Hoje, faltam apenas quatro dias à urna de 2 de outubro, no domingo. Na realidade de Campos, é uma chance rara que só a democracia pode dar: do usineiro ao boia fria, cada voto tem o mesmo peso e valor. Como fez em várias outras eleições, a Folha tentou retratar esta da maneira mais objetiva possível: através dos números das pesquisas. Que não são infalíveis, mas apontam tendências. Baseado nelas, não na torcida contra ou a favor, é possível afirmar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador Cláudio Castro (PL) e o senador Romário (PL) chegam nesta reta final como franco-favoritos em suas respectivas disputas.
Muito além da esquerda x direita
Isso quer dizer que o presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) e, ao Senado, os deputados federais Clarissa Garotinho (União) e Alessandro Molon (PSB) não têm chances? Absolutamente, não! Mas caberá a eles tentar alcançar e ultrapassar o líder de cada disputa. E só têm mais quatro dias para isso. Bolsonaro e Freixo, bem verdade, podem ter mais 28 dias depois, até o 2º turno, marcado para 30 de outubro. Mas o fato de Lula liderar até aqui na sua raia, como os bolsonaristas Castro e Romário nas suas, prova como o processo eleitoral é bem mais complexo do que as simplificações ideológicas entre esquerda e direita.
Pesquisas a presidente, governador e senador
Esta última semana antes do voto será cheia de pesquisas. E foi aberta com três delas na segunda (26), de institutos sérios e metodologias diferentes. De manhã, saíram a BTG/FSB nacional a presidente e a Genial/Quaest a governador, senador e presidente só no RJ. À noite saiu a Ipec (antigo Ibope) nacional a presidente. A FSB ouviu 2.000 eleitores por telefone, de sexta (23) a domingo (25); a Quaest ouviu 1.500 eleitores presencialmente, de quinta (22) a domingo; a Ipec ouviu 3.008 eleitores presencialmente, de domingo a segunda. As duas nacionais, com margem de erro de 2 pontos. A estadual, com margem de erro de 2,5 pontos.
Lula cresce, Bolsonaro patina
A BTG/FSB e a Ipec confirmaram a tendência apontada por todas as pesquisas sérias da semana anterior: Lula em tendência moderada de crescimento e Bolsonaro estagnado, aparentando ter batido em seu teto. No contraste entre as três últimas BTG/FSB, após crescer 3 pontos de 12 a 19 de setembro, o petista cresceu mais 1 ponto ontem e tem hoje 45% na consulta estimulada ao 1º turno, enquanto Bolsonaro patina nos 35% há três pesquisas. Na comparação entre as três últimas Ipec, Lula cresceu 1 ponto do dia 12 ao 19, mais 1 ponto ontem e tem hoje 48%, enquanto Bolsonaro também patina em 31% há três pesquisas.
Lula no 1º turno?
Se o crescimento do ex-presidente há três semanas, como a estagnação do atual, apareceu igual na BTG/FSB e na Ipec, as duas pesquisas têm uma grande diferença. É a pergunta que qualquer observador, desapegado de paixões, está fazendo: Lula pode ou não alcançar o mínimo de 50% + 1 dos votos válidos já no 1º turno? Pela BTG/FSB, onde ele tem 48% dos votos válidos, contra 37% de Bolsonaro, não. Muito embora, na margem de erro de 2 pontos, possa ser que sim. E, sim, com 52% dos votos válidos na Ipec, contra 34% do capitão, Lula levaria a eleição já no 1º turno. Mas, na margem de erro, também pode ser que não.
Até tu, Joaquim?
À dúvida sobre a eleição presidencial ser fechada já no próximo domingo, a certeza: Lula está muito próximo do número de votos necessário a isso. Essa marola favorável ao petista é inferior à onda bolsonarista em 2018, mas existe. Lembra um pouco a eleição de Rafael Diniz (Cidadania) prefeito no 1º turno de 2016. Contra sua reprodução nacional, o fato que só Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi eleito presidente em turno único, em 1994 e 1998. A favor, o clima com a série de apoios que Lula vem ganhando. Ontem, foi emblemático o dado por Joaquim Barbosa, ministro aposentado do Supremo e algoz do PT no Mensalão.
Do 1º ao 2º turno
Na campanha de Bolsonaro já é admitida a derrota parcial para Lula no 1º turno. E que se o atual presidente sair dele com cerca de 10 pontos atrás do ex, a toalha será jogada. O petista tem hoje 10 pontos a mais que o capitão na projeção do 1º turno na BTG/FSB, vantagem que chega a 17 pontos na Ipec. Se a eleição presidencial for ao 2º turno, marcado para 30 de outubro, o que ainda parece ser o mais provável, Lula bateria Bolsonaro sem grande dificuldade. Por 52% a 40%, 12 pontos de vantagem, na BTG/FSB. E por 54% a 35%, 19 pontos, na Ipec. Nas duas pesquisas, o petista ganharia os mesmos 2 pontos do 1º ao 2º turno.
Castro e Romário goleiam
Na Genial/Quaest, quem lidera é Bolsonaro, em empate técnico com Lula no RJ: 39% a 37%. Fora da margem de erro, o governador Cláudio Castro ampliou a 12 pontos a vantagem sobre Marcelo Freixo na estimulada ao 1º turno: 35% a 23%. Também venceria o 2º turno, por 45% a 31%. Como o 3º colocado, o ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT), tem só 9%, sem bater dois dígitos, há possibilidade aritmética, embora remota, de Castro levar em turno único. Sua situação só não é melhor que a de Romário. Com 39% na estimulada, o ex-craque dá goleada nos adversários menos distantes ao Senado: a campista Clarissa, com 13%, e Molon, com 12%.
