Pluralidade e trabalho coletivo levam sucesso do jornal às ondas do rádio

 

 

História de liderança

Nascida em 8 de janeiro de 1978, a Folha da Manhã demorou dois meses para se tornar o jornal mais vendido de Campos e do Norte Fluminense. E manteve a posição nos 41 anos seguintes. Não faltaram tentativas de ameaçar essa liderança, algumas usando artifícios pouco republicanos. No último dia 5 de abril, o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) denunciou (aqui) que seu ex-aliado Anthony Garotinho (hoje, sem partido), quando era governador, usou dinheiro de propina da caixinha da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) para montar em Campos o jornal O Diário.

 

Do jornal às rádios

A liderança do jornal que resistiu, batiza o grupo de comunicação. E foi ecoada recentemente nas ondas do rádio. Em setembro do ano passado, em Macaé, a rádio AM do Grupo Folha mudou em setembro de 2018 para FM, adotando o nome Rádio Hits 99,7. E rapidamente se tornou líder do mercado na Princesinha do Atlântico. Fruto da mesma migração de AM a FM, no último dia 28 de março, aniversário de Campos, nasceu a Folha FM 98,3. E, segundo o ranking da Radio.com, que mede a frequência das rádios no Estado e no país, ela já lidera (aqui) a audiência de abril no município. Não só entre as FM, mas também as AM.

 

Folha no Ar

O carro chefe da programação da Folha FM é a 1ª edição do Folha no Ar. Sempre de 7h às 8h30, de segunda a sexta, é ancorado pelo locutor Marco Antônio Rodrigues, com a bancada fixa formada ainda pelos jornalistas Arnaldo Neto e Aluysio Abreu Barbosa. Sua segunda edição ocorre nos mesmos dias da semana, entre 18h10 e 19h, capitaneado pelo radialista Cláudio Nogueira, gerente da emissora. Os dois programas trazem comentários das notícias do dia e entrevistados. O da manhã de ontem foi o deputado João Peixoto (DC), que contou (aqui) um pouco da sua história política de seis mandatos na Alerj, após ter sido vereador em Campos.

 

João Peixoto

O entrevistado falou da sua luta pela Ponte da Integração, entre São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. De entrega prometida e adiada várias vezes no governo Luiz Fernando Pezão (MDB), hoje preso, a obra teve a conclusão herdada pelo governador Wilson Witzel (PSC). O experiente parlamentar também projetou as eleições à Prefeitura de Campos em 2020. Embora mantenha contatos com pré-candidatos anunciados como o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), os estaduais Gil Vianna (PSL) e Rodrigo Bacellar (SD), além de Caio Vianna (PDT), João costura sua aliança com o prefeito Rafael Diniz (PPS).

 

Repercussão

Importante elo no apoio de João à reeleição de Rafael é o vereador governista Jorginho Virgílio (PRP), liberado pelo prefeito para trabalhar em 2018 na reeleição do deputado. Este projetou a migração de Jorginho ao seu DC, mas não aposta que os também vereadores José Carlos e Cláudio Andrade fiquem na legenda. Postado ao vivo na página da Folha FM no Facebook, o vídeo da entrevista de Peixoto tinha alcançado mais de 12,8 mil pessoas até a noite de ontem, com mais de 1,4 mil visualizações. O convidado do Folha no Ar da manhã de hoje é (aqui) o juiz Heitor Campinho, titular da 1ª Vara de Família e coordenador do Fórum de Campos.

 

Campos a SJB

As eleições à Prefeitura de São João da Barra também estiveram na pauta da entrevista com João Peixoto. Ele não teve dúvida a cravar seu apoio à reeleição de Carla Machado (PP). E foi lembrado que, antes das urnas de 2020, deve estar o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da Machadada, que já condenou a prefeita em primeira e segunda instâncias. Segundo fontes, o fato da ressalva ser posta aos políticos entrevistados no Folha no Ar tem incomodado Carla. Assim como parece incomodar a seus opositores o fato do microfone da Folha FM sempre ressaltar o óbvio: no voto, a prefeita sanjoanense é pule de 10.

 

Trabalho coletivo

Não se pode negar que Carla é favorita à reeleição. Nem ignorar que no meio do caminho pode haver o TSE. Ser atento às duas perspectivas é colocar o interesse público acima dos interesses do público. A melhor resposta deveria ser dada pela própria prefeita sanjoanense, convidada mais de uma vez ao Folha no Ar. Essa pluralidade parece ser a causa do sucesso, da Folha da Manhã à Folha FM de 41 anos depois. E dele são responsáveis cada profissional da rádio e da redação do jornal. Como lecionou em vida seu fundador, Aluysio Cardoso Barbosa, cuja imagem e exemplo referenciam esta coluna: “jornalismo é trabalho coletivo, ou nada”.

