Coronavírus infecta economia do país: Ibovespa cai 14% e dólar mais alto desde 1994

 

Fotos do encontro entre Trump e Bolsonaro na Flórida, que levou seu secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, acusado de corrupção e infectado pelo coronavírus

 

A propagação do coronavírus pode cancelar as manifestações bolsonaristas contra o Congresso Nacional neste domingo, dia 15. Sobretudo depois que Donald Trump foi exposto ao novo vírus por Jair Bolsonaro. Que levou seu secretário de comunicação, infectado pela doença e acusado de corrupção (confira aqui), para se encontrar com o presidente dos EUA na Flórida, durante o último final de semana.

O maior estrago da Covid-19 já chegou ao Brasil. Com diagnóstico de doença crônica na economia. Hoje, a Ibovespa teve queda de 14%, mesmo após ser interrompida duas vezes. E pela primeira vez, desde que o Plano Real foi implantado em 1994, o dólar ultrapassou a casa dos R$ 5,00. Há apenas uma semana, Paulo Guedes disse (veja aqui) que isso só aconteceria se ele “fizesse muita besteira”. Tudo após o pibinho de 1,1% de crescimento em 2019. A despeito da Reforma da Previdência mais ambiciosa da história do país, tocada pelo Congresso “inimigo”.

Enquanto isso, a convocação Clube Militar aos protestos do dia 15 é comemorada pela baixa bolsonaria. Composta pelos tios e tias do WhatsApp melhor definidos na História do Brasil pelo marechal Castelo Branco, líder do golpe civil-militar de 1964: “os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar”.

Dois dias depois de Bolsonaro dizer (relembre aqui) que “a questão do coronavírus” não é “isso tudo”, e se trataria mais de uma “fantasia” propagada pela mídia, a economia do país dança à beira do abismo. Seu Posto Ipiranga na parea, Guedes acena com a solução: cobrar pressa na aprovação das reformas tributária e administrativa que o governo sequer enviou ao Congresso.

Resta torcer pelo sucesso das manifestações de domingo. Como conclamou em espírito cívico o Hobbes Matraca: “Se você é um patriota idoso e com problemas de saúde, vá apoiar o nosso presidente no dia 15/03. É um pequeno sacrifício para o bem das futuras gerações!”

 

 

Ataques de ódio no caso Marielle/Padilha nivelam esquerda identitária ao bolsonarismo

 

Marielle Franco e José Padilha (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

No dia 18 de março de 2018, escrevi um artigo (confira aqui) sobre as mortes, quatro dias antes, do astrofísico inglês Stephen Hawking e da vereadora carioca Marielle Franco (Psol). O primeiro, sucumbiu a uma rara doença degenerativa, enquanto a segunda foi executada a tiros pela milícia carioca, sem que até hoje se saiba o porquê, nas ruas do Rio. E naquele texto ainda fresco da perda de ambos, projetei:

“Goste-se ou não, Marielle representou o que o governo Lula (PT), que instituiu o Prouni em 2005, teve de melhor na inclusão educacional e social do país. Por partidas, vias, destinos (e quebra-molas) distintos, é exemplo de superação que pode ser comparado ao de Hawking. Se a vida e a obra deste viraram filme — ‘A teoria de tudo’ (2014), de Steve Marsh —, as da ativista e vereadora carioca reúnem condições de também se tornar”.

Tudo correria conforme o script até a esquerda identitária alegar que o cineasta José Padilha, das populares séries “Tropa de Eite” para o cinema, e “O Mecanismo”, para a Netflix, não poderia dirigir uma outra série sobre a vida de Marielle. E por quê? Porque, segundo o neopentecostalismo politicamente correto, Padilha é branco e… “fascista”. Quem não aprendeu nada com a banalização do termo que ajudou a eleger Jair Bolsonaro presidente em 2018, parece disposto a reelegê-lo em 2022. Com base na mesma pregação de ódio de quem diz se opor, enquanto se retroalimentam.

