Jefferson Manhães de Azevedo, reitor do IFF (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)
Eleição da Uenf a um futuro mais largo, generoso e inclusivo
Por Jefferson Manhães de Azevedo
A Carta Magna Brasileira, em seu Art. 207, garante às universidades públicas a “autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial”. Entretanto destaca que as mesmas “obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”, elemento vertebral da natureza da educação superior brasileira e que, para o seu pleno exercício e atendimento aos interesses da sociedade, pressupõe uma universidade autônoma.
Para tanto, o projeto educacional de uma universidade não pode estar exclusivamente atrelado aos interesses conjunturais de governos, mas alinhado plenamente às demandas sociais e em sintonia com o fortalecimento da soberania nacional, a partir de uma relação dialogal e de cooperação com os demais países. Além disso, o projeto educacional das universidades públicas, de acordo com o Art. 205 da Constituição Federal, tem que promover “o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, como deve ocorrer nos demais níveis de ensino.
Já em seu Art. 206, a Constituição elege, dentre outros, alguns princípios basilares da educação brasileira, como a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”, o “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas”, a “gratuidade do ensino público”, assim como a “gestão democrática”. Portanto, eleger seus dirigentes é parte do ser e do se fazer universidade, permitindo a cada instituição de educação superior ressintonizar seu projeto educacional com as demandas sociais de seu território e do país.
Trata-se, portanto, de singular orientação constitucional na oportunidade de ampliar o diálogo e estreitar as relações da comunidade acadêmica com a sociedade, como é constitucional o exercício de fazer-se parte integrante de um projeto nacional soberano e criativo. É constitucionalmente salutar vivenciar e fortalecer a autonomia universitária, arcabouço imperativo para garantir os princípios basilares constitucionais de uma educação transformadora de vidas e formadora de cidadãos livres e autônomos conscientes e responsáveis pelo seu tempo histórico e pelos destinos da nação.
Neste sentido, as eleições da Uenf, sem sombra de dúvidas, estão permitindo que esta comunidade acadêmica se apresente e se reinvente para atender as urgentes demandas das “sociedades” de seu entorno, bem como de adensar ainda mais seu compromisso com o desenvolvimento de nossa região. Eleger um dirigente máximo de uma universidade é uma exigência constitucional e um imperativo para o fortalecimento social e para a formação de uma nova geração que precisa “inventar” o futuro, tornando-o mais largo, generoso e inclusivo.
Rodrigo Cavalcante Feitoza será o novo procurador-geral da Câmara de Campos (Foto: Facebook)
Mudança na procuradoria-geral da Câmara Municipal de Campos. Sai Felipe Albernaz Mothé, exonerado a pedido, pasa assumir outro cargo em Macaé, e entra Rodrigo Cavalcante Feitoza. A nomeação deve ser publicada amanhã no Diário Oficial. Indicação pessoal do presidente da Câmara, vereador Fred Machado (Cidadania), Rodrigo falou ao blog:
— Me senti muito honrado com o convite do presidente Fred Machado para assumir o cargo de procurador-geral do Legislativo. A ele meu respeito, agradecimento e sinceras homenagens. Após experiências vividas nos quatro municípios onde assumi cargos de procurador do Poder Executivo, atuar no Legislativo será um aprazível desafio. Me sinto preparado para auxiliar os nobres vereadores no que for preciso, debruçado, principalmente, sobre os princípios da moralidade, legalidade e eficiência, visando o bem comum da nossa cidade. O desejo do exmo. sr. presidente da Casa Legislativa de sempre querer buscar a perfeita harmonia entre os Poderes Legislativo e o Executivo Municipal, visando o bem comum da nossa população, foi o que mais me motivou a aceitar o cargo, o que nos proporcionará a realizar um bom trabalho.
Atualizado às 16h34 para colocar a declaração no novo procurador
Brand Arenari, sociólogo, secretário de Educação de Campos e ex-uenfeano
As instituições de ensino e a democracia: eleições na Uenf
Por Brand Arenari
As grandes instituições de ensino, independente de suas vontades ou intencionalidades, exercem um papel pedagógico na sociedade, desse modo abrindo novas possibilidades de padrões comportamentais coletivos e/ou enraizando determinados padrões. Novas instituições são em muitas vezes fontes de renovação da vida social.
Sem dúvida alguma esse papel foi e ainda é exercido pelo IFF. Esta instituição que, por sua importância e tempo de vida em nosso município, ajudou a moldar nossa vida coletiva em vários aspectos: econômico, social e político. Uma outra instituição, bem mais jovem mas não menos importante, também tem feito o mesmo, me refiro a Uenf.
