Verador de oposição Bruno Vianna no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Vereador de oposição em Campos e cogitado como prefeitável em 2024, Bruno Vianna (PSD) é o convidado do Folha no Ar, ao vivo, a partir das 7h desta quinta (19), na Folha FM 98,3. Ele falará sobre o fim da pacificação entre Garotinhos e Bacellar, decretado (confira aqui) no último dia 11, e os cargos de vereadores no Executivo na contabilidade das bancadas no Legislativo goitacá.

Bruno também falará (confira aqui a correlação dos temas) da CPI de Educação, em meio a questionamentos, da desordem urbana de Campos e da audiência pública sobre o tema nesta sexta (20), com reforço bolsonarista da Alerj na Câmara Municipal. Por fim, com base nas pesquisas (confira aqui) e nos bastidores, o jovem vereador tentará projetar as nominatas e as eleições a prefeito e vereador de 6 de outubro de 2024, daqui a pouco mais de 11 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Bombardeio a hospital em Gaza, Biden em Israel e 4,4 mil mortos

 

Pacientes que sobreviveram ao bombardeio ontem do Hospital Batista Al-Ahly Arab, incluindo crianças palestinas, chegam transferidas ao hospital Al-Shifa, também na cidade de Gaza (Foto: Anadolu/Reuters)

 

Atacado nos atentados terroristas do grupo palestino Hamas no último dia 7, qual o objetivo de Israel nos bombardeios e cerco dos 10 dias seguintes à Faixa de Gaza? Se o direito internacional fosse a lei de talião, “olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” (Êxodo 21:24), o objetivo já teria sido cumprido. Até o final da tarde de ontem (17), das 4,4 mil vidas humanas perdidas no conflito, 1,4 mil eram israelenses, outras 3 mil palestinas — mais que o dobro. Nos dois lados, a grande maioria civis. Incluídos os cerca de 500 palestinos mortos ontem no ataque ao Hospital Batista (cristão, ligado à Diocese Anglicana de Jerusalém) Al-Ahly Arab, na cidade de Gaza. O crime de guerra foi atribuído pelos islâmicos a Israel. E, por este, ao grupo terrorista Jihad Islâmica, também de origem palestina, que negou.

INVASÃO POR TERRA? — Se o objetivo de Israel, como assumiu seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, for destruir o Hamas, todos os especialistas militares dizem que isso não se dará sem uma invasão maciça por terra, além de ataques por ar e mar. Apesar da imensa superioridade das forças israelenses, com cerca de 500 mil soldados mobilizados, contra cerca de 20 a 40 mil militantes armados do Hamas, os especialistas também ressalvam que a guerra de guerrilha numa região densamente construída e habitada, como a Faixa de Gaza, favoreceria seus defensores. Que conhecem melhor o terreno, contam com 199 prisioneiros judeus e usam a própria população palestina como escudo humano. Israel não ocupa a Faixa de Gaza desde 2005, que passou a ser controlada pelo Hamas em 2006.

LULA QUER CORREDOR HUMANITÁRIO — Com empenho pessoal de Lula, que tem conversado com líderes de países islâmicos e seus aliados, o Brasil formulou proposta na condição de presidente provisório do Conselho de Segurança da ONU, para tentar abrir um corredor humanitário na Faixa de Gaza. Provavelmente, na sua fronteira sul do território com o Egito, pela passagem de Rafah.

BRASILEIROS EM GAZA — O avião presidencial do Brasil está desde o dia 13 em Roma, na Itália. Lá, espera a autorização egípcia e israelense para retirar os 26 brasileiros confinados sem entrada de comida, água, remédios ou energia elétrica, na Faixa de Gaza. Em meio a 2,3 milhões de palestinos empilhados por Israel num campo de concentração a céu aberto de 365 km2, 11 vezes menor que o município de Campos.

BIDEN COM NETANYAHU, ÁRABES CANCELAM — Aliados de Israel, os EUA pediram e conseguiram um adiamento de 24 horas na votação da proposta brasileira. Hoje, o próprio presidente Joe Biden chega a Tel Aviv, onde se reunirá com Netanyahu. Depois, tinha programado voar a Aman, capital da Jordânia, a leste de Israel. Lá, Biden se encontraria também com o rei da Jordânia, Abdullah II; o ditador do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi; e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Expulsa da Faixa de Gaza pelo Hamas, a ANP atua sobre o maior território da Palestina, a Cisjordânia, com 5.860 km2 e já ocupada militarmente por Israel. Mas, após o ataque ao hospital em Gaza, os três líderes de muçulmanos cancelaram o encontro com o presidente dos EUA.

