Para José Paes, nem TAC com MP vale para contratar no lugar dos concursados

Como, em nome do direito ao contraditório, o blog divulgou aqui, em primeira mão, a versão da Prefeitura de Campos para o inusitado fato ter mais contratados do que concursados atuando como técnicos de enfermagem na saúde do município, o mesmo princípio democrático determina a divulgação também da tréplica de quem fez inicialmente a denúncia (aqui), o advogado José Paes Neto, diretor geral do Observatório de Controle do Setor Público, cujos argumentos dialéticos, externados ainda na noite de ontem, parecem bastante convincentes, mesmo um beócio jurídico como este blogueiro.

Para que o leitor forme seu juízo por conta própria, em se tratando do que se faz (ou se permite que seja feito) com a saúde pública bancada com o dinheiro público, necessária a leitura abaixo…

Nada justifica a manutenção dos contratados ilegais

Por José Paes, em 16-04-2013 – 21h53

O blog Opiniões, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa, divulgou aqui a nota oficial da Prefeitura de Campos acerca da questão envolvendo a contratação de 533 técnicos de enfermagem sem concurso público. Segundo a nota, o secretário de Planejamento e Gestão, Fábio Ribeiro, afirmou que não existe nenhuma irregularidade. Ainda foi informado que o concurso previa 187 vagas e já foram convocados 195 aprovados. Por fim, a nota cita que o secretário de Saúde, Geraldo Venâncio, afirmou que a convocação dos aprovados está respeitando transição responsável.

Diante dessas informações, necessário fazer algumas ponderações.

Primeiramente, a nota não nega a existência dos técnicos de enfermagem sem concurso público.  Isso nem mesmo poderia acontecer, pelo fato da informação divulgada por esse blog ter sido fornecida pela própria secretaria municipal de Saúde. Esse blog também não nega a convocação dos aprovados no concurso, dentro das vagas previstas em edital, contudo, não pode concordar que as respectivas convocações justifiquem a presença de servidores sem concurso na administração municipal.

Isso porque o Supremo Tribunal Federal tem jurisprudência pacífica no sentido de que a ocupação precária, por comissão, terceirização ou contratação temporária, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago, para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente à preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal.

Além da preterição, o direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente somente surge quando, além de constatada a contratação em comissão, terceirização das respectivas atribuições ou contratação temporária, restar comprovada a existência de cargo efetivo vago.

Essa é exatamente a questão vivida por Campos. A contratação sem concurso é inquestionável. Além disso, como dito anteriormente informado, a lei municipal nº 8.294/12 criou 562 vagas de técnico em enfermagem. Dessa forma, descontadas as 195 convocações já realizadas, restariam não preenchidas 367 vagas no quadro de servidores do município. Em razão disso, restaria demonstrado o direito dos candidatos incluídos no cadastro de reserva a nomeação.

Portanto, independentemente de haver ou não termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público Estadual, as contratações são ilegais, na medida em que as atividades de técnico em enfermagem devem ser exercidas por servidores de carreiras, concursados, o que de fato existe no município.

Não se pode conceber que o MP chancelaria a manutenção de contratados sem concurso em detrimento de candidatos legitimamente aprovados. A manutenção dos contratados irregulares até poderia se justificar durante a realização do concurso, a fim de viabilizar a manutenção do serviço de saúde. Mas havendo concurso homologado, nada justifica a manutenção da ilegalidade, o que dirá seu agravamento. Já houve tempo mais do que suficiente para uma transição responsável e não são justificativas vazias que resolverão o problema.

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Parlamento Regional do Norte Fluminense tem primeira reunião

Idealizado pelo vereador de Campos Mauro Silva (PT do B), como o blog adiantou em primeira mão aqui, ocorreu ontem a primeira reunião do Parlamento Regional do Norte Fluminense. Além de Mauro, participaram o presidente do Legislativo goitacá, Edson Batista (PTB), o vereador de Macaé Chico Machado (PMDB), as vereadoras de Quissamã Kitiely Freitas (PR) e de São Francisco de Itabapoana, Patrícia Miranda Cherene (PTB). Abaixo, na forma de ata, a íntegra mais detalhada do primeiro passo real dessa iniciativa que visa integrar as Câmaras Municipais da região em torno de interesses comuns…

