Palavras
- Autor do post:Aluysio Abreu Barbosa
- Post publicado:14 de março de 2014 - 19:47
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Em audiência de conciliação hoje no Fórum de São João da Barra, a ex-prefeita daquele município e pré-candidata a deputada estadual pelo PT, Carla Machado, se negou a se retratar diante ao advogado do deputado federal Anthony Garotinho (PR), em ação movida por este. Na democracia irrefreável das redes sociais, Carla fez aqui seu desabafo, que o blog reproduz abaixo:
Amigos, boa tarde!
Indignação é a palavra certa para o que sinto nesse momento…
A Lei deveria ser modificada e político não deveria ter nenhum benefício, nem foro privilegiado. Infelizmente, alguns se utilizam do chamado “manto parlamentar” para difamar, perseguir e caluniar adversários políticos, não respeitando o ser humano e a sua família.
Hoje numa audiência na Comarca de S.J.B, senti vergonha de pertencer à classe política. Em meio à tantos problemas a resolver, a Juíza, o Promotor, profissionais do Direito e eu, perdemos tempo numa audiência de conciliação onde o autor da ação, Dep.Fed.Anthony Garotinho não se fez presente.
O engraçado e de conhecimento de todos, o Dep.Garotinho que é reconhecido pelo seu destempero, agressividade, maldade em suas “críticas” comuns e habituais, esse que por diversas vezes me caluniou e me perseguiu tentando denegrir a minha moral, entrou com um processo contra mim por repetir o que havia sido falado por um vereador em uma rádio local.
Graças a Deus, aos amigos, ao Judiciário e ao meu povo amigo de São João da Barra, essas injustiças nunca prosperaram e nunca abalaram a confiança das pessoas em minha conduta e seriedade…mas, sofri e todos sabem.
Se o “nobre” Deputado não tivesse imunidade parlamentar, não tenho dúvida, seria este campeão em ações contra ele; por isso, apesar do advogado representante deste senhor ter proposto que eu me retratasse, não aceitei e o processo prosseguirá conforme a Justiça determinar.
Que Deus continue a nos proteger e que afaste de nós todos aqueles que transmitam negatividade e maldade.
Se Deus é por nós, quem será contra nós? Creio nisso!
Vamos que vamos!!!
Um beijo carinhoso para vcs! —
se sentindo incomodada.

“O Pros é um partido novo, que nasceu em setembro. Hoje, trabalhamos para lançar candidatura própria a governador, com o deputado federal Miro Teixeira. Mas candidatura não é desejo, é viabilidade. Teremos até junho, no período das convenções, para avaliar”. Foi o que disse o deputado federal Hugo Leal, presidente estadual do Pros, que hoje esteve em Campos, em visita à prefeita Rosinha Garotinho (PR), acompanhado pelo vereador Albertinho, que teve confirmada sua pré-candidatura a deputado estadual confirmada pelo novo partido. Apesar do teste de viabilidade da candidatura própria, Hugo confirmou não ser impossível a composição do Pros com o deputado federal Anthony Garotinho (PR) para governador, que ainda não definiu vice e poderia ter, com Miro em sua chapa, uma maior penetração junto ao eleitor fluminense mais consciente, com o qual o político de Campos sempre teve maior rejeição:
— Trabalhei com Garotinho, quando ele foi governador, da mesma maneira que com a governadora Rosinha. Tenho o maior respeito pelos dois, além de ter com ele uma relação estreita enquanto colega da bancada fluminense na Câmara Federal. Em política, não existe o impossível, mas teremos este resto de março, mais abril e maio para avaliarmos melhor o cenário e todas as suas possibilidades. Garotinho é uma delas, mas temos também conversado com outros jogadores dessa partida que só começa para valer depois da Copa do Mundo. Hoje o nosso pensamento é candidatura própria de Miro Teixeira, mas como já disse, temos até junho para saber como o Pros entrará em campo. Por tudo que vemos hoje, apenas uma certeza: como num jogo de futebol, essa eleição para governador do Rio será disputada em dois tempos, em dois turnos.
Mesmo que o pros vingue a candidatura própria de Miro a governador, Hugo Leal também garantiu que seu vereador e pré-candidato a deputado a estadual em Campos terá liberdade para apoiar Garotinho na disputa ao Palácio Guanabara:
— Albertinho será nosso candidato à Assembleia Legislativa. Confirmei isso hoje com a prefeita Rosinha. Mas entendemos que, por ser um partido novo, o Pros tem que saber respeitar os conjuntos já compostos desde antes da sua formação. Mesmo que Miro concorra a governador, Albertinho terá total liberdade para honrar seus compromissos políticos já firmados com Garotinho. Até porque, como tudo indica que essa eleição a governador será mesmo em dois turnos, nada impede que no segundo, de uma maneira ou outra, estejamos todos juntos.
