Valeu Mengão
- Autor do post:Aluysio Abreu Barbosa
- Post publicado:6 de dezembro de 2009 - 22:10
- Categoria do post:Sem categoria
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Após os canalhas decretarem precocemente a morte do sonho do vereador petista Renato Barbosa, junto com a fatalidade que colheu sua vida na BR 101, em 23 de setembro, a respota veio com a acachapante vitória do professor Eduardo Peixoto à presidência municipal do PT, no último dia 22, quase um mês depois. Feito candidato com o apoio de Renatinho, Eduardo obteve mais de 60% dos votos e se elegeu como o blog previu (aqui) e noticiou (aqui) com exclusividade. Quem achava que comentário anônimo em blog é voto, teve que esperar passar a ressaca da humilhante derrota para noticiar o resultado só no dia seguinte.
Todavia, como atacar a vereadora Odisséia Carvalho, esposa de Eduardo, e ao próprio Renato, mesmo depois da sua morte, foram artifícios amplamente refutados nas urnas, os derrotados mudaram de tática, simulando uma abertura ao diálogo para tentar levar no papo e na boa intenção alheia aquilo que não conseguem no voto. É aquela velha estratégia gramsciana da revolução passiva, bem definida no ditado popular: Se não pode derrotá-los, junte-se a eles… para depois derrotá-los.
Lógico que o diálogo democrático, entre todas as correntes, mesmo as amplamente minoritárias, é não só uma necessidade, mas uma das características positivas do PT, partido imprescindível à construção de uma via alternativa para Campos, em 2012. Mas que, nessas conversas, Eduardo se lembre daquelas mantidas entre uma dessas minorias derrotadas no PT com o então vereador Renato Barbosa.
Enquanto este se mostrava disposto a ouvir uma pregação de união, desde que o candidato de consenso à presidência do PT fosse um professor desta mesma minoria, arauto da eterna pré-candidatura de outro professor à Prefeitura de Campos, o vereador foi não só poupado de críticas, como até adulado. Bastou, no entanto, ele dizer não à pretensão de que comentários anônimos representem alguma relevância fora dos aquários virtuais de pexinhos autofágicos e egos inflados, que Renato, assim como Odisséia, passou a ser sistematicamente atacado nestes mesmos espaços — cuja superestimação, por responsabilidade política e senso de ridículo, ele se negou a endossar.
Perseguido por essa turma com alcunhas pouco lisonjeiras, como “chuchu”, “cabeça-de-bacalhau”, “quase vereador” e “Kassabarbosa”, Renato foi até criticado, veja só, por trabalhar demais. Nem sua vida pessoal foi poupada. Imediatamente após ter confidenciado ao professor arauto do outro professor, que havia levado sua esposa grávida e os dois filhos para Grussaí, por receio do surto de gripe suína em Campos, ele passou a ser publicamente ridicularizado pelo ato de responsabilidade de qualquer marido e pai que tenha amor à mulher e aos filhos, incluindo um ainda não nascido.
Esse ataque à traição e vil contra sua família, Renatinho nunca perdôou. Poucos dias antes da sua morte, na última conversa pessoal que mantivemos, diante de um amigo comum, ao me relatar o ocorrido, com uma veemência incomum à sua figura afável, mas numa reação plenamente compreensível em qualquer pai de família, ele sentenciou seus pretensos algozes: “São uns canalhas!”
Para o bem do PT e da própria vida política de Campos, as conversas que Eduardo terá que manter com aqueles que derrotou no partido, é pauta de suma importância. Mas, baseado no desabafo de um dos homens e políticos mais íntegros que já conheci, fundamental também não se perder de vista com que tipo de gente se está lidando.

Acabou de ser definido o grupo G, que terá o Brasil como cabeça-de-chave na Copa. À exceção da “baba” Coréia do Norte, o time de Dunga vai enfrentar Portugal e Costa do Marfim. Respectivamente, ambas têm, talvez, os dois melhores atacantes do mundo: Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e Didier Drogba, do Chelsea.

Personagem do jornalista Élio Gaspari, Eremildo (ao lado) é um idiota, assim como este blogueiro, que também nunca entendeu muito de samba. Mas como perguntar não ofende, vem cá: quer dizer que o crime agora não é mais torturar, mas “caguetar” quem posa de defensor dos direitos humanos e tortura???
De alguém que conhece os meandros da atuação policial na região, ao ler um leitor assíduo deste blog, sabedor da sua verdadeira identidade, mal disfarçada sob a covardia do anonimato, ao taxar pelo 187ª vez um seu desafeto de “pobre alma torturada”:
— É, de tortura ele é mesmo rico em entendimento!

Antes tarde do que nunca, ficam os registros fotográficos dos aniversariantes da Folha da Manhã na semana. Nosso chefe de reportagem, o jornalista e blogueiro João Noronha, completou nova idade no sábado, sendo saudados pelos colegas de trabalho na segunda-feira. Ontem, foi o dia da professora e empresária Diva Abreu Barbosa, diretora-presidente do Grupo Folha. A ambos os parabéns também do blog.


Freud dizia que um homem é sempre seu pai, ou porque o confirma, ou porque o nega. Quem, com pegada própria, dá continuidade aos passos de quem sucede, vive com orgulho dessa herança. Quem, no entanto, se vê diante da suprema covardia do abismo ao tentar rascunhar os passos do seu, infelizmente terá sérios problemas, talvez irreversíveis à mente e à alma.
É como caminhar num fio de arame desatado do mastro numa das pontas e sem rede alguma embaixo capaz de conter a vertigem da queda…
Na edição de hoje de O Globo, foi publicada uma carta enviada por Zico ao seu ex-companheiro de campo e hoje técnico do Flamengo, Andrade. Juntos, eles compuseram duas das melhores linhas médias rubro-negras de todos os tempos: a incomparável de 1981, junto a Adílio; e a de 1987, quando os dois ex-craques eram coadjuvados por Aílton e Zinho.
Se o Fla já era o franco-favorito para levar mais esse Campeonato Brasileiro, no próximo domingo, no Maracanã, diante do Grêmio, muito mais depois da força enviada pelo eterno camisa 10 da Gávea. Afinal, todos sabem: no Flamengo, palavra de Zico é lei!
Segue abaixo a transcrição da carta, daquele que foi, nas palavras do ex-craque Sócrates, “o maior jogador brasileiro, depois de Pelé”, cujo último gol marcado no Flamengo, contra o Fluminense, em Juiz de Fora (MG), comemora hoje exatos 20 anos, como mostra o vídeo acima, postado pelo jornalista Marcelo Monteiro, no globo.com (aqui).
“Grande Tromba,
Boa sorte nessa final, que Deus te ilumine a tomar as melhores decisões pro seu grupoe que passe a sua energia de maior vencedor de Brasileiros para seus comandados. Como meu jogo será no sábado, estarei colado na TV passando esse nosso espírito vencedor de tantas conquistas juntos. Desse seu amigo, ex-companheiro, admirador não só do profissional, mas do ser humano.
Grande abraço, Zico”