Primeira reunião, ontem, do Parlamento Regional do Norte Fluminense (foto da assessoria da vereadora quissamaense Kittiely Freitas)
Primeira reunião, ontem, do Parlamento Regional do Norte Fluminense (foto da assessoria da vereadora quissamaense Kittiely Freitas)

Ata

PARLAMENTO REGIONAL DO NORTE FLUMINENSE

Primeira Reunião: 15 de abril de 2013                            Horário: 10h às 12 horas

Local: Sala da Presidência da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes

Participantes:

Campos dos Goytacazes

·         Vereador Edson Batista (Presidente da Câmara de Vereadores) 22 9227 0335 – edsonbatista@yahoo.com.br;

·         Mauro Silva (Presidente da Comissão de Legislação Participativa) – 22 9814 2600 – xmaurosilva@gmail.com

·         Luis Felippe Ferreira Klem de Mattos (Procurador Legislativo) – 22 8115 1010 – felippeklem@gmail.com

Macaé

·         Vereador Francisco Alves Machado Neto “Chico Machado” (Secretario da Mesa Diretora) –  22 7811 8465    7835 5890 chicomachadopr@hotmail.com

Quissamã

·         Vereadora Kitiely Freitas (Presidente da Comissão de Justiça e Redação) – 22 9830 7664 – kitielyfreitas@gmail.com

São Francisco do Itabapoana

·         Vereadora Patrícia Miranda Cherene – 22 9810 1430 – vereadorapatriciacherene@yahoo.com.br

DELIBERAÇÕES

01 – Proposta a seguinte composição inicial do Parlamento Regional com representantes dos municípios de Campos dos Goytacazes, Macaé, Quissamã e São Francisco do Itabapoana.

02 – Inicialmente o Parlamento Regional deverá ser formado por três representantes do Poder Legislativo dos Municípios de Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Macaé, Quissamã, São Fidelis, São João da Barra, São Francisco do Itabapoana, sendo os representantes o Presidente de cada Legislativo e dos outros vereadores indicados pelo Presidente da Câmara.

03 – As sessões serão itinerantes, presididas pelo presidente do Município anfitrião.

04 – A segunda reunião do Parlamento Regional será realizada em 06 de maio de 2013,  às 16 horas, no plenário da Câmara de Vereadores de Campos dos GoytacazeS (Av. Alberto Torres, 334 – centro).

05 – As reuniões serão realizadas mensalmente, na primeira segunda-feira do mês.

06 – O Parlamento Regional terá um Secretário Adjunto local (responsável por convocação dos participantes e redação de ata) indicado pelo presidente da respectiva Câmara de Vereadores e um  Secretário Regional, a ser definido por aclamação, na segunda reunião do Parlamento Regional, com mandato de um ano e recondução livre.

07 – A Presidência e Vice Presidências serão definidas na segunda reunião do Parlamento Regional. Sendo a Presidência Regional e as Vice Presidências compostas pelo vereador indicado por cada Município integrante, também com mandato de um ano e recondução livre .

08 – Ficou definida a seguinte pauta para a segunda reunião do Parlamento Regional:

A)    LEITURA E VOTAÇÃO DA ATA DA PRIMEIRA REUNIÃO

B)    LEITURA E VOTAÇÃO DA MINUTA DO REGIMENTO INTERNO

C)    DISCUSSÃO DE AÇÕES EM CONJUNTO DE COMBATE À DENGUE NOS MUNICÍPIOS INTEGRANTES

D)    DEFINIÇÃO DE DATA, HORÁRIO E LOCAL DA TERCEIRA REUNIÃO DO PARLAMENTO REGIONAL

E)     DEFINIÇÃO DO GRUPO EXECUTIVO DO PARLAMENTO REGIONAL

09 – Foi aprovada a seguinte pauta inicial de interesses comuns:

1.      Formulação de Plano Diretor Regional

– Viabilizando a integração e cooperação intermunicipal e convênios

2.      Logística

– Impactos diretos e indiretos das obras dos Portos do Açú (São João da Barra) e de Barra do Furado (Campos dos Goytacazes/Quissamã).