HEZBOLLAH, LÍBANO E IRÃ — A outra possível frente de batalha mais temida por Israel é a sua fronteira norte com o Líbano, onde atua o Hezbollah, financiado pelo Irã. Grupo paramilitar de extremismo islâmico, como o Hamas, o Hezbollah é muito mais poderoso. Tem cerca de 100 mil homens armados, testados na Guerra Civil da Síria, e mais de 150 mil mísseis. Que são capazes de derrubar prédios em Tel Aviv como Israel tem feito em Gaza. Os enfrentamentos na região ainda são pontuais. Mas causaram no dia 13 a morte do cinegrafista Issam Abdallah, da agência britânica Reuters, por um míssil que teria sido lançado por um helicóptero israelense.

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

PARCEIROS DE OCASIÃO — Na divisão do mundo islâmico desde a Idade Média, o Hamas é sunita, enquanto o Hezbollah e seu patrocinador Irã são xiitas. Opositores no plano religioso, são parceiros geopolíticos de ocasião, unidos no não reconhecimento à existência de Israel. Que, se estender sua guerra ao Irã, dificilmente o faria sem o apoio dos EUA.

PARCEIROS DE PESO — Embora chegue hoje a Israel para tentar impedir uma escalada do conflito, Biden já embarcou ontem em Washington sabendo do cancelamento da reunião de hoje na Jordânia. Antes, ele já tinha deslocado dois porta-aviões estadunidenses às costas de Israel e da Faixa de Gaza, no Mar Mediterrâneo. Onde estão o USS Gerald Ford e o USS Dwight D. Eisenhower. Juntos, levam mísseis, mais de 10,5 mil homens e 165 caças de guerra.

 

Página 3 da edição de hoje da Folha da Manhã

 

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Campista quer paz, com seus políticos em pé de guerra

 

Wladimir Garotinho, Marquinho Bacellar, Maicon Cruz, Fábio Ribeiro e Anthony Garotinho; Rodrigo Bacellar, Filippe Poubel, Rodrigo Amorim, Raphael Thuin e Jair Bolsonaro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Campos entre paz e guerra

Após as três pesquisas quantitativas de avaliação de governo e intenção de voto às eleições de prefeito e vereador de Campos (confira aqui) em 6 de outubro de 2024, daqui a pouco mais de 11 meses, duas outras pesquisas qualitativas foram feitas recentemente. Uma pelos Garotinho, outra pelos Bacellar. E ambas revelaram o mesmo: o campista está farto de brigas políticas e quer paz. A polarização acirrada que deu o tom das eleições municipais de Campos em 2016 e 2020, assim como das presidenciais de 2018 e 2022, ficou para trás. Ainda assim, aparece à frente da cidade, desde o fim da pacificação entre Garotinhos e Bacellar, decretada (confira aqui) no último dia 11.

 

CPI da Educação

Fruto do fim dessa pacificação que os adversários dos dois grupos políticos sempre encararam como mera trégua, está a CPI da Educação proposta pela oposição. Por ter passado à frente de outras três — da Violência Contra a Mulher, da Enel e da Arteris, cobradas nesta mesma coluna (confira aqui) desde 24 de dezembro —  que tinham sido pedidas antes e foram arquivadas sem apreciação em plenário, a nova deve enfrentar o questionamento jurídico do governo Wladimir Garotinho (PP). Que também tentou retirar assinaturas de vereadores antes favoráveis à sua criação. Mas sem impedir, até o presente momento, que ela (confira aqui) prossiga.

 

Valor do voto e dos questionamentos

Além de enfrentar a CPI na Justiça e na política, a bancada governista também ameaça abrir questionamentos na Câmara à gestão de Marquinho Bacellar (SD) na presidência. Eleito a ela com o voto polêmico de minerva do vereador Maicon Cruz (sem partido), que não por acaso agora recebeu a presidência da CPI da Educação, Marquinho também já questionou o biênio do seu antecessor, Fábio Ribeiro (PSD). Que está licenciado do Legislativo na secretaria de Obras de Campos. Mas, como os questionamentos de Marquinho a Fábio, até agora, não deram em nada, difícil saber aonde eventuais questionamentos governistas a Marquinho darão.

 

Garotinho liberado pelo STF

Os atritos entre Garotinhos e Bacellar tendem a se acirrar. Na segunda (16), o ex-governador Anthony Garotinho (União) conseguiu (confira aqui) liminar do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu decisão do TJ-RJ que o impedia de publicar em seu blog e redes sociais as denúncias que vinha fazendo contra o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), presidente da Alerj. Ontem mesmo, Garotinho voltou à carga, falando de um suposto depoimento de Rodrigo à Polícia Federal (PF). Cuja assessoria se limitou em informar à Folha: “A PF não divulga informações sobre eventuais investigações em andamento”.

