Estefan confirma estar na briga pela vice de Carla em SJB

Filipe Estefan e Carla Machado em reunião do Rede de SJB da última quinta (03/03)
Filipe Estefan e Carla Machado em reunião do Rede de SJB no último dia 3 (reprodução de Facebook)

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

Anunciada pela própria Carla Machado (PT), na noite da última quinta (03/03), em seu perfil no Facebook (aqui), é correta a informação: o advogado Filipe Estefan, de malas prontas para o Rede, é mais um concorrente à vaga de vice na pré-candidatura da ex-prefeita nas eleições municipais de outubro em São João da Barra. Além de posar na reunião do Rede sanjoanense para a foto ao lado de Carla, postada por ela para anunciar a adesão nas redes sociais, Fillipe admitiu que está na briga para compor a chapa de oposição ao prefeito José Amaro Martins de Souza, o Neco (PMDB), que se prepara para tentar a reeleição:

— Na verdade, essas conversas da minha participação de alguma maneira no pleito municipal de São João vem acontecendo desde o ano passado. Carla me convidou para o seu camarote no carnaval da cidade, no qual eu a encontrei e analisamos juntos as possibilidades. De lá para cá, acabei conversando com Danilo Funke (vice-prefeito de Macaé), que é representante do Rede na região. Foi no sábado (27/02), onde ficou acertado de que eu participaria do encontro do Rede, nesta quinta, onde Carla também estava.

Na reunião, segundo Estefan, Carla lhe perguntou: “E aí?”. Ao que o indagado respondeu: “Vamos caminhar juntos, trabalhar e discutir políticas públicas para melhorar a qualidade de vida do povo sanjoanense”. Advogado, Filipe já foi presidente da 12ª Subseção da OAB-Campos, que inclui também São João da Barra. Neste município, ele foi também procurador geral, mas do governo Bertinho Dauaire (atual PR), que Neco trabalha (aqui) para ter como vice para tentar a reeleição.

No ano passado, o nome de Estefan chegou a ser cogitado pelo PC do B sanjoanense para encabeçar uma chapa própria na disputa à Prefeitura em 2016. Agora, ele se junta à disputa pela vaga de vice na chapa de Carla disputada também por cinco outros nomes: o vereador Aluizio Siqueira (PP), presidente da Câmara Municipal; o vice-prefeito de Neco, Alexandre Rosa (PRB); o ex-secretário de Obras Alexandre Magno (PSD), o ex-vereador Oswaldo Barreto (PSDC) e o médico André Fontoura (PPS).

Com a entrada de Filipe no jogo ao lado de Carla, ela levaria também, além do Rede, o PC do B e o PTN. Todavia, de acordo com Nelson Patrício (aqui), coordenador geral de fiscalização da secretaria de Obras no município, o Rede em São João da Barra estaria mantendo diálogo com Neco e já teria, inclusive, convidado o prefeito a ingressar no novo partido.

 

 

Página 5 da edição de hoje (05/03) da Folha
Página 5 da edição de hoje (05/03) da Folha

 

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

 

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Cerimônia de adeus ao projeto do PT?

Nestes primeiros momentos após a condução do ex-presidente Lula (PT) e seu filho mais velho, por força coercitiva da Polícia Federal (PF), para prestarem depoimento, duas análises se destacaram pela exposição didática e desapaixonada sobre as muitas implicações criminais, políticas, econômicas e sociais dos fatos que se sucederam no dia de hoje e continuarão a se desenrolar os próximos. Não por coincidência, são dois artigos que enriquecem aqui e aqui a opinião do Estadão, jornal que tem andado quase sempre à frente no noticiário da Lava-Jato.

Confira e tire suas próprias conclusões da interpretação do hoje e a projeção preocupante dos amanhãs pelas experientes jornalistas Dora Kramer e Eliane Catanhêde. Até pela gravidade da situação, ambas as leituras são necessárias:

 

 

O ex presidente Lula chegando na manhã de hoje para prestar depoimento na sede da Policia Federal no Bairro do Lapa (foto de Marcio Fernandes - Estadão)
O ex presidente Lula chegando na manhã de hoje para prestar depoimento na sede da Policia Federal no Bairro do Lapa (foto de Marcio Fernandes – Estadão)

 

 

Jornalista Dora Kramer
Jornalista Dora Kramer

Cerimônia do adeus

Por Dora Kramer

 

Quando as investigações da Lava Jato alcançam o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, atingem de maneira grave e irreversível a presidente Dilma Rousseff, cujo governo está morto. Não tem credibilidade nem reúne condições de governabilidade suficientes para se recuperar. Seu esteio político se verga ante a força dos fatos, anunciando que, para o PT, acabou-se o que já foi extremamente doce.