Lula, Bolsonaro, Romário, Clarissa e Molon (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Com 42,6% do eleitorado brasileiro, a região Sudeste é considerada fundamental para a definição da eleição presidencial, a apenas a seis dias da urna de 2 de outubro. Nela, o estado do Rio de Janeiro tem o terceiro maior colégio eleitoral do país, atrás dos vizinhos São Paulo e Minas Gerais. E, segundo a pesquisa Genial/Quaest feita de quinta (22) a domingo (25) e divulgada hoje (23), o presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera numericamente a disputa entre os fluminenses, com 39% na consulta estimulada ao 1º turno, contra 37% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No universo de 1.500 eleitores do RJ ouvidos presencialmente no RJ, os dois estão em empate técnico na margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos. Fora dela e aliado do capitão, o senador Romário (PL) mantém sua liderança isolada em todas as pesquisas. Na genial/Quaest, ele tem hoje 39% de intenções de voto na consulta estimulada. É seguido pela deputada federal campista e bolsonarista Clarissa Garotinho (União), com 13%, e do também deputado federal Alessandro Molon (PSB), com 12%, tecnicamente empatados.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
ALTA, QUEDA E ESPONTÂNEA A PRESIDENTE — Embora lidere a corrida presidencial entre os fluminenses, Bolsonaro apresenta viés de queda, pois perdeu 1 ponto dos 40% de intenções de voto que tinha na consulta estimulada ao 1º turno na Genial/Quaest de 15 de setembro. Em contrapartida, embora venha numericamente em segundo no RJ, Lula tem viés de crescimento, pois ganhou 1 ponto dos 29% que tinha há 11 dias. Essas tendências se confirmam na consulta espontânea, em que Bolsonaro caiu de 35% aos atuais 34%, 4 pontos à frente de Lula, que, no entanto, subiu de 29% a 30%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
2º TURNO — Na projeção ao 2º turno, Bolsonaro também leva vantagem sobre Lula, mas mínima, de 1 ponto: bateria o principal adversário por 44% a 43% nas urnas fluminenses de 30 de outubro. Em comparação com a Genial/Quaest de 15 de setembro, os dois apresentaram hoje tendências de queda: o capitão tinha 45% e o petista 44%. Ambos perderam também 1 ponto nos últimos 11 dias.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
REJEIÇÃO — A desvantagem mínima do ex-presidente ao atual na projeção estadual do 2º turno reflete a rejeição, fundamental à definição das urnas de 30 de outubro. Lula tem 53% dos fluminenses que não votariam nela de maneira nenhuma, contra 51% de Bolsonaro. À frente dos dois, quem lidera o índice negativo no RJ é o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 57% de rejeição.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
REELEIÇÃO DO PRESIDENTE? — Em índice análogo à rejeição, quem perde por pouco é o capitão. Ele aumentou de 50% a 51% o número dos fluminenses que acham que não merece ser reeleito presidente, enquanto os que acham que merece caíram de 48% a 47%. O que confirma seu viés de queda moderada no RJ.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
INDECISOS AO SENADO — Ex-craque, Romário dá de goleada na consulta estimulada ao Senado e também tem boa vantagem no placar da espontânea. Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, o senador fica com 15%, Molon com 6% e todos os outros nomes da disputa, somados, com 12%. Todavia, os indecisos que na estimulada são apenas 7%, crescem na espontânea a 64%. São 8 pontos a menos do que os 72% da Genial/Quaest de 15 de setembro, mas indicam uma eleição ainda aberta, mesmo a seis dias da urna.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE
ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “Tecnicamente empatado com Lula, Bolsonaro aparece numericamente à frente entre o eleitorado fluminense tanto pesquisa espontânea, por 34% a 30%, quanto na estimulada, por 39% a 37%. Num eventual 2º turno, a disputa segue bastante apertada, com as intenções de voto em Bolsonaro no RJ superando numericamente as intenções em Lula em apenas 1 ponto: 44% a 43%. Na disputa para o Senado, o candidato à reeleição Romário, o mais conhecido pelo eleitorado, lidera com folga, registrando 39% das intenções de voto. Em relação ao levantamento anterior, de 15 de setembro, o atual Senador oscilou positivamente 2 pontos percentuais, dentro da margem de erro de 2,5% para mais ou para menos. A seis dias da eleição, além da liderança isolada, o candidato do PL apresenta tendência de continuidade do crescimento de sua intenção”, concluiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.
A seis dias da urna de 2 de outubro, no domingo, o governador Cláudio Castro (PL) segue liderando a corrida ao Palácio Guanabara. Na pesquisa Genial/Quaest, divulgada hoje e feita de quinta (22) a domingo (25), ele cresceu 4 pontos desde 15 de setembro, passando de 31% a 35% das intenções de voto na consulta estimulada ao 1º turno. Castro aumentou de 10 para 12 pontos sua vantagem ao principal opositor, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB), que cresceu 2 pontos, de 21% a 23%. Em terceiro na corrida, o ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT) cresceu 2 pontos, de 7% a 9%, enquanto os indecisos caíram 2 pontos, de 13% a 11%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
MAIORIA AINDA INDECISA — Apesar de polarizada, a eleição a governador não está cristalizada como a presidencial. Na consulta espontânea, sem a apresentação do nome dos candidatos, Castro também lidera, com 22%, com 11% de Freixo. Ambos cresceram 2 pontos e hoje têm 11 de diferença. Mas, mesmo com queda de 6 pontos, de 65% a 59%, os indecisos ainda são a grande maioria.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
DEFINIÇÃO DO VOTO — Apesar de aritmeticamente aberta, a definição do voto fluminense a governador passou pela primeira vez numericamente a indefinição na série da Genial/Quaest. Ainda que dentro da margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos, em um universo de 1.500 eleitores ouvidos presencialmente, hoje são 50% os que dizem que sua decisão à urna é definitiva, com 49% afirmando que podem mudar.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
2º TURNO E REJEIÇÃO — Na projeção do 2º turno, marcado para 30 de outubro, Castro também ampliou sua vantagem para Freixo. A quem bateria por 42% a 34% (12 pontos) no levantamento de 15 de setembro, e hoje derrotaria por 45% a 31% (14 pontos). Considerada fundamental para a definição do 2º turno, a rejeição segue com Freixo como líder isolado. Hoje, são 45% os fluminenses que não votariam nele de maneira nenhuma, com 32% do governador em busca de reeleição e 13 pontos abaixo no índice negativo.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
CASTRO BATE FREIXO NO RIO, BAIXADA E INTERIOR — Castro está à frente de Freixo nas três regiões do estado recortadas pela Genial/Quaest. Na cidade do Rio de Janeiro, única em que o deputado federal do PSB liderava numericamente até 15 de setembro, por 31% contra 29% do governador, este virou fora da margem de erro e hoje venceria por 34% a 28%, 6 pontos de vantagem. Na populosa Baixada Fluminense, embora Freixo tenha crescido mais, de 16% a 20%, continua atrás de Castro, que cresceu de 31% a 33%, 13 pontos de vantagem. No Interior, que engloba Campos e o Norte Fluminense, o governador tem a maior vantagem sobre seu principal opositor: de 34% a 12% de 11 dias atrás, aos 39% a 18% de hoje, 21 pontos de vantagem.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE
ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “Com entrevistas presenciais face a face, a seis dias do 1º turno, a Genial/Quaest aponta 12 pontos de vantagem a favor do governador Cláudio Castro, que aparece com 35% das intenções de voto na pesquisa estimulada. O percentual é 4 pontos maior, acima da margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, que os 31% apurados no levantamento anterior, divulgado em 15 de setembro. Marcelo Freixo, por outro lado, seu principal concorrente, embora positivamente, oscilou na margem de erro nos últimos 11 dias, de 21% a 23% das intenções. No 2º turno projetado, Castro seria reeleito com 45% dos votos, contra 31% de Freixo. O resultado reflete a rejeição 13 pontos menor do governador, que alcança 32%, contra os 45% de Freixo, quase metade do total, que declararam não votar nele de jeito nenhum. Chama a atenção, contudo, o baixo percentual de decisão do voto, com 49% dos eleitores declarando que a escolha do voto para governador não é definitiva e que ela poderá mudar até domingo. Com isso, a corrida ao governo fluminense segue aberta, com alto grau de indefinição”, concluiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.
