Tadeu: “Pré-candidatura de Chicão em 2016 será maior prejudicada”

Alexandre Tadeu

 

 

“É a prova de que a Justiça está atenta. Pode ser lenta, mas uma hora chega à tona. Tem que ver essa questão das datas do Reda, alvo da ação e da condenação, até quando podiam ou não contratar. Naquela época (2012, quando integrava a bancada rosácea) o governo Rosinha parecia tranquilo em relação à questão, mas agora o juiz condenou. Acho que ela fica até o final do mandato. O maior prejudicado, por conta da inelegibilidade até 2020, será Chicão, um dos pré-candidatos a prefeito mais fortes do grupo para 2016”. Essa foi a análise feita hoje pelo vereador independente Alexandre Tadeu (PRB) sobre cassação da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os inelegíveis por oito anos a contar de 2012, muito embora os dois possam recorrer no cargo da decisão da 99ª Zona Eleitoral de Campos, divulgada ontem em primeira mão aqui.

Saiba mais sobre a repercussão do caso aquiaquiaquiaquiaquiaqui e aqui.

 

Amanhã (17/07), confira a íntegra do que Tadeu falou sobre o assunto na edição impressa da Folha.

 

Rafael Diniz: “Campos ficou conhecida pela cassação dos seus prefeitos”

Rafael Diniz

 

“Na primeira vez que Rosinha foi cassada (de maio a dezembro de 2010), meu avô (o ex-prefeito de Campos Zezé Barbosa) recebeu a notícia com muita tristeza. Não pelo que estava acontecendo no governo, mas pela imagem do município. Hoje, Campos é conhecida no Brasil por ter a pior educação do Estado do Rio, pela falta de transparência do governo, pelas constantes cassações do seus prefeitos. Isso é, sem dúvida, culpa de um grupo político que só pensa na manutenção no poder, não em administrar a cidade”. Assim o vereador Rafael Diniz (PPS) reagiu hoje à cassação da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os ainda inelegíveis por oito anos a contar de 2012, muito embora possam recorrer no cargo da decisão da 99ª Zona Eleitoral de Campos, divulgada ontem em primeira mão aqui.

Saiba mais sobre a repercussão do caso aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

Amanhã (17/07), confira a íntegra do que Rafael falou sobre o assunto na edição impressa da Folha.

 

Henriques: “Espero a decisão do juiz maior, o povo nas urnas de 2016”

Roberto Henriques 1

 

“Esse processo veio desde de 2012 e só agora foi julgado em primeira instância, cabendo recursos ainda no TRE e TSE. Na minha opinião, Rosinha terminará o seu mandato sem que o processo esteja transitado em julgado. Evidentemente que isso deixa a sociedade apreensiva, depois de ver cassados os prefeitos Carlos Alberto Campista, Alexandre Mocaiber e a própria Rosinha, que já tinha sido afastada antes por duas vezes. Mas espero a decisão do juiz maior, soberano: o povo que irá às urnas em 2016”. Foi assim que o deputado estadual Roberto Henriques (PSD), reagiu à cassação da prefeita Rosinha Garotinho e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os também inelegíveis por oito anos a partir de 2012, em decisão do juízo da 99ª Zona Eleitoral de Campos, adiantada em primeira mão aqui.

Conheça mais sobre a repercussão do caso aqui, aqui, aqui, e aqui.

 

Amanhã (17/07), confira a íntegra do que Henriques falou sobre o assunto na edição impressa da Folha.

 

Feijó: “No cargo, Rosinha vai reverter cassação na Justiça”

Feijó

 

 

“A disputa eleitoral no Brasil está ficando inviável, com tantos resultados das urnas alterados depois das eleições, pela Justiça Eleitoral em todas as instâncias. É a judicialização da política no Brasil, o que é lamentável. Mas acredito que a equipe jurídica da prefeita Rosinha (PR), que recorre no cargo, vai reverter essa decisão de primeira instância. Campos precisa de estabilidade”, pregou o deputado federal Paulo Feijó (PR), sobre a decisão do juiz da 99ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, Luiz Alfredo Carvalho Júnior, que cassou (aqui) os mandatos da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os também inelegíveis por oito anos, a contar de 2012. O juiz entendeu que a prefeita e seu vice abusaram do poder político e econômico, ao realizarem, às vésperas das eleições, a contratação de milhares de servidores temporários, através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).

