Ctrl+C/Ctrl+V do conselho de Filipe Estefan

Acabei de receber a ligação do amigo Filipe Estefan, presidente da OAB de Campos. Sobre a recente polêmica em que me vi envolvido, após responder à provocação do rei do Ctrl+C/Ctrl+V e dos chutes (para fora) na blogosfera local, ele aconselhou: “Aluysio, apesar de cumprir seu papel, desmascarando publicamente tantas práticas nocivas na função de comunicador, você pode acabar dando luz a quem nunca teve. Na eleição da OAB, também fui muito provocado, das maneiras mais baixas possíveis. No lugar de responder, trabalhei. O resultado final: fui reeleito com 70% dos votos”.

Diante da sabedoria das palavras, da irrefutabilidade do resultado e do respeito que tenho à instituição e à classe da qual Filipe é um digno representante, composta em sua imensa maioria de profissionais sérios e comprometidos com a defesa do estado democrático de direito, faço o Ctrl+C/Ctrl+V do conselho do presidente, sempre com o devido crédito, e dou por encerrada a questão.

Condenação por ofensa à moral de um quadrilheiro

Condenado como quadrilheiro e criminoso eleitoral, o sr. Anthony Matheus, o Garotinho, divulgou ontem, em seu blog (aqui) uma indenização de R$ 8 mil, que a Folha e o jornalista Alexandre Bastos foram condenados a pagar a título de danos morais. Na blogosfera local, o post chegou a ser ecoado pelo candidato derrotado nas últimas eleições de OAB local, na qual teria contado com o apadrinhamento do ex-governador.

Na verdade, tanto eu, quanto meu irmão, Christiano Abreu Barbosa, pensamos em noticar o fato antes de ambos, mas, por motivos éticos, preferimos fazê-lo só depois que se pronunciasse o Bastos, autor do artigo que gerou a condenação. Não por outro motivo, segue abaixo a resposta dada hoje pelo jornalista, em seu blog (aqui), seguido de um meu comentário, mas não sem antes reafirmar que continuo assinando embaixo de tudo aquilo que o jovem articulista, hoje blogueiro mais acessado nesta terra de planície, escreveu em 2004.

 

Vivendo e aprendendo a jogar

Por Alexandre Bastos, em 18-11-2010 – 16h56

Em 2004, aos 22 anos de idade, comecei a publicar artigos na Folha da Manhã. Naquela época, em meio a uma guerra entre Anthony Garotinho e Arnaldo Vianna, entendi que o melhor para Campos seria evitar que o ex-governador voltasse a dar as cartas no município. Para defender o meu ponto de vista, usei palavras duras e fui, de certa forma, ingênuo. Agora, aos 28 anos, fiquei sabendo que por conta de dois artigos publicados em 2004, fui condenado, ao lado da Folha da Manhã, pela 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), a indenizar Garotinho em R$ 8 mil. 

Respeito a decisão da Justiça e creio que tudo isso serviu como aprendizado. No entanto, é importante lembrar que em 2004 eu não atuava como repórter do jornal. Era um colaborador como outros tantos que opinavam e ainda opinam na página 2 da Folha. A Justiça entendeu que se tratava de uma matéria jornalística, quando na verdade o artigo expressava uma opinião. Mas como tudo tem limite, vejo que a minha opinião poderia ter sido demonstrada de uma forma mais branda. Não vou me fazer de vítima e dizer que estou sendo perseguido. Isso combina muito mais com o Garotinho do que comigo.

Perto dos 30 anos, já começo a perceber que gritos e desabafos não resolvem muita coisa. A grande coragem é a prudência. Muitos perguntam se a minha indignação morreu, se concordo com tudo que está aí. Não, ela continua bem viva e discordo de muitas coisas. Porém, ao invés de ficar na arquibancada xingando, resolvi jogar. E posso dizer que no campo as coisas são bem mais complicadas do que pareciam. Sei que vou me decepcionar, acertar e errar. Mas não irei desistir. E apesar de não concordar com várias atitudes do Garotinho, tenho que admitir que ele sabe muito bem perder e se reerguer. O seu grupo perdeu a eleição de 2004, perdeu a suplementar de 2006 e conseguiu voltar ao poder com Rosinha em 2008. Como diria o escritor José Saramago: “O que as vitórias têm de ruim é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas”.

