A janela para mudança de políticos com mandato se encerra amanhã (18/03) em todo o Brasil. Em Campos, as definições ficam para a véspera. O deputado federal Paulo Feijó, por exemplo, que tinha confirmado aqui sua ida ao PSD, para assumir a legenda em Campos e na região, vai mesmo se manter no PR, pelo qual assumirá a presidência da Comissão de Transportes da Câmara Federal. Por sua vez, o vereador oposicionista e pré-candidato a prefeito Nildo Cardoso, que saiu do PSB para fugir de Feijó, reafirmou hoje que seu destino será mesmo o DEM — como já havia adiantado aqui.
Presidente do partido em Campos, o empresário e pré-candidato a vereador Hélio Montezano, o “Alemão”, declarou aqui que sairia do DEM se Nildo entrar.
Aqui e aqui, saiba mais sobre as mudanças de partido dos políticos de Campos no Blog do Bastos.
Confira amanhã a íntegra das matérias na Folha da Manhã
Não, o Brasil não é um país para amadores. Mas como é sempre melhor rir do que chorar:
Anunciada hoje, a nomeação de Lula deixou o autor de House of Cards deprimido. “Eu achei que tinha feito uma história sobre a política suja, mas agora descobri que escrevi algo muito mais próximo a Peppa Pig”, disse Beau Willimon, autor da série da Netflix.
Já os brasileiros que foram às ruas veem outra semelhança com a Peppa. “Ela parece um pênis e foi isso que ganhamos”, disse um manifestante.
Na semana que vem, Dilma deve anunciar Jair Bolsonaro na secretaria de diversidade sexual.
Pré-candidatos a vereador e a prefeito, respectivamente, Alemão e Nildo não ficarão juntos no DEM (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
“Por enquanto, o que há são especulações. Pelo que li, Nildo falou que definiria (aqui) seu destino político na segunda. Estamos terminando a quarta, a janela se fecha na sexta e, até agora, nada. A única coisa que posso garantir é que se ele entrar no DEM, eu saio”. Foi o que disse agora há pouco o empresário Hélio Montezano, o “Alemão”, presidente municipal do DEM, pré-candidato a vereador e filho do ex-presidente da Câmara Municipal Nelson Nahim (PMDB).
Alemão tem mantido contato telefônico com o presidente estadual do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, e garante que até agora não ouviu dele nada sobre uma possível entrada de Nildo. Vereador e líder da oposição na Câmara, o político da Baixada busca uma legenda para abrigar sua pré-candidatura a prefeito, depois de perder o PMDB para o deputado estadual Geraldo Pudim, também pré-candidato a prefeito, além do PSD para deputado federal Paulo Feijó (atual PR), numa mudança (aqui) ainda não oficializada.
Leia amanhã a íntegra da matéria na Folha da Manhã
1 – “Tenho a convicção de que Garotinho precisa se reciclar, superar seus limites e se reinventar politicamente”.
Foi o que disse aqui, em seu perfil no Facebook, o ex-deputado estadual Roberto Henriques (PSD), mais novo aliado do secretário de Governo de Campos, de quem já esteve ao lado e rompeu várias vezes.
Cobrado na democracia irrefreável das redes sociais (relembre aqui) por vários questionamentos a Garotinho, feitos numa entrevista em 2011 à revista “Somos assim”, Roberto disse reiterar tudo que disse há cinco anos. A saber:
2 – “Garotinho sofre de ejaculação precoce intelectual”
3 – “Conheço bem a ele (Garotinho), por isso ele treme”
4 – “Não sou lacaio, rompo para não romper comigo mesmo”
Ele também repetiu e reiterou outro questionamento mais recente, feito já depois de retornar pela última vez ao seio do garotismo:
5 – “Onde anda aquele Garotinho, prefeito entre 1989 e 1992, que liderava um grupo que fez a população sonhar e realizou um governo de grandes conquistas?”
Confira abaixo a capa da revista que trouxe a entrevista, em 2011, e a confirmação de tudo que foi dito, e mais um pouco, cinco anos depois por Henriques:
Capa da “Somos assim” de 2011
No Facebook, Henriques não só confirmou hoje tudo que disse cinco anos antes, como foi além
Dedicado à vida acadêmica, o jornalista e blogueiro Ricardo André Vasconcelos usou a democracia irrefreável das redes sociais para quebrar aqui um hiato ruidoso, deixando ao leitor duas perguntas:
1) Com Lula no ministério, Dilma ficará reduzida a uma espécie de Rosinha?
2) Alguém se lembra que duas das empreiteiras investigadas na Lava Jato — Odebrecht e Queiroz Galvão — são as empresas que têm os maiores contratos com a Prefeitura de Campos? A primeira está na cidade desde o início do governo Rosinha, construindo casas populares, enquanto a segunda cuida da coleta de Limpeza Pública e recebe cerca de R$ 6 milhões por mês. Será que só cometeram malfeitos nos contratos com a Petrobras?