3.      Participações governamentais de petróleo

– Royalties

– Participações Governamentais

– Contribuições e Taxas

– Nova tributação

4.      Recursos Naturais

– Rio Paraíba do Sul, afluentes e contribuintes

– Cursos Fluviais

– Lagos e lagoas

– Cobertura Vegetal

5.      Saúde

– Discussões relativas a hospitais referência da região Hospital Ferreira Machado (Campos dos Goytacazes) e Hospital Público Municipal (Macaé).

– Cirurgias e internações de alta complexidade.

– Doação de sangue

– Acidentes automobilistas na BR 101 , sob a concessão do consórcio Autopista Fluminense

6.      Serviços Concessionados e Permissionados

– Saneamento

– Energia

– Resíduos Sólidos

– Drenagem

– Telecomunicações

– Transportes

7.      Transportes

– Corredor Logístico

– Duplicação da BR 101

– Ponte João Figueiredo (São João da Barra)

– Asfaltamento de trechos nas divisas dos municípios

8.      Turismo, Esporte e Lazer

– Realização de Inventário de Ofertas e Atrações

– Definição de Calendário Turístico Regional

– Definição de Calendário Esportivo Regional

Fonte: Assessoria do vereador Mauro Silva.

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A versão do governo Rosinha sobre contratados no lugar de concursados

Ainda que a opinião deste “Opiniões” seja diametralmente oposta ao teor do e-mail enviado agora há pouco pela secretaria municipal de Comunicação, já que nenhum argumento lógico pode ser capaz de justificar que mais da metade dos técnicos de enfermagem da saúde pública de Campos (533 em 1.008) seja composta de contratados ao bel prazer administrativo (e político-eleitoral), do governo Rosinha (PR), enquanto concursados aprovados permanecem sem ser chamados para exercer a mesmíssima função, dentro dos princípios democráticos do blog, segue abaixo a íntegra da nota…

O secretário de Planejamento e Gestão, Fábio Ribeiro, cita que o concurso público realizado pela Prefeitura de Campos em 2012 está em pleno vigor e que já foi convocado mais do que o número de vagas iniciais previstas. No caso do técnico de enfermagem, Fábio Ribeiro, diz que “não existe nenhuma irregularidade e que, qualquer informação contrária, é uma irresponsabilidade”, completando que foram abertas 187 vagas e já foram chamados 195 aprovados, dentro do que estabelece o edital do concurso, que prevê a convocação de até mais dois terços do número de vagas, sendo respeitados os prazos legais e a continuidade dos serviços. O secretário de Saúde, Geraldo Venâncio, complementa que a convocação dos aprovados está sendo feita respeitando “transição responsável pela preservação da memória dos serviços que atendem diretamente aos pacientes, como os realizados pelos técnicos de enfermagem”, lembrando que estas informações já foram repassadas ao Ministério Público.

Atualização às 20h32: Entre a postagem anterior, replicando a denúncia do advogado José Paes Neto, e esta, ecoando o direito ao contraditório nas vozes dos secretários municipais Fábio Ribeiro e Geraldo Venâncio, o jornalista Alexandre Bastos registrou aqui a reação do vereador Fred Machado (PSD), na sessão de hoje, na Câmara: “Tem improbidade administrativa no ar”. Espera-se, pois, que o Ministério Público e a Justiça dirimam, por óbvias e bastante razoáveis, as dúvidas.

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Campos: Até quando será permitido ignorar concursados para contratar massa de manobra?

Desde que conseguiu derrubar na Justiça as terceirizações feitas em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) pela Prefeitura de Campos, ainda em 2012, mesmo antes de ser eleito diretor geral do Observatório do Controle do Setor Público, o jovem advogado José Paes Neto tem prestado um inestimável serviço à comunidade ao trazer à luz várias ilegalidades praticadas pelo poder público municipal, ainda que a maioria permaneça ignorada pelos Ministérios Públicos locais. Hoje, evidenciado por documento da própria Prefeitura, Zé Paes traz outra grave denúncia, dando conta que dos 1.008 técnicos de enfermagem atuando na saúde pública de Campos, precisamente 533, mais da metade deles, são contratados sem concurso. Isso, enquanto existem concursados aprovados há mais de um ano, sem serem chamados.