 

Quem quebrou a placa de Marielle?

Como não há nada que não possa piorar, nesta sexta (20) a Câmara promove audiência pública sobre desordem urbana com os deputados estaduais bolsonaristas Filippe Poubel (PL) e Rodrigo Amorim (PTB), aliados de Rodrigo na Alerj. Poubel chegou a ser lançado pelo jornal carioca Extra como pré-candidato a prefeito de Campos. O que, até como tubo de ensaio, só cola com quem nada conhece da política goitacá. Por sua vez, além das recentes confusões de rua em que se meteu, Amorim é mais conhecido por ter quebrado na eleição de 2018 a placa da ex-vereadora carioca Marielle Franco (Psol), executada a tiros em março daquele ano.

 

Surpresas da sexta

Após ofender Wladimir na tribuna da Alerj, como resposta à defesa do prefeito e sua família feita pelo deputado Bruno Dauaire (União) em 2021, Amorim é conhecido dos Garotinhos. Se vier dar sua contribuição contra a desordem urbana no entorno da Pelinca denunciada (confira aqui) por seu correligionário, vereador Raphael Thuin (PTB), o deputado pode ser uma surpresa positiva. Mas se vier para dar uma de “valente”, esperando a mesma passividade da placa de uma mulher assassinada, pode ter uma surpresa negativa na cidade que tem por lema: “Ipsae matronae hic pro jure pugnant” (“Até as mulheres aqui pelo direito lutam”). A ver.

 

CPI pede indiciamento de Bolsonaro

Enquanto bolsonaristas são esperados como reforço político em Campos, o que talvez se justifique pelos 63,14% de votos válidos do município dados ao capitão no segundo turno presidencial de 2022, ontem não foi um bom dia ao ex-presidente. Primeiro do Brasil a tentar e não se reeleger, Jair Bolsonaro (PL) foi também o primeiro a ter seu indiciamento pedido (confira aqui) por crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de estado. Foi o resultado do relatório final da senadora Eliziane Gama (PSD/MA), aliada do governo Lula (PT), na CPI do 8 de janeiro. Que, disparada pela oposição, saiu com o tiro pela culatra.

 

Desenvolvimento e mobilidade

Unidos no apoio que deram a Bolsonaro no segundo turno presidencial de 2022, Garotinhos e Bacellar parecem ignorar juntos o desejo de paz política manifestado pelo campista nas pesquisas qualitativas dos dois grupos políticos. Que voltaram a apontar o transporte público e a mobilidade urbana entre os principais problemas do município. Neste sentido, com apoio da Prefeitura de Campos, boa oportunidade de debate será o 1º Seminário de Desenvolvimento Sustentável, Mobilidade Urbana e Cidades Responsivas. Será realizado das 8h às 19h da quinta-feira de 9 novembro, no Teatro Trianon. Pela internet, as inscrições (confira aqui) são gratuitas.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Os sertões e os filhos — Expedição a Canudos, 21 anos depois

 

“As prisoneiras”: cerca de 400 mulheres e crianças de Canudos que se entregaram ao Exército Brasileiro em 2 de outubro de 1897, na promessa de terem suas vidas popupadas, descumprida a fio de faca no Vale da Degola (Foto: Flávio de Barros/Acervo Museu da República)
“As prisioneiras”: cerca de 400 mulheres e crianças do Belo Monte que se entregaram ao Exército Brasileiro em 2 de outubro de 1897,  três dias antes da queda definitiva do arraial, na promessa de terem suas vidas poupadas, descumprida sob fio de faca no Vale da Degola (Foto: Flávio de Barros/Acervo Museu da República)

 

Christiano Barbosa, Paullo de Régis, Aluysio Abreu Barbosa e Rafael Abreu, Parque Histórico de Canudos, 3 de outubro de 2023 (Foto: Christiano Barbosa)

Os sertões e os filhos

(A Ícaro e Christiano Barbosa, Rafael Abreu e Paullo de Régis)

 

“Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento completo. Vencido palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5 (de outubro de 1897), ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados”. Testemunha ocular da Guerra de Canudos (1896/1897), assim Euclides da Cunha narra seu último combate, no livro “Os Sertões”.

A planta canudos na cidade atual de Canudos, no alto da barragem sobre o rio Vaza Barris, diante do Açude do Cocorobó, ao pôr do sol de 4 de outubro de 2023 (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

Maior guerra civil da História do Brasil, Canudos é o nome da planta de caule oco usada para fazer cachimbo que dava nome à fazenda de gado semiabandonada no norte do sertão da Bahia, às margens do rio Vaza Barris. Como é um dos poucos daquela região que corre o ano inteiro, o profeta cearense Antônio Conselheiro lá bateu o cajado, após 25 anos de peregrinações pelo Nordeste, para fundar seu Arraial do Belo Monte em 1893.

