Direita sai do 1º turno favorita a presidente do Chile no dia 14

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Direita favorita a presidente no Chile

Em 19 de dezembro de 2021, o socialista Gabriel Boric se elegeu presidente do Chile. Em 30 outubro de 2022, Lula se elegeu presidente do Brasil. Até o 1º turno a presidente do Chile no último domingo (16), a esquerda sul-americana celebrava a comunista Jeannette Jara líder nas pesquisas. Mas o conservador José Antonio Kast saiu da urna favorito ao 2º turno de 14 de dezembro.

 

Conta da soma contra a esquerda

Jara ficou na frente no 1º turno, com 26,85% dos votos. Kast teve 23,92%. Que, com os 19,71% do centrista Franco Parisi, os 13,94% do ultraconservador Johannes Kaiser e os 12,46% da conservadora moderada Evelyn Matthei, somam 70% do voto chileno à oposição ao governo Boric. Do qual Jara, mesmo distante na campanha, foi ministra da Educação.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Meio caminho da direita andado

Após surpreender na 3º colocação, o “antissistema” Parisi disse que não apoiará nem Kast, nem Jara. Mas seus votos dificilmente migrarão à candidata de esquerda. O presidente Boric não chega a 30% de aprovação de governo. Por sua vez, Kast teve apoio declarado por Kaiser e Matthei. E os três, somados, já tiveram 50,3% dos votos dados pelos chilenos no domingo.

 

Alberto Aggio, historiador, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em História Política da América Latina

“Quase consignada a vitória de Kast”

“A votação desses três candidatos (Kast, Kaiser e Matthei) ultrapassa 50%. No 2º turno de 14 de dezembro, nós temos quase que consignada a vitória de Kast”, projetou em entrevista ao programa Folha no Ar, na manhã de ontem, o historiador Alberto Aggio, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em História Política da América Latina.

 

Fator interno ou da América do Sul?

Embora Chile e Brasil sejam vizinhos e estejam entre os países mais importantes da América do Sul, tanto a eleição a presidente do jovem Boric em 2021, quanto a do veterano Lula em 2022, se deveram fundamentalmente a fatores internos. Só que há quem observe o cenário sul-americano não isoladamente, mas como uma possível nova onda conservadora no continente.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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