Como não é preciso ser formado em Direito, muito menos em Medicina, para enxergar a lógica clara de um governo que ignora concursados para contratar para o mesmo lugar e função, às custas do dinheiro público, gente obviamente presa por interesse e obediência eleitoral, só resta saber até quando continuarão sem respostas algumas perguntas do advogado e blogueiro:

1)  Por que não convocar os aprovados no concurso?

2) Qual a motivação em manter centenas de trabalhadores sem concurso atuando?

3) Essa situação acontece em outros cargos?

4) Até quando os royalties bancarão essas ilegalidades?

Enquanto permanecer a omissão de quem tem a cobrança devida das respostas como dever constitucional, seja por mandato eletivo, no caso dos vereadores, seja, ironicamente, por meio de concurso público, no casos dos promotores e procuradores afins, nada indica que a saúde cívica do município se encontre melhor do que aquela que este tem ofertado, fisicamente, com profissionais de qualificação duvidosa, aos seus cidadãos.

Abaixo, a postagem na íntegra do Zé Paes, com o documento da secretaria de Saúde a confirmar a denúncia ao final…

Ilegalidade: Prefeitura de Campos tem 533 técnicos em enfermagem sem concurso público

Por José Paes, em 16-04-2013 – 11h31

Procurado por um grupo de técnicas em enfermagem incluídas no cadastro de reserva do último concurso público realizado pela Prefeitura de Campos, apresentamos requerimento na secretaria municipal de saúde requerendo, dentre outros, nos fosse informado o número de técnicos de enfermagem atuando na administração municipal, quantos seriam contratados mediante concurso público e quantos seriam contratados sem concurso.

Cumprindo as determinações da lei de acesso às informações públicas, a secretaria apresentou as chocantes informações abaixo listadas.

Segundo informações oficiais, existem hoje, atuando no munícipio, 1.008 técnicos de enfermagem, dos quais apenas 475 são estatutários, contratados mediante concurso público. Para espanto deste blogueiro, existem 533 técnicos de enfermagem contratados sem concurso público, a maioria deles lotados nas unidades básicas de saúde municipais.

Trata-se de uma ilegalidade absurda, sobretudo pelo fato de haver um concurso público vigente, em que há milhares de candidatos habilitados aguardando nomeação.

Importante lembrar, que no ano 2012, durante a realização do concurso em referência, foi publicada a lei municipal nº 8.294/12, criando 562 vagas para a carreira de técnico de enfermagem, o que demonstra a necessidade desses profissionais. E nem se diga que não houve tempo hábil para convocação dos aprovados no concurso, na medida em que o mesmo foi homologado já faz quase um ano.

Essa situação configura clara preterição dos candidatos classificados no concurso e faz surgir para eles o direito de pleitearem judicialmente suas nomeações. É inadmissível que a Prefeitura continue a desrespeitar essas pessoas, que legitimamente obtiveram aprovação em certame extremamente concorrido

Nos próximos dias, encaminharei a íntegra do documento ao Ministério Público Estadual, bem como à Câmara de Vereadores, para que tomem as providências cabíveis, em especial a apuração de eventual prática de improbidade administrativa. Importante salientar, que além das informações apresentadas abaixo, referido documento é instruído com listagem nominal de todos os servidores atuantes no município, inclusive com os respectivos locais de trabalho.

Por fim, deixo no ar as seguintes indagações: Por que não convocar os aprovados no concurso? Qual a motivação em manter centenas de trabalhadores sem concurso atuando? Essa situação acontece em outros cargos?

Precisamos deixar a hipocrisia de lado e debater seriamente essa questão. Todos sabemos que há uma infinidade de servidores sem concurso, nos mais variados cargos, mas permanecemos calados, inertes, muito em razão de interesses pessoais, de parentes, amigos, etc. Mas até quando essa situação será viável? Até quando os royalties bancarão essas ilegalidades? E quando essa receita acabar, o que acontecerá? Ficaremos sem os famosos “contratos” e com um quadro de servidores desfalcado, desmotivado, gerando um verdadeiro caos administrativo.

O espaço está aberto para que a secretaria municipal de Saúde possa apresentar as informações que se fizerem necessárias.

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Edson 2016 e o dilema: agradar ao “mestre” é agradar ao povo?