Desde que a Uenf chegou e se desenvolveu a cidade não é mais a mesma, abriu espaço para um cosmopolitismo que é avesso às tradições de nossa terra. Quanto às eleições e à vida democrática de nossa cidade, a Uenf também tem sido uma grande professora. Gerações de alunos e funcionários têm aprendido um pouco de política nessa instituição. A Uenf não só tem formado grandes profissionais e cientistas, mas também forma quadros para um tipo específico de política republicana. Esse é o papel pedagógico das eleições e da vida política intrainstitucional. Posso dizer, com muito orgulho, que faço parte dessa história, também me formei na Uenf, também comecei minha vida política lá, no movimento estudantil. Sou filho e fruto desta instituição.
Inspirado nessa história, agora como secretário de Educação de Campos, pude colaborar diretamente com o prefeito Rafael Diniz para implementação de eleições diretas nas escolas, verdadeiramente democráticas, na expectativa que exerçam o mesmo papel pedagógico em toda nossa sociedade campista. Esperamos que este exercício democrático possa formar quadros para nossa política como também desenvolver e aprimorar nossa vida democrática.
Servidor federal, blogueiro do Folha1 e ex-uenfeano, Edmundo Siqueira na manhã de hoje no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)
Apesar da expressiva vantagem do professor Raúl Palacio, candidato a reitor na eleição da Uenf, que obteve 41,70% no primeiro turno da eleição a reitor da Uenf, contra 28,52% do seu adversário no segundo turno, professor Carlão Rezende, o baixo comparecimento na primeira rodada do pleito deixa aberto o resultado final, caso haja mais participação dos votantes, sobretudo dos estudantes. A ressalva foi feita na manhã de hoje, no Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, pelo ex-uenfeano, servidor público federal e blogueiro do Folha1, Edmundo Siqueira:
— Cerca de 250 professores votaram, 400 técnicos votaram e 1.800 alunos votaram. Os professores (são 300 votantes) já se posicionaram. Os técnicos, embora tenham faltado 200 votantes (são 600 no total), também. Mas os alunos tiveram uma adesão pequena, 1.800 em 7 mil. Então acredito que os alunos possam ser o fiel da balança no segundo turno — lembrou Edmundo, mesmo ressaltando que os estudantes da Uenf, apesar do número, representem 15% do colégio eleitoral da universidade, cabendo outros 15% aos técnicos e grande maioria de 70% ao magistério.
Apesar de opinar que a eleição a reitor da Uenf ainda está indefinida, o servidor federal e blogueiro criticou o nível dos ataques que Raúl Palacio, candidato que liderou o primeiro turno, passou a sofrer nas redes sociais antes da consumação do pleito:
— Eu fiquei triste de ver, acho que em rede social, um texto agressivo contra o Raúl. Achei desproporcional. Não estou defendendo ninguém, até porque não voto na Uenf. Mas achei agressivo, achei que talvez tenha ultrapassado certos limites. De falar que ele não tem produção acadêmica. É muito parecida a capacidade técnica dos dois (Raúl e Carlão). Nas entrevistas que eles deram (aqui e aqui) no Folha no Ar, você percebe isso. Querer desconsiderar a capacidade de qualquer um é errado, ultrapassa o limite ético. Você tem que impedir isso. Ou ao menos responder. Eu acho que se você tem um ataque desses, o próprio outro lado que está sendo beneficiado entre aspas, porque isso não é benefício nenhum, deveria dar uma resposta, se posicionar, para não parecer que está inflando isso.
Edmundo também abordou da recente greve dos médicos da Saúde Pública de Campos, inciada em 7 de agosto e concluída (aqui) no dia 3o do mesmo mês, que cobriu com afinco em seu blog no Folha1. Para ele, o movimento foi fruto de um conjunto de condições: cortes das substituições e gratificações pelos problemas financeiros do município, junto com a implantação do “famigerado” ponto biométrico e as condições de trabalho da categoria. E que foram estas que fez o movimento ganhar força nas redes sociais. Mas considerou ter se tratado de um clássico confronto entre patrão e empregado, conceituado por Karl Marx. O que acabou sendo uma ironia para uma categoria profissional que votou em peso no antimarxismo de Jair Bolsonaro (PSL) a presidente.
Esdmundo considerou “autoritarismo vinculado à religião” a atitude do dublê de bispo da Igreja Universal e prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB). Recentemente, ele tentou censurar um gibi, que continha uma cena de beijo romântico entre dois personagens masculinos, na Bienal do Livro do Rio. Sobre o assunto, ele chegou a entrevistar aqui, em seu blog, a socióloga, advogada, presidente da Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ) e também ex-uenfeana, Sana Gimenes.
