Petroleiro e gerente executivo de Responsabilidade Social da Petrobras, José Maria Rangel (PT) é o convidado do Folha no Ar nesta terça (22), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Ele analisará o rescaldo da visita do presidente Lula (PT) a Campos no dia 14, para (confira aqui e aqui) inaugurar o novo prédio da UFF na cidade. Também falará sobre o incêndio registrado hoje (confira aqui) na plataforma Cherne 1, na Bacia de Campos, e dos projetos que ele desenvolve na Petrobras.
Por fim, com base nas pesquisas, Zé Maria tentará projetar as eleições de 4 de outubro de 2026, daqui a 1 ano e 5 meses, a presidente (confira aqui, aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui), senador e deputados.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Pré-cadidatos a governador, o prefeito carioca Eduardo Paes e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, com o prefeito campista Wladimir Garotinho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Lula pede telefone a Wladimir
A política real é sempre mais dinâmica que os dogmas de fé da militância. Que se espantou com os bastidores da visita de Lula (PT) para inaugurar o novo prédio da UFF em Campos na segunda (14). Quando o presidente pediu (confira aqui) o telefone de Wladimir Garotinho (PP), após saber que ele pode ser vice de Eduardo Paes (PSD), aliado de Lula, na chapa a governador em 2026.
Bacellar não descarta Wladimir
A quem ignora que parte do PT goitacá serviu como linha de apoio a uma candidatura de direita a prefeita de Campos em 2024, o espanto seria ainda maior. E não só à militância de esquerda. Ao saber que o apoio de Wladimir também não está descartado por outra pré-candidatura a governador: a do presidente campista da Alerj, Rodrigo Bacellar (União).
Lula quer falar com Garotinho
De fato, o espanto sobre a dinâmica da política real poderia até despertar a militância do sonambulismo. Se esta soubesse, por exemplo, que Lula disse Wladimir no palanque de inauguração do prédio da UFF: “Gosto muito do seu pai (Anthony Garotinho), mais ainda da sua mãe (Rosinha Garotinho). Mas a política afasta a gente. Precisamos voltar a conversar”.
Bolsonaros em compasso de espera
Do outro lado da bipolaridade política brasileira, Bacellar busca o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à sua pré-candidatura a governador. Mas tudo em relação aos Bolsonaro ficou em compasso de espera com a nova cirurgia a que o ex-presidente teve que se submeter no domingo (13), ainda consequência da facada que tomou em 2018 de um militante.
Bacellar se reaproxima de Pampolha
Conhecido por sua capacidade de articulação, como pela determinação em busca dos seus objetivos, Bacellar não está em compasso de espera. E aproveitou o final de semana passado para reerguer pontes com o vice-governador Thiago Pampolha (MDB). A quem visitou, por conta do aniversário da filha, no sítio Lajedo, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio.
Quem assume lugar de Castro?
Como a coluna antecipou (confira aqui) desde 12 de março: “É dado como certo que (Cláudio) Castro (PL) se desligará do cargo de governador em 2026, para se candidatar a senador ou a deputado federal. Se Pampolha também saísse, Bacellar se candidataria a governador já no cargo, com a máquina na mão. O que pesaria tanto ou mais que o apoio de Bolsonaro”.
Pampolha a governador?
Ao noticiar na quarta (confira aqui) o encontro entre Bacellar e Pampolha no último final de semana, o jornal carioca O Dia, no entanto, ressalvou: “Tem gente que vê esta aproximação como uma forma de Bacellar ajudar a pavimentar uma vaga de Pampolha no TCE-RJ. Aos amigos, Pampolha confidencia que não quer, e que concorrerá ao Palácio Guanabara de qualquer maneira”.
Daqui não saio?
