Candidato à Alerj por um PT que aprenda com as ruas

Embora “acusado” por alguns pragmáticos como inocente politicamente, por não estar disposto a adotar políticas clientelistas para se eleger, pelo menos naquilo que o PT de Campos projeta para tentar fazer pela primeira vez um deputado estadual, em 2014, o professor Alexandre Lourenço parece ser o mais realista dos três pré-candidatos locais: nem ele, nem a ex-vereadora Odisséia Carvalho, nem o vereador Marcão, devem desistir de lançar seus nomes à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Acerca da entrada de Marcão na disputa, diferente de Odisséia, Alexandre disse já estar ciente antes do seu anúncio na imprensa, assim como não se furtou em analisar o desempenho do vereador petista, que julgou estar atuando dentro do esperado para um parlamentar de oposição. Acompanhante assíduo do movimento “Cabruncos Livres”, o professor acredita que não apenas ele, como Campos e o próprio PT, têm muito a aprender com as manifestações de rua que ganharam o Brasil, composto em sua maioria por jovens estudantes.

Foto de Mariana Ricci - Folha da Manhã
Foto de Mariana Ricci - Folha da Manhã

Folha da Manhã – A ex-vereadora Odisséia Carvalho disse que, numa conversa pessoal, vocês dois partilharam a intenção comum de concorrer à Alerj. O papo não serviu para que um abrisse mão para apoiar o outro?

Alexandre Lourenço – Conversamos um pouco, ela falou que estava pensando em ser candidata e eu falei da reunião que tive com o deputado federal Alessandro Molon, que é o líder do grupo político do qual faço parte, e que estava muito animado para disputar a vaga. E a ex-vereadora me incentivou.

Folha – Odisséia também disse que soube pela imprensa do projeto do vereador Marcão de também concorrer à Alerj. E você, como soube e como recebeu essa terceira pré-candidatura a deputado estadual do PT de Campos?

Alexandre – O vereador Marcão me disse que estava pensando e que havia grande chance de ser pré-candidato. Não fiquei surpreso.

Folha – Falando objetivamente, vê a possibilidade de desistir da sua pré-candidatura para apoiar Odisséia ou Marcão, ou que um deles venha a desistir para apoiá-lo?

Alexandre – Não penso em desistir, estou muito animado, sou pré-candidato de oposição ao governo Sérgio Cabral (PMDB, aliado do governo federal do PT), com o apoio do Alessandro Molon, que é considerado um dos mais competentes e respeitados políticos na atualidade. Recentemente, ele foi escolhido pelos jornalistas que cobrem o Congresso como o melhor deputado do PT e um dos cinco melhores do Brasil, além de ser o petista mais votado no Estado do Rio. Acho improvável que Marcão e Odisséia desistam.

Folha – Levando-se em consideração os votos que cada um dos três teve na última eleição a vereador, Marcão sai na vantagem e você na ponta oposta? Considera-se o “azarão” nessa disputa?

Alexandre – Não. No ano passado, disputei minha primeira eleição, uma candidatura de oposição, defendendo a valorização da educação pública e a ética na política. Fiz uma campanha baseada em ideais, inspirada nas mais românticas candidaturas de esquerda, com poucos recursos e, mesmo assim, foi bonita e vitoriosa, já que fiquei em quarto lugar na coligação, tendo sido diplomado como terceiro suplente, na frente de mais de 500 candidatos, dentre ex-prefeito, ex-deputado e secretários municipais. Tenho 27 anos e nunca usufruí de cargo, nem apadrinhamento político, e, mesmo assim, meu nome aparece nas pesquisas. O fato de atuar como professor concursado da Faetec, em Volta Redonda, e na prefeitura de São João da Barra, além de ter trabalhado na Prefeitura de Rio das Ostras, na Seeduc e no Cederj, em Bom Jesus, só favorece a minha pré-candidatura. Posso considerar que tenho potencial de crescimento.