De que Campos viverá quando se esgotar o petróleo, e o dinheiro dos royalties delas advindo, na sua bacia marítima? Feita diversas vezes ao longo das últimas décadas, desde que o município passou a receber as indenizações da Petrobras hoje bilionárias, a pergunta terá uma tentativa de resposta, na sessão da Câmara de hoje, quando o vereador Marcão (PT) vai propor o Fundo de Reserva dos Royalties (FRR). Pelo projeto, o município de Campos passaria a aplicar 10% de tudo recebido em royalties e participação especial na produção de petróleo, para a criação do Fundo, que ficaria intocado e se multiplicando na geração de dividendos pelos 20 anos seguintes à sua criação. Findo este período, 50% do que o Fundo gerasse nos dividendos de cada ano seguinte, seria aplicado pelo Conselho de Administração dos Recursos, formado por três representantes da sociedade civil e três indicados pelo prefeito. Aprovado o FRR, seria aberta uma licitação entre as instituições financeiras. Venceria quem apresentasse mais segurança e dividendos ao dinheiro público aplicado, para render daqui a 20 anos.
O projeto foi elaborado por Marcão, que além de advogado é contador concursado do Instituto Federal Fluminense (IFF), a partir dos seus estudos de mestrado em Contabilidade e Controladoria Aplicada ao Setor Público, na Fundação Capixaba de Pesquisas (Fucape). O FRR toma por base o que é feito nos estados do Alasca (nos Estados Unidos) e de Alberta (no Canadá), visando aplicar um percentual do que é recebido em royalties na criação de um Fundo que gere com seus dividendos uma compensação que se perpetue, mesmo depois de esgotadas as jazidas de petróleo. Enquanto os canadenses destinam 30% dos seus royalties ao seu Fundo, contra 25% do que o Alasca retém para o repasse anual direto aos seus cidadãos, Marcão propôs à criação do FRR apenas 10% do que Campos recebe dos recursos do petróleo, por entender que aqui há mais demandas presentes do que nos EUA ou no Canadá. “Muito embora todos que vivem de petróleo, independente do grau de desenvolvimento do país, tenham que se preocupar com do que viverão as gerações futuras quando o petróleo acabar”, lembrou o vereador.
Independente do destino que seu projeto tiver na Câmara de Campos, na qual o rolo compressor da prefeita Rosinha Garotinho (PR) impediu a criação de uma Comissão de Aplicação do Royalties, inclusive a que foi proposta pelo vereador governista Albertinho (Pros), Marcão vai levar sua proposta da criação do Fundo para a discussão junto às universidades, sindicatos e instituições empresariais e industriais do município.
Quando e como as eleições de outubro próximo, sobretudo de governador, vão influenciar o equilíbrio de forças entre situação e oposição na Câmara de Campos, que hoje contabiliza 17 dos 21 vereadores na base de sustentação da prefeita Rosinha Garotinho (PR)? Há edis governistas descontentes com o tratamento inferior ao recebido por outros colegas da mesma bancada? O deputado federal Anthony Garotinho (PR), que comanda diretamente os vereadores da prefeita Rosinha (PR), vai mesmo confirmar sua pré-candidatura a governador? Concentrar atenções mais neste projeto estadual do que no plano municipal não abre mais espaço para mudanças no Legislativo Goitacá? Antes da sessão de hoje, esses e outros questionamentos foram feitos pelos vereadores oposicionistas Fred Machado (SDD), Rafael Diniz (PPS) e Marcão (PT).
Os três concordam com seu líder na bancada de oposição, vereador Nildo Cardoso (PMDB), que antes mesmo do pleito de outubro apostou aqui em deserções governistas, as quais disse estar esperando “de portas e janelas abertas”. Já para os edis governistas Paulo Hirano (PR) e Alexandre Tadeu (PRB), qualquer mudança de posição entre as bancadas legislativas de Campos só deve ocorrer depois, ou mesmo durante a disputa do pleito (confira aqui).