Hoje, faltam seis dias para a urna de domingo, 2 de outubro. E o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre a última semana do 1º turno confirmando seu viés de alta registrado em todas as pesquisas eleitorais da semana passada, como o presidente Jair Bolsonaro (PL) a sua estagnação. Na pesquisa do Instituto FSB Pesquisas, contratada pelo banco de investimentos BTG Pactual — fundado por Paulo Guedes, ministro da Economia de Bolsonaro —, divulgada na manhã de hoje, Lula cresceu 1 ponto em relação à semana passada. E passou de 44% a 45% das intenções de voto na consulta estimulada ao 1º turno, 10 pontos à frente do capitão, que patinou nos mesmos 35%. Nos votos válidos, o ex-presidente tem hoje 48% na BTG/FSB, contra 37% do atual, 11 pontos de vantagem. Na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, o petista poderia definir a eleição ainda no 1º turno, com o mínimo de 50% + 1 dos votos válidos, excetuados os brancos de nulos. Na projeção do 2º turno, marcado para 30 de outubro, Lula bateria Bolsonaro por 52% a 40%. São 12 pontos de vantagem.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
VOTO ESPONTÂNEO E REJEIÇÃO — Na consulta espontânea, sem a apresentação dos nomes dos candidatos, que melhor mede a consolidação do voto, a diferença é muito pequena para a estimulada. E o crescimento de Lula na última semana foi maior, de 2 pontos, passando de 42% a 44%, enquanto Bolsonaro patinou nos mesmos 34%, 8 pontos atrás na espontânea. A projeção do 2º turno, embora permaneça atrás, foi a única consulta em que o capitão teve uma leve melhora nos últimos sete dias. Ele cresceu 1 ponto, de 39% a 40% das intenções de voto, enquanto o petista patinou nos 52%. Índice considerado fundamental à definição do 2º turno, a rejeição segue liderada pelo atual presidente, em quem 56% dos brasileiros não votariam de maneira nenhuma, contra 46% do ex-ocupante do cargo. Na comparação com a BTG/FSB de 19 de setembro, Bolsonaro e Lula cresceram 1 ponto na rejeição.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
ABSTENÇÃO E DEFINIÇÃO DO VOTO — Questão considerada fundamental para a possibilidade de conclusão da eleição por Lula no 1º turno, a abstenção tem preocupado o PT, sobretudo nas classes socioeconômicas mais baixas, onde seu candidato tem maior vantagem sobre Bolsonaro. No entanto, a BTG/FSB de hoje apontou que 84% dos eleitores brasileiros com certeza vão votar no próximo domingo. Outros 9% disseram que provavelmente vão votar. São apenas 4% os que têm certeza de que não votarão, com 1% dizendo que provavelmente não votarão e 2% que não responderam ou não sabem. A definição do voto cresceu 5 pontos na última semana, passando de 81% a 86% os que afirmam já terem tomado a decisão do voto e não mudarão até a urna. A definição do voto sobe a 89% entre os eleitores de Lula e a 91%, entre os eleitores de Bolsonaro.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
“VOTO ÚTIL” — Outra questão que pode influenciar a possibilidade de definição da eleição ainda no 1º turno é o chamado “voto útil”. Pelo qual o PT tem feito campanha, com o objetivo de ganhar até domingo parte dos eleitores do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e da senadora Simone Tebet (PT). Embora tenha sugerido essa migração na semana passada, quando apontou queda do pedetista (de 9% a 7%) e da emedebista (de 7% a 5%) em rima com o crescimento de 3 pontos (de 41% a 44%) de Lula, o mesmo não ocorreu na BTG/FSB divulgada hoje. Feita com 2.000 eleitores ouvidos por telefone, entre a sexta (23) e o domingo (25), Ciro apareceu agora na consulta estimulada ao 1º turno com os mesmos 7% de intenções de voto que tinha há sete dias, período em que Tebet oscilou 1 ponto para baixo, de 5% a 4%.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE
ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “A pesquisa BTG/FSB divulgada nesta segunda, realizada por telefone, mantém a tendência observada nas últimas pesquisas divulgadas na semana passada, por diferentes institutos, mesmo os que utilizam metodologia presencial: Lula oscilando positivamente dentro da margem de erro e Bolsonaro se manteve estável. O ex-presidente subiu 1 ponto percentual em relação à BTG/FSB de 19 de setembro, abrindo 10 pontos de vantagem sobre o atual presidente da República. A seis dias do primeiro turno, Lula tem 45% das intenções de voto e Bolsonaro 35% da preferência. Nos votos válidos, Lula alcança 48% das intenções, contra 37% de seu principal antagonista, levando, neste momento, a eleição na margem de erro aa o 2º turno. Para 86% dos eleitores, a decisão do voto já está tomada e não vai mais mudar até às urnas do próximo domingo. No eventual 2º turno, Lula aparece com 12 pontos de vantagem sobre Bolsonaro, com 52% a 40%; e com 10 pontos a menos de rejeição, com 46% a 56%”, concluiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.
Hoje, faltam exatos 7 dias para a urna de 2 de outubro. E penso ser um bom espaço de tempo para declarar publicamente meus votos. Que se resumem à minha opção enquanto cidadão em busca de representação, sem a menor interferência na minha atuação profissional enquanto jornalista, radialista e diretor do Grupo Folha de comunicação. Mas penso ser justo com quem mê lê, ouve e vê, saber que tipo de indvíduo político sou.
A presidente, voto em Ciro Gomes (PDT), nº 12. Não acredito em “voto útil” no 1º turno. Penso que o sistema de dois turnos foi introduzido no país pelos constituintes de 1988 justamente para que o voto útil seja feito naturalmente no 2º turno. Ciro é, de longe, o candidato mais preparado para ser presidente da República. E o único a ter um projeto de governo. Tem experiência parlamentar como deputado estadual e federal, ajudou a implantar o Plano Real como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, foi ministro da Integração Regional do governo Lula e foi um excepcional governador do Ceará, sobretudo na educação pública. Se fizesse pelo menos metade no Brasil, não estaríamos neste abismo. É o meu voto mais convicto.
