Dilma e Anthony unidos para tentar tungar o ronco das ruas

Não é só a atabalhoada presidente Dilma Rousseff (PT) que está querendo tungar o ronco das ruas. Seu mais recente defensor na Câmara Federal, o deputado Anthony Matheus, o Garotinho (PR), sabe-se lá por quais interesses cruzados por trás do mesmo populismo assistencialista e fascistóide que tanto unem o lulo-petismo ao garotismo, também quer pegar carona no sucesso dos Cabruncos Livres pelas ruas de Campos, depois de tentar e não conseguir desacreditá-lo. É o que revelou o jornalista e blogueiro Alexandre Bastos…

Tropa rosa nas ruas

Por Alexandre Bastos, em 26-06-2013 – 1h10

Imagem ilustrativa / Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência

A primeira estratégia foi ficar em silêncio e torcer para a manifestação em Campos reunir um pequeno grupo e não fazer barulho. Como o movimento cresceu, o plano B foi acionado. Era a hora de afirmar que os “cabruncos” estariam sendo guiados por políticos e até por este blogueiro. Essa também não colou. Notando que os “cabruncos” são realmente livres, o jeito foi reunir os principais parceiros do grupo e começar a organizar um ato rosáceo.

É hora de colocar a tropa rosa na rua e mostrar que a população de Campos está satisfeita com a Saúde, Educação, Transparência e Transporte. Mas como o ato tem que criticar alguém, o bombardeio ao governador Sérgio Cabral (PMDB) e aos que não rezam a cartilha do casal está liberado.

Imagem ilustrativa / Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência

Atualização às 22h53 para colocação de legenda nas fotos.

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Por achar que tudo pode, sem nada saber, Dilma quer tungar o ronco das ruas

Jornalista Elio Gaspari
Jornalista Elio Gaspari

O comissariado quer tungar o ronco

Por Elio Gaspari

A proposta escalafobética da doutora Dilma de convocar uma Constituinte exclusiva para decidir uma reforma política foi coisa de um governo que acha que pode tudo, mesmo não sabendo nada. Seu objetivo é tungar o ronco das ruas. Ao tratar das tarifas de transportes públicos propondo um Plano Nacional de Mobilidade Urbana, a doutora falou no dialeto de comissários que empulham a rua com eventos. Falando em reforma política, fala de nada.

Ganha um mês em Pyongiang quem souber como um plebiscito poderia legitimar uma discussão que não se sabe como começa nem como termina. Hoje, há apenas uma insistente proposta de reforma do sistema eleitoral, vinda do PT, sucessivamente rejeitada pelo Congresso.

São dois os seus tendões. Um é o financiamento público das campanhas. Em tese, nenhum dinheiro privado iria para os candidatos. Só o público, seu, nosso. A maior fatia iria para o PT. Quem acredita que esse sistema acabaria com os caixas dois tem motivo para ficar feliz. Para quem não acredita, lá vem tunga.

Seria mais lógico proibir as doações de empresas. O Congresso pode decidir que quem quiser dar dinheiro a candidatos deverá tirá-lo do próprio bolso e não mais das empresas que o buscam de volta nos preços de seus produtos.

O segundo tendão é a criação do voto de lista. Hoje, o voto de um cidadão em Delfim Netto vai para a cumbuca do partido e acaba elegendo Michel Temer. Tiririca teve 1,3 milhão de votos e alavancou a eleição de três deputados, um deles petista, com apenas 93 mil votos.

Pelo sonho do comissariado, os partidos organizariam listas, e os votos que a sigla recebesse seriam entregues aos candidatos, na ordem em que foram arrolados pelos mandarins.

Em poucas palavras: os eleitores perdem o direito de escolher o candidato em quem querem votar e as cúpulas partidárias definem a composição das bancadas. (O sujeito que votou em Delfim elegeu Temer, mas em Delfim votou.) Uma proposta sensata de emenda constitucional veio exatamente de Michel Temer: cada estado torna-se um distritão, e são eleitos os mais votados, independentemente do partido. Tiririca elege-se, mas não carrega ninguém consigo.

