Porque há coisas que não podem ser só comentários
RICARDO OLIVEIRA
A PM E POLÍCIA CIVIL PRENDEM OS LADRÕES COMUNS, A POLÍCIA FEDERAL PRENDE OS LADRÕES DE GRAVATA E LADRÕES INTERNACIONAIS, E QUEM PRENDE OS LADRÕES (OS PIORES) QUE CONTROLAM O GOVERNO CENTRAL DO BRASIL. SÓ A FORÇA MÁXIMA DO BRASIL, AS FORÇAS ARMADAS, SALVEM MEU BRASIL PELO AMOR DE DEUS EXÉRCITO, AERONÁUTICA E MARINHA!! PRECISAMOS DE VOCÊS!!!! SABEM QUAL É A DIFERENÇA ENTRE UM GOVERNANTE CIVIL E MILITAR? A DIFERENÇA É QUE O CIVIL É 100% CORRUPTO E O MILITAR POR CAUSA DE JURAMENTO A BANDEIRA E COISA E TAL, SÃO PATRIOTAS DE VERDADE!!!
Frederico
Pois está demorando muito para os militares agirem nos estamos sofrendo com corrupção em todas esferas dos governos federal estadual municipal vem para ruas por favor
Aluysio
Caros Ricardo Oliveira e Frederico,
Tenho evitado responder comentários, atendo minha lida blogueira à reprodução dos textos de opinião que julgo mais relevantes à compreensão da cada vez mais preocupante realidade nacional. Não por outro motivo, tudo que creio vai de encontro, de cara no muro em caso de necessidade, ao retorno à ditadura militar que vcs parecem pregar. Na democracia, não há alternativa, a não ser a tentativa de convencimento, a Justiça e o voto. E embora não disposto a matar, estaria a morrer para que meu filho permaneça vivendo num estado democrático de direito.
Grato pela chance da reafirmação!
Aluysio
Contra os débeis mentais, só o riso (da cara deles) salva!
E como rir da cara dos débeis mentais cada vez mais alienados pela realidade é sempre um prazer, segue outra garimpagem do publicitário e advogado argentino caído em Campos, Gustavo Alejandro Oviedo, e sua ferina verve portenha destilada (aqui) na democracia irrefreável das redes sociais, jogando luz sobre o que já devia ser ridículo desde quando os dinossauros andavam pela Terra.
Ex-presidente ironiza obsessão petista por sua figura

“Foi FHC”
Por Lauro Jardim
Depois de Dilma Rousseff se basear na delação premiada de Pedro Barusco para atribuir o início da corrupção na Petrobras ao governo de FHC, as redes sociais não perdoaram a presidente.
As piadas diziam que a culpa pela extinção dos dinossauros caberia a FHC, assim como os atentados ao World Trade Center, a morte de Ayrton Senna, a derrota na Copa de 1950, a Gripe Espanhola, entre outros.
Além de responder Dilma dizendo que a atitude dela era a de quem “bate a carteira e grita ‘pega ladrão”, FHC resolveu entrar na brincadeira. Com uma cédula de dois reais à mão, o ex-presidente foi fotografado pelo senador Cássio Cunha Lima fazendo referência ao Plano Real e ironizando: “Foi FHC”. A letra no cartaz, a propósito, é de Aécio Neves.
Publicado aqui, no Radar on-line
Atualização à 0h42 de 28/07: Aqui, o “Ponto de vista” do Christiano Abreu Barbosa foi o primeiro na blogosfera goitacá a repercutir a nota do Lauro Jardim sobre a irônica resposta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao fetichismo petista sobre sua pessoa
O que está por trás do anúncio só agora da invasão da casa do procurador-geral?

Então procurador-geral anuncia no dia 27 de fevereiro que sua casa foi arrombada e invadida no fim de janeiro? E o que quer dizer, Cardoso: “radicais se avolumando em vários segmentos”?
Por Reinaldo Azevedo
Autoridades têm de ter responsabilidade.
Autoridades são autoridades porque a função institucional que ocupam os torna… autoridades!
