No dia seguinte aos panelaços, Dilma diz que não vê motivo para seu impeachment

larga o osso

 

 

Por Mariana Haubert

 

Após ter sido xingada e vaiada com panelaços e buzinaços na noite deste domingo (8) enquanto fazia um pronunciamento na televisão e no rádio pelo Dia da Mulher, a presidente Dilma Rousseff pediu que o país tenha estabilidade e minimizou as críticas nesta segunda-feira (9) ao defender o direito de qualquer cidadão de se manifestar. Dilma, no entanto, afirmou que os protestos não podem ser violentos e disse que um “terceiro turno” não é motivo para um pedido de impeachment do seu mandato, o que causaria uma “ruptura democrática” no país.

“Acredito que o Brasil tem uma característica que eu julgo muito importante e todos nós temos que valorizar que é o fato de que aqui as pessoas podem se manifestar, tem espaço para isso e tem direito a isso. Chegamos à democracia e temos de conviver com a diferença. O que não podemos aceitar é a violência. Mas manifestações pacíficas são da regra democrática”, afirmou após a cerimônia no Palácio do Planalto em que sancionou a lei que torna o feminicídio crime hediondo.

Durante o pronunciamento, houve buzinaço, panelaço e vaias em ao menos 12 capitais: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Belém, Recife, Maceió e Fortaleza. Nas janelas dos prédios, moradores batiam panelas e xingavam a presidente, enquanto piscavam as luzes dos apartamentos. “Não acredito que brasileiros são a favor do quanto pior, melhor. Os que são a favor do quanto pior, melhor, não tem compromisso com o país”, disse.

Questionada se considerava o movimento que pede seu impeachment também legítimo, a presidente afirmou que neste caso, a diferença é de conteúdo. “Eu acho que há que caracterizar razões para o impeachment e não o terceiro turno das eleições. O que não é possível no Brasil é a gente não aceitar a regra do jogo democrático. A eleição acabou, houve primeiro e segundo turno. Terceiro turno das eleições para qualquer cidadão brasileiro não pode ocorrer a não ser que se queira uma ruptura democrática”, disse.

Dilma também afirmou que as manifestações convocadas pela oposição para o próximo dia 15 em várias cidades do país não têm legitimidade para pedir seu impeachment. “Quem convocar, convoque do jeito que quiser. Ninguém controla o jeito que convoca. Ela [manifestação] vai ter as características que tiver seus convocadores. Agora, ela em si não representa nem a legalidade e nem a legitimidade de pedidos que rompem com a democracia”, afirmou.

A petista voltou a defender o seu ajuste fiscal como forma de equilibrar a situação econômica do país. Dilma disse esperar que a economia volte a crescer até o fim do ano. “É muito prudente o país perceber que ele precisa de estabilidade. Ele precisa amainar todas as situações de conflito porque nós estamos enfrentando uma fase aprofundada da crise econômica. […] Vamos ter um esforço agora para sermos compensados depois”, disse.

A presidente repetiu o argumento apresentado pelo ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, horas antes da cerimônia. Ambos disseram que países como a China estão tendo taxas de crescimento muito menores do que as registradas em anos anteriores em decorrência da crise econômica internacional e que o Brasil conseguiu ter resultados positivos em comparação com outras nações.

“Na minha fala ontem na televisão, o que eu queria deixar claro é que o Brasil não está vivendo hoje um momento como aquele do passado em que ele quebrava. Ele está passando por um ajuste momentâneo que caminha para a retomada do crescimento econômico. Lutamos para manter emprego e renda e conseguimos. Nos últimos seis anos, enquanto eles desempregavam, nós mantivemos o emprego”, afirmou a presidente fazendo referência aos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

 

Lula

Dilma confirmou que irá conversar com o ex-presidente Lula nesta semana. O encontro deverá acontecer em um almoço nesta terça-feira (10) em São Paulo. Dilma irá para a capital paulistana pela manhã para participar da abertura do 21º Salão Internacional da Construção Feicom Batimat. Caso ela não viaje, Lula deverá ir a Brasília.

“Ele é uma liderança que sempre contribui. Ele tem noção de estabilidade e sempre contribui com o país. Ele não gosta de colocar fogo na cerca”, comentou Dilma sobre seu padrinho político.

