Prefeita de SJB, Carla fecha a semana do Folha no Ar nesta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Prefeita de São João da Barra, Carla Caputi (sem partido) é a convidada para encerrar a semana do Folha no Ar nesta sexta (18), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ela falará sobre empregabilidade, saúde e educação no município, bem como sobre a importância econômica do Porto do Açu em contraste com os 47% dos sanjoanenses em situação de extrema pobreza.

Carla também falará da sua relação com a Câmara Municipal, do percentual de apenas 5% de remanejamento orçamentário e da recente aproximação política dela, assim como da deputada estadual Carla Machado (PT) que lhe passou o cargo de prefeita, com o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União). Ela também tentará projetar a eleição a prefeita e vereador de SJB em 6 de outubro de 2024, daqui a pouco mais de 14 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Darcy em livro e eleições 2024 no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-deputado estadual e professor, Waldeck Carneiro (PSB) é o convidado do Folha no Ar desta quinta (17), a partir das 7h da manhã, ao vivo, na Folha FM 98,3. Ele falará sobre o livro “Tributo ao Centenário de Darcy Ribeiro — Intelectual, Político e Gestor Insubmisso”, que organizou e lança na Casa de Cultura Villa Maria, da Uenf, às 18h desta sexta (18).

O político progressista também analisará o governo Lula 3 (PT), o bolsonarismo e a gestão Cláudio Castro (PL) no RJ. Por fim, ele tentará projetar as eleições a prefeito nos municípios do Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes, em 6 de outubro de 2024, ambos com possibilidade de segundo turno.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Ciência política de Campos leciona decoro aos políticos

 

Hamilton Garcia, Wladimir Garotinho, Rodrigo Bacellar, Anthony Garotinho, Jefferson Manhães, Almy Junior e Campos dos Goytacazes (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Política de Campos por sua ciência política

“Nós, fazedores de opinião pública, mídia, intelectuais, professores, temos que buscar elevar o nível do debate, manter a serenidade dos políticos com poder, para melhorar a governança. Mas somos apenas um elo da cadeia de legitimação das práticas políticas. Não obstante o alcance do Grupo Folha, a importância da Uenf e da UFF na região”. Foi o que pregou na manhã de ontem (15), no Folha no Ar, o cientista político Hamilton Garcia, professor da Uenf. Que reforçou a cobrança de limites éticos na política goitacá feita no Folha no Ar da terça passada (confira aqui), por outro cientista político, George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos.

 

Sarrafo lá embaixo

“A partir da eleição (presidencial) de 1989, refletindo na despolitização da ditadura militar (1964/1985), aquela acusação do (Fernando) Collor de que Lula teria incentivado o aborto da própria filha, naquele debate da Rede Globo, o decoro político foi seguindo um plano inclinado que deu até o (Jair) Bolsonaro. Um elemento muito importante para a delimitação do decoro político é o comportamento do eleitorado. E vamos lembrar que Collor ganhou a eleição de 1989, como Bolsonaro a de 2018. O sarrafo, do ponto de vista do eleitor, está muito lá embaixo”, avaliou o professor da Uenf.

 

“Minha boquinha, minha vida”

“Outro elemento para entender esse quadro de exacerbação política é a confusão entre o público e o privado, numa competição sem teias pelo poder. Eu vejo aqui, em São João da Barra, quando tem eleição, às vezes as pessoas saem no tapa. Mas não porque estão discutindo os rumos da cidade. Saem no tapa pelas boquinhas, pela vaga no programa ‘minha boquinha, minha vida’. Onde os políticos e os seus acólitos querem chegar ao poder só para dele usufruir, não para servir à comunidade. Isso também enseja violência e rebaixa o decoro político”, exemplificou Hamilton, que trabalha em Campos e reside em Atafona.

 

Wladimir como estadista

“Há um conjunto de coisas que conspira contra a intenção do George, a minha e, com certeza, a do Grupo Folha. Por isso, Wladimir está agindo de maneira correta, quando tenta se colocar distante (confira aqui) desse recrudescimento da briga oligárquica. E se afirma como liderança que quer pacificar o convívio político em prol da cidade. Ele faz bem. Faz pouco tempo que Campos saiu da crise do declínio do preço do petróleo, em 2014, depois emendou na pandemia. Wladimir tem consciência do papel dele neste momento. Explica, inclusive, a expectativa sobre a reeleição dele. Porta-se como um estadista”, analisou o cientista político.

