Prefeitáveis de Campos analisam discurso de Bolsonaro sobre Covid-19

 

Página 2 da Folha da Manhã de hoje (29)

Na terça-feira (24) pouco depois de ouvir os conselhos (confira aqui) do seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos) e dos assessores do chamado “gabinete do ódio”, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez um pronunciamento em cadeia nacional sobre a pandemia do novo coronavírus. Ele pediu a reabertura de comércios e escolas no Brasil, pregando o fim do “confinamento em massa” como maneira de enfrentar a Covid-19. Que voltou a chamar de “gripezinha”, além de “resfriadinho”. Foi recebido com panelaços enquanto falava na terça, em várias cidades do país, inclusive Campos. Mas também gerou carreatas nacionais na sexta (27), inclusive em Campos, pedindo a reabertura do comércio e o fim do isolamento social.

Já que Campos não está fora da divisão entre os que aprovam e desaprovam a maneira de Bolsonaro em lidar com a crise do novo coronavírus, como os pré-candidatos a prefeito do município reagiram à posição do maior mandatário do país? Até as 13h de ontem, o que ele chamou “gripezinha” já tinha infectado 621.636 pessoas em todo o mundo, causando 28.658 mortes. No Brasil e em Campos, o pico da doença é esperado por volta de 20 de abril, com projeção de queda só em agosto ou setembro. E já é considerada a maior crise mundial de saúde desde a pandemia da gripe espanhola entre 1918 e 1920, causada pelo vírus Influenza H1N1 e que se estima ter matado até 100 milhões de pessoas, incluindo no Brasil e em Campos. Um século depois, e a Covid-19?

Rafael Diniz

— Em Campos seguimos e continuaremos a seguir as orientações das autoridades em saúde, também em nível municipal, estadual, federal e mundial. E a recomendação para este momento é o isolamento social. É ficar em casa. Vimos o que aconteceu em outros países, que não fizeram o isolamento, pensando apenas na questão econômica. O posicionamento não é exclusivo da Prefeitura. Envolve, além das autoridades em saúde, incluindo o Cremerj, a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Ministério Público Estadual. Nosso decreto estabelece quarentena até 5 de abril. Dependendo da evolução da doença em Campos, vamos fazendo adequações. Ele poderá ser estendido ou abreviado. Estamos sensíveis à questão econômica. Mas por mais importante que ela seja, nossa prioridade é a vida do cidadão — pontuou o prefeito Rafael Diniz (Cidadania), pré-candidato à reeleição em outubro.

Wladimir Garotinho

— Todos temos preocupação com a economia, entendo a fala do presidente, mas não pode o líder máximo na nação contrariar todas as autoridades de saúde, inclusive as do seu próprio governo. A nossa curva de contaminação deve atingir seu ápice perto de 20 de abril. Até lá o recomendado é o isolamento social total. Após esse período, deve-se rever os protocolos e aí sim poderemos implantar o isolamento vertical. Os países que não respeitaram o período necessário do isolamento total, pagam preços muito alto em vidas, o que vai refletir também em um sério problema econômico mais adiante. Neste momento de incerteza, o governo federal deve implementar medidas de compensação aos trabalhadores e empregadores, através de medidas de subsídio total e parcial.  É verdade que começou a se caminhar nesse sentido, mas demorou muito — observou o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD).

— Em um momento como esse, o mais importante e prudente a se fazer é ouvir as orientações das autoridades sanitárias e da área de saúde, além de seguir os exemplos dos países que estão efetivamente combatendo o coronavírus e apresentando resultados reais. O objetivo de qualquer ação de combate à essa doença deve ser sempre o que coloca a segurança, a saúde e a vida das pessoas em primeiro lugar — criterizou Caio Vianna (PDT), também pré-candidato a prefeito de Campos.

Gil Vianna

— Os posicionamentos do presidente Jair Bolsonaro, sempre autênticos, causam muitas reações. Isso desde quando ele era deputado. Nesse discurso sobre o novo coronavírus, ele recomendou a flexibilização das medidas de isolamento social, para que a economia não pare. A pandemia é preocupante e o isolamento deve sim ser adotado, ainda mais por quem faz parte do grupo de risco ou tem contato direto com eles. Respeito o entendimento do presidente e ele tem direito a expor sua opinião. No entanto, sei da importância do isolamento orientado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Neste momento, são essas recomendações que devem ser seguidas pela população, até passar o período previsto para o pico da Covid-19 no Brasil — ponderou o deputado estadual Gil Vianna (PSL), ainda ligado ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) e “pré-candidatíssimo” a prefeito de Campos.