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

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Em nota oficial, Pezão classifica declarações de delator como “absurdas”

A secretaria de Comunicação do Estado do Rio acabou de enviar por e-mail a nota de resposta do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), sobre as declarações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e delator do Petrolão. Aqui, de maneira genérica, ele já tinha falado sobre a possibilidade do seu envolvimento no caso. Confira abaixo a nova gerada pela divulgação aqui de mais detalhes da delação de Costa, que envolvem o ex-governador fluminense e seu antecessor, Sérgio Cabral (PMDB):

Governo do Estado do Rio

Governo do Estado do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 09 de março de 2015

 Núcleo de Imprensa

 Pezão classifica como absurdas as declarações de Paulo Roberto Costa

 

O governador Luiz Fernando Pezão nega ter se reunido com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para solicitar recursos para campanha, conforme notícias veiculadas pela imprensa, nesta segunda-feira (9/3). Pezão classificou como absurdas as declarações do ex-executivo da Petrobras.

— Isso é um completo absurdo. Não tive nenhuma conversa com o senhor Paulo Roberto Costa, e nem com ninguém da Petrobras para pedir ajuda de campanha. Não pedi e não recebi nenhum recurso dele. Estou muito tranquilo desde o primeiro momento — reiterou o governador.

Pezão voltou a afirmar que está à disposição da Justiça e do Ministério Público, caso seja necessário.

— Nada chegou oficialmente para mim. Venho enfrentando as especulações sobre a citação do meu nome me colocando à disposição do STF, STJ e MP. Para mim, é uma surpresa muito grande ter meu nome mencionado. Tenho profundo respeito pela Justiça e torço para que essa investigação fortaleça a nossa democracia — declarou Pezão.​

 

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Delator do Petrolão disse que arrecadou R$ 30 milhões para Cabral e Pezão em 2010

O governador Pezão e o ex-governador Cabral no Palácio Guanabara, em 2014 (foto de Alexandre Cassiano - Agência O Globo)
O governador Pezão e o ex-governador Cabral no Palácio Guanabara, em 2014 (foto de Alexandre Cassiano – Agência O Globo)

 

 

Por Eduardo Bresciani

 

Brasília — O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em depoimento de sua delação premiada que arrecadou R$ 30 milhões em recursos para “caixa dois” da campanha de Sérgio Cabral para governador e Luiz Fernando Pezão para vice, ambos do PMDB. Pezão é o atual governador, sucedendo Cabral.

Segundo o delator, os recursos vieram de empresas que atuavam na obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Ainda de acordo com Costa, o consórcio Compar, formado pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e UTC, contribuiu com R$ 15 milhões. O restante foi pago por outras empresas, como Skanska, Alusa e UTC, disse o delator. O ex-diretor afirma que os pagamentos eram “propina”.

“Cada empresa deu ‘contribuição’, no total de R$ 30 milhões. O Consórcio Compar ‘pagou’ R$ 15 milhões; o restante foi dividido entre as outras empresas, entre elas Skanska, Alusa e UTC”, diz resumo do termo de declaração 4 de Costa.

De acordo com o depoimento de Paulo Roberto Costa, o então secretário da Casa Civil de Cabral, Régis Fichtner, foi quem fez a “operacionalização” dos repasses.

Costa contou que teve uma reunião no primeiro semestre de 2010 com Cabral, Pezão e Fitchner para tratar das contribuições à campanha. Posteriormente, o ex-diretor pediu às empreiteiras que fizessem doações para o “caixa dois” de Cabral.

 

Para cabral, denúncia é “mentira”. Para Pezão, “absurda”

Em nota, o ex-governador Sérgio Cabral declarou que a denúncia é “mentirosa”. “É mentirosa a afirmação do delator Paulo Roberto Costa. Essa reunião jamais aconteceu. Nunca solicitei ao delator apoio financeiro à minha reeleição ao governo do Estado do Rio. Todas as eleições que disputei tiveram suas prestações aprovadas pelas autoridades competentes. Reafirmo o meu repúdio e a minha indignação a essas mentiras”, afirmou Cabral.

Pezão classificou a acusação como “absurda” e disse que as afirmações precisam ser comprovadas.

— Continuo a reafirmar que nunca tive essa conversa sobre a qual ele fala. Isso nunca existiu. Sinceramente acho um absurdo. As pessoas com delação premiada têm de ter mecanismos que comprovem as acusações que fazem. Não podem jogar um negócio assim no ar — afirmou, acrescentando que aguardará a continuidade das investigações.

Fichtner também comentou a denúncia por meio de nota, em que diz ter ficado surpreso e indignado ao conhecer o conteúdo dos relatos de Paulo Roberto Costa, por meio da imprensa. “Nunca participei de nenhuma reunião em que o então Governador Sérgio Cabral tivesse solicitado ao Sr. Paulo Roberto Costa ajuda para a arrecadação de recursos para a sua campanha. Nunca participei de nenhuma reunião com o Sr. Paulo Roberto Costa e representantes das empresas Skanska, Alusa e Techint, muito menos para tratar de arrecadação de recursos para campanha.Nunca me reuni com representantes do Consórcio Compar para qualquer finalidade, muito menos para tratar de contribuições de campanha”, afirmou, acrescentando que tomará “medidas cabíveis” contra Costa.