Autoridades são donas do seu corpo, mas não são donas do seu cargo.
Autoridades têm o direito à vida privada desde que a vida privada não comprometa a sua função pública.
Rodrigo Janot, procurador-geral da República, anunciou hoje, dia 27 de fevereiro, que sua casa em Brasília foi arrombada e invadida no “fim de janeiro”. Não sei o que quer dizer “fim de janeiro”, mas suspeito que haja algum registro da ocorrência em alguma instância. Acabo de me informar e asseguro que a casa do procurador-geral é guardada, desde sempre, por uma esquema oficial de segurança. Os agentes federais estavam dormindo nesse dia?
Como o procurador-geral da República é procurador-geral da República, não procurador-geral de si mesmo, nós deveríamos ter sabido dessa ocorrência, não? A informação deveria ter vindo a público imediatamente. Janot faz de si mesmo o que quiser; é problema dele. A segurança do chefe do Ministério Público Federal é problema nosso.
Estou desconfiando de que a invasão não tenha acontecido? Não! Se estivesse, diria. Detesto o estilo oblíquo, que sugere, que infere, que se acovarda no estilo, geralmente ruim. Estou dando fé. Se ele diz que foi, então foi. Quero saber a razão de anunciar isso um mês depois.
Ele próprio sugere algo de estranho, não um simples assalto. Afinal, os invasores deixaram de levar uma pistola com três carregadores — e assaltantes gostam de pistolas, certo? —, máquina fotográfica e outros objetos de valor. Tudo ficou onde estava. Só levaram o controle remoto do portão. Mesmo assim, Janot diz não acreditar que o evento tenha alguma relação com a Operação Lava Jato. Então tá bom.
Na conversa fora da agenda que Janot manteve com José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça o teria alertado sobre o aumento do risco à sua segurança. Por essa razão, nada menos de 80 agentes federais faziam o protegiam nesta sexta, num evento do MP em Uberlândia, de solidariedade a um promotor que sofreu um atentado. A Polícia Federal, que guarda o procurador-geral, informa que o tal alerta, vocalizado por Cardozo, não partiu dela. Então partiu de quem?
Cardozo, esta figura exótica da República, disse a Janot que o aumento do risco se deve a “radicais se avolumando em vários segmentos”. Radicais se avolumando em vários segmentos? Em quais segmentos? Gente de extrema direita? Gente de extrema esquerda? Gente da extrema-central? Gente de extremo saco cheio? Quais segmentos?
Eu não gosto dessa história de autoridades virem a público para anunciar conspirações em marcha — ou sugerir alguma. Ou espalhar, de forma solerte, que elas existam. Sempre acho que quem apela a esse expediente está em busca de pedir à sociedade uma licença especial para comportamentos heterodoxos.
Por exemplo: é bastante heterodoxo que o procurador-geral se reúna com o ministro da Justiça e com o vice-presidente da república — e chefe inconteste do PMDB — pouco antes de tomar uma decisão importante. Se Geraldo Brindeiro tivesse feito isso no governo FHC, teria sido chamado de “estuprador-geral da República”.
Tendo havido a invasão — e a minha ressalva apenas faz parte da retórica decorosa, que procura chegar ao cento da questão —, eu me solidarizo com o homem Janot. Mas aponto, então, o erro brutal cometido pelo procurador-geral, que só agora informa a ocorrência. Quanto a José Eduardo Cardozo, dizer o quê? Eu nunca tenho nada de diferente a recomendar a este senhor: sempre é a demissão.
Publicado aqui, no Blog do Reinaldo Azevedo
Exército responde à ameaça de Lula de colocar nas ruas o “exército” de Stédile

O Clube Militar criticou de maneira dura o discurso feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em durante o ato em defesa da Petrobras, na última terça-feira (24), no Rio de Janeiro. A nota, publicada no site da associação, chama o ex-presidente de “agitador”, além de considerar “inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na Nação”.
