Quebrou a placa de Marielle e foi expulso por mulheres

 

“Valentes” contra uma mulher assassinada a tiros por milicianos, Rodrigo Amorim, com sua paixão estampada no peito, e Daniel Silveira sorriem enquanto quebram a placa de Marielle Franco

 

Deputado estadual mais votado do RJ na onda bolsonarista de 2018, Rodrigo Amorim (PSL) ganhou fama ao participar naquela campanha eleitoral do ato de vandalismo, mais o hoje deputado federal preso Daniel Silveira (PTB) e o ex-governador Wilson Witzel (PSC), afastado por corrupção, quando quebraram uma placa da ex-vereadora carioca Marielle Franco (Psol), assassinada a tiros por milicianos também em 2018. Mais recentemente, Rodrigo Amorim ficou conhecido dos campistas. Aliado do seu xará e secretário estadual de Governo, Rodrigo Bacellar (SD), Amorim usou a tribuna da Alerj para atacar de maneira torpe a honra de Tassiana Oliveira, primeira-dama de Campos.

Por seus ataques contra mulheres vivas e mortas, Rodrigo Amorim ontem foi vaiado e expulso do bairro carioca de Santa Teresa. Ele acompanhava o governador Cláudio Castro (PL) no evento de lançamento do programa Bairro Seguro. O parlamentar bolsonarista tentou afrontar os manifestantes, mas foi obrigado a deixar o local acompanhado da polícia e sob vaias e gritos que o chamavam de “assassino”. No Twitter, o deputado disse que encontrou uma “matilha de maconheiros” e “zumbis”.

Amorim também tentou alegar que não foi expulso do espaço público: “Está pra nascer o homem que vai me expulsar de qualquer lugar nessa cidade. Não tem sujeito homem pra isso”. Bravatas à parte, o deputado parece não ter faltado integralmente com a verdade. Como o vídeo abaixo deixa claro, o “valente” bolsonarista não foi expulso de Santa Teresa por homens. Na verdade, foi enxotado por mulheres.

 

 

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