Manuela Cordeiro e Vanessa Henriques fecham os reforços do blog para 2017

 

Até pelo número de curtidas que recebeu a postagem anunciando aqui os quatro novos colaboradores deste “Opiniões”, sua aprovação, leitor, mostra que a escolha foi acertada. Todavia, apesar de todo talento que o tradutor Marcelo Amoy, os jornalistas Ricardo André Vasconcelos e Fernando Leite, e o músico Claudio Kezen possam ter, óbvio que ficou faltando ecoar mais vozes femininas num espaço que, como este, se pretende uma ágora virtual.

Não por outro motivo, na próxima quinta-feira, dia 5 de janeiro, a antropóloga, professora e poeta Manuela Cordeiro também iniciará sua colaboração no blog. Enquanto a cientista social Vanessa Henriques fará sua estreia no sábado seguinte, dia 7. A primeira fará revezamento com o escritor e jornalista Guilherme Carvalhal, ao passo que a segunda se alternará aos sábados com o escritor e roteirista Fabio Bottrel.

Assim, neste últimos dias de 2016, o “Opiniões” fecha seu time de reforços para 2017. E o que é melhor, com duas crias das divisões de base da nossa sucateada, mas frutífera Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), chegando para completar o time — e forçar o jogo dialético pela ponta canhota.

Abaixo, em palavras próprias, um pouco do currículo pessoal e do que pretendem trazer ao leitor, quinzenalmente, a Manuela e a Vanessa:

 

Manuela e Vanessa
Manuela Cordeiro e Vanessa Henriques (Montagem: Vitor Marques)

 

 

Manuela Cordeiro

Um dia um amigo de meu pai disse que iria parar de escrever poemas em breve. Tinha dezesseis anos. Aquela fase de encantamento e de perceber o instante grave, como diz a poeta Viviane Mosé, subitamente dissiparia. Aos 22 fui fazer mestrado em ciências sociais no Rio de Janeiro, aos 24 emendei o doutorado em antropologia e alcancei o sonho de ser professora no Instituto de Antropologia em Boa Vista no estado de Roraima. De fato, não sobrou recurso para tirar os pés do chão, vida que andava por um fio, tal como escrevera Thiago de Mello. Encaro o convite de escrever no blog, gentilmente feito por Aluysio, como um desafio. Não aqueles acadêmicos, imbuídos de ego ou cheios de reticências apaziguadoras. Mas como uma possibilidade de reunir o que percebo na vida seja em verso, prosa e, até mesmo, cair nas armadilhas dos artigos com os quais hoje mais convivo. Mas quero recuperar o ritmo do instante grave, cumprir o fio da vida. Nesse espaço, só quero compartilhar palavras, ainda que fatigadas, para decompor meu silêncio.

 

Vanessa Henriques

Graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Tem experiência com pesquisas sociológicas levadas a cabo pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, vinculada ao Ministério da Justiça. Publicou, em co-autoria, o capítulo intitulado “O poder discricionário dos agentes institucionais que lidam com usuários de crack: invisibilidade de classe e estigma de gênero”, do livro “Crack e Exclusão Social” (2016). Na academia, os temas que mais despertam seu interesse são: Teoria Social, Desigualdade e Implementação de Políticas Públicas, Estudos de Gênero e Implicações e Sentidos Sociais do uso de Drogas.  Fora da academia, se interessa por livros de literatura, filmes, música, psicologia e, claro, política nacional e local. Portanto, pretende utilizar o espaço concedido para expor ideias sobre estes variados temas, e espera aprender bastante com as trocas enriquecedoras que certamente ocorrerão neste espaço.

 

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Este post tem um comentário

  1. Edeilson Fernandes

    Eu aqui dando vivas a essas duas “aquisições!!

    Manuela Cordeiro ao citar Thiago de Mello, já me arrebata. Mestrado aos 22 e doutorado aos 24 já indicavam a fome que ela provavelmente desenvolveu no sentido de querer apossar-se do “é da coisa”. Nem de longe creio que ela precise “recuperar o ritmo do instante grave, cumprir o fio da vida” ou exercitar contundências… pela breve demonstração curricular tudo isso já está capturado há tempos.

    O artigo escrito pela Vanessa Henriques em coautoria com Roberto Dutra no livro “Crack e Exclusão Social” é espetacular, sobretudo no tópico titulado por …”Droga não escolhe classe social”, com impressões colhidas através de depoimentos de assistentes sociais e sabiamente analisadas.

    Aliás, o livro “Crack e Exclusão Social”, traz também três artigos escritos por Brand Arenari, futuro secretário de educação no governo Rafael Diniz.

    Sejam as duas, muito bem vindas. O leitor aqui, agradece.

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