Roberto Henriques

— O presidente foi na contramão da Organização Mundial da Saúde. Todos os que não adotaram restrições a tempo, acabaram se curvando, como fizeram só tardiamente os Estados Unidos e a Itália. O administrador de uma crise não pode ser um falastrão que se orienta por seus desejos. Já passou da hora do presidente Bolsonaro abandonar o Twitter e ser o que a nação precisa: coordenar o Gabinete Nacional da Crise, ser o ponto catalizador de iniciativas conjuntas para o controle do Covid-19, solucionar o abastecimento, garantir renda mínima aos mais pobres, promover um plano de recuperação econômica nos moldes do “New Deal” do presidente Franklin D. Roosevelt  (nos EUA, após a Grande Depressão de 1929), inverter a lógica da supremacia do capital financeiro e dar soberania ao capital comercial e industrial — aconselhou Roberto Henriques (PPL), ex-prefeito e pré-candidato a prefeito de Campos

Marcelo Mérida

— É um momento muito grave para o país e essa decisão depende do diálogo e consenso entre governos e autoridades da saúde pública. A população, os trabalhadores, as pequenas empresas, em todo o Brasil, estão sofrendo com as restrições. Se a paralisação persistir, é preciso já, agora, de um novo Brasil no socorro a estados e cidades, com apoio direto, com liberação imediata de recursos ao trabalhador e ao empreendedor, sem restrições administrativas. No enfrentamento da pandemia da Covid-19, proteger a vida, preservar o emprego e a atividade dos micros e pequenos empreendedores, é assegurar ao Brasil e ao Estado do Rio condições de sobreviver à crise atual e também após ela — pregou o empresário Marcelo Mérida, presidente e pré-candidato a prefeito do PSC em Campos.

Lesley Beethoven

— Temos imediatamente de encontrar alternativas para o confinamento geral. Porém, as decisões não podem ser oriundas de um cabo de guerra institucional. Liberar tudo parece ser contra as recomendações médicas e científicas. Está provado que o sistema de saúde não suportará um aumento acelerado de atendimentos. O povo brasileiro está dando um show de comportamento, apesar do confinamento total, como o de agora, e das terríveis dificuldades que inúmeras famílias já estão passando. Espero que as forças políticas brasileiras, principalmente o presidente da República, consigam chegar a um consenso sobre a reabertura das atividades econômicas nas cidades. Não podemos deixar a fome vencer a quarentena. Não é um dilema entre saúde e economia. As vidas também precisam sobreviver — opinou Lesley Beethoven, presidente e pré-candidato a prefeito do PSDB em Campos.

José Maria Rangel

— A temporalidade do período de confinamento deve considerar, antes de mais nada, a capacidade de atendimento do sistema de saúde no Brasil e ter como meta o alongamento da fase de pico da epidemia no Brasil. Caso contrário, poderemos ser acometidos por um estrangulamento do sistema de saúde que não será capaz de lidar não só com os casos da Covid-19, como também com outras doenças. O governo deveria se preocupar em criar medidas para proteger a vida dos trabalhadores, preservando seus empregos e renda. O apoio ao empresariado deve ter cláusulas de não demissão e pagamento dos salários. A flexibilização da quarentena precisa ser analisada no âmbito da saúde pública. Não ser usada como instrumento de disputa política-ideológica do governo federal — ressalvou o petroleiro José Maria Rangel, um dos três pré-candidatos do PT a prefeito de Campos.

Odisséia Carvalho

— A gravidade do quadro em que vivemos hoje no Brasil, tem como ponto de partida a falta de liderança do governo Bolsonaro e sua oposição ao isolamento social. Mas principalmente da política econômica neoliberal de Guedes, que precarizou o SUS. Em 2019, foram cortados R$13,5 bilhões da Saúde. E, neste ano, mais R$ 4,5 bilhões. O Brasil tem que parar. O presidente Bolsonaro não vai parar, ele está alucinado, tem que ser detido, ou promoverá genocídio. Quem vai sair mais uma vez perdendo é o povo brasileiro, principalmente os mais pobres, os moradores de rua, de cortiços e favelas. É momento de ações extremas para minimizar o sofrimento da população e questionar o modelo econômico. O PT propõe duas medidas urgentes: taxar as grandes fortunas e o “seguro quarentena” durante a pandemia — expôs a ex-vereadora Odisséia Carvalho, também pré-candidata a prefeita do PT

Hélio Anomal

— Diante do atual cenário não só no Brasil, mas mundial, com a Covid-19, além de todos os cuidados preventivos, entendo também ser necessário que tenhamos também equilíbrio. Lamentavelmente, é uma característica dissociada da liderança do nosso país. O presidente não colabora e se faz constantemente contraditório. Afinal, a solução mais inteligente seria ignorar recomendações de especialistas da área de saúde e os fatos ocorridos em outros países? Tudo isso, essas milhares de mortes mundo afora, é simplesmente irrelevante? Na minha opinião, ainda há aqueles que merecem ser ouvidos. Cabe discernimento e sabedoria para que possamos vencer esse inimigo invisível. Cuide-se e, se possível, fique em casa — aconselhou o sindicalista Hélio Anomal, outro pré-candidato do PT a prefeito de Campos.

