ou o jogo da verdade”, texto do poeta, professor e dramaturgo Adriano Moura. Com direção de Fernando Rossi, a peça é encenada por Caio Paes de Freitas, Daniel Azeredo, Katiana Rodrigues, Liana Velasco e Mayko Gente Boa.

(Ainda) não conheço nenhum dos dois espetáculos, mas pelo que já me foi dado a conhecer dos versos de Adriana, Fernanda e Adriano, o blog recomenda por antecipação.

 

Com direção de Fernando Rossi a peça “A matrioska ou o jogo da verdade”, do poeta Adriano Moura, tem amanhã e no domingo, na Cia. Persona, sua última semana em cartaz (foto de Valmir Oliveira - Folha da Manhã)
Com direção de Fernando Rossi a peça “A matrioska ou o jogo da verdade”, do poeta Adriano Moura, tem amanhã e no domingo, na Cia. Persona, sua última semana em cartaz (foto de Valmir Oliveira – Folha da Manhã)

 

Cineclube Goitacá hoje, dia 15 e 22, leva humor, poesia e guerra à tela e ao debate

Jacques Tati
“Meu tio”, clássico escrito, dirigido e estrelado pelo gênio francês da comédia Jacques Tati, será apresentado hoje por Aristides Soffiati

 

Hoje (08/07) é dia de um clássico de humor no Cineclube Goitacá, com “Meu tio”, Oscar de melhor filme estrangeiro de 1958, dirigido e estrelado por Jacques Tati (1907/82), espécie de Charles Chaplin (1889/1977) do cinema francês. Quem apresenta o filme e depois media seu debate é o historiador, professor, ambientalista, escritor e crítico de cinema Aristides Soffiati. Com entrada e participação nas discussões inteiramente livres, a sessão começa às 19h30, na sala 507 do edifício Medical Center, no cruzamento da rua Conselheiro Otaviano com av. 13 de maio, sempre aberta com a exibição de um curta metragem pelo incansável produtor cultural e também crítico de cinema Tonico Baldan.

 

“Lope”, sobre a vida, a obra e os amores do poeta espanhol Lope de Vega, será apresentado em 15 de julho pela blogueira Luciana Portinho
“Lope”, sobre a vida, a obra e os amores do poeta espanhol Lope de Vega, será apresentado em 15 de julho pela blogueira Luciana Portinho

 

Na próxima quarta, dia 15 de julho, será a vez da produtora cultural e blogueira Luciana Portinho apresentar “Lope”, filme do diretor brasileiro Andrucha Waddington falado em castelhano, sobre a vida, a obra e os amores do poeta espanhol Lope de Vega (1562/1635). Na quarta seguinte, dia 22 de julho, será a vez do historiador João Monteiro Pessôa exibir e mediar o debate do filme “Dien Bien Phu”, nome do planalto do Vietnã e da famosa batalha que em 1954 selou a expulsão dos franceses da sua antiga colônia na Indochina, no sudeste da Ásia, nas origens daquilo que depois seria a Guerra do Vietnã (1955/75). O filme de 1992 é escrito e dirigido pelo francês Pierre Schoendoerffer, veterano da batalha real.

 

“Dien Bien Phu”, nome de uma das batalhas mais importantes do séc. 20 e do filme escrito e dirigido por um veterano francês, será apresentado no dia 22 pelo historiador João Monteiro Pessôa
“Dien Bien Phu”, nome de uma das batalhas mais importantes do séc. 20 e do filme escrito e dirigido por um seu veterano, será apresentado no dia 22 pelo historiador João Monteiro Pessôa

 

Xadrez no tabuleiro entre o rio Paraíba do Sul e o oceano Atlântico

Como já disse mais de uma vez, não tenho tempo ou paciência para ser leitor de Facebook, garimpando ali o que há de relevante no meio de tanto exercício fútil de quem confunde opinião com fato e carência com vaidade. Por isso, vez em quando, acabo perdendo alguma coisa boa, mas que um amigo providente acaba por me chamar à devida atenção, como foi o caso da professora Cristina Lima à croniquinha (no tamanho, não em seu oceano de significados) sobre um amigo comum publicada pelo mestre escriba José Cunha Filho, aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, que o blog pede licença para transcrever abaixo:

 