A governador, voto em Rodrigo Neves (PDT), nº 12. Pelo mesmo motivo que não faço “voto útil” no 1º turno entre a opção menos ruim e mais bem cotada nas pesquisas a presidente, não o faço para o comando de um dos estados mais complicados da União. Rodrigo teve um bom mandato parlamentar como deputado estadual e, como Ciro no Ceará, vem de duas excelentes administrações em Niterói, minha cidade natal, que gostaria de ver implantadas para todos os fluminenses.
A senador, na Casa Alta da República, dedicada ao debate e definição dos grandes temas nacionais, voto em Alessandro Molon (PSB), nº400. É um grande parlamentar, com dois mandatos de destaque na Assembleia Legislativa e três na Câmara de Deputados, onde cumpriu papel importante como líder da oposição ao governo Jair Bolsonaro. Aos amigos fãs de Marcelo Freixo, como quem já entrevistou ambos, dou testemunho: “Molon é o que vocês acham que Freixo é”. Junto com Ciro, Molon é o meu voto mais convicto enquanto cidadão.
A deputado federal, na Casa Baixa da República, dedicada ao eco dos interesses regionais no debate nacional, voto em Christino Áureo (PP), nº 1155. A despeito de pertencer ao PP do cangaceiro Artur Lira, presidente da Câmara Federal e pai do Orçamento Secreto, o macaense Christino conhece e representa bem o Norte Fluminense em Brasília. Merece um segundo mandato. De perfil técnico, teve três bons mandatos de deputado estadual e foi um proativo secretário estadual de Agricultura nos governos Anthony Garotinho, Benedita Silva, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, sem se manchar por denúncia de corrupção.
A deputado estadual votarei no Professor Alexandre (PDT), nº 12050. Foi minha última definição de voto e o primeiro que darei a ele, embora sempre o tenha considerado uma boa opção em suas candidatuas anteriores a vereador, por seu compromisso com a educação pública. Estava em dúvida sobre minha opção à Alerj, pesando prós e contras de alguns nomes, até que há cerca de duas semanas saí do IFF, após participar de uma palestra sobre jornalismo, e encontrei com Alexandre e sua esposa panfletando. E com eles conversei um pouco. Ali defini meu voto, com o pensamento que só agora ecoo: “É isso que a política deveria ser! Onde foi que nós nos perdemos?”
Hoje, faltam oito dias para a urna de 2 de outubro. A dois domingos do 1º turno da eleição presidencial, todas as principais pesquisas indicam a oscilação positiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa, com o presidente Jair Bolsonaro (PL) estagnado nas intenções de voto em segundo lugar, bem à frente do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e da senadora Simone Tebet (MDB). Incomodado pelas tendências, Bolsonaro e seus apoiadores passaram a atacar os institutos de pesquisa. Muitos deles, os mesmos que projetaram em 2018 a vitória parcial do capitão no 1º turno, com Fernando Haddad (PT) em segundo lugar, e a eleição do hoje presidente no 2º turno. Projeções todas confirmadas há quatro anos pelo voto na urna.
CRESCIMENTOS DE BOLSONARO AO TETO — Antes de entrar na última semana da urna aparentando ter batido em seu teto, Bolsonaro teve três claros crescimentos nas pesquisas deste ano eleitoral. O primeiro entre abril e maio, quando herdou naturalmente os votos de centro-direita das desistências do seu ex-ministro Sergio Moro (União) e do ex-governador paulista João Doria (PSDB). Depois, entre o final de julho e agosto, sobretudo nos votos dos evangélicos, por conta dos ataques de toada neopentecostal ao PT; e da classe média baixa, com renda familiar mensal entre 2 a 5 salários mínimos, por conta da redução do preço dos combustíveis. E, o terceiro, a partir da sua superexposição na captura do bicentenário da Independência do Brasil, no 7 de setembro transformado em atos de campanha em Brasília e no Rio de Janeiro. Este último, marcado pelo “imbrochável”, se revelaria impotente para competir com a comoção mundial pela morte da rainha da Inglaterra Elizabeth II, aos 96 anos, em 8 de setembro.
ESTABILIDADE DE LULA DESDE 2018 — Lula, em contrapartida, manteve-se na estável na casa dos 40 e poucos % de intenções de voto todo o ano de 2022. A bem da verdade, ele liderava as pesquisas presidenciais desde 2018. Mesmo depois de preso por corrupção pela operação Lava Jato, em 7 de abril daquele ano. Até ter o registro da sua candidatura indeferido em 31 de agosto, pelo mesmo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) hoje atacado pelos bolsonaristas, o ex-presidente liderava com folga maior do que hoje as pesquisas presidenciais há quatro anos. Na Datafolha de 20 a 21 de agosto de 2018, Lula tinha 39% das intenções de voto, contra 19% de Bolsonaro. Na BTG/FSB de 25 e 26 de agosto de 2018, ele tinha 35%, contra 22% do capitão.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
PESQUISAS DA SEMANA — Quatro anos depois, a penúltima semana antes da urna foi aberta na manhã de segunda (19) pela pesquisa do mesmo Instituto FSB Pesquisas, contratada pelo mesmo banco de investimentos BTG Pactual, fundado pelo mesmo Paulo Guedes, hoje ministro da Economia de Bolsonaro. Feita entre a sexta (16) e o domingo (18), a nova BTG/FSB ouviu 2.000 eleitores por telefone. Na noite de segunda, saiu a nova Ipec (antigo Ibope), contratada pelo Grupo Globo e feita de sábado (17) ao dia da sua divulgação, com 3.008 eleitores ouvidos presencialmente. Na quarta (21), saíram outras duas pesquisas: a da Quaest Pesquisa e Consultoria, contratada pela Genial Investimentos Corretora, feita de sábado a terça (20), com 2.000 eleitores ouvidos presencialmente; e a PoderData realizada com recursos próprios, feita de domingo a terça, com 3.500 eleitores ouvidos por telefone.
Por fim, na noite de quinta (22), saiu a sempre aguardada Datafolha. Contratada pelos jornais Folha de S.Paulo e O Globo, foi feita com 6.754 eleitores ouvidos presencialmente, entre terça e a própria quinta.