Aqui, confira a manifestação sobre o assunto de José Geraldo, candidato a prefeito de Campos pelo PRP em 2012, autor da ação.

Aqui e aqui, através do sempre atento Blog do Bastos, confira o contraponto feito pelo secretário de governo de Campos, Anthony Garotinho (PR), e do líder rosáceo na Câmara Municipal, vereador Mauro Silva.

 

Amanhã (17/07), confira a íntegra do que Feijó falou sobre o assunto na edição impressa da Folha.

 

Rosinha e Chicão são cassados, mas recorrem no cargo

Rosinha e Chicão

 

Por decisão do juiz da 99ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, Luiz Alfredo Carvalho Júnior, disponibilizada hoje no site da Justiça Eleitoral, foram cassados os mandatos da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e seu vice, Chicão de Oliveira (PP), tornando-os ainda inelegíveis por 8 anos, a contar de 2012. A sentença não tem efeitos imediatos, ou seja, Rosinha permanece no cargo até o julgamento dos recursos que eventualmente foram interpostos. Em resumo, o juiz entendeu que os Réus abusaram do poder político e econômico, ao realizarem, às vésperas das eleições, a contratação de milhares de servidores temporários, através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).

Também foram condenados e declarados inelegíveis, as seguintes pessoas: Joilza Rangel Abreu, Izaura Colodete Antonio de Sá Freire, Magno Prisco Pereira Neves, Patricia Cordeiro Alves, Marcelo Neves barreto, Ana Lúcia Sanguedo Boynard Mendonça, Geraldo Augusto Pinto Venâncio e Cesar Palma de Salles Ferreira. Além da cassação do mandato e declaração de inelegibilidade, os réus foram condenados a pagar, cada um, multa de 15.000 Ufir.

Em sua sentença, o juiz destacou:

“Ora, o objetivo axiológico da norma eleitoral é de combater ações governamentais rotuladas como ‘urgentes ou inadiáveis’ mas que, em verdade, se prestam como subterfúgio para garantir a perpetuação no poder e não podem encontrar limitação temporal de 3 meses, como se inclina acertadamente o TSE.

“Veja o gravíssimo caso concreto que desencadeou estes autos, ainda que se considere véspera do período vedado, caracteriza-se de insofismável não razoabilidade que a Administração Pública contrate 1.166 pessoas e isto demonstre uma eficiente gestão pública ao invés de revelar intuito estritamente eleitoreiro. 

“A investigada Sra. Prefeita, aproveitando-se de sua condição de Chefe do Executivo perpetrou flagrante uso da máquina administrativa, notadamente de seus recursos e estrutura funcional, para, lograr benefício individual, representado pela instituição do Regime de Contratação de Pessoal por Tempo Determinado (REDA), a fim de contratar cerca de 1.166 trabalhadores em ano eleitoral, abusando de sua autoridade e repercutindo, assim, em violação à igualdade de condições entre os candidatos das eleições de 2012 e, com isto, malversando a lisura e a normalidade do pleito”

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi movida pelo PRP e pelo seu ex-candidato a prefeito de Campos, José Geraldo Moreira Chaves, que teve José Paes Neto como seu advogado.

 

Atualização às 23h41 para dar o direito do contraditório na versão do advogado eleitoral dos condenados, Francisco de Assis Pessanha Filho, publicado aqui, em primeira mão, no Blog do Bastos:

“Em relação a decisão proferida na ação eleitoral referente ao REDA, a assessoria jurídica do Partido da República – PR vem esclarecer o seguinte: 

“A Prefeita do Município de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho, e o Vice Prefeito, Chicão Oliveira, não infringiram qualquer legislação eleitoral. Respeitando a decisão judicial e o Excelentíssimo Magistrado que a prolatou, confia que a decisão será revertida pelo TRE-RJ, eis que baseada, exclusivamente, em matérias jornalísticas extraídas de determinados veículos de comunicação. As contratações do REDA poderiam ocorrer até o dia 07/07/2012, sendo que a última se deu no dia 04/07/2012. Essa questão é objetiva, temporal, não há o que se questionar.