 

Publicado hoje (23) na Folha da Manhã

 

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Folha FM lidera, traz João Peixoto na segunda e Heitor Campinho na terça

 

 

No ranking da Radios.com.br do mês de abril, a Folha FM liderou a audiência entre rádios FM e AM de Campos (Reprodução)

 

Como o Cristiano Abreu Barbosa divulgou aqui, em seu Ponto de Vista, a Folha FM 98,3 assumiu a liderança no ranking de audiência da Radios.com.br, não só entre as emissorras FM de Campos, mas também entre as AM. E fez isso com menos de um mês de vida, após ser inaugurada em 28 de março, aniversário da cidade.

 

João Peixoto no Folha no Ar da manhã desta segunda (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Carro chefe da programação da nova emissora, o Folha no Ar 1ª edição, sempre das 7h às 8h30, de segunda a sexta, bateu outro recorde. Na página da Folha FM 98,3 no Facebook, o programa da manhã de hoje, que entrevistou do deputado estadual João Peixoto (DC), alcançou (aqui) mais de 12,5 mil usuários da rede social, com o vídeo visulizado por mais de 1,3 mil pessoas.

 

Estatíticas do vídeo da entrevista de João no Facebook: mais de 12 mil pessoas alcançadas (Reprodução do Facebook)

 

Na entrevista, João falou sobre suas cobranças pela Ponte da Integração, que unirá os municípios de São João da Barra e São Fracisco de Itabapona sobre o rio Paraíba do Sul. Apesar das promessas de entrega feitas e refeitas durante o governo Luiz Fernando Pezão (MDB), hoje preso por corrupção, a obra teve sua conclusão herdada pelo governador Wilson Witzel (PSC).

Além da sua carreira política, o expediente deputado estadual também fez projeções para as eleições municipais de 2020. Na disputa à Prefeitura de Campos, João já manteve contatos com quase todos os pré-candidatos anunciados: o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), os estaduais Gil Vianna (PSL) e Rodrigo Bacellar (SD), e o ex-candidato Caio Vianna (PDT). Mas disse que seu apoio está sendo acertado com Rafael Diniz (PPS).

Em 2018, o prefeito liberou o vereador governista Jorginho Virgílio (PRP), que apoiou Peixoto na última reeleição à Alerj e estaria de mudança ao seu DC, na disputa de 2018. Ele só bateu literalmente na madeira quando falou dos atuais vereadores do partido, seu ex-aliado Zé Carlos e Cláudio Andrade. O deputado deu a entender que ambos não permanecerão no DC, que estaria costurando para atrair outra vereadora de Campos, cujo nome não revelou.

 

Juiz Heitor Campinho

 

No início da manhã desta terça (23), o convidado do Folha no Ar será o juiz Heitor Campinho. Titular da 1ª Vara de Família da comarca e designado para tentar resolver os atrasos da 5ª Vara Cível, ele é o coordenador do Fórum de Campos. Até às 7h de amanhã, fique com a íntegra do programa de hoje e a entrevista com João Peixoto:

 

Folha no ar 1ª Edição – 22/04/2019 – Entrevista com o Deputado João Peixoto.

Folha no ar 1ª Edição – 22/04/2019 – Entrevista com o Deputado João Peixoto

Publicado por Folha FM 98,3 em Segunda-feira, 22 de abril de 2019

 

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Folha FM: Rafael e Ibiapina antes de João, Heitor, Makhoul, Bastos e Adriano

 

Rafael Diniz no Folha no Ar na tarde de quarta (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Nesta sexta-feira santa (19), por conta do feriado, o programa Folha no Ar não será exibido na Folha FM 98,3. Nem na sua edição matutina, nem na vespertina. Esta trouxe ontem (17) uma entrevista com o prefeito Rafael Diniz (PPS), que deu a manchete de capa da Folha da Manhã desta quinta (18). Ela pode ser conferida aqui e nos três vídeos abaixo:

 

 

 

 

Rodrigo Ibiapina, comandante do 8º BPM, na manhã desta quinta no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Na manhã desta quinta, o entrevistado do Folha no Ar foi o tenente coronel Rodrigo Ibiapina, comandante do 8º BPM de Campos. Do que foi falado sobre a Segurança Pública do município e da região, pode ser conferido aqui e nos cinco vídeos abaixo:

 

 

 

 

 

 

Passado o feriado da Páscoa, o Folha no Ar volta na próxima segunda (22), sempre a partir das 7 da manhã na Folha FM98,3, que trará como convidado o deputado estadual João Peixoto (DC). O programa terá sequência na terça (23), com o juiz e coordenador do Fórum de Campos, Heitor Campinho; na quarta (24), com o médico e ex-candidato a prefeito Makhoul Moussalem; na quinta (25), com o jornalista e secretário municipal de Governo Alexandre Bastos; e na sexta (26), com o professor, poeta e dramaturgo Adriano Moura.

 

João Peixoto, Heitor Campinho, Makhoul Moussalem, Alexandre Bastos e Adriano Moura (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Até que o Folha no Ar recomece sua sequência na próxima semana, o blog e o blogueiro farão uma necessária pausa. Abç, ótima Páscoa e inté!

