A legítima defesa do tiro na nuca

Seja ao noticiário da Folha Online acerca da absolvição, ontem, por “legítima defesa”, do PM João Manoel Pereira Gandra, que desferiu primeiro um tiro na nuca, depois mais quatro na face de Natanael Odilon Pereira Silva, o “Natan”, que portava uma faca na cintura diante de uma boate na Pelinca, à qual tentava voltar após ter sido agredido fisicamente, mas sobretudo à opinião da jornalista Jane Nunes sobre o caso, este “Opiniões” assina embaixo, como já havia feito aqui, em 24 de maio de 2010, dia em que Natan foi assassinado…

Caso Natan: legítima defesa…

Por Jane Nunes, em 03-07-13 – às 19h24

O Policial Militar João Manoel Pereira Gandra, foi absolvido nesta tarde (03, ontem) pelo assassinado de Natanael Odilon Pereira da Silva (Natan). Natan foi morto em 24 de maio de 2010 (reveja ocaso aqui) em frente a uma boate na Avenida Pelinca, com cinco tiros que atingiram a nuca e a face. O primeiro deles teria sido disparado pelas costas e, os demais, depois que a vítima já estava caída ao chão .

Gandra é também suspeito de ter assassinado o jovem Romário Rangel Pessanha, de 20 anos, na localidade de Mussurepe no mesmo ano. Este crime ainda não julgado. Em 13 de dezembro de 2010, o juiz da 1ª Vara Criminal, havia decretado a prisão preventiva de Gandra. Na ocasião, ele chegou a se apresentar no 32º BPM, em Macaé, onde era lotado, e, em seguida, encaminhado para a 134ª DP, no Centro de Campos, onde os casos foram registrados.

Com informações da Folha da Manhã Online

Da blogueira — Foram três anos de sofrimento abrandado pela esperança de que a justiça fosse feita, mas é impossível crer que  para se defender de alguém que portava uma faca fosse preciso tiros na nuca e na face.

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“Não fique assim tão tensa, senta aqui”

Atendendo ao pedido feito aqui pelo leitor Branco Mello, depois do sucesso de ontem do Coquetel da Folha, dentro da maior tranquilidade e com outra trilha sonora, segue a canção de Fábio Jr. como sugestão ao repertório do cantor e compositor baiano Jota Leonni…

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Para sentar e relaxar, antes do Coquetel

Para sentar e relaxar antes do Coquetel da Folha, daqui a pouco, na Exposição Agropecuária, apesar de não ser muito do meu gosto, segue a canção do cantor e compositor baiano, radicado em Campos, Jota Leonni…

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Após reunir 500 pessoas, “Cabruncos”, médicos e catadores serão recebidos por Edson

Como já havia sido dito aqui, na reprodução do artigo publicado no último domingo na Folha, o esvaziamento da onda de protestos de rua em todo o país se refletiu também em Campos. Depois de levar cerca de três mil pessoas às ruas, na manifestação do dia 17, adesão popular que dobrou no segundo protesto, no dia 20,  o movimento “Cabruncos Livres”, hoje engrossado pelos médicos de Campos que saíram do Hospital Ferreira Machado (HFM), além dos ex-catadores de lixo da Codin, conseguiu  reunir cerca de 500 pessoas, que saíram da praça São Salvador em passeata até a Câmara de Vereadores. Lá, o presidente Edson Batista (PTB) propôs que uma comissão de cinco pessoas entrasse para levar a pauta de reivindicações. Como os manifestantes queriam que o presidente da Casa do Povo descesse às ruas para dialogar abertamente, a exemplo do que fez o prefeito de Macaé, Dr. Aluizio (PV), a proposta foi recusada.

Após negociações, ficou acordado que uma comissão de cinco pessoas de todos os movimentos será eleita no próximo sábado, dia 6, no auditório da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Campos, às 16h, quando também será estabelecida uma pauta comum de reivindicações. Essa comissão será então recebida por Edson, na Câmara, na próxima terça, dia 8, também às 16h.

O projeto inicial de caminhar até a Prefeitura de Campos foi deixado de lado, até para evitar confrontos com o grupo de 15 pessoas ligadas ao governo municipal, que monitorou todo o movimento.

Abaixo, os flashes das manifestações, sob o olhar dos repórteres-fotográficos Eduardo Prudêncio e Valmir Oliveira…

Atualização às 19h45: A partir das informações apuradas pelos jornalistas Mário Sérgio Junior e Gustavo Matheus.