1º TURNO — Na consulta estimulada ao 1º turno, todas essas cinco pesquisas, feitas com metodologias e em dias diferentes, registram o leve crescimento de Lula e a estagnação de Bolsonaro. Acima da margem de erro, o petista cresceu só na BTG/FSB. Onde, na comparação com a mesma pesquisa da semana anterior, ganhou 3 pontos, passando de 41% a 44% nas intenções de voto, enquanto o capitão patinou em 35%. A diferença entre os dois hoje é de 9 pontos.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Nas demais quatro pesquisas, Lula oscilou positivamente, mas dentro da margem de erro. No intervalo dos sete dias anteriores, ele subiu 1 ponto na Ipec, de 46% a 47%, enquanto Bolsonaro patinou em 31% — diferença hoje de 16 pontos. Na Quaest, o ex-presidente cresceu 2 pontos, de 42% a 44%, enquanto o atual patinou em 34% — diferença hoje de 10 pontos. Na PoderData, o petista cresceu 1 ponto, de 43% a 44%, enquanto o capitão patinou em 37% — diferença hoje de 7 pontos. Por fim, na Datafolha, Lula cresceu 2 pontos, de 45% a 47%, enquanto Bolsonaro patinou em 33% — diferença hoje de 14 pontos.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
VOTOS VÁLIDOS — Para liquidar a fatura no 1º turno, um candidato precisa nele atingir o mínimo de 50% + 1 dos votos válidos, excetuados brancos e nulos. Nas consultas estimuladas ao 1º turno, Lula entra na última semana antes da urna em tendência de crescimento. E sai de 47% dos votos válidos na BTG/FSB, de 52% na Ipec, de 49% na Quaest, de 46% na PoderData e de 50% na Datafolha. Se confirmar a tendência, pode repetir o que fez com ele duas vezes o Fernando Henrique Cardoso (PSDB), até aqui o único presidente do Brasil eleito em turno único, em 1994 e 1998, desde que o sistema de dois turnos foi adotado no país em 1989.
“VOTO ÚTIL” E ABSTENÇÃO — O feito de Fernando Henrique, creditado aos especialistas ao fato da sua eleição e reeleição presidenciais terem sido conquistadas com votação ainda em cédula de papel, mais fácil para anular o voto e reduzir o universo dos válidos, indica o quanto a tarefa de Lula hoje é difícil. Como não parece aritmeticamente impossível, dois fatores são considerados fundamentais ao objetivo petista: as campanhas pelo “voto útil” em seu candidato ainda no 1º turno e pelo comparecimento do eleitor às urnas, sobretudo o mais pobre, onde o ex-presidente sempre teve sua maior vantagem sobre o atual.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE
ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “Na pesquisa PoderData de quarta, a cada 10 eleitores que declararam voto em Ciro, quatro afirmaram que poderiam escolher outro candidato até 2 de outubro. Entre os eleitores de Tebet, de cada 10 entrevistados, três consideraram mudar o voto. Esses são os mais suscetíveis ao ‘voto útil’, que a campanha, sobretudo, de Lula tentará explorar nesta reta final. A ciência política utiliza duas palavras da língua inglesa para explicar a distribuição dos votos na reta final entre os dois principais líderes das pesquisas. A primeira palavra, ‘bandwagon’, se refere ao eleitor que opta pelo líder nas pesquisas, enquanto a segunda, ‘underdog’, se refere àqueles que votam para ajudar o segundo colocado. Aplicado ao caso desta eleição presidencial de 2022, muito mais marcada pela rejeição do que pela intenção, a decisão dos eleitores que optarem pelo voto útil se dará pelo combate ao antagonista rejeitado”, analisou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.
FHC E MEIRELLES — Aos 91 anos, FHC se posicionou na quinta e convocou no Twitter o voto a presidente em defesa da democracia. Excluiu veladamente Bolsonaro, mas não nominou Lula, por conta da aliança do seu partido com a chapa de Tebet, que tem a também senadora Mara Gabrilli (PSDB) como vice. Outro aceno da semana favorável ao petista, este explícito, veio de um ex-tucano: o banqueiro Henrique Meirelles (hoje, União), ex-presidente do Banco Central nos dois governos Lula e ex-ministro da Fazenda do governo “golpista” Michel Temer (MDB). Pode não ter trazido votos, mas sinalizou ao mercado, que respondeu imediatamente. Após o apoio de Meirelles ao favorito nas pesquisas presidenciais, junto a sete outros ex-presidenciáveis, o Ibovespa subiu 2,3% e o dólar caiu 1,8% em relação ao Real.
O PLANALTO E O PIAUÍ — Na contagem regressiva dos oito dias que restam à urna, o momento favorável a Lula se reflete na sua vantagem sobre Bolsonaro no 1º turno. Que vai de 7 pontos, na PoderData, a 16 pontos, na Ipec. Se confirmada na casa dos 10 pontos, integrantes da campanha de reeleição admitem que só restará jogar a toalha no 2º turno. Líder do Centrão e coordenador eleitoral do presidente, seu ministro da Casa Civil, o senador Ciro Nogueira (PP), chegou a pedir férias na quinta. O motivo? Deixar a disputa ao Palácio do Planalto para se dedicar à campanha eleitoral dos aliados no… Piauí. Com o clima de “barata voa” instalado em Brasília, Nogueira voltou ontem (23) ao governo e à campanha do capitão.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
2º TURNO — Na penúltima semana antes do 1º turno, Lula venceria Bolsonaro fora da margem de erro em todas as projeções de todas as principais pesquisas ao 2º turno, marcado para 30 de outubro. Por 52% a 39% na BTG/FSB, por 54% a 35% na Ipec, por 50% a 40% na Quaest, por 52% a 39% na PoderData, e por 54% a 38% na Datafolha. A vantagem do ex-presidente sobre o atual hoje seria de 10 pontos, na Quaest, a 19 pontos, na Ipec.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
REJEIÇÃO — Índice fundamental à definição do 2º turno, a rejeição é liderada por Bolsonaro em todas as principais pesquisas. Entre os brasileiros que não votariam em um ou no outro de maneira nenhuma, o capitão tem hoje 55% a 45% do petista na BTG/FSB, 50% a 33% na Ipec, 54% a 46% na Quaest, 51% a 38% na PoderData, e 52% a 39% na Datafolha. A desvantagem no índice negativo do atual presidente ao ex vai de 8 pontos, na Quaest, a 17 pontos, na Ipec.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
DE MINAS A LONDRES — Sábio político das Minas Gerais, o ex-presidente Tancredo Neves advertia: “Eleição e mineração, só depois da apuração”. O motivo real do abandono de 24h de Ciro Nogueira da campanha do capitão teria sido o racha dentro dela entre os pragmáticos do Centrão e os radicais bolsonaristas. Cujo discurso golpista, que cresce a rejeição do eleitor médio, foi retomado por Bolsonaro desde o domingo anterior, em Londres, em entrevista ao SBT: “se não ganharmos no 1º turno, com mais de 60% dos votos, algo de anormal aconteceu dentro do TSE”. No mesmo dia, ele usou a sacada da embaixada brasileira na capital inglesa para fazer um ato de campanha, cujos apoiadores foram repreendidos por cidadãos britânicos indignados pelo desrespeito de república amarela de bananas com o funeral da sua rainha. No Brasil, o eco foi a estagnação de velório nas pesquisas da semana, em que Lula apresentou leve crescimento.