 

Flechadas trocadas

“Para usar aquela metáfora do (ex-procurador-geral da República Rodrigo) Janot, ‘se tem bambu, tem flecha’ (contra o governo Michel Temer), a gente tem que se perguntar por que tem tanto bambu, para a turma sair se flechando. É recíproco e o eleitor tem que tomar consciência disso. Porque o mesmo (ex-governador Anthony) Garotinho que está flechando o (presidente da Alerj, Rodrigo) Bacellar, por uma série de acusações que têm que ser provadas, também respondeu à Justiça. Como a gente viu vereadores governistas (confira aqui) desmancharem há poucos dias uma manifestação pública no Boulevard”, advertiu o professor da Uenf.

 

 

Onde o debate deve estar (I)

Fora do denuncismo e da simples ofensa, com que os patriarcas dos clãs Garotinho e Bacellar têm feito tremer a pacificação dos seus filhos com mandatos, o debate sobre Campos tem se dado no plano das ideias, dados técnicos e propostas por atores mais responsáveis. Reitor do IFF e provável candidato do PT a prefeito de Campos em 2024, no Folha no Ar de 28 de julho, o professor Jefferson Manhães fez a provocação: “Em dados recentes do Nuperj, núcleo de pesquisa da Uenf, Campos tem o dobro da área agricultável de São Francisco. Mas tem a produção econômica da agricultura igual à de São Francisco”.

 

 

Onde o debate deve estar (II)

Duas semanas depois, Wladimir respondeu no Folha no Ar da última sexta (11): “Jefferson disse que Campos tem o dobro da terra agricultável de São Francisco, e que São Francisco tem mais volume de negócios. Isso é uma inverdade! Só da cana-de-açúcar vai movimentar este ano R$ 700 milhões em Campos”. Na segunda (14) o petista contra-argumentou: “Os dados por mim apresentados dos setores agrícolas de Campos e de São Francisco têm como fontes o Nuperj da Uenf e o IBGE. Chama atenção é a confusão de informações econômicas do prefeito, misturando dados do setor agrícola com os do setor industrial”.

 

 

Onde o debate deve estar (III)

Ex-reitor da Uenf, secretário de Agricultura de Campos e quadro técnico muito respeitado da academia à política, o professor Almy Junior deu ontem a tréplica do governo Wladimir: “Não podemos buscar comparações com nossa região, cuja agropecuária não está entre as melhores do país. Precisamos pensar grande e buscar exemplos de municípios que fizeram da agropecuária uma alavanca para a geração de riquezas. A renda obtida pela agropecuária em Campos é maior do que a de São Francisco. Precisamos é atuar, e estamos atuando, em consonância, para sanar os gargalos que dificultam os avanços que sonhamos”.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Lula, Bolsonaro, Garotinhos e Bacellar no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Cientista político e professor da Uenf, Hamilton Garcia é o convidado do Folha no Ar desta terça (15), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará os seis primeiros meses do governo Lula 3 (PT), a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível por 8 anos e com ex-assessores alvos de investigações da Polícia Federal, e o bolsonarismo.

Hamilton também avaliará os governos Cláudio Castro (PL) e Wladimir Garotinho (PP), falará dos limites éticos levantados por seu colega, o cientista político George Gomes Coutinho (confira aqui), e ignorados nos tambores de guerra (confira aqui) da pacificação entre Garotinhos e Bacellar. Por fim, tentará projetar as eleições a prefeito e vereador de Campos, em 2024.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Prefeitáveis de 2024, Jefferson e Wladimir debatem economia

 

Wladimir e Jefferson em encontro amistoso no lançamento da 6ª Feira de Oportunidades, no auditório da Firjan, em 31 de julho (Foto: César Ferreira/Secom)

 

“Os dados que foram por mim apresentados sobre o comparativo dos setores agrícolas de Campos e de São Francisco têm como fontes o Núcleo de Pesquisa Econômica do Rio de Janeiro (Nuperj) da Uenf e o IBGE. O que nos chama atenção é a confusão de informações econômicas apresentada pelo prefeito (Wladimir Garotinho), misturando dados do setor agrícola com os do setor industrial”. Foi o que questionou hoje o professor Jefferson Manhães de Azevedo, reitor do IFF e provável candidato do PT a prefeito de Campos em 6 de outubro de 2024, daqui a pouco mais de 14 meses.