Este depoimento do ex-diretor foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro dos governadores de estado. O Globo já revelou que o Ministério Público Federal pedirá abertura de inquérito contra Pezão no STJ.

 

Publicado aqui, na globo.com

 

Atualização às 17h29: Aqui e  aqui, respectivamente, o secretário de Governo de Campos, Anthony Garotinho, e o jornalista Alexandre Bastos foram os primeiros na blogosfera goitacá a divulgar as denúncias contra o governador do Rio e seu antecessor.

 

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Dólar dispara e chega a R$ 3,10 após pronunciamento de Dilma na TV

 

dólar

 

 

Por Luciana Antonello Xavier

 

O dólar abriu com alta firme nesta segunda-feira e há pouco subia quase 2%, refletindo o persistente ambiente de aversão a risco em relação ao País, agravado pela crise política. Para completar, a pesquisa Focus, divulgada mais cedo, mostrou piora em várias projeções, com destaque para o câmbio, IPCA e PIB.

Às 12h45, o dólar subia 1,67%, a R$ 3,1010. Na máxima do dia, atingiu R$ 3,109. Na abertura, a moeda era cotada em R$ 3,07. No ano, a alta do dólar ultrapassa 16% e em 12 meses, 32%.

O Relatório Focus apontou para uma inflação de 7,77% em 2015, uma retração da economia de 0,66% e o dólar cotado em R$ 2,95 no fim do ano.

No front político, após seu discurso em cadeia nacional de rádio e TV ter sido recebido com panelaço e buzinaço em várias capitais brasileiras, a presidente Dilma Rousseff prossegue em seu esforço para minimizar os conflitos com o Congresso.

Dilma se reúne nesta manhã com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), e ministros do núcleo duro do governo (Aloizio Mercadante, da Casa Civil; Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral; Pepe Vargas, das Relações Institucionais; José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Jaques Wagner, da Defesa). Às 17h30, Dilma recebe líderes dos partidos aliados no Senado.

Na pesquisa Focus, as projeções para o câmbio para fim de 2015 subiram de R$ 2,91 para R$ 2,95, e para 2016, mantidas em R$ 3,00. As projeções para IPCA 2015 foram elevadas de 7,47% para 7,77%, a décima semana consecutiva de alta das previsões. Para 2016, as estimativas para IPCA subiram de 5,50% para 5,51%. As projeções para PIB em 2015 passaram de retração de 0,58% para -0,66%. Para 2016, a projeção é de expansão de 1,40%, de 1,50% na semana anterior.

 

Bolsa

O mau humor toma conta da Bovespa nesta manhã, com o índice seguindo abaixo dos 50 mil pontos, perdidos na sessão da última sexta-feira, e sendo pressionado pela baixa das ações da Petrobrás, Vale e bancos. O movimento de queda é atribuído especialmente ao cenário político nacional conturbado. Às 12h45, o Ibovespa – principal índice de ações da Bolsa – recuava 1,78%, cotado em 49.089 pontos.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

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Dilma a palo seco

Blogueiro Christiano Abreu Barbosa
Blogueiro Christiano Abreu Barbosa

 

Quem leu meu pai, lê a mim e a Chistiano Abreu Barbosa, sabe que o estilo deste, objetivo, direto, hemingwayano (ou cabralino), é bem mais semelhante à maneira como escrevia aquele que nos gerou. Entre a noite de ontem e a madrugada de hoje, após o pronunciamento em TV da presidente Dilma Rousseff (PT), em meio a panelaços e vaias em várias cidades do Brasil, de tudo que pude ler no turbilhão virtual a girar tendo como eixo real o assunto, nada foi mais simples e preciso do que o desabafo do Christiano, feito aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, que este “Opiniões” pede licença para reproduzir:

 

— Chego à conclusão que Dilma vive em um país diferente, muito diferente do meu.

 

 

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O que resta ao governo Dilma Rousseff?

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

Governo Dilma se arrisca a acabar mais cedo

Por Ricardo Noblat

 

Então fica combinado assim: em outubro último, mês da eleição presidencial em primeiro e segundo turno, havia crise econômica internacional, segundo Dilma Rousseff, mas crise no Brasil nunquinha.