 

 

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Dom Rifan na manhã de quarta, Rafael à tarde e Ibiapina nesta quinta

 

Dom Fernando Rifan foi o convidado da manhã desta quarta no Folha no Ar, da Folha Fm 98,3 (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Um dos dois bispos católicos de Campos, representante da ala tradicionalista, Dom Fernando Rifan foi o convidado de hoje do Folha no Ar. O programa da Folha FM 98,3 é apresentado de 7h às 8h30, sempre de segunda a sexta. Em sua edição vespertina, o Folha no Ar trará ainda hoje uma entrevista com prefeito Rafael Diniz (PPS), a partir das 18h30. No início da manhã desta quinta (18), o entrevistado será o tenente-coronel Rodrigo Ibiapina, comandante do 8º BPM de Campos.

 

Prefeito Rafael Diniz será o entrevistado das 18h30 de hoje no Folha no Ar, que volta às 7h desta quinta, com o comandante da PM Rodrigo Ibiapina (Foto: Supcom)

 

Às vésperas de Páscoa, Dom Rifan esclareceu que o período é o mais importante do calendário católico, mais até do que o Natal. Ele falou sobre a origem judaica do Pessach (“Passagem”, ou “Páscoa” em hebraico), que marca a libertação dos antigos hebreus, liderados por Moisés, do Egito à Terra Prometida. Entre os cristãos, a importância é reforçada por ter sido o período em que Jesus foi recebido como rei em Jerusalém, onde seria capturado, torturado e morto na cruz, antes da sua ressureição: “É a passagem do Cordeiro de Deus, que tirou os pecados do mundo”.

Dom Rifan explicou ainda a origem comum entre cristianismo, judaísmo e islamismo, que crêem no mesmo Deus de Abraão, patricarca das três grandes religiões do Ocidente. E analisou o avanço do protestantismo pentecostal no Brasil, particularmente no Estado do Rio, calçado em promessas de prosperidade terrena.

Do que é dos homens, o bispo também falou do avanço do conservadorismo no país, com base na valorização da família tradicional, que ele defende. Mas alertou para os seus perigos e excessos cometidos ao longo da história, com exemplos mais recentes, como no nazismo. Na seara local, ele projetou a possibilidade de uma polarização na eleição a prefeito de Campos em 2020 entre Rafael e o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD):

— Disse ao prefeito que ele precisa se mostrar mais, se comunicar mais. O povo precisa saber o que está sendo feito na cidade, e a comunicação dele precisa ser mais ativa. Acredito que as eleições tendem a ir para o segundo turno, caso haja a disputa de Wladimir com Rafael, mas não será algo tão grande como foi a disputa do PT com Bolsonaro. Wladimir não é Garotinho. Ele é um político muito mais calmo, e o Rafael também.

Enquanto Rafael não é entrevistado às 18h30 de hoje na edição vespertina do Folha no Ar, que retorna às 7h desta quinta, com o comandante da PM Rodrigo Ibiapinha, confira abaixo a íntegra do programa desta manhã, com a entrevista de Dom Rifan, dividida em cinco blocos:

 

 

 

 

 

 

 

 

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Entrada do Festival de Gastronomia de Natividade, entre 3 e 5 de maio

 

Um dos 1o pratos principais exibidos no dia 15, como entrada para o Festival de Gastronomia em Natividade, entre 3 e 5 de maio (Foto: Divulgação)

 

 

Culinária árabe, italiana, brasileira, comida de boteco, sanduíche artesanal, doces refinados, drink elegante, entre outras iguarias de dar água na boca foram apresentados na noite de segunda-feira (15/04), no Espaço Casa&Festa Ana Paula Ribeiro, em Natividade, em um petit comité, organizado pelo Núcleo Gastronômico Sabore’Art Natividade. Foi uma demonstração dos dez pratos que farão parte da 5ª edição do Festival Gastronômico Sabores de Natividade que vai acontecer entre os dias 3 e 5 de maio, na Avenida Amaral Peixoto, centro de Natividade.

O 5º Festival Gastronômico Sabores de Natividade é organizado pelo Núcleo Gastronômico Sabore’Art Natividade, composto por empresários do setor gastronômico do município, com o apoio da Prefeitura Municipal de Natividade, através da Secretaria Municipal de Turismo, do Sebrae-RJ, Fecomércio (Sincomércio) e comércio local.

O prefeito de Natividade, Severiano Rezende, esteve participando do evento, juntamente com o secretário municipal de Turismo,Júlio César Ramos Barbosa (Piscina), a presidente da Câmara Municipal de Natividade, Ivete Martins Bohrer Kabouk, entre outras autoridades do município.

“Estamos mantendo a tradição da Gastronomia de Natividade que vem se despontando nesse setor e a Prefeitura não vai medir esforços nessa parceria tão salutar para o nosso município”, pontuou o prefeito.

Os dez pratos principais do Festival serão comercializados no valor de R$ 20 cada, sendo que terão outras iguarias com diversos valores.

A presidente do Núcleo Gastronômico Sabore’Art Natividade, Ana Lúcia Rezende, afirmou que o Festival segue o mesmo padrão de sucesso dos anos anteriores.