Quatro anos depois, quando a quarta expedição do Exército Brasileiro levou a cabo sua guerra de extermínio contra o povo brasileiro, Belo Monte somava 25 mil habitantes. O que fazia dele a segunda maior cidade da Bahia, atrás apenas da capital, Salvador. Cerca de 20 mil sertanejos foram dizimados a tiros de fuzil, metralhadoras e artilharia, dinamitações e degola a fio de faca dos prisioneiros, sem pudor a mulheres e crianças, pelos militares. Que, graças à resistência impressionante dos sertanejos, também perderam cerca de 5 mil soldados.

(Xilogravura: Joel)

Fato é que, em um Brasil de economia eminentemente agropecuária, o modo de posse e produção coletiva da terra por parte de Conselheiro e seus seguidores, com base nos evangelhos, produziu inegável sucesso socioeconômico. Que, à parte a fé, serviu de alternativa real e atraente a ex-escravos negros, libertos e entregues à própria sorte poucos anos antes, em 1888. Como aos caboclos oprimidos pelo regime latifundiário e feudal do Nordeste. Que pouco ou nada mudou com o golpe militar que passou o país de Império à República, em 1889.

(Xilogravura: Joel)

Economicamente exitoso e extremamente popular, esse modelo alternativo de sociedade, sem proprietário, padre ou delegado, passou a preocupar os coronéis — como eram chamados, desde o Império, os latifundiários aliados ao governo central — e o clero católico do Nordeste. Como Conselheiro havia queimado placas de cobrança de impostos da recente República, por considerá-las escorchantes e por não enxergar legitimidade no novo regime, ainda fiel ao princípio religioso do “direito divino” monarquista, isso foi usado pelos seus detratores.

(Xilogravura: J. Borges)

Com base numa notícia falsa de que os conselheiristas iriam invadir a cidade de Juazeiro, para tomarem à força um carregamento de madeira destinado à construção do telhado da Igreja Nova do Belo Monte, que tinha sido pago adiantado, montou-se a primeira expedição militar contra o arraial. Tinha 113 homens e era comandada pelo tenente Manuel da Silva Pires Ferreira. Em novembro de 1896, foi enfrentada pelos sertanejos na cidade de Uauá, vizinha a Canudos. E, embora com poucas baixas, posta a correr.

A primeira derrota passou a ser retratada como a vitória de um Brasil medievo, interiorano e monarquista sobre o Brasil às portas do século 20, litorâneo e republicano. E vai se reafirmar nas vitórias conselheiristas sobre as duas expedições militares seguintes. Que passaram a ser falsamente justificadas por uma suposta ajuda internacional de regimes imperiais, como do Reino Unido, à comunidade autônoma, autossuficiente e independente do sertão do Nordeste.

Coronel Antônio Moreira César

Comandada pelo major Febrônio Ferreira de Brito, a segunda expedição tinha 619 homens. E foi posta a correr em janeiro de 1897, nos arredores de Canudos. A terceira foi comandada pelo coronel Antônio Moreira César, conhecido como “Corta Cabeças” por sua atuação violenta contra a Revolução Federalista (1893/1895), no Sul do Brasil. Tinha 1.300 soldados, artilharia e foi a primeira a chegar ao Belo Monte. Após a primeira carga de infantaria contra o arraial e a morte de Moreira César, ferido em combate, também foi posta a correr em março de 1897. E deixou para trás grande parte das suas armas e munições, com as quais armou os conselheiristas.

 

Apoiadores da Revolução Federalista (1893/1895) sendo degolados por tropas e apoiadores da República, sob comando de Moreira César

 

General Artur Oscar de Andrade Guimarães

Comandada pelo general Artur Oscar de Andrade Guimarães, a quarta e última expedição foi composta inicialmente de 5 mil soldados. Chegou no final de maio de 1897 sobre Canudos, no alto do Morro da Favela, batizado pelo arbusto da caatinga chamado favela. De volta à cidade do Rio de Janeiro, então capital da República, a semelhança física entre o Belo Monte e as comunidades dos escravos recém-libertos nos morros cariocas faria com estas passassem a ser também chamadas de favela pelos soldados vindos do sertão.

Apesar da conquista da posição estratégica sobre o Belo Monte, seus tenazes defensores cobraram preço alto ao Exército. Armados pela expedição Moreira César e comandados por lideranças conselheiristas de brilho militar, como o negro Pajeú e João Abade, os sertanejos usaram táticas de guerrilha e conhecimento do meio agressivo da caatinga para matarem rapidamente mil soldados, ou 1/5 da nova força invasora.