A nota do Clube Militar, formado por oficiais da reserva, também critica o ex-presidente que disse que os petistas também sabem brigar, “sobretudo quando o Stédile (João Pedro Stédile, um dos líderes do MST) quer colocar o exército dele nas ruas”. A frase foi dirigida aos militantes presentes ao evento. Stédile também participou do ato em defesa da estatal.
“Neste País sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas”, diz a nota. O texto também faz referências a Operação Lava Jato da Polícia Federal que investiga denúncias de desvios e corrupção na Petrobras. “O que há mais por trás disso? Atitude prévia e defensiva de quem teme as investigações sobre corrupção em curso?”, questiona a publicação.
Publicado aqui, no Brasil 247
Confira aqui e na reprodução abaixo a íntegra da nota do Clube Militar em resposta à ameaça de Lula, na mais dura manifestação política da caserna desde o fim da Ditadura Militar no Brasil, em 1985:
O BRASIL SÓ TEM UM EXÉRCITO: O DE CAXIAS!
Ontem (25/02), nas ruas centrais do Rio de Janeiro, pudemos assistir o despreparo dos petistas com as lides democráticas. Reagiram inconformados como se só a eles coubesse o “direito” da crítica aos atos de governo. Doeu aos militantes petistas, e os levou à reação física, ouvir os brados alheios de “Fora Dilma”.
Entretanto, o pior estava por vir! Ao discursar para suas hostes o ex-presidente Lula, referindo-se a essas manifestações, bradou irresponsáveis ameaças: “ ..também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas”. Esta postura incitadora de discórdia não pode ser de quem se considera estadista, mas sim de um agitador de rua qualquer. É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na Nação. Não cabem arrebatamentos típicos de líder sindical que ataca patrões na busca de objetivos classistas.
O que há mais por trás disso?
Atitude prévia e defensiva de quem teme as investigações sobre corrupção em curso?
Algum recado?
O Clube Militar repudia, veementemente, a infeliz colocação desse senhor, pois neste País sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas.
Todos são culpados pela desgraça da Petrobras, menos os que a provocaram

Os donos do petróleo
Por Sandro Vaia
Há alguma coisa sobrevoando a Operação Lava Jato e não são aviões de carreira, como se dizia antigamente.
Desde que o ministro da Justiça resolveu receber advogados de empreiteiras acusadas em audiência fora da agenda e que começou a tricotar estranhamente com o procurador geral da República, Rodrigo Janot, cuja integridade física estaria ameaçada às vésperas da divulgação de uma supostamente “bombástica” lista de políticos envolvidos na operação, há uma forte suspeita de “abafa” no ar.
O fato de que alguns empreiteiros importantes tenham desistido de recorrer à delação premiada depois da conversa com Cardozo é um indício de que alguma porca pode estar torcendo o rabo. O fato de Cardozo não parar de defender o seu encontro “extra-agenda” como se fosse uma prerrogativa dos ministros da Justiça ignorar o dever da transparência no trato com a coisa pública, reforça mais ainda a suspeita de que alguma trama esteja sendo urdida por baixo dos panos.
O juiz Sergio Moro criticou o encontro do ministro com as empreiteiras e o MP se manifestou contra um eventual acordo de leniência entre governo e as empresas envolvidas na apuração dos crimes na Petrobras.
Este porém não é o único imbróglio que envolve a Petrobras, embora nada seja mais letal para a empresa do que a sua transformação num balcão de negócios de sustentação de esquemas políticos.
Ela perdeu o grau de investimento da agência de avaliação de risco Moody’s não só pelos prejuízos causados pelo esquema de desvio de dinheiro, mas acima de tudo pela perda de controle de governança da empresa, que não conseguiu sequer divulgar um balanço devidamente auditado.
A presidente Dilma comentou a perda de grau de investimento com mais uma das platitudes que tem pronunciado com preocupante insistência, coisa que ela faz com a solenidade de quem anuncia ter descoberto o sentido da vida. Ela disse que a agência de risco não tem informações suficientes sobre a situação da Petrobras-como se agências de risco não fossem capazes de identificar riscos-ainda que tardiamente.