“Todo Festival nos surpreende, pois sempre supera nossas expectativas. A gente trabalha duro o ano inteiro e se encontra de 15 em 15 dias, com suporte da consultora do Sebrae. Nos últimos meses, a reunião é semanal para acertar os últimos detalhes. Atribuo o sucesso do Festival à fórmula que a gente criou que vai se superando e dá um movimento bacana durante todo o final de semana de evento na cidade. O nosso grupo faz acontecer e o apoio da Prefeitura e Sebrae nos fortalece”, destacou a presidente do Núcleo.

Além da gastronomia, o Festival também contará com estande de artesanato do município e espaço kids.

O analista do Sebrae, Jorge Luiz Gomes dos Santos, ressaltou que o Sebrae vem apoiando o Festival através do Projeto “Sebrae na Mesa”, lembrando que o evento é uma das ações do projeto e que ainda trabalha a capacitação dos empresários do setor.

“Apoiamos os empresários também no Fórum Estadual de Gastronomia e também no Fórum Regional e estamos com novo parceiro que é a Fecomércio. Natividade tem um grande festival e é um dos destaques da nossa região, graças ao empenho de todos empresários que fazem parte desse polo”, lembrou.

Durante os três dias de Festival, acontecerão apresentações musicais. Na abertura do festival (03/05), a partir das 20 horas, quem se apresenta é a cantora Mayara Moreira. No segundo dia (04/05), a partir das 20 horas, é a vez do show de Bruna Morena. E no domingo (05/05), às 16 horas, show com Luana Souza e às 20 horas, show com Felipe Lessa.

O Festival Gastronômico Sabores de Natividade tem sido um atrativo turístico para o município, fato destacado pelo secretário municipal de Turismo de Natividade,Júlio César Ramos Barbosa (Piscina).

“O Festival Gastronômico Sabores de Natividade vem se consolidando cada vez mais e tornou-se um atrativo para turistas na nossa cidade. A gastronomia de Natividade vem se destacando a cada dia mais e isso faz com que o governo municipal incentive cada vez mais o evento, considerando que traz geração de renda e empregos para o município. Espero que o evento seja um sucesso, ainda maior que do ano passado”, concluiu o secretário Piscina.

 

Empresários da gastronomia brindaram ao sucesso do evento de maio (Foto: Divulgação)

 

Da assessoria

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PEC dos guardas civis é abraçada no Congresso pelo PSD de Wladimir

 

Wladimir hoje na Câmara Federal, com colegas de bancada do PSD e representantes das Guardas Civis Municipais (Foto: Divulgação)

 

 

Incluir os guardas civis municipais de todo o Brasil como agentes de segurança não só na aposentadoria especial, como na própria Constituição. Esse será o objetivo de um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) da bancada do PSD na Câmara Federal. Deputado do partido, Wladimir Garotinho (PSD) hoje colhia assinaturas com seus colegas de partido no Confgresso, para sua PEC individual pelo regime especial de aposentadoria aos guardas municipais, para incluí-la nas negociações da proposta de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL). A Folha já havia anunciado aqui, em 30 de março, a inciativa do político de Campos.

Mas a boa acolhida dos seus colegas de bancada federal, levou a iniciativa de Wladimir a um nível mais alto. A PEC será não só mais dele, mas do partido, no sentido de acabar com uma discussão antiga sobre a classificação constitucional da função de guarda municipal. Em todo o país, a categoria tem 130 mil agentes na ativa, 430 deles só em Campos. Em 22 de março, o deputado federal de Campos falou ao jornal carioca Extra sobre o seu projeto: “A atuação desses profissionais está prevista na Constituição. Eles foram reconhecidos pelo Susp (Sistema Único de Segurança Pública) como agentes de segurança”.

 

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Ponto biométrico na terça do Folha no Ar, que recebe o bispo na quarta

 

André Oliveira foi o entrrevistado desta terça no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

No início da manhã desta terça (16), o secretário municipal de Gestão Pública André Oliveira foi o entrevistado do Folha no Ar, programa ao vivo de segunda a sexta da Folha FM 98,3, sempre de 7h às 8h30. Nesta quarta (17), o convidado será o bispo tradicionalista de Campos, Dom Fernando Rifan.

 

Bispo tradicionalista de Campos, Dom Fernando Rifan (Foto: Folha da Manhã)

 

No programa de hoje, André esclareceu pontos sobre o cadastramento dos funcionalismo público no ponto biométrico. Em Macaé, onde funciona desde 2015, o ponto biométrico gerou a exoneração de 500 servidores. Destes, 300 foram só de médicos. Se o fenômeno ocorrer em Campos, o secretário salientou que abriria espaço para novos concursos públicos. Ainda que, segundo ele, 90% dos servidores de Campos sejam favoráveis ao ponto biométrico.

Também presidente do PreviCampos, André ressaltou os saques de quase R$ 700 milhões que a instituição sofreu no final do governo Rosinha Garotinho (hoje, Patri), já depois da derrota nas urnas de 2016. Foram cerca de R$ 250 milhões em investimentos e de R$ 400 milhões para a Prefeitura. Ele destacou que a Polícia Federal investiga essas aplicações e transferências com dinheiro da aposentadoria dos servidores no apagar das luzes do garotismo no poder.