Folha – Quem o conhece pessoal e/ou politicamente, sabe da sua intransigência na defesa da ética. Este discurso, no PT pós-Mensalão, não soa deslocado? Por quê?

Alexandre – Sou muito otimista e penso que, depois das grandes manifestações ocorridas no país, o Partido dos Trabalhadores pode voltar às suas origens, se aproximar dos movimentos sociais, ouvir as vozes das ruas, se distanciar do fisiologismo, das negociatas, dos acordos espúrios e dos partidos de aluguel. Ética na vida pública é fundamental e tem tudo a ver com o momento de transição que estamos passando. Defendo o fim da aliança com o PMDB, sempre fui contra, sou oposição ao governo do Sérgio Cabral.

Folha – Você tem acompanhado de perto a atuação dos “Cabruncos Livres”. Marcão já propôs a principal pauta deles, o Orçamento Participativo, na Câmara. Qual sua opinião sobre o movimento e a atuação do vereador petista?

Alexandre – Tenho carinho e respeito enormes pelo movimento “Cabruncos Livres”. Foi uma das coisas mais bonitas que aconteceu em Campos ultimamente. Participei das reuniões e dos atos, tudo bem democrático. Foi muito emocionante ver milhares de jovens nas ruas da minha cidade. E, principalmente, foi um movimento espontâneo, feito por jovens insatisfeitos com o governo municipal, que estão cansados de populismo barato e querem mais transparência e ética. Considero as pautas do movimento fundamentais para o desenvolvimento e melhoria da educação pública, que é a pior do Estado. Com o orçamento bilionário que temos, não podemos aceitar esta vergonha! O vereador tem desempenhado o papel que esperamos de um oposicionista.

Folha – Se o PT de Campos insistir mesmo nas três candidaturas à Alerj, não estará correndo o risco de repetir a sina de nunca ter eleito um deputado estadual?

Alexandre – Acho que a minha pré-candidatura é necessária. Quero ser a opção progressista dos insatisfeitos, dos estudantes, dos professores, para combater o bom combate e praticar a boa política, pois já temos muitos jovens com pensamentos e atitudes reacionárias exercendo a “velha política”. O partido pode fazer um representante, sim, mesmo com mais de uma candidatura. Nada deve parecer impossível de mudar!

Publicado hoje na edição impressa da Folha.

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Pelo PT de Campos, Odisséia quer aumentar bancada feminina na Alerj

Sua cessão da Prefeitura de Campos à assessoria parlamentar do senador, e pré-candidato a governador, Lindbergh Farias (PT), é só uma questão burocrática. Foi o que garantiu a ex-vereadora e professora Odisséia Carvalho, que não tem planos para desistir da sua própria pré-candidatura à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), uma das três que ostenta o PT de Campos, que nunca conseguiu eleger nenhum deputado estadual. Sobre os dois outros pré-candidatos petistas à Alerj, ela disse que trocou com o também professor Alexandre Lourenço, numa conversa, seus planos mútuos de se lançarem; enquanto sobre o vereador Marcão, cujo mandato declinou de analisar, disse que só soube dos seus planos para 2014 pela imprensa.

Foto de Mariana Ricci - Folha da Manhã
Foto de Mariana Ricci - Folha da Manhã

Folha da Manhã – Como reagiu ao cancelamento, por parte da Prefeitura de Campos, à sua cessão ao senador e pré-candidato a governador Lindbergh Farias?

