Presente lacaio do passado

Advogado, publicitário, chargista e crítico de cinema, o argentino caído em Campos Gustavo Alejandro Oviedo também atua, na democracia irrefreável das redes sociais, como arquivo da memória de Campos. Para aqueles que contam com a curteza da lembrança goitacá para tentar um lugar ao sol nos desígnios da tribo, é pertinente a recordação abaixo:

 

(Reprodução de Facebook)
(Reprodução de Facebook)

 

Diante do contraste lógico entre passado e presente, resta a pergunta: se em 2011, Roberto Henriques rompeu com os Garotinho “para não virar lacaio”, em qual condição reatou com eles cinco anos depois?

 

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Artigo do domingo — Quedado pela gravidade

Ruínas do prédio do Julinho, julho de 2014 (foto de Aluysio Abreu Barbosa)
Ruínas do prédio do Julinho, julho de 2014 (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

Era um final de tarde de 5 de abril de 2008. Caminhavam à beira mar, em Atafona, um pai, seu filho menino e um amigo deste, escalando em passos pensados a duna de areia e entulhos do que fora o casarão da família Lysandro, ex-proprietária da usina São João. Em Campos as terras da usina foram as primeiras a ser invadidas e ocupadas pelo MST. Em Atafona, a sem terra era Iemanjá.

Quando chegaram ao topo da duna, entre a areia e as ruínas, a visão do outro lado, espraiada à foz do Paraíba, impressionava. A beleza de sempre ganhara um toque surreal. De tão inclinado sobre sua face norte, o prédio do Julinho, última construção antes da areia do Pontal, parecia a carnação em concreto de uma vertigem de Salvador Dali. Por impossível, a inclinação desafiava a lógica de quem a via. Por certo, a gravidade não deixaria aquilo durar.

Ciente disse, o pai apressou a si, seu filho e o colega deste. Enquanto descia, ele pensava em quantas campanas noturnas, com fogueira e violão, fizera naquele verão, estendidas ao mês de março, junto a outras pessoas, conhecidas ou não, esperando a queda do prédio de quatro andares, que a cada dia parecia inevitável. Único de Atafona, fôra erguido em 1973 pelo visionário empresário Júlio Ferreira da Silva, pai da jornalista Júlia Maria de Assis.

O pai do menino pensava nisso, tentando guiar-se pela lógica em oposição ao absurdo da visão. Quando os três estavam há cerca de 30 metros do Julinho, sua face inclinada soltou um estalo seco, gemido de moribundo, e passou a cair lentamente em sentido norte. No meio da queda lateral, os vergalhões da parte central jogaram cabo de guerra com a face decaída, puxando-a para que toda a estrutura desabasse sobre si mesma, como se fosse operação concebida e executada à perfeição pela intenção humana de um engenheiro.

Estupefatos pelo que acabaram de ver, como todos que ali estavam, a falta de reação se transformou rapidamente em pânico coletivo quando começou a se erguer, lenta como a queda do prédio, a nuvem de poeira do seu último suspiro. O pai agarrou os dois meninos pelos pulsos, retesou o corpo e firmou os pés no chão, pedindo que confiassem nele, não se apavorassem ou corressem, pois aquilo iria passar.

Com os segundos transformados em horas na percepção de quem foi condenado à cegueira momentânea, aquilo que não se via ecoava nos gritos e imprecações das pessoas correndo ao redor, em meio à densa suspensão de partículas. Então, foi inevitável lembrar das nuvens de poeira engolindo pessoas, como um filme de terror na realidade de Nova York no 11 de setembro de sete anos antes, após a queda das Torres Gêmeas do Old Trade Center.

Quando a poeira finalmente se dissipou, o prédio do Julinho, referência de quem eram atafonenses e veranistas por um quarto de século, estava caído.

Quem subir nos escombros do que foi o Brasil, diante do cenário surreal sobre o qual se inclina hoje o país, só pode ter duas dúvidas lógicas em relação à queda do governo Dilma: quando e como?

Independente dos resultados das manifestações de hoje, do abandono do PMDB e até do PT, que já se conformou em entregar os anéis para tentar preservar os dedos (nove, sem algemas nos pulsos), ou das partes ainda não reveladas da delação do senador Delcídio do Amaral, assistir à coletiva de Dilma na última sexta, foi patético. Ver uma presidente fragilizada a ponto de convocar uma coletiva para responder à jornalista Mônica Bergamo, é olhar para um prédio tão inclinado, que à gravidade não resta outro destino a impor.