Em entrevista ao programa Folha no Ar, da sexta-feira de 28 de julho, Jefferson já tinha usado dados do Nuperj da Uenf para fazer questionamentos. Mais precisamente, na comparação entre os municípios de Campos e São Francisco de Itabapoana, no que se refere à terra agricultável e produção:

— Nós temos que defender um projeto de retomada da industrialização desse município, investir muito na agricultura. Em dados recentes do Nuperj, que é o núcleo de pesquisa do Alcimar, do José Alves, aqui da Uenf, Campos tem o dobro da área agricultável de São Francisco, mas tem a produção econômica da agricultura igual à de São Francisco. Campos tem 60% da área agricultável da região, é o dobro de São Francisco, mas, do ponto de vista da agricultura, as receitas (se equivalem). Então, significa que Campos tem que aprender isso. Eu não estou aqui, de forma alguma, desmerecendo o nosso secretário de Agricultura (professor Almy Júnior, ex-reitor da Uenf), longe de mim. Mas, eu quero dizer que nós temos que reativar a economia desse município, e tenho certeza absoluta de que esse é o compromisso do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin, da reindustrialização do país — disse Jefferson ao microfone da Folha FM 98,3. Confira no vídeo abaixo:

 

 

Exatas duas semanas depois, a resposta ao petista foi dada pelo prefeito Wladimir Garotinho (PP), no Folha no Ar da última sexta, dia 11:

— Falar de fora, é muito fácil. Estar dentro, com coragem para fazer acontecer, é outra (…) Então, os dados que o Jefferson passou aqui, que eu acho que podem ter sido passados pelo irmão dele (o economista José Alves de Azevedo, que integra o Nuperj), vou dar dois exemplos apenas: ele disse que Campos tem o dobro da terra agricultável de São Francisco, e que São Francisco tem mais volume de negócios do que Campos. Isso é uma inverdade! Se a gente for falar só da cana-de-açúcar… Poderia falar de outros aqui, mas só a cana-de-açúcar esse ano vai movimentar em Campos R$ 700 milhões. Desculpa, mas São Francisco não vai movimentar nem perto disso com todas as suas culturas que tiver lá. Nem perto disso! Então, não sei de onde é que ele tirou esse dado de que São Francisco movimenta mais do que Campos com metade da terra agricultável. Eu não sei, sinceramente. É um questionamento apenas — contra-argumentou Wladimir. Confira no vídeo abaixo:

 

 

Com base nos dados do Nuperj e do IBGE, Jefferson fez hoje sua tréplica ao prefeito de Campos, aprofundando questionamentos:

— O plantio, a colheita e a comercialização da cana-de-açúcar, por exemplo, estão associados ao setor agrícola da economia municipal; já a rentabilidade da produção de açúcar e álcool está associada ao setor industrial. O município de São Francisco, mesmo com seus já conhecidos desafios socioeconômicos, apresenta uma atividade agrícola muito mais diversificada, com metade da área colhida com cana-de-açúcar e a outra metade com variados cultivos, como abacaxi, mandioca, aipim, etc. Campos, por sua vez, concentra 98% de sua área colhida com cana-de-açúcar, tendo a diversificação de sua produção de alimentos localizada em pequenas propriedades familiares, cerca de 1 mil famílias. Por isso, a produtividade agrícola em São Francisco, por hectare (R$/ha), é o dobro da campista. É bom ressaltar que parte expressiva da produção de açúcar e álcool em Campos é obtida a partir da cana-de-açúcar cultivada em São Francisco — explicou Jefferson, enviando infográfico com os dados do Nuperj e do IBGE:

 

(Infográfico: Nuperj-Uenf/IBGE)

 

O reitor do IFF e provável candidato a prefeito de Campos em 2024, usou outros dados para fazer mais questionamentos sobre a posição econômica de Campos no cenário regional:

— Quando analisamos os setores econômicos em conjunto, seja pelo Valor Adicionado Fiscal, um indicador da geração da ‘riqueza local’ calculado pela secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, ou seja, pela Dinâmica Econômica Local, mensurada pelo Nuperj-Uenf, o município de Campos dos Goytacazes também não se mostra bem colocado, quando comparado aos demais municípios da região Norte-Fluminense, estando em 5ª posição entre os municípios no primeiro indicador e na 6ª posição no segundo. Desafios que precisamos superar! — pregou Jefferson, também enviando infográfico com os dados das questões que levantou:

 