 

Quentin Tarantino e Spike Lee (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Política ao largo e para ficar só no cinema, a resposta que essa gente do politicamente correto merece, foi dada há mais de 20 anos pelo cineasta ítalo-americano Quentin Tarantino ao seu colega afro-americano Spike Lee. Em 1998, após filmar “Jackie Brown” no estilo blaxpoitation, do cinema negro independente dos EUA nos anos 1970, Tarantino foi acusado por Sipke de “apropriação cultural”.

Ao que Tarantino, fiel ao seu estilo próprio e inconfundível, respondeu à época: “Tenho muito respeito por Spike e seu cinema. Mas quer dizer que ele pode, por que é negro? E eu não posso, por que sou branco? Ele que suba num banquinho e beije a minha bunda”.

Em inglês, a expressão “kiss my ass” não tem nenhuma conotação sexual. É só pejorativa.

No mais, cabe a leitura ao artigo escrito por Padilha em resposta à turminha lacradora que o ataca. Com a abertura do Marcos Cavalcanti, professor da UFRJ:

 

Marcos Cavalcanti, professor da UFRJ

Nosso inimigo é o ódio: as patrulhas atacam novamente

Por Marcos Cavalcanti

 

O cineasta José Padilha e Antonia Pelegrino estão sendo atacados porque vão fazer uma série sobre Marielle e segundo as patrulhas ideológicas e raciais eles “não são negros” e Padilha é “fascista”.

A resposta do Padilha é irretocável, mas eu acrescentaria que o pior legado destes últimos anos de governos do PT e agora de Bolsonaro é o culto ao ódio e à visão binária segundo a qual o mundo se divide entre “nós” e “eles”. A patrulha que chama Padilha de fascista e argumenta, segundo a lógica do “lugar de fala”, que um cineasta branco não pode fazer um filme sobre uma negra é o reverso da medalha de quem quer proibir filmes de gays e censurar exposições de arte.

Ambos se alimentam do ódio ao diferente, aos que pensam fora da sua cartilha e são os grandes inimigos da democracia. Não podemos nos iludir mais: a censura e o patrulhamento “de esquerda” não é melhor ou mais aceitável que a censura e o patrulhamento “de direita”.

Precisamos derrotar ambos.

Segue o texto do Padilha:

 

Dois maiores lídreres da defesa dos direitos dos negros nos EUA dos anos 1960, Martin Luther King e Malcom X, depois que este renunicou ao caminho do ódio. Um foi assassinado pelo ódio dos brancos. O outro, pelo ódio dos próprios negros.

 

 

José Padilha, cineasta

Linchamento Moral

Por José Padinha

 

No dia 13 de abril de 1964, Malcolm X iniciou sua jornada espiritual ao Oriente Médio. Na Arábia Saudita, presenciou a confluência de pessoas de várias raças no entorno de Meca. Voltou mudado aos Estados Unidos. Anunciou que seu inimigo não era o homem branco, era o ódio.

Malcolm X dormia com sua esposa e seus filhos quando duas bombas incendiarias foram lançadas dentro de sua casa. Acordou em meio a fumaça, correu, ajudou a esposa a resgatar duas filhas e um bebê. Conseguiu escapar. Uma semana depois, levou um tiro de 12 no peito. Seus assassinos, também negros, provaram sua tese: o inimigo não era o homem branco, o inimigo era o ódio.

Conheci Marielle Franco no mesmo dia em que conheci Marcelo Freixo. Foi no Cine Odeon, em um debate ancorado na projeção de “Ônibus 174”, meu primeiro filme. Participamos de outros debates. Tenho alguns deles filmados. Freixo e Marielle nuca me chamaram de fascista. Pelo contrário, me ajudaram na pesquisa e na pré-produção do “Tropa 2”.

Freixo me deu acesso à CPI das milícias, que frequentei regularmente. Com o sucesso do “Tropa 2”, ficou ainda mais popular. Merecido. Senti a importância do gabinete de Freixo e aportei recursos na campanha do Psol. Nunca escrevi sobre isso. Não gosto de me explicar. Mas tomem nota por favor.