Para quem ainda não leu, Mônica escreveu (aqui): “A presidente Dilma Rousseff já reage com resignação quando confrontada com o diagnóstico, feito até por ministros da equipe dela, de que o governo pode não chegar ao final”. E ao tentar respondê-la, a dislexia de Dilma produziu a pérola: “Eu me renuncio”.

Mais que outra de tantas estultices, o ato falho, mas preciso, teve o timbre do mesmo estalo seco, gemido de moribundo, de um prédio condenado pela própria gravidade. Oxalá caia apenas sobre si mesmo, sem ferir ninguém e seus escombros sirvam, como o prédio do Julinho, para determinar limites que não podem ser novamente ultrapassados.

E, para quem preferir se guiar por dogmas de fé, ainda dá para pichar sobre as ruínas que Jesus está voltando.

 

 

Pubicado hoje (13/03) na Folha da Manhã

 

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Após perder PSD para governista Feijó, oposicionista Nildo vai para o DEM

DEM

 

 

Líder da oposição na Câmara Municipal e pré-candidato a prefeito de Campos, Nildo Cardoso vai para o DEM. Desterrado primeiro do PMDB, com a entrada do deputado estadual Geraldo Pudim para ser o pré-candidato de Jorge Picciani à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), Nildo também perdeu o PSD, que será assumido (aqui) na próxima semana pelo deputado federal Paulo Feijó (atual PR), aliado do secretário municipal de Governo Anthony Garotinho (PR).

Hoje presidido pelo empresário e pré-candidato a vereador Hélio Montezano, o “Alemão”, filho do ex-presidente da Câmara Municipal Nelson Nahim (PMDB), o DEM em Campos chegou a ser oferecido (aqui) também a Feijó, que preferiu o PSD. O partido vive rachas internos no diretório regional, pela pretensão do deputado federal Índio da Costa de concorrer à Prefeitura do Rio. Com isso, além de Nildo, outras figuras de proa do partido, em nível estadual, também poderiam migrar para o DEM. Especula-se os nomes dos secretários estaduais André Corrêa (Ambiente) e Cristino Áureo (Agricultura), além do secretário municipal de Habitação do Rio, Sérgio Sveiter.

Nildo chegou a usar (aqui) seu perfil no Facebook para anunciar que sua mudança seria revelada na próxima segunda, dia 14, prometendo fazê-la junto com deputados estaduais e federais, além de levar consigo toda a forte nominata de vereadores que já tinha montado para dar sustentação à sua pré-candidatura a prefeito. Ele não confirma que seu destino seja o DEM, mas também não nega. Caso se confirme, sua entrada no partido não afetaria a pré-candidatura de Alemão a vereador.

A novidade é que o partido considerado de centro-direita, poderia se coligar com o comunista PC do B, numa coligação que traria a pré-candidatura a vereadora também da professora Odete Rocha.

 

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DEM presidido pelo filho de Nelson Nahim é oferecido a Paulo Feijó

Deputado Paulo Feijó deve ir para o PSD, mas foi convidado para assumir também o DEM de Campos Ifoto: Folha da Manhã)
Deputado Paulo Feijó deve ir para o PSD, mas foi convidado para assumir também o DEM de Campos (foto: Folha da Manhã)

 

Presidido em Campos pelo empresário Hélio Montezano, o “Alemão”, pré-candidato a vereador e filho do ex-presidente da Câmara Municipal Nelson Nahim (PMDB), o DEM no município só não foi entregue ao deputado federal Paulo Feijó (atual PR), porque este não pode assumir pessoalmente a legenda. O convite ao aliado do secretário de Governo Anthony Garotinho (PR) foi feito duas vezes, na quinta e ontem, pelo deputado federal Rodrigo Maia, presidente estadual do DEM. Mas Feijó confirmou (aqui) que deve mesmo se mudar para o PSD, levando para a base garotista outro partido que estava na oposição, pelo qual o vereador Nildo Cardoso pretendia se lançar candidato à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR).