Sobre outra eleição, a de prefeito de Campos em 2020, o blogueiro acredita que o desgaste do ex-governador Anthony Garotinho (sem partido) pode prejudicar a pré-candidatura do seu filho, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD). Mas observou que a polarização entre o grupo dos Garotinho e o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) interessa aos dois lados. Ele considerou o fenômeno eleitoralmente análogo ao enfrentamento entre petismo e bolsonarismo na eleição presidencial de 2018.
Raúl Palacio na quarta e Carlão Rezende, na quinta, no Folha no Ar (Fotos de Isaias Fernandes e montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Nesta quarta (11), o entrevistado do Folha no Ar 1ª edição será o professor Raúl Palacio, candidato a reitor da Uenf. Na quinta (12), o mesmo espaço será democraticamente ocupado pelo outro candidato à reitoria, professor Carlão Rezende.
Confira abaixo os vídeos, divididos em quatro blocos, da entrevista com Edmundo Siqueira:
Secretário de Desenvolvimento Ambiental de Campos, Leonardo Barreto foi o convidado de hoje no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)
Se a educação ambiental se faz com exemplo, o Folha no Ar 1ª edição da manhã de hoje (09), na Folha FM 98,3, foi didático. Durante o programa, que troxe como convidado o biólogo e secretário de Desenvolvimento Ambiental de Campos, Leonardo Barreto, dois telespectadores pediram (aqui) mudas de ipê amarelo, árvore símbolo da cidade, em comentários no streaming do programa na página da Folha FM no Facebook. E foram atendidos em tempo real pelo Wilson Duarte, da secretaria municipal cujo titular era entrevistado. Para quem também quiser adotar uma árvore, iniciativa que é um dos carros chefes do Densenvolvimento Ambiental goitacá, o contato pode ser feito pelo número 981689588.
Usando o exemplo de Campos, Leonardo contestou a “indústria das multas ambientais”, sempre lembrada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que acabou gerando queimadas na Amazônia e o repúdio internacional. Na interatividade que tem se tornado marca do Folha no Ar, outro comentarista ao vivo de hoje foi o professor Carlão Rezende. Candidato a reitor da Uenf na disputa do segundo turno, que é o convidado do programa nesta quinta (12), dia seguinte à entrevista com seu adversário Raúl Palacio, Carlão lembrou em comentário que no Brasil não se paga mais de 5% das autuações ambientais. Leonardo respondeu que em Campos esse índice é um pouco maior. Mas ressaltou que a ação da sua pasta é mais educacional do que punitiva.
Um dos tantos quadros cuja formação a cidade deve à Uenf, onde se graduou em biologia, o secretário de Desenvolvimento Ambiental analisou a eleição a reitor da universidade mais importante de Campos e da região. Elogiou os dois candidatos que disputarão o segundo turno, assim como o que ficou na disputa do primeiro, o também professor Enrique Medina-Acosta. Mas evitou tomar partido. Seu posicionamento político foi mais assumido na defesa da reeleição do prefeito Rafael Diniz (Cidadania), cujo governo integra. Ele ressaltou a liberdade que tem do prefeito, em busca do desenvolvimento econômico do município ambientalmente sustentável. Como destacou as dificuldades financeiras da cidade, com a queda vertiginosa das receitas do petróleo.
Fruto dos tempos áureos dos roylaties, a reforma da Praça São Salvador promovida e muito criticada no governo Arnaldo Vianna, foi ironizada pelos comentaristas do programa, por ter promovido a derrubada de todas as árvores que davam sombra e amenizavam o calor no coração da cidade. “Sr. secretário, não tem um projeto para arborizar a praça São Salvador? Fizeram pior que a Amazônia com a praça!”, disse o assíduo telespectador do programa Mauricio Furel Baptista. Leonardo respondeu que não há projeto neste sentido, pelas dificuldade que seria quebrar o calçamento feito em toda a praça. Mas falou do principal objetivo da sua pasta: a criação (aqui) do Parque Ecológico Municipal, em terreno de 320 mil m² localizado na avenida Arthur Bernardes.
Apesar da Prefeitura não ter divulgado prazo para início e conclusão da obra, Leonardo anunciou hoje no Folha no Ar que seu objetivo é entregar o Parque Ecológico à população até o final de 2020.
Nesta terça (10), o entrevistado do programa será o servidor público federal e blogueiro da Folha Edmundo Siqueira. Como tem se dedicado à cobertura da eleição a reitor da Uenf, assim como fez com a recente greve dos médicos da Saúde Pública de Campos, os dois assuntos integrarão a pauta, sempre a partir das 7h da manhã na Folha FM 98,3. Confira a programação da semana aqui.