“Os autores da ação não apresentaram nenhuma prova que desse amparo as acusações, tendo a decisão se baseado em notícias colhidas da internet para afirmar que houve contratação após o dia 07/07/2012, o que levará, invariavelmente, a sua reforma. Além disso, é desproporcional aplicar-se qualquer sanção punitiva pela contratação de 1.166 pessoas, quando o resultado das eleições apontou a vitória da Prefeita Rosinha Garotinho com 167.615 votos, que retratam 69,96% do eleitorado, no primeiro turno, gerando a diferença de 106.472 votos para o segundo colocado.

“Ressalte-se, por fim, que a sentença não produz efeitos imediatos, não havendo que se falar em afastamento dos cargos.

“Francisco de Assis Pessanha Filho
Advogado”

 

 

Confira amanhã (16/07) a íntegra da reportagem na edição impressa da Folha.

 

Governo e oposição repercutem Pezão na sucessão de Rosinha

Rafael Diniz, Luiz Fernando Pezão e Comte Bittencourt, na última segunda  (13/07), no Palácio Guanabara (divulgação)
Rafael Diniz, Luiz Fernando Pezão e Comte Bittencourt, na última segunda (13/07), no Palácio Guanabara (divulgação)

 

“Tenho compromisso não só com a eleição do próximo prefeito de Campos, em 2016, como em apoiar nela aqueles que caminharam comigo, em 2014, na campanha ao governo do Estado: Rafael Diniz, Arnaldo Vianna, João Peixoto e Nildo Cardoso”.

Governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), na segunda-feira (13/07), em encontro aqui no Palácio Guanabara com deputado estadual Comte Bittencourt (PPS) e o vereador de Campos Rafael Dinis (PPS)

 

Página 2 da edição de hoje da Folha
Página 2 da edição de hoje da Folha

 

 

Vereador Mauro Silva (PT do B) — “Acho que a oposição está totalmente dividida, perdida. Talvez seja por isso que está lançando tantos nomes para disputar a sucessão da prefeita Rosinha (PR). É para ver se algum consegue colar. Até nos apoios que tenta buscar, a oposição se divide. Pezão é do PMDB e diz uma coisa, mas aí chega o presidente do partido e diz outra. Jorge Picciani já disse que o PMDB vai apoiar Geraldo Pudim, tão logo ele saia do PR para disputar a Prefeitura de Campos. E quem define candidatura é o presidente do partido, não governador. Mas acho ainda muito cedo para falarmos. Agora, tudo não passa de especulação. O grupo da prefeita Rosinha, por exemplo, tem muitos nomes: Suledil Bernardino, Fábio Ribeiro, Auxiliadora Freitas, Dr. Chicão, Edson Batista, o meu. Temos que decidir junto à nossa base de apoio quem será o candidato e por qual partido. Eu estou no PT do B; Edson, no PTB; Auxiliadora, no PHS; todos partidos da base. Os demais estão no PR, só Chicão está no PP, que saiu da base. E a janela para mudança, após a reforma política, deve ficar no final de setembro. Ainda falta acontecer muita coisa”.

 

Ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) — “Fico feliz de ver que o governador reconheça quem trabalhou para ele em sua campanha vitoriosa de 2014, inclusive em Campos. Ele citou os nomes todos, não esqueceu de ninguém. Que bom que estejamos unindo forças para ganhar em Campos. Se a oposição se unir, ganha a eleição. A insatisfação com o governo dos Garotinho é geral, nas pesquisas, nas ruas, nos hospitais que percorro todo dia como médico, conversando com as pessoas que hoje se sentem completamente abandonadas pelo poder público municipal, do qual não conseguem remédios, consultas, nem vagas para internação. A complementação à tabela do SUS pela Prefeitura, que era feita no meu governo, se está mesmo sendo paga como disse o casal Garotinho, ninguém é capaz de enxergar nos hospitais. A Saúde está um caos. Para isso mudar, tem que ser nas urnas. Coloco-me à disposição de todos os companheiros de oposição para discutir o melhor para Campos. Sigo o espírito do nosso hino nacional:‘Verás que um filho teu não foge à luta’. Se tiver que ser candidato, serei. Se tiver que apoiar outro companheiro, o farei sem dificuldades”