Como a coluna também adiantou desde 12 de março: “Quem conhece a política fluminense, mas trabalha na oposição a Bacellar, diz que Pampolha é a encarnação da marchinha ‘Daqui não saio, daqui ninguém me tira’. Quem conhece a política fluminense e trabalha com Bacellar, aposta que o vice-governador só está valorizando o passe”.
Wladimir sai ou fica prefeito?
Como Castro, Wladimir receia ficar sem mandato. Por isso, ambos pensam em sair de seus cargos até abril de 2026, para se candidatarem em outubro do mesmo ano. Mas o grupo de Bacellar, o mesmo de Castro, também trabalha com a perspectiva de Wladimir ficar e concluir seu mandato como prefeito de Campos até 1º de janeiro de 2029.
Variáveis de 2026 a 2030
Caso Wladimir apoie Bacellar em 2026 a governador, este garantiria paz jurídica ao hoje prefeito de 2029 a 2030, quando disputaria uma nova eleição. O problema reside na confiança no cumprimento desse acordo. Cuja ruptura poderia brotar já na eleição a prefeito de Campos em 2028, caso Bacellar e Wladimir apoiassem nomes diferentes para suceder o segundo.
Bacellar x Paes pela política
Sobre a pacificação de Bacellar com Pampolha, O Dia também registrou na quarta: “Rodrigo agora trabalha por um grande arco de alianças visando às eleições de 2026”. De fato, o político de Campos é visto como um “candidato da política”. Enquanto Paes é encarado como político que se fia em seu trabalho como administrador, mas dá pouca entrada à política.
Aliados de peso de Bacellar
“Bacellar tem dialogado com lideranças dos partidos mais fortes do Estado” disse O Dia. Sua pré-candidatura a governador passa pelo apoio do deputado federal Altineu Cortês, presidente do PL no RJ, do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (do MDB de Pampolha) e do presidente nacional do União, Antonio Rueda. Que costura por cima com o PP de Wladimir.
Bruno com Bacellar ou Caio com Paes?
A posição de Wladimir em 2026 tem duas possibilidades, sinalizadas por dois aliados do prefeito: o deputado estadual Bruno Dauaire (União) e o federal Caio Vianna (PSD). Licenciado da Alerj para ser secretário de Habitação de Castro, Bruno é pró-Bacellar. Já Caio é pró-Paes, a quem deve o exercício do seu mandato na Câmara Federal.
Bifurcação no Folha no Ar
Ao Folha no Ar em 28 de março, Bruno revelou (confira aqui): “Meu papel de cupido, que foi sempre equilibrar essas duas pessoas (Wladimir e Bacellar), cada qual com as suas características peculiares”. Ao Folha no Ar de 4 de abril, Caio projetou (conira aqui): “Wladimir com o Eduardo (Paes) seria uma chapa dos sonhos. Dificilmente haveria concorrência para bater essa chapa”.
Wladimir é a noiva cobiçada
Até as convenções entre julho e agosto de 2026, tudo são especulações à urna de 6 de outubro do mesmo ano, daqui a 17 meses. Período no qual, como advertia o sábio conservador Marco Maciel: “Tudo pode acontecer, inclusive nada”. Na dúvida entre Bruno ou Caio de padrinho, Wladimir hoje é uma noiva cobiçada por Paes e Bacellar. De quem até Lula quer o telefone.
Bruno Henrique em 2023 e Zinédine Zidane em 2006 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Antes que se inicie o Flamengo e Juventude às 21h30, pelo Brasileirão, considero Bruno Henrique um ídolo rubro-negro. Não só do time treinado por Jorge Jesus, que revolucionou o futebol brasileiro e das Américas em 2019. Mas desde que Zico (até 1990) e Júnior (até 1993) ainda jogavam pelo time da Gávea.
Não como jogador, mas como ídolo, aquele em que o torcedor mais precisa nos jogos grandes e quase nunca deixa de entregar, BH está no panteão rubro-negro. Acima de Romário, Sávio, Adriano, Petković e Gabigol. Este, hoje, reserva no Cruzeiro que o recebeu do Flamengo a peso de ouro.
