Com “Santiago”, Bisogno comanda o Cineclube Goitacá nesta quarta

Amanhã, quarta-feira, dia 30, a partir das 19h30, na sala 507 do edifício Medical Center, no cruzamento da rua Conselheiro Otaviano com a av. 13 de Maio, quem comanda o Cineclube Goitacá é o cineasta Carlos Alberto Bisogno. Diretor da trilogia de curtas de ficção “Efígie”, “Vertigem” e “Neve Negra”, ele vai apresentar o longa de documentário “Santiago”, de João Moreira Salles, mediando o debate com os espectadores logo após a exibição. A sessão e a participação na discussão são inteiramente livres.

 

Cineclube Bisogno

 

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Sem ônibus há três dias, Campos pode também ficar sem bancos

Assembleia dos vigilantes bancários, na noite de hoje, na praça São Salvador, decidiu pela paralisação da categoria por tempo indeterminado (foto de Silésio Corrêa - Folha da Manhã)
Assembleia dos vigilantes bancários, na noite de hoje, na praça São Salvador, decidiu pela paralisação da categoria por tempo indeterminado (foto de Silésio Corrêa – Folha da Manhã)

 

Realizada na noite de hoje, na praça São Salvador, a assembleia dos vigilantes bancários que decidiu pela paralisação da categoria em Campos, por tempo indeterminado, não pode ser considerada um protesto, já que o local público só foi escolhido pela inexistência de uma sede local do sindicato. Todavia, mesmo cumprindo a lei que determina que pelos menos 30% deles continuem trabalhando durante a greve, é quase certo que nem todas as agências bancárias do município conseguirão manter seu funcionamento. Os grevistas já anunciaram, inclusive, que denunciarão à Polícia Federal (PF) qualquer agência que tente funcionar sem a presença de vigilantes. Assim, a cidade que já está sem ônibus há três dias, desde a 0h de sábado (26/04), com a previsão dos rodoviários de assim continuar, também poderá acordar amanhã sem bancos.

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Com caixão rosa e topless, protestos de hoje em Campos somam 45 em 2014

Levando cartazes e um caixão rosa, cerca de 150 rodoviários se manifestaram hoje em frente ao Instituto Municipal de Transporte e Trânsito (INTT, antiga Emut), de onde seguiram em passeata pelas ruas centrais até a Câmara Municipal (foto de Genilson Pessanha - Folha da Manhã)
Levando cartazes e um caixão rosa, cerca de 150 rodoviários se manifestaram hoje em frente ao Instituto Municipal de Transporte e Trânsito (INTT, antiga Emut), de onde seguiram em passeata pelas ruas centrais até a Câmara Municipal (foto de Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

Na manhã de hoje, além da reunião de alunos na reitoria da Uenf, reivindicando auxílio-moradia, algumas estudantes fizeram topless em defesa dos direitos da mulher (foto da leitora  Juli Viana)
Na manhã de hoje, além da reunião de alunos na reitoria da Uenf, reivindicando auxílio-moradia, algumas estudantes fizeram topless em defesa dos direitos da mulher (foto da leitora Juli Viana)

 

Ao que parece, a rede governista criada no WhatsApp para utilizar os supervisores municipais (todos indicados ao cargo de DAS 7) e tentar evitar os protestos de rua de Campos, pela cobrança de serviços públicos, não tem surtido o efeito desejado. Desde a última postagem do blog sobre o assunto, feita aqui, no último dia 17, contabilizando com imagens as 38 manifestações populares até então registradas no município em 2014, nem o feriadão da semana santa impediu que, de lá para cá, mais sete protestos de rua tenham eclodido neste viridente plaino goitacá, chegando ao total de 45 só neste ano.

Só hoje, foram mais duas manifestações: dos alunos da Uenf no prédio da reitoria da universidade estadual, com direito a topless de algumas estudantes, em defesa aos direitos da mulher; e dos rodoviários que saíram em passeata pelas ruas do centro da cidade, carregando um caixão rosa em alusão à prefeita Rosinha Garotinho (PR) e deixando o maior município fluminense sem ônibus pelo terceiro dia seguido, a despeito de uma decisão judicial que determinava seu retorno ao trabalho. E tanto um quanto o outro movimento anunciaram a intenção de fechar a BR 101: os estudantes e grevistas da Uenf, na próxima quarta (30/04); enquanto os rodoviários planejam fazê-lo já amanhã de manhã.