Odisséia Carvalho – Essa questão é meramente burocrática e envolve prazos. Foi enviado no início deste ano, ao Governo de Estado e a Prefeitura de Campos dos Goytacazes, o pedido de cessão das minhas matrículas para ocupar o cargo de assistente parlamentar do senador Lindbergh Farias,o que não foi respondido em tempo hábil. A cessão do município saiu no DO de 21 de maio, e a do Estado tinha sido enviada para publicação,o que infelizmente não foi possível, pois minha nomeação no Senado ocorreu no dia 15 de abril e tinha apenas um mês para tomar posse. Atualmente, o Senado se encontra em recesso e será enviado um outro ofício solicitando minha cessão a ambos os órgãos, no qual espero ser atendida. É bom lembrar que a cessão é com ônus para o Senado e não onera os cofres públicos municipais, além de existir vários casos no município de Campos de profissionais com matrículas e cedidos  à Prefeitura, como o professor Suledil (Estado) e Fábio Ribeiro (Fenorte).

Folha – E quanto ao lançamento da pré-candidatura do vereador Marcão à Alerj, depois que você e o também professor Alexandre Lourenço já tinham posto seus nomes à mesma disputa?

Odisséia – O professor Alexandre Lourenço foi à minha residência e manifestou o desejo de se candidatar, quando coloquei que também é o nosso desejo de ocupar uma vaga na Alerj, o que fizemos formalmente na reunião do diretório do partido.No caso de Marcão, ele informou que realizou uma reunião com seu grupo político e soubemos pela imprensa  do seu interesse de se candidatar-se à Alerj, o que é legítimo e importante para o PT.

Folha – Há a possibilidade de você retirar sua pré-candidatura para apoiar Marcão ou Alexandre? Ou vai buscar com que um deles, ou ambos, se retirem da disputa para apoiá-la?

Odisséia – O PT é democrático e é necessário ampliar nossa bancada na Alerj. Em 2010, fizemos uma aliança e temos hoje cinco deputados e duas deputadas  do PT. Nessa eleição, teremos candidatura própria, com o pré-candidato Lindbergh Farias ao Governo do Estado e vamos aumentar nossa nominata e legenda. Nossa candidatura será mantida, sabemos que apoio sempre é importante e respeito a decisão dos companheiros, se desejarem manter suas candidaturas.

Folha – Como primeira suplente do PT como vereadora, se Marcão se elegesse deputado estadual, seu regresso à Câmara Municipal não seria uma possibilidade também interessante?

Odisséia – A representação do PT em todas as instâncias é importantíssima. Na reforma do estatuto do partido, ocorrida no  4º Congresso Nacional do PT, foi garantida a paridade, prevendo participação feminina de 50% na composição das nominatas. Não é natural que 52% da população brasileira seja mulheres  e apenas 9% ocupem as cadeiras no Congresso. Na Alerj, dos 70 deputados, apenas 12 são mulheres. Vamos  aumentar nossa bancada feminina do PT.

Folha – Qual sua avaliação da atuação de Marcão no mandato que já foi seu no Legislativo goitacá?

Odisséia – Na nossa concepção partidária, não existe mandato do vereador, mas do partido, baseado no nosso estatuto e princípios construídos ao longo de 33 anos de existência do PT. Cada legislador tem o seu perfil, sou oriunda dos movimentos sociais, filiada ao PT desde 1986.

Folha – Se insistir em três candidaturas locais à Alerj, o PT de Campos não corre o risco de cumprir mais uma vez a sina de nunca ter feito um deputado estadual?

Odisséia – Precisamos seguir com coragem e determinação, com representações do PT na região. Makhoul é pré-candidato a deputado federal e eu, Odisséia Carvalho, sou pré-candidata a deputada estadual. Estamos trabalhando e buscando apoios na região.

Publicado hoje na edição impressa da Folha.

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“E que justiça a resguarda?… Bastarda”

Já disse e escrevi, mais de uma vez, que considero o professor Adriano Moura o melhor entre nós, poetas de Campos vivos. Menos vezes, embora merecesse ainda mais, reafirmei outra opinião meramente pessoal: o advogado Gregório de Matos Guerra (1636/95), o “Boca do Inferno”, para mim, é o maior talento que já viveu na poesia brasileira. Assim, no diálogo entre os dois vates, aqueles que vaticinam, que veem antes, estabelecido aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, abro minha lida blogueira na tentativa de aquecer esta manhã fria de sexta-feira…

Gregório de Matos
Gregório de Matos

Trechos de um poema de Gregório de Matos, escrito no século XVII. Qualquer semelhança com a “República do Chuvisco”, não será mera coincidência:

Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem faz os círios mesquinhos?… Meirinhos.
Quem faz as farinhas tardas?… Guardas.
Quem as tem nos aposentos?… Sargentos.

