Wladimir responde a Rodrigo Bacellar, enquanto Caio cala diante de perguntas

 

 

Wladimir, Rodrigo e Caio (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Wladimir responde a Rodrigo

A pouco mais de 14 meses da eleição a prefeito de Campos, o clima esquentou de vez. Ontem, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) respondeu aos ataques do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD): “Rodrigo precisa sair do armário e definir de que lado está. Todos sabem a relação dele com o prefeito Rafael (Diniz, PPS). Eu converso com todas as correntes políticas, menos com Rafael. Porque minha principal aliança é com a população que vem sofrendo muito com a gestão desastrosa”. Por sua vez, desde o início do seu governo, Rafael denunciou (aqui) uma dívida de R$ 2,4 bilhões que teria sido deixada pelos Garotinho nos cofres públicos de Campos.

 

Rodrigo respondeu a Wladimir

Wladimir, Rafael e Rodrigo são pré-candidatos a prefeito de Campos. Assim como Caio Vianna (PDT), que já tentou em 2016. No programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, na última segunda-feira (22), o filho do casal Garotinho afirmou (aqui) que Rodrigo vai apoiar Caio em 2020, o que é comentado abertamente nos bastidores políticos da cidade. Mas foi além. E afirmou que o deputado estadual estaria tentando “limpar” a situação do pai, o ex-vereador Marcos Bacellar (PDT), para que este seja o vice em 2020 na chapa encabeçada pelo filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (MDB). Em 2016, Arnaldo apoiou Geraldo Pudim (MDB) contra Caio.

 

Ataque e contra-ataque

Como a Folha publicou ontem, Rodrigo atacou (aqui) Wladimir: “Esse menino, cuja história familiar é marcada por escândalos, corrupção, traições e que ainda insiste em se apresentar como candidato a prefeito, mesmo depois de Rosinha ter quebrado a Prefeitura (…)  está desesperadamente correndo atrás de apoio para tentar voltar à época da ‘mamata’ que ele tinha quando a mãe era prefeita”. O herdeiro dos Garotinho rebateu: “Prefiro não polemizar com quem não passa de 2% de intenção de votos, mesmo já dizendo que é pré-candidato (a prefeito), é típico de quem quer atacar pra ter a visibilidade que não tem”.

 

“Onde mora Caio?”

As intenções de voto se referem à pesquisa de um site, que colocou 2020 hoje polarizado entre Wladimir e Caio. Só que o site faz a assessoria de Caio. Que não fala com a imprensa que não se resume à sua assessoria. Assim tenta fugir de perguntas inevitáveis a quem quer governar a cidade. Relativas, por exemplo, ao hábito de só residir em Campos nos períodos eleitorais, se mudando tão logo as urnas não lhe sorriam, como fez em 2016 e 2018. Por isso foi criticado (aqui) pelo próprio Arnaldo, no Folha no Ar de 9 de abril. Sociólogo, professor da Uenf e simpatizante do PDT, Roberto Dutra indagou ontem (aqui) nas redes sociais: “Onde mora Caio?”.

 

Esperança

Se os jovens, com mais ou menos valor, despontam na disputa a prefeito de Campos, outros jovens da região dão belos exemplos. Aluno do Programa de Qualificação da GNA, em parceria com a Prefeitura de São João da Barra, Daniel Rangel Rosário foi medalha de ouro na etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento da Firjan Senai. Ele ficou em 1º lugar na categoria Eletricidade Industrial. O próximo desafio é uma etapa seletiva em 2020. Os alunos que cumprirem os requisitos necessários poderão chegar à WorldSkills Competition. Maior olimpíada de profissões técnicas do mundo, será realizada em Kazan, na Rússia, em 2021.

 

Contraditório

A retirada dos quebra-molas na RJ 158 até pode ajudar a diminuir os assaltos na rodovia que liga Campos a São Fidélis, porém o mato alto à margem da estrada ainda irá contribuir como esconderijo para os bandidos. O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro anunciou a remoção dos redutores a partir da próxima segunda-feira. Na mesma intervenção, o órgão poderia aproveitar a oportunidade para capinar o matagal ao redor.

 

Mais um gigante

Quem passa na avenida Arthur Bernardes, próximo à BR 101, vê em uma área ao lado de instalações da Águas do Paraíba, obras de limpeza de terreno preparando o local para receber o primeiro supermercado da Rede Assaí, em Campos. A área, de 50 mil m², foi alugada junto à família herdeira da extinta Usina do Queimado.

 

Com Mário Sérgio e Paulo Renato Porto

 

Publicado hoje (25) na Folha da Manhã

 

 

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