LOGO ALI — Questionar previamente a apuração, quando se está atrás na disputa e com cerca de metade dos eleitores que se diz ter, talvez não fosse considerado por Tancredo como sinal de quem ainda ache possível virar no voto. Isso numa eleição até aqui mais marcada pela estabilidade do que por alterações. O resultado, saberemos daqui a apenas oito dias.
Rodrigo Fernandes, engenheiro e professor de engenharia do IFF
Um voto pela liberdade
Por Rodrigo Fernandes
Publicar a minha opinião política numa das principais mídias da imprensa do Norte Fluminense nunca esteve no meu radar, ainda mais quando o destaque é pelo fato de eu ser professor. A realidade é que o meu voto no presidente Bolsonaro não tem uma relação direta com esse fato em si, mas sim por causa dos valores que ele defende que são os mesmos que meus pais me educaram para a vida, e que eu e minha esposa educamos nosso filho: Deus, pátria, família e liberdade.
Não voto em pessoas, mas sim nas pautas e visões de mundo que o candidato defende, até porque pessoas passam, mas nossos valores e ideais devemos defender até o último dia de nossas vidas.
Professor é uma das profissões mais nobres e antigas da humanidade e nosso senhor Jesus Cristo é o maior deles. Ele nos ensina a sempre trabalhar com a verdade, pois sem o conhecimento só nos resta a ignorância, facilmente enganados seremos e pereceremos como povo. Nessa esteira, eu vejo com pesar um professor declarar o seu voto no principal oponente do presidente Bolsonaro, depois de ter acompanhado por anos nos meios de comunicação os vários escândalos de corrupção e mentiras que ele e o seu partido de esquerda estiveram envolvidos.
Estatisticamente, eu posso parecer um ponto fora da curva quando o assunto é o voto de um professor, porém a minha experiência mostra que existem muitos professores que não declaram o voto no presidente Bolsonaro por medo de sofrerem represálias, ainda que veladas, ou ainda serem excluídos por alguns colegas de trabalho. Porém, esses votos não declarados, ali, no cantinho solitário da urna, apertarão sim o número 22 no dia 2 de outubro deste ano, ao contrário do que projeta a maioria dos institutos de pesquisa, que terão sua credibilidade abalada.
O principal motivo do meu voto no presidente Bolsonaro é pela coerência das realizações do seu governo frente às suas promessas de campanha, pois vejamos: a nomeação de ministros técnicos e competentes, sem o loteamento partidário dos ministérios; a Reforma da Previdência, importantíssima para as gerações futuras dos nossos filhos e netos; a redução de impostos (IPI e IOF), zerando tributos federais sobre gasolina, etanol e diesel, e articulando para a aprovação de um teto para o ICMS cobrado pelos estados; a PEC Emergencial, o Auxílio Brasil de R$ 400,00 e o Auxílio Emergencial de R$ 600,00, importantes medidas para ajudar a população mais necessitada nos momentos críticos da pandemia, que também contribuíram para a rápida retomada da economia brasileira, fazendo com que nossa inflação seja menor do que a de países europeus e a dos Estados Unidos; a compra de mais de 600 milhões de doses de vacina contra a Covid-19; a Lei da Liberdade Econômica e o Marco das Startups, promovendo um ambiente favorável para o empreendedor brasileiro inovar e gerar mais postos de trabalho e riqueza; o Marco Legal do Saneamento, que está levando dignidade e saúde para milhões de brasileiros; o leilão do 5G; mais de 5 mil obras entregues, dentre elas a tão sonhada transposição do rio São Francisco, que levou água para milhões de brasileiros do Nordeste; o Revogaço, que desburocratiza o Estado e facilita a vida do cidadão; a eficiente administração de empresas públicas, como por exemplo os Correios, gerando lucro ao invés de prejuízo. Enfim, eu poderia listar aqui mais tantas realizações que não são mostradas pela outrora grande mídia brasileira, pois esta preferiu ser um partido de oposição ao governo Bolsonaro, ao invés de cumprir o seu nobre papel de informar a população.
Esta eleição está polarizada, de fato. Por isso, nunca foi tão fácil e natural definir o seu voto para presidente da república. O oponente do presidente Bolsonaro – que só está concorrendo porque foi reabilitado politicamente pelo STF, quando anulou, por motivo técnico, os processos que o condenaram em três instâncias – já teve a oportunidade de mostrar para a população brasileira como não se deve governar uma nação. Talvez, os mais jovens não conheçam a história nefasta que foram os governos de corrupção de 2003 até 2015. Por isso, tomo a liberdade de convidar o leitor para que converse com seus filhos e netos sobre toda a história de corrupção deste período e deixá-los tirarem as suas conclusões e decidam o seu voto consciente nesta eleição histórica.
A humanidade está em constante evolução. A busca por um futuro melhor e mais justo não se dá por imposição do Estado, mas sim pela iniciativa das pessoas, preservando e melhorando o que deu já certo e evitando erros do passado. O Estado deve prover segurança pública, garantir a lei, a ordem e a soberania nacional, bem como o acesso à saúde e a educação para todos os cidadãos. Mas para que as pessoas tomem a iniciativa de empreender, inovar e transformar, gerando riqueza, é preciso haver segurança jurídica, desburocratização, liberdade econômica e de expressão.
Sobre a liberdade de expressão, que foi uma das grandes conquistas do constituinte de 1988, o jurista e constitucionalista Dr. Ives Gandra Martins discorda da interpretação dos atuais ministros do Supremo Tribunal Federal, quando colocam o regimento do STF acima da Constituição, mantendo ativo o inquérito das “Fake News” há mais 3 anos sem autorização do Ministério Público, e cerceiam a liberdade de expressão. Ele ainda afirma que: “nós estamos tendo uma democracia, não aquela que o constituinte fez, que deu liberdade de expressão para todo mundo dizer o que bem entendesse, mas ao contrário nós estamos tendo uma democracia que diz: pode-se dizer democraticamente o que nós do Supremo entendemos o que é democracia. E estamos vivendo, efetivamente, um cerceamento de defesa, fazendo com que a democracia seja, não o que os constituintes puseram na Constituição, mas estão criando uma nova doutrina”.
O medo de parlar e de expor sua opinião não é uma característica de um país democrático, ainda mais quando causado pelo Poder que deveria garanti-la, pois como já dizia Rui Barbosa: “a pior ditadura de todas é a da elite do Judiciário, porque não temos mais a quem recorrer”.
