Anthony e Rosinha denunciados ao STF por lavagem de dinheiro

GAROTINHO E ROSINHA DENUNCIADOS AO STF EM INQUÉRITO SOBRE LAVAGEM DE DINHEIRO

Por Ricardo André Vasconcelos, em 08-08-13 – 18h27

Garotinho é denunciado ao STF em inquérito sobre lavagem de dinheiro

PGR também denunciou a mulher do deputado, Rosinha Garotinho. Casal tem 15 dias para apresentar defesa

HUDSON CORRÊA

08/08/2013 16h47 – Atualizado em 08/08/2013 16h49

A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) e sua mulher e prefeita de Campos dos Goytacazes (RJ), Rosinha Garotinho. A denúncia foi apresentada no dia 24 de julho, dentro do inquérito que investiga “eventuais crimes de peculato (desvio de verba pública) e lavagem de dinheiro, imputados ao deputado e sua mulher”. O Diário de Justiça publicou as informações nesta quinta-feira (8), mas a PGR não divulgou o teor das acusações.

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O inquérito refere-se à suspeita da existência de um esquema de desvio de dinheiro do Estado do Rio de Janeiro por meio de ONGs, entre 2003 e 2006, quando Rosinha era governadora fluminense. Em 2010, o Ministério Público do Rio de Janeiro acusou o casal Garotinho e mais 86 pessoas de desviar quase R$ 60 milhões. Os promotores de Justiça afirmaram que pelo menos R$ 350 mil tinham ido parar no caixa da pré-campanha de Garotinho a presidente da República, quando ele era filiado ao PMDB. Atualmente, Garotinho é líder do PR na Câmara e adversário dos peemedebistas.

Quando surgiram as primeiras acusações, Garotinho negou participação em qualquer esquema e afirmou que processos com as mesmas investigações contra ele foram extintos. O deputado disse que a coordenação de sua pré-campanha, quando soube que empresas ligadas às ONGs haviam feito as doações, devolveu dinheiro sem gastar. A investigação envolve também a atriz Deborah Secco e sua família. O pai de Deborah foi apontado como um dos operadores do esquema com as ONGs – segundo o Ministério Público, R$ 158 mil acabaram depositados na conta da atriz. Os advogados de Deborah Secco sempre negaram que ela estivesse envolvida.

O ministro do Supremo Dias Toffoli decidiu desmembrar o inquérito. Isso significa que somente Garotinho e Rosinha continuarão sendo investigados pelo STF. A parte do processo referente a demais investigados, incluindo a família Secco, será enviada a uma vara criminal no Rio.

Toffoli deu prazo de 15 dias para Garotinho e Rosinha apresentarem sua defesa, a partir da notificação. Para que os dois tornem-se réus, o STF precisará aceitar a denúncia da PGR.

Integra da matéria aqui na Epoca on line (aqui)

Atualização – Até este momento, às 18h35 o deputado Garotinho ainda não se pronunciou. Assim que anunciar que trata-se de mais uma perseguição dos irmãos Marinho, da Fifa e da oposição, prontamente terá o mesmo espaço neste Blog.

Aqui, o jornalista Alexandre Bastos já havia replicado a matéria da Época que o também jornalista Ricardo André Vasconcelos foi o primeiro a reproduzir na blogosfera goitacá.

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Daquilo que quem era oposição em 2006 ensina a quem é governo em 2013

As voltas que o mundo dá

Por Alexandre Bastos, em 08-08-2013 – 2h32

Em março de 2006, após Alexandre Mocaiber vencer a eleição suplementar contra Geraldo Pudim, o grupo do PMDB em Campos, naquela época comandado por Anthony Garotinho, reuniu alguns gatos pingados na sede do partido. Na ocasião passei por lá para fazer uma matéria e vi de perto um discurso interessante.

Derrotado duas vezes em Campos (2004 e 2006), Garotinho comentou sobre o pequeno número de pessoas ao seu lado e disse que aquele pequeno grupo deveria juntar os cacos. “Agora temos que nos unir. A Prefeitura é uma metralhadora e ela está virada para nós. Não podemos desistir. Muitos aliados vão para o governo, mas os que ficarem com certeza estarão mais fortes para as novas batalhas”, afirmou.

Dois anos depois, em outubro de 2008, Rosinha venceu Arnaldo Vianna no segundo turno e o seu grupo voltou ao poder e recuperou a “metralhadora”. E aí, ao cobrir uma outra reunião do grupo, dessa vez superlotada, vi Anthony Garotinho se lembrar daquelas cadeiras vazias de 2006 e dos muitos aliados que foram para o outro lado e voltaram.