Saí do país alguns meses depois, porque fui vítima de uma tentativa de sequestro por parte de policiais milicianos. Mesmo morando fora, Antonia Pellegrino me procurou. Queria ajudar as pessoas mais próximas de Marielle e de Anderson. Queria fazer uma série de TV. Queria levar o nome de Marielle aos quatro cantos da terra. Julgava que, com meu nome no projeto, a série teria mais chance de obter distribuição internacional. E a família teria mais recursos. Aceitei na hora. Negociei por meses. Estava fechando um acordo internacional quando a Globoplay se interessou pelo projeto.

Não é difícil perceber porque a Globoplay é o melhor parceiro. No Brasil, a Globo tem alcance infinitamente maior do que qualquer estúdio estrangeiro. Tem ótimo elenco de atores negros. Tem ótimos diretores negros. Tem ótimas escritoras negras. Tem ótima equipe técnica negra. Sim, pensamos em tudo isso. Vocês não me conhecem, mas conhecem a Antonia. Além disso, uma série na Globo pressionaria as autoridades a encontrar e a punir quem matou Marielle.

Cheguei ao Brasil para assinar contrato. O meu trabalho seria ajudar na montagem do “writers room”, escrever um roteiro em parceira com a Antonia e dirigir o primeiro de, no mínimo, oito episódios. Além disso, queria ajudar Antonia, a Globoplay e o Instituto Marielle Franco a treinar novos talentos, usando a série como uma espécie de escola.

Não consegui nem começar.

O que aconteceu no dia seguinte ao da assinatura do contrato foi estarrecedor. Além de acusarem Antonia de racismo — apesar de a Antonia estar trabalhando com afinco para montar um equipe representativa da comunidade negra no Brasil e no exterior — e de me taxarem de fascista (Marielle nunca me chamou de fascista), atacaram a legitimidade da família de Marielle, atacaram a Mônica e atacaram Marcelo Freixo.

Foi um linchamento moral sem direito a respostas ou tempo para explicações. Os linchadores reduziram tudo à cor da minha pele, como se eu fosse fazer o projeto sozinho, como se não fôssemos contar a história de Anderson, um homem branco, como se não fôssemos montar uma equipe repleta de realizadores negros. Linchamentos sumários são compatíveis com os valores de Marielle?

Eu tenho um sonho. Eu sonho que meus filhos um dia viverão em uma nação em que as pessoas não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pela natureza de seu caráter. Quem disse isso foi Martin Luther King. Sobre o meu caráter: nunca roubei ninguém, nunca cometi ato de racismo, nunca pressionei mulheres, nunca discriminei qualquer pessoa por sua opção sexual. Na minha vida, só fui processado por policiais do Bope e por milicianos.

No entanto, me tornei fascista porque filmei “Tropa de Elite”. Isso apesar de ter recebido o Urso de Ouro das mãos de Costa Gravas, ícone do cinema de esquerda, e de tê-lo entregue ao Lula, que queria fazer uma foto com ele. Nenhum dos dois me chamou de fascista.

Fiz vários outros filmes, incluindo “Garapa”, um documentário sobre a fome no Nordeste. Ajudo as famílias filmadas mensalmente, faz 12 anos. O primeiro documentário que produzi foi sobre carvoeiros. Retratou trabalho insalubre, escravidão e trabalho infantil. Na época, depois de uma exibição do filme no Congresso, eu, Eduardo Suplicy e Luciana Genro invadimos a sala de Michel Temer para pressioná-lo a colocar em pauta uma emenda constitucional que tornaria a alimentação um direito fundamental de todos os brasileiros. Conseguimos.

Posso continuar listando inúmeros fatos dessa natureza, mas acho que, no fundo, vocês já conhecem a minha trajetória de cineasta. E acho que o maior problema de vocês comigo foi a minha critica à corrupção sistêmica do PT e do PMDB. Embora eu também ache que vocês saibam que o petrolão, o mensalão e Belo Monte aconteceram de fato.

Talvez não saibam, entretanto, que não vivo sozinho. Tenho um filho e uma companheira. Será que estas pessoas estão sendo afetadas pelo linchamento em decurso? O mesmo vale, evidentemente, para as pessoas próximas de Marielle, de Antonia e de Mônica.