Consultado pelo oferecimento do partido que preside para o grupo político ao qual se opõe, Alemão disse que só falaria depois de ser avisado pelo diretório regional, cujo presidente fez o convite pessoalmente a Feijó. Este, por sua vez, explicou sua decisão:

— Novamente, isso não saiu de mim. Respondo ao ser questionado. De fato, o presidente do DEM , deputado Rodrigo Maia, colocou o partido à minha disposição em Campos. Falamos ontem (quinta) e hoje (ontem) de manhã. Agradeci muito a ele, mas disse que meu caminho deve ser mesmo o PSD, que é um partido maior, tanto comparado ao DEM, quanto ao próprio PR. Na semana que vem, deveremos estar anunciando oficialmente a decisão.

Indagado se não costurou sua ida ao PSD com a indicação de alguém da sua confiança para assumir também o DEM, Feijó negou. “Diante da gentileza do Rodrigo Maia, não me sentiria à vontade para propor isso”, garantiu.

 

Página 3 da edição de hoje (12/03) da Folha
Página 3 da edição de hoje (12/03) da Folha

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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Ponto final — Garotismo das bravatas de Henriques às ações de Feijó

Ponto final

 

 

 

Ciumeira

De um lado, o “reforço” que o secretário de Governo e prefeito de fato, Anthony Garotinho (PR), foi buscar para este ano eleitoral de 2016, com direito a breve namoro. Além de causar ciumeira generalizada em vereadores e secretários cujas demandas Garotinho ignora há meses, o ex-deputado, ex-aliado e ex-desafeto Roberto Henriques (PSD) chegou (aqui) bem ao seu estilo espalhafatoso e verborrágico.

 

Pé na porta

Henriques mirou especificamente em três pré-candidatos governistas à sucessão da prefeita Rosinha Oliveira (PR). Sobre o vice-prefeito Chicão Oliveira (PR), disse não ter “perfil de prefeito”, assim como circunscreveu o líder da situação na Câmara Municipal, vereador Mauro Silva (PSDB), a um “perfil de parlamentar” — portanto, não para o Executivo. Já do secretário municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Thiago Ferrugem (PR), ressalvou ser “ainda ainda muito jovem”.

 

“Cabeças brancas”

Quem conhece um pouco das muitas fissuras do grupo governista, sabe que, embora tenha saído e voltado tantas vezes, Henriques pertence à tal “turma da Kombi”, gênese da rocambolesca mitologia garotista. Nela ainda não estavam Chicão ou Mauro. Tampouco, Ferrugem — pelo menos, não o filho —, integrante do grupo mais jovem, liderado por Wladimir Garotinho (PR), que prefere tratar a tal “turma da Kombi”, de maneira jocosa, por “cabeças brancas”.

 

 Ações, não palavras

Não por outro motivo, antes mesmo de ontem atacar Chicão, Mauro e Ferrugem, Henriques defendeu as pré-candidaturas de dois “cabeças brancas”: o presidente da Câmara Edson Batista (PTB), representação mais senhoril do apelido pouco lisonjeiro dado pelos jovens aliados, além da fiel vereadora Auxiliadora Freitas (PHS). Enquanto isso, também já de cabeça branca, mas ainda batendo a garotada no futevôlei, quem tem se destacado mais pelas ações, do que palavras, é outro aliado esquecido por Garotinho: o deputado federal Paulo Feijó (atual PR).

 

Bravata e verdade

Tão bravateiro quanto o próprio Henriques, Garotinho tem dito que foi ele quem coordenou com o ministro das Cidades Marcelo Kassab, presidente nacional licenciado do PSD, a tomada por cima do partido cujo presidente em Campos era o vereador Nildo Cardoso, líder da oposição e pré-candidato à sucessão de Rosinha. Na verdade, foi o próprio Feijó, que articulou (aqui) tudo pessoalmente com Kassab e outras lideranças do PSD, assim como teve papel importante na ida de Mauro Silva ao PSDB, partido que representou na Câmara Federal por três mandatos.

 

Nildo reage

Após já ter perdido partido e uma reeleição certa a vereador, num confronto interno com Feijó no mesmo PSDB, em 2008, Nildo reagiu rápido oito anos depois. Na democracia irrefreável das redes sociais, ele anunciou (aqui) desde quinta que sua pré-candidatura a prefeito e sua forte nominata de vereadores anunciarão uma nova legenda na próxima segunda, dia 14. E parece ter sido por pouco que o empresário e pré-candidato a vereador Hélio Montezano, o “Alemão”, não teve que fazer o mesmo.

