Condenações de Rosinha e Arnaldo pelos adversários de 2008

Morosidade da Justiça Eleitoral. Entre três concordâncias e uma discordância quanto ao teor das decisões do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que cassaram os direitos políticos do casal Garotinho e do deputado Arnaldo Vianna (PDT), por conta de abusos cometidos nas eleições municipais de 2008, todos os demais candidatos do pleito — Odete Rocha (PC do B), Paulo Feijó (PR) Graciete Santa (PCB) e Marcelo Vivório (PRTB) — lamentaram a demora na ação do Judicário.
Nenhum dos quatro ex-candidatos confirmou que voltaria a tentar novamente a Prefeitura, caso realmente se configura a nova eleição determinada pelo TRE, na condenação da prefeita Rosinha (PMDB).
— Nós precisamos que coisas como as que vimos nas eleições de 2008 sejam julgadas de uma maneira mais rápida. A gente, que disputou o pleito de maneira correta, sai prejudicado. A disputa é muito desigual e nós sentimos isso durante toda a campanha, esse poder econômico que buscava polarizar a eleição entre esses dois grupos agora condenados. É uma história que parece não acabar nunca e, na verdade, começou desde 2004. E as consequências não são só políticas. Vivemos no capitalismo e nenhum capitalista vai investir numa cidade com tanta instabilidade política. Lamento que nós todos tenhamos novamente que estar fazendo esse exercício daquilo que poderá acontecer na política de Campos a partir de decisões judiciais. Por enquanto, o que há de concreto é minha pré-candidatura a deputada estadual e é nesta certeza que eu e meu grupo temos, por enquanto, que apostar. Agora, eu pergunto: quem criou essa confusão? Quem a legitimou? — indagou Odete, que teve 26.952 votos em 2008.
— O TRE está se desmoralizando, levando instabilidade ao Estado do Rio, cassando um prefeito a cada semana. Por que a Justiça Eleitoral não é rigorosa durante a campanha? Agora, na metade do mandato de Rosinha, a quatro meses da eleição para governador, sai uma decisão dessas? É muito estranho. Tanto no caso de Garotinho e Rosinha, quanto no de Arnaldo, não creio que nenhuma dessas decisões irá prosperar. Tenho certeza de que serão reformadas em instâncias superiores. O TRE está muito politizado. Não há como pensar em nova eleição. A prefeita Rosinha recorre no cargo e vai cumprir seu mandato até o final — apostou o ex e pré-candidato a deputado federal Paulo Feijó, que disputou a eleição municipal pelo PSDB, conquistando 3.686 votos, antes de migrar ao PR e chegar a ocupar a secretaria de Meio Ambiente de Rosinha.
— Penso a mesma coisa de um caso e do outro. Se o TRE entendeu que tinha motivos para condenar um lado, também teve motivos para condenar o outro. Quem acompanhou as eleições em 2008, quem leu os jornais, viu quantos escândalos aconteceream. Só lamento que a Justiça não tenha agido com a pressa necessária. Agora a Justiça não cassou a mim. Não cassou a Odete, não cassou o Feijó. Por quê? Deixo a pergunta no ar, até para que o eleitor faça uma reflexão e pense melhor na próxima vez que for votar. Se houver nova eleição, meu nome está à disposição do partido, mas antes precisamos conversar com todos que nos apoiaram em 2008 — ressalvou Vivório, que teve 963 votos na disputa pela Prefeitura.
— Essa morosidade da Justiça realmente é muito ruim. São questões que não deveriam se estender por tanto tempo, prejudicando o município com essa incerteza criada e pela mais essa exposição de Campos, novamente de maneira negativa, em toda a mídia nacional. Mas, por outro lado, ainda bem que chegou, afinal Rosinha ainda está no segundo ano de mandato. Pior seria se tivesse extrapolado os quatro anos. Ainda é muito cedo para fechar uma posição quanto à nova eleição. Eu e meu partido vamos discutir isso, no sábado. Só depois disso tomaremos alguma decisão — disse Graciete, que não chegou a ter a candidatura aceita em 2008.







