Opiniões

Nas crianças e nas grandes referências do passado, trabalho ganha reconhecimento

 

Enquanto há muita gente enfastiada com o ócio do isolamento social, estes tempos de Covid-19 têm sido de labuta redobrada no jornalismo. Seja para contas as histórias de quem está envolvido com a pandemia — e não há ninguém de fora —, seja para relembrar histórias de antes dela, que não podem ser esquecidas. E, apesar de muito trabalho, há recompensas.

No último sábado (09), matéria publicada aqui e na Folha da Manhã ouviu 18 crianças do ensino fundamental de Campos, das redes pública e privada, sobre a visão de mundo de quem forma a sua em meio à pandemia. E teve boa repercussão local, inclusive a registrada aqui, no perfil do Centro de Ensino pH no Instagram, uma das escolas que teve alunos como personagens.

 

 

Já na última terça (12), o blog lembrou aqui o aniversário de 19 anos do falecimento de um campista que conquistou o Brasil e o mundo com a sua arte: Waldir Pereira, que passou à história do futebol como Didi. Mesmo ao lado de Pelé e Garricha, foi considerado o grande craque na conquista da primeira Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, em 1958, na Suécia. Título que repetiria no Bi de 1962, no Chile. Brilhou também em grandes times de clube, como Fluminense e o Botafogo de Garrincha, com passagem pelo também lendário Real Madrid de Puskás e Di Stéfano.

O texto lembrou ainda da homenagem que o gênio da bola recebeu da Folha da Manhã, em 2000. Menos de um ano antes de morrer, no Teatro Trianon, ele recebeu do jornal o prêmio que sua mais famosa jogada batizou: o Folha Seca. Para dar a dimensão do que Didi foi nos campos, o texto recorreu ao auxílio de outros três jornalistas, os campistas Péris Ribeiro e Chico de Aguiar, além do carioca Carlos Heitor Cony, já falecido. A reunião deles acabou reproduzida aqui no site Ultrajano, de outro mestre do jornalismo brasileiro: José Trajano.

 

 

 

Para retratar um presente de crise mundial, projetando nas crianças o futuro de depois da pandemia, sem esquecer de saudar as grandes referências do passado, compensa a certeza de que o trabalho está sendo feito e alcança algum reconhecimento. É o que impulsiona a seguir em frente nesta lida ancestral de contar as histórias da tribo.

 

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