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Wilson Baptista nas capas da Folha e do Globo

Ontem (02/06), ao abrir os dois jornais impressos que leio diariamente, deparei-me com a feliz surpresa da capa da Folha Dois e a do Segundo Caderno, de O Globo, com matéria tratando do mesmo tema: o centenário do compositor campista Wilson Batista  (1913/68), autor de inúmeros sucessos do cancioneiro nos anos 30, 40 e 60 do século passado. Na Folha, a matéria foi do Celso Cordeiro Filho, com charge do Marco Antônio Rodriguez. No Globo, a reportagem foi da Helena Aragão, com direito a artigo do João Máximo. Confira nas reproduções abaixo…

Capa de ontem da Folha Dois (clique na imagem para ampliá-la)
Capa de ontem do Segundo Caderno do Globo (clique na imagem para ampliá-la)
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Ao amigo Gustavo Matheus

Há cerca de um ano, num embate virtual, conheci de fato o Gustavo Matheus. Em meio à refrega da peleja, propus um chope, ele aceitou e a partir dali demos início ao que penso ser uma sólida amizade, baseada em respeito mútuo, sobreposto às nossas naturais diferenças. Percebido seu talento para escrever, convidei-lhe para fazer um teste na Folha, como jornalista, função na qual ele evoluiu rapidamente nesse mesmo período de um ano, mas que ora se encerra, por decisão e vontade dele. Mesmo que só na quimera, como ensinou Aluysio Barbosa, o Bom, jornalista tem que se ater a ser narrador. E Gustavo tem fome de personagem, não de si, da sua vaidade, mas deste palco plano cortado pelo Paraíba do Sul, no qual todos desempenhamos nossos papeis. Gustavo sai da redação, que deixa com as portas abertas, mantendo sua colaboração como opinador da Folha, em seu blog, batizado com seu nome.

“Do coração do meu coração”, como diria o príncipe Hamlet, desejo a ele todo o sucesso do mundo em seus novos projetos. Com quase 20 anos a mais do que esse amigo que pretendo conservar enquanto durar esta nossa breve aventura de existência, deixo ao Gustavo as palavras com as quais o poeta irlandês William Butler Yeats (1865/1939) de nós se despediu: “Passe os olhos friamente/ Pela vida, pela morte,/ Cavalheiro, para frente”.

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Nossa dignidade nas ruas

Independente da adesão popular às manifestações de hoje, não só dos “Cabruncos Livres”, como também dos médicos de Campos, que planejam se encontrar na Câmara Municipal, para de lá seguirem todos juntos até a Prefeitura de Campos, o fundamental é não permitir que pessoas infiltradas por um governo municipal que até agora tem se negado a dialogar com os manifestantes, mas está em crise de pânico com as ruas que não conseguiu controlar, arranhem o caráter cidadão do movimento.

Bem verdade que, em Campos, após o sucesso das duas primeiras passeatas dos “Cabruncos” — a primeira, no dia 17, levando cerca de três mil pessoas às ruas, com a segunda, no dia 20, dobrando o número da sua adesão popular —, as manifestações mais recentes, como a dos sindicatos e partidos de oposição, em 27 de junho, e a dos profissionais de enfermagem, em 1º de julho, levaram apenas algumas dezenas de pessoas à praça São Salvador nas quais ambas foram realizadas.

Lamentável que um grupo político que conquistou o poder no município, num já distante novembro de 1988, a partir da “Passeata das Rosas”, que ofertou das ruas de Campos a certeza da vitória do então jovem Anthony Matheus, o Garotinho, na disputa à Prefeitura de Campos, hoje tenha medo delas. É tão surreal quanto ler o blog do atual deputado federal e pré-candidato a governador do PR, e perceber seu apoio às manifestações em todo resto do país, sem que uma linha seja dita sobre o mesmo clamor popular na cidade que tem sua esposa como prefeita, mas que ele de fato governa.

Imunes às contradições históricas, democráticas e da razão, por parte do mesmo grupo político que, inclusas suas eventuais distensões, governa Campos nos últimos 25 anos, os “Cabruncos” se reúnem hoje, a partir das 16h, na praça São Salvador. No mesmo horário, na rua Rocha Leão, no entorno do Hospital Ferreira Machado, os médicos de Campos se reúnem com apoio do Cremerj, seu sindicato e a Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, além de todas suas entidades de classe nacionais.

Vexatório, para toda Campos, que quem a governa tenha se negado a seguir o exemplo da presidente Dilma Rousseff (PT), ou mesmo de municípios vizinhos, como a Macaé de fato governada por seu prefeito, Dr. Aluizio (PV), ambos abertos ao diálogo democrático com a voz das ruas. Mas quem quer ou quantos forem aqueles que hoje em optarem por expressá-las em Campos, estudantes, médicos, mas sobretudo cidadãos, estarão ecoando os versos do jornalista e poeta cubano José Martí (1853/95): “Nesses homens vão milhares de homens, vai um povo inteiro, vai a dignidade humana”.

Publicado na edição de hoje da coluna Ponto Final, da Folha da Manhã.