 

Aluysio

Caro Bastos,

Na minha modesta opinião, vc é não só o melhor jornalista da sua geração, mas um dos mais talentosos com que pude conviver em 21 anos de redação. Além do profissional, conheci também o jovem irriquieto, que assisti, não sem orgulho fraternal, se tornar um homem de bem. Não posso dizer o mesmo de quem processou vc e a Folha, por ter publicado seu artigo. Tenho plena convicção de que o juízo que condenou vc e o jornal está eivado de equívocos, mas decisão judicial não se discute, cumpre-se, seja o pagamento de indenização por danos morais a quem nunca teve o menor pudor em atentar à moral alheia, seja, por exemplo, uma condenação federal por formação de quadrilha armada. Isso sem contar a condenação também por crime eleitoral, que garante o mandato de deputado eleitoral do sr. Anthony Matheus sobre o frágil equilíbrio de uma liminar.

Na verdade, nenhum de nós sabe muito bem que placar final nos espera neste jogo de idas e voltas chamado vida. Saiba, no entanto, que tenho orgulho de jogar ao seu lado. E, quando digo isso, creio falar não só em nome de todos nossos colegas de redação, mas, sobretudo, dos nossos leitores.

Do seu amigo e admirador,

Aluysio

Votação das contas de Mocaiber e Henriques ainda em 2010

Antes do recesso de 15 de dezembro, devem ser votadas as contas dos ex-prefeitos Alexandre Mocaiber (PSB) e Roberto Henriques (PR), pelo ano administrativo de 2008. Como ambas tiveram parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para serem agora aprovadas, necessitam de 12 votos favoráveis, não apenas da maioria simples.

Se forem votadas juntas, a tendência, hoje, é pela aprovação de ambas. Caso sejam separadas, o papel do PSB, maior bancada com três vereadores (Abdu Neme, Jorge Rangel e Altamir Bárbara), passa a ser o de fiel da balança. Como defendem a aprovação das contas de Mocaiber, seus três correligionários só votarão favoráveis a Henriques, se a bancada governista também der a contrapartida. A exceção, apenas simbólica, caso a matemática permita, pode ficar por conta de Edson Batista (PTB), que votaria contra Mocaiber com o mesmo efeito do voto de Nelson Nahim (PR) em Jorge Magal (PMDB), no pleito que elegeu Rogério Matoso (PPS) vice-presidente da Casa.

Caso não se chegue a um acordo, o principal prejudicado seria o deputado estadual eleito Roberto Henriques, uma vez que a rejeição de suas contas, enquanto prefeito, poderia impedir sua posse na Assembléia Legislativa.

Dotô Ctrl+C/Ctrl+V, o chutador

Charge quarta-feira 17-11-10

 

Depois que até os leitores deste blog passaram a ser plagiados sem crédito, três dias depois e com a risível pretensão de “exclusividade”, por blogueiros com pouco senso de ética ou ridículo, a leitora Luisa lembrou bem (aqui), que a cara de pau de hoje não é nova. Ela se referiu à possibilidade do vereador Dante Pinto Lucas (PDT) assumir a liderança da bancada governista de Nelson Nahim (PR), noticiada em primeira mão pelo blog (aqui), às 8h30 de 25 de agosto, que o Dotô Ctrl+C/Ctrl+V (como, egos à parte, o leitor Emir bem alcunhou aqui) chupou para cuspir como nota sua, só que às 15h17 do mesmo dia.  Sem o devido crédito, o devido resgistro do plágio foi feito aqui, naquele mesmo dia.

Mas não é só o Ctrl+C/Ctrl+V que sustenta a febril produção blogueria do nosso caro Dotô. Ele também é conhecido como maior chutador da blogosfera local, só que quase sempre manda bem longe do gol. Foi o caso, por exemplo, quando anunciou, em 12 de agosto, que o vereador Jorge Magal (PMDB) teria ameaçado entregar a liderança da bancada governista, porque Nelson Nahim não teria comparecido numa reunião. Neste blog, tanto Nahim (aqui e aqui), quanto depois Magal (aqui), desmentiram a “notícia”, classificando-a como “fofoca” e “conversa fiada”. Isso dentro do que disseram destinado à publicação, pois as piadas em off sobre a credibilidade do blog em questão, por essa e outras tantas batatadas, foram bem mais pesadas, sobretudo por parte do prefeito.

Outro chute, este para fora do estádio, que se tornou piada conhecida em toda blogosfera, se refere ao anúncio feito pelo Dotô, em 30 de julho, de que o deputado federal Arnaldo Vianna (PDT) teria conseguido liminar para disputar sua reeleição. Arnaldo conseguiria, sim, a liminar, mas só em 30 de setembro. Ou seja: na ânsia de dar o furo, Dotô acabou furado em nada menos que dois meses.