(Infográfico: Nuperj-Uenf)

 

Documentário “Ícaro Voador” na Feijoada da Folha

 

Dora Paula, Aluysio, Christiano e Diva assistem à exibição do documentário “Ícaro Voador”, em homenagem ao jornalista Ícaro Barbosa, na 45ª Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

Ontem (12), na 30ª edição da tradicional Feijoada da Folha, foi exibido o média-metragem de documentário “Ícaro Voador”, em homenagem ao jornalista Ícaro Barbosa, falecido precocemente em 13 de maio, véspera do Dia das Mães, com apenas 23 anos. Com roteiro meu, baseado em matéria (confira aqui) do Matheus Berriel, jornalista da Folha, o vídeo teve direção do jornalista Antunis Clayton e produção do Paulo Marques, da Plena TV.

 

Exibição do documentário sobre Ícaro concentrou no telão a atenção dos 900 participantes da Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

Hoje (13), neste Dia dos Pais de significado inteiramente novo, o primeiro em 24 anos sem meu único filho, se completam exatos três meses que ele ficou encantado. Celebrar a vida de Ícaro, tão breve quanto intensa e marcante aos que o conheceram, é não só honrá-lo, como sobreviver à sua perda física. Sem perder de perspectiva que sobreviver ao filho, na inversão da ordem natural das coisas, é tudo que nenhuma mãe ou pai jamais desejaria fazer.

Fechado com o depoimento da sua mãe, a jornalista da Folha Dora Paula Paes, dolosamente não há eco da minha própria voz no documentário. Sobre Ícaro, a voz da sua paternidade é expressa, não sem orgulho, na multiplicidade de vozes em testemunho sobre uma vida que, em busca do sol, prevaleceu sobre a morte. E fica de exemplo, como Cruzeiro do Sul, a referenciar em luz o céu na noite da saudade.

 

Na exibição do documentário como homenagem da Feijoada da Folha de 2023, o registro de Ícaro trabalhando como jornalista, ao lado da sua mãe, Dora, na cobertura da Feijoada de 2022 (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

O primeiro registro da homenagem a Ícaro na Feijoada da Folha foi feito ainda ontem (confira aqui), pelo jornalista Rafael Khenaifes Abud, no site “Diário da Planície”. Abaixo, em seus 16 minutos, com açúcar e muito afeto, o documentário “Ícaro Voador”:

 

 

 

Diva e Ícaro Abreu Barbosa — A história de uma avó e seu neto

 

Companheiros de viagem, Ícaro e Diva Abreu Barbosa, neto e avó, nas escadarias da Casa e Museu do escritor Victor Hugo, no entorno da Place des Voges, na Paris de 11 de fevereiro deste ano (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

Navegar (e voar) é preciso, viver não é preciso…

Por Diva Abreu Barbosa(*)

 

 

Parafraseando Fernando Pessoa, ainda estamos buscando um sentido. Ainda mais agora, neste momento. Mais do que nunca. A vida não permite previsões ou planejamentos imutáveis. Nem regras determinadas e inflexíveis. Tudo pode mudar. A todo momento. Esse é o segredo.

A vida, com os seus mistérios, nos reserva imprevisíveis e inimagináveis realidades, como as preconizadas, por exemplo, na mitologia, notavelmente, advindas da longínqua Grécia. E cujo panteão revelou Ícaro, tão perto de nós… e agora tão longe.

Para fugir do labirinto em que estava preso, na ilha de Creta, aquele Ícaro usou asas feitas de penas de aves para voar, construídas pelo seu pai, Dédalo. Que o havia alertado sobre o perigo de chegar muito perto do sol, já que o calor poderia derreter a cera que unia as penas.

Todavia, no mundo real, entre as lendas, mitos e deuses, transitam pessoas com seus sonhos, encantos, desejos, sentimentos e existências. Algumas, genuínas, passam voando pela vida, com a pressa dos que são intensos, sagazes e impetuosos, como o menino, o rapaz, o jovem, o meu neto, Ícaro Paes Pasco Abreu Barbosa.

Seu nome, dado pelo pai, Aluysio, enraiza-se na palavra grega “ikaos”, que significa “seguidor”, ou “aquele que alcança o céu”. E essa também foi a sua escolha: subir ao céu para estar mais próximo do sol, fazer parte do seu brilho.