 

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Manifestações em Campos durante quarentena da Covid-19 vão gerar prisão

 

Se o protesto do“Volta Campos” se repetir neste domingo, como anunciado, seus organizadores serão presos (Divulgação)

 

Depois do protesto intitulado “Volta Campos” e que aliou lojistas e grupos bolsonaristas da cidade, para pedir pela reabertura do comércio no dia de ontem (27), se alguém insistir será preso, conduzido à delegacia e autuado nos artigos 268 e 287 do Código Penal. O primeiro, pode gerar detenção de um mês a um ano, enquanto o segundo, de três a seis meses.

Um comunicado neste sentido foi divulgado na noite de hoje pelo delegado titular da 146ª DP de Guarus, Pedro Emílio Braga. E visa a manutenção do isolamento social no combate à proliferação da Covid-19, com base em decretos das esferas federal, estadual e municipal, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Na noite de quinta, o movimento “Volta Campos” divulgou (relembre aqui) que faria manifestações, com concentração a partir das 9h na Igreja do Saco, partindo em carreata pela cidade, tanto na sexta, quanto neste domingo (29). A de sexta gerou aglomeração, inclusive com a participação de idosos, grupo em que o novo coronavírus é mais letal. E foi dispersada pela PM, em frente à Prefeitura.

A manifestação marcada para este domingo, se acontecer, levará à prisão em flagrante dos seus organizadores. Como de quaisquer outros que gerem aglomeração de pessoas, enquanto durar a quarentena imposta no município pelo combate à Covid-19. O mesmo vale para qualquer lojista, de ramo não essencial, que tentar abrir seu comércio.

O endurecimento da fiscalização foi anunciado (confira aqui) tanto pelo delegado Pedro Emílio, quanto elo promotor estadual Marcelo Lessa, na coletiva dada ontem na Prefeitura. Enquanto o “Volta Campos” aglomerava gente para protestar do lado de fora, em desrespeito às regras de isolamento social, por conta da pandemia do novo coronavírus.

 

Na manifestação de 15 de março de apoio a Bolsonaro, já na pandemia da Covid-19, campistas se aglomeraram para pedir intervenção militar no país (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

Certo de que as medidas são necessárias para o achatamento da curva de contaminação da Covid-19, em quadro que começará a se definir a partir de 20 de abril, o anúncio da fiscalização não deixa de ser irônico. Com um presidente que insiste no isolamento vertical para combater a pandemia do coronavírus, no que foi desautorizado hoje (veja aqui) por seu próprio ministério da Saúde, quem gosta de sair às ruas para apoiá-lo e pedir por um regime de força, terá a força da lei aplicada sobre si, caso insista em fazê-lo. E sairá preso.

Confira abaixo o comunicado:

 

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Covid-19 — Justiça Federal proíbe campanha de Bolsonaro pelo fim da quarentena

 

 

A juíza plantonista Laura Bastos Carvalho, da Justiça Federal do Rio de Janeiro, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e ordenou a União a suspender a campanha ‘O Brasil Não Pode Parar’, que prega o fim do isolamento social e a reabertura do comércio.

A decisão manda o Planalto a se abster de veicular por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio físico ou digital as peças publicitárias da campanha ou qualquer outra mensagem que sugira à população ‘comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório conhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública’.

“O descumprimento da ordem está sujeito à multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais) por infração”, determina a magistrada.

Em análise do caso, Carvalho afirma que a campanha ‘O Brasil Não Pode Parar’ é de incentivo para as pessoas irem às ruas e retomarem a rotina, ‘sem que haja um plano de combate à pandemia definido e amplamente divulgado’.

A campanha ‘O Brasil Não Pode Parar’ defende a flexibilização do isolamento para um modelo ‘vertical’, na qual apenas idosos e pessoas do grupo de risco do novo coronavírus ficam em casa. A iniciativa é parte de estratégia de comunicação do Planalto iniciada com o pronunciamento de Bolsonaro na última terça, 24, na qual defendeu que o restante da população volte a transitar livremente, reabrindo o comércio.

A proposta vai na contra-mão de recomendação de órgãos de saúde, como a Organização Mundial de Saúde, que recomenda a quarentena e o isolamento social como medidas de prevenção ao novo coronavírus. No Brasil, já foram registrados 3417 casos confirmados de Covid-19 e 97 mortes em apenas um mês da pandemia.

Os números, no entanto, podem ser ainda maiores, visto que o universo apresentado pelo Ministério da Saúde engloba somente quem foi testado para a doença – no Brasil, apenas casos graves passam pelo teste para coronavírus.

 

Publicado aqui, no Blog do Fausto Macedo, do Estadão

 

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Elisa Peralva — Conselhos psicológicos para o isolamento da Covid-19

 

 

Para atenuar as consequências do isolamento social adotado em todo o país por conta da Covid-19, a despeito do questionamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o blog abriu na quarta (25) uma série com a postagem diárias de vídeos com conselhos úteis enquanto durar a quarentena.

