Hoje, o mundo entre o Flamengo e o Paris Saint-Germain

Em dezembro de 25?
A partir das 14h (de Brasília) de hoje, mais de 55 milhões de brasileiros estarão menos distantes da maior glória da história centenária do Flamengo: ser campeão mundial de futebol. O que só a geração de Zico, Leandro, Júnior e cia. conseguiu há 44 anos, “em dezembro de 81”. E que a geração de Arrascaeta e Bruno Henrique terá mais uma chance de tentar igualar.
O PSG do melhor do mundo
O Flamengo tem mais tradição que seu adversário europeu Paris Saint-Germain (PSG). Mas este tem mais dinheiro, desde que foi comprado em 2011 por um fundo estatal do Qatar. Onde será disputada a final, no estádio Ahmad Bin Ali, na cidade de Al Rayyan. E, além do novo melhor do mundo da Fifa, o atacante francês Dembélé, o PSG tem outros grandes jogadores.
Vitinha é o cérebro
Os portugueses Vitinha e Nuno Mendes são craques. O primeiro é o volante e cérebro do time, enquanto o segundo é, hoje, o melhor lateral-esquerdo do mundo. Outro português, João Mendes é um meia criativo, enquanto o ponta-esquerda georgiano Kvaratskhelia, ao estilo Bruno Henrique, pode ser mais difícil de ser marcado do que ter seu nome pronunciado.
Dembélé e Pedro
Como quase todo grande clube europeu, o PSG também tem seu brasileiro, o zagueiro Marquinhos, capitão da equipe. Dembélé se recupera de virose e pode, como o centroavante rubro-negro Pedro, que volta de contusão, só entrar no decorrer do jogo. Sobretudo se um ou outro time precisarem desesperadamente de gols.
Arrasca e BH
Aos 31 anos e melhor jogador de 2025 no futebol brasileiro, o uruguaio Arrascaeta vive a grande fase da sua carreira no Flamengo. E tem revertido uma característica que incomodava em temporadas passadas: sumir nos momentos decisivos. Aos 34, BH não vive seu melhor momento. Mas nunca se intimida e costuma surgir para decidir os jogos mais difíceis.
Mais posse, menos erros
Flamengo e PSG, como seu técnico espanhol Luiz Enrique frisou ontem, têm como marca a posse de bola. Quem a retiver mais tende a se impor. E, sobretudo, quem errar menos. Após a eliminação por 4 a 2 para o Bayern de Munique na Copa do Mundo de Clubes, o time de Filipe Luís não pode entregar três gols em saída de bola. Nem desperdiçar as chances que criar.
Mundo, mundo, vasto mundo
Embora o L’Équipe, principal jornal esportivo da França, tenha posto ontem PSG e Flamengo em pé igualdade, quem os têm no chão, e os olhos nos orçamentos, sabe que a seleção mundial do clube francês é favorita diante da seleção sul-americana da Gávea. Mas é futebol. E serão 55 milhões no coro: “E agora o seu povo pede o mundo de novo”. Venha ele ou não.
Publicado hoje na Folha da Manhã.