É preciso lembrar que o próximo presidente irá indicar dois novos ministros para o STF. Portanto, reeleito, o Presidente Bolsonaro terá indicado um total de quatro nomes para o STF até o final de 2023. Mesmo assim, até 2028, ainda comporão a Corte 5 ministros indicados pelo partido do seu oponente. A natureza é sábia e nos ensina que devemos buscar o equilíbrio. Portanto, precisamos equilibrar as visões de mundo dos ministros do STF, pois, hoje, está com a sua balança pendendo demasiadamente para o lado esquerdo, e não representa a maioria da população brasileira.
Por isso, este professor que vos escreve votará em 2022 no presidente Jair Messias Bolsonaro.
Geógrafo com especialização doutoral em Estatística pelo IBGE, William Passos é o convidado para encerrar nesta sexta (23), ao vivo a partir das 7h25, a penúltima semana do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, antes da urna de 2 de outubro. Ele falará da disputa entre Garotinhos e Bacellar da Câmara Municipal de Campos à eleição à Alerj.
William também analisará a eleição a deputado federal na região e as pesquisas a senador e governador do RJ. Por fim, analisará as tendências das pesquisas ao Palácio do Planalto polarizadas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Cientista social de Campos que ganhou o Brasil, Marcelo Viana Estevão de Moraes é o convidado do Folha no Ar desta quinta (22), ao vivo a partir da 7h25 da manhã. Ele analisará a rixa entre Garotinhos e Bacellar na política goitacá, e a indefinição da nova Mesa Diretora da Câmara de Campos.
Marcelo também dará sua projeção à eleição de outubro a deputado estadual e federal na região, a senador e a governador do RJ. Por fim, ele analisará a eleição ao Palácio do Planalto, polarizada em todas as pesquisas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Produto de Campos, o açúcar extrafino da Coagro entrou e ganhou destaque na rede de supermercados Guanabara, uma das maiores do estado do Rio (Foto: Divulgação)
À frente da antiga usina Sapucaia e prestes a assumir a operação da usina Paraíso, que voltará a moer na próxima safra, a Coagro comemora a entrada do seu açúcar extrafino na rede de supermercados Guanabara. Com várias unidades na zona metropolitana do Grande Rio de Janeiro, entre a cidade do Rio e a Baixada Fluminense, é uma gigante do ramo varejista em território fluminense, que agora vende o produto de Campos.
— Com muito orgulho a Coagro conseguiu entrar com seu açúcar na rede Guanabara de supermercados, que é uma das maiores do estado do Rio. Além da boa resposta nas vendas que viemos obtendo do nosso produto, é muito significativo ter a nossa marca numa das mais concorridas prateleiras do Grande Rio. É a primeira marca de açúcar fluminense a entrar lá, com um produto novo e comercialmente competitivo, que é o nosso açúcar extrafino — disse o industrial, produtor rural e presidente da Coagro, Frederico Paes, também vice-prefeito de Campos.
Feita de sábado (17) a terça (20) e divulgada hoje (21), com 2.000 eleitores ouvidos presencialmente, a nova pesquisa do instituto Quaest Pesquisa e Consultoria, encomendada pela Genial Investimentos Corretora, confirmou as BTG/FSB e Ipec (antigo Ibope) de segunda (19): o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta tendência moderada de crescimento, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) mostra estagnação nesta reta final do 1º turno. Que se consumará daqui a apenas 11 dias. Na consulta estimulada às urnas de 2 de outubro, na comparação entre as duas Genial/Quaest da última semana, o petista cresceu de 42% aos atuais 44% de intenções de voto, no limite da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, enquanto o capitão tinha e manteve 34%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
VOTOS VÁLIDOS E 2º TURNO — Nos votos válidos, excetuados dos brancos e nulos, o ex-presidente tem hoje 49% — na margem de erro, pode ter o mínimo de 50% mais 1 dos votos válidos necessários para consumar a eleição em turno único —, contra 38% do atual. Na projeção ao 2º turno de 30 de outubro, Lula também cresceu 2 pontos na última semana, indo de 48% a 50% na Genial/Quaest de hoje, enquanto Bolsonaro permaneceu estagnado em 40%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
REJEIÇÃO — A rejeição é considerada fundamental à definição ao 2º turno. Entre as principais pesquisas presidenciais da semana passada, a Genial/Quaest de 14 de setembro tinha sido a que registrou a menor diferença na rejeição entre Bolsonaro e Lula: respectivamente, 52% a 47%, apenas 5 pontos, 1 ponto acima do limite da margem de erro. A indicar outra melhora do petista na reta final da disputa, essa diferença na rejeição entre os dois líderes de todas as pesquisas cresceu na Genial/Quaest de hoje, sete dias depois, para 8 pontos: o capitão tem hoje 54% dos brasileiros que não votariam nele de maneira nenhuma, 2 pontos a mais do que na semana passada; contra 46% de Lula, que reduziu 1 ponto no índice negativo.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
“VOTO ÚTIL” A LULA E TETO DE BOLSONARO — Se a BTG/FSB de segunda pareceu indicar que a campanha petista pelo “voto útil” ainda no 1º turno vinha surtindo efeito — com o crescimento de 3 pontos de Lula (de 41% a 44%), junto com as quedas de 2 pontos do ex-ministro Ciro Gomes (PDT, de 9% a 7%) e da senadora Simone Tebet (MDB, de 7% a 5%) —, a dúvida ficou aberta com a Ipec do mesmo dia, onde Lula cresceu 1 ponto (de 46% a 47%), Ciro se manteve estável em 7% e Tebet cresceu 1 ponto (de 4% a 5%). E permaneceu aberta com a Genial/Quaest de hoje, em que Lula cresceu 2 pontos (de 42% a 44%), Ciro caiu 1 ponto (de 7% a 6%) e Tebet cresceu 1 ponto (de 4% a 5%). Em todas as três pesquisas, Bolsonaro apareceu estagnado, aparentando ter batido em seu teto: em 35% na BTG/FSB, em 31% na Ipec e em 34% da Genial/Quest.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
ONDE LULA E BOLSONARO MAIS CRESCERAM? — Na Genial/Quaest, o crescimento dentro da margem de erro de Lula no quadro geral se operou fora da margem de erro em algumas faixas do eleitorado. Na comparação das pesquisas de 14 e 21 de setembro do mesmo instituto, o ex-presidente cresceu 12 pontos (de 44% a 52%) entre os sem religião, 4 pontos (de 38% a 42%) entre os com ensino médio, e 3 pontos em outras três fatias: entre os homens (de 39% a 42%), entre eleitores de 35 a 39 anos (de 39% a 42%) e os com 60 anos ou mais (de 45% a 48%). Nestas cinco faixas do eleitorado, Bolsonaro caiu ou ficou estagnado. Mas ele também cresceu fora da margem de erro em duas fatias: 3 pontos (de 38% a 41%) entre os eleitores com ensino superior e outros 3 pontos (de 28% a 31%) entre os católicos. Nestas duas, quem ficou estagnado foi Lula.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE
ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “A Quaest divulgada hoje confirma o crescimento de Lula, dentro da margem de erro de 2 pontos, já apontado pela Ipec de segunda. Também confirma a interrupção do crescimento de Bolsonaro, o que pode sinalizar para o teto de intenção de voto do presidente. As duas pesquisas aplicam exatamente a mesma metodologia: entrevistas individuais face a face com os eleitores em domicílios sorteados por probabilidade matemática. Se na última Ipec, Lula passou de 46% para 47%, enquanto Bolsonaro manteve os 31% de intenção, no cenário estimulado ao 1º turno, quando os nomes de todos os candidatos são apresentados aos eleitores entrevistados, na Quaest de hoje, o ex-presidente foi de 42% para 44%, enquanto o atual manteve os 34% do levantamento anterior, divulgado em 14 de setembro. Na Quaest de hoje, as intenções de votos de Lula ainda não são suficientes para dar ao ex-presidente um terceiro mandato ainda no 1º turno. No eventual 2º turno, Lula também subiu 2 pontos percentuais dentro da margem de erro, alcançando 50%. Bolsonaro manteve os 40% do levantamento anterior”, observou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.