Isso posto, não dá para ignorar que BH foi indiciado pela Polícia Federal por ter forçado um cartão amarelo contra o Santos, em jogo pelo Brasileirão de 2023, para beneficiar apostadores. Entre eles, o irmão, a cunhada e uma prima. O que parece evidenciado, a partir de celulares apreendidos pela PF, em mensagens trocadas entre o atacante e outros investigados.
Vários nomes de peso da crônica esportiva brasileira já condenaram BH. Não o farei.
Diante das evidências contra um jogador de origem humilde e egresso da várzea, que tão bem simboliza a vida entre o céu e o inferno de ídolos do futebol vindos do nada e o câncer das Bets no país, sinto por BH o mesmo que senti — sem comparar a qualidade do jogador — por Zidane após uma cabeçada no peito de Materazzi, na final da Copa do Mundo de 2006.
Sociólogo, professor da Uenf e pós-doutorando na Universidade de Bremen, na Alemanha, onde reside, Roberto Dutra é o convidado para encerrar a semana do Folha no Ar nesta quinta (17), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Ele analisará a visita de Lula em Campos na última segunda (14), para inauguração (confira aqui) do novo prédio da UFF na cidade. Também tentará projetar, a partir das pesquisas (confira aqui, aqui, aqui e aqui), as eleições de 6 de outubro de 2026, a presidente, governador, senador e deputados.
Por fim, Roberto falará sobre o papel da Alemanha e da União Europeia (UE) diante da invasão da Ucrânia pela Rússia de Vladimir Putin. E da incerteza geopolítica instalada no mundo pós II Guerra (1939/1945) com a política externa dos EUA sob o governo Donald Trump.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Ao lado de Wladimir na inauguração do novo prédio da UFF em Campos na segunda, Lula ouve de Caio que o prefeito de Campos pode ser vice do prefeito do Rio na chapa a governador do estado em 2026 (Foto: Divulgação)
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Wladimir vice de Paes ao ouvido de Lula
“Estamos trabalhando para Wladimir (Garotinho, PP) ser o vice na chapa de Eduardo Paes (PSD) a governador”. Foi isso que o deputado federal Caio Vianna (PSD) disse ao ouvido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no palanque montado no novo prédio da UFF na cidade, em sua inauguração oficial (confira aqui) na última segunda (14).
Lula pede e recebe telefone de Wladimir
Diferente do que a jornalista carioca Berenice Seara divulgou (confira aqui) ontem (13), Caio não confidenciou uma certeza a Lula, mas uma possibilidade. O que teria bastado para o presidente pedir que o prefeito de Campos lhe passasse seu telefone, “para conversar sobre a política do Rio”. E foi atendido por Wladimir, que anotou seu número nas costas do petista.
Caio Vianna na costura
Foi o que Caio disse ontem à coluna. E foi um passo adiante, ao pé do ouvido de Lula, do que o deputado já havia dito em entrevista (confira aqui) ao Folha no Ar, programa matinal da Folha FM 98,3, do último dia 4: “Uma chapa de Wladimir com o Eduardo (Paes) seria uma chapa dos sonhos, sem dúvida alguma. Dificilmente haveria concorrência para bater essa chapa”.
Fora da Prefeitura em 2026?
Antes de Caio levantar a bola no Folha no Ar, a possibilidade de o prefeito de Campos ser vice do prefeito do Rio numa chapa a governador em 2026 já era debatida abertamente nos bastidores. Em concordância com a máxima “político não pode ficar sem mandato”, é bem provável que Wladimir deixará a Prefeitura de Campos até abril do ano que vem.
Para se candidatar a quê?
Além da possibilidade de ser vice de Paes a governador, Wladimir poderia ser candidato em 2026 a deputado federal ou estadual. Ou ainda a senador, numa composição mirando as duas vagas que o estado terá em 2026 à Câmara Alta da República.
