
Único candidato a prefeito de oposição em São João da Barra, o jovem administrador público Danilo Barreto (Novo) teve uma vitória política nas urnas de domingo, a despeito da sua previsível derrota eleitoral. Com 7.351 votos, ele teve 22,24% dos válidos na urna de 6 de outubro. O que é mais que o dobro dos 9,2% de intenção que a pesquisa Factum, registrada no TSE, lhe atribuiu em 11 de setembro.
Por outro lado, a reeleição da prefeita Carla Caputi (União) com 25.695 votos, ou 77,76% dos válidos, foi a maior da história de SJB. Com a qual superou os 69,72% da sua aliada, a deputada estadual Carla Machado (PT), quando esta se reelegeu prefeita do município em 2020. No entanto, foi menos do que os 81,9% que a pesquisa Factum projetou a Caputi em setembro.
Com mais que 2 entre cada 10 eleitores do município, Danilo ocupou um espaço importante na oposição de SJB. Que foi deixado vago com a morte do combativo vereador Franquis Arêas em 2023. Como, entre os vivos, pela hesitação do secretário estadual (e deputado estadual licenciado) de Habitação Bruno Dauaire (União) e a composição do vereador Elísio (SD), que se aliou a Caputi para assegurar sua reeleição.
Com a votação que obteve, bem acima do esperado, Danilo sai da urna de domingo cacifado. Talvez para disputar uma vaga de deputado estadual em 2026. E, a ver, pela Prefeitura de SJB em 2028, contra uma Carla Machado que viu a aliada Caputi se reeleger no domingo. Mas acabou derrotada em seus apoios a prefeito em Campos e São Francisco de Itabapoana.
Pelo que já fez, Danilo sai marcado de 2024 por ter provado à oposição sanjoanense que, em política, também é necessário ter coragem.
Atualização às 18h01: Em comentário no Instagram, o ex-deputado federal Caio Vianna (MDB), que chegou a cogitar se lançar a prefeito em SJB neste ano, elogiou (confira aqui) a performance eleitoral de Danilo no domingo. E projetou:
— Danilo Barreto campeão! Ganhou o respeito e admiração de muitos eleitores e também na classe política. Será prefeito de São João da Barra em 2028.

Não ganhou a eleição pela corrupção dos políticos e de grande parte da população que se vendeu para viver na miséria por mais 4 anos.