Campistas no Rio em apoio ao governo Dilma Rousseff

Blog do Arnaldo Neto

Universitários de Campos já integram ato pró-Dilma no Rio

Por Arnaldo Neto, em 13-03-2015 – 16h02

 

Campista pró-Dilma no Rio

 

Manifestantes campistas integram o ato pró-Dilma no Rio de Janeiro. Desde às 15h25, a cobertura em tempo real do jornal O Globo (aqui) mostrou que eles já estavam na Cinelândia, onde acontece o ato intitulado como “Dia Nacional de Luta em Defesa: dos Direitos da Classe Trabalhadora; da Petrobras; da Democracia; da Reforma Política e Contra o Retrocesso”.A foto mostra estudantes membro do Diretório Central de Estudantes  (DCE) da UFF Campos, com uma faixa em defesa da “soberania nacional”. O jornal também registrou a presença em grande número de participantes do Sindipetro do Norte Fluminense. Pelo país, o protesto acontece em pelo menos mais 28 cidades.

Como este blog mostrou aqui, cerca de 1.500 manifestantes de Campos — segundo números do Sindipetro e do presidente do PT Campos — foram para o Rio de Janeiro participar do ato pró-Dilma. Entre eles estão sindicalistas, petistas, simpatizantes e estudantes. A concentração na Cinelândia estava prevista para 15h. Uma passeata prevista para 17h começou pouco antes das 18h.

A Polícia Militar informou que, até às 16h35, nenhum incidente tinha ocorrido na manifestação no Rio. Os PMs, 400 escalados, liberaram o trânsito na região da Cinelândia, pedindo para as pessoas irem para a calçada. Muitas pessoas com camisas da CUT e do Sindipetro do Norte Fluminense participavam do ato. Nos cartazes, muitos pedidos pela democratização da mídia e pela punição dos envolvidos no escândalo da Petrobras.

Segundo o subcoodenador de policiamento do evento, tenente-coronel Carlos Tiango, às 17h20, cerca de 700 pessoas participavam do ato na Cinelândia, no Rio. Após 20 minutos, a PM divulgou novo boletim com número de 1.000 participantes.

Manifestantes começaram a deixar a Cinelândia, por volta das 17h45, e caminhar em direção à sede da Petrobras, na Avenida Chile. O ato, segundo a PM, acontece de forma pacífica.

Os primeiros manifestantes que chegaram à sede da Petrobras  realizaram um abraço simbólico e cantaram o Hino Nacional na porta do edifício. Em seguida, gritaram “viva Dilma”. o número oficial de manifestantes, segundo a Polícia Militar, foi de 1.500. Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT), responsável pelo protesto, diz que foram 5.000 presentes.

A manifestação em frente à sede da Petrobras terminou às 18h40. O protesto terminou sem incidentes, de forma pacífica.

Além do Rio de Janeiro, os manifestos pró-Dilma acontecem em outras 34 cidades pelo país. Até o momento, não houve confronto registrado em nenhum dos manifestos:

 

Mapa ato pró-Dilma

 

 

Atualizado à 0h22 de 14/03

 

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Investigado no Petrolão, governador Pezão diz já ter sido “julgado e condenado”

 Pezão

 

 

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) afirmou nesta sexta-feira, 13, já ter sido “julgado e condenado” em razão das acusações feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, em sua delação premiada nas investigações sobre corrupção na estatal. “Estou sendo acusado de ter participado de uma reunião que nunca ocorreu. É uma denúncia política”, disse Pezão.

O depoimento de Paulo Roberto Costa, delator da Operação Lava Jato, serviu de base para a abertura de inquérito por parte do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nessa quinta-feira. Além de Pezão, a investigação vai atingir o ex-governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB).

De acordo com o delator, em 2010 Pezão, então vice-governador, e o então governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, participaram com ele de uma reunião para combinar a arrecadação de fundos para a campanha da reeleição ao governo fluminense. Cabral e Régis também negam as acusações.

Segundo a Procuradoria, Cabral e Pezão agiram juntos, com colaboração do ex-secretário, para receber R$ 30 milhões em 2010 de empresas contratadas pela Petrobrás para a construção do Comperj. No entendimento da Procuradoria,  o recebimento da propina foi feito por meio do ex-diretor.