O comissariado queria contornar a exigência de três quintos do Congresso (357 votos em 594) necessários para reformar a Carta. Numa Constituinte, as mudanças passariam por maioria absoluta (298 votos). Esse truque some com 59 votos, favorecendo quem? A base governista.

Todas as Constituintes brasileiras derivaram de um rompimento da ordem institucional. Em 1823, com a Independência. Em 1891, pela proclamação da República. Em 1932, pela Revolução de 30. Em 1946, pelo fim do Estado Novo. Em 1988, pelo colapso da ditadura. Hoje, a ordem institucional vai bem, obrigado. O que a rua contesta é a blindagem da corrupção eleitoral e administrativa. Disso o comissariado não quer falar.

Há um século o historiador Capistrano de Abreu propôs a mais sucinta Constituição para Pindorama:

“Artigo 1º. Todo brasileiro deve ter vergonha na cara.

Artigo 2º. Revogam-se as disposições em contrário.”

Na hora em que a rua perdeu a vergonha de gritar, a doutora diz que o problema e sua solução estão noutro lugar.

Publicado hoje na versão impressa de O Globo.

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Enfim, deputado bandido vai para a cadeia

O primeiro a divulgar na blogosfera local foi o sempre antenado Cláudio Andrade. É ler e, não sem prazer cidadão, enfim constatar: Se cuidem, mensaleiros!!!…


STF pede a prisão imediata do deputado federal Natan Donadon

Por Cláudio Andrade, em 26-06-2013 – 11h03

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (26), por oito votos a um, pela prisão imediata do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO). Ele foi condenado em 2010 a 13 anos, 4 meses e 10 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de peculato (crime praticado por funcionário público contra a administração) e formação de quadrilha, mas aguardava o julgamento dos recursos em liberdade.

Donadon será o primeiro deputado em exercício a ser preso por determinação do Supremo desde a Constituição de 1988. Ainda não há informações sobre o momento exato em que a prisão será cumprida.
A questão sobre a perda do mandato parlamentar não foi definida pelo plenário do Supremo e deve ser decidida pelo Congresso, uma vez que, durante o julgamento em 2010, os ministros não discutiram a questão.

Fonte G1

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PEC 37 caída de podre foi o primeiro fruto da primavera das ruas

Como o leitor mais atento poderá cobrar, prometi voltar à ativa ontem, mas uma forte gripe, agravada por uma  celebração a contragosto do meu aniversário na segunda, acabou me tirando de combate no dia de ontem. Como para quem já adquiriu, em quarenta e uma primaveras, anticorpos suficientes para seguir a vida sem maiores problemas, constato que saí para encontrar o Brasil, o Estado do Rio e Campos ardendo mais que febre ou qualquer outro mal que dá e passa. Longe ainda da perspectiva de diagnóstico conclusivo, o fato é que, após o atendimento pontual da suspensão do aumento na tarifa no transporte público das principais capitais do país, a primavera que esquentou o outono-inverno das ruas brasileiras colheu ontem seu primeiro grande fruto verdadeiro, quando vergou o tronco da Câmara Federal ao nível do solo onde pisa o povo, derrubando de podre a famigerada Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, por acachapantes 430 votos a nove daqueles que resolveram, enfim, nos representar em Brasília.

Um dos principais pontos comuns das manifestações apartidárias que floresceram do Oiapoque ao Chui, adubadas pela indignação com a corrupção generalizada do poder público, sustentada por uma carga tributária escorchante em troca de serviços indigentes ao cidadão, bom lembrar que a PEC 37 tinha o apoio do PT, numa reação aloprada à condenação da sua cúpula no julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal federal (STF). O objetivo: dar às forças policiais, incapazes de solucionar a imensa maioria dos homicídios praticados à conta de guerra civil em todas as unidades da Federação, o monopólio do poder de investigação sobre TODOS os crimes cometidos no país, excluindo desta função os Ministérios Públicos. Fosse aprovada, estaria o Brasil igualado àquilo que, no resto do planeta, só se registra no Quênia, em Uganda e na Indonésia, nações devastadas por movimentos ditatoriais assassinos, como bem lembrou aqui, em artigo publicado na Folha, o advogado e diretor geral do Observatório de Controle do Setor Público, José Paes Neto.