Abaixo os vídeos dos três blocos do Folha no Ar de hoje, com Leonardo Barreto:
Christiano, após mais de cinco horas nadando e pedalando, cruza correndo a linha de chegada em Nice, na França (Foto: Julie Gomes Barbosa)
“Todos estão aqui com as suas histórias. E felizes por completarem a prova. É gente do mundo inteiro, do Chile, das Filipinas, da Polônia. Todos trazem suas famílias, é bonito de ver, de participar. É uma festa do esporte. Para quem é atleta profissional, é uma Olimpíada. E para os amadores, como eu, é uma chance de nadar, pedalar e correr lado a lado com os melhores triatletas profissionais do mundo. Nossas categorias são diferentes, mas competimos todos juntos. Nunca fiz uma prova tão dura. A etapa do cliclismo, como era esperado, com muita subida de montanha e 2 km a mais do que o normal, foi muito puxada. Mas felizmente não choveu. E estou muito feliz com meu resultado”.
Foi o que disse o triatleta campista Christiano Abreu Barbosa, 46 anos, que na manhã de hoje participou do Campeonato Mundial do Iroman, em Nice, no litoral sul da França. Com tempo total de 5 horas 17 minutos e 49 segundos, após 1,9 km de natação, 92 km de ciclismo e 21 km de corrida, ele ficou na 217ª colocação entre os 560 participantes da sua categoria: amador, de 45 a 49 anos. Nela, 507 conseguiram completar a prova, que deixou 53 pelo caminho.
No total, foram 3,7 mil triatletas de todos os continentes classificados e inscritos para testar os limites físicos do homem no palco do Mediterrâneo, berço da Civilização Ocidental. Um campista estava entre eles. E ao lado dos melhores do mundo, representou com a tenacidade de guerreiro goitacá a sua terra de planície, cortada e parida pelo rio Paraíba do Sul.
Com direito aos gritos da esposa e ao desbocado desabafo materno no áudio, confira abaixo o vídeo da chegada do triatleta goitacá no Campeonato Mundial do Ironman na França:
Luciane Silva, socióloga, professora da Uenf e 2ª vice-presidente da Aduenf
Eleições para Reitor na Uenf: desafios e perspectivas no segundo turno
Por Luciane Silva
A construção da Universidade Estadual do Norte Fluminense está intimamente conectada com o projeto de Darcy Ribeiro, a luta de uma região (a mobilização popular de 1989 que resultou em mais de 4 mil assinaturas e deu início a campanha constitucional pela criação da Uenf) e uma conjuntura política (o encontro de Leonel Brizola, eleito governador do Rio de Janeiro e do antrópologo visionário Darcy). Vinda de duas instituições Federais (UFRGS e UFRJ) chegar a Universidade do Terceiro Milênio em 2010, possibilitava repensar que ciência queríamos para o Brasil. E estar fora das capitais gerava ainda mais questões sobre os desafios em integrar a comunidade e trabalhar pelo desenvolvimento do Norte Fluminense e do país.
Qual o maior desafio a enfrentar neste momento em uma universidade com 100% de doutores e regime de dedicação exclusiva? Talvez, diante do todos os ataques à educação e à ciência , o maior desafio em 2019 e para os próximos 4 anos seja exatamente manter vivo o seu projeto de criação.
A Uenf completa seus 26 anos e enfrentaremos em breve o segunto turno da eleição para reitor. Até este momento, podemos pensar os resultados sob a metáfora do “copo meio cheio ou meio vazio”. Alguns noticiam o favoritismo da chapa 10. Outros, noticiam a ameaça que um segundo turno representa ao projeto de continuidade representado pelo candidato da reitoria. O comportamento eleitoral nem sempre pode ser lido como algo transparente e racional. Cada categoria faz suas escolhas com base em sua posição dentro do jogo político.
Na Associação de Docentes da Uenf nossa diretoria tomou uma decisão: não apoiamos nenhuma candidatura e ouvimos todos os candidatos. Nossa posição democrática se reflete no próprio resultado que mostra claramente três grupos divididos entre os docentes. Ou seja, este resultado no primeiro turno, explicita o voto como instrumento de rechaço à proposta de continuidade. Este dado, ao menos entre os docentes é evidente, absolutamente objetivo.
Nossa Associação de Docentes foi citada incontáveis vezes nos debates e em certo momento fomos criticados com o uso do termo “imaturidade política”. É importante explicar, embora não devesse ser necessário, que representamos os interesses dos professores e professoras e como tal, nossas posições têm neste grupo sua legitimidade de ação outorgada por eleição. Em 2017, defendemos abertamente a autonomia de gestão financeira para Uenf e fomos frontalmente contrários ao parcelamento desta autonomia.