Restava ao partido a vã esperança de que Lula da Silva pudesse dar uma volta por cima ao molde daquela de 2005, no mensalão. Hoje resta ao governo ver se haverá um enterro ou se a situação levará a um longo culto desse cadáver insepulto. É tudo muito diferente: Lula não é presidente, não tem foro especial, sua popularidade despenca.

Além disso, a economia está aos frangalhos, a oposição já não se dispõe a fazer acertos com o governo, os resultados das investigações já conhecidos não permitam que se dê o dito pelo não dito. Essa pasta de dente, enfim, não tem como voltar ao tubo.

O tom dos procuradores na Lava Jato na entrevista sobre a nova fase da operação não deixa dúvida: são consistentes e contundentes os indícios de que o ex-presidente valeu-se do cargo para se locupletar, faltando apenas provas de que a organização criminosa montada para fazer dos cofres públicos fonte de financiamento do PT era comandada direta e objetivamente por ele.

Na palavra dos investigadores, tendo ou não o domínio dos fatos Lula foi o principal beneficiário do esquema de corrupção posto em prática ao tempo em que ele era mandatário do País e sobre o qual não deixa de ter responsabilidade funcional a presidente Dilma, uma vez que os ilícitos prosseguiram na gestão dela. Embora não seja (ainda?) investigada, a presidente é beneficiada por aquilo que os procuradores definiram com toda clareza como um sistema montado para comprar apoio político ao governo.

 

 

Manifestantes pró e contra Lula se enfrentaram hoje a socos nas ruas de São Paulo (foto de Pedro Kirilos - Agência O Globo)
Manifestantes pró e contra Lula se enfrentaram hoje a socos nas ruas de São Paulo (foto de Pedro Kirilos – Agência O Globo)

 

 

Jornalista Eliane Catanhêde
Jornalista Eliane Catanhêde

É o fim do projeto do PT

Por Eliane Catanhêde

 

A sexta-feira, 4 de março de 2016, é um dia histórico e divide apaixonadamente a opinião pública do Brasil, onde Luiz Inácio Lula da Silva nasceu nos rincões áridos do Nordeste, cruzou o país continental num pau-de-arara, comeu o pão que o Diabo amassou, foi o maior líder sindicalista e virou o presidente da República mais popular em décadas. É um dia profundamente triste, mas é também um marco: ninguém, nem mesmo Lula, está acima da lei.

A condução coercitiva de Lula e de seu primogênito, Fábio Luiz, não foi nenhuma surpresa no mundo político, mas é daqueles fatos que todo mundo espera, mas, quando acontecem, são como uma explosão atômica. Com Lula depondo na Polícia Federal e acossado, junto com a presidente Dilma Rousseff, pela delação premiada do ex-líder do governo Delcídio Amaral, não há outra conclusão possível senão a óbvia: é o fim do projeto do PT, o fim de uma era.

Até por isso, a Justiça, o Ministério Público, a Polícia Federal e a Receita Federal cercaram-se de todos os cuidados. Há meses vinham dando indícios de que Lula seria preso, mas isso só ocorreria quando as provas fossem consistentes, inquestionáveis. “Não podemos morder o Lula. Quando chegarmos nele, é para engolir”, diziam os investigadores, ilustrando a consciência de que, deixar brechas de contestação, seria não apenas implodir a Lava Jato, mas também desmoralizar as instituições responsáveis.

Hoje, a Lava Jato engoliu Lula e, com ele, o projeto de eternização do PT no poder. De uma forma simples e direta, há provas de que havia uma triangulação criminosa: o dinheiro saía da Petrobrás, passava pelas empreiteiras e parte dele ia para o ex-presidente em forma de pagamentos dissimulados de palestras, viagens pelo mundo, o sítio de Atibaia e o triplex do Guarujá. Lula, portanto, seria beneficiário dos desvios da maior companhia brasileira, hoje uma das maiores empresas mais endividadas do mundo. Sem falar na Operação Zelotes…

A condução coercitiva de Lula, a prisão do marqueteiro dele e de Dilma, a delação do ex-líder do governo sobre o envolvimento de Dilma na compra suspeitíssima da refinaria de Pasadena e na tentativa de manipular o Judiciário para soltar empreiteiros amigos… tudo isso configura um cerco a Lula e a Dilma que, apesar de dependerem visceralmente um do outro, entram na dolorosa fase do “salve-se quem puder” ou, de outra forma, “cada um por si”.