Caio e Wladimir entre 2020 e 2024
A definição eleitoral de 2026 interessa diretamente a Caio. Que, após disputar um 2º turno muito duro contra Wladimir em 2020, a prefeito de Campos, se aliou a ele em 2024 para ajudar a garantir a reeleição do ex-adversário ainda no 1º turno em 2024.
Caio e Wladimir para 2026
“A deputado federal, naturalmente, sou candidato à reeleição. O acordo com o prefeito é para eu ser o candidato a deputado federal do grupo. Caso isso mude por uma questão singular (Wladimir vir a federal), isso me coloca como candidato a deputado estadual do grupo” disse Caio à Folha FM. Foi 10 dias antes de falar de Wladimir como vice de Paes ao ouvido de Lula.
Reforço a Paes no interior
Eduardo Paes é aliado de Lula e Caio. Se isso se estendesse a Wladimir, que já foi do PSD, teria impacto no tabuleiro político do RJ em 2026. Quando poderia sanar um conhecido déficit de Paes a governador, eleitoralmente forte na capital e fraco no interior do estado. A ver.
Industrial, proprietário da usina Paraíso, presidente do Sindicato da Indústria Sucroenergética do Estado do Rio de Janeiro (Siserj) e ex-presidente do PSDB em Campos, Geraldo Hayen Coutinho é o convidado do Folha no Ar desta quarta (16), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Ele analisará a visita (confira aqui) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ontem (14) a Campos, para inaugurar o novo prédio da UFF na cidade. E falará da perspectiva da safra de cana 2025/2026 para Campos e região.
Por fim, com base nas pesquisas (confira aqui, aqui, aqui e aqui), Geraldo tentará projetar as eleições a presidente, governador, senador e deputados em 6 de outubro de 2026, daqui a 1 ano e 5 meses.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) hoje (14) a Campos, para inaugurar o novo prédio da UFF, será o tema do Folha no Ar desta terça (15), ao vivo, a partir das 7h da manhã. Com a participação dos jornalistas Ingrid Silva e Gabriel Torres, que cobrem o evento de hoje pela Folha da Manhã.
Em pauta, a visita de Lula a uma cidade que deu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mais de 63% dos seus votos válidos nos segundos turnos presidenciais de 2018 e 2022. Assim como a disputa entre o o PT de Campos e o prefeito Wladimir Garotinho (PP) pela paternidade da obra inaugurada.
Por fim, será analisada a receptividade popular do campista a Lula, pré-candidato à reeleição em 2026, daqui a 1 ano e 5 meses, em meio à queda na aprovação do Governo Federal (confira aqui, aqui, aqui e aqui) registrada nas pesquisas.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Morreu hoje (13), aos 89 anos, em Lima, no Peru, um dos maiores escritores produzidos naquele país e na América Latina: Mario Vargas Llosa. Nobel de Literatura em 2010, foi um dos principais expoentes do chamado boom latino-americano, que ganhou nos anos 1960 e 1970 o mercado editorial do mundo. Onde esteve ao lado de outros gigantes literários, como o argentino Julio Cortázar, o colombiano Gabriel García Márquez e o mexicano Carlos Fuentes.
Na política, Llosa se tornou também conhecido, e combatido por colegas de literatura, quando trocou a defesa do socialismo e da Revolução Cubana de 1959, bandeiras da juventude, pelo liberalismo econômico da fase madura. Nela, disputou a eleição a presidente do Peru em 1990 por uma coligação de direita. E chegou a vencer o 1º turno, mas acabou derrotado no 2º por Alberto Fujimori — protótipo nipo-peruano do presidente argentino, Javier Milei.