E que justiça a resguarda?… Bastarda.
É grátis distribuída?… Vendida.
Que tem, que a todos assusta?… Injusta.

O açúcar já acabou?… Baixou.
E o dinheiro se extinguiu?… Subiu.
Logo já convalesceu?… Morreu.

A Câmara não acode?… Não pode.
Pois não tem todo o poder?… Não quer.
É que o Governo a convence?… Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.

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Marcão busca vaga na Alerj e Orçamento Participativo na Câmara

Anunciada publicamente pelo jornalista e blogueiro Gustavo Matheus (aqui), a pré-candidatura do vereador Marcão à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nas eleições do ano que vem, é mesmo uma certeza do petista e do seu grupo político. Ainda assim, ele confirma que buscará, até o último momento, o entendimento com os dois outros nomes do PT de Campos que já tinham se lançado antes a deputado estadual: os professores Odisséia Carvalho (ex-vereadora e suplente de Marcão na Câmara) e Alexandre Lourenço. Sem descuidar do seu mandato de vereador, que admite ser a base do seu lançamento à Alerj, Marcão já tem definido seu objetivo assim que terminar o recesso do Legislativo goitacá: brigar pelo Orçamento Participativo no município de Campos, pauta lançada das ruas pelo movimento “Cabruncos Livres”.

Foto de Edu Prudêncio
Foto de Edu Prudêncio

Folha da Manhã – Por que se colocar agora como pré-candidato à Alerj, depois que Odisséia Carvalho e Alexandre Lourenço já haviam posto seus nomes?

Marcão – No início do mês, tomei conhecimento de uma pesquisa feita para Alerj em nosso município, onde o nome do vereador Marcão aparece com 5,33% de intenções de voto para deputado estadual, aparecendo nas intenções de voto tanto na pesquisa estimulada, quanto na espontânea, sem que em nenhum momento eu tivesse dito que seria pré-candidato à Alerj. A partir daí fizemos uma reunião com nosso grupo político e ficou decidido que este seria o momento de optar pela pré-candidatura.

Folha – Conversou com algum dos dois antes? Tem esperança que algum deles abandone a pré-candidatura própria e abrace a sua?

Marcão – Havia tido conversas informais com os dois companheiros, dando conta de que havia recebido um convite da direção estadual do PT, desde o mês de abril, para ser pré-candidato, e que existia, sim, essa possibilidade. Esperança, como diz o ditado popular, é a última que morre. Eu alimento, sim, a esperança de que consiga unificar os companheiros em torno da nossa candidatura, até pelo fato de que caso esse projeto tenha a aprovação das urnas, no caso da companheira Odisséia, ela poderá assumir o mandato na Câmara Municipal, já que é a primeira suplente no PT. E tenho pensado em algumas propostas de diálogo para serem apresentadas ao companheiro Alexandre.

Folha – E você abrir mão da sua pré-candidatura para apoiar um dos dois? Há também essa possibilidade recíproca? Qual deles teria sua preferência? Por quê?

Marcão – Na política temos que estar a todo instante dialogando e buscando a meu ver o estabelecimento de uma relação mutuamente consentida e respeitosa. É isso que procuro fazer em minhas ações. Não penso em abrir mão de minha pré-candidatura, tenho ótimo relacionamento com os dois, portanto não há preferência.

Folha – O fato de você sair de um mandato de vereador bastante atuante na oposição o coloca em vantagem sobre os outros dois?