O pensamento de Martin Luther King é incompatível com a limitação da liberdade de expressão, com o julgamento de pessoas com base na sua cor e na sua sexualidade. A política de identidade é fundamental, mas levada ao extremo fulmina gente como Malcolm X. (Não, não estou me comparando com Malcolm X.)

O inimigo, amigos, é o ódio.

 

Biden amplia vantagem nas primárias para disputar presidência dos EUA com Trump

 

Joe Biden ampliou hoje sua vantagem sobre Bernie Sanders nas primárias democratas e deve disputar a presidência dos EUA contra Donald Trump em novembro (Foto: Paul Vernon – AP Photo)

 

Salvo uma virada inédita nos 231 anos da democracia dos EUA, Joe Biden será o candidato democrata que disputará a eleição ao cargo mais importante da Terra, em novembro, contra Donald Trump. Hoje, o ex-vice-presidente de Barack Obama ganhou em cinco de seis estados nas primárias democratas. E ampliou sua vantagem (confira aqui) sobre o socialista Bernie Sanders.

Confirmada sua vitória, Biden terá como missão unir seu partido e seus votos para tentar impedir a reeleição do presidente republicano. Sobretudo no conservador Meio-Oeste, distante física e e mentalmente do eleitorado mais instruído das Costas Leste e Oeste dos EUA.

Para Biden ter chance de sucesso, será fundamental dar mais atenção à Saúde Pública. Foi o carro chefe da campanha de Sanders, com o qual atraiu o eleitor jovem. E terá importância redobrada com o coronavírus batendo à porta dos EUA, após paralisar a China, o Irã e parte da Europa, sobretudo a Itália.

Por sua vez, Sanders e sua aguerrida militância não poderão cometer os mesmos erros de 2016. Quando sua desmobilização e ataques à democrata Hillary Clinton foram fator determinante para dar a eleição de bandeja a Trump. Tanto mais em um país onde o voto não é obrigatório.

A esquerda terá que passar pelo centro se quiser trocar a dor de corno da “resistência” por voltar a governar. Com qualquer opção que não Trump no poder, os EUA e o mundo ficariam mais distantes do populismo da extrema-direita. Incluindo o Brasil de Jair Bolsonaro. Que seria obrigado a se enquadrar. Ou ficar isolado.

 

Pedro Henrique analisa proposta de Rodrigo para concorrer a prefeito de Campos

 

Pedro Henrique Alves, Rodrigo Bacellar e André Ceciliano (Foto: Facebook)

 

“Nunca cogitei ser candidato a prefeito de Campos. E sei que há pessoas que já estão trabalhando há anos com esse objetivo. Meu calcanhar de Aquiles é a família, que tem sua vida no Rio. Não tenho nenhuma pesquisa, mas também não tenho medo. É uma aventura. E eu não sou dado a aventuras, sou uma pessoa pragmática. Fui pego de surpresa pelo convite, que me deixou lisonjeado. Mas preciso pensar e conversar com a minha família”.

Foi o que o juiz aposentado Pedro Henrique Alves disse hoje ao blog, que ontem anunciou aqui o convite feito a ele pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar, para se candidatar em outubro à Prefeitura de Campos pelo Solidariedade (SD). Magistrado com larga folha de serviços prestados na Vara da Infância e Juventude do município, ele se aposentou recentemente na comarca da capital. Lá, Pedro Henrique ganhou notoriedade nacional pelo pulso forte na tragédia do Ninho do Urubu, em 8 de fevereiro de 2019. Que chegou a interditar após 10 jovens atletas morrerem e três ficarem feridos durante incêndio no alojamento do Centro de Treinamento (CT) do Flamengo.

Pedro é casado com outra juíza, ainda na ativa na Baixada Fluminense. E tem um filho de oito anos, já adaptado à vida no Rio de Janeiro, onde estuda. Isso seria o maior empecilho para ele aceitar o convite de Rodrigo. Mas disse que dará uma resposta até a semana que vem. Até a semana passada, o parlamentar de Campos era considerado o principal articulador da pré-candidatura de Caio Vianna (PDT) a prefeito da cidade. O pomo da discórdia entre os herdeiros políticos do ex-vereador Marcos Bacellar (PDT) e do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) seria o futuro do vereador Igor Pereira (atual PSB).