Ao que este “Opiniões”, no hiato provocado pela delação de Delcídio do Amaral, soma uma terceira indagação:
3) Antes de “convidar” Lula para super-ministro do Brasil, será que Dilma procurou saber com Rosinha o que Campos se tornou após Garotinho se tornar super-secretário?
Marcão e Marina em Brasília, no último dia 3 (foto: divulgação)
Principal figura do PT em Campos, desde que foi eleito vereador em 2012, o vereador Marcão vai para o Rede Sustentabilidade, criado pela ex-senadora e ex-candidata à presidente da República Marina Silva. A decisão foi acertada desde o último dia 3, quando ele se reuniu em Brasília com Marina, presidente nacional da legenda, mais o líder da bancada na Câmara Federal, deputado Alessandro Molon, e dos seus porta-vozes estaduais Ana Paula Moura e Luiz Eduardo Soares, sociólogo e ex-secretário de Segurança do governo estadual Anthony Garotinho (1999/2002).
Quem também participou do encontro na capital federal para receber o vereador campista foi o vice-prefeito de Macaé, Danilo Funke. Ele foi outro que migrou para o Rede após deixar o PT da presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Lula (PT), desgastado pelas investigações da operação Lava-Jato, defendidas no último domingo por 3,4 milhões de pessoas nas ruas de todo o Brasil, na maior manifestação política da história do país.
Em Campos, o Rede ainda não definiu oficialmente sua posição à eleição majoritária de outubro, apenas que não se coligará com o PMDB ou nenhuma legenda que dê apoio ao grupo do secretário municipal de Governo Anthony Garotinho (PR). Nos bastidores, no entanto, se especula que a mudança passaria pelo apoio do partido de Marina e, agora, de Marcão, à pré-candidatura do vereador Rafael Diniz (PPS) a prefeito.
Em seu artigo semanal na Folha, publicado na página seguinte desta edição, Marcão explicou os motivos da sua decisão:
— Estou convencido de que a mudança se tornava necessária para que tenhamos mais segurança em torno das políticas públicas que iremos defender no próximo pleito e que estaremos discutindo no momento apropriado. Estou me filiando ao partido Rede Sustentabilidade, com objetivo de ajudar a construir em nossa cidade a nova política, isso ocorre no momento de maior descrédito do sistema político, dos partidos e dos políticos. O trabalho será intenso (…) procurando trabalhar com o objetivo de sempre servir e não se servir da política.
Página 3 da edição de hoje (15/03) da Folha
Publicado hoje (15/03) na Folha da Manhã
Saiba mais aqui, no Blog do Bastos, sobre a estrutura do Rede em Campos
Zero! Na contabilidade do deputado estadual Geraldo Pudim (PMDB), esta é a possibilidade dele ser um “Cavalo de Tróia” do secretário municipal Anthony Garotinho (PR) na sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), assim como de ser vice numa chapa de oposição que a dispute. Nas contas do pré-candidato do PMDB a prefeito de Campos, próximo de zero está o caixa do município, numa crise que, ele acredita, forçará o afunilamento das candidaturas de oposição.
(Foto de Michele Richa – Folha da Manhã)
Pudim “Cavalo de Tróia” – Zero de possibilidade! Nem Garotinho tem essa “genialidade” para me fazer de “Cavalo de Tróia”, nem eu tenho a genialidade de enganar (governador Luiz Fernando) Pezão, (presidente da Alerj, Jorge) Picciani, (prefeito do Rio, Eduardo) Paes e (vice-presidente Michel) Temer.
Rogério Matoso “Cavalo de Tróia” – Seria leviano da minha parte afirmar que o ex-vereador se prestaria a esse tipo de papel. Mas o que o mundo político diz é que Rogério Matoso é uma candidatura plantada na oposição por Wladimir (Garotinho, PR). Mas ele tem todo direito de pleitear ser candidato. É legítimo.
Oposição – Hoje todas as pré-candidaturas de oposição colocadas são legítimas. Agora, é imperioso avaliarmos mais adiante a possibilidade de redução do número de candidaturas. Até porque, é com essa hipótese de fracionamento que Garotinho joga. Porque só há uma chance dele vencer a eleição em Campos: levar dois candidatos seus ao segundo turno. Qualquer candidato de oposição que for ao segundo turno repetirá o que ocorreu comigo, como candidato governista, em 2004 e 2006: todos se unem contra.