 

Crítica de cinema — Maldades divertidas

Bagdá Café

 

 

Minions

 

 

Mateusinho 5MINIONS — Desastrados, quase organizados e adeptos a uma linguagem nativa desconhecida (que, depois, se alterna entre um inglês mal falado e uma mistura de português e espanhol): assim são Kevin, Stuart e Bob, personagens principais da animação norte-americana “Minions” e seres unicelulares que habitam o planeta Terra, fazendo parte dele desde antes do nascimento do ser humano. A primeira aparição deles aconteceu no longa-metragem “Meu malvado favorito”, quando serviam o vilão Gru. Neste mês, os minions chegaram ao cinema com um roteiro que conta exclusivamente a saga da espécie em busca de um mestre perverso a quem possa servir. Dirigido por Pierre Coffin e Kyle Balda, o filme conta com as vozes de Sandra Bullock, Jon Hamm, Michael Keaton, Allisson Janney, Steve Coogan, Jennifer Saunders e George Jeffreys.

“Minions” apresenta a história dos seres amarelos desde tempos primórdios, durante a Era Mesozóica, marcada pela existência dos dinossauros. Já nessa época, eles procuravam um ser, de qualquer espécie, excessivamente cruel para que pudessem seguir. Após a extinção dos animais e o surgimento do ser humano, os minions conheceram novas realidades e continuaram em busca da figura idealizada, passando por homens primatas, vampiros e um pequeno homem cuja aparência faz alusão ao francês Napoleão Bonaparte, até chegarem a uma exposição de vilões na Nova York dos anos 60. Durante o filme, parte da missão do pequeno grupo é fazer com que os representantes escolhidos não morram.

Após fracassarem em diversos momentos, a tribo minion se une para dar origem à sua própria civilização, sem que precisem da ajuda de outras espécies. No entanto, ao terminarem a obra, os seres se sentem vazios pela falta de mestres malvados. Kevin, então, apresenta um plano aos parceiros: sair da caverna e lutar no mundo externo para encontrar o vilão de que tanto necessitam para darem continuidade aos seus objetivos. Para isso, ele escolhe dois amigos, Stuart e Bob. O trio desembarca em Nova York, no ano de 1968.

Apesar de direcionado ao público infantil, o filme une aspectos históricos e mitológicos à ficção, enriquecendo o roteiro. A segunda visão de Kevin, Stuart e Bob – após observarem a Estátua da Liberdade – é uma manifestação de hippies por paz e amor. O ano de 68 é um dos mais ricos da história recente, sendo caracterização por diversos movimentos, incluindo no Brasil, pela liberdade em momentos de ditaduras em vários países – incluindo o Brasil no qual o ano é marcado pelo recrudescimento regime militar com a instauração do AI-5. Na época, os Estados Unidos viviam a era do Flower Power. Em outras breves cenas, os minions se deparam com os americanos vestidos com roupas características da moda hippie.

Em sua busca por ídolos maléficos, o trio conhece Scarlet Overkill, tida como a vilã mais terrível dos EUA. Ela propõe um desafio durante a exposição de vilões. O vencedor seria um escolhido para servi-la. Kevin, Stuart e Bob concorrem e vencem, tornando-se parceiros da mulher, que almeja destronar a rainha da Inglaterra. Para cumprir a missão, ela conta com os minions, que aceitam o desafio. Após transtornos, Bob é coroado o novo rei britânico. A decisão acontece após o minion retirar uma espada de uma rocha, tal qual o rei Arthur em sua lenda.