A Rodrigo, Igor afirmou que vai concorrer à reeleição pelo SD. Mas o PDT também já foi anunciado, pela assessoria de imprensa de Caio, como destino partidário do vereador líder do G8. Que hoje foi subtraído a G7 na sessão da Câmara de Campos, quando o edil Ivan Machado (atual PTB) abandonou (confira aqui) o grupo “independente” do Legislativo goitacá. Quem Rodrigo apoiar a vereador e a prefeito em Campos levará também o apoio do deputado estadual André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Além do seu SD, Rodrigo vem costurando uma aliança partidária para as eleições municipais de outubro em Campos. Que poder reunir ainda o DEM, o PTC, o PV e o MDB. Sobretudo se esta última legenda se confirmar como destino do vereador Silvinho (atual Patri).

 

Como adiantou ao Folha no Ar, Ivan Machado abandona o G8, que vira G7

Vereador Ivan Machado (Foto: Facebook)

 

Rachado (relembre aqui) na aprovação do Orçamento de Campos para 2020, o G8 virou G7. A primeira baixa oficial do grupo “independente” da Câmara Municipal foi do vereador Ivan Machado (PTB). Após questionar a existência do G8 (relembre aqui) em participação ao vivo no Folha no Ar 1ª edição do último dia 4, programa da Folha FM 98,3, quando o entrevistado era seu colega Jorginho Virgílio (Patri), Ivan Machado acabou de anunciar sua saída do grupo no plenário do Legislativo goitacá.

Até as eleições de outubro, daqui a menos de sete meses, mais novidades são aguardadas.

 

Dutra reforça o Jogo Jogado: crise do petróleo, eleição dos EUA e a prefeito de Campos

 

 

 

O convidado do Jogo Jogado gravado no final desta tarde (09) foi o sociólogo Roberto Dutra, professor da Uenf. Ao lado do jornalista Arnaldo Neto e do meu, ele analisou não só os bastidores da política de Campos e região, como do mundo. No caso, a crise econômica com a queda abrupta do preço do barril petróleo, que afetará diretamente o Estado do Rio e todos os municípios petrorrentistas, como Campos. Além das primárias democratas da eleição presidencial dos EUA em novembro. E suas consequências ao Brasil governado por Jair Bolsonaro (sem partido).

No segundo bloco do Jogo Jogado, o assunto foi a distensão (veja aqui) entre o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) e o pré-candidato a prefeito de Campos Caio Vianna (PDT). Assim como a análise das pré-candidaturas de outubro ao comando da planície goitacá, como a do prefeito Rafael Diniz (Cidadania), do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), do deputado estadual Gil Vianna (PSL), do PSDB e do PT. Enquanto se aguarda em 29 de abril o julgamento da partilha dos royalties, já aprovada pelo Congresso, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Confira aqui e abaixo o Jogo Jogado de hoje, que volta a campo nesta quinta (13):

 

 

 

Principal articulador da pré-candidatura de Caio, Rodrigo convida juiz a prefeito

 

O deputado Rodrigo Bacellar, considerado principal articulador do pré-candidato Caio Vianna, hoje convidou o juiz Pedro Henrique para se candidatar a prefeito de Campos pelo SD (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Considerado o principal articulador do pré-candidato a prefeito Caio Vianna (PDT), o deputado estadual Rodrigo Bacellar convidou hoje (09) o ex-juiz campista Pedro Henrique Alves para tentar se candidatar a prefeito de Campos pelo seu partido: o Solidariedade (SD). Após ter almoçado com o magistrado, que se aposentou recentemente após atuar na comarca da capital, o parlamentar o levou para conversar com o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT). Como já havia feito (aqui) na Feijoada da Folha, em maio de 2019, e (aqui) na Festa de Santo Amaro, em janeiro deste ano, Ceciliano reafirmou seu compromisso: apoiará na eleição a prefeito de Campos quem Rodrigo apoiar.

