Cultura pede passagem no novo blog da Folha: ArteFatos, da Lívia Nunes

Desde ontem, a Folha Online conta com um blog novo em sua ágora virtual: o ArteFatos, da jornalista Lívia Nunes, nossa editora da Folha Dois. Do que pretende nesse novo espaço, deixemos que ela fale em voz própria…

Vamos conversar, papear, prosear

Por Lívia Nunes, em 26-06-2013 – 16h40

Estreio o novo canal de comunicação onde esta jovem jornalista pretende comentar e divulgar os eventos e movimentos artísticos que acontecem (ou não acontecem), principalmente, em Campos. Por aqui também vão aparecer muitas opiniões sobre cinema, literatura, música — tudo que faz parte da minha listinha pessoal de interesses. Vamos navegar e desbravar mais este espaço.

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Em todo resto do Brasil, Anthony é a favor dos protestos de rua

O Brasil volta às ruas hoje para mais protestos

Por Anthony Matheus, em 27-06-2013 – 10h55


Como podem ver estão programadas hoje manifestações em 18 cidades, entre elas, Rio de Janeiro, Rio das Ostras e Teresópolis, nesta última a revolta do povo contra Cabral e Pezão pelo desvio das verbas emergenciais é muito grande. E muita gente vai protestar contra a Globo, que é lobo, agora vestindo pele de cordeiro, para tentar enganar mais uma vez os brasileiros.

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Poucas palavras do muito que não é reflexo

O problema de se passar algum tempo sem ler o Ricardo André Vasconcelos é perder coisa boa, dita sempre com precisão, coragem e poucas palavras. É um dos que levam adiante o estilo elevado ao seu nível mais alto pelo escritor e jornalista estadunidense Ernest Hemingway (1899/1961). Abaixo, com Caetano Veloso e a Grécia Clássica em diálogo lacônico, adjetivo derivado da região da Lacônia, onde habitavam os espartanos, criados desde crianças para usarem sempre poucas, mas contundentes palavras, o jornalista e blogueiro revela o “aiatolá-chefe” da planície goitacá, que em muito tem a ver com o “rei dos reis” persa que 300 espartanos deram a vida para depois derrotar, num espírito de coragem presente nas ruas de todo o Brasil, incluindo a Campos dos “Cabruncos Livres”…

Caetano explica…

Por Ricardo André, em 25-06-2013 – 22h45

Traumatizados por serem excluídos e, mais que isso, alvo dos Cabruncos Livres nas duas passeatas promovidas em Campos, os seguidores da seita garotista não descansam enquanto não implodirem o movimento. Eles não sabem lidar com rejeição, odeiam concorrência e vão repetir ad nauseam a catilinária do aitolá-chefe nas redes sociais e microfones amigos.

É como diz Caetano na clássica “Sampa”: “…é que Narciso acha feio o que não é espelho”.

 Narciso, óleo sobre tela de Caravaggio, está na Galleria Nazionale d´Arte, Roma
Narciso, óleo sobre tela de Caravaggio, está na Galleria Nazionale d´Arte, Roma

Sobre a origem mitológica de Narciso e o narcisismo derivado veja aqui.

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Hemingway e Fitzgerald — Da literatura ao cinema, do peixe às asas da borboleta

Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald
Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald

Ernest Hemingway (1899/1961) e F. Scott Ftizgerald (1896/1940) foram os dois maiores nomes da prosa no modernismo dos EUA, ambos auto-exilados durante a Lei Seca em seu país (1920/33), junto a outros conterrâneos, como os poetas Erza Pound (1885/1972) e T. S. Elliot (1888/1965), na internacional “Geração Perdida”, que reunia também gente como o pintor espanhol Pablo Picasso (1881/1973), ou o prosista irlandês James Joyce (1882/1941), na Paris dos “Loucos Anos 20” do século passado. Melhor descrição destes tempo e espaço de revolução nas artes, regados com excessos de vida e álcool, no hiato entre as duas Guerras Mundiais (1914/18 e 1939/45) e um pouco antes da crise mundial do capitalismo a partir de 1929, em seu biográfico “Paris é uma festa”, nunca concluído em vida e só publicado após sua morte, Hemingway assim descreve Fitzgerald:

Foto de Paola D’Angelo

“Seu talento era tão espontâneo quanto o desenho que o pó faz nas asas de uma borboleta. Houve uma época em que ele tinha tanta consciência disso quanto a borboleta, não ligando para o fato de que seu talento podia apagar-se ou desaparecer de todo. Mais tarde começou a preocupar-se com as asas feridas e sua estrutura. Aprendeu a refletir, mas já não conseguia voar porque o amor ao voo o abandonara. Restava-lhe apenas a lembrança dos dias em que voar fora um ato natural”.

O velho Santiago de Spencer Tracy na luta com seu peixe
O velho Santiago de Spencer Tracy na luta de vida e morte com seu peixe gigantesco

Para marcar a diferença entre os estilos de um e outro autor, um colega brasileiro e grande admirador de ambos, Luiz Fernando Verissimo diz que Fitzgerald era “um suculento”, ao passo que Hemningway, “um seco”. A grande obra deste é sem sombra de dúvida “O velho e o mar”, de 1952, na minha opinião pessoal, o maior romance escrito no século 20, apesar de ter gerado um filme fraco, mesmo dirigido por John Sturges (1910/92) e estrelado por Spencer Tracy (1900/67). Em curta de animação, uma versão mais recente e feliz foi produzida pelo diretor russo Alexander Petrov, que pode ser conferida na edição abaixo, com trilha sonora do Buena Vista Social Club, na “Chan chan” tão cubana quanto o Santiago de Hemingway, cuja casa, Finca La Vigía, é mantida até hoje como museu do escritor que a habitou, pelo regime dos Castro…

Já Fitzgerald, embora considerasse “Suave é a noite”, de 1934, como seu melhor romance, acabou tendo eleito por boa parte da crítica, até nossos dias, o seu “O grande Gatsby”, concluído na Paris de 1925, não só como sua obra prima, mas de todo o modernismo estadunidense. Ganhou três versões em filmes de Hollywood, em 1926, 1949 e 1975, até gerar aquela que considero a melhor, de 2012, estrelado por Leonardo Di Caprio e dirigido pelo australiano Baz Luhrmann, ora em cartaz nos cinemas do Rio, mas não de Campos.

Quem estiver mais próximo à Guanabara do que ao Paraíba do Sul, vale muito a pena a conferida, goste-se ou não de literatura. Ao fim e ao cabo, nas palavras que encerram livro e filme, gravadas nos túmulos contíguos de Fitzgerald e sua amada Zelda:

“E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado”

Para quem estiver no Rio, programa de cinema que vale a pena: “O grande Gatsby”
Para quem estiver no Rio, programa de cinema que vale a pena: “O grande Gatsby”
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Prefeitura de Campos nega organização da tropa rosa contra “Cabruncos Livres”

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Prefeitura Municipal de Campos esclarece que são completamente inverídicas as informações postadas pelo jornalista Alexandre Bastos, em seu blog, e ressalta que em momento nenhum o governo, ou os seus integrantes, organizaram ou estariam organizando qualquer tipo de manifestação de rua. Enfatizamos ainda que o direito à manifestação pacífica e ordeira é assegurado pela Constituição Federal a qualquer cidadão brasileiro.

Sérgio Cunha

Secretário de Comunicação Social de Campos

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Quanto custará a tropa rosa aos cofres públicos de Campos?

Pelo menos em Campos, quer saber quem é que pagará a conta da tentativa política de tungar o ronco gratuito dos Cabruncos Livres nas ruas? É só olhar o reflexo do seu próprio rosto na tela do computador! Ou alguém, além dos Ministérios Públicos locais, libertos da PEC 37 pela mesma voz das ruas que aqui se tenta reproduzir para calar, tem dúvida de que essa tentativa tosca de cópia será composta em sua maioria pelos cargos comissionados e terceirizados da Prefeitura de Campos, sangrando impunemente o bolso do contribuinte goitacá para bancar o ingresso desses militantes do próprio bolso no movimento cidadão que tomou conta de todo o Brasil, exatamente para combater práticas como essa?