De resto, quem tinha “informações suficientes”? Ela? Gabrielli? Graça Foster?
Mesmo sendo responsável por uma administração que conseguiu a façanha inimaginável de transformar as ações da Petrobras em “junkie bonds”, o PT, como é de hábito, inverteu o foco da narrativa e voltou a atirar em seus fantasmas prediletos: a mídia, a reação, a direita, a cobiça internacional, os especuladores, os de sempre.
Todos são culpados pela desgraça da Petrobras, menos os que a provocaram. O discurso já é conhecido e só os fiéis da seita acreditam nele e o repetem como se fosse a Ave Maria. Mas desta vez o discurso veio acompanhado de uma ferocidade inédita.
Ao colocar na rua uma tropa de bate-paus mal encarados e de camisetas vermelhas para conter os protestos anti-governistas e a favor da impeachment da presidente, o PT criou um cinturão de segurança em torno do prédio da ABI, onde o líder supremo fazia a sua arenga “em defesa da Petrobras” (contra quem, além dele mesmo?)
Com a habitual serenidade e equilíbrio, Lula disse: “Quero paz e democracia. Mas eles não querem. E nós sabemos brigar também, sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele na rua”.
Ficamos sabendo, então, que há uma tropa de choque de prontidão para entrar em campo e ajudar a enriquecer o debate político e quem sabe melhorar a nota da Petrobras com paus e pedras.
Publicado aqui, no Blog do Noblat
“Omissão abusiva da presidente da República já está interferindo nos julgamentos”

Depois dos políticos, Dilma se atrita com ministros do Supremo Tribunal Federal
Por Ricardo Noblat
Não me lembro de ter ouvido algum ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) dizer o que disse, ontem à tarde, Celso de Mello, o mais antigo deles, a respeito do presidente da República.
Celso classificou de “omissão irrazoável e abusiva” de Dilma o fato de ela ainda não ter indicado um nome para preencher a vaga aberta no tribunal há sete meses com a aposentadoria de Joaquim Barbosa.
Mais claro, direto e destemido impossível. Disse Celso:
— Essa omissão irrazoável e abusiva da presidente da República já está interferindo no resultado dos julgamentos. Novamente, adia-se um julgamento. Nós estamos realmente experimentando essas dificuldades que vão se avolumando. É lamentável que isso esteja ocorrendo.
São 11 os ministros do STF. É o presidente da República quem os indica, mas a aprovação cabe ao Senado.
Assim como sente desprezo pelos políticos, Dilma se nega a ver com simpatia os membros do Poder Judiciário. Ao fim e ao cabo, por temperamento, ela se acha superior a todos eles.
No caso da atual composição do STF, Dilma não perdoa os ministros que indicou, bem como os indicados por Lula, que não votaram no caso do processo do mensalão como ela e seu tutor queriam.
Dilma esperou que eles julgassem os mensaleiros com mão leve em agradecimento por sua indicação para o tribunal. Não foi assim.
Então Dilma resolveu castigar o STF demorando a apontar o substituto de Joaquim. Isso começou a criar problemas para o tribunal.
O número impar de ministros é justamente para evitar empates. Ontem e um dia desses houve empates e os julgamentos acabaram suspensos.
Daí a reação de Celso e, em seguida, a do ministro Marco Aurélio Mello. Que afirmou:
– Veja como é nefasto atrasar-se a indicação de quem deve ocupar a cadeira [do ministro que se aposentou].
Publicado aqui, no Blog do Noblat
Mídia internacional elenca 10 motivos para o impeachment de Dilma Rousseff
Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais (além da Petrobras) é a situação complicada da presidente Dilma Rousseff (PT) diante do governo. Com isso, o jornal britânico Financial Times decidiu listar nesta quarta-feira (25) 10 motivos pelos quais a petista poderia não chegar ao fim de seu mandato.
O artigo, assinado pelo editor-adjunto de mercado emergentes da publicação, Jonathan Wheatley, cita entre as razões a perda de apoio no Congresso Nacional, principalmente com a recente vitória de Eduardo Cunha.