 

Por enquanto

Filho do ex-presidente da Câmara Municipal Nelson Nahim (PMDB), Alemão teve a presidência do DEM em Campos, ora ocupada por ele, também oferecida (aqui) a Paulo Feijó. Quem fez convite foi o presidente estadual da sigla, deputado federal Rodrigo Maia. Como deve anunciar já na próxima semana sua ida do PR do boquirroto Garotinho para o PSB do falastão Henriques, Feijó declinou educadamente de assumir o DEM. Por enquanto.

 

Publicado hoje (12/03) na Folha da Manhã

 

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Pudim com Temer e Pezão na Convenção do PMDB em Brasília

Deputado Geraldo Pudim e vice-presidente Michel Temer na Convenção do PMDB em Brasília (foto: assessoria de Pudim)
Deputado Geraldo Pudim e vice-presidente Michel Temer na Convenção do PMDB em Brasília (foto: assessoria de Pudim)

 

Com a pressão cada vez maior da Lava-Jato, da população, dos opositores e agora até dos próprios aliados pela renúncia ou impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), seu vice, Michel Temer (PMDB), volta a viver a expectativa de assumir as rédeas do país — como ressaltou aqui o jornalista e blogueiro Ricardo Noblat. Pois nesta noite, quem esteve com Temer, na convenção do PMDB, que acontece agora em Brasília, inclusive para debater o apoio do partido ao governo Dilma, foi Geraldo Pudim, deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Campos Geraldo Pudim.

Pudim participou de  uma mesa integrada ainda por outras figuras de proa do PMDB fluminense, como o governador Luiz Fernando Pezão e o líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Edson Albertassi. Além deles e Pudim, na condição de primeiro secretário, lá também estavam os deputados estaduais André Lazaroni, Mohamed e Tutuca. Quem também marcou presença foi o ministro de Ciências e Tecnologia, Celso Pansera.

Ao encontrar Pudim, Temer relembrou os tempos do político campista como vice-líder do PMDB sob a gestão de Temer na presidência da Câmara Federal.

 

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DEM de Alemão, filho de Nahim, é oferecido a político ligado a Garotinho

DEM

 

 

Presidido no município pelo empresário Hélio Montezano, o “Alemão”, pré-candidato a vereador e filho do ex-presidente da Câmara Nelson Nahim (PMDB), o DEM foi mesmo oferecido a alguém do grupo governista em Campos. Menos por conta do secretário municipal de Governo Anthony Garotinho (PR), do que pelo prestígio político e pessoal de quem recebeu ontem e hoje o convite do presidente estadual do DEM, deputado federal Rodrigo Maia. Só que o convidado já havia aceitado, recentemente, outro convite para redefinir seu futuro político. Não por outro motivo, agradeceu ao filho do ex-prefeito carioca César Maia (DEM) e educadamente declinou.

Indagado pelo jornalista e blogueiro Alexandre Bastos, Alemão disse que só se pronunciaria sobre o caso depois de comunicado pelo diretório estadual do DEM. O primeiro na blogosfera local a aventar aqui a possibilidade do DEM passar das mãos do filho de Nahim às de Garotinho, foi o Ralfe Reis, mais bem informado entre os blogueiros alinhados aos rosáceos.

 

Leia amanhã a íntegra da matéria na Folha da Manhã

 

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Feijó pode assumir PSD de Nildo para apoiar Mauro

 

Deputado federal Paulo Feijó pode sair do PR para assumir PSD (foto: divulgação)
Deputado federal Paulo Feijó pode sair do PR para assumir PSD (foto: divulgação)

 

Por Aluysio Abreu Barbosa e Alexandre Bastos

 

Líder da oposição na Câmara Municipal e pré-candidato a prefeito de Campos pelo PSD, Nildo Cardoso é um dos críticos mais contundentes do governo Rosinha Garotinho (PR). Ontem, em entrevista publicada (aqui) na Folha, ele tornou pública não só a versão corrente de que quem manda de fato na Prefeitura é o secretário de Governo e marido da prefeita, Anthony Garotinho (PR), como denunciou que a má gestão do casal provocou um rombo de mais de R$ 1 bilhão nos cofres públicos do município. Pois, mesmo assim, Nildo corre o risco de ver seu partido integrar o bloco garotista. O deputado federal Paulo Feijó (atual PR) admitiu as articulações neste sentido:

— Isso não vazou por mim. Só estou falando porque fui questionado. A verdade é que já conversei sobre isso com o Índio da Costa (deputado federal e presidente estadual do PSD), o Alexandre Cardoso (PSD, prefeito de Duque de Caxias), o André Corrêa (PSD, secretário estadual de Ambiente), o ministro (das Cidades) Gilberto Kassab (presidente nacional licenciado do PSD) e o próprio Garotinho. Mas ainda não decidi. Até o dia 18, quando se fecha a janela para troca de legenda, tomarei minha decisão. Mas sou governo (Rosinha) e se eu assumir mesmo o partido, a tendência é seguir nessa linha.

Feijó também se lembrou dos problemas passados com Nildo (ver box) e disse que, se decidir assumir em Campos o partido do vereador, também vai conversar com ele. Além de enfraquecer a oposição, nas pretensões do seu líder em se candidatar à sucessão de Rosinha, o movimento visaria fortalecer outro líder, mas da situação: o também vereador e pré-candidato garotista a prefeito Mauro Silva, que se mudou recentemente para o PSDB com o aval do senador Aécio Neves (PSDB/MG).

Embora diga que o apoio a Mauro seria algo a ser decidido “num segundo momento”, o deputado não negou que já venha ajudando o líder de Rosinha na Câmara Municipal. Principal nome dos tucanos durante anos, em Campos e na região, Feijó garantiu:

— Se Mauro está hoje no PSDB, é graças ao meu trabalho de articulação. Tive três mandatos de deputado federal pelo partido, nos quais ganhei o respeito das suas lideranças nacionais.

 

 

Nildo Cardoso (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
Nildo Cardoso (foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

 

Há oito anos, vereador ficou sem mandato

Há oito anos, durante as articulações visando o pleito de 2008, o então vereador Nildo Cardoso, que estava filiado ao PSDB, levou uma “rasteira” e não teve legenda para disputar a reeleição. Na época, a manobra também foi articulada por Paulo Feijó, que virou o jogo dentro do ninho tucano e deixou três vereadores dolosamente fora da disputa: Nildo, Álvaro César e Ailton Tavares.

O grupo ligado aos vereadores defendia uma aliança com o PDT de Arnaldo Vianna, mas Feijó articulou por cima, tomou conta do partido e lançou candidatura própria, em parceria com PHS e DEM. Feijó obteve apenas 3.686 votos e sua candidatura foi apontada como linha auxiliar dos rosáceos.

Os vereadores ainda tentaram reverter na Justiça, mas prevaleceu a articulação de Feijó. Para suspender os registros, o PSDB argumentou que já teria esgotado o número máximo de inscritos possíveis na coligação.

 

 

Página 2 da edição de hoje (11/03) da Folha
Página 2 da edição de hoje (11/03) da Folha

 

 

Publicado hoje (11/03) na Folha da Manhã

 

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PM e Guarda liberaram a bandalha na noite de Campos? Por quê?

Que a bandalha está generalizada nas noites de Campos, sabem todos os que são obrigados a conviver com ela ou têm que transitar pelas ruas da cidade depois que o dia cai. A novidade é que ela está acontecendo com a aparente permissão de quem deveria ter como função coibi-la: a Guarda Municipal de Campos e o 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

No início da madrugada de hoje, à 0h01, a Guarda Municipal de Campos foi acionada pela reincidência de estacionamento em fila dupla e até tripla na Pero de Góis, no Parque Tamandaré, no entorno da casa noturna Tacada Certa. A atendente se identificou como Vanessa.

Confira as fotos:

 

Fila dupla e até tripla na Pero de Góis, diante à casa noturna Tacada Certa (foto de Aluysio Abreu Barbosa)
À 0h04 de hoje, fila dupla e até tripla na Pero de Góis, diante à casa noturna Tacada Certa (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

Registro da ligação à Guarda Municipal de Campos

 

 

Pouco depois, à 0h15, uma viatura da PM, não da Guarda, apareceu no local. Parou do lado dos taxistas em fila tripla e, pela janela, os PMs pareceram conversar com eles, mas logo depois saíram, sem fazer nada. Alguns minutos depois, à 0h19 apareceram duas motos da Guarda, que se limitaram a desfazer a fila tripla, com os motoristas (taxistas na maioria) tendo que manobrar seus carros à fila dupla igualmente irregular.