Primeiro, o médico geriatra Emanuel Oliveira falou (aqui) do cuidado com os idosos. Na quinta (26) o bispo diocesano de Campos, Dom Roberto Ferrería Paz deu (aqui) conselhos espirituais para o confinamento. Na sexta (27), foi a vez do economista Igor Franco tratar (aqui) das consequências econômicas da crise, que não podem ser feitas sem descuidar da grave crise que se avizinha na Saúde Pública.

Hoje é a vez da psicóloga e psicanalista campista Elisa Peralva trazer conselhos para você distensionar as consequências psicológicas do confinamento. Neste sentido, ela ressalva: “a gente pode estar isolado, mas não tem que estar sozinho”. E recomenda a utilização de recursos como a fala, a arte, a música, a dança e o cinema.

Confira no vídeo abaixo:

 

 

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Covid-19 — Projeto para reduzir em 30% mensalidade das escolas particulares no RJ

 

Palácio Tiradentes, sede da Alerj, antes da quarentena por conta da Covid-19 (Foto: Divulgação)

 

Um projeto de lei, em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), pode obrigar as escolas particulares fluminenses a reduzirem suas mensalidades em pelo menos 30%, enquanto durar o plano de contingência do novo coronavírus da secretaria estadual de Saúde. A medida visa contribuir com os trabalhadores que ficaram sem renda ou tiveram o salário reduzido devido à necessidade de isolamento para evitar a contaminação.

 

Autores do projeto para redução das mensalidades escolares: deputados André Ceciliano, Rodrigo Bacellar e Dr. Serginho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O projeto é de autoria do presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), em colaboração com os deputados Rodrigo Bacellar (SD) e Dr. Serginho (PSL). Deve ser votado nesta quarta (01/04) pelo Legislativo. E, se aprovado, demandará sanção do governador Wilson Witzel (PSC). Pelo texto, as unidades de ensino que possuem calendário escolar regular, com férias no meio do ano, poderiam aplicar o desconto a partir do 31º dia de suspensão das aulas .

Já as creches, internatos e demais instituições que seguem calendário ininterrupto de aulas ficariam obrigadas a dar o desconto imediatamente após a data da publicação da proposta. O descumprimento implicaria na aplicação de multas pelos órgãos responsáveis pela fiscalização do direito do consumidor, como Procon-RJ . Com a liberação para o retorno às aulas, a lei seria automaticamente cancelada.

Ceciliano defende que as escolas estão com as despesas reduzidas com itens como a manutenção do espaço, água, energia e alimentação de seus funcionários e alunos. Dessa forma, não seriam prejudicadas com a redução das mensalidades:

— A nossa intenção é ajudar o cidadão que está sem renda, ou seja, os pais desses alunos. O próprio deputado Dr. Serginho  é dono de três escolas na Região dos Lagos. E acredita ser possível implementar essa redução de 30% nos valores. A ideia é que, com o restante, as escolas consigam manter seu quadro de professores e funcionários.

O presidente da Alerj se colocou à disposição para ouvir queixas e sugestões das instituições de ensino.

 

Com informações publicadas aqui, na Agenda do Poder

 

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Igor Franco — Aconselhamentos econômicos sobre isolamento da Covid-19

 

 

Desde que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se pronunciou em rede nacional da terça (24), pregando a flexibilização do isolamento social para tentar conter a pandemia da Covid-19, contrariando a orientação da Organização Mundial e Saúde (OMS), o dilema crise na saúde x crise na economia dividiu o país. É possível conciliar uma coisa e outra? Em busca de respostas, o economista Igor Franco gravou um vídeo a pedido do blog, em sua série diária com aconselhamentos durante a quarentema, para analisar a questão por sua área de conhecimento.

Para Igor, preocupa a falta de liderança política, no conflito federativo entre aberto o presidente e os governadores, “é tudo que a gente não precisa”. Confira abaixo:

 

 

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Rafael vai manter comércio fechado: “bem maior é a vida do cidadão campista”

 

Após se reunir na tarde de ontem (26) com líderes do setor empresarial local, e já ciente da carreata marcada por lojistas para pedir na manhã de hoje (27) a reabertura do comércio da cidade, o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) vai continuar seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e manter a quarentena em Campos. Assim como na maior parte dos estados e municípios brasileiros, bem como vários outros países no mundo, o comércio goitacá seguirá de portas fechadas, à exceção dos setores essenciais. Para o prefeito “por mais importante que seja a questão econômica (…) há um bem maior que preciso preservar: que é a vida do nosso cidadão campista”:

 

Rafael se reuniu ontem com representantes do empresariado de Campos (Foto: Supcom)

 

— Realizei uma reunião hoje com representantes do comércio e da indústria, da CDL, Firjan e Acic, como venho dialogando com eles desde semana passada. De forma muito transparente. Deixei muito clara minha preocupação com setor econômico, diante de toda esta dificuldade que o setor vem enfrentando. Mas, ao mesmo tempo, ponderei que, enquanto prefeito da cidade, preciso ouvir e seguir as orientações das autoridades de saúde. Não apenas as municipais, nas quais tenho grande confiança, mas as estaduais e federais, além das mundiais. Estas autoridades apontam que a melhor ação é o isolamento social. É evitar aglomerações. É ficar em casa. Sendo assim, não posso agir de outra forma: por mais importante que seja a questão econômica, por mais que isso possa trazer problemas gravíssimos, que a gente não se nega a entender, mas há um bem maior que preciso preservar: que é a vida do nosso cidadão campista.