Para quem já assistiu à genial série de animação “Toy Story”, baseados nos efeitos de computação gráfica da Pixar que revolucionaram o cinema, uma das tantas cenas hilárias que já fazem parte do imaginário cinéfilo popular é ditada pela adoração que os pequenos bonecos aliens de três olhos devotam à garra de um brinquedo, na lanchonete temática Pizza Planet, com a qual as crianças tentam retirá-los. Num fanatismo de fazer inveja a qualquer talibã, os bonequinhos apontam para cima e repetem religiosamente o mantra: “O Garra! Ele é o nosso mestre! Ele escolhe quem vai e quem fica!”.

Abaixo, em castelhano, essa língua da qual Chico Buarque disse se originar o português como mera variante periférica, o vídeo com a cena…

De Hollywood à planície goitacá, Edson Batista (PTB) chegou a presidente da Câmara de Campos por estar disposto a fazer coisas, para atender aos desejos do deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR),  que pouca gente, mesmo nas hostes governistas, teria flexibilidade moral ou cervical para fazer. De fato, não foi por outro motivo que o colunista da Folha Murillo Dieguez chegou a afirmar que, entre Edson e Mauro Silva (PT do B), a opção pessoal daquele que “escolhe quem vai e quem fica”, recaiu sobre o primeiro, depois que o segundo teria revelado não estar disposto a fazer o jogo sujo que se anunciava no chamado “Plano Nahim”, urdido pelo próprio irmão deste para chantageá-lo, no sentido de impedir sua participação na campanha de governador em 2014, após já ter-lhe cassado a reeleição a vereador em 2012.

Bem verdade que outros edis governistas, como Thiago Virgílio (PTC), cuja candidatura foi lançada e anabolizada pessoalmente pelo “Garra” do grupo governista, só para dividir com Nelson Nahim (PPL) o reduto eleitoral comum dos dois então candidatos no Parque Aurora, também teria essa disposição, mas por questão, digamos, de estilo pessoal (emblematicamente resumida aqui, no vídeo da invasão do Heliporto do Farol, em cenas de e arrastão e vandalismo explícitos) foi mais corretamente designado ao papel de “cão de fila”, ou “pitbull rosa”, como o alcunhou aqui, o jornalista Gustavo Matheus. Cinofilia à parte, sempre que interessa ao “Garra” fustigar Nahim, não por coincidência, é Virgílio quem surge para rosnar e ameaçar morder.

De qualquer maneira, como Edson tem segredado aos seus pares governistas na Câmara que não pretende mais ser candidato a vereador, todos têm entendido a “confidência” como um velado, mas claro, lançamento de si mesmo à sucessão da prefeita Rosinha (PR), em 2016. Neste sentido, mostrar-se subserviente a todos os ditames do “mestre”, pode mesmo pesar na decisão de quem, no grupo, “escolhe quem vai e quem fica”. Só resta saber se essa submissão absoluta ao “Garra”, fisiologismos eleitorais à parte, terá o mesmo efeito na hora de conquistar a simpatia daquele que, de fato, operará o “brinquedo” das urnas de 2016: o povo.

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De quantos ingredientes se compõem a Feijoada da Folha

Nós, da redação da Folha, temos bem em mente de que a Feijoada da Folha, há alguns anos o evento social mais prestigiado e concorrido do município e da região, é o grande momento do departamento de eventos do jornal, capitaneado por Diva Abreu Barbosa e sua incansável lugar tenente, Laura de Jesus Ferraz. É como a Copa do Mundo e as Olimpíadas para a editoria de Esportes, como a Bienal do Livro e o Carnaval (até o fora de época e de oportunidade em Campos) para a editoria da Folha Dois, como a inauguração (quando ocorrer) do Porto do Açu para a editoria de Economia, como as enchentes do Paraíba do Sul e seus afluentes para a editoria de Geral, ou como as eleições são para a editoria de Política e todas as demais, que acabam por aquela absorvidas na reta final de cada pleito.