“Carô”, o autoapelido que se deu, cresceu… e chegou aos 23 anos de idade! Recentemente, convivemos inesquecíveis e intensíssimos momentos com ele e seu pai, meu filho, passando e passeando por Paris, assim como o fizemos no México anos atrás.

Quanta doçura, quantas peraltices e quantas inefáveis e indeléveis lembranças e compartilhamentos, que hoje também me remetem ao seu nascimento, infância e adolescência, criando-se e desenvolvendo-se na redação da Folha da Manhã. Onde iniciava com sucesso e, prematuramente, sua vida profissional como jornalista.

Amante de História, como essa hoje dolorida e machucada avó, estudou e cursou a disciplina. Mas decidiu ser jornalista, como o seu pai, a sua mãe, Dora, e o seu avô Aluysio. E, assim, alcançou reconhecimento pessoal e profissional, raras vezes atingida tão cedo, mas reconhecida por todos.

Pelo seu dinamismo, dedicação e determinação, passou também a integrar a diretoria do jornal. Foi admirado pelos colegas e amigos pela sua simpatia, vivacidade, empatia, doçura, despojamento de vaidades e alegre brejeirice.

Na rotina do dia-a-dia, e nos anos de sua vida, descobriu heróis, mitos e talentos. Os reconheceu em sua leitura de Homero, Heródoto, Tucídides, Plutarco, William Shakespeare, Mark Twain, Edward Giggon, Friederich Nietzsche, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, William Faulkner, Jack Kerouac, Hunter Thompson e muitos outros, que curtiu e admirava.

Na música, também influenciado pelo pai, tornou-se fã de Robert Johnson, BB King, Aretha Franklin, Janes Joplin, Beatles, Eric Clapton, Buddy Guy, Raul Seixas, Rita Lee, Barão Vermelho, Cazuza, Legião Urbana, Nirvana, The Doors… quantas portas abertas, Carô.

Quanta vida! Quantos sonhos! Quantas alegrias! Quanta intensidade permearam a trajetória desse irreverente e plural Ícaro, que tinha pressa de alcançar o céu… tudo, muito rapidamente! Mas cuja brevidade nunca apagará entre nós o seu brilho, o seu calor moreno de pele exposta ao sol de Atafona e Ítaca. Que nos aqueceu e aquece.

Assim o amamos, sempre. Porque, mesmo com muita dor, “navegar (e voar) é preciso, viver não é preciso…”. Como mulher, mãe e sua avó orgulhosa, sei que um dia nos reencontraremos. Onde você estiver, meu doce príncipe, nessa vida que segue.

 

(*)Diretora-presidente do Grupo Folha, empresária e professora de História

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Lula, Jefferson e Caio se encontram no Rio de Paes

 

Lula hoje no Rio com o reitor do IFF e provável candidato do PT a prefeito de Campos em 2024, Jefferson Manhães de Azevedo (Foto: Divulgação)

Desde 3 de junho, na coluna Ponto Final, de opinião da Folha da Manhã, republicada neste blog, foi adiantado (confira aqui):

— O prazo para filiação partidária vai até 6 de abril do próximo ano, com convenções em julho, a todos que quiserem disputar as eleições municipais de 6 de outubro de 2024, daqui a 16 meses. Mas, em Campos, as movimentações já começaram às disputas a vereador e prefeito. Nesta, salvo o imponderável, dois nomes hoje parecem certos: Wladimir Garotinho (PP), na tentativa natural de reeleição, e o professor Jefferson Manhães de Azevedo (PT), reitor do IFF (…) Além destes, todos os demais nomes dependem da conjuntura.

Após Jefferson admitir a possibilidade de se candidatar a prefeito de Campos no Folha no Ar do último dia 28 (confira aqui), mesmo programa da Folha FM 98,3 que amanhã recebe o prefeito Wladimir, o reitor do IFF apareceu hoje na Globo News, em rede nacional, com o presidente Lula (PT), na cidade do Rio de Janeiro. Como adiantou (confira aqui) o secretário de Comunicação do PT de Campos, Gilberto Gomes, em seu blog hospedado no Folha1, o encontro se deu nas assinaturas do acordo do Porto Maravilha, do ato de coordenação de Aeroportos do Rio e da parceria com o Impa Tech, a Faculdade de Matemática.