Segundo o texto, até mesmo alguns petistas se voltaram contra a presidente. “Alguns membros [do partido] a veem como uma intrusa oportunista”, disse Wheatley. A maioria dos motivos mencionados no texto são de teor econômico, sendo que apenas dois têm relação indireta com a economia: a falta de água e possíveis apagões elétricos. Veja os motivos:
1 – Perda de apoio no Congresso
“Para um presidente brasileiro ser cassado, ele deve fazer algo flagrantemente errado. Mas muitos fazem isso e sobrevivem”, começa o autor. Porém, para ele, o que realmente conta é a perda de apoio no Congresso. Diante disso, ela começa a criar “inimigos” dentro de casa, começando a ver petistas ficarem descontentes com ela. Até mesmo a nomeação de Joaquim Levy para a Fazenda tem sido razão de raiva para integrantes da esquerda.
2 – Escândalo da Petrobras
Diante de todos os escândalos envolvendo a estatal, o pessimismo do mercado diante do governo só aumenta e pressiona ainda mais a presidente. No fim, Wheatley destaca que, se em algum momento o Congresso decidir fazer algo para um impeachment, “a Petrobras forneceria o pecado flagrante”. “Dilma foi presidente do conselho de administração, quando a maior parte da suposta corrupção aconteceu”, destaca.
3 – Queda na confiança do consumidor
“Os consumidores estão extremamente fartos, como mostrado por um levantamento mensal divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas” afirma o texto mostrando o gráfico da FGV com a forte queda da confiança.
4- Aumento da inflação
“Vinte anos atrás, a inflação no Brasil foi de cerca de 3.000% ao ano. Muitos brasileiros são jovens demais para lembrar, mas outros não. Alguns temem agora que o governo abandone a meta de inflação de 4,5% ao ano”, afirma o texto.
5 – Aumento do desemprego
O artigo lembra que muitos brasileiros têm se preparado para perdoar o governo em relação a inflação e crescimento lento porque sentiram seus próprios empregos estavam seguros. “Mas com a economia deverá contrair-se 0,5% este ano […] Estima-se que 26 mil empregos líquidos foram perdidos em janeiro, normalmente um mês onde ocorre contratação desse número. Isso representa um grande desafio para a popularidade de Dilma”, afirma.
6 – Queda na confiança do investidor
Após a notícia de que o Tesouro tinha vendido 10 milhões de contratos de dívida de curta duração com vencimento em outubro deste ano, o texto destaca que este foi o maior leilão único de tal dívida de curto prazo. Citando o Valor Econômico, Wheatley diz que o governo está sendo forçado a vender cada vez mais títulos como esses rendendo diante da preocupação dos investidores com a capacidade do governo para cumprir as metas orçamentais.
7 – Déficit orçamentário
“No ano passado, o Brasil emitiu o seu primeiro déficit orçamentário primário em mais de uma década, efetivamente levando o país de volta para os dias sombrios antes de começar a implementar pelo menos uma aparência de disciplina fiscal”, afirma o FT. “A administração Rousseff parece desistir do fantasma do ano passado, com um déficit primário equivalente a 0,63% do PIB e um déficit nominal, incluindo o pagamento da dívida, equivalente a 6,7% do PIB”, completa
8 – Problemas econômicos no geral
“Que a economia está a implodir é quase desnecessário dizer”, começa o autor. “Os investidores esperavam que a nomeação do ‘Chicago boy’ Levy para o ministério das finanças iria mudar as coisas. Muitos ainda se seguram nessa esperança. Mas a tarefa parece cada vez mais difícil”, afirma. “Levy tem aparecido como uma figura solitária, o único homem no governo segurando ‘a represa’. Rousseff nem sequer apareceu no anúncio de sua nomeação. Ela estava lá na cerimônia formal […] Mas uma pesquisa no Google Imagens sugere que eles não têm sido vistos juntos em público desde então”, completa o FT.