Nossa questão era simples: não havia clareza sobre a forma do repasse, não havia clareza sobre os valores para folha de pagamento e custeio. E ainda hoje, as universidades estaduais do Rio de Janeiro temem uma autonomia de gestão que não garanta em lei, o pagamento de salários dos servidores. Isto foi dito na reunião feita com o Governo em junho de 2019.
Não se pode esconder os problemas o tempo todo. É parte do processo de gestão, informar a comunidade do que se passa com nossas contas e nosso planejamento para o futuro. Mas na atual conjuntura política, é preciso recuperar a vitalidade de Darcy Ribeiro para construir mundos que não existiam. Mundos de gente realizada na construção de ensino, pesquisa e extensão. Nossa relação com os parlamentares na Alerj e com o governo deve ser de respeito aos expedientes democráticos. Mas jamais devemos deixar de pautar nossos interesses. Se tentam instaurar a CPI das Universidades, se tentam criminalizar nossas aulas, se descumprem a lei, no caso dos duodécimos, não nos parece razoável aceitar sem luta, decisões que nos prejudicam.
O peso do cargo de reitor é demonstrado no emprego do pronome de tratamanto “magnífico”. Vamos retomar uma frase emblemática do antropólogo Darcy Ribeiro: “meus fracassos são minhas vitórias, eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”. Um processo eleitoral é uma oportunidade única para repensarmos por quais vitórias pretendemos ser reconhecidos como instituição de ensino, pesquisa e extensão. Darcy não abria mão de sua relação com a América Latina e com a indignação. Era um político e está sujeito a críticas. Mas certamente nos deixou como legado, a obrigação de não pararmos de sonhar. De que a Uenf não poderia apequenar-se em conchavos. Creio que ele não comprometeria este sonho por um poder estruturado sob vassalagem ou sob sujeição a qualquer ordem estranha à democracia. E certamente este será o desafio ao próximo reitor eleito. Já que existe a derrota na vitória — a eleição presidencial de 2018 é o exemplo mais eloquente—, o voto reflete a cada um sua forma de compromisso com a Uenf.
Na abertura do capítulo “O Homem Cordial” do livro “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda afirma: “O Estado não é uma ampliação do círculo familar e, ainda menos, uma integração de certos grupamentos, de certas vontades particularistas (…)”. Pensar a Uenf pós eleição é recuperar a crítica a formas particularistas de governo ou gestão que ao amarrarem certos compromissos internos, comprometem exatamente o que se pretendia fazer grandioso: o conceito de universidade.
A curto prazo alguns agraciados sentem a satisfação da vitória. Uma satisfação que se mostrará impotente quando confrontada com a fraqueza institucional diante dos desafios postos: a autonomia de gestão financeira em 2019, a necessidade dos concursos, a superação das fraturas internas, o cuidado com a saúde mental da comunidade, o respeito a diversidade, a discussão de gênero e raça, a acessibilidade. E sobretudo, o exercício diário da democracia. Em especial, será fundamental que se compreenda as discussões sobre gênero realizadas nas instituições de ensino brasileiras, do nível fundamental ao superior.
Nesta eleição temos visto um rebaixamento da discussão sobre a presença feminina em cargos de poder. Tratar este tema com seriedade exige a criação de melhores condições de trabalho para as mulheres. Cientistas, alunas, técnicas e terceirizadas. É importante evitar usos equivocados do conceito de gênero em uma sociedade que debate as desigualdades entre homens e mulheres no mundo do trabalho.
Termino este texto com um trecho do poema “Mundo Grande” de Carlos Drummond de Andrade: “tu sabes como é grande o mundo, conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão. Viste as diferentes cores de homens, as diferentes dores dos homens, sabes como é difícil sofrer tudo isto, amontoar tudo isto, num peito de um só homem, sem que ele estale”.
Revisitando o projeto de Darcy, após colher entre alunos esta leitura poética afirmo: “meu coração cresce dez metros e explode”
Preso na terça, Garotinho sai da cadeia, após habeas corpus no plantão do TJ da madrugada de quarta (Foto: Agência Brasil)
Prisão dos Garotinho
A nova prisão (aqui) de Anthony (sem partido) e Rosinha Garotinho (Patri) na última terça (03) pelo caso Morar Feliz, para serem soltos no dia seguinte (04), dividiu opiniões. As das paixões políticas a as jurídicas. Se as primeiras não devem ser consideradas à luz da razão, esta ilumina a complexidade da questão. Enquanto a promotora Ludmilla Bissonho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) vai insistir (aqui) no pedido de prisão do casal, o deputado federal de Macaé Felício Laterça (PSL) falou ainda na terça como delegado da Polícia Federal (aqui) ao blog Opiniões: “Não me parece haver fato novo que justifique as prisões”.