Llosa desceu a espinha dorsal do continente nos Andes para se espraiar como tradutor do que significa ser latino-americano. Profundamente marcado pela leitura de “Os Sertões”, em que Euclides da Cunha narra a Guerra de Canudos (1896/1897), no sertão da Bahia, da qual foi testemunha, o peruano fez a sua própria expedição a Canudos. E dela emergiu com um livro não menos importante do que aquele que fundamentou em 1902, com Euclides, o próprio conceito de brasilidade.
Publicado em 1981, “A Guerra do Fim do Mundo” mistura a ficção do anarquista e frenólogo escocês Galileu Gall com personagens reais como o líder messiânico Antônio Conselheiro, seu comandante guerrilheiro Pajeú e o coronel Moreira César, cruel representante dos militares que transformaram o Brasil de Império em República. E que se consolidaria no governo Prudente de Moraes, nosso primeiro presidente civil, ao custo do massacre de 25 mil brasileiros reunidos pelos Evangelhos e a produção coletiva da terra seca do sertão, às margens do rio Vaza-Barris.
Tomar “Os Sertões” como ponto de partida é o caminho não de quem desce os Andes, mas escala a cordilheira literal e literária. Ainda assim, “A Guerra do Fim do Mundo” não padece de vertigem. Na visão e vivência de um peruano sobre uma pedra fundamental do Brasil, se lhe equipara — como versejaria o poeta paraibano Augusto dos Anjos.
Se fosse apenas por isso, Maria Vargas Llosa já teria sido um dos maiores escritores da América Latina.
Cristo saudado com ramos, como Messias, em sua entrada em Jerusalém, em pintura afresco do pré-renascentista Pietro Lorezenzetti (1280/1348) na Igreja de Assis
José Cunha Filho, jornalista e escritor
Ramos
Por José Cunha Filho
A eterna namorada custa a se preparar para surgir, cheia, plena, invadindo o meu escritório, o meu quarto, o céu inteiro, não faltará ao encontro. Desde os primórdios é testemunha fiel dos acontecidos nesta bola de gude azul hoje habitada por quase nove bilhões de humanos — ainda que a dúvida paire quando se sabe que a limpeza étnica está em processo na chamada Terra Santa. Com os judeus copiando os nazistas e exterminando a população palestina a pretexto de matar terroristas que nunca estão onde caem os mísseis e bombas.
A mesma lua observou, curiosa, talvez, os israelitas saudando o jovem de Nazaré, montado em um burrico, cercado por poucos discípulos, a passar pelos portões de Jerusalém, coisa de uns dois mil e poucos anos passados. Saudado pela população com ramos e flores e gritos de louvor ao Messias. Pouco menos de uma semana depois testemunharia o cumprimento da profecia com o Messias sendo sacrificado em uma cruz romana.
Indiferente ela. Testemunha das tolices da humanidade e do destino do planetinha azul hoje ameaçado por sociopatas como o Trump e os nossos conhecidos e ditos sábios que idolatram a inteligência artificial, mas não conseguem impedir a ação deletéria do clima distorcido por gigatoneladas de poluentes, por mares onde os plásticos e o lixo já superam os peixes e outros seres marinhos. Sobram ainda praias onde se pode olhar as meninas de fio dental e vendedores de mate gelado. Mas, é por pouco tempo, parece insinuar o clarão da lua. Há que reverenciar nos templos o Domingo, dia do Senhor, com os ramos a serem queimados e cujas cinzas servirão para abençoar os fiéis na Quarta-Feira pós Carnaval. Até lá, é aproveitar enquanto ainda se pode.
O resto é silêncio, já nos ensinou Shakespeare através de Hamlet.
Ontem, o Aerolula pousou em Campos, na preparação à vinda do presidente Lula nesta segunda, para inaugurar oficialmente o novo prédio da UFF na cidade (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
UFF traz Lula a Campos nesta segunda
Como anunciado em primeira mão (confira aqui) pelo blog Opiniões e Folha1, desde o início da noite de quinta (10), o presidente Lula (PT) virá a Campos nesta segunda (14). Ele fará a inauguração oficial do novo prédio da UFF em Campos, na rua Santiago Carvalhido Filho, nº 80, marcada para às 15h.