Pedro Henrique disse a Rodrigo que vai conversar com sua família antes de dar a resposta sobre a pré-candidatura a prefeito. Se aceitasse, certamente colocaria uma peça nova no tabuleiro político municipal de outubro, que forçaria a novos movimentos de todos os lados. Sobretudo de Caio. Na campanha a prefeito de 2016, quando o filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) chegou a liderar em junho (lembre aqui) a série de pesquisas do instituto Pro-4, ele foi desidratando nas intenções de voto tão logo perdeu o apoio do pai, que caminharia com Geraldo Pudim (MDB).

Nas urnas de 2016 definidas ainda no primeiro turno com a vitória do prefeito Rafael Diniz (Cidadania), Caio terminou em terceiro lugar. O principal motivo para perder o apoio de Arnaldo foi o fato de ter tirado do pai o PDT. E, depois, até o nanico PEN. O mesmo erro do pedetista em 2016 pode estar se repetindo agora com Rodrigo. O motivo parece igualmente menor: Caio convidou o vereador Igor Pereira (PSB), líder do G8, para se candidatar à reeleição pelo PDT. Enquanto Rodrigo conta com Igor, amigo da família Bacellar, para puxar votos na nominata do seu SD.

 

Esquerda e direita entre transgênero infanticida, coronel torturador e ditador pedófilo

 

Transgênero Suzy, abraçada pelo médico Drauzio Varella no Fantástico, está presa por ter estuprado e estrangulado até a morte um menino de 9 anos (Foto: Reprodução de TV)

 

A direita brasileira faz um bom trabalho investigativo e descobre que a transgênero Suzy, abraçada pelo médico Drauzio Varella no Fantástico, está presa por ter estuprado e estrangulado até a morte um menino de 9 anos. Drauzio responde que é médico, não juiz. O que não exime a equipe de jornalismo do Fantástico de não ter checado a informação. E dá asas a quem acusa a imprensa de manipulação.

 

O torturador Ustra e ditador pedófilo Stroessner, defendidos publicamente por Bolsonaro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A esquerda brasileira responde com a pertinente lembrança de que o coronel Carlos Brilhante Ustra foi o único torturador da ditadura militar brasileira condenado pela Justiça. E que o general Alfredo Stroessener era um reconhecido pedófilo, crime que usou sua condição de ditador do Paraguai para praticar em série. E que, ainda assim, Ustra e Stroessner são defendidos publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro.

Na bipolaridade da sociedade de fácil diagnóstico nas redes sociais, direita e esquerda brasileiras se igualam. Na acusação da barbárie para tentar atenuar a barbárie.

Se a intenção é se nivelar no que de pior a espécie humana foi e continua capaz de produzir, parabéns aos envolvidos!

 

 

Chinesa e polonesa nocauteiam diferença de gêneros no Dia Internacional da Mulher

 

Filho de uma mulher forte e vanguardista, a paridade entre homens e mulheres, para mim, veio de casa. Ainda assim, se alguém perguntasse, uma década atrás, sobre essa paridade em universos culturalmente masculinos, como futebol e lutas, diria que ela não se daria em meu tempo de vida. Ledo engano!
 
As craques de bola Marta e Rapinoe

No que se refere a força e explosão, é difícil pensar em um mundo onde os homens não estarão à frente. Mas, abalado desde que a brasileira Marta surgiu para o futebol no início dos anos 2000, esse dogma biológico cairia por terra na Copa do Mundo feminina de 2019. Vencida pelos EUA de Rapinoe, que se revelou um dos melhores times de futebol que já vi, independente de gênero.

 
Pois essa certeza caiu também no mundo das lutas, ainda encarado com preconceito, inclusive pelas mulheres. O que a chinesa Weili Zhang e a polonesa Joanna Jedrzejczyk fizeram no UFC 248 da madrugada de hoje, Dia Internacional da Mulher, foi de impressionar. Mesmo a alguém que acompanha as artes-marciais mistas (MMA) desde o seu início em 1993, com o campeão brasileiro Royce Gracie.
 