 

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Covid-19 — Lojistas de Campos programam carreata pela reabertura do comércio

 

Arte da carreata “Volta Campos”, para pedir a reabetura do comércio no município, contra as recomendações da Organização Mundial de Saúde de isolamento por conta da Covid-19 (Divulgação)

 

Cerca de 250 lojistas campistas reunidos no grupo de WhatsApp “Empresários de Campos” vão promover na manhã desta sexta (27) a carreata “Volta Campos”, para pedir a reabertura do comércio no município, fechado desde segunda (23) por conta da quarentena pela Covid-19. Segundo informou o comerciante Aland Ferreira, lojista do Shopping Avenida 28 e um dos organizadores do movimento, a concentração será às 9h da manhã, em frente à Igreja do Saco. De lá sairá em carreata pela cidade, até a Prefeitura de Campos. A ideia é repetir o protesto também na manhã deste domingo (29).

Seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como o exemplo adotado de quase todos os municípios e estados brasileiros, além de vários países do mundo, o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) determinou o fechamento do comércio de Campos a partir da última segunda, à exceção dos serviços essenciais. Com o pronunciamento em cadeia nacional do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na terça (24), contrário à quarentena contra a Covid-19, que chamou de “gripezinha” e “resfriadinho”, o dilema crise na saúde x crise econômica ganhou força na sociedade. A manifestação desta sexta é fruto disso.

Hoje o Conselho Empresarial Permanente de Desenvolvimento de Campos (Cecam), formado por entidades representativas de diferentes setores, entregaram uma carta ao prefeito Rafael. Nela pleitearam “que sejam adotadas medidas para o enfrentamento da crise em razão da Covid-19, entre elas a reabertura do comércio local a partir da próxima quarta-feira-feira (01)”.

De acordo com o pleito, a reaberturas das lojas “deve obedecer a determinação de cuidados específicos de higiene e regras para evitar a aglomeração de pessoas, de modo a permitir a continuação das atividades das empresas locais hoje e no futuro, o regular recolhimento de tributos e a manutenção de empregos”.

O Cecam é constituído por Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a regional da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), Sindicato do Comércio Varejista, Fundação de Desenvolvimento do Norte Fluminense, Sindicato dos Comerciantes de Farmácias, Associação Fluminense do Comércio Farmacêutico e Sindicato Rural de Campos.

Presidente da Acic, Leonardo Castro Abreu adiantou que o prefeito concordou liberar o horário para as padarias, que voltarão a funcionar das 6h às 21h. Também analisa o retorno do setor de construção civil e lojas afins, assim como está em estudo a ampliação dos horários dos ônibus e vans, principalmente no horário da noite. São medidas que visam reduzir os prejuízos do comércio na quarentena.

 

Com o jornalista Paulo Renato Porto

 

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Exame descarta Covid-19 no único morto na região com suspeita da doença

 

Sebastião Campista, secretário de Saúde de SFI (Foto: Facebook)

 

O idoso de 83 anos que faleceu no último domingo (22), em São Francico de Itabapoana, não era caso de Covid-19. O resultado do exame negativo do Laboratório Central Noel Nutels (Lacen), laboratório referenciado da secretaria estadual de Saúde, chegou esta noite à secretaria de Saúde de SFI. Titular da pasta, o secretário Sebastião Campista informou que há mais três casos suspeitos em São Francisco, cujos resultados dos testes são aguardados do Lacen.

O idoso tinha dado entrada em estado grave no Hospital Municipal Manoel Carola (HMMC), na noite do último domingo, com quadro de insuficiência respiratória, vindo a óbito logo em seguida. Até aqui caso era o único óbito com suspeita do novo coronavírus no Norte Fluminense.

 

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Caio reforça a nominata do PDT para outubro com Ivan Machado e Odete Rocha

 

Após transformar o G-8 da Cãmara Municipal de Campos em G-7, Ivan Machado se filiou na terça ao PDT de Caio (Foto: Divulgação)

 

Enquanto quem tem mandato eletivo está focado nas ações de combate à Covid-19. quem não tem, mas pretende conquistá-lo nas urnas de outubro pode se dedicar integralmente à política. Neste sentido, Caio Vianna (PDT), pré-candidato a prefeito de Campos, tem aproveitado para fazer seu dever de casa. No dia 24, ele filiou ao PDT o vereador Ivan Machado (ex-PTB), pré-candidato à reeleição. E hoje formalizou a entrada em seu partido da ex-candidata a prefeita Odete Rocha (ex-PCdoB), outra pré-candidata a vereadora.