E os Cabruncos Livres com isso? Bem, como registrou aqui a jornalista Jane Nunes, na democracia irrefreável das redes sociais, que organizou em todo o país o movimento das ruas: “Perguntar não ofende né? Será que o MP em Campos vai ser mais atuante a partir da derrubada da PEC 37?”

Atualização às 11h48: Na Folha Online, a primeira a noticiar aqui a vitória das ruas na Câmara Federal, responsável pelo sepultamento da fascistóide PEC 37, foi a sempre atenta jornalista Suzy Monteiro.

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Pausa

Por motivos de ordem pessoal, me ausentarei desta lida virtual do presente momento até o próximo dia 25, deixando você, generoso leitor do blog, na companhia por certa mais prazerosa dos traços do Zé Renato. Até lá, cientes da nossa própria pequenez, ao pé da Serra do Mar, que confere vértebras à nossa planície, ou da Cordilheira dos Andes, espinha dorsal de todo nosso continente, fiquemos com os versos do poema “Amigo”, do grande vate — poeta no sentido daquele que vaticina, que vê antes —  Pablo Neruda (1904/73):

“Amigo — faz com que na tarde se desvaneça

este inútil e velho desejo de vencer”

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Democracia representativa e das ruas, no Brasil e no mundo, ontem, hoje e sempre

Cineasta Cacá Diegues
Cineasta Cacá Diegues

Uma crise de representação

Por Cacá Diegues

Lá pela metade do século 20, por volta dos anos 1960, surgiram por aí diferentes movimentos contra o estado do mundo, com claros discursos pela construção de uma nova sociedade humana. Os beatniks, a primavera de Praga, os guerrilheiros latino-americanos, os panteras negras, o Solidariedade polonês, os hippies, os jovens americanos que se recusavam a ir para o Vietnam, os estudantes parisienses de maio de 1968, foram agentes explícitos de ideais programáticos e ideológicos que mobilizavam multidões.

Hoje não é mais bem assim. Talvez porque o mundo tenha perdido a esperança em mudanças radicais. Talvez porque a revolução tenha perdido prestígio para a mobilidade social. Talvez por não nos sentirmos mais representados por nenhuma força política.

Depois do movimento Occupy Wall Street, da chamada Primavera Árabe, dos combates na Siria, dos confrontos contra o governo na Turquia e na Grécia, das manifestações populares nas ruas de uma Europa em crise, os jovens do Movimento Passe Livre trazem agora para Rio de Janeiro e São Paulo esse novo estilo de contestação, típico do século 21 – uma contestação pontual, sem propriamente projeto de nação ou de sociedade.

Em outubro de 2011, visitei o acampamento do Occupy Wall Street, em Nova York, e escrevi aqui, nesse mesmo canto de página, que “todo mundo sabe porque foi parar no Zuccotti Park (local do acampamento dos manifestantes), mas parece que quase ninguém tem uma ideia precisa de para que serve o movimento, o que deve acontecer em seguida (…) é como se um malestar estrutural estivesse substituindo os programas ideológicos (…) as ideias parecem sufocadas pelo malestar que tomou o lugar da luta política”.

Depois de ver na televisão um rebelde sírio arrancar o coração de um soldado governista, como é possível acreditar que sua revolta seja alimentada pela construção de uma sociedade mais justa? Quem pode nos garantir que a Líbia, depois da destituição e morte de seu ditador, esteja mesmo construindo um regime de liberdade? Depois da crise, para onde irão as manifestações pontuais de rua em Paris, Madrid ou Atenas?

Questionado sobre o que queriam seus ativistas, um desses movimentos americanos de contestação postou resposta esclarecedora em sua página no facebook: “O processo é a mensagem”. Ou seja, o ato de agir é a única razão da ação.