Reforçando o aspecto reflexivo e crítico, durante o reinado de Bob, os minions aparecem em uma sequência que faz referência à visita de humanos à lua. De forma leve e rápida, é insinuada que a chegada do homem ao satélite terrestre, em 1969, foi uma farsa montada feita pelos norte-americanos. Na cena, a tribo passa em frente à câmera no momento da gravação, atrapalhando a filmagem, e o diretor grita “corta!”. Também sutilmente, “Minions” faz alusão a outras histórias fictícias, como a fábula “Os três porquinhos” – enquanto Scarlet os ameaça para que não fracassem na missão – e “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Caroll, quando a vilã, ao concluir que os seres amarelos querem lhe sabotar, exige que eles sejam mortos, em alusão à Rainha de Copas, de Caroll, que ordena a todos que a desagradam: “Cortem-lhe as cabeças!”

“Minions” é uma animação que deve ser assistida não somente por crianças, mas também por adultos. O filme une comicidade delicada e bem feita, ingenuidade – necessária para a sobrevivência nos dias de hoje – e é, também, embora de forma superficial, um ponto de partida para o conhecimento de fatos reais e narrativas fictícias, que dão origem a todo o universo e aos traços humanos.

 

Mateusinho viu

 

Publicado hoje na Folha Dois

 

Confira o trailer do filme:

 

 

 

 

Arnaldo: “Fico feliz que Pezão reconheça quem trabalhou para ele”

Ex-prefeito Arnaldo Vianna, um dos nomes citados por Pezão à sucessão de Rosinha
Ex-prefeito Arnaldo Vianna, um dos nomes citados por Pezão à sucessão de Rosinha

 

“Fico feliz de ver que o governador reconheça quem trabalhou para ele em sua campanha vitoriosa de 2014, inclusive em Campos (aqui). Ele citou os nomes todos, não esqueceu de ninguém. Se a oposição se unir, ganha a eleição”. Foi como reagiu, sem esconder o entusiasmo, o ex-prefeito de Campos Arnaldo Vianna (PDT), um dos quatro nomes citados ontem (aqui) pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando este garantiu seu compromisso com a sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), em 2016. Pezão garantiu que apoiará no ano que vem aqueles os que o apoiaram em 2014, citando, além de Arnaldo, o deputado estadual João Peixoto (PSDC), o vereador Nildo Cardoso (PMDB) e o também vereador Rafael Diniz (PPS), que agendou a reunião com o governador.

 

Confira amanhã a íntegra da reportagem na edição impressa da Folha.

 

Mauro reage a Pezão: “Oposição lança tantos nomes para ver ser algum cola”

Líder de Rosinha e um dos pré-candidatos a sucedê-la em 2016, o vereador Mauro Silva
Líder de Rosinha e um dos pré-candidatos a sucedê-la em 2016, o vereador Mauro Silva

 

“Acho que a oposição está totalmente dividida, está perdida. Acho que é até por isso que estão lançando tantos nomes para disputar a sucessão da prefeita Rosinha (PR). É para ver se algum consegue colar”, foi como ironizou o líder governista na Câmara Municipal, o vereador Mauro Silva (PT do B), procurado hoje pela reportagem da Folha. Também pré-candidato governista à sucessão de Rosinha Garotinho, Mauro reagiu às declarações dadas ontem pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que garantiu (aqui) seu apoio na disputa pela Prefeitura de Campos aos nomes que o apoiaram em sua campanha ao governo do Estado.

 

Confira amanhã a íntegra da reportagem na edição impressa da Folha.

 

Pezão caminhará em Campos com que andou com ele em 2014

Rafael, Pezão e Comte, ontem, no Palácio Guanabara (divulgação)
Rafael, Pezão e Comte, ontem, no Palácio Guanabara (divulgação)

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa e Mário Sérgio Junior

 

“Tenho compromisso não só com a eleição do próximo prefeito de Campos, em 2016, como em apoiar nela aqueles que caminharam comigo em 2014, na campanha ao governo do Estado”. Foi o que garantiu ontem Luiz Fernando Pezão (PMDB) no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, em encontro com o deputado estadual Comte Bittencourt, presidente estadual do PPS no qual está filiado o vereador campista Rafael Diniz, que levou à pauta do governador a política goitacá, em ebulição com as movimentações recentes à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR).