A luta entre uma asiática explosiva, que manteve seu cinturão de campeã mundial peso palha (até 52,2 kg) sobre a técnica da ex-campeã europeia, evidencia a globalização do novo esporte. Comparada à vacilante luta principal, na qual o nigeriano Israel Adesanya manteve seu título dos pesos médios (até 83,9 kg), em decisão controvertida contra o cubano Yoel Romero, deixou claro como as mulheres chegaram ao mesmo nível técnico dos homens. E como podem superá-los em raça e entrega.
 
Weili Zhang e Joanna Jedrzejczyk fizeram, sem nenhum favor, um dos maiores combates da história do MMA. No Dia Internacional da Mulher, numa luta decidida por pontos, derrubaram por nocaute qualquer diferença de gêneros no esporte enquanto expressão de humanidade.

 

 

Campeã chinesa Weili Zhang manteve o título, em decisão por pontos, contra a ex-campeã polonesa Joanna Jedrzejczyk no Dia Internacional da Mulher

 

Folha no Ar: Thaise Manhães quer ser alternativa à “idolatria” das famílias em SFI

 

Thaise Manhães no Folha no Ar 1ª edição de hoje, ao lado do blogueiro Edmundo Siqueira, convidado especial do programa (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

“Nós estamos vendo que essas duas famílias disputam basicamente o poder e manter um nome dentro de São Francisco (de Itabapoana). Não tenho problema nenhum pessoal, nem com (a prefeita) Francimara (Barbosa Lemos, SD), nem com (o ex-prefeito) Pedrinho Cherene (atual MDB). Não somos amigos, mas mantemos o diálogo. Mas nós não vemos a evolução do município. Me desculpem, mas é a realidade. Nestes 25 anos (o município se emancipou de São João da Barra em 1995), São Francisco poderia ter avançado muito, muito mesmo. Hoje, na Saúde Pública por exemplo, que eu posso falar, poderia ser feito pactuação dos programas com o governo federal em grande escala. E não é feito porque a preocupação em se manter dentro do município com a voz e o poder do sobrenome é maior: Ah! Eu sou Barbosa Lemos! Ah! Eu sou Cherene! (…) Eu venho por oposição total a essas duas famílias”.

Na pretensão de ser uma via alternativa na eleição de outubro a prefeito de São Francisco, cujo poder é dividido entre as famílias Barbosa Lemos e Cherene desde a emancipação do município, a enfermeira Thaise Manhães (PMB) é pré-candidata a prefeita. Ela foi entrevistada no início da manhã de hoje na Folha FM 98,3, no Folha no Ar 1ª edição que fechou a semana.

O programa da rádio mais ouvida de Campos e região (confira aqui) já recebeu recentemente outros pré-candidatos a prefeito do município, como Marcelo Garcia (aqui, PSDB) e José Renato Pontes (aqui, sem partido), respectivamente nos dias 11 e 12 de fevereiro. Ambos buscam o apoio do ex-prefeito Pedrinho Cherene (atual MDB), que no último dia 27 teve (aqui) sua elegebilidade restituída por decisão da 10ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro.

Ao Folha no Ar, Thaise garantiu buscar um caminho diferente em São Francisco ao que definiu como “idolatria”:

— Vou falar de uma forma que as pessoas de São Francisco que estão nos ouvindo possam me compreender. São Francisco tem uma grande idolatria nessa questão de sobrenomes. Nós sabemos que as duas famílias que atuam em São Francisco, conseguiram dentro dessa conjuntura tradicional. É uma cidade pequena, onde o que se prega é aceitável. Então, o mínimo se torna o máximo. As pessoas se acostumaram a um desenvolvimento muito lento. Essa idolatria por essas famílias permanece. A questão da família em São Francisco está sendo modificada, sim. Não tem mais porque duas famílias comandarem o município. Os tradicionais, os mais velhos, ainda confiam. Mas os filhos dessas pessoas já têm um conhecimento maior. Eles buscam mudanças porque veem que a realidade do município não é para essa nova geração que vem em São Francisco. Eu acho que essa idolatria de sobrenomes, ela está se desmistificando, sim. É uma política de grupo? Ou é uma política pública realmente, pela população em geral?