Abaixo, os cinco protestos populares de Campos anteriores aos dois de hoje:

 

20/04 - Após uma pancada de chuva, no final da tarde, moradores do distrito de Travessão atearam fogo em pneus e galhos de árvores e bloquearam o Km 48 da BR 101, por conta dos alagamentos nas ruas. Em nota a concessionária que administra a rodovia informou que o tráfego ficou parado no sentido Espírito Santo, do Km 50,5 ao Km 48 (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
20/04 – Após uma pancada de chuva, no final da tarde, moradores do distrito de Travessão atearam fogo em pneus e galhos de árvores e bloquearam o Km 48 da BR 101, por conta dos alagamentos nas ruas. Em nota a concessionária que administra a rodovia informou que o tráfego ficou parado no sentido Espírito Santo, do Km 50,5 ao Km 48 (foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

21/04 - Moradores do conjunto habitacional do Parque Jardim Aeroporto, em Guarus, bloquearam a BR 101 por cerca de três horas, devido à falta de energia elétrica que teria se estendido por mais de 24 horas. A concessionária Ampla  informou que o abastecimento foi normalizado no fim da tarde após reparos no ramal que havia desarmado. Além da falta de energia, as principais reivindicações incluem melhorias de infraestrutura em vias, transporte, segurança e educação (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
21/04 – Moradores do conjunto habitacional do Parque Jardim Aeroporto, em Guarus, bloquearam a BR 101 por cerca de três horas, devido à falta de energia elétrica que teria se estendido por mais de 24 horas. A concessionária Ampla informou que o abastecimento foi normalizado no fim da tarde após reparos no ramal que havia desarmado. Além da falta de energia, as principais reivindicações incluem melhorias de infraestrutura em vias, transporte, segurança e educação (foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

22/04 - Um grupo de mães de alunos da Escola Municipal José de Azevedo, em Ponta Grossa, realizou um protesto em frente à Prefeitura de Campos, no final da manhã. A causa da manifestação foi a falta de aulas há quase três meses na unidade de ensino. Com cartazes, as mães reivindicaram a regularização do quadro de professores para as turmas de G1, G2, 3º e 4º anos, que estariam sem aulas há 71 dias (foto de Hellén Souza - Folha da Manhã)
22/04 – Um grupo de mães de alunos da Escola Municipal José de Azevedo, em Ponta Grossa, realizou um protesto em frente à Prefeitura de Campos, no final da manhã. A causa da manifestação foi a falta de aulas há quase três meses na unidade de ensino. Com cartazes, as mães reivindicaram a regularização do quadro de professores para as turmas de G1, G2, 3º e 4º anos, que estariam sem aulas há 71 dias (foto de Hellén Souza – Folha da Manhã)

 

25/04 – Sem avanço nas negociações com o Governo do Estado, em ato unificado, docentes, técnicos e alunos da Uenf, junto a servidores da Fenorte, realizaram mais uma manifestação em frente à universidade (foto de Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

25/04 -  Mães dos alunos da escola municipalizada Drª Francisco Manoel Pereira Crespo, fecharam a BR 101, no Km 56, reivindicando melhorias na unidade escolar (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
25/04 – Mães dos alunos da escola municipalizada Drª Francisco Manoel Pereira Crespo, fecharam a BR 101, no Km 56, reivindicando melhorias na unidade escolar (foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Atualização às 20h33: Por problemas técnicos, a postagem acima chegou a ficar incompleta por cerca de uma hora, período em que também esteve fechada a comentários. A muito custo, ambos os problemas foram resolvidos. A você, leitor, as desculpas do blog.

 

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Jon Jones medido pela distância que transforma os demais em medíocres

Boa atuação de Glover Teixeira não encurtou a distância que ergue o braço de Jon Jones sobre os demais
Boa atuação de Glover Teixeira não encurtou a distância que ergue o braço de Jon Jones sobre os demais

 

Esperei para rever hoje a luta que já havia assistido ao vivo, na noite de ontem, quando o estadunidense Jon Jones manteve o cinturão dos meio-pesados no UFC 172, diante do desafiante brasileiro Glover Teixeira, para tentar fazer uma análise mais detida sobre o combate vencido por pontos, em todos os seus cinco rounds, pelo campeão. Glover lutou com desassombro, tentou sempre caminhar para frente, conseguiu acertar sua mão pesada em alguns cruzados e uppercuts, defendeu muito bem as tentativas  de queda e demonstrou grande condicionamento aeróbico. Mas, e daí? Nada disso bastou para que Jones fosse sequer ameaçado em nenhum momento da peleja.