Fio da meada
De fato, a questão não é recente. Nesta mesma coluna, em 29 de maio de 2009, foi anunciado (aqui) que a primeira licitação do Morar Feliz, no primeiro dos oito anos de governo municipal Rosinha, tinha sido montada para favorecer a Odebrecht. O valor daquela licitação, adiada em quatro meses por conta da revelação do Ponto Final, era de quase R$ 358 milhões. E até os Garotinho saírem do poder em Campos, seu programa habitacional custou quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos do município. Pela Odebrecht, quem tratava com Garotinho eram seus ex-executivos Leandro Andrade de Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Junior.
A Lava Jato no caminho
Durante sete anos, mesmo confirmada, a revelação da Folha não gerou nenhuma investigação. Até que, em 22 de fevereiro de 2016, a 23ª fase da Lava Jato encontrou na residência de Benedicto (aqui) planilhas com as doações da Odebrecht a cerca de 300 políticos de 22 partidos. Entre eles, Anthony, Rosinha e Clarissa Garotinho (hoje, Pros). Em dezembro de 2016, Benedicto (aqui) e Leandro (aqui) delataram à Lava Jato superfaturamento de R$ 63 milhões no Morar Feliz, com repasse de R$ 25 milhões a campanhas políticas dos Garotinho. E, em 26 de junho de 2017, confirmaram (aqui) a história à 1º Promotoria de Tutela Coletiva do MP Estadual de Campos.
Ameaça e suspeição
O fato novo foi a denúncia de ameaça a testemunhas do caso. Valeu para o juiz da 2º Vara Criminal de Campos, Glicério Angiólis, decretar a prisão na terça dos ex-governadores do Rio e ex-prefeitos de Campos. Mas não valeu na madrugada de quarta para o controverso desembargador Siro Darlan — espécie de Gilmar Mendes do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) —, que deferiu o habeas corpus liminarmente no plantão. O pedido teria que ser julgado na 1º Câmara Criminal do TJ-RJ, mas todos seus cinco integrantes têm se declarado suspeitos para julgarem Garotinho. Até sexta (06), só faltava (aqui) um deles fazê-lo.
Garotinho x Lula
A 1ª Câmara Criminal é considerada uma das mais duras das oito do TJ-RJ. Mas é presidida pelo desembargador Luiz Zveiter, que tem vários processos por difamação e calúnia contra Garotinho. Daí as declarações como suspeitos para julgá-lo. Comparado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde abril do ano passado, enquanto Garotinho consegue sempre se safar, a tática de eleger seu julgador como oponente político, que não funcionou contra o ex-juiz federal Sérgio Moro, parece até agora estar dando certo para o político da Lapa. Nesta semana, um novo sorteio deverá ocorrer para o julgamento do habeas corpus.
Na tribuna da Congresso, na última quarta (04), Wladimir acusou o juiz que prendeu seu pai de “assédio sexual e moral”, e falou em “canalhas” (Foto: Reprodução)
Ataque à Justiça
Quem não possui o estilo beligerante de Garotinho é seu filho e deputado federal Wladimir Garotinho (PSD). Procurado pela reportagem da Folha na terça, ele não quis se pronunciar sobre a prisão dos pais, diferente da irmã e também deputada federal Clarissa. Mas na quarta, após os pais saírem da cadeia, Wladimir fez (aqui) um discurso duríssimo na tribuna do Congresso Nacional, em que atacou frontalmente o Judiciário e o MP de Campos: “não é de hoje que um grupo da justiça local da cidade de Campos vem perseguindo a minha família (…) por um grupo que, por interesses políticos e financeiros, tenta a todo custo destruir a minha família”.
Amor x razão
À parte a maneira envelhecida de fazer política, Garotinho tem inegáveis virtudes: talento, obsessão pelos objetivos e capacidade de trabalho. Isso, junto à fase áurea das receitas do petróleo, hoje em franca decadência, fizeram do ex-governador o político mais importante de Campos, desde o ex-presidente Nilo Peçanha. Goste-se ou não, é fato histórico. Quem admira o seu pai, dimensiona o que isso significa a um filho. Mas após a Associação dos Magistrados do Estado do Rio (Amaerj) emitir nota oficial de repúdio (aqui) aos ataques sofridos pelo juiz Glicério, Wladimir deve se cuidar para não repetir os erros do pai. Até para não pagar o mesmo preço.