Todos esses movimentos se explicam pela ausência de representação de seus membros no campo da política. Como cada vez mais nos sentimos menos representados pelos que estão no poder (mesmo que eleitos por nós), só nos resta ir às ruas para ao menos mostrar que existimos. Nossas reivindicações podem ir desde o fim de um ditador até a luta contra o aumento de 20 centavos na passagem de ônibus, tanto faz. Ainda no acampamento do Occupy Wall Street, no Zuccotti Park, vi uma senhora ativista fazer discurso de protesto contra a maneira pela qual era tratada por seu marido.

Ninguém mais se sente representado politicamente, assim como nossos supostos representantes não se importam mais em representar ninguém. Há um enorme abismo entre nós e o poder que devia agir em nosso nome, um desinteresse em nos representar. O processo eleitoral não tem nada a ver com a representação que devia ocorrer depois dele. Os eleitos só pensam em continuar eleitos e em proteger a instituição a que pertencem, para que ela exista para sempre, com eles dentro. Os acordos partidários, as manobras de sobrevivência, os interesses pessoais e, às vezes, as vantagens pecuniárias, são fatores hegemônicos na atividade do “representante”. Outro dia, o ex-presidente Lula disse que “às vezes, tenho a impressão de que partido é um negócio”.

Hoje o termo “democracia representativa” diz mais respeito a um regime que, eleito pelo povo, interpreta um determinado papel. Ela é “representativa” no sentido teatral da expressão, no sentido da representação dramática. Não há nenhuma justificativa programática ou ideológica para seus gestos. Apenas ação. Como podemos nos identificar com eles? Então vamos às ruas para nos representar a nós mesmos, nem sempre sabemos bem para que.

A resposta à crise da democracia representativa não pode ser o autoritatismo que elimina a liberdade de escolha e é contra a natureza humana. Nem a ilusão da democracia direta, mãe do populismo e da ditadura. Como tudo que é humano, a democracia não é um regime perfeito, mas pode ser aperfeiçoada sempre. (Em “Sabrina”, filme de Billy Wilder, o pai da heroína, motorista particular de família abastada, diz que a democracia é muito estranha: embora o contrário seja comum, quando um pobre casa com um rico, nunca se ouve dizer do pobre que ele foi “muito democrático”).

Enquanto não encontrarmos coisa melhor, não podemos abrir mão da democracia. É sagrada e insubstituível a beleza do voto que deve garantir o poder da maioria e os direitos das minorias que, daí a quatro anos, terão outra oportunidade de se tornarem maioria. E isso com liberdade permanente para todos irem às ruas ou não.

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Anthony acusa quando apanha, mas usa jornalismo da Globo quando quer bater

Interessante notar como nos últimos dois dias, em reveses registrados pelo senador Lindbergh Farias (PT) e o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), o Blog do Bastos, mais lido entre todos hospedados na versão online da Folha, jornal que o deputado federal e pré-candidato a governador Anthony Matheus, o Garotinho (PR), classificou numa de suas habituais bravatas como “Partido Contra Garotinho” (PGR), foi acompanhado par e passo pelo blog do próprio Anthony Matheus, o Garotinho. Ainda mais interessante quando se atenta ao fato de que a matéria usada para propagar o revés de Lindbergh no Supremo Tribunal Federal (STF), relativa à quebra do seu sigilo bancário, foi assinada pelo mesmo jornalista Hudson Correa, que igualmente fez e assinou aqui matéria na mesma revista Época, sobre as denúncias do caso da GAP, na qual deixou sete instigantes perguntas ainda sem as devidas respostas de Anthony Matheus, o Garotinho, que preferiu reagir aqui com a promessa de processos cível e criminal contra quem então classificaria como “fraquíssimo repórter” e “bobinho”, antes de agora ecoar sem pretensão de estar fazendo nenhuma bobeira.