Em entrevista à Folha publicada (aqui) no último domingo (22), Caio disse: “Muito mais importante ou tão importante quanto a eleição do próximo prefeito, será a eleição da Câmara de Vereadores”. Sem a força do mandato de outros pré-candidatos a prefeito, como o atual, Rafael Diniz (Cidadania), o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), ou o deputado estadual Gil Vianna (PSL), o pedetista trabalha no reforço da nominata do seu partido para disputar eleição municipal brasileira sem coligações proporcionais.

 

Odete Rocha deixou o PCdoB, que fechou com a pré-candidatura a prefeito de Roberto Henriques (PPL), e se filiou hoje ao PDT (Foto: Divulgação)

 

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IFF entra na briga contra a Covid-19 com a produção de máscaras de proteção

 

Máscara de proteção produzida nas impressoras 3D do IFF para o combate à Covid-19 (Foto: Divulgação)

 

O Instituto Federal Fluminense (IFF) passará a produzir um dos equipamentos que os profissionais da saúde mais precisam neste período de pandemia da Covid-19: as máscaras de proteção. O primeiro lote de máscaras será doado à Prefeitura Municipal de Campos, para utilização no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC) no prédio novo da Beneficência Portuguesa. “No momento, podemos produzir até 64 máscaras por dia, e o nosso objetivo é ajudar as unidades hospitalares, pois sabemos da falta de EPIs na área da saúde por causa da pandemia da Covid-19”, disse o diretor de Internacionalização e Inovação do IFF, Henrique da Hora,

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), fundamentais para que os médicos, enfermeiros e demais profissionais da área de saúde possam se prevenir contra os riscos de contágio no tratamento de pacientes com a Covid-19, serão produzidos pelo IFF por meio de impressoras 3D. O parque de impressão foi montado no campus Campos Centro do Instituto, que tem oito impressoras funcionando, podendo chegar a 11.

As máscaras serão fabricadas por servidores da instituição, com o apoio do Polo de Inovação do IFF na organização, operacionalização e manutenção das impressoras, e da empresa Sprint 3D, uma startup fundada pelos ex-alunos do Curso de Engenharia de Controle e Automação do Campus Campos Centro, Vinícius Parente e Thiago Pessanha, que surgiu no Polo de Inovação e é incubada na TEC Campos.

 

Com informações da assessoria do IFF

 

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Covid-19 — Campista na Alemanha: “nenhuma medida de isolamento é exagerada”

 

A campista Claudya Ribeiro, de 51 anos, é psicóloga, pedagoga e há 27 anos mora e trabalha na Alemanha. País que, ao lado da Coréia do Sul, foi o que melhor lidou até agora com a contenção da pandemia da Covid-19, a partir de testes em massa da população e isolamento dos contaminados. Pela complexidade, tamanho territorial e da população do Brasil, ela não vê, no entanto, como comparar a situação do seu país natal com a da Alemanha.

Ainda assim, em contato telefônico por WhatsApp e já ciente da intenção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de flexibilizar o isolamento da população brasileira, contrário às orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), Claudya disse: “Acho muito precoce tomar uma decisão dessas. A realidade econômica é importante, mas não mais que a realidade social da saúde pública”. A campista trabalha para o ministério da Educação e Cultura na cidade de Stuttgart, capital do estado Baden Württemberg, no sudoeste da Alemanha.

Por coincidência, Claudya escreveu um artigo no dia 19 em que analisou as estatísticas das mortes em países europeus como Alemanha e Itália, até agora o mais afetado pela Covid-19, antes e depois da pandemia, para responder à pergunta proposta por um velho dito popular brasileiro: “prevenir é melhor que remediar?”. E concluiu: “Analisando estes dados posso concluir que até agora nenhuma destas medidas drásticas de isolamento podem ser consideradas exageradas ou tampouco histéricas. Irresponsável seria não responder adequadamente a esta situação”.

Confira abaixo:

 

Trabalhadores carregam corpos de vítimas da Covid-19 na cidade de Bérgamo, na Itália (Foto:
Trabalhadores carregam corpos de vítimas da Covid-19 na cidade de Bérgamo, na Itália (Foto: Fotogramma / EFE-EPA)

 

Claudyia Ribeiro, campista, piscóloga e pedagoga do ministério da Educação e Cultura da Alemanha

Covid 19 – um alarme exagerado???

Por Claudya Ribeiro

 

Há alguns dias temos vivenciado aqui na Alemanha um movimento “conspirativo“ e crítico em relação aos conhecimentos e medidas de cautela mediante a pandemia do coronavírus.