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“Cabruncos Livres” convocam em vídeo para manifestação de amanhã

Abaixo, na democracia irrefreável das redes sociais, o novo vídeo da convocação dos “Cabruncos Livres” à manifestação do movimento amanhã, com concentração às 16h, na praça São Salvador, e saída em passeata às 18h, com previsão de se juntar à mobilização dos médicos de Campos, em frente à Câmara Municipal, de onde o trajeto conjunto tem previsão de caminhar até a Prefeitura de Campos…

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Após abraçar HFM, médicos se juntam aos “Cabruncos”, amanhã, até a Prefeitura

A manifestação dos médicos de Campos vai se juntar amanhã aos “Cabruncos Livres”. Organizados pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), pelo Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) e pela Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia (SFMC), com apoio de todas entidades nacionais da classe (AMB, CFM, CRMs e ANMR), os médicos vão se reunir a partir das 16h, na rua Rocha Leão, no entorno do Hospital Ferreira Machado (HFM). Dali, depois do abraço simbólico e silencioso ao maior hospital público do município, os médicos saem em passeata até a Câmara de Vereadores, onde pretendem se juntar aos “Cabruncos”, que por sua vez sairão da praça São Salvador. Caminhando juntos, a previsão é que todos se encaminhem à Prefeitura de Campos.

A programação da manifestação dos médicos foi fechada na noite de ontem, em reunião na SFMC. A pauta da categoria é:

1 – Interromper o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) pelos governos federal e estaduais

2 – Implementação de carreira de estado para todos os profissionais de saúde

3 – Garantir a aplicação de 10% da receita líquida da União para a saúde

4 – Revalidar no Brasil os diplomas de todos os profissionais estrangeiros que pretendam atuar profissionalmente no país

5 – Condições de trabalho dignas para os cidadãos e as equipes médicas que os atenderem pelo SUS

Além disso, em nome dos princípios de justiça social, dignidade da cidadania, transparência dos governos e fim da corrupção pública generalizada, os médicos de Campos também apoiam a pauta municipalizada dos “Cabruncos Livres”, adiantada aqui, neste “Opiniões”, e republicada abaixo:

1 – Orçamento participativo

2 – Ficha Limpa para todos os cargos de assessoramento e direção (secretários e DAS)

3 – Eleição direta para diretores das escolas municipais

4 – Fim do voto secreto na Câmara Municipal

5 – Paridade do aumento dos subsídios dos vereadores com o aumento salarial do funcionalismo público

6 – Isenção da taxa de iluminação

Atualização às 15h03: Aqui, o blog do Simec anunciou, desde ontem, a manifestação de amanhã dos médicos de Campos, sendo reproduzido aqui e aqui, respectivamente, pelos jornalistas Ricardo André Vasconcelos e Alexandre Bastos. Quanto ao abraço simbólico ao HFM, ideia original dos servidores do próprio hospital, à qual os médidos resolveram aderir na reunião de ontem, o ato já havia sido anunciado aqui, desde 27 de junho, pelo jornalista Sérgio Mendes.

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Como articulista, Nahim é mais uma novidade da Folha

Após as estreias dos blogs da Lívia Nunes (aqui) e do Fernandinho Gomes (aqui) a Folha também tem novidades em sua edição impressa. Ex-vereador, pré-candidato a deputado federal e presidente da Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte), Nelson Nahim (atual PPL, mas de malas prontas para o PSD) passará a escrever um artigo semanal, na página 4 do primeiro caderno, sempre às quartas-feiras, a começar da próxima, dia 3. Sua intenção é falar sobre coisas de política, projetos da Fenorte, mas também de assuntos do cotidiano. Leia na quarta e confira…

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Marcão e Edson ouvem as vozes das ruas, que parecem perder força

(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Ainda que tenham fracassado as três últimas manifestações populares de Campos — dos sindicatos e partidos de oposição, na última quinta (27/06); do movimento “Anonymous Campos”, na sexta (28/06); e o dos profissionais de enfermagem, hoje (01/07), todos na praça São Salvador —, as pautas lançadas da vontade das ruas parecem estar tendo acolhida  na Câmara Municipal de Campos. Além do vereador de oposição Marcão (PT), que na última quarta, dia 26, propôs uma indicação legislativa para instituir o Orçamento Participativo no município, conforme o blog adiantou aqui, também o presidente do Legislativo goitacá e garotista de quatro costados, vereador Edson Batista (PTB), passou a defender a diminuição salarial dos edis, aparentemente de encontro às vozes ecoadas nas ruas de Campos e todo o Brasil, como o jornalista Alexandre Bastos revelou aqui.

Na incerteza de que as duas iniciativas vingarão, já que qualquer proposta feita na Câmara de Campos, para ser aprovada, tem que contar com a aprovação pessoal do deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), que controla com mão de ferro (e benesses bancadas pelos cofres públicos municipais) os votos e as vontades de 21 dos 25 vereadores, incerta também  a mobilização popular que o movimento “Cabruncos Livres” vai conseguir agregar em sua terceira manifestação, programada para a próxima quarta, dia 3, com concentração às 16h e saída em passeata às 18h. Após reunir cerca de três mil pessoas, no último dia 16, e de dobrar esses números, na segunda passeata, no do dia 20, ninguém sabe se o movimento continuará a crescer, se manterá a adesão popular ou se perderá força, sobretudo após os insucessos das manifestações de outros grupos nos dias 27, 28 e hoje.

Uma coisa, no entanto, é certa: sem mobilização popular, nem Brasília, nem Rio de Janeiro, muito menos Campos, onde os mandatários da cidade sequer se dignaram a receber e dialogar com os manifestantes das ruas, para se usar um velho, mas vero ditado: “Tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes”…

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