O ministro do STJ aceitou também pedidos da procuradora para efetuar diligências, a fim de aprimorar a investigação dos fatos narrados pelos delatores da Lava Jato. No inquérito para apurar o envolvimento de Cabral, Pezão e Fichtner, a Procuradoria pediu que sejam coletados documentos, vídeos e registros de entradas e saídas do hotel Caesar Park em Ipanema, zona sul do Rio, onde teria ocorrido a reunião em 2010.

Nesta sexta, Pezão reclamou que só agora terá direito de defesa. “Tenho 32 anos de carreira pública e lamento muito ter de passar por esse tipo de exposição. Já fui julgado e condenado e só agora vão me dar o direito de defesa”, afirmou.

O governador disse que já tornou públicas as declarações de bens e de renda, no começo do ano. “Tenho certeza de que a verdade vai aparecer. Confio na Justiça”, afirmou Pezão, ressaltando não ter sido oficialmente notificado pela Justiça.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

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Quem semeia raios econômicos, colhe tempestades políticas e trovoadas sociais

Tempestade

 

 

 

Jornalista, escritor e produtor musical Nelson Motta
Jornalista, escritor e produtor musical Nelson Motta

Raios e trovoadas

Por Nelson Motta

 

Nem tudo piorou de 2010 a 2014. Caíram de 131 para 98 por ano os brasileiros fulminados por raios em diversas regiões do país, de todas faixas etárias e sociais. As vítimas do que os antigos acreditavam ser a ira dos deuses são em número bem maior do que as temidas mortes em acidentes aéreos e não há nada que as explique, além de estar no lugar errado, na hora errada. Ou aquela palavra que não se diz.

Mas justo na hora em que o governo Dilma enfrenta um tiroteio cerrado de todos os lados e grandes turbulências, na semana passada, um raio atingiu em cheio o quartel da Guarda Presidencial, em Brasília, levando ao hospital 31 militares feridos, felizmente sem vítimas fatais. E sem que a oposição ou as elites golpistas pudessem ser responsabilizadas.

A advertência metafórico-meteorológica parece sob medida para a infalível, incontestável e incorrigível Dilma, mas também para cada um de nós. Os raios fulminam a onipotência humana e revelam a nossa fragilidade e precariedade, nos fazem aceitar que, se não há justiça na natureza, nem no cosmos, nem nos deuses e religiões, nos resta acreditar que a ideia de fazer justiça é só uma invenção humana, com todas as suas imprecisões e contradições, como parte do processo civilizatório.

Diz a lenda que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas há registros de descargas que atingem o mesmo ponto até mais de duas vezes. Mas, ao contrário da História, os raios não se repetem como farsa, mas como tragédia, inexorável e inexplicável. Raios políticos, como metáfora da força do acaso, já caíram várias vezes no Congresso, na Presidência e no Ministério da Fazenda.

Vítima constante de raios, como os que mataram Tancredo Neves, Luís Eduardo Magalhães e Eduardo Campos, o Brasil agora sofre com os raios econômicos semeados pelo governo Dilma, colhendo tempestades politicas e trovoadas sociais. Não há nenhuma crise internacional, os Estados Unidos cresceram 4,6% no trimestre, até a União Europeia e a América Latina cresceram mais do que o Brasil, com menos inflação. A crise é de quem a criou, a conta é nossa.

Mas, cuidado, panelas atraem raios.

 

Publicado aqui, no Blog do Moreno

 

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Das panelas em que são cozidas as mentiras (e o Brasil)

Presidente Dilma Rousseff em seu programa eleitoral na TV (reprodução do YouTube)
Presidente Dilma Rousseff em seu programa eleitoral na TV (reprodução do YouTube)

 

 

Professora e tradutora Maria Helena Rubinato Rodrigues de Souza, filha do compositor Adoniran Barbosa
Professora e tradutora Maria Helena Rubinato Rodrigues de Souza, filha do compositor Adoniran Barbosa

As panelas de dona Dilma

Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Souza

 

Mentir é das artes mais difíceis e trabalhosas. Não é para qualquer alfinete, não. Quem quer ser um mestre na arte de enganar, tem que ter, em primeiro lugar, uma memória fabulosa e, em segundo lugar, respeitar o infeliz a quem mente. Acima de tudo, tem que ser diligente, estar sempre atento e não saber o que é preguiça, já que a mentira obriga o mentiroso a estar sempre fiando outras mentiras para sustentar a primeira que engendrou.