Hoje, faltam 11 dias para a urna de 2 de outubro. Na eleição presidencial mais polarizada desde 1989, na redemocratização do país, quando passou a ser em dois turnos, a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) talvez seja melhor explicada pela paixão. Mas só pela razão o processo eleitoral pode ser entendido. Até os votos serem depositados e a apuração finalizada, as pesquisas eleitorais são a maneira mais objetiva não de adivinhar o resultado, mas de compreender as tendências do eleitorado para além das bolhas. Que, goste-se ou não, serão furadas daqui a apenas dois domingos.
Lula cresce e Bolsonaro patina (I)
Da planície goitacá, a Folha tem feito um esforço ao noticiar e analisar as principais pesquisas sobre quem governará o país do Planalto Central. Esta penúltima semana antes da urna, como de hábito, foi aberta ainda na manhã de segunda (19), pela pesquisa do Instituto FSB Pesquisa, contratada pelo BTG Pactual, banco de investimentos fundado por Paulo Guedes, ministro da Economia de Bolsonaro. E a tendência nela relevada, na comparação com a BTG/FSB de sete dias antes, foi de crescimento de Lula, que passou de 41% a 44% das intenções de voto na consulta estimulada ao 1º turno, enquanto Bolsonaro ficou estagnado nos 35%.
Lula cresce e Bolsonaro patina (II)
Fora da margem de erro de 2 pontos, a tendência de crescimento de Lula na BTG/FSB foi confirmada pela pesquisa Ipec (antigo Ibope) divulgada na noite da mesma segunda. Nela, dentro da margem de erro, Lula oscilou 1 ponto para cima, de 46% a 47% na consulta estimulada ao 1º turno; enquanto Bolsonaro confirmou sua estagnação: tinha e manteve 31% das intenções de voto. Com 47% dos votos válidos a Lula, contra 37% de Bolsonaro, a projeção da BTG/FSB foi de 2º turno, marcado para 30 de outubro. Que poderia não existir na Ipec, onde o ex-presidente teria 52% dos votos válidos já no 1º turno, contra 34% do atual.
2º turno e rejeição
Como a maioria das pesquisas aponta o 2º turno, essa é a tendência mais provável. Nele, pela BTG/FSB, Lula bateria Bolsonaro por 52% a 39%. E por 52% a 34% na Ipec. Na primeira, o petista levaria do 1º turno 9 pontos de vantagem, que chegariam a 16 pontos na Ipec. Dentro da campanha de Bolsonaro se comenta que se ele sair das urnas de 2 a 30 de outubro com 10 pontos atrás de Lula, a toalha será jogada. Índice fundamental à definição do 2º turno, a rejeição é liderada por Bolsonaro. Na BTG/FSB, são 55% os que não votariam nele de maneira nenhuma, contra 45% de Lula. Na Ipec, o presidente teve 50% de rejeição, contra 33% do ex.
“Voto útil”?
Com tendências semelhantes, a diferença básica entre as duas pesquisas é que Lula cresceu 3 pontos (de 41% a 44%) na consulta estimulada ao 1º turno da BTG/FSB, enquanto o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) caiu 2 pontos (de 9% a 7%) e a senadora Simone Tebet caiu outros 2 pontos (de 7% a 5%). O que pode ser reflexo da campanha petista pelo “voto útil” contra Bolsonaro na tentativa de definir a eleição em turno único. Mas essa possível migração de votos de outros candidatos a Lula não foi apareceu na Ipec, onde Ciro manteve os mesmo 7% da semana anterior, enquanto Tebet cresceu de 4% para 5%.
Onde Lula mais cresceu (I)
Qualquer alteração do quadro geral das pesquisas tem que ser conferida nas fatias do eleitorado, para saber onde as mudanças ocorreram. No crescimento dentro da margem de erro das intenções de voto de Lula na Ipec, ele cresceu mais na última semana em quatro faixas: 6 pontos (de 46% a 52%) entre os jovens de 16 a 24 anos, 4 pontos (de 45% a 49%) entre 35 a 44 anos, 4 pontos (de 43% a 47%) no eleitor com renda familiar mensal acima de 5 salários mínimos e 4 pontos nos sem religião (de 48% a 52%). Bolsonaro caiu ou ficou estagnado em todas essas faixas.
Onde Lula mais cresceu (II)
Acima da margem de erro, o crescimento de Lula na BTG/FSB foi bem mais amplo na distribuição entre as fatias do eleitorado. Ele cresceu 15 pontos (de 38% a 53%) entre 16 a 24 anos, 4 pontos (de 45% a 49%) nas mulheres, 6 pontos (de 26% a 32%) nos evangélicos, 11 pontos (de 46% a 57%) nos sem religião, 8 pontos (de 48% a 56%) entre 1 a 2 salários mínimos, 6 pontos (de 25% a 31%) no eleitor acima dos 5 salários mínimos, 6 pontos (de 56% a 62%) na região Nordeste, 5 pontos (de 34% a 39%) na região Sudeste, e 6 pontos (de 41% a 47%) no voto das capitais. Em todas essas faixas, Bolsonaro também caiu ou ficou estagnado.