Na noite de ontem (7), quando os “Cabruncos Livres” protestaram na Câmara, muitos aliados de Garotinho ironizaram o pequeno grupo. Talvez, muitos deles não estivessem naquela reunião vazia de 2006. Acostumados com o poder e se achando imbatíveis, os rosáceos se esquecem que “a soberba precede a ruína e a altivez do espírito, a queda”. Provérbios 16:18.

É lógico que o grupo governista é muito poderoso e boa parte da oposição bate cabeça por conta de vaidade. Porém, quando se deparar novamente com os poucos “Cabruncos”, os aliados da prefeita Rosinha poderiam agir de uma forma menos prepotente. Respeitem os gatos pingados e lembrem-se dos exemplos de vida do próprio Garotinho ou então de um caso mais recente no mundo das artes marciais. Dono do cinturão e invicto no UFC, Anderson Silva se achou imbatível, abusou das brincadeiras e perdeu para o azarão Chris Weidman.

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Da amizade, da inveja e da ironia, por Gustavo Matheus


Thelma e Louise: das telonas à planície

Por Gustavo Matheus, em 07-08-2013 – 21h31

Como é admirável uma pura e verdadeira amizade, sem fronteiras em sua constante cumplicidade. Não há no mundo algo mais puro! Poesias não conseguem atingir seu nível de graça.

Quem já assistiu ao filme estadunidense “Thelma e Louise” sabe do que estou falando. Dirigido pelo talentoso Ridley Scott, e estrelado por Geena Davis como Thelma, Susan Sarandon como Louise, o filme também é responsável por apresentar ao mundo o astro Brad Pitt, que fazia seu primeiro papel relevante, embora sem destaque. A película mostra um vínculo muito forte de companheirismo entre duas amigas que decidem botar o pé na estrada e fugir de seus problemas.

Traduzindo o clássico Hollywoodiano para a realidade goitacá, consegui identificar uma dupla que muito se assemelha à da ficção.

São elas: Rosinha Garotinho e Patrícia Cordeiro.

Patrícia e Rosinha - Foto Estou procurando o que fazer
Patrícia e Rosinha - Foto Estou procurando o que fazer

A prefeita Rosinha e sua amiga, e presidente da Fundação Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia, representam uma das amizades mais sólidas e incontestáveis deste município. O problema é que, como todas as coisas boas e puras, sofrem de um mal terrível; a inveja. Por este motivo, diversas calúnias são criadas na tentativa inescrupulosa de ferir algo tão nobre. Tudo por ciúmes e inveja.

Até parece, por exemplo, que a banda “A Massa”, do marido de Patrícia, que inclusive é agenciada por ela, toca 5 ou 6 vezes por mês como dizem esses caluniadores invejosos. E não acredito nesse papo de que o cachê deles é o dobro das demais bandas, isso é mentira!

E aquela outra lorota deslavada sobre a peça de Nelson Rodrigues, “Bonitinha, mas ordinária”, onde disseram que a fiel escudeira Patrícia teria vetado o espetáculo pensando na fé da amiga Rosinha? Mentira! Rosinha é do teatro. Era atriz, ou é. Não interessa. Bando de invejosos! Rosinha e sua amiga apoiam a cultura, assim como Garotinho.

Outra coisa que adoram dizer por aí é que houve superfaturamento no show de Maria Bethânia, no Trianon. Isso é balela! E nem adianta vir com o papinho de que foi um show para convidados apenas, pois cerca de 150 bilhetes foram vendidos, sim. E quem disse que a Prefeitura não pode cobrar ingresso em eventos pagos por eles? Pode, sim. A república rosa faz o que bem entende e está certa por fazê-lo. Só não dá apara aguentar esses mentirosos e suas falácias sobre uma amizade tão verdadeira e poética quanto essa que descrevi.

São tantos invejosos, tantas mentiras, que se eu fosse as duas faria igual Thelma e Louise; entraria no conversível rosáceo e colocaria o pé na estrada, fugindo de toda essa gente caluniadora.