Rafael revelou que Pezão o aconselhou, assim como disse estar fazendo com os demais integrantes da oposição em Campos, a não se precipitar, buscando o diálogo com todas as correntes e quadros que enfrentam politicamente os Garotinho na cidade e região:

— O governador me pediu para seguir costurando junto ao ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), ao deputado João Peixoto (PSDC), ao também vereador Nildo Cardoso (PMDB), entre outros importantes nomes da oposição, inclusive os que recentemente abandonaram o governo Rosinha, quando se negaram a vender o futuro de Campos a mando do casal Garotinho.

Apesar de aconselhar o jovem vereador a trabalhar para abrir o leque de apoios à oposição campista, Pezão deixou claro que seu apoio na sucessão de Rosinha será dado a quem caminhou junto dele em 2014. Isso deixaria de fora pré-candidatos a prefeito que escolheram outros rumos na última eleição a governador, como o deputado estadual Geraldo Pudim, que apoiou a candidatura de Anthony Garotinho, derrotada ainda no primeiro turno.

Ainda no PR, Pudim está de malas prontas para o PMDB, a convite do presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), com a perspectiva de lançá-lo outra vez candidato a prefeito de Campos (perdeu em 2006 e 2006), mas agora contra o grupo dos Garotinho — muito embora haja desconfiança de que o próprio secretário de Governo de Rosinha possa estar por trás desse movimento. Outro pré-candidato a prefeito de Campos em 2016, o vereador Alexandre Tadeu (PRB) também não apoiou Pezão em 2014, mas o senador Marcelo Crivella (PRB), batido pelo governador nos dois turnos eleitorais.

 

João Peixoto (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)

 

Conversas para todos os gostos

 

“O candidato que o governador colocar a mão será o prefeito de Campos”, declarou o deputado estadual João Peixoto (PSDC), que ontem participou do programa Folha no Ar, veiculado pela Plena TV e rádio Continental, e deixou uma incógnita no ar em relação às especulações de seu nome para a disputa no ano que vem. Já o ex-deputado estadual Roberto Henriques (PSD) declarou em seu Facebook que teve conversas com o deputado estadual Geraldo Pudim (PR), com o médico Érik Schunk (Psol) e o líder do governo na Câmara, vereador Mauro Silva (PTdoB).

Ao ser indagado sobre a possibilidade de uma candidatura em 2016, o deputado João Peixoto respondeu o seguinte: “Qual político que não gostaria de ser prefeito em sua cidade? Mas é como Deus disse que para tudo tem seu tempo. Se o tempo for agora, será”. Peixoto ressaltou ainda que está aberto a conversas, mas tem compromisso com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB). “Estou aberto para receber e conversar, mas o compromisso do governador é com aqueles que estavam no palanque dele pedindo voto para ele. Não posso passar por cima”, complementou.

Peixoto aproveitou também para falar sobre os seis primeiros meses de seu quinto mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). “Todo mundo sabe da dificuldade que o governo tem passado por conta da queda de arrecadação dos royalties, mas acredito que tudo vá melhorar nesse segundo semestre”, disse. Ele informou que no próximo dia 16 estará em Natividade, com Pezão, inaugurando uma obra.

Já Roberto Henriques revelou que o “prato principal” de sua conversa com Erik Schunk, com Geraldo Pudim e com Mauro Silva foi a sucessão municipal. “A todos, recebo com urbanidade e dever ético, que deve permear esse assunto e o relacionamento entre os políticos. Mais uma vez, digo: Continuo observando… vou par e passo analisando os movimentos de todos os lados. (…) Os novos e os velhos enamorados estão cortejando a PMCG. Todos se enfeitam para seduzi-la. Foi dada a largada!! A partir de agora a corrida vai ficando intensa. Continuo observando… Os cenários serão múltiplos… Mutantes… nenhum protagonista estará seguro… Um aviso : Os Pais da noiva estão exigentes… (o povo)”, escreveu.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

Atualização às 10h19 de 20/07/15 para correção do partido de Crivella, atendendo à correção feita aqui, em comentário do leitor Orestes Lobo.