Qualquer dúvida sobre o valor da conta, bem como acerca da jurisprudência que questiona os critérios pouco republicanos (ou municipais) dessa canhestra utilização política do dinheiro público, basta lembrar aqui do exemplo análogo na manifestação na praça São Salvador em defesa dos royalties, no qual centenas de servidores não tiveram nem tempo (ou preocupação) de tirar os uniformes com que servem ao município,  antes de conferir a postagem sempre esclarecedora do advogado e blogueiro Cleber Tinoco, diretor jurídico do Observatório de Controle do Setor Público…


Cargos em comissão e funções gratificadas do Município de Campos dos Goytacazes

Por Cleber Tinoco, em 25-06-13 – 16h32

Tabela com o quantitativo de cargos em comissão (DAS) e das funções gratificadas do Município de Campos dos Goytacazes. A superestrutura a ser mantida pelo cidadão campista contempla, pasmem, 1500 cargos em comissão (DAS) + 214 funções gratificadas, que gerarão uma despesa de R$ 4,7 milhões por mês.

“A Constituição brasileira prevê a existência de cargos em comissão, de livre nomeação e exoneração pelos agentes políticos dos três Poderes. Pela previsão constitucional, tais cargos devem se limitar aos que envolvam atribuições de direção, chefia e assessoramento. Os cargos em comissão não são um mal em si, pois é normal que os órgãos de direção — sobretudo no Poder Executivo — nomeiem, para determinadas posições, pessoas afinadas com os programas a serem implementados. O problema, no Brasil, está na falta de republicanismo nos critérios de escolha, assim como no número excessivo de cargos de confiança. Quanto à falta de republicanismo, é preciso instituir requisitos de capacitação técnica e mérito capazes de dar transparência ao recrutamento e de coibir práticas clientelistas e de nepotismo. Quanto ao número de cargos, a solução é mais singela: basta a sua drástica redução, o que, de resto, alinharia o Brasil com as boas práticas administrativas do resto do mundo. Apenas no plano do governo federal – onde os desmandos são menores e mais visíveis – existem mais de 23 mil cargos em comissão, em manifesto contraste com Estados Unidos (9 mil), Alemanha (500) e França (550).” (Trecho da Conferência Magna de Encerramento da XXI Conferência Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, proferida pelo professor e próximo ministro do STF, Luís Roberto Barroso, no dia 24 de novembro de 2011, na cidade de Curitiba).

Atualização às 19h34: Aqui, o jornalista Alexandre Bastos divulgou que o pedido de informação do vereador Rafael Diniz (PPS), feito na sessão de hoje da Câmara, para saber quantos são afinal os contratados pelo governo Rosinha, sobretudo aqueles que trabalham no lugar de quem já foi aprovado em concurso e ainda não convocado, foi negado pelo “rolo compressor” governista, na contramão da exigência de transparência do poder público na pauta de todas as manifestações que ganharam as ruas do Brasil.

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Dilma e Anthony unidos para tentar tungar o ronco das ruas

Não é só a atabalhoada presidente Dilma Rousseff (PT) que está querendo tungar o ronco das ruas. Seu mais recente defensor na Câmara Federal, o deputado Anthony Matheus, o Garotinho (PR), sabe-se lá por quais interesses cruzados por trás do mesmo populismo assistencialista e fascistóide que tanto unem o lulo-petismo ao garotismo, também quer pegar carona no sucesso dos Cabruncos Livres pelas ruas de Campos, depois de tentar e não conseguir desacreditá-lo. É o que revelou o jornalista e blogueiro Alexandre Bastos…

Tropa rosa nas ruas

Por Alexandre Bastos, em 26-06-2013 – 1h10

Imagem ilustrativa / Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência

A primeira estratégia foi ficar em silêncio e torcer para a manifestação em Campos reunir um pequeno grupo e não fazer barulho. Como o movimento cresceu, o plano B foi acionado. Era a hora de afirmar que os “cabruncos” estariam sendo guiados por políticos e até por este blogueiro. Essa também não colou. Notando que os “cabruncos” são realmente livres, o jeito foi reunir os principais parceiros do grupo e começar a organizar um ato rosáceo.