No passado, quando um tsunami econômico varria o mundo, o então presidente Lula dizia que tudo não passava por aqui de uma “marolinha”. Nem “marolinha” havia no país da candidata à reeleição.

Inflação? Esqueça. Estava sob controle. E jamais deixaria de estar. Sem falar em pleno emprego. Lembra como Dilma enchia a boca para falar do paraíso do pleno emprego?

E do Pronatec! O Protanec viera para ficar, prometeu Dilma também de boca cheia. Como ela parecia se orgulhar do Pronatec!

Por falar nele, está suspenso. Trombou com o país da vida real.

E a obra de integração do rio São Francisco, concebida para acabar com a seca que aflige os nordestinos há tantos séculos?

Obra ambiciosa. Gigantesca. A ser entregue no final deste ano.

Amarildo - DilmaPois sim. Está atrasadíssima. Somente em Pernambuco, no final do ano passado, foram demitidas 2.300 pessoas empregadas na obra. Uma tristeza. Outra mentira da propaganda.

Nada como morar no país da propaganda do PT. Na propaganda de qualquer partido.

Nem que a vaca tossisse, Dilma deixaria que mexessem nos direitos dos trabalhadores.

A vaca não tossiu. Não foi necessário. Mexeram nos direitos. Afinal, para manter o poder, Dilma disse que faria o diabo. E fez.

Agora, pede que tenhamos paciência. Porque os problemas são apenas conjunturais. Porque eles passarão em breve, muito em breve. E ao passarem deixarão um legado de soluções perenes.

Minha nossa senhora. É mentira em cima de mentira.

Minha Casa, Minha Vida era um programa estupendo. Complementado pelo programa Minha Casa Melhor, que financiava a compra do que fosse indispensável para se viver feliz dentro de casa.

Minha Casa Melhor foi interrompido. O governo culpa por isso quem se endividou além do que poderia pagar.

O calendário gregoriano não serve para balizar certas coisas. Por exemplo: este século de fato começou com os atentados do 11 de setembro de 2011 nos Estados Unidos. Antes deles nada de relevante aconteceu.

O segundo governo de Dilma deveria acabar no próximo dia 31 de dezembro de 2018. Pois bem: arrisca-se a acabar mais cedo.

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

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PMDB namora uma oposição ainda desunida, mas com argumentos de sobra contra Dilma

Renan Calheiros recebeu cumprimento de Aécio Neves pela devolução à presidente Dilma de suas medidas provisórias sobre ajuste fisacal (foto de Ailton de Freitas - Agência O Globo)
Renan Calheiros recebeu cumprimento de Aécio Neves pela devolução à presidente Dilma de suas medidas provisórias sobre ajuste fisacal (foto de Ailton de Freitas – Agência O Globo)

 

 

Por Alfonso Benites

 

A oposição à presidenta Dilma Rousseff (PT) vive uma fase que qualquer um do time do contra gostaria de ter: sobram argumentos para atacar o seu Governo. Operação Lava Jato, crise econômica, política externa paralisada, mudanças nas regras trabalhistas, aumento de tributos e a uma correção da tabela do Imposto de Renda abaixo do previsto são alguns dos alvos da grita de deputados e senadores nas tribunas do Congresso Nacional e em entrevistas nas últimas semanas. E é exatamente esse excesso de temas a serem debatidos que pode distanciar os críticos de seus eleitores.

Nos últimos dias, os parlamentares têm se dividido em grupos com posturas distintas para confrontarem a gestão petista e até mesmo para atrair membros da bancada governista, principalmente do PMDB. De um lado estão os que fazem discursos que, por serem mais amplos, acabam balizando a agenda opositora, como os senadores Aécio Neves e José Serra, do PSDB. Do outro, estão os que cobram o Governo com um linguajar que se aproxima mais da população e dos manifestantes que programam protestos em favor do impeachmentde Rousseff em todo o país para o próximo dia 15. Nesse grupo estão senadores Aloysio Nunes e Cássio Cunha Lima, do PSDB, e Randolfe Rodrigues, do PSOL, e o deputado Rubens Bueno, do PPS, que já se declararam favoráveis a esses protestos.

Em seu discurso de reestreia no Senado na última quarta-feira, Serra, por exemplo levou longos 50 minutos para traçar um panorama dos últimos 12 anos de Governo petista e atribuiu a atual crise à condução da política econômica do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro de Rousseff. Atacou também temas que são chaves para os tucanos, como a política externa. Em síntese, disse que era preciso alterar as regras de união alfandegária do Mercosul para que o Brasil pudesse se relacionar comercialmente com grandes potências.