Neivaldo, em seus tempos no Pontal de Atafona, antes de levar o xeque-mate de Iemanjá e se mudar à ilha do Peçanha (reprodução de Facebook)
Neivaldo, em seus tempos no Pontal de Atafona, antes de levar o xeque-mate de Iemanjá e se mudar à ilha do Peçanha (reprodução de Facebook)

 

Jornalista e escritor José Cunha Filho
Jornalista e escritor José Cunha Filho

O Guardião

Por José Cunha Filho

 

Ah, o Neivaldo! Não tinha o hábito de frequentar o seu bar em terras além do Pontal, tinha não. Visitei, várias vezes, o antigo botequim que agora é ponto de parada de sereias e outros viventes do mar. Da última vez que o vi, alegre estava e disputamos três partidas de xadrez enquanto degustávamos uma cervejinha.

Aonde você foi, menino levado?

A gente se conhecia desde os idos em que ele frequentava a Folha da Manhã, sempre prestativo, sem função definida, mas querido por todos, sempre sorridente e jovial. Gente boa, gente boa! Bom caráter nato! Agora, saiu para passear e não voltou. O seu barco a motor, leso de saudades, ficou a rodopiar a meio caminho entre o Pontal e Convivência.

Como pião sem guia, girando sem parar, sem mão segura no leme que o conduzisse aos portos da aurora.

Saiu a navegar o Neivaldo, mal saída a noite e cadê?

Nós, amigos e amigas, torcemos para que retorne de sua viagem por mares nunca dantes navegados como queria o Camões que recitava por desfastio, noites de plenilúnio.

É possível, contudo, que o guardião da Árvore Que Anda esteja adormecido nos braços de Iemanjá, que a encantada elege os seus preferidos, mantém em sua corte aventureiros e gente do bem.

Não, não cessem as buscas!

Quem sabe ainda nos encontremos, Neivaldo, para mover aquela torre e deixar órfão o rei?

 

Cães farejadores não acham sinal de Neivaldo nas ilhas do Peçanha e Convivência

Com auxílio de dois cães farejadores, bombeiros de Magé reforçaram os colegas de Campos nas buscas por Neivaldo, hoje concentradas nas ilhas do Peçanha e Convivência, sem nada encontrar (foto de Michelle Richa - Folha da Manhã)
Com auxílio de dois cães farejadores, bombeiros de Magé reforçaram os colegas de Campos nas buscas por Neivaldo, hoje concentradas nas ilhas do Peçanha e Convivência, sem nada encontrar (foto de Michelle Richa – Folha da Manhã)

 

Com informações do jornalista Arnaldo Neto

 

Mesmo com a ajuda de dois cães farejadores, mais uma vez foram infrutíferas as buscas feitas hoje pelo comerciante Neivaldo Paes Soares, o “Bambu”, de 54 anos, desaparecido desde a noite de 21 de junho. Os cães, um labrador e um pastor belga, especializados em rastrear corpos em decomposição, vieram com mais três homens do 2º Grupamento de Socorro Florestal e de Meio Ambiente (GSFMA) de Magé. Eles se juntaram a outros três homens do 5º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM) de Campos, com apoio de dois barcos a motor, em trabalhos que se estenderam por toda a manhã e início da tarde de hoje, não só na ilha do Peçanha, onde Neivaldo habitava, mas também na ilha vizinha da Convivência. Também acompanharam as buscas dois policiais civis, entre eles o inspetor Guilherme Bousquet, amigo de Neivaldo, assim como Luiz Henrique Araújo, fiscal de meio ambiente de São João da Barra (SJB) e conhecedor da foz do rio Paraíba do Sul, e o também comerciante Élvio Paes Soares, o “Estranho”, irmão do desaparecido.

Neivaldo foi visto pela última vez no início da noite do dia 21, quando saía com sua canoa a motor do cais do restaurante do Ricardinho, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Penha, em Atafona. Antes de iniciar a travessia da foz do Paraíba, sem usar colete salva vidas e com destino à ilha do Peçanha, ele teria caído da canoa quatro vezes, tendo também dificuldades para ligar o motor. Por isso, as suspeitas iniciais foram que ele havia caído e se afogado, já que sua canoa foi encontrada por pescadores na manhã do dia seguinte (22/06), com o motor ainda ligado, mas sem o condutor, tendo em seu interior uma churrasqueira, carne já assada de churrasco, um saco plástico com mantimentos (farinha, café e açúcar), uma garrafa e latas de cerveja vazia, cigarros de palha fumados pela metade e uma camisa social preta, de manga comprida e botões, dobrada e com R$ 9,00 em notas dentro do bolso. As testemunhas que viram Neivaldo saindo de Atafona, confirmaram que ele estava vestindo a mesma camisa preta, antes de iniciar a travessia da foz do rio numa noite fria.