O secretário de Gestão também informou que o governo recebeu ofício do Siprosep com algumas reivindicações, inclusive reajuste salarial, que serão discutidas em reunião com o prefeito Rafael Diniz (PPS) na próxima semana. Enquanto a manhã de quarta não chega com a entrevista de Dom Fernando Rifan, confira nos cinco vídeos abaixo a íntegra da entrevista com André Oliveira:

 

 

 

 

 

 

 

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Ataque de Toffoli/Moraes à liberdade de imprensa é sobrevida do PT/PMDB

 

Ministros do STF Alexandre Moraes e Dias Toffoli (Foto: Agência Brasil)

 

 

Para quem acha que o consórcio PT/ PMDB, que governou o Brasil por 13 anos, tinha dado seu último suspiro com a derrota de Renan Calheiros na eleição à presidência do Senado, ledo engano!

Dias Toffoli, presidente do STF, chegou à corte após ser advogado do PT e advogado geral da União no governo Lula. Já Alexandre de Moraes foi indicado por seus préstimos como ministro da Justiça de Michel Temer.

Pois Moraes determinou ontem a censura prévia ao site O Antagonista e à revista eletrônica Crusoé. Retirou do ar, em ambos, a mesma matéria jornalística. Nela, Toffoli é chamado por Marcelo Odebrecht de “amigo do amigo do meu pai”.

É um preocupante retrocesso à liberdade de imprensa no país. E um desrespeito flagrante à Constituição que os dois ministros são pagos para preservar. Além da desinteligente promoção do site e da revista, com sua linha editorial de direita, à condição de mártires de uma causa justa.

Para quem, com mais ou menos razão, trata as sucessivas trapalhadas de Jair Bolsonaro (PSL) com o chavão “Retrocede Brasil!” — irmão siamês do “Ele não!” que elegeu o presidente —, a insuspeita dupla Toffoli/Moraes evidencia que é preciso olhar primeiro o próprio rabo. E ter vergonha!

 

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Popularidade de Arnaldo ao filho Caio em 2020 oscila entre Ilsan e Edilene

 

 

Cinco dias e muitas fotos depois nas redes sociais, Caio atendeu ao convite público do pai (Foto: Reprodução do Instagram)

 

Fátima no Folha no Ar

Ontem, no dia do seu aniversário, quem deu o presente foi Fátima Castro. Entrevistada (aqui) no Folha no Ar, programa de segunda a sexta da Folha FM 98,3, ela falou da sua luta de 30 anos à frente da Associação Irmãos da Solidariedade, única casa de assistência aos soropositivos de HIV no interior do Estado do Rio. Obrigada a lidar com todos os prefeitos de Campos desde o primeiro governo Anthony Garotinho (hoje sem partido), ela elogiou Sérgio Mendes e Rafael Diniz (ambos do PPS). Considerou sua prima Rosinha Garotinho (hoje Patri) a governante mais distante da obra assistencial, e Arnaldo Vianna (hoje MDB), o mais próximo.

 

Prefeito do coração

O juízo de Fátima é compartilhado por boa parte dos campistas que consideram Arnaldo Vianna o melhor prefeito de Campos nas últimas três décadas. Racionalmente, tem que ser levado em conta que ele governou a cidade no auge dos royalties de petróleo. Os mesmos que podem ser drasticamente reduzidos, se o Supremo Tribunal Federal (STF) entender (aqui) como constitucional a nova lei de partilha de royalties aprovada no Congresso Nacional. Mas, se herdou problemas jurídicos que até hoje o impedem de voltar a se candidatar, Arnaldo parece ter conquistado um lugar no coração de quem vivou suas duas gestões municipais.

 

Recordar é viver

A popularidade de Arnaldo foi testada na eleição municipal em 2016. Enquanto ostentava o apoio do pai, o candidato Caio Vianna (PDT) chegou a liderar (aqui) as pesquisas daquela eleição a prefeito. Após perder o PDT e até o nanico PEN, em manobras que teriam sido articuladas pelo filho, Arnaldo respondeu dando seu apoio (aqui) a Geraldo Pudim (MDB). Não conseguiu transferir votos a ele, mas feriu de morte a candidatura de Caio, que sangrou até terminar o pleito na terceira posição. Na reta final, quando seu naufrágio era certo, o pedetista fez um acordo por baixo dos panos com Garotinho, na tentativa de forçar um segundo turno.

 

Tiros pela culatra

No último debate antes das urnas de 2016, na InterTV, Caio fez clara dobrada com Dr. Chicão (PR), candidato oficial do garotismo. O resultado foi a vitória de Rafael Diniz (PPS) ainda no primeiro turno. Inconformado com o resultado, Garotinho passou a apostar publicamente na anulação da eleição e na convocação de uma nova. Enquanto esses delírios duraram, Caio ainda era visto pela cidade que queria governar, criticando o novo governo. Mas tão logo os crimes eleitorais de 2016 foram comprovados pela Justiça Eleitoral contra o ex-governador, preso duas vezes na operação Chequinho, o jovem pedetista sumiu de Campos.