 

Comparado pelos militares, segundo Euclides, a Napoleão, por seu brilhantismo tático e uso do território como arma de guerra, o negro Pajeú foi batizado com o mesmo nome de um rio e uma região do seu Pernambuco, imortalizados na música do conterrâneo Luiz Gonzaga (Desenho: Blog Lentes Cangaceiras)

 

Marechal Carlos Machado de Bittencourt

Sem ter como avançar e sob risco de o Exército ser posto mais uma vez a correr pelo sertão, Artur Oscar pediu e recebeu, em agosto, reforços de todas as partes do Brasil, totalizando 10 mil homens. Os problemas crônicos de abastecimento das suas linhas, no entanto, só seriam resolvidos em 6 de setembro. Foi quando o marechal Carlos Machado de Bittencourt, ministro da Guerra do governo Prudente de Moraes, primeiro presidente civil do Brasil, chegou à região do conflito. E nela comprou todos os burros disponíveis.

Euclides da Cunha

Em 16 de setembro, enviado como correspondente do jornal A Província de São Paulo (depois, O Estado de S. Paulo), Euclides da Cunha chegou ao Belo Monte, já completamente cercado pelo Exército. No dia 22 daquele mês, morreu Antônio Conselheiro, por ferimentos de estilhaços de granada e disenteria. Além de 31 reportagens e 62 telegramas, Euclides fez entrevistas, estudos e anotações que, enquanto trabalhava como engenheiro de obras públicas na reconstrução de uma ponte no município paulista de São José do Rio Pardo, gerariam “Os Sertões”, publicado em dezembro de 1902.

 

 

Jovem saído da adolescência e ainda sem filhos, foi num verão de rede e vento nordeste, na Atafona de 1992, que leu pela primeira vez “Os Sertões”. Naqueles mesmos dias, após descobrir sua brasilidade no duplo de Conselheiro e Euclides, teria sua primeira experiência de morte. Da qual sobreviveria para ser pai em 1999. Em 2002, no centenário de “Os Sertões”, quando seu filho tinha 3 anos, fez sua primeira expedição a Canudos. Que gerou um caderno especial de 10 páginas, patrocinado pelas universidades de Campos e publicado em jornal.

Memorial Antônio Conselheiro, Canudos, pôr do sol de 4 de outubro de 2023 (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

O filho montou sua própria mitologia entre as histórias daquela outra expedição jornalística, na busca de um país. Que encontraria na sua própria leitura de “Os Sertões”, também no início da juventude. Numa viagem com o pai pelas mesmas Israel e Palestina poucos meses depois em guerra, planejaram ir também a Canudos. Após a morte precoce do filho aos 23 anos, em sua memória, o mesmo roteiro de 21 anos antes foi cumprido. E amigos revisitados.

No Vale da Degola de batismo autoexplicativo, diante do Açude do Cocorobó, onde as águas do rio Vaza Barris foram represadas, em meio a balas de fuzil e ossos humanos do século 19 que ainda brotam do solo pedregoso da caatinga do século 21, após as orações do pai, o primeiro dente de leite do filho foi depositado. Agora, resto mortal do seu menino. E mais um homem feito na última trincheira do sertão.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Mais de 3 mil mortos antes da invasão de Gaza por Israel

 

Enquanto a invasão por terra não vem, cidade de Gaza em mais um dia de bombardeio de Israel (Foto: Mohammed Salem/Reuters)

 

A confirmação da morte de mais uma brasileira, entre as mais de 3 mil vidas humanas perdidas desde os ataques terroristas do grupo palestino Hamas no último sábado (7), respondidos desde domingo (8) com o cerco e o bombardeio da Faixa de Gaza por Israel. Até o final da tarde de ontem (13), era o saldo da nova guerra na Terra Santa para judeus, muçulmanos e cristãos, que adoram o mesmo Deus de Abraão. Enquanto, no mundo dos homens, crescem as denúncias de crimes de guerra praticados pelos dois lados até aqui envolvidos no conflito.

A brasileira Karla Stelzer Mendes, de 41 anos, que estava na festa rave próxima à Faixa de Gaza invadida pelos terroristas palestinos do Hamas no último sábado (7), teve sua morte confirmada ontem (Foto: Instagram)

TERCEIRA BRASILEIRA MORTA — Sepultada ontem, no sul de Israel, a brasileira Karla Stelzer Mendes, carioca de 42 anos, teve sua morte confirmada ontem pelo filho, que serve no Exército de Israel, e pelo Itamaraty.  Foi na mesma festa rave, perto de Gaza, na qual já tinham sido confirmadas as mortes da também carioca Bruna Valeanu e do gaúcho Ranani Nidejelski Glazer, respectivamente, de 23 e 24 anos.