Neves, por outro lado repete frases que usou na campanha eleitoral em que foi derrotado por Rousseff no ano passado. Ao comentar a fala de Serra disse que o Brasil vive um embate entre a verdade e a mentira.

A mesma linha, mas em um tom mais agressivo, segue o deputado Bruno Araújo, líder da minoria na Câmara dos Deputados (grupo que reúne 140 parlamentares de quatro partidos). “A presidente cometeu a maior traição, a maior trapaça eleitoral do período republicano”,discursou no mês passado na Câmara, com as imagens sendo divulgadas na Internet. “Esse vídeo teve um alcance inesperado [foram mais de 1,1 milhão de visualizações no YouTube] porque nós desmoralizamos a presidente”, disse Araújo ao El País.

Algo que mostra a desunião dos opositores é o apoio a um pedido de impeachment. Nem todos se dizem a favor. Alguns ainda querem esperar o que virá dos protestos, para só depois, se declararem. Já outro grupo é extremamente contra. “É melhor ver esse Governo sangrar até o último dia de seu mandato do que derrubá-lo dessa maneira, que nem sempre parece ser tão legítima”, disse um deputado tucano.

Uma estratégia para sangrar a gestão petista é reforçar as denúncias na CPI da Petrobras que funciona na Câmara. A ideia é fatiar o comando da CPI com sub-relatorias, tirando o poder do relator, que é do PT.

 

Grandes confrontos

Os primeiros embates diretos com o estafe governista já começam na próxima semana logo após virem à tona todos os nomes dos 49 investigados pela Procuradoria Geral da República como sendo o braço político da quadrilha investigada pelos desvios na Petrobras. E essa batalha deve ocorrer mesmo com a citação ao senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais.

“A oposição deve tirar proveito da situação, mesmo que tenha de sacrificar alguém. Avaliando os lucros e prejuízos, vale a pena aumentar a beligerância contra o Governo federal”, diz o cientista político Paulo César Nascimento, professor da Universidade de Brasília.

As bancadas do Psol e do PPS prometeram fazer representações contra todos os parlamentares que tiverem seus nomes citados. “Vamos levar às Corregedorias para que haja um julgamento político por uma razão simples, tudo que surgir merecer ser apurado e investigado. Sem exceção”, explica Bueno. Só não estariam nesse grupo os políticos que tiveram pedidos de investigação arquivados, como Rousseff e Neves. “Não tem sentido investigar quem nem o Ministério Público viu irregularidade”, ponderou o deputado.

O Psol vai além. Defende o afastamento de qualquer membro que estiver nos cargos do Executivo ou da Mesa Diretora da Câmara e do Senado. Entre eles estariam os seus presidentes Eduardo Cunha e Renan Calheiros, que estão na “lista maldita” da Petrobras, que inclui 54 pessoas.

A proposta do Psol esbarra em dois problemas: sua bancada é minúscula (com quatro deputados) e o PMDB está com um pé em cada canoa, podendo virar oposição. “Há um descontentamento muito grande na base do Governo. Até a propina para o PT era maior do que a para o PMDB. Nem todos remam mais do mesmo lado e alguns devem se aproximar da oposição”, analisou Bueno.

“Não tivemos problemas em atrair os governistas, eles se sentem traídos, assim como a metade da população que votou na Dilma”, disse Araújo.

Um exemplo da aproximação foram os elogios trocados na quarta e quinta-feira entre os senadores Aécio Neves e José Serra com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) por conta da devolução de uma das medidas provisórias de Rousseff sobre o ajuste fiscal. Algo muito diferente do que ocorreu no mês passado, dias após Calheiros ser escolhido para a presidência do Senado, Neves disse que ele apequenava o poder Legislativo e não tinha legitimidade para estar no cargo porque excluía a oposição das comissões do Senado. Ao que ouviu com resposta do peemedebista que o tucano não tinha a dimensão da democracia. Ontem, inimigos. Hoje, possíveis aliados.

 

Publicado aqui, no elpais.com

 

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Para o PT, panelaço fracassou em seu objetivo

PT 35 anos

 

 

Nota oficial do PT

 

As manifestações que aconteceram em algumas cidades brasileiras durante pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff foram orquestradas para impedir o alcance da mensagem, mas fracassaram em seus objetivos.  A avaliação é do secretário nacional de Comunicação do PT, José Américo Dias, e do vice-presidente  e coordenador das redes sociais da legenda, Alberto Cantalice.