É hora de colocar a tropa rosa na rua e mostrar que a população de Campos está satisfeita com a Saúde, Educação, Transparência e Transporte. Mas como o ato tem que criticar alguém, o bombardeio ao governador Sérgio Cabral (PMDB) e aos que não rezam a cartilha do casal está liberado.

Imagem ilustrativa / Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência

Atualização às 22h53 para colocação de legenda nas fotos.

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Por achar que tudo pode, sem nada saber, Dilma quer tungar o ronco das ruas

Jornalista Elio Gaspari
Jornalista Elio Gaspari

O comissariado quer tungar o ronco

Por Elio Gaspari

A proposta escalafobética da doutora Dilma de convocar uma Constituinte exclusiva para decidir uma reforma política foi coisa de um governo que acha que pode tudo, mesmo não sabendo nada. Seu objetivo é tungar o ronco das ruas. Ao tratar das tarifas de transportes públicos propondo um Plano Nacional de Mobilidade Urbana, a doutora falou no dialeto de comissários que empulham a rua com eventos. Falando em reforma política, fala de nada.

Ganha um mês em Pyongiang quem souber como um plebiscito poderia legitimar uma discussão que não se sabe como começa nem como termina. Hoje, há apenas uma insistente proposta de reforma do sistema eleitoral, vinda do PT, sucessivamente rejeitada pelo Congresso.

São dois os seus tendões. Um é o financiamento público das campanhas. Em tese, nenhum dinheiro privado iria para os candidatos. Só o público, seu, nosso. A maior fatia iria para o PT. Quem acredita que esse sistema acabaria com os caixas dois tem motivo para ficar feliz. Para quem não acredita, lá vem tunga.

Seria mais lógico proibir as doações de empresas. O Congresso pode decidir que quem quiser dar dinheiro a candidatos deverá tirá-lo do próprio bolso e não mais das empresas que o buscam de volta nos preços de seus produtos.

O segundo tendão é a criação do voto de lista. Hoje, o voto de um cidadão em Delfim Netto vai para a cumbuca do partido e acaba elegendo Michel Temer. Tiririca teve 1,3 milhão de votos e alavancou a eleição de três deputados, um deles petista, com apenas 93 mil votos.

Pelo sonho do comissariado, os partidos organizariam listas, e os votos que a sigla recebesse seriam entregues aos candidatos, na ordem em que foram arrolados pelos mandarins.

Em poucas palavras: os eleitores perdem o direito de escolher o candidato em quem querem votar e as cúpulas partidárias definem a composição das bancadas. (O sujeito que votou em Delfim elegeu Temer, mas em Delfim votou.) Uma proposta sensata de emenda constitucional veio exatamente de Michel Temer: cada estado torna-se um distritão, e são eleitos os mais votados, independentemente do partido. Tiririca elege-se, mas não carrega ninguém consigo.

O comissariado queria contornar a exigência de três quintos do Congresso (357 votos em 594) necessários para reformar a Carta. Numa Constituinte, as mudanças passariam por maioria absoluta (298 votos). Esse truque some com 59 votos, favorecendo quem? A base governista.

Todas as Constituintes brasileiras derivaram de um rompimento da ordem institucional. Em 1823, com a Independência. Em 1891, pela proclamação da República. Em 1932, pela Revolução de 30. Em 1946, pelo fim do Estado Novo. Em 1988, pelo colapso da ditadura. Hoje, a ordem institucional vai bem, obrigado. O que a rua contesta é a blindagem da corrupção eleitoral e administrativa. Disso o comissariado não quer falar.

