Das verdades ditas por Magal

Já disse aqui, mais de uma vez, que os debates gerados nos comentários do blog, não raro, acabam sendo tão ou mais interessantes do que as postagens que os geraram. Tanto melhor quando essa interatividade chega a dispensar a participação do blogueiro. Não por outro motivo, e até porque mentira tem perna curta, segue abaixo, na forma mais relevante de post, o esclarecedor debate mantido aqui pelos leitores Jonas Tomillo e Pedro, acerca do que o vereador Jorge Magal (PR) de fato disse na tribuna da Câmara, na sessão de terça (14/05)…

  • Jonas Tomillo

    estava na sessão e e realmente o Magal falou que chamou a Record para ir lá, mas em nenhum momento disse nada sobre a Folha da Manhã, muito menos elogios. Quer criar polêmica, use a verdade não minta para o seu público.

  • Pedro

    Eu estava na sessão da Câmara e ouvi claramente a referência elogiosa do vereador Magal à Folha da Manhã, em contraponto com a omissão da Record, que foi chamada, mas se negou a cobrir a pauta da situação escandalosa do Hospital São José, que desde ontem está sob intervenção do governo municipal. Pelo visto, nem a saúde do povo é capaz de sensibilizar esse pessoal, escravos dos interesses financeiros e políticos junto à Prefeitura de Campos. O fato é que ouvi e todos os presentes ouviram Magal falar da Folha. E não era nem preciso estar presente, bastava ouvir a transmissão ao vivo da sessão pela internet. Esse tal de Jonas é mesmo um mentiroso. Aliás, Tomillo não é nome de tempero?

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Os “independentes” — Pelo menos dessa vez, não deu…

Hoje, em conversa com um amigo do primeiro escalão do grupo político do deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), quando o assunto foi a bancada “independente” da Câmara de Campos, revelada neste “Opiniões” e abortada antes mesmo de nascer, o blogueiro ouviu:

— A definição mais precisa dos motivos desse grupo foi aquela feita por você (aqui) no blog: “Ou dá, ou desce!”

Pois é. Depois do carão publicamente passado nesses edis dissidentes pelo próprio Anthony Matheus, o Garotinho, na reunião do PR da última sexta (10/05), o que se pode concluir é que, pelo menos dessa vez, não deu…

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Aviso aos evangélicos

Alvo do fundamentalismo evangélico numa “missa encomendada” na forma de chuva de comentários, desde que ousou criticar aqui a “‘santíssima’ trindade Record, Igreja Universal e PRB, que determina tudo que há de divino e profano nos mandatos dos vereadores Alexandre Tadeu e Dayvison Miranda”, o blog recebeu de uma leitora o vídeo que, na defesa do debate laico, mas também em ato de comunhão cristã, compartilha abaixo…

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Quem fala o que quer…

Ponto final

Ontem, durante a sessão da Câmara, quando o vereador governista Jorge Magal (PR) concentrou as atenções, ao fazer críticas contra o governo, especificamente à situação do Hospital São José, quem se meteu a falar o que quis, acabou ouvindo o que não quis, mas que muita gente, dentro e fora do Legislativo, estava louca para dizer.

Bem verdade que, no meio do discurso em plenário, Magal acabou confundindo a “intervenção” no São José, prometida para hoje pelo presidente da Fundação Municipal de Saúde, Sebastião Campista, com uma “interdição” no Hospital. Ligeiro ao querer mostrar serviço na defesa do governo, depois do puxão de orelhas público de Garotinho à bancada “independente”, na reunião do PR na última sexta, o vereador Alexandre Tadeu (PRB) pediu a palavra na sessão de ontem para afirmar: “Interdição, não!”

De novo com a palavra, olhando fixamente para Tadeu, também apresentador local da Record, Magal não fez mais nenhuma confusão ao dar seu testemunho enquanto político e fonte jornalística: “Tudo que eu falei, a Folha sempre publicou, sem alterar uma palavra. Só não consegui falar com a Record porque, mesmo chamada para também conferir a situação do Hospital São José, a Record não apareceu!”

Publicado hoje na coluna Ponto Final, na edição impressa da Folha.