Antes de falar da sua última luta, talvez seja necessário falar da primeira que vi de Jon Jones, contra Stephan Bonnar, no UFC 94, em 31 de janeiro de 2009. De fato, fiquei tão impressionado com a exuberância técnica, a fluidez do jogo e a tranquilidade demonstradas por aquele garoto negro, alto e esguio, então com 21 anos, diante de um adversário duro e bem mais experiente, mas batido por pontos com espantosa facilidade em todos os três assaltos, que me arrisquei a fazer aos amigos e conhecidos uma previsão: esse menino vai varrer a categoria dos meio-pesados, na época a mais parelha e disputada do UFC, com o cinturão trocando de mãos a cada nova defesa de título; vai lutar e derrotar o campeão dos médios, o então imbatível brasileiro Anderson Silva; e depois vai subir aos pesados, para tentar conquistar não só a coroa da categoria acima, como a de maior lutador de Artes-Marciais Mistas (MMA) de todos os tempos.

Da promessa de 21 anos ao campeão meio-pesado consagrado aos 26 como maior nome na atualidade do UFC, preenchendo o vácuo aberto pelas duas derrotas de Anderson frente ao estadunidense Chris Weidman, e pela aposentadoria temporária do meio-médio canadense Georges St. Pierre, o jogo de Jones só vem evoluindo. Ontem, diante de Glover, foram tantas as inversões de guarda executadas pelo campeão, oras lutando como destro, oras como canhoto, que não só o desafiante brasileiro, mas os milhões de espectadores mundo afora, acabaram se confundindo. E só quem já praticou qualquer luta, sobretudo de trocação em pé, sabe o quanto é difícil inverter todo o lado do corpo para atacar e se defender. Fazer isso com a mesma naturalidade de Jones, só vi outros dois: Anderson, no MMA, e o estadunidense Roy Jones Jr., no boxe. Se valer futebol, cabe a lembrança dessa mesma perfeição ambidestra a Leandro, ex-lateral-direito dos inesquecíveis Flamengo de 1981 e Seleção Brasileira de 1982.

Por certo, além do bom jogo de chão do brasileiro, que levou Jones a tentar poucas quedas (apenas quatro em cinco rounds), Glover é um dos trocadores mais respeitados do MMA, pela força e velocidade dos seus punhos. E ao aceitar trocar com ele em vários momentos, devolvendo os socos do brasileiro com suas temíveis cotoveladas, o fato de Jones ter sido acertado algumas vezes, apesar do seu consistente jogo de defesa, sem ter dobrado as pernas em nenhuma delas, evidencia outra característica desanimadora a qualquer desafiante do campão: ele aguenta pancada, tem queixo duro ou, como se diz no jargão das lutas, poder de encaixe. Ontem, nos dois assaltos iniciais, Glover chegou a disputar com Jones o centro do octógono, posição que na dança equivale à do par masculino, que determina as ações às quais cabe ao(a) outro(a) apenas reagir. Mas da metade do terceiro round em diante, Jones usou seu excelente wrestling, do qual é egresso, não para derrubar, mas para empurrar o desafiante de costas à grade, ditando a partir dali, além da luta, a própria maneira como ela seria lutada.

Antes do UFC 172, escrevi aqui que sua luta principal serviria para medir a distância entre Jones e Glover. Apesar deste ser excelente lutador, assim como também são os brasileiros Maurício Shogum, Lyoto Machida e Vitor Belfort, ou os estadunidenses Quinton Jackson e Rashad Evans, todos derrotados por Jones desde que conquistou o cinturão, a distância entre ele e todos os demais parece ser a mesma que Marcel, ex-pivô da Seleção Brasileira de basquete, definiu como comentarista de TV na transmissão ao vivo de jogo play-off de um dos seis títulos da NBA conquistados pelo Chicago Bulls de Michael Jordan, nos anos 1990: “Nessa quadra, há 10 excepcionais jogadores. Qualquer um destes 10 que jogasse em qualquer lugar, que não a NBA, seria um ídolo de todos os tempos, mais ou menos como Oscar foi no Brasil. Agora, há um entre os 10 capaz de transformar os outro nove em medíocres. E este um é Michael Jordan”.