O grande erro dos políticos brasileiros é não ler, não estudar, não se aventurar entre os clássicos da literatura e querer, com sua rala cultura, fazer aquilo que Lincoln já advertia ser impossível e é: enganar a todos o tempo todo.

Vejam o PT e sua mentira mais usada: a vida que deu aos pobres. Quem nasceu, por exemplo, no último quartel do século 20 com certeza acredita que antes do PT aqui era o nada. Que os brasileiros nem sorrir sorriam, eram uns infelizes de pai e mãe. Antes do PT, era o breu!

Talvez nem acreditem que antes do PT o MDB, que pariu o PMDB, foi o partido no qual os brasileiros apaixonados pela liberdade e ansiosos pelo fim da ditadura mais confiaram.

Não os culpo. O PMDB, inerte, aquele que entra calado e sai mudo, não inspira que se acredite que já foi o berço de políticos que amavam mais o Brasil do que o Poder. De alguns que até abriram mão do Poder para preservar um país mais decente e com um futuro mais digno.

Leem Juca Kfouri, o jornalista do futebol, e acreditam quando ele garante que o repúdio demonstrado em várias cidades e bairros deste enorme Brasil ao engodo que foi a campanha e a consequente eleição de dona Dilma à Presidência da República foi “contra o incômodo que a elite branca sente ao disputar espaço com esta gente diferenciada que anda frequentando aeroportos, congestionando o trânsito e disputando vaga na universidade”.

Gente diferenciada como dona Dilma, a filha de imigrante que deu certo. Ficam em êxtase diante da foto da presidente em sua modesta cozinha familiar, onde se vê, numa prateleira ao fundo, o xodó das cozinhas de todo o Brasil, o radinho.

Vestidinha com um simples blazer, a presidente da República tem nas mãos uma frigideira de onde despeja numa travessa o macarrão na manteiga que preparou para os seus.

Não sei o que a minha nonna diria de um macarrão que saiu da panela para uma frigideira, mas sei o que eu digo das panelas de dona Dilma: um luxo, um sonho dourado, são panelas Le Creuset!

Mas, acreditem, é uma típica cozinha pós-PT. Até no detalhe das orquídeas em vez da tradicional comigo-ninguém-pode.

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

 

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Pelo confronto entre ideias e argumentos, jamais das pessoas

Stoa Sul da ágora de Atenas, berço da democracia, julho de 2009 (foto de Ícaro Barbosa)
Stoa Sul da ágora de Atenas, berço da democracia, julho de 2009 (foto de Ícaro Barbosa)

Já disse mais de uma vez que grande barato da lida blogueira, além do retorno em tempo real, é que muitas vezes os debates gerados nos comentários acabam sendo tão ou mais interessantes do que as próprias postagens que os geraram. Não por outro motivo, em dia de manifestações pró-Dilma hoje, antevéspera das passeatas que no próximo domingo pedirão nas ruas o impeachment da presidente reeleita, no desejo sincero de que as ideais e os argumentos que as sustentam (ou não) se digladiem na ágora da democracia, jamais as pessoas, o blog reproduz abaixo, na relevância maior de post, um debate gerado aqui entre o titular deste espaço e o ator Tonin Ferreira:

 