Publicado hoje (08) na Folha da Manhã
Atualização às 13h55 para correção de erro de concordância de número no título da postagem
Leonardo Barreto, Edmundo Siqueira, Raúl Palacio, Carlão Rezende e Vanessa Henriques (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Programa líder de audiência em Campos e toda região, o Folha no Ar 1ª edição volta, da Folha FM 98,3, sempre a partir das 7h da manhã, fechou sua programação da próxima semana. Na segunda (09) o convidado é o secretário de Desenvolvimento Ambiental de Campos, Leonardo Barreto. A rodada semanal segue na terça (10), com o servidor público federal e blogueiro da Folha Edmundo Siqueira; na quarta (11), com o professor Raúl Palacio, candidato a reitor da Uenf no segundo turno da eleição; na quinta (12), com o professor Carlão Rezende, adversário de Raúl no turno final pelo comando da principal universidade de Campos e região; fechando na sexta (13) com a cientista social e militante feminista Vanessa Henriques.
Os ouvintes podem ser também telespectadores, no streaming ao vivo do programa na página da Folha FM (aqui) no Facebook. E, através de comentários, também participar em tempo real com observações, críticas e perguntas. Ou conferir depois as entrevistas, todas disponibilizadas na página da rádio no Face, além (aqui) do Youtube e neste blog. Nas ondas do rádio ou na tela, esperamos você lá.
O século 20 de Jesse Owens, Joe Louis, Johnny Weissmuller, Emil Zátopek, Adhemar Ferreira da Silva, Sugar Ray Robinson, Zizinho, Alfredo Di Sténao, Juan Manuel Fangio, Ferenk Puskás, Didi, Mané Garrincha, Pelé, Maria Esther Bueno, Éder Jofre, Teófilo Stevenson, Jacques Mayol, Yasuhiro Yamashita, Carl Lewis, Karch Kiraly, Martina Navrátilová, John McEnroe, Zico, Diego Maradona, Sugar Ray Leonard, Julio César Chávez, Mike Tyson, Magic Johnson, Michael Jordan, Alexander Karelin, Miguel Indurain, Kelly Slater, Alexander Popov, Royce Gracie, Niki Lauda, Alain Prost e Ayrton Senna produziu grandes atletas, verdadeiras lendas do esporte. Mas, talvez mais do que todos os outros, foi o pugilista Muhammad Ali quem reuniu o que há de melhor entre homem e esportista. Com seu título de campeão profissional peso pesado de boxe cassado e impedido mais de três anos de lutar nos ringues, por ter se recusado a lutar para matar na Guerra do Vietnã, passou a viver de palestras. Saindo de uma delas, na conceituada universidade de Harvard, os estudantes lhe pediram em coro um poema. O campeão parou, pensou alguns segundos, e disse: “Me, we!” (“Eu, nós!”).
Entre a mãe Diva e a esposa Julie, o triatleta Christiano Abreu Barbosa, que disputa neste domingo o Campeonato Mundial do Ironman, em NIce, na França (Foto: Arquivo Pessoal)
Um boleiro habilidoso desde moleque, que na meia idade se aposentou do futebol por contusões. E, pelos mesmos motivos, abandonou a curta carreira seguinte como maratonista. Mas, para dar vazão ao seu espírito altamente competitivo, acabou se tornando um triatleta de destaque, chegando a recentemente liderar o ranking de todo o Brasil em sua faixa etária. Este é Christiano Abreu Barbosa, 46 anos, diretor e blogueiro da Folha, e meu irmão caçula, que neste domingo (08) disputa o Campeonato Mundial do Ironman, em Nice, no litoral mediterrâneo da França.
A largada será às 9h da manhã, 4h da madrugada no Brasil, nas águas azuis do Mar Mediterrâneo, eixo comercial do mundo até as grandes navegações do séc. XVI. Daí será 1,9 km de natação, com tempo médio previsto entre 30 a 35 minutos. Depois é sair do mar para pegar a bicicleta e pedalar 92 km, parte considerada mais dura da prova, pelo circuito montanhoso nos arredores de Nice, com subidas muito íngremes e descidas perigosas, sobretudo se cair a chuva prevista. Quem conseguir cumprir essa etapa muito bem, deve fazê-lo em cerca de três horas, com médias de km/h consideradas baixas.
Após o pedal, de volta a Nice, é largar a bicicleta para a última etapa do Ironman: correr a pé uma meia-maratona de 21 km. Serão duas voltas pela orla do balneário mediterrâneo, cada uma com 10,5 km. Para quem cumprir muito bem o total da prova, a estimativa é entre cinco horas e cinco horas e meia. É considerado um tempo lento, mas que se justifica pelas dificuldades naturais do percurso no litoral sul da França. A perspectiva de encerramento do Mundial é às 14h locais, 9h da manhã no Brasil.