Como pano de fundo, a crise política e a economia. Por uma macabra coincidência, ou não, o resultado da economia em 2015 saiu no dia do vazamento da delação de Delcídio e na véspera da condução coercitiva de Lula e de seu filho. O Brasil teve uma recessão de 3,8% e ficou em 30º lugar entre 32 países pesquisados, só atrás da Venezuela, que quebrou, e da Ucrânia, que vem perdendo parte do seu território para a Rússia.

Tudo somado, Dilma está totalmente isolada em seus palácios, enquanto Lula se despe da roupagem do “Lulinha paz e amor” e conclama suas tropas para a guerra. A possibilidade de impeachment de Dilma é cada vez mais real e a próxima etapa de todo esse processo deve ocorrer nas ruas. Vêm aí as manifestações do dia 13 contra Dilma, Lula e o PT, mas, antes delas, já começam os confrontos. As bandeiras vermelhas, em minoria, vão tentar ganhar no grito — ou na pancadaria.

 

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Em Delcídio e até Clarissa, Garotinho fica para trás de Arnaldo

Quem acompanha a blogosfera goitacá com mais atenção nos últimos dias, pode suspeitar que o secretário de Governo de Campos, Anthony Garotinho (PR), talvez ande ocupado demais com os problemas da administração da sua prefeita e esposa, Rosinha Garotinho (PR), para dar a devida atenção à lida blogueira. Se já foi ultrapassado sem cerimônias na política fluminense, barrado do segundo turno da última eleição a governador, no qual perdeu em cinco das sete zonas eleitorais de Campos (aqui), ao apoiar o senador Marcelo Crivella (PSB) contra o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), Garotinho agora tem sido deixado para trás também na blogosfera local.

Enquanto o jornalista Arnaldo Neto, hospedado na Folha Online, repercutiu aqui a retomada da possibilidade da deputada federal Clarissa Garotinho (PR) em disputar a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, às 15h15 do último dia 28, Garotinho só foi fazer o mesmo em seu próprio blog aqui, às 9h09 do dia  1º deste mês, quase 48 horas depois.

Confira abaixo:

 

Com destaque do “Opiniões”, Arnaldo noticiou a retomada da possibilidade de Clarissa disputar a Prefeitura do Rio em 28 de fevereiro (reprodução)
Com destaque do “Opiniões”, Arnaldo noticiou a retomada da possibilidade de Clarissa disputar a Prefeitura do Rio em 28 de fevereiro (reprodução)

 

 

Arnaldo x Garotinho 2
Mesmo em se tratando da própria filha, Garotinho só foi noticiar a volta de Clarissa ao jogo da Prefeitura do Rio em 1º de março (repordução)

 

Pois às 10h20 de hoje (03/03), enquanto Arnaldo foi o primeiro na blogosfera goitacá a repercutir aqui a cataclísmica delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT/MS), líder da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado Federal até ser preso pela operação Lava-Jato, Garotinho só foi fazer o mesmo, aqui, em seu blog, às 11h44, mais de uma hora e 20 minutos depois.

Confira abaixo:

 

Arnaldo x Garotinho 3
Arnaldo noticiou a bombástica delação premiada do senador Delcídio do Amaral às 10h20 de hoje (reprodução)

 

Garotinho noticiou a delação de Decídio mais de uma hora e 20 minutos depois de Arnaldo, mas sem dar crédito a quem o havia feito primeiro na blogosfera goitacá (reprodução)
Garotinho noticiou a delação de Decídio mais de uma hora e 20 minutos depois de Arnaldo, mas sem dar crédito a quem o havia feito primeiro na blogosfera goitacá (reprodução)

 

Aos 55 anos, perto de tornar anacrônico o apelido do radialista José Carlos Araújo convertido em nome de família, Garotinho parece andar precisando de uma reposição hormonal, real e/ou virtual, para tentar competir enquanto comunicador com jornalistas e blogueiros ainda na casa dos 20 anos, como é o caso de Arnaldo — o Neto, não o Vianna.