Aerolula pousou ontem na cidade
Na tarde de ontem, a visita trouxe uma presença antecipada. Também chamado de Aerolula, o avião presidencial Airbus A319CJ pousou (confira aqui) no Aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos, para testes e reconhecimento de pista. Foi uma preparação de ordem técnica à visita do líder petista ao município nesta segunda.
Outros itens da agenda presidencial (I)
Na agenda de segunda, Lula tem outros atos oficiais previstos: a assinatura da autorização de publicação do Edital do Cpop/Cursinhos Populares, um termo de autorização para abertura de vagas para o PartiuIF e ProJovem, a assinatura da OS do novo campus Magé (IF Fluminense).
Outros itens da agenda presidencial (II)
Também consta na agenda presidencial desta segunda a assinatura de termos de autorização para construção obras do PAC. E, por fim, a assinatura de termos de aprovação de obras do pacto pela retomada de obras da educação básica.
Horas depois da Folha, confirmação oficial
Algumas horas depois de a Folha anunciar a vinda de Lula, a UFF-Campos confirmaria a informação ainda na noite de quinta, em sua página no Instagram: “A cerimônia contará com a ilustre presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Educação, Camilo Santana, em um momento histórico para a UFF-Campos e para a região”.
No auditório ou no pátio da UFF?
A confirmação do horário, no entanto, só veio na manhã de ontem: às 15h de segunda. Até a noite de ontem, no entanto, o local exato ainda não havia sido confirmado. Será no auditório, como prefere a segurança presidencial, ou no pátio do novo do prédio da UFF? Que é preferido politicamente, por caber mais gente.
Paixões nas redes sociais
Pré-candidato à reeleição daqui a 1 ano e 5 meses, que busca reverter a tendência de queda na aprovação (confira aqui, aqui, aqui e aqui) ao seu governo nas pesquisas, Lula motivou paixões nas redes sociais, quando a Folha anunciou sua vinda a Campos. Que, frutos de amor ou ódio, foram registradas em centenas de comentários na postagem da matéria no perfil do Folha1 (confira aqui) no Instagram.
Comentários pró-Lula (I)
Mesmo numa Campos em que Jair Bolsonaro (PL) teve mais de 63% dos votos válidos nos segundos turnos presidenciais de 2018 e 2022, prevaleceram em 2025 os comentários favoráveis ao petista. “Educação é o que muda o mundo! Bem-vindo ao presidente que criou 18 universidades e quase 500 Institutos Federais”, contabilizou @raquel.azevedocarneiro.
Comentários pró-Lula (II)
“Quando se faz pela educação e cultura há esperanças. Seja bem-vindo”, desejou @professoraauxiliadorafreitas. “Estarei lá, com certeza, como servidor da UFF, para prestigiar a inauguração do novo campus e para estar com o nosso presidente, o maior estadista desse país”, registrou @linsadmcont.
Comentários anti-Lula
Por outro lado, mesmo desta vez em menor número, também houve comentários críticos. “Ótimo. Irei lá vaiá-lo e chamá-lo de ladrão”, protestou @emilbaracat. “Chegando um político preso acusado de ter participado do maior esquema de corrupção do Brasil”, acusou @phpessanha.08. “Nem ovo dá pra jogar de tão caro!”, provocou @jeffersonquirotrainer.
Comentários anti-Bolsonaro
Dos simpatizantes de Lula, também não faltaram provocações a Bolsonaro, inelegível até 2030 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. “É só lambada no Bolsonaro, um ex-presidente que fala que quer um Brasil melhor, nunca fez uma escola, uma universidade, um hospital”, cobrou @eduardopwagner.