Da parte que nos coube, redação da Folha, nesse latifúndio da festa de ontem, faço minhas as palavras do subeditor de fotografia do jornal Edu Prudêncio, parceiro novo, que chegou com talento e atitude de veterano, externadas aqui, no facebook:

Domingo de muito trabalho, mas tenho que parabenizar todo grupo Folha da Manhã. Que festa bacana. Bem estruturada. Excelente… A equipe de trabalho… Sem comentários. Todos empenhados em fazer o melhor. Parabéns a todos!

Rodrigo Silveira, Helen de Souza, Aluysio Abreu Barbosa, Gustavo Matheus, Suzy Monteiro, Luciana Portinho, Alexandre Bastos, Rodrigo Gonçalves, Dora Paula Paes, entre alguns outros, de igual valor, ausentes na foto, mas não no empenho e no trabalho (foto de Paulo Sérgio Pinheiro)
Edu Prudêncio, Rodrigo Silveira, Hellen Souza, Aluysio Abreu Barbosa, Gustavo Matheus, Suzy Monteiro, Luciana Portinho, Alexandre Bastos, Rodrigo Gonçalves e Dora Paula Paes, entre alguns outros, de igual valor, ausentes na foto, mas não no empenho pessoal e no trabalho que, em jornalismo, é sempre coletivo (foto de Paulo Sérgio Pinheiro)
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Dr. Aluizio confirma apoio a deputado federal e “encantamento” por Makhoul

(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Amarrado desde a semana passada, numa visita do Makhoul Moussallem (PT) a Macaé, nó atado ontem na Feijoada da Folha e laço confirmado hoje, em ligação do blogueiro ao prefeito de Macaé, é fato: Dr. Aluizio (PV) vai mesmo apoiar a pré-candidatura a deputado federal, em 2014, do ex-candidato petista a prefeito de Campos, em 2012. Na verdade, a parceria entre Makhoul e Aluizio vem de longa data, já que o primeiro foi não só professor do segundo na Faculdade de Medicina de Campos, como também seu iniciador e referência numa das especialidades mais delicadas da medicina: a neurocirurgia.

Aluizio revelou que deve apoiar também um outro nome à Câmara  Federal, mas que preferiu ainda guardar em segredo, por estar em fase de negociação. Todavia, sobre Makhoul, não poupou palavras: “Ele terá todo nosso apoio aqui em Macaé. Sou seu discípulo na medicina e seu amigo. Tenho encantamento por Makhoul!”

Atualização às 13h31 de 16/04: Saiba mais sobre a candidatura de Makhoul à Câmara Federal, aqui, no blog do jornalista Gustavo Matheus.

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Cláudio Andrade pragmatiza os motivos da reaproximação entre Anthony e Arnaldo

Arnaldo e Garotinho juntos: Por que não?


Nos bastidores da política local surgiu o boato acerca da possibilidade de o ex-prefeito Arnaldo Vianna vir a compor o grupo de secretários municipais da Prefeita Rosinha Garotinho na qualidade de Secretário de Saúde.

Antes de responder a essa simples pergunta é importante lembrar que desde a criação do ‘Muda Campos’ onde Garotinho começou de forma efetiva a sua carreira política, o ex-deputado federal Arnaldo Vianna foi o único político que conseguiu ter capital eleitoral próprio, sem depender da forte influência política de Anthony Garotinho.

Não restam dúvidas de que no início da carreira de Vianna o ex-governador do Estado do Rio de Janeiro foi peça indispensável, inclusive quando o escolheu para ser seu candidato a vice-prefeito.

Todavia, quando tornou-se prefeito (devido à saída de Garotinho para outros desafios) Arnaldo começou a construir uma rede de eleitores capaz de fazer frente, no município, a Garotinho, que na época tinha um eleitorado cativo e que, segundo a fama, elegia até um poste.

Contudo, com o crescimento político no âmbito estadual e nacional de Garotinho, o médico Arnaldo fincou suas bases no Poder Público municipal sendo considerado um chefe de executivo adorado, conhecido como o “Prefeito do Coração” mesmo sendo réu em inúmeras ações eleitorais, tendo votos não computados e contas de gestão sempre contestadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Essa é a questão: a popularidade de Arnaldo não era somente por ter a caneta nas mãos e isso sempre incomodou o deputado federal Garotinho, afinal ajudou a criar um político que acabou sendo seu principal adversário dentro de seu próprio berço.