Confira as fotos:

À 0h15, PMs param viatura ao lado da fila tripla de taxistas, parecem conversar com eles e vão embora sem fazer nada (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

À 0h19, Guarda Civil aparece e se limita a orientar taxistas em fila tripla a se adequarem à irregularidade da fila dupla (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

À 0h21, enquanto os taxistas que estavam em fila tripla estacionam em fila dupla, após a chegada da Guarda Municipal em duas motos, outra viatura da PM passa pelo local (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

À 0h22, com a fila tripla adequada na irregularidade da fila dupla, aparace uma outra viatura da PM, que depois seria acompanhada por outra. Como se fosse combinado, eles parecem render as duas motos da Guarda, que saem do local.

Confira as fotos:

 

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À 0h22, outra viatura da PM chega ao local (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

Como se fosse ensaiado, tão logo a viatura da PM chega por uma mão da Pero de Góis, as motos da Guarda vão embora pela outra (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

À 0h39, após renderam as duas motos da Guarda, as duas viaturas da PM também foram embora. Como se também fosse ensaiado, a fila dupla irregular se estende novamente em fila tripla. A bandalha da balada segue até à 1h10, quando a casa noturna fecha e seus clientes vão embora, alguns cantando os pneus do carro, numa confusão generalizada e liberada de fiscalização.

Confira as fotos:

 

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À 0h39, logo após a saída da PM, como se fosse ensaiado, os táxis voltam a estacionar livremente em fila tripla (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

À 1h10, com o fechamento da casa noturna, a confusão generalizada entre pessoas e carros interdita a Pero de Gois, livremente, por alguns minutos (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

Apesar das irregularidades flagrantes diante da PM e da Guarda Municipal, a  empresa Pátio Norte, que presta o serviço de reboque ao poder público municipal, não foi acionado na noite de ontem ou madrugada de hoje para nenhuma ocorrência na Pero de Gois. Por que será?

Aqui, relembre a reincidência da bandalha na Pero de Góis, com a aparente permissão de uma Guarda Civil Municipal que na manhã de 20 de fevereiro acionou o reboque para levar o carro de um casal que foi levar o filho de um ano ao médico. Aqui, confira a generalização das ilegalidades praticadas livremente pelas casas noturnas de Campos, também na avenida Pelinca, durante a madrugada de ontem (09/13).

 

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PSD de Nildo Cardoso pode virar governo com Paulo Feijó

Deputado federal Paulo Feijó pode sair do PR para assumir PSD (foto: divulgação)
Deputado federal Paulo Feijó pode sair do PR para assumir PSD (foto: divulgação)

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa e Alexandre Bastos

 

Presidido em Campos por Nildo Cardoso, líder da oposição na Câmara Municipal e pré-candidato a prefeito, o PSD pode passar a ser governo. No caso, quem assumiria o partido em Campos seria o deputado federal Paulo Feijó (atual PR), que em 2008 deixou Nildo sem legenda para concorrer a vereador, quando ambos estavam no PSDB, que hoje tem Mauro Silva como pré-candidato rosáceo a prefeito. Indagado, Feijó admitiu a possibilidade:

— Isso não vazou por mim. Só estou falando porque fui questionado. A verdade é que já conversei com o Índo da Costa (deputado federal e presidente regional do PSD), o Alexandre Cardoso (PSD, prefeito de Duque de Caxias), o André Corrêa (PSD, secretário estadual de Ambiente), o ministro (das Cidades) Gilberto Kassab (presidente nacional licenciado do PSD) e o próprio (Anthony) Garotinho (PR, secretário municipal de Governo) sobre isso. Mas ainda não decidi. Até o dia 18, quando se fecha a janela, tomarei minha decisão. Mas sou governo (Rosinha) e se eu assumir mesmo o partido, a tendência é seguir nessa linha.

 

Leia amanhã a íntegra da matéria na Folha da Manhã

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