Certo que Jones deve, inclusive a si mesmo, uma revanche contra o sueco Alexander Gustafsson, por quem era derrotado por pontos, até encontrar uma cotovelada giratória que abriria o supercílio do adversário e seu caminho para vencer os dois últimos assaltos e a luta na qual manteve o título, por vantagem mínima, no UFC 165, em 21 de setembro de 2013. E, no meu entender, a altura, a entrega tática e o boxe alinhado de Gustafsson, embora não possam mais surpreender, são os únicos obstáculos reais que o campeão tem em sua categoria, além, talvez, da força e do wrestling igualmente afiado do estadunidense Daniel Cormier. Ademais, como se trata de luta, que sempre pode ser definida num único golpe, ofertando ao pior a possibilidade concreta de bater o melhor, não se pode falar em certezas. E esse suspense até o segundo final de cada combate é o maior fator da popularização em escala geométrica do MMA, assim como também acontece no futebol, em diferença marcante para outros esportes como basquete, vôlei ou tênis, onde a vitória quase nunca deixa de sorrir ao melhor.

Mas a distância que Jon Jones abriu aos demais lutadores de MMA do planeta, e parece alargar a cada nova peleja, lembra muito aquela que Marcel um dia atribuiu, no basquete, a outro negro alto e esguio dos Estados Unidos.

 

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UFC 172, logo mais, mede a distância entre Jon Jones e Glover Teixeira

Observados pelo big boss Dana White, Jon Jones e Glover Teixeira se encararam na pesagem de ontem para a luta de hoje
Observados pelo big boss Dana White, Jon Jones e Glover Teixeira se encararam na pesagem de ontem para a luta de hoje

 

Sei que prometi só voltar à lida blogueira depois de amanhã, na segunda, mas a peleja de logo mais entre o campeão mundial meio-pesado do Ultimate Fighthing Championship (UFC), o estadunidense Jon Jones, e o desafiante brasileiro Glover Teixeira, me fez antecipar este retorno parcial. Quem vencerá a luta principal do UFC 172, em Baltimore, cidade natal da diva do jazz Billie Holiday? Bem, para responder à pergunta, necessário tirar outra dúvida: Jones, como de hábito, imporá no jogo em pé sua privilegiada envergadura de 2,15m, a maior na história do UFC (incluída a categoria acima, dos pesos-pesados), ou Glover conseguirá encurtar a distância, o suficiente para que sua mão pesada possa alcançar o rosto do campeão?

Para os muitos arrebanhados na popularização recente das Artes-Marciais Mistas (MMA), através do UFC, uma dúvida razoável sobre a invencibilidade de Jones foi aberta pela surpreendente atuação do sueco Alexander Gustafsson, no UFC 165, em 21 de setembro de 2013. Naquela oportunidade, Jones teve que provar, além da técnica exuberante, ter coração de campeão para sair de uma situação desfavorável, achando uma cotovelada giratória (sua maior especialidade) para virar o quarto assalto que perdia, após ter sido inferior em dois dos três anteriores, e confirmar sua vitória, por apenas um ponto de diferença, no quinto e último round.

Todavia, além da intensa movimentação e do excelente trabalho na defesa de quedas, o boxe de primeira linha de Gustafsson, ex-campeão em seu país nesta especialidade, só conseguiu provocar tantos danos no rosto de Jones, por outro fator que reforça a dificuldade na distância que Glover deve enfrentar daqui a pouco: embora com menor envergadura, o sueco de 1,96m foi o primeiro lutador mais alto que o estadunidense de 1,94m enfrentou em sua carreira. Por sua vez, o mineiro de Sobrália, desafiante da noite de hoje ao cinturão de Jones, mede “apenas” 1,88m.

Dez centímetros mais baixo que Glover, quem predisse que este seria campeão meio-pesado do UFC foi um dos maiores na história dos pesos-pesados do boxe: Mike Tyson. Presente nas primeiras fileiras do UFC 160, em 25 de maio de 2013, no qual o brasileiro finalizou por estrangulamento, com uma guilhotina, o striker neozelandês James Te-Huna, Tyson chegou a subir no octógono para cumprimentar Glover por aquela vitória no primeiro round. E ninguém melhor do que “Iron” Mike, “baixinho” de 1,78m que se notabilizou por nocautear impiedosamente lutadores de mais de 1,90m, para conhecer todos os atalhos capazes de encurtar a socos a distância entre dois homens.