Estas teses críticas são defendidas por cientistas e médicos alemães, principalmente representados pelo Dr. Wolfgang Wodarg e pelo Dr. Sucharit Bhakdi. Suas entrevistas estão disponíveis via Youtube e são realmente muito acessadas.

Eu acredito que a variedade de pontos de vista e perspectivas fazem parte da qualidade de uma informação. Por isso resolvi me dedicar a estas teses.

Os dois cientistas nos alertam contra uma histeria virulenta. Também contra pânico desnecessário. Nos alertam sobre o perigo de perdermos nossa liberdade democrática.

Tanto o Dr. Wodarg quanto o Dr. Bhakdi defendem a tese que a Covid-19 é somente uma variação gripal de outros tipos de gripe causados pelo coronavírus. Não mais nem menos mórbido que outro vírus até agora.

Também o aumento da mortalidade na Itália eles referem a outras (co)morbidades e doenças anteriores. Porém desvinculam categoricamente uma relação com o coronavírus.

Mas quão perigoso é o coronavírus realmente? A OMS nos dá uma estimativa de 3,4% de mortalidade através do coronavírus. Na Alemanha temos atualmente uma estimativa otimista de 0,4%. Porém a crise na Itália nos revela o triste saldo de 7,7%.

Quem tem razão? E principalmente: o que esta divergência de informações, teses e especulações causam em nossa sociedade?

Para entender melhor esta controvérsia vejamos primeiro dados de uma outra pandemia declarada pela OMS: a gripe suína de 2009/10. Esta epidemia não se desenvolveu conforme a prognose. Pelo contrário, estes anos relataram uma das mais baixas taxas de mortalidade por causa da gripe suína. Então o alarde todo foi à toa?

Ou vale aqui o velho dito popular: prevenir é melhor que remediar?

Em comparação morrem todos os dias somente na Alemanha, por volta de 2.500 pessoas. Repito, todos os dias. E no inverno mais rigoroso temos uma onda de gripe mais forte que nos causam  40 mil vítimas a mais.

E atualmente com o coronavírus? Até agora (19/03/20) temos na Europa 4.000 mortes registradas causadas pelo vírus. Estatisticamente falando são grãos de areia.

Com base nestes dados, de até agora termos tão baixa mortalidade, é que a tese de histeria e pânico se fundamentam. Puro exagero, propagam os autores. Isso sem comentar a conspiração de quebra sistemática da economia mundial…

Façamos um exercício estatístico:

Estamos na Itália com uma população estimada em 60 milhões de habitantes. Taxa de mortalidade diária: 2.000 pessoas (com uma variação estatística normal de acordo com a estação do ano).

No dia 18.03.2020 foram registrados 475 mortos a mais – além dos 2000/dia.

Um aumento relevante de cerca de 20%!

Um dado estatístico que não pode passar despercebido para uma relação exponencial.

Vejamos um exemplo ainda mais concreto: a cidade italiana de Bergamo com 120 mil habitantes. Geralmente esta cidade conta com uma mortalidade de 10 pessoas por dia. E agora, constantemente desde o mês de fevereiro/2020, passou a contar com uma média de 20 mortes por dia.

Através deste pequeno exemplo matemático podemos dizer no dia de hoje, 19.03.2020 que a tese do exagero e pânico divulgada pelos autores não pode ser confirmada.

Na teoria das ciências aprendemos que hipóteses empíricas devem ser testadas, avaliadas e possuem a característica de falharem na experiência fenomenológica. Pois exatamente esta tese do exagero considero como falha, mediante o exemplo de Bergamo.

Uma outra tese que foi colocada em questionamento, é a da legitimação das medidas de higiene sanitária tomadas por diferentes governos até agora (principalmente o isolamento social, fechamento de escolas, comércio…). Precisa de tudo isso?

Em que ponto as estatísticas sobre a taxa de mortalidade nos ajudam a responder a esta pergunta?

Consideremos que na Alemanha morrem normalmente 2500 pessoas por dia. Assim, “normalmente“.

Agora consideremos este cenário: acontece um ataque a tiros numa escola e morrem 10 pessoas a mais. Pode-se argumentar que estas 10 pessoas não fazem diferença? Só porque elas não aparecem na estatística?

É claro que nao!!!

Da mesma forma que não é aceitável o impedimento de medidas de precaução para salvarmos nosso sistema de saúde!

Estas 10 mortes a mais fazem tanta diferença quanto as 475 a mais na Itália.

E isso é argumento suficiente sim, para tomarmos todas as medidas até agora propagadas pelos profissionais de saúde pública.

Pelo contrário, não tomando estas medidas corremos o risco de chegarmos a uma fase de triagem de pacientes. Quer dizer, de seleção entre aqueles que deverão receber atendimento intensivo e aqueles outros que serão destinados a morrer sem aparelho respiratório.