Reitor e diretora da UFF
Em entrevista ao Folha no Ar, programa matinal da Folha FM 98,3, em 14 de março, o reitor da UFF e a diretora da UFF-Campos, respectivamente, os professores Antonio Claudio da Nóbrega e Ana Maria da Costa, já tinham aventado (confira aqui) a possibilidade de Lula vir para a inauguração oficial do novo prédio. Que foi marcada para 17 de março e 10 de abril, com as duas datas (confira aqui) adiadas.
R$ 1 bilhão a Campos
Reitor da UFF, sediada em Niterói, Antonio Claudio dimensionou no Folha no Ar o impacto do investimento federal a Campos: “pode chegar à casa de R$ 1 bilhão a presença da UFF se nós somarmos toda a rede de impacto direto e indireto da presença”.
Crescimento da UFF na cidade
“Até o Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), a gente só tinha um curso, que era o curso de serviço social. Então, a gente sai aí do entorno de uns 300, 400 alunos. Hoje, a gente tem, se nós juntarmos a graduação e a pós-graduação, chega a quase 4 mil alunos”, completou a diretora Ana da Costa na Folha FM.
História de uma conquista coletiva
A inauguração é uma conquista coletiva. Que nasceu em 2007, há quase 18 anos, quando a UFF-Campos, sob coordenação do professor José Luis Vianna da Cruz, se integrou ao Reuni, o terreno do novo prédio (da antiga Rede Ferroviária Federal) foi adquirido e as obras iniciadas. Foi no 2º governo Lula, graças à ação do então deputado federal campista Chico D’Ângelo.
Por Campos e a despeito das diferenças
As obras foram paralisadas em 2015. E seriam retomadas em 2019, quando um então estreante deputado federal Wladimir Garotinho coordenou (confira aqui, aqui, aqui e aqui) uma emenda de bancada à conclusão do prédio. Que, em esforço por Campos e a despeito das diferenças políticas, uniu deputados tão antagônicos quanto o psolita Glauber Braga e o bolsonarista Sargento Gurgel.
Também chamado de Aerolula, o avião presidencial pousou no aeroporto de Campos para testes na tarde de hoje, em preparação à visita do presidente à cidade nesta segunda (Foto: Divulgação)
Anunciada em primeira mão (confira aqui) no início da noite ontem, pelo blog Opiniões e o Folha1, a visita do presidente Lula a Campos nesta segunda (14), para a inauguração oficial do novo prédio da UFF na cidade, trouxe hoje uma presença antecipada. Também chamado de Aerolula, o avião presidencial Airbus A319CJ pousou esta tarde no Aeroporto Bartolomeu Lisandro.
A vinda do avião presidencial hoje ao aeroporto de Campos se deu para testes e reconhecimento da pista. Foi uma preparação de ordem técnica à visita do presidente Lula ao município na próxima segunda.
Cineastas Gabriel Barbosa e Fernando Sousa, respectivamente, produtor executivo e diretor geral do I Festival Internacional Goitacá de Cinema, lançado oficialmente na última sexta (Foto: Rodrigo Silveira/Folha da Manhã)
I Festival Internacional Goitacá de Cinema – “Preservar e Formar para o Futuro”
Por Fernando Sousa e Gabriel Barbosa
Na última sexta feira (04/04), realizamos uma coletiva de imprensa para anunciar o I Festival Internacional Goitacá de Cinema, iniciativa idealizada em meio ao debate sobre a retomada do projeto da Escola Brasileira de Cinema e Televisão (EBCTV). Nessa esteira, o Festival surge como um projeto arrojado e inédito na região Norte e Noroeste Fluminense, focado em celebrar e promover o cinema independente do Brasil e do mundo no interior do Estado do Rio de Janeiro, baseando-se em quatro eixos iniciais:
1) promover o desenvolvimento da indústria cinematográfica, criando novos postos de trabalho, geração de renda e trabalho;
2) contribuir com a promoção e difusão da produção cinematográfica independente, proporcionando a conexão entre novos e experientes realizadores;
3) estimular a criação de novas plateias e de processos de formação no campo do cinema e do audiovisual em nível técnico, de graduação e pós-graduação e, por fim;
4) proporcionar um ambiente de conexão para a criação de um ambiente inovador de negócios no campo do cinema, da economia criativa e do turismo, visando aquecer a economia da cultura no interior fluminense.