De qualquer maneira, Tyson nunca teve que se preocupar no boxe, como o desafiante de hoje terá, em tentar se aproximar e acabar derrubado por uma catada de pernas ou deslocamento de quadril da luta olímpica, de onde Jones veio para se tornar um dos que melhor executa a transição do jogo de quedas ao MMA. Ademais, como a lembrança às dificuldades encontradas (e superadas) pelo campeão contra Gustafsson, necessário também não esquecer que o último combate de Glover, depois da luta com Te-Huna, foi contra o wrestler estadunidense Ryan Bader, no UFC Fight Night de 4 de setembro de 2013. E, embora tenha nocauteado seu oponente ainda no primeiro assalto, o brasileiro só o fez numa reação na base da raça, após chegar a dobrar as pernas pelos socos também recebidos momentos antes. Em outras palavras: deu Glover, como quase deu Bader.

E foi o mesmo Bader que Jones não teve dificuldades para, no linguajar do esporte, “passar por cima”, finalizando-o com uma guilhotina no segundo assalto, no UFC 126, em 8 de fevereiro de 2011, antes mesmo de conquistar o cinturão da categoria que hoje tentará defender pela sétima vez, diante do brasileiro invicto há 20 lutas.

 

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Pausa

pausa

 

Por motivos de ordem pessoal, este “Opiniões” seguirá atualizado na próxima semana apenas pelo traço do chargista José Renato. Na próxima segunda, no mais tardar e se Deus quiser, eu volto à lida. Inté!!!…

 

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Paixão em Cristo

Em Gregório de Matos (1636/95) e Salvador Dalí (1904/89), a paixão em Cristo:

 

Cristo DalíBuscando a Cristo

A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.

A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lágrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.

A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa, p‘ra chamar-me

A vós, lado patente, quero unir-me,
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme.

 

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Transporte e educação lideram as causas dos protestos em Campos

Ônibus lotados e filas de gente querendo entrar, em mais um dia de rotina no terminal rodoviário urbano de Campos (foto de Valmir Oliveira - Folha da Manhã)
Ônibus lotados e filas de gente querendo entrar, em mais um dia de rotina no terminal rodoviário urbano de Campos (foto de Valmir Oliveira – Folha da Manhã)

 

Para os campistas que tem saído às ruas para protestar, o transporte público é o principal problema da cidade, seguido da educação, da infraestrutura urbana, da saúde, da habitação, de benefícios sociais e da segurança. Dos 38 protestos populares registrados este ano em Campos (confira-os, um a um, aqui), 11 deles foram contra a precariedade do transporte público, em pontos fisicamente distantes do vasto município, o que indica a generalização do problema: cinco na Baixada Campista (três em Mineiros, um em Donana e outro em Ponto dos Coqueiros), dois na área central, dois em Lagoa de Cima, um em Santa Cruz e um no Parque Califórnia. Já na educação, outro calcanhar de Aquiles do governo Rosinha, que oferece o pior ensino municipal de todo o Estado do Rio, segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), foram 10 as manifestações. Demandas de infraestrutura urbana geraram sete protestos, seguidas da saúde e da habitação, com três cada; e de benefícios sociais e da segurança pública, cada um gerando duas manifestações.

Além de usar os supervisores municipais para montar uma rede, via WhatsApp, para monitorar e tentar evitar novos protestos, se a tática adotada pelos garotistas-rosáceos for realmente fomentar e jogar a maior luz possível em protestos de cobrança aos serviços públicos do governo estadual assumido este mês por Luiz Fernando Pezão (PMDB), concorrente direto do deputado federal Anthony Garotinho (PR) na corrida ao Palácio Guanabara, a tarefa pode não ser das mais fáceis. Das 38 manifestações de 2013, apenas três poderiam servir a este fim: duas por cobrança de segurança pública e uma (entre as 10 da educação) feita por professores, funcionários e alunos da Uenf, em greve por melhores condições desde março. Mas a imensa maioria dos protestos em Campos são por serviços públicos tão básicos, que fica muito difícil jogar a responsabilidade sobre eles além do colo do município, sobretudo quando não se perde a conta do seu orçamento bilionário.

 

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