 

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“O PSDB terá candidato próprio à sucessão de Rosinha”

Se os pré-candidatos do PR defendem a necessidade do partido ter nome próprio à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), o líder esta na Câmara de Campos, vereador Mauro Silva (PSDB), não se faz de rogado: “O PSDB terá candidatura própria”. Para tanto, ele conta com o apoio do senador Aécio Neves, hoje favorito numa disputa presidencial, segundo as pesquisas. Na defesa do governo municipal, Mauro elege nova prioridade ao próximo: gerar e agregar valor ao emprego.

 

Senador Aécio Neves aposta em Mauro Silva como candidato do PSDB à Prefeitura de Campos (foto: divulgação)
Senador Aécio Neves aposta em Mauro Silva como candidato do PSDB à Prefeitura de Campos (foto: divulgação)

 

Duas candidaturas governistas – Não sei se é a melhor estratégia. O importante é sair com a base unida. A coisa pública tem que estar acima das vaidades pessoais. O ideal seria chegarmos a um consenso. Particularmente, acho que duas chapas dividiriam o apoio. O importante é manter a unidade para o grupo não perder sua força.

Candidatura própria do PR – O PR vai ter candidatura própria. O PSDB vai ter candidatura própria. Mas seria bom que chegássemos ao consenso, para atravessar esta crise na qual estamos vivendo.

Ninho tucano – A orientação nacional é que em todos os municípios com mais de 200 mil habitantes, o partido tenha candidatura própria a prefeito. Diante de tudo que se vê no Brasil sob comando do PT e PMDB, o PSDB tem que se colocar em todo o país como opção.

Vir de vice – É uma questão partidária. Se a orientação do partido é que tenha candidato, a princípio não há que se cogitar vir como vice. Mas a política é muito dinâmica. Se for entendimento da executiva estadual, não tenho vaidade. O que for melhor para Campos é melhor para mim. Mas reafirmo que a orientação do partido é ter candidato próprio.

Soldado de Aécio ou Garotinho? – Soldado do povo de Campos, soldado de uma causa: fazer da cidade um lugar ainda melhor. Fez-se muito, mas precisamos avançar. O quadro hoje é diferente. Rosinha fez 18 Bairros Legais, entregou mais de 6,5 mil casas populares e construiu uma grande rede de proteção social. Agora, nós precisamos gerar emprego, trabalhar a questão do desenvolvimento sustentado, estimular as parcerias público-privadas, aproveitar nossas universidades e investir na criação de emprego com valor agregado. Através de incentivo à indústria de software, do mercado cultural, podemos elevar o nível do emprego no município.

Município falido – De forma alguma! O município enfrenta dificuldades como todos os outros que dependem dos royalties do petróleo. O momento é de ajuste, enxugar a máquina pública e rever prioridades.

Desperdício dos royalties – Nós certamente sentimos a queda dos royalties. E todos sabíamos ser um recurso finito. Mas ninguém esperava uma queda tão abrupta no preço do barril de petróleo em tão curto espaço de tempo. Você pega Campos, Macaé, Rio das Ostras e vários outros municípios produtores, e vai ver que todos sentiram demais a crise no setor. Mas não acho que entregar 6,5 mil casas populares e 18 Bairros Legais seja desperdício dos royalties.

Fogo amigo – A frase é do (jornalista) Joelmir Beting: “Não me preocupo com o que vem pela frente, me preocupo com o que vem por trás”. Mas prefiro não acreditar em fogo amigo. Acredito que aquilo que você deseja ao outro, recebe em dobro. Desejo que todos sejam leais na disputa.

Fogueira das vaidades – É do ser humano. O grande exercício para todos nós é olhar todo dia diante do espelho e dizer: “Estou, não sou”. A vida é muito efêmera. E o momento exige que nos dispamos de todas as vaidades e busquemos um consenso no que for melhor para Campos, para a população, para melhorar nossa qualidade de vida.

Oposição – Tenho profundo respeito pela oposição, mas acho que, em Campos, ela sempre prega o quanto pior, melhor. Cobro uma oposição responsável, que possa fazer críticas construtivas, não transformar os temas de interesse da cidade num palanque político. Entendo que é preciso elevar o nível do debate. A grande disputa tem que ser no campo das ideias.

Líder do governo – Acho que ser líder do governo foi muito importante para ressaltar os avanços do governo Rosinha. Tivemos mais acertos do que erros. Tem sido uma experiência salutar, que me fez crescer e conhecer ainda mais a administração pública.