FAB TRAZ BRASILEIROS DE ISRAEL, OS DE GAZA ESPERAM — Dos brasileiros que estavam em Israel, a ação do governo Lula, do Itamaraty e da Força Aérea Brasileira (FAB) já conseguiu repatriar 711. Incluídos os 207 que embarcaram ontem em Tel Aviv, capital israelense, no quarto voo da FAB. E chegam na madrugada de hoje (14) ao aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Enquanto isso, na Faixa de Gaza, cerca de 20 outros brasileiros esperam a liberação de Israel, para sair pela fronteira da região com o Egito. País do qual o avião presidencial do Brasil, em Roma, na Itália, espera liberação para fazer a viagem.

MAIS DE 3,2 MIL MORTOS — Até o final da tarde brasileira de ontem, quando acabou o prazo de 24h dado por Israel para 1,1 milhão de palestinos saírem da cidade de Gaza para o sul da região cercada, já eram mais 3,2 mil vidas humanas perdidas com a guerra. Cerca de 1,9 mil palestinas, incluídas de 614 crianças; e 1,3 mil israelenses, sem divulgação de idade, mas com crianças confirmadas entre os mortos. Incluindo três bebês, dois deles carbonizados, que tiveram suas fotos divulgadas na quinta (12) pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

BEBÊS DEGOLADOS? — Divulgada na terça (10), a informação de que 40 bebês israelenses teriam sido decapitados pelos terroristas do Hamas no kibutz (modelo de fazenda coletiva autossuficiente que marca o início do moderno estado de Israel) de Kfar Aza, próximo à Faixa de Gaza, não foi, no entanto, confirmada. Como demanda confirmação por fontes independentes as imagens de bebês mortos divulgadas por Netanyahu, cada vez mais sob pressão do próprio povo de Israel que dividiu na tentativa de controlar o Judiciário do país, para evitar ser preso por corrupção.

ISRAEL NA FAIXA DE GAZA — Esperada a qualquer momento, o ritmo da invasão de Israel por terra à Faixa de Gaza, da qual se retirou em 2005, deve ditar os próximos passos do conflito. Pela densidade de construções como na cidade de Gaza, continuamente habitada há 3,6 mil anos, uma guerra de guerrilha pode dificultar a imposição da superioridade do Exército de Israel, com 486 mil soldados mobilizados, sobre as forças paramilitares do Hamas, estimada entre 20 a 40 mil homens armados. Isso, além dos cerca de 120 reféns capturados para serem usados como escudos humanos. Segundo o Hamas, 13 deles já teriam sido mortos pelos bombardeios israelenses.

A FACÇÃO E O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO — O que Israel hoje mais teme é que o conflito se abra em duas ou mais frentes. Sem nunca formar um estado de fato, a Palestina se divide em duas áreas. Entre o centro-oeste e o sudoeste da Terra Santa, a Faixa de Gaza é controlada com mão de ferro pelo Hamas, desde que o grupo fundamentalista islâmico lá chegou ao poder nas eleições palestinas de 2006. Na região, 2,3 milhões de palestinos são empilhados por Israel num campo de concentração a céu aberto de 365 km2, onze vezes menor que o município de Campos.

ISRAEL NA CISJORDÂNIA — A outra área da Palestina é a Cisjordânia. Com 5.860 km2, não tem ligação terrestre com a Faixa de Gaza e é bem maior que esta. No centro-leste da Terra Santa, é controlada militarmente por Israel. Que tem seus limites territoriais bíblicos reivindicados pela extrema-direita de fundamentalismo religioso judeu, aliada de Netanyahu, na expansão de assentamentos sobre o território palestino ocupado. Ontem, na repressão de manifestações de apoio aos palestinos de Gaza, os israelenses mataram 11 palestinos na Cisjordânia.

ISRAEL, LÍBANO, HEZBOLLAH E IRÃ — A outra possível frente mais temida por Israel é sua fronteira norte com o Líbano, onde atua o Hezbollah, financiado pelo Irã. Grupo paramilitar de extremismo islâmico, como o Hamas, o Hezbollah é muito mais poderoso. Tem cerca de 100 mil homens armados, testados na Guerra Civil da Síria, e mais de 150 mil mísseis. Que são capazes de derrubar prédios em Tel Aviv como Israel tem feito em Gaza. Os enfrentamentos na região ainda são pontuais. Mas ontem, no sul do Líbano, causaram a morte do cinegrafista Issam Abdallah, da agência britânica Reuters.