A comprovação do curto alcance do protesto veio pelas próprias redes. A hashtag#DilmadaMulher, em apoio à presidenta, tornou-se uma das mais usadas pelos internautas e entrou  para o trending topics do Twitter, durante a fala da presidenta em cadeia nacional de rádio e tevê.

O chamado “panelaço”, realizado por moradores de bairros de classe média , como  Águas Claras (DF),  Morumbi e Vila Mariana, em São Paulo, e Ipanema, no Rio, foram mobilizados durante o final de semana por meio das redes sociais, conforme monitoramentos do PT.

“Tem circulado clipes eletrônicos sofisticados nas redes, o que indica a presença e o financiamento de partidos de oposição a essa mobilização”, afirma José Américo.

“Mas foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores”, completa.

O secretário avalia que apesar da intensa convocação e dos investimentos na divulgação do protesto, a mobilização não repercutiu nas áreas populares e perdeu o alcance.

Para Cantalice, a movimentação via internet tem ligações com outras reações ao governo, oriundas de setores que pretendem um golpe contra a atual gestão.

“Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta”, define o vice-presidente.

Ele avalia que essas reações  são semelhantes às que estimularam as chamada  “Marchas da Família”, com o apoio da grande mídia, e se tornaram os baluartes do golpe que derrubou o presidente João Goulart.

“Hoje, reciclados, investem em novas formas de atuação buscando galvanizar os setores populares”.

O protesto dos moradores de áreas nobres foi ironizado na internet. O perfil do Facebook “Sem Panelaço” publicou levantamento no qual mostra que a manifestação se restringiu a poucos bairros de regiões ricas da capital paulista.

No Twitter, o panelaço virou piada. “Minha amiga agora: Aqui no Nordeste, nenhum panelaço. Acho que é porque não tem mais panela vazia por aqui”, postou Camila Moreno em seu microblog.

Ajustes – Durante pronunciamento em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, a presidenta Dilma defendeu o  ajuste fiscal, que vem sendo implementado pelo ministro da Fazenda,  Joaquim Levy.

Ela atribuiu a necessidade de ajustes à persistência da crise internacional e aos efeitos da seca que afeta as regiões Nordeste e Sudeste, tranquilizou a população e negou que o País viva um crise nas “dimensões que dizem alguns”

 

Publicado aqui, no pt.org

 

 

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Pego de surpresa por panelaços contra Dilma, PT os atribui à oposição e teme 2013

 

 

 Por Andréia Sadi

 

Pegos de surpresa com o panelaço em razão do pronunciamento de Dilma Rousseff na TV neste domingo (8), dirigentes petistas temem que o ato contra o governo marcado para o dia 15 repita as manifestações de junho de 2013.

A principal preocupação é com São Paulo, onde se concentraram os protestos e reações ao PT e à presidente. Nas palavras de um aliado de Dilma, desta vez, em vez de “20 centavos”, o sentimento de mudança está agora centrado no poder central.

Durante o pronunciamento, houve buzinaço, panelaço e vaias em ao menos 12 capitais: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Belém, Recife, Maceió e Fortaleza. Nas janelas dos prédios, moradores batiam panelas, xingavam a presidente, enquanto piscavam as luzes dos apartamentos.

Petistas ouvidos pela Folha atribuem o desgaste de Dilma ao abandono da agenda política pelo governo. Na avaliação destes interlocutores, o Planalto apresentou uma agenda em junho e prosseguiu com as políticas públicas, mas perdeu a comunicação com a população.

No governo, um ministro diz que a tensão nas ruas se deve ao fato de que “ainda não saímos de outubro”, referindo-se ao período eleitoral. Dilma ganhou a eleição presidencial por uma margem apertada contra o tucano Aécio Neves (MG).

Alguns petistas tentaram minimizar o panelaço e defendem nas redes que os protestos se concentraram em áreas nobres, onde estão localizados eleitores da oposição. No entanto, integrantes do governo e membros da cúpula petista avaliam a estratégia como “fraca e defensiva”, ignorando o significado político da reação.

 

Oposição 

Em nota divulgada em seu site nesta segunda-feira (9), o PT afirmou que a mobilização pode ter apoio de partidos de oposição.

“Tem circulado clipes eletrônicos sofisticados nas redes, o que indica a presença e o financiamento de partidos de oposição a essa mobilização”, disse o secretário nacional de Comunicação do PT, José Américo Dias.

Para Alberto Cantalice, vice-presidente e coordenador das redes sociais da legenda, a manifestação tem ligações com outras reações oriundas de setores que pretendem um golpe contra o governo Dilma. “Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta”, afirmou.