9 – Falta d’água
“A sensação de se aproximar de apocalipse no Brasil é sublinhada por uma escassez de água que atinge a cidade de São Paulo”, lembra o jornal britânico, que destaca a pequena recuperação do Cantareira nas últimas semanas, mas que mesmo assim está longe de sair da crise. “A causa não é a baixa precipitação apenas. Estima-se que um terço da água do sistema é perdida pela Sabesp. Má gestão e falta de investimento também são culpados”, afirma.
10 – Possíveis apagões elétricos
“A última vez que um governo foi derrubado (embora nas urnas e não por impeachment) a principal causa foi o racionamento de energia elétrica”, afirma o texto citando a derrota de Fernando Henrique Cardoso para Lula em 2002, depois de um “verão de racionamento de energia elétrica provocada por uma combinação de baixa pluviosidade, má gestão e falta de investimento“. “A administração Rousseff pode evitar um destino semelhante. Ou talvez não”, diz o FT.
“O que derrubou Collor não era o seu envolvimento em casos de corrupção, mas a repulsa que as pessoas sentiam dele e, especialmente, entre a maioria no Congresso. Rousseff deve ter muito cuidado para não seguir o mesmo caminho”, completa o jornal.
Publicado aqui, no msn.com
Regredimos ao estágio de República Bananeira, onde quem não é amigo do PT, é inimigo

“Que país é esse?”
Por Merval Pereira
Foi o que perguntou o ex-diretor da Petrobras Renato Duque ao ser preso em sua casa no início da Operação Lava-Jato, ecoando, talvez inconscientemente, a música de Renato Russo que, embora escrita em 1978 e só gravada em 1986, continuou atualíssima naquela ocasião e agora, explicitando a decadência moral do país.
Inclusive pela indignação autêntica que Duque, identificado nos autos como o atravessador de propinas para o PT na Petrobras, exibiu para seu advogado mesmo na hora de ir preso.
“Nas favelas, /no Senado/ Sujeira pra todo lado/ Ninguém respeita a Constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação”. É o caso dos Duque, dos Paulo Roberto Costa, dos Cerveró, e de toda a lista de políticos, com ou sem mandato, que brevemente será revelada.
Um estrangeiro que chegasse ao Brasil por esses dias se sentiria mais próximo de uma Venezuela, de uma Argentina, do que gostaríamos. O velho dito popular “eu sou você, amanhã”, o chamado “efeito Orloff” em relação à Argentina, cada vez ganha mais força com a sequência de acontecimentos ruins que não têm data para terminar, pois a “presidenta” parece cada vez mais longe da realidade, enquanto o “presidente” flerta abertamente com o “exército” do Movimento dos Sem Terra (MST) para enfrentar os críticos do petismo.
Um ato para “defender” a Petrobras, transforma-se em ato para atacar os que denunciam a corrupção e defender os corruptos. Um manifesto de intelectuais denuncia uma pseudo tentativa de “debilitar a Petrobras”, tendo como consequência a dizimação de empresas “responsáveis por mais de 500.000 empregos qualificados, remetendo-nos uma vez mais a uma condição subalterna e colonial”. Fingindo desconhecer que quem debilitou a Petrobras foram os ladrões instalados nas diretorias da estatal pelos governos petistas.
Só de propina para o PT ao longo dos anos calcula o gerente Pedro Barusco que foram entre US$ 150 e 200 milhões. As brigas de rua, com milicianos de camisas vermelhas agredindo manifestantes a favor do impeachment da presidente Dilma, dão uma tênue ideia do que poderá vir a ser uma praça de guerra que vemos todos os dias ultimamente no noticiário sobre a Venezuela ou a Argentina. Os caminhoneiros bloqueando estradas em 12 estados por causa da alta do preço do diesel é uma visão que parece deslocada no tempo, trazendo de volta antigas campanhas políticas na região.
Para um olhar estrangeiro, o que diferencia Brasil de seus vizinhos bolivarianos é muito pouco, e nossas instituições precisarão ser muito firmes, e ter uma visão democrática profunda, para não serem atropeladas pelas manobras governamentais, que não desistem de atuar para atrapalhar o trabalho do Ministério Público.