Como nosso pai antes dele, Christano é um campista apaixonado por sua terra de planície, cortada e parida pelo rio Paraíba do Sul. É ela que ele representará neste domingo, em mar e terra de França, entre os melhores triatletas do mundo. A um oceano, um hemisfério e cinco horas de fuso horário de distância, fica daqui a torcida. E o orgulho, independente do resultado.
Nadando, pedalando e correndo por mais de cinco horas ininterruptas no palco do Mediterrâneo, pia de batismo de uma tal Civilização Ocidental, que o pensamento do triatleta goitacá seja o mesmo do campeão: “Eu, nós!”
Garotinho sai da cadeia de Benfica no dia 4, após habeas corpus dado na madrugada do plantão do TJ (Foto: Agência Brasil)
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio deveria analisar a decisão liminar do desembargador Siro Darlan, que libertou Garotinho e Rosinha no plantão da última quarta-feira.
O problema é que os cinco integrantes do colegiado se declaram suspeitos para julgar o casal de ex-governadores. Agora, o caso será redistribuído.
“Não verbalizaremos opinião em relação aos candidatos vencedores. Cabe à competência deles e a credibilidade dos respectivas propostas de planos de gestão convencerem os eleitotes que consignaram o voto na nossa filosofia e pauta de resgate e renovação da gestão universitária, que persiste claramente como base diferencial nossa. Atenta-se para o fato de termos nos apresentando como aleternativa, contrário às chapas vencedoras que se definem opositoras uma da outra, desconstruindo o espírito de integração que deveria primar no mundo acadêmico”.
Enrique Medina-Acosta,em entrevista ao Folha no Ar, no último dia 29 (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)
Foi o que professor da Uenf Enrique Medina-Acosta enviou na noite de ontem ao blog, para reafirmar sua posição de neutralidade em relação à eleição do segundo turno para reitor da universidade mais importante de Campos e região. A votação entre seus professores, técnicos e alunos recomeça dia 14 (próximo sábado) nos polos avançados do Cederj. Mas atingirá seu ápice no dia 17 (próxima terça), nos campi de Campos e Macaé.
Enrique ficou empatado em segundo lugar no primeiro turno, no último dia 3, com os mesmos 28,52% dos votos conquistados pelo professor Carlão Rezende, candidato da chapa 11 “Avança Uenf: Ciência e Sociedade”. Candidato da chapa 12 “Uenf Renova”, Enrique foi preterido (aqui) no critério de idade, fixado no estatuto da universidade, por ser 11 meses mais novo que Carlão. Este irá enfrentar no segundo turno o professor Raúl Palacio, candidato da chapa 10 “Cada vez mais Uenf: Inovadora e Participativa”, vencedor parcial, mas destacado do primeiro turno, com 41,70% dos votos.
Raul Palacio e Carlão Rezende vão disputar o 2º turno a reitor da Uenf no dia 17 (Fotos de Isaias Ferenandes, monatem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Hoje, nas redes sociais, a chapa de Enrique reafirmou sua posição oficial de neutralidade sobre o segundo turno entre Raúl e Carlão. E reagiu com ironia ao critério desempate que a deixou de fora da disputa final. Confira abaixo:
“Comunicado da chapa 12 ‘Uenf Renova’
Prezados membros da comunidade da Uenf,
A chapa 12 ‘Uenf Renova’ foi constituída por um grupo de pessoas interessadas em propor uma alternativa de gestão inovadora, que melhorasse nossa realidade atual.
O resultado do primeiro turno mostrou a validade de nossa proposta, visto que um número expressivo de eleitores votou em nossa chapa, nos colocando junto a outra chapa em segundo lugar.
Somos mais jovens! E esse foi o critério de desempate. Desse modo, nossa campanha terminou.
Quanto ao segundo turno, a chapa 12 ‘Uenf Renova’ não manifestará apoio a nenhum dos concorrentes, pois é competência dos candidatos convencer os eleitores sobre a superioridade de suas respectivas propostas.
Desejamos a nossa comunidade universitária um segundo turno harmonioso e democrático”.
Para saber como Raúl Palacio encara o segundo turno, confira aqui.
Para saber como Carlão Rezende encara a disputa final, confira aqui.
Abaixo os vídeos das entrevistas com Raúl e Carlão, em três blocos cada uma, feitas antes do primeiro turno no programa Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3:
RAÚL PALACIO:
CARLÃO REZENDE:
Atualização às 14h37: O Blog do Edmundo Siqueira já havia tratado aqui da neutralidade do candidato Enrique Medina-Acosta no segundo turno entre Raúl Palacio e Carlão Rezende na eleição a reitor da Uenf.