 

 

Página 3 da edição de hoje (03/03) da Folha
Página 3 da edição de hoje (03/03) da Folha

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

Atualização às 11h45: Por erro meu, na segunda citação do número de casas populares entregues por Rosinha, saiu publicado 1,5 mil unidades na versão impressa da entrevista. O correto é o número da primeira citação: 6,5 mil. Ademais, ao final da entrevista, numa resposta de Mauro enquanto líder do governo Rosinha, saiu na versão impressa: “Tivemos mais erros do que acertos”. Na verdade, por óbvio, foi dito o contrário, como consta acima. Em ambos os casos, quem errou mais que acertou foi o entrevistador, não o entrevistado ou o governo que representa. Pelos dois erros, nossas desculpas a Mauro, à administração Rosinha e, sobretudo, a você, leitor.

 

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Mauro Silva: O PR vai ter candidato próprio a prefeito. O PSDB também!

Senador Aécio Neves aposta em Mauro Silva como candidato do PSDB à Prefeitura de Campos (foto: divulgação)
Senador Aécio Neves aposta no vereador Mauro Silva como candidato do PSDB à Prefeitura de Campos (foto: divulgação)

 

 

“O PR vai ter candidato próprio (a prefeito de Campos). O PSDB vai ter candidato próprio”.

“O momento é de ajuste, enxugar a máquina pública e rever prioridades”.

“Não acho que entregar 6,5 mil casas populares e 18 Bairros Legais seja desperdício dos royalties”.

 

Conhecido pela polidez, o líder governista na Câmara de Campos, vereador Mauro Silva (PSDB) foi firme na assertiva: “O PSDB terá candidato a prefeito de Campos”. Se parece resposta à declaração (aqui) do secretário municipal de Desenvolvimento Humano e também pré-candidato governista a prefeito, Thiago Ferrugem — “O PR terá candidatura própria à sucessão de Rosinha” —, a verdade é que Mauro saiu na frente na disputa interna por uma das duas candidaturas que os rosáceos pretendem apresentar à Prefeitura de Campos. Com endosso do próprio senador Aécio Neves à sua entrada no PSDB (aqui), hoje o vereador parece ser o único governista com vaga certa na disputa à sucessão de Rosinha Garotinho (PR). A íntegra da sua entrevista, você poderá conferir amanhã, na Folha.

 

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“O PR terá um candidato próprio à sucessão de Rosinha”

Se muito se fala em renovação na oposição, o discurso também tem eco no governo. Considerando representante do grupo de Wladimir Garotinho (PR), Thiago Ferrugem (PR) assume sua pré-candidatura à sucessão de Rosinha Garotinho (PR), na qual pretende aliar a juventude dos 29 anos à experiência no comando de duas pastas importantes da prefeita. Ele admite o fogo amigo entre os rosáceos,  contesta que o município esteja falido e aposta numa certeza: o PR terá candidato próprio a prefeito.

 

Secretário de Desenvolvimento Humano e Social de Rosinha e pré-candidato a prefeito pelo PR, Thiago Ferrugem (Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
Secretário de Desenvolvimento Humano e Social de Rosinha e pré-candidato a prefeito pelo PR, Thiago Ferrugem (Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Pré-candidatura – Me coloco à disposição do partido. Trago na bagagem mais de três anos de experiência administrativa, dois anos e meio na Fundação da Infância e Juventude, mais os oito meses em que estou à frente da secretaria de Desenvolvimento Humano e Social. Ganhei gordura para demonstrar minha capacidade de gestão. Plantamos e colhemos vários avanços. Na Fundação, pensava naqueles em idade escolar. No Desenvolvimento, trabalhei muitas vezes para quem ainda nem teve chance estar na escola. Estou preparado para assumir a Prefeitura em 1º de janeiro de 2017 para ajudar a tirar o município desta crise pela qual o Brasil está passando.

Duas chapas governistas – É uma possibilidade, mas nada está definido. Certeza, agora, só uma: o PR terá candidatura própria à sucessão de Rosinha. Tem que ter. É o maior partido da cidade.

Vir como vice – Política é, antes de tudo, a arte do diálogo. O mais importante não meu nome, é o projeto. Em nome dele, não posso dizer que não vou discutir qualquer opção. Não fecho nenhuma porta. Diálogo é a base de tudo.

Município falido – O país está numa crise muito grande e Campos não é uma ilha. Mas o município não está falido. Quem está falido, não paga servidor. Quem está falido, não mantém programas sociais. Comparando com outros municípios produtores de petróleo, Campos está melhor, graças à política austera do governo Rosinha.