Foto do Filme Thelma e Louise, na estrada.
Foto do Filme Thelma e Louise, na estrada.
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De quando a mediocridade do campista quer ser (e roubar) o espetáculo

Quem já conhecia o texto de Adriano Moura por seus poemas, suas peças teatrais e, mais recentemente, por seu romance e seus artigos na Folha Dois, publicados toda terça, não surpreende que esse artista e educador goitacá venha fazendo tanto sucesso nas redes sociais, desde que resolveu se modernizar e nelas também verter seu texto sempre primoroso em forma e contundente no conteúdo. Abaixo, a blog pede licença para reproduzir sua crítica cirúrgica, feita aqui, a uma característica tão latente na deseducação do campista, fruto do narcisismo mais medíocre e da carência do aparelho imaginário definido pelas professoras do primário como “desconfiômetro”, que tanto incomoda a quem é capaz de ver o mundo além das bordas do próprio umbigo, seja nos cinemas, teatros ou shows mais intimistas, que não abarquem multidões, desta planície parida e cortada pelo Paraíba do Sul…

Inferno digital

Máquinas fotográficas e celulares deveriam ser recolhidos na entrada dos teatros, como ocorre nos concursos públicos, e só deveriam ser devolvidos no final da prova, ou melhor, da sessão. É inútil o aviso no início dos espetáculos de que não se pode filmar nem fotografar. Basta a luz da plateia se apagar para a miríade de vaga-lumes digitais começar seu pisca-pisca incessante. A situação se agrava quando, além de fotografar, a pessoa quer postar a foto ou vídeo em tempo real no facebook, mas não sabe como e pede ajuda ao acompanhante. O que se vê é o bebê luminoso no colo comprometendo, algumas vezes, o efeito da luz que emana do palco. Os obcecados não conseguem esperar o fim da peça para dizer aos demais “facebookianos” que eles estão ali, vendo o artista “X”. Tudo tem de ser em tempo real. Assisti a uma peça teatral durante a qual um casal editou as fotos que tirou para colocar no instagram. A impressão que dava era de que estavam ali apenas para ter o quer mostrar aos seus patrícios internautas. Mais trágico ainda é quando, depois de tantos avisos, o celular de alguém toca (geralmente é uma musiquinha do tipo “show das poderosas”). Mas a situação beira mesmo a catástrofe quando o mal-educado resolve atender, e o restante do público precisa de um esforço redobrado para ouvir o que se diz no palco. É preciso entender que espetáculo dentro de um teatro não é igual a show na Pecuária. Luz e barulho fora do tom atrapalham não apenas o artista, mas também os espectadores que estão ali pelo espetáculo, não para o exercício narcísico da autoimagem.

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Procurando o que fazer, Sérgio acha uma boa interpretação da corrida a governador

GAROTINHO REPETIRÁ 2010?

Por Sérgio Mendes, em 07-08-13 – 14h

Um cenário eleitoral do Rio

Lindbergh Farias (PT), com 18%, lidera a corrida para o governo do Rio. O Instituto Ideia fechou pesquisa com 1.500 entrevistas no domingo, na qual Marcelo Crivela (PRB) tem 17,5%, Anthony Garotinho (PR) 13,5%, Luiz Fernando Pezão (PMDB) 11,5%, Cesar Maia (DEM) 8,5% e Miro Teixeira (PDT) 4,3%. No cenário com Marcelo Freixo (PSOL), ele chega em segundo com 16%. Os números mostram que, à exceção de Freixo, os demais candidatos perderam cerca de três pontos percentuais em decorrência dos recentes protestos de rua. E revelam ainda, que o senador Lindbergh e o vice-governador Pezão são os candidatos com menor rejeição eleitoral.

Fonte: Coluna Ilimar Franco – O Globo

DO BLOGUEIRO:

na eleição de 2010, o deputado-prefeito Garotinho só anunciou a sua desistência de concorrer ao cargo de governador no dia da convenção estadual do seu partido.

Não se surpreendam, se no ano de 2014, a cena se repetir. Estrategicamente, e pela necessidade de sobrevivência e/ou crescimento do seu PR, o jovem senhor da Lapa precisa manter a ideia de sua possível candidatura, porque, caso contrário, seria uma debandada geral e consequentemente um forte esvaziamento de sua nominata.
O tempo, sabiamente, é o senhor da razão.

Aqui, o jornalista Alexandre Bastos foi o primeiro entre os blogueiros hospeados na Folha Online a replicar a reprodução da pesquisa, na blogosfera local, pelo também jornalista Sérgio Mendes.