  • tonin ferreira

    O motorista dirige mal? Matem o dono da empresa! A água do rio Paraíba está poluída? Prendam o Presidente da antiga CEDAE! Seu condomínio aumentou? Joguem o síndico pela janela do último andar e culpem o porteiro! Eu fico assustado com a falta de vergonha, de decência, de educação, e de sentido lógico em algumas atitudes de pessoas que se dizem revoltadas com a Dilma. Lembrei-me da galera do “crucifica-o! Crucifica-o!”, pedindo a libertação de um bandido (o tal Barrabás). Fico assustado quando não posso ir ao estádio torcer pelo meu time, pois é capaz do meu vizinho me agredir sem perceber, simplesmente por ser torcedor do time rival. Fico assustado quando o campo do Americano é vendido para dar lugar a edifícios e ninguém se mexe em nenhuma manifestação de repúdio a especulação imobiliária. Fico assustado quando o talento é substituído por BBB’s, teste de fidelidade ou qualquer coisa by nigth. Fico assustado com panelaços durante um programa gravado na televisão (quanta burrice), manifestantes destruindo lojas e alegando liberdade de expressão, pessoas me mandando voltar pra Cuba (se fosse Cubano talvez pensasse nisso), pelo simples direito de votar em quem eu quiser,de salários defasados, professores desprestigiados (desde sempre)… não dá pra confiar nem no antidopping!!! Mas falar da Dilma sem antes falar de si mesmo, pra mim, fica uma conversa meio “de um lado só”. Lembrei-me de José Cisneiros, diretor de teatro de Campos, falando comigo e Adriana Medeiros sobre atitudes: “limpa teu quintal antes de reclamar da rua”. Que os ladrões sejam presos… que os corruptos paguem por seus pecados… que o dinheiro surrupiado seja devolvido aos cofres públicos… e que a democracia seja respeitada.
    Esse é o meu desejo.

     

  • Aluysio

    Caro Tonin Ferreira,

    Prazer tê-lo aqui! Sim, a democracia tem que ser sempre respeitada, mas desde que observadas duas das suas próprias ressalvas. A primeira: que os ladrões sejam presos, consequentemente apeados dos cargos públicos que eventualmente ocupem e/ou impossibilitados de novamente ocupá-los, segundo reza a lei. A segunda, só para constar, é que o fato de você ter direito de votar em quem quiser não é diferente daqueles que, no exercício democrático do mesmo direito, escolheram há dois mil anos salvar a vida de um bandido: “o tal Barrabás”.

    Abç e grato pela chance do debate!

    Aluysio

     

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Petrolão — Lula fala pela boca de Gabrielli o que quer que pensemos

Mestre mandou

 

 

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

O que Lula quer que pensemos

Por Ricardo Noblat

 

Quando o escândalo da Petrobras está em questão, Lula fala pela boca de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da empresa.

Lula quer que acreditemos que era impossível saber que uma quadrilha se instalara na Petrobras.

Quadrilha, por sinal, no todo ou em parte, nomeada por ele — mas isso Lula não quer que pensemos.

A compra da refinaria Pasadena no segundo governo dele foi um bom negócio — acha Lula, diz Gabrielli, que ontem depôs na CPI da Petrobras.

É de quase dois bilhões de dólares o prejuízo contabilizado pela Petrobras com a compra de Pasadena.

O ex-gerente Pedro Barusco começou a roubar a Petrobras na época do governo Fernando Henrique Cardoso.

Barusco já disse que se corrompeu sozinho, recebendo propina de uma empresa holandesa. E que a corrupção só se tornou sistêmica no primeiro governo Lula.

Não é o que pensa Gabrielli. Ou melhor: não é o que Lula admite que pensemos.

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

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Em dia de ato pró-Dilma, dólar atinge sua maior cotação desde 2003

Câmbio Real-Dólar

 

 

Por Lucianne Carneiro

 

O dólar acentuou sua alta no início da tarde e chegou a ser cotado a R$ 3,281, o maior nível desde 1º de abril de 2003, no início do governo Lula. Por volta de 14h20, avançava 3,13%, a R$ 3,26, sob expectativa das manifestações contra o governo Dilma no domingo e do ambiente externo. Ontem, teve valorização de 1,02%, a R$ 3,161.

Para analistas, o quadro político antes das manifestações previstas para hoje — a favor do governo Dilma — e domingo — contra o governo pesa sobre o dólar. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha o quadro externo, na expectativa da reunião dos conselheiros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na próxima semana. Mas há quem admita que a forte alta de hoje também esteja ligada a especulações.