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A ironia sem acento das certezas sem aspas

Se antes ou depois da reforma ortográfica nos países de língua portuguesa, “ironia” nunca se grafou com acento circunflexo (o “chapeuzinho” das professoras de alfabetização) no “o”, como esperar que quem não sabe escrever, possa entender o significado da palavra? Ademais, para quem desconhece regras de acentuação, talvez seja mesmo difícil compreender que quando se coloca uma palavra entre aspas, pode ser justamente para dá-la significado oposto, como se faz com vereadores cuja “independência” depende de benesses da prefeitura que deveriam fiscalizar, ou com uma “santíssima” trindade que de santa não tem nada, como é o caso daquela formada entre Record, Igreja Universal e PRB, visando um claro projeto de poder, seja em Campos, ou no Brasil.

Assim, o blog toma a liberdade para endossar em contrapartida a certeza assumida aqui, pelo dublê de pastor e vereador Dayvison Miranda (PRB): certamente há coisas melhores (e menos desinteligentes) com as quais se trocar. Ao fim e ao cabo, é certeza parida em outra: com um presidente desse nível, sem nenhum pudor racional em colocar a fé onde ela não foi (nem deveria ser) chamada, a bancada “independente” da Câmara Municipal de Campos, por anencéfala, estava mesmo fadada a morrer antes de nascer. Nem precisava ter sido abortada pelo deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR).

Atualização às 14h45: Corrigido por este blog desde a madrugada de hoje, finalmente o blog de Dayvison Miranda corrigiu, só agora à tarde, o erro primário de acentuação cometido na grafia da palavra “ironia”, cujo significado o nobre vereador e pastor aparentou também desconhecer. Lamentável, porém, que tenha sonegado o crédito devido a quem teve o insalubre trabalho de corrigi-lo. Afinal, um pouco de ética na lida blogueira por parte de quem foi eleito pelo povo de Campos para representá-lo em sua Casa de Leis, não seria nenhum pecado.

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Os “independentes” existem para afirmar que não existem

Da esquerda à direita, sem nenhum sentido ideológico, os “independentes” Álvaro César, Thiago Virgílio, Dayvison Miranda e Alexandre Tadeu (foto de Valmir Oliveira - Folha da Manhã)
Da esquerda à direita, sem nenhum sentido ideológico, os “independentes” Álvaro César, Thiago Virgílio, Dayvison Miranda e Alexandre Tadeu (foto de Valmir Oliveira - Folha da Manhã)

De volta à planície e à lida no blog e no jornal, não tenho como deixar de fazê-lo sem responder às reações dos vereadores Dayvison Miranda (PRB), aqui, em seu blog, e Thiago Virgílio (PTC), aqui, em seu mural no facebook, relativas ao que este “Opiniões” postou aqui, no último dia 6, sob o título “Os ‘independentes’: Anthony deu e vereadores não desceram”. O primeiro edil, na perigosa promiscuidade entre religião e política habitual à sua igreja (Universal do Reino de Deus) e partido (PRB), ou não entendeu, ou se travestiu de desentendido diante de uma clara ironia crítica (e laica). Já o segundo, parece ter reagido menos a este blog apartidário, do que ao do seu companheiro de grupo político, jornalista Avelino Ferreira (aqui), como evidencia a exposição em contraponto feita aqui, pelo também jornalista Gustavo Matheus.

De qualquer maneira, as duas manifestações, dos dois vereadores, giram em torno do mesmo eixo: o bloco “independente” na Câmara de Campos, da qual Dayvison seria o presidente e, Thiago, o vice, concebida e abortada antes mesmo de vir à luz. Longe de qualquer novidade, essa ameaça de distensão no “rolo compressor” governista já vinha se desenhando desde o início das atividades da nova Legislatura municipal, como o jornalista Alexandre Bastos já havia revelado aqui, desde 21 de fevereiro, na coluna “Ponto Final”. Assim como não é novidade para ninguém medianamente informado que essa “independência” dependeria  daquilo que cada um desses vereadores governistas entende ser devido para saciar sua fome de benesses, sobretudo na farra de cargos municipais terceirizados, bancada com dinheiro público e isenta de fiscalização dos Ministérios Públicos locais. Além de Dayvison e Virgílio, fariam parte dessa nova bancada os edis Alexandre Tadeu (PRB), José Carlos (PSDC) e Álvaro César (PMN).