Partindo para responder à pergunta inicial, se existe a possibilidade de Arnaldo retornar ao grupo onde ele iniciou a sua carreira a resposta é SIM, com certeza, SIM. Sabem por quê? Pelo simples fato de que em política o fígado nunca pode ser a parte mais sensível do organismo.

Não custa lembrar que grande parte da cúpula que administrou o município junto com Arnaldo Vianna se encontra, hoje, apoiando a Prefeita Rosinha Garotinho, seja ocupando cargos de secretário municipal ou em outras funções de menor relevância.

Não podemos afirmar se o boato tem um fundo de verdade, mas uma coisa é certa: a ida de Arnaldo Vianna, caso aconteça, ao meu sentir, não será caracterizada por sua nomeação a um cargo de secretário. Vianna poderá muito bem retornar ao grupo e trabalhar nos bastidores aglutinando a enorme cota parte de eleitores que não votam no grupo de Garotinho e sanando aos poucos as suas pendências judiciais que, há anos vêm impossibilitando a sua efetivação nos cargos públicos que disputa.

Os eleitores do município de Campos – que se dizem surpresos com essa possibilidade – devem lembrar que no Brasil só se faz política com dinheiro ou serviço prestado. Assim sendo, um homem detentor de votos como Arnaldo (ainda possui um capital), para se tornar novamente um político viável juridicamente precisa de estrutura e não será comandando o PDT municipal que isso ocorrerá.

Os boatos continuarão rondando o universo político de nosso município, mas não duvidem se Garotinho e Arnaldo estejam no mesmo lado, nas eleições gerais de 2014, afinal, a política é a arte da situação. Se isso é correto aos olhos da moral e da ética, deixo para o juízo de valor de nossos leitores.

Finalizo com a célebre frase de Aristóteles, em a Poética: “Sófocles pintava os homens como deveriam ser. Eurípedes, como eram”.

Obs: Agradeço ao Blog do Cláudio Andrade pela menção de que a hipótese por ele estendida em artigo, ao qual parabenizo sobretudo pelo preciso fechamento helênico, tenha sido anteriormente feita neste “Opiniões” (aqui e aqui), mas na verdade quem primeiro levantou a possibilidade de Arnaldo e Anthony voltaram a se unir foi o jornalista Alexandre Bastos, aqui, desde 4 de fevereiro deste ano da Graça de 2013. Ao fim e ao cabo, como bem ressalvou Ésquilo véio de guerra: “Conhecerás o futuro quando ele chegar”.

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Cinquentinha chega aos quatro anos sem solução


Os quatro anos da Cinquentinha

Por Suzy Monteiro, em 13-04-2013 – 3h04

A operação Cinquentinha, que apurou compra de votos por R$ 50 em distritos de Campos, completa amanhã quatro anos. Do esquema, verificado em Vila Nova e Morro do Coco, foram indiciadas 28 pessoas.

Seis continuaram a responder processo, enquanto as demais pagam cestas básicas.

A Polícia Federal não conseguiu chegar a um ponto básico: a origem do dinheiro usado para compra de votos.

Você lembra da operação Cinquentinha?

Foi deflagrada pela Polícia Federal em 13 de abril de 2009, quandonforam presos o então subsecretário adjunto de Governo, Thiago Calil, seu pai Geraldo Calil e o supervisor, à época, de Serviços Municipais, Assis Gomes da Silva Neto. Eles foram denunciados pela PF por suspeita de compra de votos na localidade. Segundo a PF, Calil liderou uma organização criminosa em que várias pessoas se associaram para a compra de votos – cada voto era vendido por R$ 50. O esquema teria beneficiado a então candidata à Prefeitura de Campos, Rosinha Garotinho.

A PF, porém, não conseguiu chegar à origem do dinheiro que foi utilizado na suposta compra de votos.

Em 3 de abril de 2010, o juiz da 100ª Zona Eleitoral, Leonardo Gradmasson, aceitou a denúncia oferecida contra 21 pessoas envolvidas no caso. Porém, na ocasião, o juiz não se manifestou a respeito de outros requerimentos na mesma denúncia, como, por exemplo, a extração de cópias do processo para remessa à Delegacia da Polícia Federal para apurar a origem do dinheiro e a remessa de cópia do processo ao procurador-regional eleitoral para apurar a participação ou não de Rosinha Garotinho.