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Neco diz que Ranulfo não significa cooptação. Então tá…

na curva do rio

Neco explica nomeação de Ranunfo e nega boatos sobre Nahim e Katarine Sá

Por suzy, em 06-08-2013 – 23h58

Em seu Face, o prefeito Neco negou hoje boatos que circulam “com força” no município sobre novas nomeações:

“Preciso fazer algumas considerações a respeito de boatos que rondam politicamente nossa cidade. Com a vinda de Ranulfo para o nosso grupo, estão especulando a entrada na prefeitura de São João da Barra de Nelson Nahim para o Planejamento e de Katarine Sá para a Educação. Não existe e nunca existiu qualquer direcionamento neste sentido. Isso é propaganda enganosa. Ressalto novamente que eu e Ranulfo somos amigos há muitos anos e como frisamos na campanha, iríamos buscar um estafe altamente técnico. Ranulfo vai ser importante demais em nossos direcionamentos na administração pública. E não existe cooptação alguma da minha pessoa pra qualquer grupo que seja. Continuo sendo o mesmo Neco de sempre: humilde, trabalhador e ao lado do povo, sempre buscando o melhor para o nosso povo.

Os outros dois nomes são apenas especulações oposicionistas”.

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Bastos de volta, com os números em dia e a corda toda

Números que falam

Por Alexandre Bastos, em 06-08-2013 – 22h56

Somando o protesto dos Cabruncos Livres (5 mil pessoas), o abraço em solidariedade ao Asilo do Carmo (70 pessoas), manifestação pelos royalties (8 mil pessoas) e manifestação dos médicos com o apoio dos Cabruncos (800 pessoas), não dá nem a metade da multidão que foi conferir o show do sertanejo-pop Michel Teló na Praça São Salvador (40 mil pessoas).

Cá entre nós, protestar pra que? A nossa cidade é um mar de rosas! Então, nada melhor do que ouvir Michel Teló e cantar: “Ai, se eu te pego”.

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Gustavo atira como de costume, mas também acerta

Novo filme da oposição: “A guerra dos candidatos”

Por Gustavo Matheus, em 07-08-2013 – 0h40

Chega a ser cômica! A oposição em Campos é algo muito próximo de um devaneio pertencente a um bêbado em coma. A falta de estratégia, organização e, principalmente, bom senso, fortalece o discurso de membros do governo que apontam para os oposicionistas com certo desdém.

Orgulhosos e incapazes, alguns grupos da segregada oposição campista utilizam de um lema geralmente aplicado aos adversários, mas que a mesma se auto inflige: “Dividir e conquistar”. Ou seja, eles se dividem para que os rosáceos possam colher os louros.

O PT desta planície é um exemplo clássico desse despreparo e falta de comando. Por aqui, com a exceção da pré-candidatura do ex-candidato a prefeito Makhoul Moussalem, a única para a Câmara Federal, nada faz sentido. São três pré-candidaturas buscando o mesmo objetivo, todas com poucas chances de abraçar o objetivo juntas, separadas então…
Os pré-candidatos, Marcão, Odisséia e Professor Alexandre Lourenço, já deixaram claro que não irão compor. Todos garantem que serão candidatos.

Para piorar o cenário oposicionista, as candidaturas de Makhoul e Nelson Nahim (PPL) para a Câmara Federal ganharam companhia. O ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) e o vereador Nildo Cardoso (PMDB) acabam de entrar na briga para em bolar esse meio de campo. Pezão decidiu dar uma de Garotinho, pensando na majoritária, e começa a lançar à mesa seus peões. Trata-se daquela velha tática de ser ajudado fingindo ajudar. Vários se levantam, mas poucos se mantêm de pé.

Podem esperar, mais candidatos irão surgir. Em breve teremos a guerra dos candidatos.

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Prefeitura consegue liberar no TJ o “Reda da educação”

Prefeitura derruba liminar no TJ-RJ e mantém Processo Seletivo

Por Alexandre Bastos, em 06-08-2013 – 21h48

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), através do Desembargador André Ribeiro, da 21ª Câmara Cível, suspendeu a liminar concedida pela 1ª Vara Cível de Campos, que paralisou o Processo Seletivo Simplificado, marcado para o dia 27 de julho, pela Prefeitura de Campos. A partir da decisão concedida nesta terça-feira (06), a prefeitura dará continuidade ao Processo, visando a contratação temporária de professores.

A liminar que suspendia o Processo Seletivo Simplificado foi concedida após Ação Popular proposta pelo advogado José Paes Neto. A notícia sobre o a suspensão foi divulgada no último dia 25 pelo blog do Gustavo Matheus (aqui).