Há um século o historiador Capistrano de Abreu propôs a mais sucinta Constituição para Pindorama:

“Artigo 1º. Todo brasileiro deve ter vergonha na cara.

Artigo 2º. Revogam-se as disposições em contrário.”

Na hora em que a rua perdeu a vergonha de gritar, a doutora diz que o problema e sua solução estão noutro lugar.

Publicado hoje na versão impressa de O Globo.

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Enfim, deputado bandido vai para a cadeia

O primeiro a divulgar na blogosfera local foi o sempre antenado Cláudio Andrade. É ler e, não sem prazer cidadão, enfim constatar: Se cuidem, mensaleiros!!!…


STF pede a prisão imediata do deputado federal Natan Donadon

Por Cláudio Andrade, em 26-06-2013 – 11h03

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (26), por oito votos a um, pela prisão imediata do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO). Ele foi condenado em 2010 a 13 anos, 4 meses e 10 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de peculato (crime praticado por funcionário público contra a administração) e formação de quadrilha, mas aguardava o julgamento dos recursos em liberdade.

Donadon será o primeiro deputado em exercício a ser preso por determinação do Supremo desde a Constituição de 1988. Ainda não há informações sobre o momento exato em que a prisão será cumprida.
A questão sobre a perda do mandato parlamentar não foi definida pelo plenário do Supremo e deve ser decidida pelo Congresso, uma vez que, durante o julgamento em 2010, os ministros não discutiram a questão.

Fonte G1

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PEC 37 caída de podre foi o primeiro fruto da primavera das ruas

Como o leitor mais atento poderá cobrar, prometi voltar à ativa ontem, mas uma forte gripe, agravada por uma  celebração a contragosto do meu aniversário na segunda, acabou me tirando de combate no dia de ontem. Como para quem já adquiriu, em quarenta e uma primaveras, anticorpos suficientes para seguir a vida sem maiores problemas, constato que saí para encontrar o Brasil, o Estado do Rio e Campos ardendo mais que febre ou qualquer outro mal que dá e passa. Longe ainda da perspectiva de diagnóstico conclusivo, o fato é que, após o atendimento pontual da suspensão do aumento na tarifa no transporte público das principais capitais do país, a primavera que esquentou o outono-inverno das ruas brasileiras colheu ontem seu primeiro grande fruto verdadeiro, quando vergou o tronco da Câmara Federal ao nível do solo onde pisa o povo, derrubando de podre a famigerada Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, por acachapantes 430 votos a nove daqueles que resolveram, enfim, nos representar em Brasília.

Um dos principais pontos comuns das manifestações apartidárias que floresceram do Oiapoque ao Chui, adubadas pela indignação com a corrupção generalizada do poder público, sustentada por uma carga tributária escorchante em troca de serviços indigentes ao cidadão, bom lembrar que a PEC 37 tinha o apoio do PT, numa reação aloprada à condenação da sua cúpula no julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal federal (STF). O objetivo: dar às forças policiais, incapazes de solucionar a imensa maioria dos homicídios praticados à conta de guerra civil em todas as unidades da Federação, o monopólio do poder de investigação sobre TODOS os crimes cometidos no país, excluindo desta função os Ministérios Públicos. Fosse aprovada, estaria o Brasil igualado àquilo que, no resto do planeta, só se registra no Quênia, em Uganda e na Indonésia, nações devastadas por movimentos ditatoriais assassinos, como bem lembrou aqui, em artigo publicado na Folha, o advogado e diretor geral do Observatório de Controle do Setor Público, José Paes Neto.

E os Cabruncos Livres com isso? Bem, como registrou aqui a jornalista Jane Nunes, na democracia irrefreável das redes sociais, que organizou em todo o país o movimento das ruas: “Perguntar não ofende né? Será que o MP em Campos vai ser mais atuante a partir da derrubada da PEC 37?”

Atualização às 11h48: Na Folha Online, a primeira a noticiar aqui a vitória das ruas na Câmara Federal, responsável pelo sepultamento da fascistóide PEC 37, foi a sempre atenta jornalista Suzy Monteiro.

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