Ao final do programa, a pré-candidata respondeu um ping-pong sobre os principais nomes colocados para a eleição de outubro, a prefeito de São Francisco:

Francimara — Apoio, precisa de mais apoio. Precisa de pessoas que estejam ao lado, que estejam junto do governo, que se comprometam com a competência que lhes cabe às pastas da Prefeitura.

Pedrinho Cherene — Vejo como a sucessão do seu Pedro (ex-prefeito falecido em 2009). E aí é questão mesmo da idolatria, de nome e sobrenome no poder, de manter essa questão da família dentro de São Francisco.

Marcelo Garcia — Não tenho tanto contato com ele hoje, mas já tive há algum tempo atrás. Inclusive, meu pai foi professor de música dele. Mas Marcelo Garcia é um jovem. Vejo (nele) uma pessoa que tem conhecimento da política sim, conhecimento teórico. Mas é uma questão que eu vou voltar a falar: precisa falar a língua da população.

José Renato Pontes — Um empresário que tem carisma, é muito querido pela população de São Francisco. Apesar de eu não ter conhecido antes, só conheci poucos meses atrás, a gente tem tido umas conversas muito boas. Vejo como uma pessoa que entende de negócios.

Papinha (PSL) — Não tenho contato, não o conheço pessoalmente. Politicamente, foi vereador em Campos (e, depois, deputado estadual). E poderia ter persistido nesse caminho em Campos dos Goytacazes.

 

Confira abaixo os vídeos dos três bocos do Folha no Ar 1ª edição de hoje com Thaise Manhães:

 

 

 

 

Rodrigo reforça o Jogo Jogado: política de SFI, “farra dos atestados”, G8 e janela

 

 

Gravado no final da tarde de hoje (05), o programa Jogo Jogado trouxe como convidado o jornalista Rodrigo Gonçalves, assessor do vereador Jorginho Virgílio (atual Patri) e ex-editor geral da Folha da Manhã. Atual ocupante do cargo, Arnaldo Neto e eu também participamos da análise dos bastidores políticos de Campos e região.

Na pauta, a eleição municipal de São Francisco de Itabapoana, que ganhou novos contornos com a elegibilidade (veja aqui) do ex-prefeito Pedrinho Cherene (atual MDB). Às 7h da manhã desta sexta, a enfermeira Thaise Manhães (PMB), também pré-candidata a prefeita, será a entrevistada (aqui) do Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3.

No segundo bloco do Jogo Jogado, a bola rolou entre a greve dos médicos na Saúde Pública de Campos, categoria que teve alguns integrantes envolvidos (aqui) na denúncia da “farra dos atestados” denunciada pela InterTV. Além do G8, grupo “independente” da Câmara de Campos, e da janela de troca partidária para as urnas de outubro.

Enquanto sua nova edição não chega nesta segunda (09), confira aqui e abaixo o Jogo Jogado de hoje:

 

 

Pré-candidata a prefeita de SFI, Thaise Manhães fecha semana do Folha no Ar

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Governado por Francimara Barbosa Lemos (PSB) nos últimos três anos, São Francisco de Itabapoana tem outra mulher como pré-candidata a prefeita do município: a enfermeira Thaise Manhães, do Partido da Mulher Brasileira (PMB). A partir das 7h da manhã desta sexta (06), ela fechará a semana do Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 983 será a entrevistada do Folha no Ar 1ª edição, cuja bancada volta a ter a participação especial de Edmundo Siqueira, blogueiro do Folha1 e servidor público federal.

Na pauta, estará a Saúde Pública são franciscana, a possibilidade de um terceira via no governo do município que se divide entre as famílias Cherene e Barbosa Lemos desde sua emancipação de São João da Barra, em 1995, além das eleições municipais de outubro. Cujo quadro em São Francisco mudou após uma decisão judicial (relembre aqui) ter devolvido a elegibilidade, pelo menos momentaneamente, ao ex-prefeito Pedrinho Cherene (atual MDB).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.