Para o PT, o movimento foi realizado por moradores de bairros de classe média como Águas Claras, no Distrito Federal, Morumbi e Vila Mariana, em São Paulo, e Ipanema, no Rio, mas que não se repercutiu em áreas populares e perdeu o alcance.

“A comprovação do curto alcance do protesto veio pelas próprias redes. A hashtag #DilmadaMulher, em apoio à presidenta, tornou-se uma das mais usadas pelos internautas e entrou para o trending topics do Twitter, durante a fala da presidenta em cadeia nacional de rádio e tevê”, diz o partido.

 

Ajuste

No pronunciamento, a presidente Dilma Rousseff defendeu o ajuste fiscal, pediu apoio da população e do Congresso na implementação de medidas que afetam a “todos” e disse que as críticas contra o governo são “injustas”.

Segundo a petista, o ajuste é uma medida tomada “corajosamente”. “Mesmo que isso signifique alguns sacrifícios temporários para todos e críticas injustas e desmesuradas ao governo”, afirmou.

Em sua fala, Dilma chamou o ajuste de “travessia”. Negou que irá “trair” a classe média e os trabalhadores, mas anunciou que todos pagarão pelas medidas. “Absorvemos a carga negativa até onde podíamos e agora temos de dividir parte deste esforço com todos os setores da sociedade.”

A defesa, conforme a Folha antecipou, ocorreu na fala sobre o Dia da Mulher -sobre o tema, anunciou que irá sancionar nesta segunda (9) o projeto que considera assassinato de mulher um crime sujeito a penas mais severas.

Dilma retomou a narrativa segundo a qual o país está sob impacto da crise internacional iniciada em 2008.

Ela disse que o Brasil tem “fundamentos sólidos” e que “nem de longe [o país] está vivendo uma crise nas dimensões que dizem alguns. Muito diferente daquelas crises do passado, que quebravam e paralisavam o país“.

A presidente fez ainda uma crítica à mídia pela forma com que descreve a economia — as previsões são bastante pessimistas para 2015, com todos os indicadores apontando o risco de uma recessão, a inflação namorando os 8% anuais e o emprego dando sinais de arrefecimento.

“Noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes. Muitas vezes nos confundem mais do que nos esclarecem.”

Ainda assim, admitiu que a situação é preocupante. “Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar”, disse, após elencar que o país vive a “segunda etapa” da crise, agravada pela seca no Sudeste e no Nordeste.

Fez então o tradicional apelo por união de governantes. “Peço a você que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso.”

A menção ao Parlamento reflete as dificuldades que o governo enfrenta nas Casas dominadas por um PMDB cada vez mais arredio, com seus dois presidentes culpando o Planalto pela sua inclusão na lista de investigados da Operação Lava Jato, que apura corrupção na Petrobras.

Na semana passada, por exemplo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu a medida provisória que mudava o regime de desoneração de folha de pagamento de vários setores e obrigou o governo a enviar um projeto de lei, atrasando a iniciativa, parte do ajuste fiscal, em vários meses.

Nesta semana, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve decidir se abre a CPI do setor elétrico. Além disso, a Casa tende a derrubar o veto de Dilma à lei que corrige em 6,5% a tabela do Imposto de Renda.

Dilma lembrou que em 2003 o então presidente Lula também teve de promover um ajuste fiscal e que “depois tudo se normalizou”, sem citar, contudo, que o ambiente externo foi excepcionalmente favorável ao Brasil naquela época, ao contrário de agora.

Sobre a Lava Jato, defendeu a “apuração ampla”.

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

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Vaias e panelaços se multiplicam nas cidades brasileiras durante pronunciamento de Dilma

Por Débora Bergamasco

 

 

Brasília — A presidente Dilma Rousseff usou o pronunciamento em rede nacional pelo Dia Internacional da Mulher para fazer uma longa defesa ao ajuste fiscal e dizer que a economia do País só deve começar a melhorar a partir do fim do ano. Afirmando que o governo está usando “armas diferentes e mais duras” das que foram utilizadas na primeira fase da crise, em 2008, ela ressaltou que todos terão de fazer “sacrifícios temporários” e arrematou dizendo que são suportáveis porque tem “o povo mais forte do que nunca”.

Durante o pronunciamento — a transmissão começou às 20h40 no horário de Brasília e se estendeu por 16 minutos — houve protestos em diversas cidades do País. Pessoas foram às janelas gritar “Fora Dilma”.

Em São Paulo, xingamentos se misturavam com panelaços em bairros como Higienópolis, Perdizes, Aclimação, Ipiranga, Lapa, Moema, Vila Marina, Mooca e Santana. Também houve protestos em bairros de Brasília e Belo Horizonte, onde os gritos e xingamentos contra a presidente e panelaços se repetiram. Muitos acendiam e apagavam as luzes durante o discurso.