Nas casas de câmbio, o dólar turismo já é negociado a R$ 3,70 no cartão pré-pago, valor que inclui IOF de 6,38%. No cartão pré-pago, a cotação variava, já com imposto, de R$ 3,55 a R$ 3,70, de acordo com uma pesquisa feita pelo GLOBO em cinco casas de câmbio. Em espécie, a moeda americana variava entre R$ 3,40 e R$ 3,49, também incluindo o IOF de 0,38%.

— Além da influência externa, com valorização em todo o mundo, o dólar é puxado pela instabilidade política. Há expectativa com as manifestações de domingo e seu desdobramento. O mercado está se protegendo, fazendo hedge (operação de proteção da moeda), sejam os investidores ou as empresas — diz o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

Para o analista da Clear Raphael Figueiredo, a tendência mundial de valorização, o clima político e o risco de recuo da classificação de risco do Brasil são alguns dos fatores que puxam o dólar para cima. Ele admite, no entanto, que pode haver uma certa especulação hoje.

— Os Estados Unidos podem subir os juros antes do previsto e temos um cenário de incerteza no mercado doméstico, com risco de perda de rating e o clima político, com manifestações no fim de semana. O dólar passou de R$ 3,20 e não tem sinal de topo. Mas hoje parece mesmo haver um perfil mais especulativo — afirma Figueiredo.

Nesta sexta-feira, o Banco Central manteve a chamada ração diária, ou seja, os contratos de swap cambial para rolagem de

O clima também é de pessimismo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O índice Ibovespa, que reúne as principais ações da Bolsa, recuava 1,40% às 14h20, para 48.193 pontos, depois de registrar perda de quase 2%.

Há queda em ações líderes, como Petrobras e bancos. Petrobras PN (preferencial, sem direito a voto) perdia 2,11%, a R$ 8,32, enquanto Petrobras ON (ordinária, com voto) tinha queda de 1,32%, a R$ 8,71, por causa das consequências da operação Lava-Jato. As preferenciais do Itaú caíam 1,44%, a R$ 33,51, enquanto as do Bradesco recuavam 1,87%, a R$ 33,44.

Na Bolsa, o analista da Clear explica que há um clima de apreensão e cautela, tanto com os desdobramentos da operação Lava-Jato e com as manifestações.

— Os investidores estão optando por não se expor ao risco — diz Figueiredo.

Levantamento da agência Bloomberg com 16 moedas — incluindo euro e libra, entre outras — mostra que todas perdem valor frente ao dólar. A única exceção é o iene, que se mantém estável.

Bancos elevam projeções de câmbio

Nesta sexta-feira, os bancos Itaú Unibanco e Goldman Sachs elevaram projeções para o dólar comercial no país. O Itaú subiu a taxa de câmbio prevista para o fim deste ano de R$ 2,90 por dólar para R$ 3,10, enquanto em 2016 a moeda americana será vendida a R$ 3,40 em vez de R$ 3,00. Já o Goldman Sachs elevou suas previsões para a cotação do dólar no Brasil nos prazos de três, seis e 12 meses, de R$ 2,75 para R$ 3,20, de R$ 2,80 para R$ 3,25 e de R$ 2,85 para R$ 3,35, respectivamente

 

Publicado aqui, no globo.com

 

Atualizado às 14h51

 

 

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Crítica de cinema — Me engana (bem) que eu gosto

De olhos bem abertos

 

 

golpe duplo

 

 

Mateusinho 2Golpe duplo — O estelionato é, certamente, o mais nobre e simpático de todos os crimes. Ele se configura quando o bandido consegue, mediante ardilosas mentiras e artimanhas, que a vítima lhe entregue voluntariamente o que aquele pretende obter, sem nenhum tipo de violência. O trapaceiro, portanto, deve ser inteligente, bom de conversa, um tanto sedutor e, claro, cafajeste. Um personagem sempre  irresistível, seja na política quanto no cinema.

“Golpe duplo” (“Focus”), dos diretores John Requa e Glenn Ficarra, tenta ser um filme sobre trapaceiros. Will Smith interpreta um sujeito que comanda uma numerosa organização criminosa dedicada a cometer fraudes em escala industrial. A bela Margot Robbie (“O lobo the Wall Street”) faz o papel da iniciante que entra no grupo e que, fatalmente, se apaixonará pelo seu chefe.