O Desembargador André Ribeiro argumentou em sua decisão que o Processo Seletivo de Contratação Temporária pautou-se na transitoriedade e excepcionalidade, bem como no interesse público devidamente justificado pela municipalidade. O Procurador Geral do Município, Matheus José, reitera que os professores contratados irão ocupar vagas temporárias decorrentes de licenças e readaptações, medida esta feita com base em lei autorizativa e previsão constitucional.

A secretária municipal de Educação, Esporte e Cultura, Marinéa Abude, informa que nesta quinta-feira (08) será publicado no Diário Oficial, um aviso dando continuidade ao processo e informando os procedimentos necessários aos futuros contratados. Segundo Marinéa Abude, a secretaria inscreveu 1.349 candidatos para o processo seletivo para vagas de professor substituto.

Vagas — Elas são voltadas para professor I (20h) para atuar na Educação Infantil e no 1º segmento do Ensino Fundamental, para professor II (35h) que exercerão atividades nas creches e Professor II (25h), que serão encaminhados para escolas do segundo segmento (com turmas do 6° ao 9° ano do ensino fundamental). Os salários variam entre R$ 1.403,55 a R$1.901,95. Os interessados não podem possuir vínculo empregatício, já que os contratos têm como finalidade suprir carências e o mesmo poderá ser transferido de unidade escolar e de horário constantemente.

O processo seletivo será realizado por meio de prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório. As provas contarão questões de língua portuguesa, conhecimentos pedagógico e gerais.

Fonte: Ascom/Prefeitura de Campos

Atualização às 22h27: Aqui, o jornalista Ricardo André Vasconcelos foi o primeiro na blogosfera goitacá a repercutir a vitória jurídica de Rosinha no TJ. Aqui, Ricardo publicou a íntegra da decisão do desembargador André Ribeiro.

Atualização às 14h34 de 07-08-13: Na verdade, o primeiro a noticiar na blogosfera local a vitória jurídica de Rosinha no TJ foi o Ralfe Reis, de longe o melhor blogueiro entre os francamente governistas. Confira aqui.

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Após ser internado na UTI do Beda, Fred vai ainda hoje para o quarto

Fred Machado no UTI do Beda

Por Suzy Monteiro, em 06-08-2013 – 16h34

O vereador Fred Machado foi internado na UTI ontem pela manhã com fortes dores no peito. Os exames indicam que não foi infarto, como chegou a se pensar no princípio. O vereador continuará na UTI até amanhã por prevenção, conforme explicação médica.

De acordo com informações publicadas no facebook de Fred, ele está bem e o quadro dele é estável. Se tudo continuar bem e os exames não mostrarem gravidade, ele irá para o quarto amanhã.

Ele está no Beda II, mas não pode receber visitas.

(Fonte: Assessoria do vereador)

Do blogueiro: Ao Fred os desejos sinceros por seu pronto restabelecimento.

Atualização às 18h29: O blogueiro acabou de falar, no telefone de Fred, com sua irmã, a ex-prefeita sanjoanense Carla Machado, de quem teve boas notícias. O vereador de Campos, que se internou no Beda após sentir dores no peito, na noite de domingo, felizmente já está saindo da UTI a caminho do quarto do hospital.

Atualização às 22h20: Aqui, o jornalista Alexandre Bastos informou que Fred já havia chegado ao quarto e passava bem, esperando apenas a chegada do seu médico, do Rio, para receber alta do hospital.

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Peça ensaiada sobre a paternidade do Trianon é farsesca

O TRIANON NÃO TEM UM DONO SÓ

Por Ricardo André Vasconcelos, em 06-08-2013 – 11h19

Foto publicada na capa da Folha de Manhã de 01/08/1998: Rosinha, Ilsan e Arnaldo inauguram o Trianon 1998. A obra atravessou os governos de Garotinho, Mendes e Arnaldo
Foto publicada na capa da Folha de Manhã de 01/08/1998: Rosinha, Ilsan e Arnaldo inauguram o Trianon 1998. A obra atravessou os governos de Garotinho, Mendes e Arnaldo

Habituado a reescrever o passado como convém aos seus interesses do momento, o deputado Garotinho anda se gabando de que construiu sozinho (veja aqui) o Trianon — só falta dizer que carregou, pessoalmente, tijolo por tijolo! — mas a verdade não é essa.

