Alexandre Buchaul: “A cada nova prisão, mais uma pá de cal é lançada sobre a cova”

 

(Foto: Facebook)

“Mais um triste capítulo nas histórias do estado do Rio de Janeiro e do município de Campos. O jovem e promissor político que saiu de uma cidade do interior para ser governador e, então, candidato a presidente, coroa sua biografia com prisões sequenciais e escândalos de proporções a cada dia mais assustadoras. Não contente em ir só, leva a esposa a reboque. A cada nova prisão, mais uma pá de cal é lançada sobre a cova das velhas práticas políticas. Os que ainda não compreenderam isso, espero, farão companhia em breve a turma da ‘ala de ex governadores’ do presídio fluminense. Os avanços dos meios investigativos, o instituto da delação premiada e o maior rigor com desvios políticos tardaram, mas chegaram. Muitos dos que, no passado, escaparam com penas brandas, quando existentes, hoje amargariam anos de prisão. Será esse o maior dos escândalos envolvendo a gestão dos Garotinho em Campos ou vem mais por aí?”

Foi como Alexandre Buchaul (ainda PSDB), odontólogo, servidor municipal e pré-candidato a prefeito de Campos, reagiu à prisão na manhã de hoje (aqui) dos ex-governadores Anthony (sem partido) e Rosinha Garotinho (Patri), em decisão da 2ª Vara Criminal de Campos, por denúncia de superfaturamento no Morar Feliz e repasse de caixa dois para financiamento de campanha. Nos oito anos do governo municipal Rosinha, o programa de casas populares custou quase R$ 1 bilhão aos cofres do município. Vencido pela Odebrecht, cujos ex-executivos denunciaram o casal Garotinho na Lava Jato, o resultado da primeira licitação foi antecipado (aqui) em quase quatro meses pela Folha em 2009.

 

Confira a cobertura completa do caso na edição desta quarta (04) da Folha da Manhã

 

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