Abaixo, o que Fred, Rafael e Marcão projetam para o futuro próximo das bancadas da Câmara Municipal:

Como vereador da base da oposição concordo com o vereador Nildo Cardoso e endosso as suas palavras, onde diz que estaremos de braços abertos para receber apoio de vereadores da base da situação, desde que comunguem com nossas ideologias, que são nossos principais propósitos.Vejo hoje na Câmara alguns vereadores da base da situação carentes de um maior apoio do Executivo, em detrimento de outros que gozam de maior prestígio. Talvez este fato,ou seja, as vaidades pessoais, possam fazer que possamos estar recebendo aliados descontentes por sua fidelidade e compromissos assumidos em campanha, não estarem sendo valorizados e cumpridos pelo executivo. Finalizando, acho que já nas convenções partidárias, estaremos engordando a oposição com vereadores que se sentirem preteridos pelo seu líder maior.

Quanto à chegada de novos vereadores ao grupo de oposição, eu acredito que ela aconteça sim. Não sei precisar quando exatamente, muito menos se será apenas depois de outubro, pois a “campanha” para o Governo do Estado está apenas começando, e até lá muita coisa pode acontecer. De certo mesmo, na minha opinião, é que nossa bancada vai assim aumentar, pois não acredito na vitória do grupo do PR nas próximas eleições para governador, tampouco que essa candidatura realmente vingará, o que os enfraqueceria bastante. Já com relação a receber bem os novos colegas na oposição, posso afirmar que receberei com muita satisfação, pois estaremos fortalecendo cada vez mais o nosso grupo e ninguém faz política sozinho. Só que o grande problema dessa questão de oposição e situação não é quem ou quando mudará, mas os motivos e as razões que levam a formação das bancadas. Nessas horas no Brasil se discute tudo, menos ideologia.

Acredito muito na hipótese de termos efetivamente um aumento da bancada de oposição este ano, a única dúvida é o período em que irá ocorrer, o que posso afirmar é que tenho conversado sobre a conjuntura política com muitos vereadores da base rosa, que quase sempre demonstram algum descontentamento. O planejamento do deputado Garotinho em se tornar governador fez com que este se preocupasse em dar mais atenção às articulações políticas fora de casa, pois acredita que não precisa agradar mais ninguém aqui, o que está gerando esta insatisfação ao ponto de vários vereadores apoiarem outros candidatos que não estarão na base garotista. Está valendo o pensamento de Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha e ela esta de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.
Como a jornalista Jane Nunes pediu a divulgação e o pedido dela, neste blog, é quase uma ordem, segue abaixo o texto da Secom anunciando a abertura das inscrições para a 1ª Conferência Municipal de Proteção e Defesa Civil, nos próximos dias 12 e 13, anunciada aqui desde o último dia 6:
As inscrições para a 1ª Conferência Municipal de Proteção e Defesa Civil já podem ser feitas no Portal da Prefeitura Municipal de Campos .Qualquer pessoa maior de 16 anos poderá se inscrever como representante da sociedade civil, além dos representantes dos seguintes seguimentos: governo, comunidade científica, conselhos de políticas públicas e conselhos profissionais.
A 1ª Conferência Municipal de Proteção e Defesa Civil do município de Campos dos Goytacazes, com o tema: “Proteção e Defesa Civil: novos paradigmas para o Sistema Nacional” será realizada nos dias 12 e 13 próximos, no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Às 17 horas do dia 12 será iniciado o credenciamento. Às 18h está prevista a solenidade de abertura.
Em seguida serão ministradas duas palestras. A primeira, sobre a “Campanha Cidades Resilientes” será proferida pelo Coronel Bombeiro Militar Paulichi Junior-Coronel, comandante do Comandante de Bombeiros de Área Norte/Noroeste e a segunda, pelo major Bombeiro Militar Edison Pessanha Braga, subsecretário municipal de Defesa Civil, que fará uma apresentação sobre a Defesa Civil Municipal local.
No segundo dia, os trabalhos serão iniciados às 9h e contarão com palestras sobre os quatro eixos temáticos da Conferência que serão ministradas por professores da Universidade Estadual Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e da Universidade Federal Fluminense (UFF). Os delegados e ouvintes terão acesso a todas as palestras, independente dos eixos em que tiverem inscritos. – I Eixo – Gestão integrada de riscos e resposta a desastres; II Eixo – Integração de Política Pública relacionada à Proteção e à Defesa Civil; – III Eixo – Gestão do Conhecimento em Proteção e Defesa Civil; IV Eixo – Mobilização e promoção de uma cultura de Proteção e Defesa Civil na busca de Cidades Resilientes.