Ninguém lhe tira o justo mérito de ter iniciado o movimento que culminou na doação de US$ 1 milhão pelo Bradesco (o banco que comprou, demoliu o antigo Trianon e construiu uma agência bancária no local). Esse dinheiro deu início às obras nos anos de 1991/1992. O prefeito que substituiu Garotinho, Sérgio Mendes, enfrentou muitas dificuldades e dívidas deixadas pelo antecessor. Mas como como parte das dívidas foram para obras que ajudaram a elegê-lo, engoliu em seco e suportou o quanto pode…

Mesmo assim, de 1993 a 1996 as obras de construção do Trianon não pararam e boa parte da alvenaria do prédio foi realizada neste período. Em sua gestão Sergio também garantiu uma segunda doação do Trianon, que deveria ser efetivada no final das obras.

De volta ao governo municipal em 1997, Garotinho deu sequência às obras concluídas 18 meses depois, quando Arnaldo Vianna (eleito vice) já tinha assumido o cargo com a renúncia do titular, e inaugurou, em 31/07/1998, o teatro. A placa foi descerrada por Arnaldo, Ilsan Vianna e Rosinha, representando o marido que, candidato ao Governo do Estado, estava impedido de comparecer.

Garotinho tem seu lugar na história do Trianon, sim, principalmente pela utopia de iniciante que contagiava a todos, mas isso não lhe confere o direito de escrever uma história de personagem único.

Stálin explica.

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Trapézio dos meninos

Madrugada de mudanças, após um domingo de sopro nordeste e sol de inverno, que seria banido na segunda seguinte pelo vento sul, carregador das tormentas na liteira do céu. O dia fora bom com os dois meninos, um seu filho, outro seu afilhado, frutos do mesmo ventre. Algumas mulheres após a mãe de ambos, algo fora dali, mas dentro dele, incomodava a quem se dedicava à paternidade em sangue e por batismo.

Saiu do quarto, onde deixou os meninos, e se encaminhou à sala ao lado. Acendeu o cigarro, buscou caneta e bloco para tentar escrever. Sua prosa, há anos, já era parida e criada em vida integralmente digital. Mas não seus versos, cuja vértebras ainda demandavam o tato da tinta para serem dados à luz. Bem verdade que a poesia, amante de longa data, já não lhe era tão solícita quanto fora um dia. Afinal, como o sexo, era produto também da prática. Mas naquele momento, mesmo dela enferrujado, era a catarse de que dispunha.

Em meio ao barulho do mar e da mudança dos ventos em Atafona, ecoavam dentro de si apenas as batidas do coração. “Menos uma, menos uma”, divagava a ressalva do cineasta Mário Peixoto, gênio de filme mudo e único, “Limite”, em contato revelado com Walter Salles, que depois utilizaria a sentença de morte na vida em um de seus próprios filmes, “Abril despedaçado”. Tentando juntar os cacos daquele início de agosto, mês tradicional de maus augúrios, o cinéfilo e poeta em busca de redenção se lembrou de uma imagem que nunca o abandonara, desde que suas vistas tinham lhe rascunhado na alma.

Poderia ter sido há 10 anos, poderia ser mais. Fato é que abandonava a planície pela BR 101, nos caminhos de serpente entre a Serra do Mar e o Atlântico, rumo às terras de São Sebastião. Guiando o carro ainda na antiga Favela da Linha, antes de Ururaí, percebeu o menino trepado de ponta a cabeça no muro da casa à beira da estrada, só de bermudas, torço nu, sustentando todo seu corpo magro e retinto contra Newton, pelas pernas dobradas à altura do joelho, como trapezista de circo. Braços abertos e tombados pela gravidade, no escambo de prazer com vertigem, ele escancarava no rosto invertido de lado o seu sorriso de marfim.

Por sempre pretender fazer uso da imagem, jamais a esquecera. Enquanto a espinha dos versos era escavada na paleontologia do papel e da caneta, antes de finalmente ganhar projeção de corpo inteiro na computação gráfica do word, ouvia os risos dos meninos brincando no quarto, que acabaram entrando na sala e no poema. E, pelas mãos, finalmente pegaram aquele trapezista há tanto solto em voo no espaço da memória.

Entre a criança do passado e as do presente, o homem encontrou paz para se lançar outra vez do seu próprio trapézio ao futuro. Menino redescoberto em meninos e salvo de si por se saber ainda poeta, ele também sorriu.

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