Já a matéria do revés do vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) na Justiça do Rio, em relação ao aluguel de carros blindados, é fruto da apuração exclusiva da Globo Online, pertencente como a Época às mesmas Organizações Globo que Anthony Matheus, o Garotinho, tem acusado sem nenhum pudor de perseguição política, para atender aos interesses do governador Sérgio Cabral (PMDB). Não por coincidência, Lindbergh e Pezão são os principais concorrentes de Anthony Matheus, o Garotinho, na corrida à sucessão do mesmo Cabral.

Como até um garotinho de verdade poderia perceber, Hudson Correa, Época, Organizações Globo, Alexandre Bastos, a Folha e qualquer outro jornalista ou veículo, quando ousam apurar e noticiar fatos contrários aos interesses de Anthony Matheus, o Garotinho, na versão deste, o fazem simplesmente porque são a ele contrários, não em busca da verdade. Todavia, quando esta alegada parcialidade é contradita pelos mesmos esforço e espaço dedicados à apuração e divulgação de fatos contrários também aos opositores de Anthony Matheus, o Garotinho, esses mesmos jornalistas e seus veículos são eleitos do dia para a noite como fontes confiáveis de informação, ganhando o endosso público de quem ainda ontem dizia que nenhum deles prestava.

Constatada que a credibilidade questionada com o fígado num dia, pode ser usada no seguinte como exemplo da mais insuspeita verdade, em flagrante descrédito, na verdade, de quem se acha no direito de classificar jornalismo ao bel prazer dos interesses pessoais do dia, passemos às linhas diretas mais recentes do noticiário das Organizações Globo com a sequência de dobradas dos incansáveis colegas blogueiros Alexandre e Anthony…


Ministro do STF quebra sigilo de Lindbergh Farias

Por Alexandre Bastos, em 12-06-2013 – 14h36

(Foto: Pedro França - Agência Senado)
(Foto: Pedro França - Agência Senado)

Da revista Época:

Em decisão publicada ontem (11), o ministro José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), quebrou o sigilo bancário do senador Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, pré-candidato ao governo do Estado. A medida foi pedida pela Procuradoria-Geral da República dentro do inquérito que investiga rombo milionário no Fundo de Previdência dos Servidores Municipais da cidade de Nova Iguaçu (Previni). O prejuízo chegaria a R$ 356 milhões. A quebra do sigilo compreende o período de 2005 a 2010, quando Lindbergh era prefeito de Nova Iguaçu, localizada na Baixada Fluminense.

Em março, ÉPOCA revelou que o Tribunal de Justiça do Rio (TJ) autorizou em 2008 a quebra de sigilos do senador e da família dele, relativa ao período de junho de 2004 a junho de 2008. Trata-se de outra investigação, que também subiu ao STF, mas que se refere a supostos desvios de recursos da prefeitura para pagamento de despesas pessoais do então prefeito. Lindbergh nega.

O inquérito sob responsabilidade de Toffoli se concentra exclusivamente no Previni, que chegou a ser alvo de investigação de uma CPI na Câmara Municipal de Nova Iguaçu, cujo relatório apontou o rombo. O resultado da CPI chegou à Procuradoria-Geral da República, após Lindbergh se eleger senador. “A prefeitura de Nova Iguaçu, representada pelo prefeito Lingbergh Farias, além de não ter repassado ao Instituto os valores relativos ao pagamento dos segurados, no período de maio de 2005 a março de 2010, também deixou de transferir os valores relativos aos royalties do petróleo desde janeiro de 2007”, acusou o procurador-geral da República Roberto Gurgel, conhecido pela denúncia do mensalão petista. Ele ainda aponta “operações suspeitas” do Instituto no mercado financeiro. A quebra de sigilo se estende ao próprio Previni, a diretores da instituição nomeados por Lindbergh e corretoras de valores. “Temos aqui situação na qual se encontram em jogo a coisa pública e agente público e demais investigados, cuja privacidade mostra-se relativa”, afirmou Toffoli em sua decisão. “Os fatos narrados possuem repercussão maior, estando devidamente demonstrada a necessidade de se apurar ao fundo todos os aspectos”, acrescentou. Toffoli chegou a ser ministro do governo Lula. Ele foi Advogado-Geral da União.