Em 30 de julho, não houve sequer sessão do TRE, mas Dotô, mesmo militando no meio, não se deu ao trabalho de checar. Sua fonte? Uma pessoa que ligou para Arnaldo e perguntou: “E aí? Está tudo bem com sua candidatura?”. Ao que o deputado, por óbvio, respondeu: “Tudo certo!”. A mesma pessoa ligou para Dotô, que ao saber do diálogo, do alto de sua experiência como operador do direito e comunicador, noticiou que o ex-prefeito conseguira a liminar. Contrariado pelos fatos, no lugar de admitir o erro primário, preferiu jogar a culpa em cima da fonte. Na falta de humildade e ética que lhe é peculiar, sua emenda conseguiu ser ainda pior que seu soneto desastroso.       

Esses são só alguns casos. Poderia citar vários outros, tanto do abominável Ctrl+C/Ctrl+V, quanto de chutes bisonhos, como de outro prática igualmente nociva: especulação sob uso de pseudônimos. Todavia, ficarei naqueles narrados acima, com datas e links para conferência devida do leitor. Bem evidenciados, são todos fatos. E contra eles, como sentenciou um advogado bem diferente, não há argumentos.

O que resta à discussão, não vale a pena, por ser questão pessoal. Neste foro, basta o conselho derradeiro do blog: Vai chorar no colo do papai, que é lugar quente!

O “furo” do Dotô foi furado pelo leitor do blog

 

Não posso dizer que há tempos não pescava um bobo alegre na net. Afinal, como disse ontem o amigo José Trajano, no Linha de Passe, da ESPN Brasil: “A internet é o penico do mundo”. Sem endossar integralmente o experiente jornalista, um dos que o fazem localmente quase caiu hoje do lombo da falta de vergonha — que, sem estribeiras, monta no pêlo —, rebolando para conseguir trilhar o caminho de volta pelo mesmo furo cutucável (e cutucado) de onde nunca deveria ter saído. É a sina do eterno retorno de quem não deu nem para adubo.

Todo-todo pela participação na 6ª Bienal, Dotô Ego esquece de quem lhe precedeu na 4ª e na 5ª, sem a existência das “listas negras” por ele mesmo denunciadas na última edição, assim como sempre “esquece” de dar o crédito devido à maioria das fontes que copia descaradamente na blogosfera local, algumas vezes sem sequer se dar ao trabalho de mudar o texto. Despe-se da ética só para se ufanar em (re)escrever 14 posts por dia, num trabalho desprovido de qualquer traço de inteligência própria, no qual tenta compensar a falta de qualidade na sua apuração e redação de informações com a quantidade em que as copia de outros e regurgita como suas.

Tenho simpatia por seu pai, a quem conheço há anos e cumprimentei na fila para votar, na última eleição de 3 de outubro, ainda que na sequência não tenha respondido à mão estendida pelo filho. Se o magoei, até peço desculpas, mas só costumo apertar a mão de quem respeito…  

Quero aproveitar o texto para agradecer ao leitor Marcelo, que não sei se é advogado, muito menos integrante da defesa de Rosinha, todavia já havia informado em comentário ao blog (aqui), desde às 12h19 do último sábado, aquilo que Dotô Ego teve a cara de pau de divulgar às 13h08 de hoje, três dias depois, como “exclusivo”: em relação à cassação de Rosinha, o que está para ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é um agravo de instrumento para a subida do recurso à sua cassação.

Ou seja: por já ser furado de véspera, duas vezes, primeiro por um leitor deste blog e depois ainda em outro, de um seu colega de lida, o “furo” do Dotô foi mal dado. Para encerrar a discussão no que ela pode ter de dialética lógica e evitar qualquer dúvida, segue abaixo a transcrição do comentário, com data e hora. Até porque, se fosse o caso de fazer barba, cabelo e bigode, segundo artigo publicado há alguns anos, na Folha, pelo delegado federal Carlos Pereira, este blogueiro saberia muito bem a quem procurar (e pagar por isso)…

 

Marcelo

Sr. Aluysio, verifique através de sua assessoria jurídica, a bem da verdade e da informação correta, se o que vai ser julgado no TSE em relação a Prefeita Rosinha não é o Agravo, ou seja o TRE negou a subida de seu Recurso Especial e os Advogados da Prefeita agravaram da decisão do Presidente do TRE, portanto o que sei é que o julgamento é do Agravo para que o Recurso Especial ainda no TRE-RJ possa subir e aí sim, ser julgado pelo TSE.
Aguardando maiores esclarecimentos,uma vez que a “fonte privilegiada” não é tão privilegiada assim!