Lindbergh Farias, Caio Vianna, Jefferson Manhães de Azevedo e João Mauricio de Freitas hoje no Rio (Foto: Divulgação)

Além do encontro com o presidente do Brasil, que demonstrou entusiasmo com a possibilidade de Jefferson se candidatar pelo PT a prefeito de Campos, o reitor do IFF aproveitou a oportunidade para afinar aproximações políticas. Além do deputado federal Lindbergh Farias e do presidente fluminense do PT, João Mauricio de Freitas, Jefferson também se reuniu com o deputado federal Caio Vianna (PSD).

O filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) apoiou Lula em Campos no segundo turno presidencial de 2022. Não está descartada uma aliança sua com o PT numa chapa majoritária goitacá em 2024. Que serviria para Eduardo Paes (PSD), responsável pelo mandado assumido por Caio na Câmara de Deputados, espelhar em Campos a união que pretende montar para tentar sua reeleição como prefeito da cidade do Rio.

 

Wladimir fecha a semana do Folha no Ar nesta sexta

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O prefeito Wladimir Garotinho (PP) é o convidado para fechar a semana do Folha no Ar nesta sexta (11), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará o que considera os principais acertos e erros dos seus dois anos e meio do governo de Campos.

Wladimir também falará da pacificação entre Garotinhos e Bacellar na Câmara Municipal, em meio a troca de ataques entre lideranças dos dois grupos políticos. Por fim, ele tentará projetar as eleições a prefeito, na qual aparece como favorito em todas as pesquisas até aqui, e vereador de Campos, em 6 de novembro de 2024, daqui a menos de 15 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Edil de oposição da baderna à pacificação no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Empresário, ex-campeão mundial de natação e vereador de Campos ligado ao grupo dos Bacellar, Raphael Thuin (PTB) é o convidado do Folha no Ar desta quinta (10), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará das suas pautas parlamentares em defesa dos animais e do setor produtivo goitacá, assim como de ataque à baderna notuna na área central da cidade.

Thuin também dará sua perspectiva sobre a novela da pacificação entre Garotinhos e Bacellar no palco da Câmara Municipal. E, por fim, tentará projetar as eleições a prefeito e vereador de Campos, em 6 de outubro de 2024, daqui a menos de 15 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Favoritismo de Wladimir e limites a Garotinhos e Bacellar

 

George Gomes Coutinho, Wladimir Garotinho, Rodrigo Bacellar e Natália Soares (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Favoritismo de Wladimir em 2024

“Na perspectiva do cidadão comum, o governo Wladimir (Garotinho) tem sido bom no mínimo; em termos, por exemplo, das vias públicas, dos equipamentos urbanos. Uma parte importante desses recursos vêm do Governo do Estado. Mas vai chegar no ano que vem e o eleitor vai olhar para as ruas de Campos e dizer: ‘está legal; não vou mudar não’. Tudo mais constante, o Wladimir, de fato, é o favorito para (vencer no) primeiro turno”. A menos de 15 meses da eleição a prefeito, foi o que projetou na manhã de ontem (8) o cientista político e sociólogo George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos, no programa Folha no Ar.

 

Independe da pacificação?

Nem o eventual fim da pacificação entre Garotinhos e Bacellar, que volta e meia caminha sobre o fio da navalha, seria capaz de causar maiores danos ao favoritismo da tentativa natural da reeleição de Wladimir em 2024. “Esse favoritismo pode ter relativa independência. A briga com os Bacellar pode tirar um percentual de votos, mas não a totalidade dos votos de Wladimir. Pelo menos, neste momento. Claro que a gente não sabe, dentro do ‘armamento’ dos Bacellar, será que eventualmente o grupo tem uma informação que pode tornar a candidatura do Wladimir mortalmente ferida?”, questionou o cientista político.

 

Prejuízo político a Campos

O professor da UFF lecionou a mesma dificuldade a outras eventuais candidaturas de oposição. “A questão é se há algo que modifique profundamente a percepção do eleitor sobre a gestão Wladimir. Isso, inclusive, vale às outras (intenções de) candidaturas hoje minoritárias. Uma briga de oligarquias (Garotinhos e Bacellar) pode produzir esse resultado. Como pode também se traduzir em prejuízo político a Campos. O que houve na Câmara de Vereadores (após a eleição de Marquinho Bacellar a presidente, anulada e consumada, após episódios de enfrentamento físico entre homens armados) não foi brincadeira. E, sim, foi muito pesado!”