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Wladimir não dá crédito, mas admite conversas sobre reaproximação com Arnaldo

Se confirma os contatos com um cabo eleitoral de Arnaldo Vianna (PDT), como este revelou aqui, assim como a possível reaproximação entre o ex-prefeito e o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), ter sido o teor dessas conversas, o presidente do PR em Campos, Wladimir Matheus, no entanto, diz que partiu dos seus interlocutores a proposta para um encontro entre os dois antigos aliados políticos, há alguns anos desafetos, em Brasília. Por telefone, Wladimir revelou algumas coisas ao blog, que sequem abaixo, por partes:

Cabo eleitoral de Arnaldo — Ele tem me ligado praticamente toda a semana, desde o final do ano passado, sempre com a mesma conversa de que Arnaldo quer se reaproximar do meu pai. Conversei com pessoas que foram do governo de Arnaldo e agora estão conosco, como o (vereador) Dante (Pinto Lucas, PSC) e o Geraldo (Venâncio, secretário de Saúde), e ninguém sabia quem era essa pessoa. Só sei que ele também ligou para (o vereador Paulo) Hirano (PR), para tentar a mesma coisa. Como nem eu, nem ninguém sabíamos de quem se trata, cheguei a pedir, numa dessas ligações, para que ele colocasse o Arnaldo na linha, mas estou até hoje esperando.

A proposta — Todas as ligações giravam em torno da mesma coisa: marcar um encontro entre Arnaldo e meu pai. Ele (o cabo eleitoral) chegou, sim, a sugerir que fosse em Brasília. Ponderei que esse encontro pessoal, pelas muitas coisas que aconteceram entre os dois, seria difícil. E como nunca tive certeza se Arnaldo estava mesmo ou não, por trás desses contatos, a coisa nunca caminhou além disso.

Mãe de Arnaldo — Pessoalmente, meu pai nunca falou mal da mãe de Arnaldo. Apenas disse que ele tinha colocado suas contas no exterior no nome dela. Garotinho sempre gostou muito de dona Amélia.

Aliança com o PDT — Meu pai esteve com vários partidos em Brasília, para tentar fechar apoios à sua candidatura a governador em 2014. Entre esses contatos, até deve estar o PDT, com o qual ele tem laços históricos. Mas não tenho nenhuma notícia de que o PDT teria dito que primeiro era para conversar com o presidente do partido em Campos, que é Arnaldo. De qualquer maneira, todo mundo que essas coisas se resolvem mesmo é em Brasília.

Atualização às 02h31 de 14/04: Aqui, no Painel do jornalista Saulo Pessanha, Anthony Matheus, o Garotinho, teve eco na Folha Online para dizer que Arnaldo usa a Folha Online para tentar ser secretário de Saúde de Rosinha. Folha Online no pleonasmo à parte, cômico, não?

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Em tempo da Prefeitura não praticar ilegalidade contra seus servidores

Jornalista experiente, Cilênio Tavares tem debutado com igual êxito na lida blogueira, como fez hoje, no alerta à ilegalidade praticada pela Prefeitura de Campos contra os direitos de todos seus servidores. Confira…


Conta salário pode ser em qualquer banco

Por Cilênio Tavares, em 13-04-2013 – 12h25

Alguém precisa avisar à Prefeitura de Campos que não se pode obrigar a ninguém a abrir conta em bancos previamente determinados, quando for para pagamento de salários. É norma do Banco Central, sem custo nenhum para servidor público, ou não, que quando se trata de conta salário, as pessoas têm o direito de receber no banco que achar melhor.

Por isso, soou no mínimo estranha matéria que foi postada ontem na página oficial da Prefeitura convocando os servidores para comparecerem à Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima para se cadastrar no Santander a partir desta segunda-feira. Na matéria, o secretário de Planejamento e Gestão, Fábio Ribeiro, afirma que isso se faz necessário para que os servidores tenham serviços exclusivos da instituição financeira.

Pode ter sido coincidência, mas hoje, por exemplo, o material não se encontrava mais no site.

Ou também pode ser que alguém de bom senso tenha se tocado de que o procedimento não é legal. Por vários aspectos, inclusive ético.

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