O filme é dividido em duas partes bem definidas. A primeira acontece em Nova Orleans e é a mais interessante, pois temos ali a oportunidade de assistir vários golpes e embustes — de díspar originalidade, diga-se. No segundo segmento, contudo, há dois componentes que podem atrair o espectador: Buenos Aires e Rodrigo Santoro. O brasileiro faz o papel do dono de uma escuderia de carros de corrida, e vai lhe propor a Smith um trabalho visando prejudicar seus concorrentes. Mas, dada sua inexpressiva atuação, o interesse  que Santoro gera é bastante fugaz. Baseia-se na surpresa de encontrar alguém próximo num lugar inusitado, e vale tanto quanto a impressão que nos provocaria esbarrar com um campista em Disney World.

Como disse, a segunda metade do filme se passa na capital argentina. E que brasileiro desgosta de Buenos Aires? Há de se dizer que os diretores foram bastante condescendentes com a cidade. Ela aparece como o clichê que os turistas adoram: uma Paris de América do Sul. Ou seja, uma cidade bonita, elegante e charmosa. Sem pobreza, favelas, nem conflitos sociais. Mas, como sabemos que os artistas são soberanos nas suas escolhas estéticas, não há recriminação nestas linhas.

Os filmes de trapaceiros costumam respeitar certos parâmetros. Geralmente há um mestre e um discípulo, um grande plano e uma reviravolta final, onde alguns trapaceiros acabam trapaceados. Mas o que faz a diferença num grande filme de embuste, como são “O golpe de mestre”, de George Roy Hill, ou a saga “11(12,13) Homens e um Segredo”, de S. Soderbergh, ou, por que não, “Nove Rainhas”, de Fabián Bielinsky, é a capacidade de ludibriar o espectador para que ele não tenha a menor idéia acerca de qual personagem está enganando quem, e fazer isso de uma forma plausível. O roteiro, logo, tem que funcionar tanto quanto o golpe do filme.

Os diretores de “Golpe duplo” bem que tentam se apropriar das premissas do gênero. Mas o resultado é fraco, assim como as armações que os personagens realizam, que ora são simples batidas de carteira bem coreografadas, ora são esquemas super elaborados que parecem forçados demais. Entenda-se: nada contra os planos mirabolantes, desde que acreditemos neles. Pois nos filmes, sabemos, o que importa não é o possível, mas o verossímil.

Assim, o terceiro longa da dupla Requa e Ficarra, realizadores das bem melhores “O golpista do ano” e “Amor a toda prova”, resulta numa obra que poderá atrair o espectador pelos seus componentes (o carisma de Will Smith; a beleza de Margot Robbie; a estética ‘cool’; Santoro e Buenos Aires) mas que, no conjunto, não conformam aquele plano genial capaz de iludir o espectador, que não é outra coisa que o grande cinema.

 

Mateusinho viu

 

Publicado hoje na Folha Dois

 

Confira o trailer do filme:

 

 

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Petrolão — Como previsto, STJ investigará Cabral, Pezão e Tião Viana

Blog do Arnaldo Neto

 

 

STJ autoriza abertura de inquéritos para investigar Pezão, Cabral e Tião Viana

Por Arnaldo Neto, em 12-03-2015 – 18h16

 

Pezão e Cabral

 

O ministro Luiz Felipe Salomão autorizou a abertura de inquéritos para investigar o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), o ex-governador do estado Sérgio Cabral (PMDB) e o governador do Acre, Tião Viana (PT). A assessoria do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a abertura de inquérito, como antecipou o jornal O Globo (aqui).

Os pedidos de inquérito foram apresentados ao STJ no final da manhã desta quinta pela Procuradoria Geral da República, órgão que realiza as investigações e é responsável pela acusação.

Em depoimento dado com base em acordo de delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ter arrecadado R$ 30 milhões como caixa dois da campanha de 2010 do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB). Os recursos teriam beneficiado também o atual governador do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), vice de Cabral na época. De acordo com o ex-diretor, o operador dos repasses foi o então secretário da Casa Civil de Cabral, Regis Fichtner. Os três negam as acusações.