 

Idas e vindas

Caio voltaria a dar as caras na cidade só em 2018, quando registrou no último dia sua candidatura a deputado federal. De novo não se elegeu, mas fez boa votação (21.017 votos), mesmo criticado (aqui) pelos setores ideológicos do PDT pela falta de empenho na candidatura presidencial de Ciro Gomes. Agradeceu aos 18.900 votos que teve em Campos desaparecendo outra vez da cidade, onde voltaria a morar só há pouco mais de um mês. Neste período, não procurou o pai, até que este deu uma entrevista à Folha, publicada (aqui) no último dia 7. Nela, Arnaldo declarou publicamente que, para ter seu apoio em 2020, bastaria o filho pedir.

 

Redes sociais

O ex-prefeito repetiu a deixa em entrevista (aqui) no programa Folha no Ar do dia 9. A resposta? No mesmo dia, seu filho publicou (aqui) nas redes sociais uma foto com o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). No dia 10, Caio publicou (aqui) outra foto, com o mesmo Pudim que, ironicamente, seu pai apoiou a prefeito em 2016. Garotinho viu e comentou (aqui), também em rede social, que Pudim foi convidado a coordenar a campanha de 2020 do pedetista, junto com a mãe deste, a ex-vereadora Ilsan Vianna (PDT). Arnaldo reagiu e, na noite do dia 11, publicou (aqui) foto com uma dissidência local do PSDB, que pretende lançar candidatura própria a prefeito.

 

Ilsan e Edilene

No dia 12, cinco após o primeiro convite público do pai, Caio finalmente se reuniu (aqui) com Arnaldo. Em sua coluna do último domingo (14), o jornalista Saulo Pessanha especulou que a estranha demora pode ter sido causada por influência de Ilsan, a quem o ex-prefeito hoje só se refere como “mãe do meu filho”. Nos bastidores, é voz corrente que o preço do apoio de Arnaldo é ter sua atual esposa, Edilene Vianna (MDB), como vice na chapa de Caio. Candidata a deputada estadual em 2016, na ocasião ela chegou a ter anunciada a dobrada com o enteado a deputado federal. Mas a coisa não parece ter dado muito certo.

 

Publicado hoje (16) na Folha da Manhã

 

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Folha no Ar na segunda com Fátima Castro e André Oliveira, na terça

 

Na manhã desta segunda (15), Fátima Castro abriu a programação da semana no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

No dia de seu aniversário, a presidente da Associação Irmãos da Solidariedade, Fátima Castro, foi a convidada desta segunda (15) do Folha no Ar, na Folha FM 98,3. De segunda a sexta, o programa se estende de 7h às 8h30 da manhã, sempre trazendo comentários das principais notícias locais e um novo entrevistado. Na manhã desta terça (16), o convidado será o secretário de Gestão Pública de Campos, André Oliveira.

 

Secretário municipal de Gestão Pública André Oliveira (Foto: Folha da Manhã)

 

Na manhã de hoje, Fátima Castro lembrou um pouco da história de 30 anos da única casa de apoio aos soropositvos de HIV/Aids no interior do Estado do Rio, que comanda desde o início. Ela testemunhou o preconceito que os doentes sofrem da sociedade e, muitas vezes, das próprias famílas: “O abandono é pior que a própria doença”. Obrigada a tratar com todos os governos municipais de Campos desde o primeiro de Anthony Garotinho (hoje sem partido), Fátima considerou Arnaldo Vianna (hoje MDB) como prefeito mais próximo da obra de assistência; e Rosinha Garotinho (hoje Patri), que é sua prima, como a mais distante.

Antes do Folha no Ar desta terça, quando o secretário André Oliveira falará do ponto biométrico para os servidores de Campos, confira os vídeos com a íntegra da entrevista de Fátima Castro:

 

 

 

 

 

 

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Artigo — Partilha do caos aos municípios produtores de petróleo

 

 

Partilha do caos

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

Na quarta-feira (13), após divulgar a notícia (aqui) de que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, havia posto na pauta de 20 de novembro o julgamento o projeto de partilha dos royalties do petróleo aprovado desde março de 2013 no Congresso Nacional, a equipe de reportagem da Folha passou a ouvir as lideranças políticas da região. Além de buscar as explicações e projeções do fato junto a economistas e juristas.

Robson Maciel Júnior

Um dos ouvidos naquele dia, foi (aqui) o advogado Robson Maciel Júnior. Ele estava na Alerj, onde é chefe de gabinete do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), a quem comunicou o fato, passando-lhe o link da notícia. Naquele momento, se travava uma discussão acalorada no Palácio Tiradentes, sobre o porte de armas para agentes do Degase. Ao ser avisado por Rodrigo, o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), comunicou o fato em plenário. Avisados em primeira mão pelo jornal de Campos, todos fizessem uma pausa no parlamento da capital.

No dia seguinte, na edição de quinta (14) da Folha, o jornal trouxe em sua manchete de capa a posição dos principais líderes políticos da região, que deixaram as divergências de lado para se unirem na reação contra a perspectiva de ter drasticamente diminuída sua principal fonte de receita. Não só de Campos, como de São João da Barra, Quissamã, Macaé Búzios, Cabo Frio, Casimiro, Carapebus, Búzios e Arraial do Cabo.