Por meio de sua assessoria, o senador informou que vai recorrer da decisão.

Atualização às 20h10 — Posição dos advogados – Em contato com o blog, a assessoria do senador Lindbergh Farias encaminhou a posição do advogado.

A defesa de Lindbergh nega a ocorrência de fraudes na Previni na gestão dele como prefeito, diz que o senador já ofereceu dados fiscais e bancários e que não há preocupação com a quebra de sigilo decretada por Toffoli. “O Lindbergh é um dos únicos políticos do Brasil que oferece sigilo bancário. A mim não importa porque já tinha sido oferecido à Suprema Corte. Ele não tem absolutamente nada a esconder. Não estamos com medo da quebra de sigilo bancário. O que não posso deixar é que esclarecimentos importantes deixem de ser feitos ao ministro”, disse o advogado Celso Villardi.

Rombo de R$ 365 milhões leva STF a quebrar sigilo bancário de Lindbergh

Por Anthony Matheus, em 12-06-2013 – 18h40

A situação jurídica do senador Lindbergh Farias está ficando mais complicada a cada dia que passa.

Justiça suspende aluguel de blindados para Pezão

Por Alexandre Bastos, em 13-06-2013 – 12h03

O juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu liminar suspendendo a licitação para o aluguel de dois carros blindados esportivos para o vice-governador do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Em sua decisão, o magistrado alega que há “iminente risco de sangramento de verbas públicas, que será de difícil reparação após a formalização do contrato administrativo”. O pregão eletrônico, marcado inicialmente para 3 de junho, foi adiado para o dia 18.

O caso da compra dos blindados foi revelado pelo jornal “O Globo” no dia 21 de maio. A previsão é que a locação dos veículos custe R$ 261,6 mil por um ano. Entre as justificativas que constavam no edital para o aluguel de veículos com tração nas quatro rodas estava o fato de Pezão residir em área rural. O vice-governador mora no Leblon, na Rua Rainha Guilhermina, e sua outra casa, no município de Piraí, fica no centro da cidade. Após a denúncia, o edital foi modificado e retirada essa cláusula.

A ação foi movida pelos advogados Mauro Vinícius da Rocha Marques e Magnum Magalhães Pinto da Silva. Além de problemas técnicos no edital, eles também alertaram para a cláusula que prevê que, caso haja problema técnico no veículo, ele deveria ser substituído em até duas horas. Em São Paulo, o vice-governador não usa carro blindado. No Rio, o vice-prefeito Adilson Pires também não tem o benefício.

Fonte: O Globo

Depois de ser pego na mentira, Pezão fica sem mordomia

Por Anthony Matheus, em 16-06-2013 – 13h51

Reprodução do Globo Online
Reprodução do Globo Online

O vice-governador Pezão é um mentiroso, que nesse caso, até estranhamente, foi desmascarado logo pelo Globo. Como queria ter à disposição dois carros esportivos com tração 4×4 blindados, Pezão colocou no edital para o aluguel dos veículos que sua casa em Piraí ficava na área rural. Mas como podem ver abaixo, era mais uma mentira, a sua casa fica no centro da cidade.

Reprodução do Globo Online
Reprodução do Globo Online

Pezão quer que os cofres públicos paguem pelos seus carros de campanha. É muita cara de pau! Mas, felizmente a Justiça suspendeu a licitação. Se Pezão aprendeu com Cabral e agora gosta de mordomias, luxos, bebidas caras, jóias, que pague com o seu dinheiro.

Aliás, é curioso. O vice-governador de S. Paulo não tem carro blindado, assim como vice-prefeito do Rio. Pezão vive enaltecendo a “pacificação” e agora quer andar de carro blindado. Deveria era andar a pé pela Rocinha e pelo Alemão, mas isso ele não tem peito, não que correr risco de ser vítima de bala perdida.

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