Governo – A despeito de vários avanços, o modelo de gestão se esvaiu. O governo Rosinha perdeu a capacidade de dialogar com a sociedade civil. É um governo que decide entre quatro paredes, que sequer tem sensibilidade para definir prioridades. Quer exemplo? Há anos o Hospital São José espera R$ 6 milhões para ser concluído, enquanto R$ 18 milhões são gastos na Cidade da Criança. Não sou contra a Cidade da Criança, sou contra colocá-la na frente de um hospital decente para a Baixada. Quer outro exemplo? O transporte coletivo. Houve grande avanço com a passagem a R$ 1,00. Agora suspensa por três meses, ela nunca ofertou segurança, conforto ou regularidade de horário e linha aos passageiros. E as obras de infraestrutura? Toda a população verifica que são obras de custo altamente elevado, de péssima qualidade, com uma demora assustadora. Campos hoje é um grande cemitério de obras inacabadas.
Fogueira das vaidades – As vaidades estão muito afloradas. Todo mundo acha que pode ser candidato, que merece, e isso é natural. Com o avanço do processo, a tendência é que as candidaturas de oposição se afunilem para três ou quatro. Em reportagem publicada num matutino local, a Prefeitura anunciou que está gastando R$ 74 milhões em folha mensal de pagamento. Isso significa que a despesa com pessoal está próxima de R$ 1 billhão por ano. Com pagamento de dívida e a queda dos royalties, isso chega a R$ 1,3 bilhão, R$ 1,4 bilhão. Com um orçamento de R$ 1,7 bilhão, sobram só entre R$ 300 milhões a R$ 400 milhões para investimento. Em resumo: a conta não fecha. O próximo prefeito terá que fazer uma gestão eficiente, enxuta, transparente e atenta às esferas estadual e federal. A crise, ao meu ver, não se finda em 2016. Ela tende a se aprofundar. Por isso as candidaturas de oposição tendem a se afunilar. Como disse o Délio Leal, ex-deputado do PMDB: “Na crise, estamos todos conenados a nos unir”.
Vice – Eu vir como vice de uma chapa encabeçada por outro partido? Zero de possibilidade! O PMDB é o maior partido deste país. O PMDB tem um projeto nacional e estadual. E nós recebemos a incumbência de reinserir o município de Campos nesses projetos. Agora, se é quanto ao vice da nossa chapa, ainda é conjectura, que estaremos trabalhando na perspectiva de alianças, embora o PMDB tenha quadros a oferecer. Como exemplo, cito o nome da Dra. Cândida Barcelos, que implantou a vacina Prevenar em Campos. É uma médica comprometida com as causas sociais, especialmente com a saúde da mulher.
Geraldo Pudim (foto de Michele Richa – Folha da Manhã)
“Nem Garotinho tem essa ‘genialidade’ para me fazer de ‘Cavalo de Tróia’, nem eu tenho a genialidade de enganar Pezão, Picciani, Paes e Temer”.
“O governo Rosinha perdeu a capacidade de dialogar com a sociedade (…) Há anos o Hospital São José espera R$ 6 milhões para ser concluído, enquanto R$ 18 milhões são gastos na Cidade da Criança”.
“O PMDB tem um projeto nacional e estadual. Nós recebemos a incumbência de reinserir o município de Campos nesses projetos”.
Estas foram algumas declarações dadas hoje pelo deputado estadual Geraldo Pudim (PMDB), primeiro secretário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e pré-candidato a prefeito de Campos. Para conferir a íntegra da entrevista, confira amanhã a edição da Folha da Manhã.
Marcão foi recebido no Rede pelo maior nome do partido: a ex-senadora e ex-candidata à presidência da República Marina Silva (foto: divulgação)
Principal figura do PT em Campos, desde que foi eleito vereador em 2012, o vereador Marcão vai para o Rede Sustentabilidade. A decisão foi acertada desde o último dia 3, quando ele se reuniu em Brasília com a presidente nacional da nova legenda, Marina Silva, com o líder da bancada na Câmara Federal, deputado Alessandro Molon, além dos seus porta-vozes estaduais Ana Paula Moura e Luiz Eduardo Soares, sociólogo e ex-secretário de Segurança do governo estadual Anthony Garotinho (1999/2002).
Quem também participou do encontro na capital federal para receber o vereador campista foi o vice-prefeito de Macaé, Danilo Funke. Ele foi outro que migrou para o Rede após deixar o PT da presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Lula (PT), desgastado pelas investigações da operação Lava-Jato, defendidas ontem nas ruas de todo o Brasil (aqui), na maior manifestação política da história do país.
Em Campos, o Rede ainda não definiu oficialmente sua posição à eleição majoritária de outubro, apenas que não se coligará com o PMDB ou nenhuma legenda que dê apoio ao grupo do secretário municipal de Governo Anthony Garotinho (PR). Nos bastidores, no entanto, se especula que a mudança passaria pelo apoio do partido de Marina e, agora, de Marcão, à pré-candidatura do vereador Rafael Diniz (PPS) a prefeito.
Leia a íntegra da matéria amanhã (15/03) na Folha da Manhã