Chapéu de Zidane recupera a bola de Zico

Nos ecos da saída de Zico do comando de futebol do Flamengo, no início de outubro, recebi e-mail de um site, destes que buscam exposição sem interatividade, ao convidarem à leitura, mesmo fechados aos comentários dos leitores, chamando para um texto que descia a lenha no eterno camisa 10 da Gávea. Na época, havia escrito um comentário no Blogesportes (aqui), dos jornalistas Igor Siqueira e Mateus Mandy, que pensei em mandar como resposta daquele e-mail, que não pedi para receber. Se não o fiz antes, na onda do recente reconhecimento nacional (aqui e aqui) de uma capa que editei na Copa de 2006, fruto de uma cobertura que “enchapelou” a concorrência como Zidane a Ronaldo, acho que ainda vale a pena reproduzir o tal comentário…

 

Aluysio

Caros Mateus e Thiago,

Ao primeiro, lembro que não defendi a permanência de Silas no Flamengo, sobretudo após o desnecessário mal estar com Jean, que vc muito bem citou. Apenas disse que, entre as opções que haviam no mercado, no momento da saída de Rogério Lourenço, ninguém pode afirmar que foi uma besteira da parte de Zico fechar com o Silas.
Ao segundo, concordo que o momento da saída de Zico foi ruim e que foi um erro da parte dele não suspender o contrato com o CFZ, logo assim que assumiu o futebol da Gávea, até para evitar acusações levianas do tal Capitão Léo e daqueles que se prestam ao triste papel de ecoá-lo. Todavia, em se tratando de Flamengo, clube popular, mas perdedor, até que Zico engatasse a sucessão de quatro títulos brasileiros, um continental e um mundial, nos anos 80, qualquer um que acuse o Galinho de “covarde”, para mim, pode ser resumido em duas opções: ignorante ou canalha.

Abraços!

Aluysio

Agravo de instrumento de Rosinha no TSE — “Exclusivo” de hoje anunciado desde domingo

Por motivo de viagem, desde a última quinta, dia 11, apenas no início da tarde de hoje voltei a acessar a net. Peço desculpas, pois, aos mais de 60 comentários (nenhum deles anônimo) que aguardavam moderação do blogueiro.

Sobre o último post (aqui), dando conta do julgamento de Rosinha (PMDB) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sua sessão de hoje, a sempre bem informada jornalista e blogueira Suzy Monteiro revelou em primeira mão (aqui), que o mesmo não consta na pauta divulgada ontem. A informação reforçou a dúvida lançada horas antes, também ontem, no Blog do Bastos (aqui), quando o jornalista e blogueiro repercutiu declarações de Garotinho, na rádio Diário FM, e da própria Rosinha, na 6ª Bienal do Livro de Campos, dando conta que o julgamento do recurso não se daria hoje. O ex-governador teria afirmado, inclusive, que os autos do processo ainda estão no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Por sua vez, uma fonte pouco confiável da blogosfera local — nela conhecida e reconhecida pela apuração nem sempre criteriosa, o hábito de especular sob pseudônimos e a cópia sem crédito de outros blogs —, anunciou hoje como “exclusivo” a informação que um colega de ofício soltara desde domingo, dando conta de que aquilo que se encontra no TSE, por parte da defesa de Rosinha, não é propriamente o recurso da sua cassação, mas um agravo de instrumento. Como informou a fonte original e não creditada pelo plagiador virtual, a finalidade da movimentação jurídica seria justamente fazer subir à instância máxima da Justiça Eleitoral o recurso da prefeita cassada, que Garotinho revelou ainda estar no TRE.

Como este blog procura se pautar por critérios mais éticos, não custa lembrar que o primeiro a divulgar a possibilidade do julgamento de Rosinha nesta semana foi o jornalista e blogueiro Fernando Leite, que anunciou (aqui) o julgamento para o dia 17. A partir do aprofundamento da informação por este blogueiro, junto ao vereador Marcos Bacellar (PTdoB), é que surgiu a previsão do julgamento ocorrer hoje.

Como a sessão do TSE começa daqui a pouco, saberemos, até o final do dia, se o agravo será julgado hoje ou não. Agora, na dúvida se, como teria afirmado Garotinho, esse atraso é mesmo ruim para Rosinha, numa coisa seus pares e detratores hão de concordar: é péssimo para Campos.