ESPERAS — O Hezbollah, como seu patrocinador Irã, que teriam dado autorização para a ação terrorista do Hamas contra Israel no último sábado, parecem esperar para ver como as coisas andarão na invasão terrestre da Faixa de Gaza. Onde, desde domingo, 2,3 milhões de seres humanos são bombardeados e confinados pelos israelenses sem água, comida, remédios, energia elétrica ou corredor humanitário.

 

Página 3 da edição de hoje da Folha da Manhã

 

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Crimes de guerra do Hamas e de Israel na Terra Santa

 

Tel Aviv, capital de Israel, sob ataque dos foguetes e mísseis disparados pelo Hamas da Faixa de Gaza (Foto: Mohammed Salem/Reuters)

 

Você é expulso da casa na qual se criou e que herdou dos seus antepassados. Primos com linha de sangue com seus avós, mas de outra religião e língua, ocupam a casa durante sua longa ausência. Após passar por grandes sofrimentos numa vida errante pelo mundo, este define que você pode reocupar sua antiga casa. Mas tem que dividi-la com seus primos, que não o querem de volta. Grosso modo, esse é o dilema desde a criação dos estados de Israel e da Palestina, dividindo a mesma Terra Santa para judeus, cristãos e islâmicos, após a II Guerra Mundial (1939/1945). Depois de várias outras guerras pela posse dessa mesma “casa”, o conflito volta a chamar a atenção do mundo desde os ataques terroristas do grupo palestino Hamas contra Israel, por terra, mar e ar, no último sábado (7).

 

Continuamente habitada há 4 mil anos, a cidade de Gaza sob o bombardeio de Israel (Foto: Ashraf Amra/Reuters)

 

ATAQUE, CONTRA-ATAQUE E MORTOS — A partir da sua base na Faixa de Gaza, o Hamas usou soldados armados e alguns milhares de foguetes e mísseis para matar 900 pessoas em Israel, a grande maioria civis. Incluídos os brasileiros Bruna Valeanu e Ranani Glazer, respectivamente, de 24 e 23 anos, que estavam numa festa rave; e cerca de 40 bebês israelenses que teriam sido decapitados num kibutz. Surpreendido e com cerca de 100 de seus cidadãos também levados como reféns, Israel respondeu com a declaração de guerra consumada com bombardeios desde o domingo (8) sobre Gaza. Que, até a noite de ontem, tinham matado 900 palestinos, também civis na maioria, cerca de 100 deles crianças.

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

GAZA E O HAMAS — A Faixa de Gaza fica entre o centro-oeste e o sudoeste da Terra Santa. Nela, 2,3 milhões de palestinos são empilhados por Israel num campo de concentração a céu aberto de 365 km2. Onze vezes menor que o município de Campos, o território é controlado pelo Hamas. Que lá chegou ao poder pelo voto nas eleições legislativas palestinas de 2006. Mas o mantém de lá para cá com mão de ferro, como o tráfico de drogas ou as milícias fazem com as comunidades carentes das grandes áreas urbanas brasileiras.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

CRIMES DE GUERRA — Além dos bombardeios, a Faixa de Gaza teve a entrada de energia elétrica, água e comida fechada por Israel. Assim como a saída de qualquer cidadão palestino, tenha ou não ligação com o Hamas. No que foi denunciado como crime de guerra, assim como os ataques terroristas do Hamas, pela Human Rights Watch, uma das mais importantes organizações de direitos humanos do mundo. A ONU também já iniciou investigação de crimes cometidos pelos dois lados do conflito, para posterior responsabilização. Que também pode acontecer pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda.

 

 

CISJORDÂNIA E ANP — A outra área da Palestina é a Cisjordânia, que até agora não se envolveu no conflito. Com 5.860 km2, não tem ligação terrestre com a Faixa de Gaza e é bem maior que esta. No centro-leste da Terra Santa, a Cisjordânia é, em tese, administrada pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), opositora política do Hamas. Mas é controlada de fato por Israel, cuja extrema-direita no poder com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu insiste em instalar colonos judeus na região. De origem laica, a ANP reconhece a existência do estado de Israel. Fundamentalista islâmico, o Hamas, não.

PODERIO BÉLICO — Com cerca de 126 mil homens mobilizados em suas Forças Armadas, consideradas entre as melhores do mundo após várias vitórias militares sobre seus vizinhos árabes, Israel já convocou 360 mil reservistas, incluindo brasileiros de dupla cidadania. E prepara uma invasão por terra à Faixa de Gaza. Onde pode esbarrar numa guerra de guerrilha, na qual o mais fraco sempre aumenta suas chances contra o mais forte. Operando como milícia paramilitar, o Hamas teria entre 20 mil e 40 mil homens armados. Desde que se retirou da Faixa de Gaza em 2005, Israel não teve sucesso em tentativas posteriores de voltar militarmente à região.