Listado aqui, em 30 de abril, pelo Gustavo Matheus, como também integrante dos “independentes”, Luiz Alberto Neném (PTB) foi procurado pelo blog em 1º de maio, para saber se a informação procedia ou não. O vereador negou sua participação, embora tenha confirmado uma reunião no gabinete do presidente da Câmara Edson Batista (PTB), em 29 de abril, com os edis governistas que estariam descontentes. Insatisfeitos também pela revelação dessa conversa e confirmando seu critério de apoio baseado na chantagem, do tipo “ou dá, ou desço”, os “independentes” chegaram a ameaçar não votar a reforma administrativa da prefeita Rosinha (PR), antes da sessão da última terça, dia 7, acaso Neném não negasse em plenário aquilo que de fato existiu. Após uma tensa discussão nos bastidores, o que se viu na sessão, como puderam testemunhar todos que a acompanharam, foi exatamente o contrário do que afirmou Virgílio: Neném não negou absolutamente nada do que havia antes relatado a este blog, se limitando a pedir desculpas aos colegas Genásio (PSC) e José Carlos, que não participaram, pelo menos não fisicamente, da tal reunião com Edson.

Ainda assim, a endossar a ressalva do dito popular, “cão que ladra, não morde”, os “independentes” votaram a favor da reforma administrativa de Rosinha. E não poderia ser mesmo diferente, já que o objetivo da reforma foi inchar o governo, criando mais cinco secretarias, aumentando os vencimentos dos cargos de DAS em 50% (enquanto os servidores concursados tiveram reajuste 400% inferior de apenas 10%), gerando um aumento de R$ 90 milhões no gasto em pessoal, com o objetivo de atender as demandas fisiológicas do governo e seus vereadores, sempre às custas dos cofres públicos. Como o cão que não morde contra quem ladrou, tampouco costuma cravar os dentes sobre o próprio rabo, os “independentes” depois preferiram enfiar os seus (rabos) entre as pernas, na reunião do PR da última sexta, dia 10, no Automóvel Clube Fluminense, quando ouviram o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), dizer publicamente: “Aconselho a prefeita Rosinha a passar o rodo. Quem fica em cima do muro é gato”.

Na dúvida entre cão ou gato, uma pertinente certeza humana: após negar a existência da bancada “independente”, o próprio Anthony Matheus, o Garotinho, mandou seu recado para quem, pela lógica, deve existir para ouvi-lo. Nas tentativas débeis de negar o que todos sabiam existente (ou, pelo menos, que ameaçava existência), Dayvison, Virgílio e os demais “independentes” cometeram a mais surreal (e ridícula) das contradições: a de existirem para afirmar que não existem.

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Pausa de hoje a domingo

De hoje até domingo, nada postarei neste “Opiniões”. Mergulhando fundo nas origens do vento sul que ontem se abateu sobre Campos, nos próximos dias estarei integralmente dedicado à pauta mais importante da minha vida: meu filho!

Até segunda, se Deus quiser!!!…

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Daquilo que se comenta (e se afirma) sobre o governo Rosinha e a Expoente

Como já disse algumas vezes, talvez o maior prazer da lida blogueira seja a interatividade com o leitor, em perceber como a bola tirada da inércia por uma postagem acaba rolando naturalmente de um leitor ao outro, agregando informação e opinião à abordagem inicial, propiciando que o próprio blogueiro possa, eventualmente, entrar de novo nessa tabela, cujo objeto se encerra na própria troca, sem a pretensão necessária de gol.  Foi o caso recente dos comentários registrados aqui, sobre as polêmicas relações da Prefeitura de Campos com a empresa Expoente, que não por acaso ganham abaixo a relevância maior de post…

  • Leo

    E daí gente, quem se importa…o povo reelegeu a mulher que compra material didático sem licitação por várias vezes e deixa o povo de Campos cada vez mais burro, o pior IDEB do estado.

    Talvez ela queira garantir que na próxima eleição o valor para segurar “praca” de propaganda política continue no mesmo preço ou fique até mais barato, visto que serão muitos mais burros à disposição.

    Uma salva de palmas para o povo que prefere o cinquentinha hoje que o futuro dos seus filhos.

  • Laila

    Leo está correto! Não esqueçamos, entretanto, que o presidente do TCE é um campista conhecido e de uma família que deve muitos favores à famiglia garotinho! Duvido que isso não seja significativo…

  • Aluysio

    Cara Laila,

    Vc está certa. O campista que ora preside o TCE, lá chegou, em 2000, numa manobra polêmica, bastante questionada na Justiça e na grande mídia, perpetrada pelo então governador e atual deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR). Não por outro motivo, ninguém estranharia se os processos que julgam as relações do governo Rosinha (PR) com a Expoente realmente não derem em nada. O fato, porém, é que hoje dois deles estão em aberto. O que torna as declarações da secretária de Educação Joilza Rangel e do vereador Paulo Hirano (PR), até o presente momento mantidas inalteradas no site deste, uma grosseira e deslavada mentira.

    Abç e grato pela colaboração!

    Aluysio

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