Orientações por eixos temáticos aqui:
Clique aqui e faça sua inscrição online:
Como asseverou aqui o jornalista Vitor Menezes, felizmente há ainda quem se “recusa em acreditar que não é possível ter uma vida cultural em uma cidade com cerca de 500 mil almas”. Um dos que mais creem e trabalham neste sentido é o diretor teatral Fernando Rossi, administrador do Teatro do Sesi em Campos, que tem se convertido uma ilha de resistência dentro do oceano de pão e circo espraiado no governo Rosinha, desde que a cultura pública goitacá passou a ser centralizada sob os ditames pouco transparentes da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL). Para quem acha que a alternativa ainda é possível, vale a pena conferir abaixo o que Sesi-Campos programou para este mês de março:

Líder da oposição na Câmara de Campos, além de pré-candidato a deputado federal, embora Nildo Cardoso (PMDB) aposte em deserções na bancada da prefeita Rosinha Garotinho (PR), as quais estaria de “braços abertos” para receber, como afirmou em entrevista recente (aqui), elas não devem acontecer antes do pleito de outubro. Pelo menos, esta é a expectativa tanto do líder governista no Legislativo goitacá, Paulo Hirano (PR), quanto do seu colega de bancada Alexandre Tadeu. Partido deste e do também do vereador Dayvison Miranda, embora apoie Rosinha em Campos, o PRB tem pré-candidatura própria e eleitoralmente forte à sucessão do governador Sérgio Cabral (PMDB), com o senador Marcelo Crivella, considerada uma das mais danosas à pretensão do deputado federal Anthony Garotinho de voltar ao Palácio Guanabara, pela divisão que causaria no eleitorado evangélico.
Hirano, que também é pré-candidato a deputado estadual, demonstra convicção de que a atual divisão na Câmara Municipal, com quatro na oposição contra 17 governistas, vá se manter até o resultado da próxima eleição. Muito embora endosse o raciocínio do líder de Rosinha, Tadeu abre uma ressalva: caso Garotinho e Crivella cheguem ao segundo turno da eleição a governador, pela polarização inevitável, mesmo antes da definição do pleito, a aliança do PRB em Campos com a prefeita teria que, no mínimo, passar por uma releitura. “Aí seria disputa de pênaltis, onde a tática pode não ser a mesma do jogo”, comparou o vereador e pré-candidato certo a deputado em outubro, embora ainda indefinido entre federal ou estadual.
“Na política, não apenas Nildo ou a oposição de Campos, todos estão de braços abertos para os apoios. Mas não acredito em nenhum tipo de migração na base da prefeita Rosinha. Até o PRB, que tudo indica lançará candidato próprio a governador, com Crivella, se mantém no apoio ao governo em Campos. Há também vereadores de partidos que também não apoiarão Garotinho para governador, mas que pessoalmente caminharão com ele na campanha. É o caso de José Carlos (PSDC), Genásio (PSC) e Thiago Virgílio (PTC), que já assumiram em plenário seus compromissos com o projeto de Garotinho. Tenho muita tranquilidade de que isso não muda até outubro. Depois disso, lógico, as urnas estaduais e federais podem desenhar um novo cenário, que possibilite tanto o crescimento da oposição, quanto da situação na Câmara de Campos”, avaliou Hirano.
“Estive há cerca de 15 dias com o senador Crivella, no Rio, e ouvi dele com muita segurança: ‘Não serei vice de ninguém. Serei candidato a governador, independente de alianças com outros partidos. E vou ganhar a eleição!’ Como se vê, Crivella é candidatíssimo, mesmo que isso por enquanto não interfira na aliança do PRB com o governo Rosinha em Campos. Até o primeiro turno, a tendência é manter esse acordo local, independente da disputa a governador. Mas política muda muito. Hoje, nas pesquisas, Garotinho está em primeiro e Crivella, em segundo. Não creio em nenhuma mudança no arranjo municpal até o primeiro turno. Mas lógico que se os dois disputarem segundo, essa aliança municipal precisaria, no mínimo, passar por uma releitura”, advertiu Tadeu.
Aqui, no blog de Cláudio Andrade, foi reproduzido um trecho do programa do deputado estadual Roberto Henriques (PSD) na rádio Continental, no qual ele cobrou o compromisso que teria sido assumido, mas não cumprido pela presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, no sentido de receber artistas de Campos com críticas ao sistema de privilégios na contratação de shows pelo município, numa política que tem sido alvo de muitas críticas, que podem ser conferidas aqui em resumo, no blog “Eu penso que”, do jornalista Ricardo André Vasconcelos. Com a devida licença do Cláudio, assessor parlamentar do Roberto, o blog reproduz abaixo o vídeo…