Oposição – Não deposito na oposição muito tempo de reflexão. Ela não é propositiva, se debruça sobre o berço esplêndido das reclamações, muitas vezes falsas e mentirosas. Nunca recebi um vereador de oposição pré-candidato a prefeito, como é o caso de Rafael Diniz (PPS) e Nildo Cardoso (PSD), nem na Fundação, nem no Desenvolvimento, para propor qualquer ação em defesa da população de Campos, ou fazer um pedido de informação. São só reclamações. Oposição e governo precisam do diálogo para superar a crise, mas não é possível avançar com que não dialoga, com quem se alimenta do critério do quanto pior, melhor. Não posso perder tempo com quem não é propositivo.

“Independentes” – Entre os que se consideram independentes, soube pela mídia que os vereadores Alexandre Tadeu (PRB) e Gil Vianna (PSB) têm pré-candidaturas a prefeito. Se forem de fato candidatos e se comportarem como da oposição, assim encararemos. Mas a eleição de Campos não pode ser raivosa, tem que ser propositiva. Não podemos terminar a eleição com a cidade rachada.

Renovação governista – As pessoas associam muito renovação política com idade. Previsamos renovar ideias. O mundo em que vivemos é muito dinâmico, globalizado pela informação. Meu trabalho será em defesa dos meus princípios, buscando diálogo. Venho da militância estudantil. Quando mais jovem, era mais incisivo. Mas agora, aos 29 anos e com alguns cabelos brancos, amadureci o suficiente para saber que não sou proprietário da verdade. Lutarei para que a disputa eleitoral seja propositiva, não de esquartejamento.

Candidato de Wladimir – Espero ser. Vamos conversar esta semana sobre a eleição, na qual ele será muito importante. Estou pedindo para que ele me dê esse apoio. Até por questão de perfil, sempre estivemos muito próximos, sobretudo quando se fala em renovação. Na campanha de Bruno Dauaire (PR) a deputado estadual (em 2014), que tem o perfil também semelhante ao nosso, eu fui o único que caminhei junto com eles, entre os agora pré-candidatos governistas a prefeito. Acho que é natural que o mesmo aconteça agora.

Fogo amigo – Fogo amigo acontece, faz parte do jogo. Mas, como diz meu amigo Geraldo Venâncio (secretário de Saúde): muitas vezes é o fogo do inimigo travestido de amigo.

 

 

Página 2 da edição de hoje (01/03) da Folha
Página 2 da edição de hoje (01/03) da Folha

 

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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Fogueira de vaidades? Após Ferrugem, Edson e Auxiliadora a prefeito

Aqui, às 22h21 da noite de ontem, o blogueiro Ralfe Reis foi o primeiro a divulgar a confirmação oficial do lançamento da pré candidatura de Edson Batista (PTB), presidente da Câmara Municipal, à Prefeitura de Campos.

 

 

Edson Batista - Ralfe Reis

 

 

Aqui, à 0h08 de hoje, o jornalista Alexandre Bastos repercutiu a informação. E a complementou dando conta da pré-candidatura também da vereadora Auxiliadora Freitas (PHS).

 

 

Bastos 3

 

 

Os dois anúncios se deram apenas algumas horas depois do secretário de Desenvolvimento Humano e Social de Rosinha, Thiago Ferrugem (PR), ter se lançado aqui à sucessão da prefeita.

 

 

Ferrugem

 

 

Moral da história? Quem disse que a fogueira de vaidades arde apenas na oposição de Campos?

 

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Thiago Ferrugem: O PR terá candidato próprio à sucessão de Rosinha

Thiago Ferrugem (Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
Thiago Ferrugem (Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

“O PR terá candidatura própria à sucessão de Rosinha. Tem que ter. É o maior partido da cidade”.

“O município de Campos não está falido. Quem está falido não paga servidor, não mantém programas sociais”.

“Fogo amigo acontece, faz parte do jogo. Mas muitas vezes é o fogo do inimigo travestido de amigo”.

 

Sem contornar assuntos polêmicos, sobre governo ou a oposição, Thiago Ferrugem assume sua pré-candidatura à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), de quem é secretário de Desenvolvimento Humano e Social, após ter comandado a Fundação da Infância e Juventude. Jovem, aos 29 anos, ele aposta na renovação, mas também na experiência acumulada nas duas pastas, para “assumir a Prefeitura em 1º de janeiro de 2017 e ajudar o município a sair desta crise que o Brasil está vivendo”. Para saber como e por que, confira a íntegra da entrevista amanhã, na edição da Folha.

 

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