 

Pedido às “duas oligarquias”

Profissional da educação pública, George chegou a fazer um pedido público, no sentido de educar as “duas oligarquias” que vê hoje dividirem o poder político em Campos. “Se eu pudesse fazer um pedido aos grupos, a disputa de adversários é legítima no âmbito democrático. Agora, sem utilizar de recursos vis como a violência, a ameaça, a intimidação. Mudar a perspectiva do eleitor é que são elas. Eu não sei se, neste momento, há uma bala de prata, que é uma busca sempre meio paranoica. O cara (Wladimir) pavimentou uma percepção diante do eleitor, que bala de prata poderosa será essa? Acho bastante complicado”, avaliou.

 

Limite aos Garotinhos e Bacellar

O cientista político traçou limites éticos à disputa das urnas de 2024. “O embate programático é superimportante. O Ideb (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica) local é muito ruim. Há problemas de saneamento, do transporte público. As periferias não têm acesso ao ir e vir garantidos nesta cidade. Aí temos uma discussão bastante relevante. Outra coisa é o ataque pessoal, o achaque. Você vê duas oligarquias em ataques ad hominem (à pessoa), quem perde é o cara que anda na rua, que pega ônibus. Talvez seja a função das candidaturas minoritárias levantar o debate. Como a Natália (candidata a prefeita revelação em 2020 pelo Psol) já fez”.

 

Contabilidade da Câmara

Alvo da disputa entre os Bacellar e os Garotinhos, o vereador Fred Machado (Cidadania) disse ontem ao blog Caminhos, do jornalista Rodrigo Gonçalves: “Sou muito fiel e me sinto lisonjeado por saber que os dois grupos admiram isso”. Ele participou de reunião ontem, antes da sessão da Câmara, entre os edis dos Bacellar. Mas não confirmou se lá esteve o vereador Abdu Neme (Avante), que deu a maioria mínima à oposição na contestada sessão do dia 1º. Após Abdu mudar de lado mais uma vez sobre os Garotinhos, seu filho Abinho, empresário que opera junto ao setor público, sofreu ataques do ex-governador Anthony Garotinho (União).

 

Por Samu à região

Bem conhecido por todos que dele precisam, o Samu é o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Criado em 2003, atende casos de urgência e emergência, financiado pelo Governo Federal, Estadual e municipais, para melhorar o atendimento à população. Sua implementação no Norte e Noroeste Fluminense foi pauta ontem à tarde em Brasília, onde o deputado federal Lindbergh Farias (PT/RJ) e o secretário executivo do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste (Cidennf), Vinicius Viana, se reuniram com o secretário de Assistência Especializada à Saúde (Saes) do ministério da Saúde, Helvécio Magalhães.

 

Acic faz hoje 132 anos

A Associação Comercial de Campos (Acic) completa 132 anos de fundação hoje (9). A data será marcada por uma benção presidida pelo Bispo Católico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, Dom Fernando Rifan, às 19h, no auditório da Acic. Após a celebração, o presidente da instituição, Fernando Loureiro, fará uma apresentação sobre seu primeiro ano à frente da instituição centenária. Na qual falará dos planos e projetos para seu segundo ano de gestão. Representantes de outras entidades locais já confirmaram presença, assim como autoridades de segurança, do poder público e empresários.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Lindbergh e Cidennf em Brasília por Samu na região

 

Reunião na tarde de hoje, em Brasília, para tratar da instalação do Samu na região (Foto: Divulgação)

 

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste (Cidennf), representado pelo seu secretário executivo, Vinícius Viana, reuniram-se na tarde de hoje com o secretário de Assistência Especializada à Saúde, do ministério da Saúde (SAES/MS), Helvécio Magalhães. A pauta foi a implantação do Samu na região. A reunião contou com articulação de Gilberto Gomes, assessor do mandato de Lindbergh no Norte Fluminense.

O ministério da Saúde respondeu positivamente aos pleitos apresentados, entre eles, o de equipar oito ambulâncias para serviço avançado, a realização de um visita técnica do MS e recursos complementares para a construção da Central Regional de Regulação.

Este foi o segundo encontro da parceria entre o mandato do deputado federal Lindbergh Farias e o Cidennf. O primeiro ocorreu em Campos no mês de junho. Na última semana, o tema do Samu na região ainda foi tratado por Lindbergh em encontros com Fátima Pacheco, presidente do Cidennf e prefeita de Quissamã, além de Dr. Luizinho, secretário estadual de saúde do RJ.

 

Da assessoria do deputado federal Lindbergh Farias.