Marcão – Acredito que a visibilidade de um mandato bem desempenhado ajuda na projeção do político, estou totalmente focado em nosso mandato na Câmara. Temos vários projetos sendo concluídos para colocá-los à apreciação da Câmara, no segundo semestre, inclusive um que já está tramitando e diz respeito à pauta que vem das ruas, se refere ao Orçamento Participativo (aqui). Vamos continuar trabalhando muito em busca de mais transparência e controle social. A possível vantagem, se existe, é fruto deste trabalho que estamos desempenhando.

Folha – Quantos votos acha que um candidato do PT à Alerj precisaria fazer para assegurar sua eleição? Quantos pretende ter?

Marcão – Aluysio, além de advogado, eu também sou contador e adoro trabalhar com estas previsões estatísticas eleitorais. No PT, na última eleição, foram necessários exatos 28.798 votos para conquista da vaga, porém não tínhamos candidatura própria para o governo do Estado. Agora, com a pré-candidatura do senador Lindbergh a governador, isso possibilitará que possamos fazer mais deputados federais e estaduais. Estimo que para essa eleição à Alerj, em 2014, quem tiver no PT acima de 20 mil votos, passa a ter muita chance na conquista da vaga.

Folha – Se nenhum dos três desistir, o PT de Campos, mais uma vez, não se arriscará a cumprir sua sina de nunca ter eleito ninguém à Alerj?

Marcão – Espero que esta sina efetivamente não ocorra, e que possamos entrar em entendimento e buscando o fortalecimento do partido, possamos de forma inédita eleger no mínimo um representante para nossa região.

Publicado hoje na edição impressa da Folha.

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“Grande Irmão” rege a dança das cadeiras no paredão rosa

Big Brother rosa

Por rafaelvargas, em 24-07-2013 – 10h37

Momentos de tensão, falsas expectativas, intrigas, reviravoltas e quedas de braço marcaram a dança das cadeiras na Prefeitura de Campos.  Como muitos secretários estavam interinamente em seus cargos, o grupo viveu uma espécie de Big Brother Rosa. Após um “paredão” disputado, alguns nomes foram eliminados. Outros ficaram pendurados e interinos.

Porém, com padrinhos fortes dentro da “casa”, alguns deles conseguiram permanecer no jogo. O detalhe é que, mesmo que já tenham sido confirmados, muitos secretários continuam balançando e estão sendo acompanhados – de perto – pela direção da atração pelo big fone.

Neste grande reality show da Prefeitura, os únicos participantes tranquilos são aqueles que foram imunizados pelo “Grande Irmão” ou pelo colar rosa do anjo. De resto, todo mundo querendo demais e ninguém querendo de menos.

Até a eleição de 2016, quando o grupo vai indicar o novo líder da “casa”, tudo indica que o embate entre os aliados vai ficar cada vez mais emocionante.

Emocionante como todo show deveria ser.

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Denúncias de manipulação e ilegalidades na Conferência de Cultura

Aqui, no grupo de discussão “Nelson Censurado”, criado na democracia irrefreável das redes sociais em protesto à condução da política cultural de Campos, a estilista Lívia Amorim denunciou manipulação, arbitrariedades e ilegalidades que teriam sido praticadas pelo poder público municipal na Conferência de Cultura do Município, realizado no último sábado, dia 20. Por extremamente graves, o blog pede a licença devida a Lívia, que acompanhou pessoalmente a Conferência, para reproduzir abaixo seus questionamentos…

III Conferência Municipal de Cultura, realizada no último sábado, no Museu Histórico de Campos (foto de Helen Souza)
III Conferência Municipal de Cultura, realizada no último sábado, no Museu Histórico de Campos (foto de Helen Souza)
Lívia Amorim, estilista
Lívia Amorim, estilista