HEZBOLLAH E IRÃ — Muito mais poderoso que o Hamas é o Hezbollah. Outro grupo paramilitar extremista que atua no Líbano, vizinho de Israel ao norte, conta com cerca de 100 mil homens armados, 100 mil mísseis e artilharia. Analistas do mundo se dividem se o grupo libanês se envolveria no conflito, abrindo outra frente de batalha contra Israel, caso este invada a Faixa de Gaza. Mas como o Hezbollah é financiado diretamente pelo Irã, isso poderia envolver também este país numa eventual escalada do conflito.

PARCEIROS DE OCASIÃO — Na divisão do mundo islâmico desde a Idade Média, o Hamas é sunita, enquanto o Hezbollah e seu patrocinador Irã são xiitas. Opositores no plano religioso, são parceiros geopolíticos de ocasião, unidos no não reconhecimento à existência de Israel. Que, se estender sua guerra ao Irã, dificilmente o faria sem o apoio dos EUA. Por enquanto, foram registrados alguns outros pequenos ataques e contra-ataques envolvendo Israel, partindo do Líbano e da Síria. Esta, aliada da Rússia de Vladimir Putin, já envolvido em sua própria guerra com a vizinha Ucrânia.

BRASILEIROS CHEGAM DE TEL AVIV — Enquanto isso, é esperada às 4h da madrugada de hoje a chegada do primeiro voo da Força Aérea Brasileira (FAB) trazendo brasileiros que estavam na zona do conflito. A aeronave KC-30, com 211 passageiros, partiu às 20h12 no horário de Israel (14h12 de Brasília), do aeroporto Ben Gurion, na capital, Tel Aviv. Segundo o Itamaraty, estão previstos mais cinco voos até o próximo domingo (15).

 

Avião KC-30 da FAB, com 211 passageiros brasileiros embarcados em Tel Aviv, tem chegada prevista na madrugada de hoje à Brasília (Foto: Reprodução de TV)

 

LULA, BOLSONARO E MORO — Embora tenham condenado os ataques terroristas, as notas do Governo Federal, do presidente Lula (PT) e do Itamaraty não citaram o nome do Hamas. Porque, se o fizessem, teriam que classificá-lo, ou não, como grupo terrorista. Adversários do petista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Sergio Moro (União/PR) lembraram que o Hamas parabenizou Lula por sua eleição em outubro passado.

 

Presidente Lula, ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Sergio Moro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

MST VÊ “REAÇÃO LEGÍTIMA” DO HAMAS — Aliado de Lula, o MST soltou ontem uma nota, em que afirmou: “Resistência Palestina, desde Gaza, reagiu, de maneira legítima, às agressões e à política de extermínio que Israel implementa na região há mais de 75 anos (…) À brava Resistência Palestina em Gaza: seguiremos apoiando e defendendo o direito legítimo dos povos a reagir contra a opressão”.

JOE BIDEN — No hemisfério oposto das Américas, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou ontem: “Nós estamos com Israel, apoiamos Israel, e garantiremos que tenham tudo o que precisarem para cuidar dos seus cidadãos, defender-se e responder a esse ataque”. Atrás do ex-presidente Donald Trump nas pesquisas da eleição à Casa Branca em 5 de novembro de 2024, Biden pode ser tentado a mudar essa situação na pretensão dos EUA à condição de “polícia do mundo”. Mesmo que ela não tenha vingado recentemente em outros países islâmicos, como o Iraque e o Afeganistão.

 

Página 3 da edição de hoje da Folha da Manhã

 

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Campos, Faixa de Gaza e patrimônio no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Servidor público federal, blogueiro do Folha1 e jornalista, Edmundo Siqueira é o convidado do Folha no Ar desta quarta (11), a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará os últimos capítulos da novela da política de Campos (confira aqui). Assim como os ataques terroristas do grupo extremista Hamas contra Israel, que respondeu com bombardeios e privação de água, comida e eletricidade aos 2,3 milhões de palestinos que confina na Faixa de Gaza.

Por fim, Edmundo falará da preservação do patrimônio histórico de Campos, assim como do brasileiro em Canudos, no sertão da Bahia, palco da maior guerra civil do país, no final do século 19. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Ataque do Hamas e guerra de Israel no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Júnior)

 

Os ataques terroristas do grupo palestino Hamas a Israel e a guerra declarada por este em resposta, com a possibilidade de escalada do conflito e de consequências ao Brasil. Este será o tema do Folha no Ar desta terça (10), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Será debatido pelo âncora Cláudio Nogueira e os jornalistas Rodrigo Gonçalves e Aluysio Abreu Barbosa, que esteve há poucos meses em Israel e na Palestina.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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