No caso do governador do Acre, Paulo Roberto Costa afirmou que R$ 300 mil foram dados como “auxílio” à campanha eleitoral de Tião Viana para o Senado em 2010. Segundo o ex-diretor, o pagamento foi feito pelo doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal e um dos articuladores do esquema de corrupção. Viana diz que a doação foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Acre e “não tem nada de ilegal”.

Pezão

O governador Luiz Fernando Pezão afirmou na tarde desta quinta-feira que respeita a decisão da Procuradoria Geral da República de pedir abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para investigar a citação de seu nome por Paulo Roberto Costa. Mas Pezão classificou como “estapafúrdio” o depoimento do ex-diretor da estatal e disse estar certo de que a investigação vai comprovar que a acusação é falsa.

“Estou à disposição da Justiça, só quero ser ouvido.  Essa conversa nunca existiu. A acusação é falsa. Meu sigilo bancário está à disposição, só tenho uma conta. Minha declaração de bens é pública e também está disponível”, afirmou o governador, ressaltando não ter sido oficialmente notificado e não ter constituído advogado.

Sérgio Cabral e Regis Fichtner

A assessoria do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) divulgou a nota no final da tarde desta quinta em que diz ter a “consciência tranquila” e afirma que é “mentirosa” a afirmação de Paulo Roberto no depoimento dado em delação premiada.

“Nunca solicitei ao delator apoio financeiro à minha reeleição ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Todas as eleições que disputei tiveram suas prestações de contas aprovadas pelas autoridades competentes. Reafirmo o meu repúdio e a minha indignação a essas mentiras”, declarou.

Por meio de sua assessoria, Regis Fichtner reafirmou que nunca participou de nenhuma reunião com Paulo Roberto Costa, muito menos para tratar de arrecadação de recursos para campanha.

Na última segunda-feira, em nota, ele afirmou que tomará “as medidas cabíveis decorrentes das mentiras declaradas em relação à minha pessoa por parte do Sr. Paulo Roberto Costa, que incluirão pedido para que ele responda pelo crime cometido ao prestar tais declarações”.

Tião Viana

O governador do Acre, Tião Viana, divulgou nota na qual afirma que está “muito longe dessa podridão”. “Os dedos sujos da injúria, da calúnia e da difamação que apontam para minha honra não escondem a covardia daqueles que certamente não terão a dignidade de vir a público pedir desculpas quando toda a verdade vier à tona”, afirmou.

Na nota, ele afirma que recebeu uma doação legal, aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre, de empresa que, segundo disse, nunca teve relação comercial ou institucional com o governo. “Ao tomar conhecimento de eventual citação do meu nome, em janeiro deste ano, prontamente requeri interpelação judicial contra o bandido Paulo Roberto Costa. E agora, tão logo revelado o teor da sua mentirosa citação do meu nome, determinei ajuizar contra ele ação civil por danos morais e ação penal por denunciação caluniosa”, declarou.

Indícios

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o início das investigações sobre os governadores por ver indícios de crimes atribuídos a eles nas apurações já realizadas.

Na mesma decisão que autorizou as investigações, Salomão derrubou o segredo de Justiça até então mantido sobre os pedidos.

O ministro também autorizou as primeiras diligências para coleta de provas e deu prazo de 20 dias para Pezão e Viana se manifestarem sobre os fatos descritos nos pedidos de investigação.

Fonte: O Globo e G1

 

 

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Bola do Petrolão tocada na ponta ao Arnaldo Neto

pausa

 

 

Quase sempre à frente da cobertura do Petrolão na blogosfera goitacá, este “Opiniões” fará de agora até amanhã uma pequena pausa. Qualquer novidade sobre o caso, incluindo os depoimentos do deputado federal Eduardo Campos (PMDB) e do ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli, hoje, na CPI da Petrobras, e a manifestação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o pedido de abertura de inquérito feito pela Procuradoria Geral da República (PGR) para investigar o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e seu antecessor, Sérgio Cabral (PMDB), você poderá acompanhar no Blog do Arnaldo Neto.

Inté!!!…

 

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