Ranulfo Vidigal

Economista com experiência no serviço público como prefeito de SJB e secretário de Fazenda do primeiro governo municipal Anthony Garotinho, Ranulfo Vidigal resumiu (aqui) a gravidade das consequências diretas da partilha dos royalties: “Se passar no STF, torna letra morta qualquer tentativa de projetar a receita orçamentária de 2020. Forçaria os gestores públicos municipais de nossa região a promoverem ajustes e expressivos em seus gastos correntes e cortar serviços básicos”.

Igor Franco

Na edição do dia seguinte, na sexta (15), o professor da Economia da Estácio Igor Franco calculou em números (aqui) a conta do estrago, caso o STF entenda a partilha dos royalties como constitucional. Campos perderia cerca de 70% das suas receitas advindas do petróleo, número que ultrapassaria os 80% em Macaé. Em insolvência financeira retardada pelo acordo de recuperação fiscal com a União, o Estado do Rio perderia 40% das suas rendas petrolíferas. E era a partir do petróleo que governador Wilson Witzel (PSC) pretendia reerguer economicamente o estado.

A partir dos cálculos de Igor, foi possível ser mais específico no cenário de caos que se avizinha de Campos. Em 2018, o município teve de Receita Corrente Líquida (RCL) o valor de R$ 1,86 bilhão. Deste, o pagamento de pessoal consumiu R$ 879 milhões, ou 47% da RCL. Embora alto, o percentual foi fruto do trabalho de elevação de receita própria nos dois anos de governo Rafael Diniz (PPS), que herdou da gestão Rosinha Garotinho (hoje Patri) um gasto com pessoal já no teto de 54% imposto pela Lei de Reponsabilidade Fiscal (LRF).

Só que, se estivesse valendo a nova lei de partilha dos royalties, a receita líquida de Campos em 2018 teria sido reduzida a R$ 1,39 bilhão. Nela, a atual folha de pagamento dos servidores corresponderia a 63% da RCL, muito além do máximo de 54% imposto pela LRF. Números e siglas à parte, o dilema seria simples: ou se demitiria servidores municipais em massa, ou se cometeria crime de responsabilidade fiscal. Com números mais ou menos catastróficos, a situação não seria muito diferente em nenhuma das 11 cidades fluminense reunidas na Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro). Tampouco no Estado do Rio.

Rafael Diniz

Cientes da gravidade do quadro, os líderes políticos da região se mobilizam. Prefeito de Campos e presidente da Ompetro, Rafael Diniz entrou desde quarta em contato com seus pares para marcar uma reunião de emergência da Organização nas duas próximas semanas, dependendo ainda do fechamento de agendas.

O próximo passo de Rafael será marcar outra reunião, com a bancada federal fluminense. Em Brasília quando o STF colocou o julgamento na pauta de novembro, o prefeito já discutiu o assunto com vários deputados federais do Rio. Ele lembra que o caminho não pode ser do enfrentamento, já que os estados e municípios produtores são minoria, mas uma discussão técnica, em termos políticos, jurídicos, econômicos e sociais, que tenha o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM/RJ), como liderança natural.

Wladimir Garotinho

Quem também entrou rápido em campo foi o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD). Ele foi eleito na mesma quarta-feira como presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios Produtores de Petróleo. O evento já estava marcado, mas acabou sendo uma oportuna coincidência. Ele disse que já falou com o governador de Witzel sobre a questão e que pretende fazê-lo também com os governadores João Doria (PSDB), de São Paulo, e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo. A união com os outros dois estados produtores, e suas bancadas federais, encorparia o esforço.

Wladimir também já solicitou audiência na Agência Nacional de Petróleo (ANP), para pedir um estudo de como estariam as finanças dos municípios produtores de petróleo, se já estivesse valendo as regras da nova lei de partilha. Pelo projeto aprovado no Congresso, dos atuais 22,5% na renda da exploração de petróleo, todos cairiam para apenas 5%.

Dois principais pré-candidatos no pleito a prefeito de Campos em 2020, é fundamental que Rafael e Wladimir deixem as diferenças político-eleitorais de lado para se dedicarem à defesa do meio milhão de almas goitacá. E é tarefa até certo ponto inglória. À exceção da Folha, nenhum outro jornal ou site da cidade dedicou uma mísera linha sobre a questão capital ao futuro do município. Assim como a mídia da capital do Estado, viúva eternamente presa ao passado de ex-capital da República, que deu pouca ou nenhuma importância ao julgamento do STF.

A própria reação dos campistas revela a pouca importância dada ao seu próprio futuro. Quando muito, a maioria fala, não sem razão, dos bilhões de reais advindos de um bem finito, que já foram desperdiçados na construção de um futuro economicamente autossustentável. Está aí o Cepop, elefante branco erguido no governo Rosinha, ao custo de mais de R$ 100 milhões do dinheiro público, para não deixar ninguém mentir.