Dia 20 de julho, último sábado a Prefeitura Municipal de Campos realizou no Museu Histórico de Campos dos Goytacazes, em cumprimento a portaria 33, de 16 de abril de 2013 do Ministério da Cultura a etapa Municipal de seleção dos delegados para as Conferências Regional e Nacional de Cultura. E o que se viu por lá foi uma seção de atos arbitrários que devem ser contestados de forma incisiva por todos nós tamanha gravidade, descaso e desacato a classe artística e movimentos culturais do Município.
A Conferência Municipal de Cultura em Campos dos Goytacazes:
1- O representante do Ministério da Cultura, Sr. Professor Flavio Aniceto não compareceu ao evento conforme constava na programação do evento no Diário Oficial. Sequer ligou ou comunicou formalmente sua ausência;
2- A Presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Sra. Patrícia Cordeiro, não compareceu ao evento; Sua equipe não justificou a sua ausência;
3- A Secretária Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer não compareceu ao evento. A equipe não justificou a ausência da mesma;
4- A maioria dos inscritos não comprovou vínculo documental com as instituições que representavam. Não enviaram ofícios de comprovação.
5- As inscrições encerraram-se as 8h30m do dia 20/07 conforme consta no Diário Oficial, mas houveram inscritos após este horário;
6- Representantes do poder público, que também atuam como representantes do ONGs e Institutos, Grupos de Teatro, Associações Culturais inscreveram-se como representantes da Sociedade Civil negando suas participações no governo. Prática comum no Conselho de Cultura também;
7- O Grupo ORI, inscrito como sociedade civil é um Projeto Governamental da Fundação Zumbi dos Palmares; e isto é do conhecimento de toda classe artística local;
8- Menores de idade, representantes do projeto Municipal ORI, participaram como representantes da sociedade civil e votaram sem documentação de RG ou CPF. Os alunos não possuem sequer documentos.
9- O Funcionário Público Municipal Rossini Reis, eleito como delegado para representar a sociedade civil na Conferencia Estadual é funcionário do Museu Histórico de Campos e inscreveu-se como representante da sociedade civil. Na conferência inclusive, ele trabalhava como um dos organizadores do evento com a equipe do Museu. Como negar seu vínculo público?
10- O representante do Grupo ORI, Josimarson Ramos da Silva, eleito como delegado para representar a sociedade civil na Conferencia estadual Inscreveu-se como representante da sociedade civil, sendo que este representava um Projeto Público criado e mantido pela Fundação Zumbi dos Palmares. Sugiro que se verifique a idade do representante, pois até o final deste não havia sido encontrada.

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Lembranças de uma Campos com menos dinheiro e mais cultura

No rastro dos protestos contra a política cultural do município de Campos, pertinentes as memórias vivas do poeta e ator Artur Gomes, e seu “espião” e alter ego Federico Baudelaire, relembradas aqui,  na democracia irrefreável das redes sociais, de um tempo de menos dinheiro, ainda sem os royalties do petróleo, e mais cultura de fato jorrando da terra…

Artur Gomes, poeta e ator
Artur Gomes, poeta e ator

Um pouco da história de governos Garotinho

O hoje doutor em antropologia Jorge Pessanha Santiago é uma grande testemunha de quando Federico Baudelaire, em janeiro de 1989, a pedido do prefeito recém eleito, derrubou a porta da casa de veraneio de Zezé Barbosa, no Farol, e a transformou em Casa de Cultura, que infelizmente como Casa de Cultura, durou apenas aquele verão. Quem quiser o depoimento do Santiago, vai ter que ir a Lion, na França, onde ele hoje chefia um Departamento. Mas em Campos ex-dos Goytacazes, tem outra testemunha histórica do fato: Alberto Ferreira Freitas, ex-Diretor da Cada de Cultura José Cândido de Carvalho, em Goytacazes.


Vale lembrar que esse pedido, foi feito ainda no final de 1988, no Studio 52, que funcionava nos altos da antiga Adega 52, na Praça São Salvador, onde Federico era um dos integrantes do projeto de psicanálise popular: Um Divã Em Cada Esquina, juntamente com o arquiteto Mário Sérgio Cardoso, o publicitário Genilson Soares, o fotógrafo Oscar Wagner, o pintor Nilson Siqueira, e posteriormente o também publicitário Sérgio Provisano, além do jornalista Fernando Leite.