Outros dados numéricos exemplares:

  • Prognose: por volta de 5% de todos os pacientes covid-19 positivo devem necessitar de tratamento intensivo
  • Na Alemanha temos 28 mil leitos intensivos com os aparelhos respiratórios. Destes leitos 80% estão Com a transferência de cirurgias, agendamento posterior de tratamentos… restam no total a metade , ou seja 14 mil leitos intensivos.
  • Sabemos que a média de internação e tratamento destes pacientes intensivos dura até uma semana
  • No exemplo aqui na Alemanha isso significa que nosso sistema de saúde atual (considerado um dos melhores do mundo) comporta por dia até 2 mil novos pacientes covid-19
  • Agora vejamos a evolução exponencial dos casos segundo os dados das autoridades de saúde:
    • 03.20 3000 novos casos de contagio
    • 03.20 2000
    • 03.20 1200
    • 03.20   900
  • Isso nos dá uma relação de ¼ a 1/3 de aumento de contágios de um dia pro outro. Projetando estes dados com um aumento proporcional de 1/3 a mais por dia chegamos em 8 dias ao número de 39 mil novos contágios!!! Isso se não tomarmos nenhuma medida de isolamento!
  • Neste ponto, quer dizer em 8 dias teríamos atingido nossa capacidade de atendimento intensivo (5% de 39 mil = cerca de 2000).
  • Estudos mostram que, mesmo com estas medidas de higiene sanitária e isolamento, a necessidade de leitos intensivos – mundialmente falando – será 8 vezes maior que sem o vírus.

Analisando estes dados posso concluir que até agora nenhuma destas medidas drásticas de isolamento podem ser consideradas exageradas ou tampouco histéricas. Irresponsável seria não responder adequadamente a esta situação.

Trata-se de saúde humana.

E essa não tem preço.

 

Links e Fontes:

– Einwohnerzahl Italiens: Nationales Institut für Statistik, Italien: https://www.istat.it/en/ – Todesfälle im Mittel pro Tag in Italien: Plausibilitäts-Abschätzung ist die Bevölkerungszahl geteilt durch die Lebenserwartung geteilt durch Tage im Jahr (verfälscht durch Alterskurve und Dynamik in der Lebenserwartung) Factfish zitiert UN-Daten, die bei 10,6 pro 1000 Einwohner pro Jahr landen: http://www.factfish.com/de/statistik-… Für eine möglichst konservative Abschätzung und um die höhere Wintersterblichkeit abzubilden haben wir auf 2000 aufgerundet. – Aktuelle Todeszahl Italien: Datenbank der Johns Hopkins University, auf die auch das Robert-Koch-Institut verweist, wenn es um internationale Zahlen geht: https://gisanddata.maps.arcgis.com/ap… (die Github-Datenbank findet man in einem Link weiter unten) – Region Bergamo: Laut Wikipedia leben hier etwa 120.000 Menschen. Da die zentralen Krankenhäuser vermutlich auch die umliegenden kleineren Gemeinden bedienen, haben wir die Zahl verdoppelt. Bei einer Mortalitätsrate von 10,6 pro 1000 (s.o.) pro Jahr würde man hier 7 Tote pro Tag erwarten, zur Sicherheit auf 10 aufgerundet, um nicht von saisonalen Effekten überrascht zu werden. Diese Zahl ist also eine sehr großzügige Abschätzung wenn es um die Frage geht, ob man eine Übersterblichkeit bemerkt. Zum Zeitpunkt der Erstellung des Videos meldete die FR 400 Tote in Bergamo, der erste Tote vor etwa einem Monat, macht konservativ gerechnet 10 Tote pro Tag: https://www.fr.de/panorama/corona-pan… Laut BNN gibt es übrigens Stand 23.3. 1000 Tote, was die statistische Relevanz ungleich verschärft. – Die Verfügbarkeit der Intensivstationsbetten beruhen auf eigenen Gesprächen mit Krankenhäusern und dem Statement von Prof. Dr. Reinhard Busse aus dem Briefing des Science Media Center: https://www.sciencemediacenter.de/all… – Anzahl der Beatmungspflichtigen Patienten: In einem Ärzteblatt-Interview spricht Prof. Dr. Reinhard Busse von 10% beatmungspflichtigen Patienten, andere Studien weisen auf deutlich geringere Zahlen hin, daher haben wir uns an 5% orientiert. https://www.aerzteblatt.de/nachrichte… Die Frankfurter Rundschau berichtet von 6% beatmungspflichtigen Patienten: https://www.fr.de/wissen/coronavirus-… – Das RKI schreibt im Corona-Steckbrief vom 23.3.: Es gibt verschiedene Quellen mit einer weiten Spannweite zur Beatmungshäufigkeit, dabei scheint der Anteil innerhalb Hubeis mit ca. 20–25 % deutlich höher zu sein als für ganz China (2–6 %). – Neuere Zahlen sprechen allerdings von durchschnittlichen Aufenthaltsdauern von mehr als einer Woche, was die Verfügbarkeit der Beatmungsplätze senken würde. – Imperial College Studie: https://www.imperial.ac.uk/media/impe…

 

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