Mas tão irresponsável quanto muitos governantes, é não atentar que a nova regra de partilha dos royalties, como está, provocaria demissão em massa de servidores na região. O que resultaria na quebra das economias locais e na incapacidade, por cada um dos municípios produtores de petróleo, de manter o que hoje oferecem de serviços públicos. E seria tudo logo ali, em 2020.

Carlos Alexandre de Azevedo Campos

Para quem tem dúvida sobre a dificuldades que nos esperam em 20 de novembro, a opinião de outro jurista é reveladora. Advogado tributarista, ninguém pode acusar Carlos Alexandre de Azevedo Campos de ser um campista sem amor à sua terra, para a qual voltou depois de ser assessor do mesmo STF que julgará o nosso futuro:

— É um tema de alta relevância para o pacto federativo, muito centralizado na União, sobretudo no aspecto de receita. Isso está ajudando a provocar o colapso financeiro de estados e municípios. Agora, com relação à constitucionalidade, infelizmente tenho posição contrária aos interesses de Campos e do Estado do Rio. Não vejo inconstitucionalidade (na nova lei de partilha dos royalties). A Constituição assegura a compensação financeiras aos estados e municípios produtores de petróleo, mas não diz qual é o percentual. Isso é um juízo político. Não cabe ao Supremo dizer qual é o percentual a adequado. O Congresso diminuiu o percentual e o legislador ordinário pode fazer isso. Quanto ao prognóstico do Supremo, só posso dizer que vai ser uma batalha, porque os ministros possuem uma visão muito diferenciada do que é o federalismo. Mas acho que os municípios e estados produtores têm que brigar mesmo, buscar todas as trincheiras possíveis e imagináveis.

 

Publicado hoje (14) na Folha da Manhã

 

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Cinco dias após convite público do pai, Caio se encontra com Arnaldo

 

(Reprodução do Instagram)

 

No último domingo (o7), na Folha da Manhã, e na última terça, no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, o médico ex-prefeito Arnaldo Vianna (MDB) disse (aqui) e repetiu (aqui): “Se Caio (Vianna, PDT) quiser meu apoio, basta pedir”. Pois ontem (12) à noite, o jovem pré-candidato a prefeito de Campos publicou na redes sociais o que parece ter sido o atendimento ao convite do pai: uma foto do encontro dos dois. De domingo a sexta, só demorou cinco dias.

Após o primeiro convite público de Arnaldo, Caio teve tempo para para divulgar outros encontros políticos. Na terça (09), mesmo dia em que o pai reforçou na Folha FM sua intenção de apoiar o filho, este publicou nas redes sociais (aqui) uma foto do encontro com o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). Na quarta (10), foi a vez do mesmo ser feito (aqui) após o encontro de Caio com o ex-deputado estadual Geraldo Pudim (MDB), a quem Arnaldo apoiou a prefeito em 2016, contra o filho.

A publicação da foto de Caio com Pudim mereceu alfinetada do ex-governador Anthony Garotinho (sem partido), que também usou as redes socais para afirmar (aqui): “Caio Vianna se encontrou com Pudim e acertaram acordo para as eleições municipais. Caio convidou Pudim para junto com sua mãe Ilsan Viana serem seus coordenadores de campanha, caso ele venha a se candidatar a prefeitura de Campos”.

 

 

Na noite de quinta (11), foi a vez de Arnaldo também se movimentar politicamente. Ele recebeu (aqui) em sua residência o odontólogo Alexandre Buchaul (PSDB), que lidera uma revoada tucana em busca de outro ninho partidário para 2020. Na conversa, teria sido acertado uma aliança visando a eleição majoritária de Campos, com a chapa encabeçada pelo ex-prefeito. E que este, em caso de impedimento jurídico, apoiaria Buchaul à Prefeitura.

 

Na quinta, Arnaldo recebeu Alexandre Buchaul e sua revoada tucana (Foto: Cristiano Sampaio)

 

Assim, na noite de sexta, depois de Rodrigo Bacellar e Geraldo Pudim, foi a vez de Caio finalmente atender ao convite público do pai. Junto com a foto do encontro, o pedetista postou a legenda: “Fechar uma sexta-feira ao lado do pai, amigo, redobra as energias. Te amo”. Daqui até outubro de 2020, energia será demanda de quem quiser sobreviver com chances competitivas na disputa a prefeito de Campos. Mas, se mantiver o apoio do pai, diferente do que se deu em 2016, Caio realmente passa a ter redobradas as suas chances.

 

Histórico

Na eleição a prefeito de 2016, Caio chegou a liderar (aqui) as pesquisas do instituto Pro4, até Arnaldo apoiar (aqui) a candidatura de Pudim. A perda do apoio paterno foi considerada decisiva para que o jovem pedetista despencasse nas pesquisas, terminando a disputa em terceiro lugar. Antes, ele fez acordo por baixo dos panos com Garotinho, para tentar forçar um segundo turno no pleito definido ainda no primeiro, com a vitória de Rafael Diniz (PPS). No último debate antes das urnas, na InterTV, o filho de Arnaldo claramente fez dobrada com Dr. Chicão (PR), candidato do garotismo a prefeito.

 

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