As buscas pela foz do Paraíba só começaram na quinta, dia 25, por iniciativa de pescadores e amigos de Neivaldo, após seu desaparecimento ter sido noticiado aqui, neste “Opiniões” e na Folha Online. A partir do dia seguinte os bombeiros do 5º GBM, além de equipes da Capitania dos Portos e da Defesa Civil de São João da Barra se juntaram às buscas diárias, que se estenderam por mais cinco dias, até 30 de junho. Um dia antes, uma equipe da 145ª Delegacia de Polícia (DP), chefiada por seu delegado titular, Marcos Peralta, esteve na ilha e visitou a casa de Neivaldo, constatando o sumiço de uma prancha laser, uma mesa e a bomba d’água após o desaparecimento do seu proprietário.

No decorrer da semana passada, algumas pessoas que estiveram com Neivaldo e o viram antes do seu desaparecimento, bem como outros moradores do Peçanha, foram à 145ª DP prestar esclarecimentos. Fontes não oficiais dão conta de que houve contradições em alguns deles, o que pode levar a Polícia Civil a fazer acareações para descobrir a verdade. Entre os pescadores de Atafona, como o corpo parece ter desaparecido sem deixar vestígios, após dias inteiros de busca, a suspeita-se de homicídio e ocultação de cadáver. A tese ganha reforço pelo fato de que Neivaldo se envolveu em confrontos físicos com outros moradores da ilha.

 

Saiba mais sobre o caso aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e amanhã, na edição impressa da Folha.

 

Cães farejadores confirmados nesta terça para buscas de Neivaldo no Peçanha

Neivaldo diante da sua casa da ilha do Peçanha (reprodução de facebook)
Neivaldo diante da sua casa da ilha do Peçanha (reprodução de facebook)

 

Aventada aqui pelo Blog do Arnaldo Neto no sábado, dia 4 de julho , após mais um dia sem sucesso nas buscas pelo comerciante Neivaldo Paes Soraes, de 54 anos, desaparecido desde a noite de 21 de junho, quando atravessava a foz do rio Paraíba do Sul numa canoa a motor, está confirmada para amanhã a vinda de cães farejadores e homens dos Bombeiros do Rio de Janeiro, em uma nova varredura amanhã pela ilha do Peçanha. Junto dos cães e dos bombeiros do Rio, devem atuar novamente homens do 5º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM) de Campos e da 145ª Delegacia de Polícia (DP) de São João da Barra, que investiga o caso e já colheu testemunhos de pessoas que viram ou estiveram com Neivaldo antes do seu desaparecimento, além de outros moradores da ilha onde ele residia.

Como várias testemunhas viram Neivaldo cair da canoa quatro vezes, sem coleta salva-vidas, ao lado do cais do restaurante do Ricardinho, tendo depois dificuldade para ligar também o motor da embarcação e iniciar a travessia da foz rumo à sua casa na ilha do Peçanha, no início da noite do dia 21, a suspeita inicial que ele tivesse caído na água e se afogado. Todavia, como Neivaldo tinha se envolvido anteriormente em confrontos físicos com outros moradores da ilha, seu corpo até agora não apareceu e a camisa preta social de botões e manga comprida, que ele vestia na noite fria na qual foi visto pela última vez, estava dobrada dentro da sua canoa encontrada na manhã seguinte de segunda-feira(22/06), junto a todos seus demais pertences, o caso já é tratado pelos pescadores de Atafona como homicídio, seguido de ocultação de cadáver.

A 145ª DP, cujo delegado titular Marcos Peralta esteve com sua equipe na cada de Neivaldo no dia 29, não descartou a hipótese, mas também ainda não a confirma. Informações extra-oficiais dão conta de contradições cometidas em alguns depoimentos.

 

Saiba mais sobre o caso aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui e amanhã, na edição impressa da Folha.