Ritmo do jogo definirá o Brasil e Croácia desta sexta

 

Do meio para frente, os dois maiores craques de cada lado: os brasileiros Vini Jr. e Neymar; e os croatas Modric e Perisic (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

No Brasil e Croácia que abre nesta sexta (9), ao meio-dia de Brasília, as quartas de final da Copa do Mundo no Qatar, no estádio Cidade da Educação, a vaga para as semifinais será decidida pelo ritmo do jogo. Se for veloz, com seus dois jovens atacantes abertos pelas extremas — Raphinha pela direita e Vini Jr. pela esquerda — e sua maior intensidade de jogo, o Brasil tende a confirmar seu favoritismo. Se o ritmo for mais cadenciado, imposto pelo técnico e experiente meio de campo da Croácia — o volante Brozovic, o maestro Modric e Kovacic —, a atual vice-campeã mundial aumenta suas chances de surpreender.

OS 11 DO BRASIL — O Brasil deve levar a campo o mesmo time com que goleou a Coreia do Sul por 4 a 1 nas oitavas de segunda (5): Alisson; Éder Militão, Thiago Silva, Marquinhos e Danilo; Casemiro, Lucas Paquetá e Neymar; Raphinha, Richarlison e Vini Jr. Cogitado para retornar à equipe titular, após se recuperar da contusão sofrida na vitória de 1 a 0 sobre a Suíça, o lateral-esquerdo Alex Sandro treinou na véspera do jogo, mas não teve a escalação confirmada por Tite. Se ele entrasse, o faria em sua posição, com Danilo voltando à lateral-direita, no lugar do zagueiro adaptado Militão.

OS 11 DA CROÁCIA — Já a Croácia deve entrar na disputa das quartas de final com Livakovic; Juranovic, Lovren, Gvardiol e Sosa; Brozovic, Modric e Kovacic; Vlasic, Kramaric e Perisic. Outro lateral-esquerdo, Sosa volta ao time após ter ficado de fora das oitavas contra o Japão por conta de uma virose. Também cogitado para comandar o ataque de um time que tem nos poucos gols marcados um dos seus principais problemas, Orsic não participou dos treinos nos dois últimos dias antes da partida, também por conta de virose.

GOLS OU DISPUTA DO MEIO DE CAMPO? — Se entrar em campo como suposta referência do ataque croata, Kramaric pode buscar mais do que gols para a sua seleção. Embora tenha marcado dois na vitória de 4 a 1 sobre o Canadá, ele deve atuar contra o Brasil como falso centroavante, recuando para compor o meio de campo. Seria uma arma tática do técnico Zlatko Dalic para tentar ganhar o domínio do setor. Na questão numérica, com as limitações de Neymar na marcação, caberia a Casemiro e Paquetá, os dois volantes brasileiros, se desdobrarem para marcar quatro jogadores adversários.

MODRIC E PERISIC — Casemiro terá que estar vigilante a uma arma ofensiva da Croácia, os chutes de fora da área, com força, técnica e com as duas pernas, de Modric. Com quem o brasileiro hoje do Manchester United jogou, lado a lado no meio de campo, por 9 anos no Real Madrid. Entre os atacantes croatas, quem está em melhor fase é Perisic. Caindo sempre pela esquerda, como fez como um dos destaques da sua seleção na Copa de 2018, foi dele o gol de cabeça que empatou em 1 a 1 o jogo das oitavas contra o Japão, vencido na disputa de pênaltis.

O FAVORITO E SUA ESCRITA — Se a Seleção Brasileira conseguir impor a velocidade e juventude dos seus atacantes, além da inegável melhor campanha que tem até aqui na comparação com a da Croácia, ganhará não só a vaga à semifinal de terça, contra o vencedor de Argentina e Holanda. Também poria fim a uma incômoda escrita: há 20 anos, desde a final em que bateu a Alemanha por 2 a 0 em 2002, para se sagrar o único pentacampeão mundial de futebol, o Brasil não vence uma seleção nacional da Europa em jogo eliminatório do Copa do Mundo.

 

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