Estamos aos poucos regredindo para o estágio de uma República Bananeira, onde tudo está à venda, época que parecia ter sido superada nos anos de democracia. Mas a utilização de instrumentos democráticos para enfraquecer a própria democracia é uma história antiga dos movimentos autoritários, onde uns são mais iguais que outros, como na “Revolução dos Bichos”, de George Orwell, que tão bem desvelou as entranhas dos regimes autoritários.
Ontem, o “Financial Times” publicou uma reportagem dando 10 razões que podem levar ao impeachment de Dilma, e sintomaticamente o jornal inglês seleciona os perigos da economia como detonadores do processo político de impedimento da presidente: escândalo da Petrobras; queda na confiança do consumidor; aumento da inflação; aumento do desemprego; queda na confiança do investidor; déficit orçamentário; problemas econômicos no geral; falta d’água; possíveis apagões elétricos.
Todos esses problemas puramente econômicos levariam, como consequência, à perda da maioria no Congresso, abrindo caminho para um processo político de impeachment. O importante a notar é que o impeachment já se tornou um tema inevitável nas análises sobre o futuro do país, e seria hipocrisia tratá-lo como algo de que não se deve falar. O país está convulsionado, e sem uma liderança com grandeza que possa levar a acordos políticos indispensáveis para a superação do impasse que se avizinha.
A agressão ao ex-ministro Guido Mantega no Hospital Einstein, por todas as formas inaceitável, é um sintoma dos ânimos exaltados, mas também reflexo do estilo agressivo de fazer política que o PT levou adiante no país nos últimos 12 anos. Quem não é amigo é inimigo, e qualquer um pode ser amigo, desde que aceite a hegemonia petista. Uns mais iguais que os outros.
Publicado aqui, no Blog do Merval
Dilma, como uma mãe, fala em cortar direitos sociais do povo brasileiro

Dilma volta a apelar ao discurso cínico, mentiroso e marqueteiro
Por Ricardo Noblat
Espantosa a desfaçatez da presidente Dilma Rousseff.
Embora tenha sido condenada por se valer de um discurso descaradamente marqueteiro e repleto de mentiras, ela cede à tentação e apela para o mesmo discurso quando faz sua primeira visita ao interior do país depois de ter sido reeleita.
Em Feira de Santana, na Bahia, a pretexto de entregar unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, ela disse coisas do tipo:
— Como uma mãe, como uma dona de casa, faço algumas correções…
— Precisamos fazer ajustes e faço ajuste no meu governo como a dona de casa faz na casa dela…
Tudo isso a propósito do ajuste fiscal que cortará direitos sociais. Logo ela que na campanha do ano passado garantiu que jamais cortaria direitos sociais.
— Essas correções dizem respeito ao fato que para o Brasil é muito importante focar os programas sociais. Fazer com que se beneficiem só quem precisa deles.
Quer dizer: Dilma descobriu que pessoas que não precisavam dos programas sociais se beneficiavam deles…
Tremendo cinismo.
Depois de ter dito e repetido durante a campanha que a economia estava arrumada e sob controle, ela agora justifica o ajuste fiscal como indispensável para a retomada de “um novo ciclo de desenvolvimento econômico para gerar mais emprego, mais renda e fazer com que o Brasil continue a crescer de forma acelerada”.
Antes o Brasil não carecia de nenhum ajuste fiscal. Foi isso o que ela jurou para garantir a maioria dos votos capaz de reelege-la. Agora…
— Eu tenho coragem suficiente para fazer as mudanças que são necessárias. Só tenho o compromisso com a população e a cidadania desse país, com o povo pobre desse País.
O disco demagógico irrita quem o ouve. Dilma e sua turma continuam subestimando a inteligência alheia.
Uma vez pode dar certo — como deu. A segunda vez, duvido.
Publicado aqui, no Blog do Noblat