A idealização do Festival foi amadurecida ao longo do primeiro semestre de 2024, período em que realizamos exibições e debates com filmes, oferecemos oficinas de cinema em parceria com a Casa de Cultura Vila Maria e lançamos o curta-metragem “Campos é uma Cidade de Cinema”, produção na qual reafirmamos a longa história de Campos dos Goytacazes com o cinema brasileiro. Oportunamente, durante a coletiva de imprensa, anunciamos o tema do I Festival Internacional Goitacá de Cinema: “Preservar e Formar para o Futuro”.
A proposta articula o objetivo da iniciativa: valorizar a memória em diálogo com uma agenda comprometida com a formação profissional no cinema, a partir do interior fluminense. Trata-se de colocar a preservação e a formação em conversa com história de Campos com o cinema, com as suas diferentes manifestações culturais populares (o jongo, Mana Chica, danças típicas, a lenda do Ururau da Lapa; o carnaval, o Boi Pintadinho, dentre outros), agregando o rico e valioso patrimônio material e imaterial à sétima arte.
Através da proposta temática, articulamos a centralidade do campo da preservação e da formação e o protagonismo que a região pode e deve ocupar na qualificação de mão de obra para o mercado do audiovisual. Bem como a urgente necessidade de ações e políticas públicas que garantam a preservação e o acesso ao patrimônio material e imaterial da cidade e da região, incluindo o patrimônio audiovisual.
Essa proposta temática é mais que um marco teórico, pois está articulada com pautas concretas como a retomada do projeto da Escola Brasileira de Cinema e Televisão e da urgente necessidade de colocarmos em debate um projeto corajoso que possibilite a revitalização e entrega à sociedade campista do Cine São José, que se encontra em ruínas às margens da principal avenida da cidade. A revitalização do Cine São José pode e deve se tornar o símbolo de um projeto mais amplo de valorização e reocupação qualificada do centro da cidade.
Além de já ter contado com quase 70 salas de cinema e ter servido como locação para filmagem de importantes novelas e obras cinematográficas, foi em Campos dos Goytacazes onde pela primeira vez aconteceu a exibição pública de um filme brasileiro. Entretanto, como temos afirmado, a tradição de Campos com o cinema não é um traço do passado a ser apenas recuperado e preservado. É também fonte de imaginação, riqueza e construção do futuro. Cinema é arte, mas é também desenvolvimento, pujança e engrandecimento coletivo.
A coletiva de imprensa enquanto primeiro ato público de anúncio do I Festival Internacional Goitacá de Cinema foi acolhida de imediato por profissionais da imprensa, entusiastas, empresários, pesquisadores, produtores e cineastas de Campos, instituições e organizações da sociedade civil, cumprindo seu objetivo de agregar potenciais parceiros.
Realizado pelo Ministério da Cultura e a Quiprocó Filmes, através da Lei Rouanet, o I Festival Internacional Goitacá de Cinema já conta com o patrocínio da Ferroport, apoiador de primeira mão. Tem o apoio da Uenf, da Casa de Cultura Villa Maria, o Cine Darcy, o Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política, o Centro de Ciências do Homem, a Faperj, a Capes e o Caminhos de Barro, além do fundamental apoio de mídia do Canal Curta e do Grupo Folha da Manhã.
Enquanto realizadores da iniciativa, deixamos aqui um convite para que mais parceiros e patrocinadores possam estar conosco nessa iniciativa pioneira para Campos dos Goytacazes e o Norte Fluminense.