À tarde, grupos favoráveis ao impeachment de Dilma espalharam mensagens por celular convocando o protesto. Nas redes sociais, o grupo Revoltados Online, por exemplo, também fez convocações para o panelaço.

 

Discurso

No pronunciamento, Dilma deu prazo para o aperto. “Este processo (de ajuste) vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia”, afirmou, prevendo os primeiros resultados “já no final do segundo semestre”. Dilma declarou que “a carga negativa”, até agora absorvida pelo governo, agora será dividida “em todos os setores da sociedade”.

O escândalo das suspeitas de corrupção na Petrobrás, que vem monopolizando o noticiário, foi mencionado rapidamente e apenas no fim de sua fala. Ela frisou que a investigação das denúncias de corrupção na estatal é “ampla, livre e rigorosa”. Com isso, buscou responder as acusações que vem sofrendo não só por parte de adversários como de parlamentares da base aliada de que seu governo tenta interferir nas apurações da Operação Lava Jato.

“Com coragem e até sofrimento, o Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos. É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras”, afirmou em cadeia de rádio e TV.

O pronunciamento foi gravado na manhã de quinta-feira, um dia antes da publicação da lista de pessoas que serão investigadas por suspeita de corrupção relacionada à petroleira.

 

Arrocho

No discurso, Dilma passou a maior parte do tempo explicando e defendendo o ajuste fiscal que está sendo implementado no Brasil – que trata do corte de despesas e de investimentos, redução de parte de programas sociais, mudanças nas regras para acesso a benefícios trabalhistas, correção na tabela do imposto de renda. Para executar parte das medidas, o Poder Executivo precisa de aprovação pelo Congresso Nacional, com o qual está passa por uma crise de relacionamento.

A petista classificou como corajosa a decisão de assumir o ajuste fiscal mesmo que isso lhe renda desaprovação. “Decidimos corajosamente mudar de método e buscar soluções mais adequadas ao atual momento. Mesmo que isso signifique alguns sacrifícios temporários para todos e críticas injustas e desmesuradas ao governo.”

Dilma também culpou a seca nas regiões Nordeste e Sudeste e a piora da conjuntura internacional pelo aumento dos custos para os consumidores e as mudanças de rumo em sua gestão econômica. E sugeriu que a imprensa tenta transformar a crise em algo mais grave do que realmente é. “Os noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes. Muitas vezes até nos confundem mais do que nos esclarecem” . afirmou. Retomando a positividade exibida durante sua campanha eleitoral no ano passado, Dilma também viu pessimismo por parte de integrantes da sociedade. “O Brasil passa por um momento diferente do que vivemos nos últimos anos. Mas nem de longe está vivendo uma crise nas dimensões que dizem alguns.”

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

Abaixo a já habitual montagem em sátira de Lula como Hitler, no filme alemão “A queda”, com as supostas reações do ex-presidente (do Brasil) às medidas de arrocho destinadas ao povo brasileiro tomadas por sua sucessora, seguido da reação real deste mesmo povo em várias cidades do país, sem nenhuma brincadeira, ao pronunciamento de Dilma:

 

 

 

Gutierrez, Belo Horizonte (MG)

 

 

 

Av. Sumaré, São Paulo (SP)

 

 

 

Bairro de Águas Claras, Brasília (DF)

 

 

 

Goiânia (GO)

 

 

 

Jardim Marajoara, São Paulo (SP)

 

 

 

Morumbi, São Paulo (SP)

 

 

 

Gutierrez, Belo Horizonte (MG)

 

 

 

Brasília (DF)

 

 

 

Praia do Canto, Vitória (ES)

 

 

 

Bairro Asa Norte, quadra 203 (Brasília)

 

 

 

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Um beijo pelo dia

“La columna rota” (1944), óleo de Frida Kahlo (1907/54) — Museu Dolores Olmedo
“La columna rota” (1944), óleo de Frida Kahlo (1907/54) — Museu Dolores Olmedo (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

No meu primeiro poema feito para uma mulher, lá se vão quase 20 anos, quando para mim elas ainda eram menos carne que imaginação, o desejo do melhor dos dias a todas…

 

beijo

 

beijo beijado na mente mil vezes

em década de desejo resignado

consumado quando menos se espera

sem saber se de alô ou adeus

sem certeza ou finalidade

apenas línguas roçando nervosas

como pipas cruzando no espaço

 

campos, 12/01/96

 

 

 

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