89 foi sem dúvida o verão mais memorável do Farol, Campos ex-dos Goytacazes ainda não recebia royalties do petróleo. A grande atração da praia foi um circo emprestado ao prefeito pela Folha da Manhã, e o único grande show do verão foi um memorável show de Moraes Moreira no Campo de Futebol de Areia, e o resto da agitação cultural era produzida na Casa com cinema, artes plásticas, música e poesia, na marra, sem grana, e nós os produtores culturais alimentados com batata e sardinha, que conseguimos da merenda escolar, pois dinheiro para almoço e janta não havia.

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Em crise, PT ataca Lula e busca Lula

SOS Lula
O ex-presidente Lula está sendo estimulado por petistas graúdos a intervir no PT . Estes consideram que o partido perdeu o rumo diante dos protestos recentes. Avaliam que os petistas estão com medo de enfrentar as próximas eleições e procuram um salvador da pátria. Lula tem feito reuniões, mas reclama que muitas versões dessas conversas distorcem suas posições.

PT sofre crise de confiança
Os segmentos esquerdistas do PT , e até mesmo alguns moderados, estão fazendo uma dura crítica ao ex-presidente Lula. Aturdidos pelas recentes mobilizações, eles não o acusam diretamente , mas atacam sua política de alianças e a responsabilizam pelas mazelas dos governos petistas. Esses petistas querem romper o que chamam de “institucionalidade conservadora” . A confusão é tanta que, mesmo criticando a política de alianças que sustentou o governo Lula, principalmente na crise do mensalão, pregam o “Volta, Lula ”. Esses petistas acreditam que, mesmo sem maioria no Congresso e na sociedade, o PT deveria mandar os aliados às favas e governar só.

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Encerrado em si

Em sua coluna de ontem, o jornalista Paulo Renato Porto pretendeu responder ao artigo publicado na edição da Folha do último domingo, assinado por um dos titulares desta coluna. À exceção do que já foi dito no artigo dominical, intitulado “Sem você, nada irá mudar”, que pode ser lido e/ou relido no blog “Opiniões” (aqui), hospedado na Folha Online, pouco ou nada resta a ser dito.

No último dia 10, o jornalista Artur Xexéo publicou (aqui) em sua coluna, em O Globo, a denúncia de censura à peça “Bonitinha, mas Ordinária”, de Nelson Rodrigues, no Trianon, por supostos motivos de ordem religiosa da prefeita Rosinha. E na própria nota Xexéo atribuiu a fonte da informação ao ator Rodrigo Vahia, do grupo teatral carioca “Oito de Paus”, que encenaria a peça no teatro de Campos, em 10 de agosto.

Ao reproduzir quem depois atribuiu em rádio a passagem da nota ao Xexéo a um jornalista de Campos, Paulo Renato, enquanto também jornalista de Campos, ou não se deu ao trabalho de checar a informação original, publicada na contracapa do Segundo Caderno, de O Globo; ou se leu, o que é ainda pior, não se importou. Mas, em qualquer dos casos, tem, portanto, responsabilidade na “barriga” (notícia equivocada no jargão jornalístico) que se prestou a reproduzir.

Está certo Paulo, entretanto, ao afirmar: “Quando o jornalista se preocupa em ser notícia é porque o jornalismo vai mesmo muito mal”. E vai de mal a pior quando um jornalista reproduz uma “barriga” que tem como alvo outro jornalista, ou porque não se preocupou em checar antes os fatos, ou porque optou por ignorá-los. Como qualquer jornalista e leitor pode constatar por conta própria, trata-se de fato encerrado em si.

Publicado na edição da coluna Ponto Final de hoje, na Folha da Manhã.


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